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Neste primeiro capítulo do segundo livro da Bíblia é perceptível a fé abrindo caminho em meio ao medo.
Êxodo começa onde terminou Gênesis, no Egito. Êxodo significa saída. É o livro que narra a saída dos israelitas após a libertação miraculosa da escravidão egípcia. Este capítulo é a introdução de toda a história do livro composto de 40 capítulos:
1. Conexão entre o livro de Êxodo com o livro de Gênesis. Genealogia introdutória. Narra o sucesso dos descendentes de José após sua morte (vs. 1-7);
2. Explicação da escravidão dos filhos de Jacó/Israel no Egito: Crescimento extraordinário da família de José o qual levou Faraó a ter medo deles (vs. 8-14);
3. Narração das atitudes de Faraó baseadas no medo: Matança/genocídio de bebês como meio de controle de natalidade devido a que todos os meios anteriores falharam (vs. 15-22).
Atitudes baseadas no medo geralmente levam outros a regirem por medo também. Ameaças são medos tentando intimidar os outros. Com medo, Faraó queria, ao decretar a morte dos bebês, assombrar aos israelitas que já enfrentavam a pressão de terem que trabalhar como escravos – e isso por cerca de quatro séculos.
Contudo, quem teme a Deus não terá medo de nada. As parteiras ousaram e desafiaram a ordem do Faraó. Sifrá e Puá têm seus nomes nas páginas sagradas como mulheres corajosas, não como mentirosas. O problema é que sempre focamos no problema quando não focamos em Deus e, não vemos que em meio aos problemas estas mulheres focaram em Deus.
Se acusarmos as parteiras de mentiras, estaremos do lado do acusador que queria destruir a nação donde viria o Messias. Antes de julgá-las e condená-las devemos colocar-nos no lugar delas: Escravas, ameaçadas, correndo riscos de perder a vida – não somente o emprego, etc.
Isso não justifica a mentira delas, mas revela que Deus atua independente dos méritos humanos. A graça sempre foi a forma de Deus lidar com nossa desgraça.
Alguém escreveu: “O medo aprisiona, a fé liberta; o medo paralisa, a fé dá poder; o medo desanima, a fé encoraja; o medo debilita, a fé cura; o medo torna inútil, a fé torna útil”.
Sifrá e Puá foram úteis a Deus embora tivessem falhas! Aleluia!
Reflita! Você tem fé ou tem medo? – Heber Toth Armí.
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Moisés escreveu este livro para mostrar coisas importantes ao povo que saíra do Egito, taxado de escravo, tratado de forma inferior a animais. Sua importância era tão real como a nossa:
• Nossa nobre origem divina revela nossa importância (Gênesis 1-2);
• Após o pecado, o Criador revelou um plano: Haveria um Salvador para libertar todo pecador (Gênesis 3);
• Com a multiplicação do pecado, foi necessário limitá-lo por meio de um dilúvio mundial e a confusão das línguas na Torre de Babel (Gênesis 4-11).
• Deus investiu em Abraão no processo do plano de salvação, o qual seria o pai da nação donde viria o Messias.
Até o 11º capítulo Moisés sintetiza cerca de 2000 anos de História mundial, os 39 restantes contam em detalhes a origem do povo judeu (nossa também) e expõe a razão de Israel estar no Egito.
Chegamos ao último capítulo do livro das origens/gênese. Estamos contidos nele devido a que o plano de salvar o mundo envolve a todos nós. Além das muitas lições que aprendemos esta é a mais importante delas.
Com tal lição em foco, observe com atenção o legado de José para nós que chegamos na conclusão de sua história:
1. Poder, política e status podem perverter muitas pessoas (quase todas), mas José ensina-nos que nenhum sucesso precisa corromper quem humildemente teme a Deus;
2. Autoridade, fama e riquezas podem corromper muitas pessoas, mas José demonstra que nenhum lance pode tornar vingativo um servo de Deus;
3. Sabedoria, habilidades e vitórias não devem deixar nenhum filho de Deus ignorante, insensível ou estúpido; pelo contrário, como José, deve reconhecer, humildemente, a poderosa mão divina em tudo e, ajudar àqueles que precisam.
Antes de morrer, José deixou-nos o segredo teológico que norteou sua vida, ao dizer a seus irmãos: “Não é preciso ter medo. Por acaso estou no lugar de Deus? Será que vocês não percebem que planejaram o mal contra mim, mas Deus transformou o mal em bem […] salvando a vida de muita gente? […] Vou cuidar de você e de seus filhos” (vs. 19-21).
Se esta filosofia reger tua vida experimentarás grandes sucessos e colaborarás com a salvação de muita gente! Você aceita?
Você tem absorvido aos princípios bíblicos de vida? Em que Gênesis te influenciou? – Heber Toth Armí.
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Enquanto muitos pais jogam pragas e amaldiçoam seus filhos, o cristão atento abre a Bíblia e aprende com Jacó a abençoá-los para deixar-lhes o maior dos legados: Bênçãos espirituais (o que não exclui bênçãos materiais).
A boca fala do que o coração está cheio; tão-somente o coração de um pai cheio das bênçãos de Deus abençoará profusamente seus filhos! Somente poderá deixar um sólido legado espiritual aquele que é realmente espiritual. O legado espiritual é a maior e melhor herança que um pai pode deixar a seus filhos!
A única forma de descansar em paz é abençoando os filhos e deixando a família em paz antes de morrer. Pais egoístas, que não pensam em seu fim nem se preocupam com seus filhos e netos não repartem a herança nem preparam sua família para sua morte. Então, grandes problemas surgirão começando com brigas por herança entre irmãos.
O testamento de Jacó a cada um de seus filhos se vê nos seguintes versículos:
1. Ruben (vs. 1-4);
2. Simeão e Levi (vs. 5-7);
3. Judá (vs. 8-12);
4. Zebulom (v. 13);
5. Issacar (vs. 14-15);
6. Dã (vs. 16-18);
7. Gade (v. 19);
8. Aser (v. 20);
9. Naftali (v. 21);
10. José (vs. 22-26);
11. Benjamim (v. 27).
Depois de especificar bênçãos conforme as características de cada filho, Jacó encolheu-se na cama e expirou/morreu (vs. 28-33). Que atitude nobilíssima! Que morte magnífica! Que funeral pacífico foi esse! Apenas quem vive com qualidade morre com dignidade!
A vida de Jacó e de seus filhos demonstram que o mais importante não é quem bem começa a vida cristã, mas quem bem termina. Não importa o quanto você errou, mas o que você aprendeu dos erros. Não importa quantas vezes tenhas caído em pecado, mas quantas vezes você deixou de regredir e passou a progredir na fé.
Jacó demora-se mais ao abençoar Judá. Ele recebe a bênção da primogenitura em lugar de Ruben, o mais velho. Judá/leãozinho – que casou-se com uma pagã; teve três filhos perversos; teve mais dois filhos com sua nora –, foi abençoado como rei pelo patriarca. Algum equívoco? Não! Vimos como ele converteu-se/transformou-se!
De Judá virá Siló, uma referência ao Messias! Por conseguinte, Jesus foi chamado de Leão da tribo de Judá! – Heber Toth Armí.
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Errata: Davi era da tribo de Judá da linhagem de Jesus
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Vamos depender de Deus?
Na infância, adolescência, juventude não se nota religiosidade em Jacó; somente na velhice percebe-se ele como alguém espiritual. A experiência deve formar-nos espiritualmente, não deformar-nos.
Há sete referências a Deus neste capítulo. Seis foram expressas por Jacó (vs. 3, 11, 15, 20-21), uma por José (v. 9). Deus é…
1. O Todo-poderoso;
2. O que apareceu em Luz a Jacó;
3. O que abençoou a Jacó;
4. Aquele que deu os filhos para José;
5. Aquele que concedeu oportunidade a Jacó de ver José novamente com seus filhos;
6. Pastor;
7. Atuante, presente e abençoador.
Seria diferente a vida de Jacó se desde a infância tivesse colocado Deus no centro de suas realizações… E quanto a nós? Como seria diferente nossa história se Deus fosse sempre mais importante que tudo?
Neste capítulo, destacam-se os seguintes pontos:
• José vai com seus dois filhos visitar o pai que está acamado, doente; ao ouvi-los chegar, Jacó esforçou-se e sentou-se na cama a fim de abençoar aos três, o filho José e, os netos: Efraim e Manassés (vs. 1-4);
• Jacó eleva seus netos da parte de José a status de filhos; “os filhos de José deveriam ser com as devidas formalidades incluídos entre os filhos de Israel” (Ellen G. White). Eles seriam príncipes como os demais filhos (vs. 5-12);
• Jacó, já idoso e limitado pela visão, trocou as mãos invertendo a bênção do primogênito para o caçula e do caçula para o primogênito; José tentou adverti-lo, mas não cedeu. Assim, a maior bênção que deveria ser dada a Manassés foi dada a Efraim: Mas ambos foram devidamente abençoados (vs. 13-20);
• José recebe a promessa/certeza de Jacó de que Deus estará com ele e fará sua descendência retornar a Canaã; e declara que a maior parte da terra foi destinada a José (vs. 21-22).
Passar tempo com Deus molda nosso caráter. Jacó não tinha mais o espírito de dependência própria, nem confiança no poder e sagacidade humanos.
Quando Deus é o centro de nossa vida, nossas atitudes serão regidas por Ele, às vezes sem compreendê-las.
Quando Deus é prioridade em nossa vida falaremos dEle o tempo todo.
A maturidade espiritual abre os olhos da fé ainda que os olhos físicos estejam obscurecidos.
Vamos depender de Deus? Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí