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É preciso descartar preconceitos a fim de entender os conceitos divinos neste capítulo.
Os pontos seguintes são baseados no comentário expositivo de Warren W. Wiersbe. O capítulo em foco apresenta…
1. Leis sobre os servos. Havia limites, comportamentos e exigências divinas que fariam do dono de escravos um patrão amoroso, dedicado e atencioso. Após seis anos, os escravos deveriam ser liberados. São apresentadas duas situações:
• Um homem que se torna escravo voluntariamente (vs. 1-7);
• Uma mulher vendida como serva (vs. 8-11).
2. Crimes capitais (vs. 12-17): Aplicações do sexto mandamento. A lei fazia distinção entre homicídio precipitado (doloso) e homicídio acidental (culposo). Sem uma força policial organizada em Israel, cada família cuidaria para que se fizesse justiça; contudo, havendo a possibilidade de injustiça movida pela raiva, a lei interferia para proteger o acusado até se provar que era culpado.
3. Filhos e pais (vs. 15, 17): Aplicações do sexto mandamento. Um filho que não respeita seus pais certamente não respeitará ninguém na sociedade – tal filho não merece viver.
4. O roubo é proibido (v. 16). Aplicação do oitavo mandamento. Se não se pode roubar propriedade alheia, roubar seres humanos feitos à imagem de Deus e vendê-los como escravos é pior.
5. Ferimentos (vs. 18-32): Os cuidados quando se feria alguém. Uma restrição à violência contra:
• Escravos (vs. 20-21);
• Mulher grávida (vs. 22-23);
• Em relação aos animais (vs. 28-32).
6. Leis de como lidar com animais feridos e mortos. Revela a preocupação de Deus pela justiça e pela preservação da vida dos animais (vs. 33-36).
Deus não combate a escravatura, Ele é contra o tratamento desumano. Antes de alguém possuir escravos, deveria possuir caráter moldado por Deus. Em meio à pobreza, pertencer a um fazendeiro, ou a alguém rico com princípios divinos regendo sua vida era melhor que morrer de fome na miséria.
Deus preza pela justiça num mundo de injustiças. Ele conhece o coração humano e sabe da necessidade de colocar limites às suas atitudes movidas pelo calor dos sentimentos. Uma cultura sem limites morais é um caos – um lugar perigoso para viver. Uma família sem regras criam filhos desregrados, perigosos para a sociedade.
Deus preocupa-Se com vítimas, fracos e inocentes; e, preza pela educação moral, regada pela bondade e justiça.
“Educa-nos, Senhor!” – Heber Toth Armí.
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Os Dez Mandamentos (ou “dez palavras” conforme Deuteronômio 4:10 e 10:4), de acordo com o formato no capítulo em análise, foi dado por período limitado, como Paulo claramente declarou em Gálatas 3:19. Observe:
A Lei “foi acrescentada para que se manifestassem as transgressões – ATÉ que viesse a descendência/[JESUS], a quem fora feita a promessa”. Entretanto, a mudança operada pelo Catecismo e seguida por várias vertentes cristãs não tem aprovação de Deus (Daniel 7:25). Cuidado!
Foi Jesus pré-encarnado, Filho de Deus, que entregou os Dez Mandamentos a Moisés, conforme declarou Estevão em seu sermão pentecostal, atestando serem eles palavras de vida (Atos 7:37-38). Precisamos de todos eles!
O que importa é ter os princípios introduzidos nos Dez Mandamentos impressos no coração pelo Espírito Santo (Jeremias 31:31-33; Hebreus 8:8-10). Para tanto, faremos uma reflexão desde a conclusão dos Dez Mandamentos para entender o todo:
A cobiça é desejo/anseio focado no lugar errado. É querer o que não é certo possuir. É o único imperativo que proíbe sentimentos profundos (anseios) da alma. O único mandamento que diz “NÃO” duas vezes. Ele é o auge/ápice/apoteose da Lei Moral; pois, é por causa da cobiça que…
1. Substituímos Deus por deuses falsos (v. 3);
2. Adoramos/veneramos/reverenciamos o que não devemos (vs. 4-6);
3. Desonramos o nome Divino (v. 7);
4. Ignoramos a santidade do sábado (vs. 8-11);
5. Proclamamos independência dos pais (v. 12);
6. Matamos (v. 13);
7. Adulteramos (v. 14);
8. Roubamos (v. 15);
9. Denegrimos o próximo (v. 16).
O cobiçoso rouba, adultera e mata; ambiciona o lugar de Deus e O destrona do coração; pisoteando, assim, nos primeiros mandamentos… (Leia atentamente Mateus 5, Jesus vai à raiz do problema).
O problema é o pecado enraizado no coração; desta forma, obediência sem o décimo mandamento seria fácil. Atenção: Apenas desejar, sem possuir a mulher e coisas do próximo, não seria pecado.
Pecados afastam-nos de Deus promovendo em nós atos pecaminosos. Consequentemente, temos medo (Êxodo 20:18-21), o qual motivam-nos a criar/fazer/fabricar deuses mais convenientes. Prevendo isso, Deus proíbe tais alternativas (vs. 22-26).
A libertação da escravidão do pecado/desobediência/rebeldia/orgulho/egoísmo/etc. é fruto da graça que conduz à obediência/submissão/reverência/restauração naquele que permite Deus agir (vs. 1-2).
Sobretudo, precisa-se reverência para estar na presença de Deus (v. 21). Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Tua visão de Deus determina tua ação em toda situação.
Muitos não conhecem a Deus; somente meras informações sobre Ele. Isso não significa, de fato, conhecê-lO. Se eu escrevesse um livro com minha história, e alguém o lesse, relesse, sublinhasse e a contasse a outros… poderia dizer que tal pessoa me conhece? Ou, conhece apenas minha história?
Conhecer alguém só é possível após um encontro, seguido de uma vivência constante; passar tempo, conhecer sentimentos, anseios, vontades, gostos, etc. O mesmo se dá em relação a Deus! Muitos pensam que O conhecem quando tão-somente conhecem a história dEle.
“Nós encontramos o Senhor. Atravessamos o mar Vermelho. Passamos pelo deserto, mas talvez não tenhamos ainda chegado ao monte, esse lugar de encontro onde constante e regularmente passamos tempo com Ele” – pondera Charles R. Swindoll.
Considere estes pontos:
1. Após três meses libertos do Egito Israel acampou próximo ao Monte Sinai (vs. 1-2); cumprindo-se a promessa divina transmitida a Moisés em Êxodo 3:1-2.
2. Deus revelou o passado, presente e futuro do povo caso dependesse constantemente dEle: Seria especial tesouro de Deus (vs. 3-6). Para tanto, toda congregação deveria:
• Ouvir a voz de Deus; e,
• Comprometer-se integralmente com Ele.
3. Moisés anunciou e compartilhou a Palavra de Deus aos líderes e ao povo. Todos ansiosos para obedecer (vs. 7-8).
4. Deus informou ao povo Sua decisão e desígnio em descer no Sinai: Ouvir Sua voz e crer em Moisés, Seu servo (v. 9).
5. São apresentados requisitos para o encontro com Deus. O povo respondeu pronta e positivamente. Aquele encontro foi inesquecível (vs. 10-25).
Naquele dia houve uma nuvem espessa, relâmpagos, trovões, fogo, fumaça, tremor, etc. Ouviu-se a voz de Deus. “Deus é santo. Exaltado. Ele é o único Deus sábio, o Criador, o soberano Senhor. Ele é o Mestre. É quem me diz o que fazer, e não tenho opção segura se não obedecer” – declara Swindoll.
Antes de um encontro especial com Deus precisamos de um preparo radical! Tal atitude é fundamental!
O verdadeiro Deus transcende ao Universo; porém, Ele desce ao nosso nível. Ele é transcendente e imanente. Deus quer encontrar-Se conosco através da Sua graça (v. 4).
Deus anseia relacionamento sério conosco. Ele liberta-nos para santidade. Ele quer ser nossa prioridade. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Alguns dizem que, “se conselhos fossem bons não seriam de graça, seriam cobrados/vendidos”. Talvez o que realmente está por trás desta frase seja a incapacidade natural de aceitar conselhos. Nosso orgulho não admite que alguém saiba mais que nós quando cremos “ter experiência”.
De um lado Jetro, um não hebreu, pastor de ovelhas, não presenciou os grandes eventos providos por Deus desde a chegada de Moisés ao Egito até sua saída com os israelitas. De outro lado Moisés, um grande e fantástico líder, exausto de tanto trabalhar, cheio de experiências de liderança de um povo difícil, e, agente dos propósitos divinos.
Quem deveria dar conselhos a quem? Pode alguém sem filhos aconselhar pais? Como pode solteiro dar conselhos a casais? Certamente você já ouviu tais questionamentos…
Jetro aconselhou Moisés! É preciso humildade para aceitar conselhos. Arrisco dizer que os melhores conselhos podem vir de quem menos esperamos. O sábio ouve conselhos, pondera; reflete nas observações de quem está de fora, aplica-os; e, então, percebe a importância de seguir os bons conselhos (vs. 17-27).
Você aceita conselhos? Eu já aceitei; valeu a pena! Observe estes:
1. Pais devem promover o casamento de seus filhos, não conspirar contra ele. Sogros que esforçam para aproximar-se do genro preza pela família de seus netos. Jetro tomou sua filha Zípora (que, embora casada com Moisés, não esteve com ele no duelo com o Faraó), e a levou ao deserto (com os filhos) junto ao marido (vs. 1-6);
2. Genros educados e atenciosos com o sogro possuem amizade e respeito da família de sua esposa. Com tal espírito familiar é possível testemunhar sobre Deus de forma impactante. Moisés narrou o que Deus fizera através dele; consequentemente, Jetro alegrou-se e bendisse ao Senhor, reconhecendo a superioridade do Deus de Israel sobre todos os outros deuses; então, rendeu-se ao Senhor (vs. 7-12);
3. Afinidade entre genros e sogros resulta em momentos incríveis. Preocupado com a sobrecarga de Moisés frente a tantos problemas para resolver, Jetro sugeriu treinar líderes que o auxiliassem; aliviando, assim, sua carga. Moisés aplicou o conselho e teve mais tempo para sua família (vs. 13-27).
Se conselhos humanos podem ser bons, quanto mais conselhos divinos. Aplique-os a tua vida e verás quão bom será!
Reaviva-te pela Palavra! – Heber Toth Armí