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1202 palavras
1-21 Neste texto, Paulo usa o termo “andar” no sentido de “viver” ou “comportar-se”. A passagem contrasta o modo cristão de “andar” ou “viver” com o estilo de vida do descrente. … Podemos sentir a tentação de desanimar, pensando que nunca seremos tão puros e sábios como se exige aqui. Mas, em vez de interpretar a passagem como um padrão intimidador, devemos vê-la com o espírito de ação de graças que Paulo advoga. Agradeça a Deus por estar atuando a fim de imbuir sua vida com a pureza e sabedoria divinas. Bíblia de Estudo Andrews..
1-7 imitadores de Deus. O padrão para o comportamento cristão é excepcionalmente elevado, uma vez que devemos ser imitadores de Deus, espelhando o amor de Cristo por nós (v. 1, 2). Portanto, não nos deve surpreender o fato de o padrão de pureza sexual para os cristãos também ser elevado (v. 3-7). Ao levar uma vida piedosa de amor, os cristãos excluem a luxúria [lascívia, emoção de intenso desejo pelo corpo] de sua vida. Em lugar do linguajar obsceno tão comum, os cristãos praticam “ações de graças” (v. 4). Bíblia de Estudo Andrews.
Uma maneira de imitar a Deus é ter um espírito perdoador (4.32). Também imitamos a nosso Senhor ao Agirmos “como” (v. 2; 4.32) Ele agia. Bíblia de Estudo NVI Vida.
2 Entregou em sacrifício por nós, quer dizer no nosso lugar. A mesma palavra aparece em Rm 8.32 para descrever o sacrifício do Pai. Bíblia Shedd.
Aroma suave. A mesma frase aparece 40 vezes no Pentateuco (LXX). Enfatiza a aceitabilidade do sacrifício. Bíblia Shedd.
3-4 convém … inconvenientes. Banalizar o relacionamento sexual (“chocarrices”) ou, por outro lado, idolatrá-lo, está em descompasso com a nossa identidade de “santos”. Uma vez que fomos convocados dentre a raça humana (1.4-6) para portar a imagem restaurada de Deus (4.24), podemos aceitar os dons de Deus, inclusive a sexualidade, com ações de graça, e restituí-los ao seu uso apropriado (Pv 5.18-19; 1Tm 4.1-5; Hb 13.4). Bíblia de Genebra.
nem conversas tolas nem gracejos imorais. O contexto, com a palavra “obscenidade”, mostra a impropriedade não do humor em si, mas de piadas sujas e de conversas desse tipo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
ações de graça. Com uma atitude de gratidão por tudo o que Deus nos tem dado, poderemos afastar todos os pensamentos impuros e palavras más. Bíblia de Estudo NVI Vida.
5 idólatra. O cobiçoso deseja certas coisas mais que a Deus …, incorrendo assim na idolatria. Bíblia de Estudo NVI Vida.
6 Filhos da desobediência. É um hebraísmo [expressão da língua hebraica] significando pessoas rebeldes diante do apelo do evangelho (cf. 2.2; Cl 3.6). Bíblia Shedd.
participantes com eles. Os cristãos precisam considerar o terrível destino dos não-cristãos e recusar a juntar-se a eles em sua loucura. Bíblia de Genebra.
7 não participem. Embora os cristãos convivam nos relacionamentos sociais com o próximo, como também acontecia com o Senhor Jesus (Lc 5.30-32; 15.1, 2), não devem participar do modo de vida pecaminoso dos incrédulos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
8 filhos da luz. Este estilo de vida bane a escuridão. Bíblia de Estudo Andrews.
Essa seção acentua o contraste entre a luz e as trevas, demonstrando que os pertencentes ao Senhor, que é “luz” (1Jo 1.5), i.e., puro e verdadeiro, não apenas têm avida iluminada por ele, mas também são o meio de introduzir essa luz nas áreas escuras da conduta humana (cf. Mt 5.14). Bíblia de Estudo NVI Vida.
14 tu que dormes … mortos. Duas figuras que retratam o pecador (cf. 2.1) Bíblia de Estudo NVI Vida.
15 insensatos … sábios. Tendo realçado o contraste entre a luz e as trevas, Paulo agora passa ao contraste entre a sabedoria e a insensatez. Bíblia de Estudo NVI Vida.
16 Remindo o tempo. São as mesmas palavras do gr que vêm muito bem traduzidas em Cl 4.5: “Aproveitai as oportunidades”. Bíblia Shedd.
18 não vos embriagueis. O êxtase temporário induzido pelo álcool nunca pode competir com a recompensa duradoura oferecida por uma vida cheia de alegria, sob a inspiração do Espírito. Bíblia de Estudo Andrews.
Não se embriaguem … deixem-se encher pelo Espírito. O tempo presente em grego é usado para mostrar que a plenitude do Espírito Santo não é uma experiência de uma vez por todas. Repetidas vezes, conforme requeira a ocasião, o Espírito reveste de poder para a adoração, para o serviço e para o testemunho. A oposição que há entre estar cheio de vinho e estar cheio do Espírito é evidente. … Quando [Paulo] fala aqui a respeito de deixar-se encher pelo Espírito … refere-se a estar debaixo do controle de Deus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
enchei-vos do Espírito. Quem está cheio do Espírito está cheio de Jesus e da Sua Palavra (Jo 14.16, 26; 16.12-15; 17.17). Bíblia de Genebra.
O contraste entre o vinho e o Espírito. O cristão cheio do Espírito não tem: 1) andar cambaleante (15); 2) dias perdidos (16); 3)mente entorpecida (17); 4) cântico discordante (19). Em contraste, tem um coração repleto de: 1) comunicabilidade; 2) louvor e música (19); 3) gratidão contínua e universal (20), e 4) desejo de servir (21). Bíblia Shedd.
21 Esse versículo de transição conclui uma série de expressões que ilustram o resultado de encher-se do Espírito (vs. 19-21, nota). Independente da classe social a que pertencem, todos os cristãos devem moldar sua conduta na sociedade pela humildade e bondade de Cristo (4.32 – 5.2; cf Lc 22.24-27; Jo 13.14-16). Essa submissão “uns aos outros” é a base para os modelos de autoridade nos diferentes relacionamentos examinados em 5.22 – 6.9. Bíblia de Genebra.
A lista de Paulo contrasta com exemplos extrabíblicos, os quais defendem um tratamento severo para manter a honra do marido, pai e senhor de escravos. … Fica claro que a submissão não se aplica somente às esposas e aos escravos, mas também aos maridos e senhores. Bíblia de Estudo Andrews.
22-32 Paulo ensina que os dois sexos se complementam e que um homem e uma mulher são iguais perante Deus. Bíblia de Genebra.
23 Salvador do corpo. … a Igreja só pode existir em união íntima com Cristo e em submissão total a Ele. Sua vontade fica claramente exposta na Bíblia especialmente no NT. Bíblia Shedd.
como também Cristo. A analogia entre o relacionamento de Cristo com a igreja e o do marido com a mulher é fundamental no trecho inteiro, Bíblia de Estudo NVI Vida.
25 Maridos. Paulo passa a mostrar que não se trata de sujeição unilateral, mas de um relacionamento recíproco. Bíblia de Estudo NVI Vida.
como também Cristo amou a igreja e a Si mesmo de entregou por ela. Em parte alguma do Novo Testamento, o amor de Cristo, de auto-sacrifício, é apresentado de forma mais direta a uma relação mais específica como um modelo a ser imitado (cf. v. 2). Bíblia de Genebra.
entregou-se. Entregar-se à morte a favor da amada é manifestação mais extrema de devoção que aquilo que se exige da esposa. Bíblia de Estudo NVI Vida.
28 Assim também. O amor sacrificial de Cristo é o exemplo do amor que o marido cristão deve para a Sua esposa. Bíblia Shedd.
Se o marido e a mulher se tornam “uma só carne”, logo, quando o homem ama a esposa, ama aquela que se tornou parte de si. Bíblia de Estudo NVI Vida.
31 Numa só carne. O mistério da união do homem com a sua mulher é um tipo de união mais alta de Cristo com os Seus num só Corpo ou numa só existência. Bíblia Shedd.
33 O conselho ainda se aplica hoje: o que uma esposa mais deseja é o terno amor de um marido dedicado. Bíblia de Estudo Andrews.
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EFÉSIOS 5 – Muitos creem que a essência do cristão piedoso é só a aparência. Orgulhosamente atacam aquelas pessoas na igreja que usam roupas que fogem ao seu padrão pessoal. Condenam pinturas e outras práticas externas, mas ignoram a mudança sobrenatural que caracterizam o cristão fiel.
Não que a Bíblia libera livremente adereços que fomentam a vaidade; o problema é coar mosquitos e engolir camelos, enxergar ciscos ínfimos no olho do próximo e não perceber a viga titânica encrustada no próprio olho; é ter a língua maior que a saia, falar da vida alheia em vez de falar da vida de Cristo.
Em Efésios 5, Paulo nos chama a abandonar uma religiosidade superficial, para assumir nossa identidade como filhos da luz.
A vida cristã deve ser vivida na luz, não na aparência. Ser luz no Senhor não é ostentar uma fachada de piedade, mas refletir bondade, justiça e verdade. Isso não significa que a aparência não importa, mas que ela deve ser coerente com o coração transformado pelo Espírito Santo (Efésios 5:1-3, 8-13). Imoralidade sexual, impureza moral e cobiça não são próprios para cristãos. Não podemos ignorar a importância de um coração puro, humilde e submisso.
Jesus falou sobre isso ao repreender os fariseus por limparem o exterior do copo, mas deixarem o interior cheio de pecado (Mateus 23:25-26).
Em Efésios 5:3-7, o apóstolo condena não apenas práticas imorais, mas também a avareza, idolatria, gracejos e conversas inconvenientes (fofocas, calúnias, etc.). Aqui está a raiz do problema: O orgulho leva o suposto religioso a facilmente criticar o próximo em vez de confrontar as próprias falhas.
Somos desafiados a despertarmos do sono espiritual para uma nova vida em Cristo que reflita na comunidade (igreja). Esse despertar envolve abandonar as trevas de ignorância, do pecado e da apatia, a fim de viver na luz (Efésios 5:14-21). Não podemos desperdiçar tempo precioso em comportamento insensato.
A perspectiva de tudo muda com a conversão. Inclusive e, especialmente, no ambiente familiar. Submissão no contexto cristão não é opressão, mas um viver segundo o plano do idealizador do matrimônio, da família e da igreja (Efésios 5:22-33).
A transformação genuína inicia com o despertar espiritual, continua com a plenitude do Espírito Santo e se manifesta em nossas atitudes e relacionamentos. Vamos reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: EFÉSIOS 4 – Primeiro leia a Bíblia
EFÉSIOS 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1476 palavras
1-16 Paulo ensinou que Deus trouxe judeus e gentios para um novo relacionamento mútuo na igreja, chamando a igreja para demonstrar sua sabedoria. Paulo passa agora a mostrar como Deus proporcionou aos membros da igreja viverem e trabalharem em união, além de amadurecerem juntos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Paulo exprime seu interesse profundo na união da igreja. Ele começa com uma exortação de abertura à união (v. 1-3) e prossegue com uma lista poética de sete elementos que unem os cristãos (v. 4-6). O restante da passagem (v. 7-16) usa a metáfora da igreja como corpo de Cristo para discutir a identidade e a função unificadora dos dons espirituais. A união é, ao mesmo tempo, algo que a igreja já possui (v. 4-6), um atributo que deve receber constante cuidado e atenção (v. 1-3) e um alvo futuro em direção ao qual nos movemos (v. 13). Bíblia de Estudo Andrews.
1 Rogo-vos, pois. Com este versículo começa o que pode ser denominado de seção prática da epístola, embora o apóstolo Paulo não considerasse a doutrina e a prática como aspectos separados da fé. A teoria e sua aplicação estão entretecidas na apresentação que Paulo faz do grande tema da unidade dos crentes. Porém, nesta seção são dadas exortações especiais sobre os deveres e privilégios cristãos, devido à graça recebida e às responsabilidades mútuas entre os irmãos. A ênfase aqui é colocada mais nos efeitos do que nas causas da vida espiritual. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 1132.
2 Suportando-vos. Do gr. apechõ, “sustentar”. CBASD, vol. 6, p. 1133.
Em amor. A paciência somente se manifesta em um coração que ama. CBASD, vol. 6, p. 1133.
4-6 A unidade dos sete elementos que formam os alicerces do cristianismo apela insistentemente para uma unidade correspondente entre aqueles que confiam nesse fundamento. Bíblia Shedd.
7 a cada um. A abordagem de Paulo aos dons espirituais é estruturada por lembretes de que cada membro da igreja tem um dom e de que a saúde do corpo depende do bom funcionamento de cada parte (v. 7, 16; comparar com 1Co 12:12-27). Bíblia de Estudo Andrews.
Todo membro da Igreja tem uma função a desempenhar para o bem do Corpo. Toda responsabilidade e poder são recebidos de Cristo que concede os dons à Igreja para o seu aperfeiçoamento que resulta não só em crescimento em número como também em varonilidade, i.e., firmeza na doutrina verdadeira (cf v 14, 15). Bíblia Shedd.
9 Regiões inferiores da terra. Pode-se entender este enunciado como se referindo à própria Terra, no qual “Terra” está ligada a “regiões inferiores”, ou a “inferno”, para onde se diz ter ido a alma de Cristo ao morrer. Esta última interpretação requer que a passagem seja referente à morte e ao sepultamento de Cristo. Foi a humilhação de Cristo que O levou à exaltação. Por meio dessa experiência, Ele Se tornou um sumo sacerdote compreensivo e eficaz, familiarizado com todas as vicissitudes da vida humana, inclusive com a morte. CBASD, vol. 6, p. 1134.
profetas. Jl 2:28-31 ensina que haverá um derramamento de dons espirituais no período imediatamente anterior ao retorno de Jesus. Tais dons, inclusive o de profecia, não devem ser desprezados, mas testados para ver se são genuínos segundo a Palavra de Deus (1Ts 5:19-21). Há quatro testes dessa natureza encontrados em Is 8:20; Jr 28:9; Mt 7:20; 1Jo 4:1, 3. Bíblia de Estudo Andrews.
12 preparar os santos para a obra do ministério. Os mencionados no v. 11 não deviam fazer todo o trabalho para os membros da igreja, mas treiná-los para fazerem a obra por conta própria. Bíblia de Estudo NVI Vida.
13 maturidade … plenitude de Cristo. Não a maturidade da convicção doutrinária que acaba de ser mencionada, nem a maturidade que encerra a capacidade de termos bom relacionamentos (cf. v. 2, 3), mas a maturidade do caráter perfeitamente equilibrado de Cristo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
14 Agitados de um lado para outro. Literalmente, “atirados pelas ondas”. A falta de firmeza, muitas vezes associada à juventude, não deve ser a característica do crente, mas a paciência, a resistência e a estabilidade. Os que sempre buscam algo novo e são atraídos por ideias sensacionalistas, colocam uma base frágil para a vida da igreja. Da mesma forma, a especulação teológica e filosófica além dos limites legítimos produz instabilidade de crença e de caráter. CBASD, vol. 6, p. 1136.
Vento de doutrina. Paulo não menospreza a doutrina ou a teologia, como uma expressão sistematizada de conhecimentos a respeito de Deus, mas adverte contra a indecisão, incerteza e imprecisão que, com frequência, acompanham a reflexão teológica. Sem dúvida, ele também se refere à especulação ociosa que geralmente marca os debates religiosos. Os dois extremos são elementos perturbadores da vida da igreja. CBASD, vol. 6, p. 1136.
Artimanha. Literalmente, “jogo de dados”. Os “ventos de doutrina” são projetados para enganar, como quando um jogador ingênuo é vítima da astúcia de um trapaceiro. Não é apenas uma questão de acaso, pois os dados estão viciados; o que parece ser ensino de Cristo, em realidade não o é. CBASD, vol. 6, p. 1136.
15 seguindo a verdade em amor. Fica subentendido um modo sincero e amoroso de viver. Bíblia de Estudo NVI Vida.
4:17-5:20 Paulo acaba de considerar a unidade e a maturidade alvos gêmeos para a igreja, a qual Deus gerou pela morte de Cristo. Agora passa a demonstrar que a pureza também é essencial entre os que pertencem a Deus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
17 Vaidade dos seus pensamento (ARA; NVI: “inutilidade dos seus pensamentos”) . Do gr. mataiotes. A ideia não é de presunção, mas de objetivos frívolos e vazios. O gentio sem Cristo vagueia sem objetivo, sem esperança, e descuidadamente. CBASD, vol. 6, p. 1137.
A vida sem Deus é intelectualmente frustrante, inútil e sem sentido (v., e. g., Ec 1:2; Rm 1:21). Bíblia de Estudo NVI Vida.
20 aprendestes a Cristo. As pessoas que observam os cristãos devem ser capazes de notar que eles aprenderam de Cristo. Bíblia de Estudo Andrews.
22-24 Despojeis … revistais. Os velhos trajes imundos são abandonados para se vestir os novos vestidos brancos de santidade (Cl 3.8-12). Os tempos dos verbos indicam que se referem a atos definidos; enquanto a “renovação” (23) é um processo. Só pela renovação contínua do Espírito é possível viver a vida cristã. Bíblia Shedd.
Usando a imagem de uma mudança de vestimenta, Paulo exorta os cristãos a se despojarem (v. 22) do velho padrão de vida e se revestirem (v. 24) do novo, inspirado por Cristo (comparar com Rm 6:1-14; 13:12; Cl 3:9-14). Bíblia de Estudo Andrews.
22 O velho homem. Esta expressão parece significar mais do que simplesmente antigos atos ou hábitos; inclui a própria mente e a natureza humana, de onde se originam os atos. O velho eu morre (Rm 6:6) e não deve reviver. CBASD, vol. 6, p. 1139.
25 Membros uns dos outros. A mentira tende a destruir a unidade da irmandade; o engano opõe um membro ao outro (ICo 12:15). Não pode haver verdadeira união entre as pessoas a não ser na base da absoluta confiança (Zc 8:16). CBASD, vol. 6, p. 1140.
26 Não pequeis. O texto grego indica que se trata de uma ordem. Esta advertência é feita para evitar que ira justificável produza reações de ressentimento pessoal, vingança e perda de domínio próprio. Alguém comentou que “às vezes, fazemos bem em demonstrar ira, mas temos confundido essas vezes”. CBASD, vol. 6, p. 1140.
Irai-vos e não pequeis. Paulo usa o vocabulário de Sl 4:4, com o seguinte sentido: “Caso fiquem irados, não pequem.” Não se trata de uma ordem direta para sentir ira. A ira, sobretudo quando deixada inflamar-se pode prejudicar a comunidade cristã. Bíblia de Estudo Andrews.
Os cristãos não ficam destituídos de emoções quando se convertem, mas essas emoções devem ser purificadas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Não se ponha o sol. Aqui está uma salvaguarda contra o abuso da indignação. Embora deva sempre haver indignação contra o pecado, o ressentimento acalentado é destrutivo. CBASD, vol. 6, p. 1140.
28 não furte mais … trabalhe … tenha o que repartir. Não basta abandonar o pecado; a pessoa precisa praticar o bem. O que era ladrão deve agora ajudar os necessitados. Bíblia de Estudo NVI Vida.
29 A que for boa. Não é suficiente que o cristão se abstenha da linguagem obscena. Suas palavras devem cumprir um propósito útil. Jesus advertiu contra o uso de palavras ociosas ou sem propósito útil (Mt 12:36). CBASD, vol. 6, p. 1141.
30 entristeçam. Mediante o pecado, como a palavra “torpe” (v. 29) e os pecados mencionados no v. 31. O verbo também demonstra que o Espírito Santo é uma pessoa, não meramente uma influência, porque somente uma pessoa pode ser entristecida. Bíblia de Estudo NVI Vida.
31, 32 Poucas passagens das Escrituras falam de relacionamentos pessoais de maneira tão tocante quanto esta breve exortação. Bíblia de Estudo Andrews.
32 Perdoando. Esta atitude cristã básica, resultante de termos sido perdoados em Cristo, junto com sermos bondosos e compassivos, transmite ao próximo o que recebemos de Deus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O perdão graciosamente oferecido deve ser vivido em nossos relacionamentos (ver Mt 6:12, 14, 15; 18:21-35; Mc 11:25; Cl 3:12, 13). Bíblia de Estudo Andrews.
A bondade e a ternura são de pouco proveito, a menos que se expressem no espírito de perdão. A bondade pode ser meramente uma espécie de cortesia ou polidez, se não estiver disposta a dar o passo do perdão. O espírito de perdão é mais do que um ideal ou mesmo uma virtude, é uma decidida atitude do coração e da mente. O Senhor Jesus é o único modelo que devemos seguir (Mt 6:12; Lc 6:36). O perdão foi comprado a um preço infinito, porém, não custa nada ao pecador, exceto o sacrifício do orgulho pessoal de perdoar os outros. CBASD, vol. 6, p. 1142.
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EFÉSIOS 4 – Cristãos não estão livres da tentação nem da inclinação inerente para o pecado. Por isso, aos crentes em Éfeso, “parte considerável da carta (Ef 4:17-5:21) alertou que atos pecaminosos, enraizados em uma natureza pecaminosa, continuavam sendo uma ameaça para os cristãos. No entanto, isso significa que o ‘velho homem’ não deve mais dominar o crente, que, através do poder de Cristo, pode ‘deixar de lado a velha natureza’ e ‘se revestir da nova natureza, criada segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade’ (Ef 4:22-24)”, explica John McVay.
Da mesma forma que os efésios antigamente, hoje precisamos de cada sentença da carta em apreço. Portanto, considere o capítulo em questão:
• O crente verdadeiro precisa andar de forma digna, com humildade, mansidão e amor, mantendo a unidade do Espírito e promovendo a paz (Efésios 4:1-3).
• O crente fiel deve saber que Deus é Pai de todos, e por isso há só corpo, um só Espírito e uma só esperança; complementando, há somente um Senhor, uma só fé verdadeira e um só batismo aceitável (Efésios 4:4-6).
• Cristo, cabeça da Igreja, concede dons aos membros, para a edificação do corpo (Efésios 4:7-10).
• Cristo, o proprietário da Igreja, provê líderes para equipar os santos e promover a unidade da fé (Efésios 4:11-13).
• O cristão fiel deve crescer em Cristo, a cabeça do corpo, firmado na verdade e no amor. Isso acontece “na medida em que cada parte realiza a sua função” (Efésios 4:14-16).
• O cristão não anda mais como pagão, cego na ignorância e endurecido de coração. Liberto da depravação, pratica a pureza em todas as suas ações (Efésios 4:17-19).
• O converso reveste-se de um novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e santidade (Efésios 4:20-24).
• O estilo de vida do cristão genuíno é visível devido ao contraste com quem está sem Cristo. Falar a verdade, perdoar, agir com bondade são apenas alguns aspectos que caracterizam o cristão numa sociedade incrédula e corrupta (Efésios 4:25-32).
“A igreja é constituída por indivíduos salvos, mas o fato de serem salvos é apenas o começo da vida que Deus visualiza para Sua igreja”, destaca Gheorghe Razmerita. Por isso, Efésios 4 enfatiza a necessidade de crescimento e amadurecimento.
É inadmissível estagnar na vida cristã; portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: EFÉSIOS 3 – Primeiro leia a Bíblia
EFÉSIOS 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
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766 palavras
1-13 No v. 1, Paulo começa um novo relato de suas orações pelos efésios (ver 1:15-23), ao qual ele retorna em 3:14-21. Ele interrompe para falar de sua obra de pregar o “mistério” do evangelho (v. 2-13), há muito “oculto em Deus” (v. 9), mas agora um segredo desvendado. Bíblia de Estudo Andrews.
1 Por essa razão. Por tudo o que Deus tem feito, explicado nos versículos anteriores. Bíblia de Estudo Vida.
prisioneiro. Segundo parece, Paulo estava em prisão domiciliar na época (v. At 28.16, 30). Bíblia de Estudo Vida.
3 O mistério vem descrito e analisado no v. 6. É simplesmente “Cristo em vós (gentios) a esperança da glória” (Cl 1.27). Bíblia Shedd.
O apóstolo de maravilha com o fato de o mistério de Deus incluir gentios e judeus em sua igreja (ver 2:11, 22). Ele se sente abençoado por ter aprendido sobre esse mistério por revelação (3:3) e ter sido chamado a compartilhá-lo (v. 7, 8). Hoje, depois de tanto tempo, o “mistério” pode ter perdido o seu frescor. Devemos cultivar a habilidade de sentir o deslumbre de Pulo pela obra divina de formar uma igreja com base em grupos étnicos, sociais e culturais diversos. Também devemos nos alegrar por fazer parte dela. Bíblia de Estudo Andrews.
5 como, agora, foi revelado. O silêncio do Antigo Testamento sobre o mistério de Paulo – a união de judeus e gentios na igreja (v. 6) – não foi absoluto, mas relativo. Foi previsto pelos profetas (“Bendito seja o Egito, meu povo, e a Assíria, obra de minhas mãos, e Israel, minha herança.” Is 19.25). Se a ideia tivesse sido completamente desconhecida no Antigo Testamento, Paulo não poderia ter dito, como disse em Rm 4, que a aliança abraâmica compreendia todos os que fossem da fé que teve Abraão, inclusive os gentios. Paulo disse a Agripa que a sua proclamação de luz para judeus e gentios, indistintamente, não ultrapassava o que havia prometido por Moisés e os profetas (At 26.22-23). Bíblia de Genebra.
6 que os gentios são co-herdeiros. Embora o Antigo Testamento ofereça vislumbres ocasionais de uma raça humana unificada, é somente à luz do sacrifício de Cristo que o plano de Deus se torna claro: em um único e grandioso ato, Deus removeu a inimizade entre ele mesmo e a humanidade, bem como eliminou as divisões que fracionavam a humanidade (2.14-18). Bíblia de Genebra.
10 agora. Em contraposição às “épocas passadas” (v.9). Bíblia de Estudo Vida.
mediante a igreja. O fato de Deus ter feito o aparentemente impossível – reconciliando e unindo num organismo (a igreja) judeus e gentios – faz da igreja um meio perfeito de demonstrar a sabedoria de Deus. Bíblia de Estudo Vida.
10 principados e potestades. Em 6:10-20, estes elementos representam o mal. Portanto, o papel da igreja, formada por judeus e gentios, parece ser anunciar o plano divino mais amplo de fazer convergir todas as coisas em Cristo (1:10), levando à queda desses poderes (ver 6:12). Bíblia de Estudo Andrews.
14-21 Paulo agora faz uma oração que brota da consciência de tudo o que Deus está realizando nos crentes. As dádivas principais de Deus são “poder”(v. 16, 18, 20) e “amor” (v. 17-19). Bíblia de Estudo Vida.
Paulo volta a relatar suas orações por seus leitores (1:15-23). Parece que os cristãos se sentiam tentados a desanimar por causa da prisão do apóstolo (3:1, 13). Nesta passagem, Paulo vislumbra uma experiência bem diferente para eles (e para nós): ser imersos no poder e no amor do Pai, do Senhor Jesus Cristo e do Espírito. Bíblia de Estudo Andrews.
16 Fortalecidos. Como o corpo humano tem força pela alimentação física, o homem interior é somente revigorado pelo Espírito de Cristo (17) que habita nele (cf Jo 15.5; 1 Co 12.8-28). Bíblia Shedd.
homem interior. Essa expressão integra o mais elaborado vocabulário de Paulo sobre a obra do Espírito Santo dentro dos indivíduos (2Co 5.17). … O cristianismo não é uma confissão coletiva à exclusão da experiência individual nem uma piedade particular sem visão corporativa. Bíblia de Genebra.
14 por essa razão. Retoma o pensamento do v.1. Bíblia de Estudo Vida.
ajoelho-me. Expressa profunda emoção e reverência, pois as pessoas dos dias de Paulo em geral oravam em pé. Bíblia de Estudo Vida.
15 família. A palavra grega [patria, cf. Bíblia Shedd] assim traduzida é semelhante à palavra que significa “pai” [gr. pater, idem] …, de modo que se pode dizer que a “família” extrai seu nome (e existência) do “pai”. Deus é nosso Pai, e podemos dirigir com confiança as nossas orações a ele. Bíblia de Estudo Vida.
18 a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade. Essas medidas de espaço lembram a metáfora do templo em 2.21. … A linguagem espacial exalta o amor de Cristo para com o seu povo – um amor que é inclusivo, inesgotável e auto-sacrificial. Bíblia de Genebra.
20, 21 Ele conclui com uma doxologia inspiradora, uma oração de louvor a Deus (v. 20, 21). Bíblia de Estudo Andrews.
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EFÉSIOS 3 – Existe continuidade entre Israel e a igreja. Há uma unidade eclesiástica da perspectiva divina do Antigo com o Novo Testamento, dos judeus e gentios.
Os judeus e a igreja não são dois povos distintos de Deus, com missão e propósitos diferentes. A igreja não substitui Israel como nação a partir de Cristo; nem surge como um novo povo de Deus. Na verdade, ela é a realização e cumprimento das profecias do Antigo Testamento.
O propósito de Cristo idealizado no passado se deu através de um remanescente fiel e piedoso de israelitas que passou a investir na inclusão dos gentios após o Pentecostes. Na abordagem de Paulo em Efésios, nem judeus nem gentios são excluídos do povo de Deus.
“A igreja é edificada sobre a revelação divina. Entretanto, Deus não tem duas revelações descontínuas, o Antigo e o Novo Testamento. Ele não revelou algo no Antigo Testamento apenas para abordar Seu plano e revelar um projeto totalmente novo. Seu plano é um, e Sua revelação é uma e contínua. Por isso, Paulo enfatiza que a igreja está edificada sobre os apóstolos e os profetas (Efésios 2:20)… Os apóstolos e os profetas estavam unidos em seu testemunho, que é o fundamento da igreja” (Gheorghe Razmerita).
Em Efésios 3 vemos esta abordagem:
• O mistério de Deus revelado: Judeus e gentios são co-herdeiros com Cristo (vs. 1-6). O mistério de Cristo foi revelado pelo Espírito Santo aos apóstolos e profetas: Em Jesus, os gentios são membros do corpo de Cristo e participantes da mesma promessa dos judeus.
• Paulo, servo da graça, proclama as riquezas insondáveis de Cristo (vs. 7-9). Ele declara que foi chamado para anunciar a todas as pessoas o plano de Deus, oculto por séculos, mas agora revelado em Cristo.
• A igreja manifesta a multiforme sabedoria de Deus aos poderes celestiais (vs. 10-11). Por meio da Igreja, a sabedoria de Deus se torna conhecida, segundo Seu eterno propósito em Cristo.
• Em Cristo, todos têm acesso a Deus (vs. 12-15). Toda a família no Céu e na Terra é uma só. Não precisamos jamais desanimar frente às tribulações.
• Fortalecidos no Espírito, enraizados no amor, conhecemos a plenitude de Deus (vs. 16-21). Ligados ao Espírito Santo compreenderemos o amor de Cristo, que excede todo entendimento.
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: EFÉSIOS 2 – Primeiro leia a Bíblia
EFÉSIOS 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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622 palavras
1 Mortos. O ser humano sofre algo mais do que desajustes sociais ou incômodos complexos. O seu estado é de morte espiritual. A situação de degradação humana é parecida com a morte física. Na morte, falta o princípio da vida, essencial ao crescimento e à disposição, e esta é precisamente a condição dos espiritualmente mortos. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 1115.
2 O príncipe. Isto é, o diabo. Jesus o chama de príncipe deste mundo (Jo 12:31). Os racionalistas creem que Satanás seja apenas uma figura mitológica. O diabo está muito desejoso de que as pessoas creiam que ele não existe. Porém, as Escrituras o apresentam claramente como um ser real (Mt 4:3). CBASD, vol. 6, p. 1115.
Do ar. Provavelmente, significando os céus atmosféricos. A expressão pode destacar o fato de que os seres demoníacos são invisíveis e habitam o ar que rodeia o planeta. CBASD, vol. 6, p. 1115.
8. Pela graça […] mediante a fé. E a graça da parte de Deus e a fé da parte dos seres humanos. A fé aceita o dom de Deus. Somos salvos quando confiamos em Cristo e nos entregamos a Ele. A fé não é a causa da salvação, mas apenas o meio. CBASD, vol. 6, p. 1117.
12 Sem Cristo. Ou, “longe de Cristo”, separados dEle. Paulo não condena os gentios, apenas diz que, como estavam desconectados do Messias, careciam da fonte do poder regenerador. “Sem Cristo” é a antítese trágica da expressão tema repetida muitas vezes: “em Cristo”. CBASD, vol. 6, p. 1118.
14 De ambos fez um. Assim, já não há judeu nem grego, nem escravo nem livre (GI 3:28). CBASD, vol. 6, p. 1118.
Parede da separação. Literalmente, “parede divisória do muro”. A imagem pode ter sido tomada da barreira que no templo separava o átrio dos gentios do pátio dos judeus. Além desse limite, nenhum gentio se atrevia a passar. CBASD, vol. 6, p. 1119.
15 Aboliu. Do gr. katargeõ, “cancelar”, “tornar nula e sem efeito”. Este verbo é utilizado em referência à figueira infrutífera que “ocupava inutilmente” (katargeõ) a terra (Lc 13:7) e também para a incredulidade que “torna nula” a fidelidade de Deus (Rm 3:3). CBASD, vol. 6, p. 1119.
Lei dos mandamentos. Geralmente, considera-se que se refere à lei cerimonial. É verdade que a lei cerimonial chegou ao fim na cruz, mas se deve lembrar que o sistema cerimonial, como Deus o deu, não se destinava a criar a inimizade que Paulo descreve nesta passagem. Foram a interpretação que os judeus lhe acrescentaram, as adições que lhe fizeram e as atitudes exclusivistas e hostis que adotaram, como resultado, que se tornaram a base da hostilidade. Os regulamentos adicionais, juntamente com as interpretações envolvidas, serviram para modificar a força e a função dos mandamentos originais ou então para anulá-los. O judaísmo, com seu sistema intrincado de mandamentos e decretos, perdera sua eficácia. Ao aceitar a Cristo e tendo sido removida essa barreira, os gentios, que estavam “longe”, foram “aproximados”. Porém, o término do sistema cerimonial judaico não significou a revogação de todas as leis que Deus havia dado aos judeus. A lei cerimonial, que apontava para Cristo, naturalmente, chegou ao fim quando Cristo cumpriu seus tipos. A lei civil judaica já havia se tornado sem efeito em grande parte com a perda da soberania nacional. Mas os preceitos morais, que são uma transcrição do caráter de Deus, são tão eternos quanto o é o próprio Senhor, e não podem ser revogados. Em todos os seus ensinos sobre o fim do sistema legal judaico, Paulo enfatizou que a lei moral não foi revogada (Rm 3:31). Falando do fim da circuncisão, Paulo teve o cuidado de acrescentar, “mas o que vale é guardar as ordenanças de Deus”. CBASD, vol. 6, p. 1119 e 1120.
22 Sendo edificados. Ou, “sendo construídos em conjunto”, indicando um processo contínuo, quando novos acréscimos são feitos à igreja. CBASD, vol. 6, p. 1122.