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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/exodo/ex-capitulo-2/
Já desde a infância, fica claro que Moisés foi escolhido por Deus para um propósito especial. Deus protegia Moisés enquanto ele estava escondido em casa e também no rio. Deus levou a filha de Faraó a Moisés e ela o reivindicou como seu, mesmo sendo ele supostamente seu escravo. Além disso, ela o devolveu inconscientemente a sua família por um tempo. Quando ele foi para o palácio, Moisés não esqueceu de seu povo e tentou protegê-lo.
Deus nos chama para vários propósitos; no entanto, muitas vezes tentamos resolver os desafios por nós mesmos e cometemos erros que parecem ser irreparáveis. No entanto, Deus pode usar nossos erros para nos ajudar a crescer. Deus usou o erro de Moisés no Egito para levá-lo ao deserto a fim de que aprendesse humildade e paciência como pastor. Essas habilidades tornaram-se necessárias para quando ele liderou Israel através do deserto.
Moisés não foi abandonado porque ele tinha estragado tudo. Deus usou o fracasso de Moisés para lhe ensinar lições valiosas a fim de prepará-lo para a sua missão. Da mesma forma, Deus tem um propósito para todos nós. Mesmo cometendo erros, Deus ainda pode nos usar para a Sua glória.
Kaela McFadden
Aluna da Great Lakes Adventist Academy
Cedar Lake, MI, EUA
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=298
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
Ouça em áudio (voz: Valesca Conty):
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950 palavras
1-10 De modo similar ao cap. 1, a história da sobrevivência miraculosa de Moisés é uma história de mulheres que desviaram e frustraram os planos de Faraó. Apesar de nenhum de seus nomes serem citados, elas são, todavia, os caracteres principais (Andrews Study Bible).
1 um homem. A sorte de Israel dependia de um membro da família desse homem. … Seus pais [de Moisés], Anrão e Joquebede eram sobrinho e tia (6.20) (Bíblia de Genebra).
2 vendo… formoso. A sequência de ver que alguma coisa ou alguém é formoso (ou bom) é conhecido de Gên. 1:4, 10, 12, etc., onde Deus vê sua boa criação. O autor usa os mesmos termos. Apesar do Faraó ter sentenciado destruição e caos, uma nova criação está sendo preparada (Andrews Study Bible).
Moisés era uma criança saudável, que provavelmente sobreviveria. Jesus Cristo, de quem Moisés era um tipo, e fundador do novo Israel, também nasceu sob um edito de morte e foi miraculosamente poupado no Egito (Mt 2.13-23) (Bíblia de Genebra).
3 rio. O Nilo como instrumento de salvação é contrário às expectativas e se opõe aos desejos de Faraó (1:22). Na teologia egípcia o Nilo desempenhava um papel importante e estava conectado a diferentes divindades. Esta é uma prévia do conflito entre o Senhor, que ainda não apareceu em Êxodo, e Faraó e os deuses egípcios, que encontraremos adiante, na narrativa das pragas (Andrews Study Bible).
5 a filha de Faraó. Parece… que não tinha um filho propriamente seu (Bíblia Shedd).
A filha de Faraó não é nomeada, mas ela não é ignorante (v. 6). Ela pode ser Hatshepsut, a filha de Tutmoses I, se for seguida a cronologia bíblica (Andrews Study Bible).
Alguns pensam que essa princesa tornou-se a famosa Hatsepsute, a rainha de Tutmés II, e que governou o Egito após a morte de seu marido (1504 – 1483 a.C.) (Bíblia de Genebra).
6 compaixão. Mal podia a filha de Faraó compreender que a amarga tristeza de ficar sem filho era o meio pelo qual Deus lhe estava preparando o coração para sentir compaixão justamente na hora propícia. Assim Deus pode fazer que os mais desprezados sejam servidos e atendidos pelos grandes da terra (Is 49.23) (Bíblia Shedd).
7-9 Assim, a mãe de Moisés não somente tinha licença para criar seu filho, contra as ordens de Faraó, como receber condições financeiras que lhe possibilitaram fazê-lo de um modo eficiente. O único privilégio que não tinha era nomear a criança (v 10) (Bíblia Shedd).
8-9 Todas as mulheres desta narrativa escolheram desobedecer ordens e cruzaram barreiras de parentesco e étnicas (Andrews Study Bible).
10 já grande [cresceu, cf NKJV]. Talvez por dois ou três anos (como Samuel em 1 Sam. 1:22); Não há clara indicação de tempo (Andrews Study Bible).
Moisés. O nome vem do hebraico “tirar para fora”, e talvez seja uma tradução do nome equivalente que a princesa lhe teria dado no idioma egípcio. O futuro legislador, historiador e líder nacional, estava para receber dos inimigos de seu povo a mais elevada cultura da época, equipando-o para estas missões (Bíblia Shedd).
O nome [Mosheh] é semita, embora também fosse compatível com o nome egípcio Mose, que significa “é nascido” (p. ex., Tutmose, que quer dizer “Tute é nascido”) (Bíblia de Genebra).
11-15 Moisés se identifica com o oprimido. Após tentar sem sucesso resolver a situação de opressão em uma pequena escala, Moisés teve de fugir da ira de Faraó e acabou em um poço, em Midiã (em Gên 29:1-35, outra história semelhante é relatada) (Andrews Study Bible).
Agora, com quarenta anos de idade (At 7.23), Moisés se identifica com o povo de Deus (Hb 11.24-27). O esforço de Moisés por livrar um israelita da opressão que ele estava sofrendo mostrou-se inútil quando Moisés procurou ser um juiz em Israel (v. 14) (Bíblia de Genebra).
No entanto, ele ainda tinha muito a aprender. Ninguém pode prevalecer pela força. … Israel seria liberto de seus indizíveis sofrimentos inteiramente graças à mão estendida do seu Protetor todo-poderoso. Daí a falha da primeira tentativa de Moisés. Em lugar de olhar “de uma e de outra banda”, ele deveria ter olhado para cima (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
14 Quem te pôs. Com estas palavras os israelitas mostraram que não estavam prontos par receber as bênçãos da liberdade, rejeitando seu defensor. Assim também os judeus do tempo de Jesus estavam sempre dispostos a receberem curas e mais favores do Senhor, mas não toleravam a pregação contra os seus pecados, não obstante ser justamente o pecado que envenena a vida mais que a doença, rejeitando a terna compaixão de Jesus que queria libertá-los totalmente do pecado, através do evangelho (cf a comparação entre Moisés e Jesus Cristo em At 7.23-35, 22) (Bíblia Shedd).
15 Midiã. Os nômades midianitas descendiam de Abraão e Quetura (Gn 25.1-6; Nm 10.29-32; Jz 6) (Bíblia de Genebra).
16 tirar água. As mulheres fizeram a tarefa difícil e então foram enxotadas (Bíblia de Genebra).
17 as defendeu. Esta foi a terceira intervenção de Moisés em defesa dos fracos. Os conflitos entre os nômades por causa de direitos sobre a água eram comuns (Bíblia de Genebra).
18 Reuel. Esse nome significa “amigo de Deus”. O sogro de Moisés era conhecido por dois nomes: Reuel e Jetro (3.1; 4.18) (Bíblia de Genebra).
22 Note que foi Moisés quem deu nome ao seu filho (e não a mãe, como na maioria das histórias patriarcais), enfatizando seu desejo de manter conexão com o povo do concerto [aliança] que são ‘estrangeiros” no Egito (Andrews Study Bible).
23-25 A primeira referência à participação ativa de Deus na história de Israel em Êxodo. Contudo, Ele sempre esteve ocupado nos bastidores. Isto envolve uma mudança de perspectiva [de foco], de volta ao Egito (Andrews Study Bible).
23 clamaram [choraram/gritaram, na NKJV]. Esta é a primeira vez que Israel clama ao Senhor. Eles estão no fundo do desespero – e Deus escuta. Este padrão é repetido muitas vezes durante a era dos juízes (Jz 3:9, 15; 4:3; 6:6; etc.) (Andrews Study Bible).
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/exodo/ex-capitulo-1/
Embora os israelitas estivessem no Egito há mais de 400 anos – e mal conheciam os nomes de suas famílias – Deus conhecia cada um pelo seu nome. E Ele os estava preparando para ouvi-Lo falar Seu próprio nome (YHWH) em voz audível no Sinai.
Que surpreendente história é o livro do Êxodo. É o evangelho para os hebreus: uma história de libertação, de graça. O povo judeu sente-se tão fortemente tocado com o livro do Êxodo como os cristãos se sentem com o Evangelho de João.
Ao contrário do pensamento popular, os judeus nunca acreditaram que eram salvos por suas obras. Antes de Deus pedir sua obediência no Sinai, Ele os salvou no Mar Vermelho.
Como os israelitas e Moisés, nós também formos resgatados por um menino que cresceu para ser um libertador. No final de sua vida, Jesus subiu uma montanha na terra de Canaã e se encontrou com Moisés e Elias. Lucas 9:31-32 diz que eles conversaram sobre a “partida” de Jesus, literalmente, seu “êxodo”.
De que forma a necessidade dos israelitas por libertação te lembram de nossa própria necessidade? Você se lembra de um tempo onde um “novo faraó” surgiu em sua vida e tornou as coisas muito difíceis?
Andy Nash
Escola de Jornalismo e Comunicação
Southern Adventist University
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=297
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
Ouça em áudio (voz: Valesca Conty):
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697 palavras
Os hebreus não chamam este livro “Êxodo.” Chamaram-no pelas suas primeiras palavras ou pensamentos no livro [Shemot ou We’eleh shemoth= “E estes são os nomes”]. (É assim que deram o nome de seus livros. Eles chamam Gênesis “no princípio” [B’reshit = “no princípio”]). Andy Nash, em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/exo/1/
O título “Êxodo” se baseia na tradução Septuaginta grega, que emprega o termo exodus, “saída” (19:1), e que foi mais tarde adotada pela Vulgata Latina (tradução da Bíblia para o latim, no início do século V, por Gerônimo). O título em hebraico demonstra a conexão [do livro do Êxodo] com Gênesis tendo em vista que começa com a conjunção “e”, sugerindo, portanto, a continuação de uma história anterior. … e repete as exatas palavras de Gên. 46:8 (Andrews Study Bible).
1-22 O capítulo mostra a prosperidade que Deus sempre quer dar ao seu povo, e a desgraça que o mundo está sempre prestes a infligir (Bíblia Shedd).
1-4 Os livros de Êxodo e Gênesis estão ligados entre si por esta introdução (Gn 46.8-27). A promessa de Deus a Abraão foi cumprida pela frutificação de Israel (Gn 12.2) (Bíblia de Genebra).
7 Sete verbos descrevem a aparentemente sobrenatural multiplicação do povo de Israel: isto parece ser um eco consciente e alusão à criação, usando verbos de Gên. 1:20-22, 28 (Andrews Study Bible).
A terra era, provavelmente, a terra de Gósen, no Noroeste do Egito, no Wadi Tumilat, no delta, um vale que tinha entre 50 e 60 km de extensão (cf Gn 47.4) (Bíblia de Genebra).
Os reis da terra conspiram visando a frustrar o plano divino. Mas isso seria o mesmo que deter a mará montante. Os dias em que a igreja sofreu perseguição e oposição foram sempre os dias de crescimento (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
8 novo rei. Aqui saltamos quatro séculos de história, desde a entrada de José no Egito. Trata-se de novas dinastias com outras maneiras de pensar e agir (Bíblia Shedd).
Esse novo rei do Egito pode ter sido Amosis I (1570-1546 a.C.) da XVIII dinastia, que expulsou os hicsos, os governantes semitas do Egito, de 1700 a 1550 a.C. (Bíblia de Genebra).
não conhecera. Não se refere a conhecimento intelectual ou possível deslize de memória mas, ao invés, um conhecimento relacional e compromisso. O nome do rei não é mencionado, em contraste com as relativamente menos importantes parteiras (v. 15). Na Escritura, pessoas de nome não mencionado parecem não ter futuro. De acordo com 12:40, Israel passou 430 anos no Egito (Andrews Study Bible).
9 Refere-se, pela primeira vez, aos filhos de Israel como um povo. Ao invés de uma família ou tribo, eles são agora um povo e destaca o cumprimento da promessa divina (Gên. 15:5) (Andrews Study Bible).
11 feitores de obras. O termo hebraico geralmente indica trabalho não voluntário a um poder superior. Pitom e Ramessés. Possivelmente Tell-el-Rataba (aprox 96 km NE do Cairo) e Tell-el-Dab’a (32 km n de Pitom) (Andrews Study Bible).
As pinturas nas paredes das pirâmides dão testemunho dos sofrimentos infligidos a escravos com feições hebreias por feitores armados de chicotes (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
12 quanto mais. A graça de Deus com seu povo sempre supera as tentativas de destruição feitas contra seus escolhidos (Bíblia Shedd).
14 amargar. A experiência de Israel é lembrada nas ervas amargas da refeição pascal (12:8) (Andrews Study Bible).
15 parteiras. Duas parteiras para servirem tão numerosa população parece muito pouco; elas podem ter sido líderes das parteiras (Bíblia de Genebra).
É admirável notar os inesperados instrumentos que Deus usa para derrotar as intenções de seus inimigos. Logo essas duas mulheres, que pareciam as menos prováveis (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
16 O assassínio secreto: as parteiras podiam atribuir a morte do filhinho a um acidente de nascimento (Bíblia Shedd).
17 temeram. Outra tradução poderia ser “ter respeito”. Isto envolve escolhas morais (9:30; 14:31; 18:21; 20:20). As parteiras colocaram aas ordens divinas acima das ordens humanas (Atos 5:29) (Andrews Study Bible).
20 Nada afeta tão profundamente o bem-estar de uma nação como o tratamento dispensado às crianças (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
21 lhes constituiu família. Deus honrou o compromisso das parteiras e deu descendentes a elas (Ver também Rute 4:12; 2 Sam. 7:11; 1 Rs. 2:24)(Andrews Study Bible).
22 O assassínio público: a fidelidade das parteiras em conservar a vida dos filhinhos forçou Faraó a revelar publicamente sua iniquidade. Assim é que uma atitude corajosa pode desmascarar as obras do maligno (Bíblia Shedd).
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-50/
O último capítulo de Gênesis começa com José lamentando a morte de seu pai Jacó, o terceiro dos grandes patriarcas do livro. É um capítulo de grande dor e tristeza, especialmente para José, que fora separado de seu pai por tanto tempo. Tanto ele como Jacó sofreram durante esses anos. Na morte, José chora sobre o rosto de seu pai e beija seu corpo ainda quente, mas sem vida. Em amor e respeito, José o embalsama de acordo com a tradição egípcia.
Após o digno enterro de Jacó no cemitério de seus ancestrais em Canaã, encontramos os irmãos de José preocupados que este finalmente se vingaria deles. Humilde e perdoador, José repete as palavras que ele dissera antes: “Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus o tornou em bem… ” (v 20 NVI). A gentileza no comportamento de José nos lembra do perdão de Cristo.
O final do capítulo com a morte de José se compara à história da criação de Gênesis 1. Note o contraste entre “E, depois de embalsamado, foi colocado num sarcófago no Egito” (v. 26 NVI) com as palavras finais do Apocalipse que falam do “Livro da Vida do Cordeiro” (Ap 21 e 22).
D. Lynn Bryson
Twin Falls, Idaho, EUA
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=296
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
Ouça em áudio (voz: Valesca Conty):
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=296
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497 palavras
1-3 O texto foca o sofrimento de José e mantém silêncio sobre os irmãos. Jacó é tratado do mesmo modo que o seria um nobre egípcio, marcando a alta consideração pela família de José. A religião egípcia requeria o embalsamento do corpo tendo em vista a jornada após a vida. Quarenta dias… setenta dias. Os quarenta dias de embalsamento eram seguidos de trinta dias de luto (Num. 20:29; Deut. 34:8) (Andrews Study Bible).
2 embalsamassem. Uma prática egípcia destinada a preservar o corpo após a morte e, desta forma, conservar a identidade pessoal na vida pós-morte. Não existia essa prática em Israel. Aqui, o intento é o de preservar o corpo para ser transportado para Canaã (Bíblia de Genebra).
4 falou José à casa de Faraó. Logo após ter chorado a morte de seu pai (Dt 34.8), a aparência de José talvez não fosse adequada para se apresentar diante de Faraó (cf 41.14) (Bíblia de Genebra).
4-14 Após receber a permissão de Faraó para enterrar Jacó em Canaã, José, seus irmãos, e “todos” os oficiais de Faraó viajaram a Canaã para o enterro de Jacó. A explicação de José para a necessidade do enterro em Canaã (v. 5 “sepultura que eu cavei para mi mesmo”) é colocada de modo que possa ser entendida pelos egípcios (Andrews Study Bible).
9 carros e cavaleiros. A história posterior do êxodo usa linguagem similar (Êx. 14:9, 17-18, 23, 26, 28) (Andrews Study Bible).
10 além do Jordão. As palavras “além do Jordão” indicam que esse livro [Gênesis] foi concluído na outra margem desse rio, onde Moisés, depois, faleceu (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento – F.B Meyer).
11 Abel-Mizraim. Lit. “Lamentação do Egito” (Andrews Study Bible).
No hebraico ebel significa “lamentação” e abel, “campo”. O nome parece ser um jogo das duas palavras (Bíblia Shedd).
13 Caverna do campo de Macpela. Ver 24.3.
17 As lágrimas de José só demonstraram o seu amor para os irmãos ao pensar que eles tinham desconfiado do seu perdão genuíno (Bíblia Shedd).
19 Este é o coração e o clímax da história de José: só Deus pode perdoar pecado e cobrir a culpa do homem pecador. A providência divina dirige em tudo, tornando os propósitos maus dos homens em bem (cf 45.4-7) (Bíblia Shedd).
21 lhes falou ao coração. Ver 34:3. O perdão verdadeiro entre seres humanos é induzido pelo perdão divino (Ef. 4:32) (Andrews Study Bible).
22,26 110 anos. O tempo ideal de uma vida, segundo inscrições egípcias (Bíblia Shedd).
Note a longevidade decrescente dos patriarcas desde Abraão (175 anos; 25:7) até José (110 anos). Ele recebeu embalsamento e honras de sepultamento como as teve Jacó (Andrews Study Bible).
23 Os filhos de Maquir, neto de José, são descritos como tomados sobre os seus joelhos (lit “nascidos sobre os seus joelhos”). Significa “adotados como seus descendentes” (Bíblia Shedd).
24 Deus certamente nos visitará. O verbo hebraico traduzido por “visitar” denota um encontro divino que mudará a vida de alguém para o bem ou para o mal (21.1; Êx 3.16, 4.31; Lc 1.68,78; At 15.14) (Bíblia de Genebra).
25 transportar os meus ossos. Os ossos de José foram tirados do Egito por Moisés (Êx 13.19) e, mais tarde, foram sepultados em Siquém (Js 24.32) (Bíblia de Genebra).
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-49/
Gênesis 49 nos traz uma séria advertência: Nossas ações e escolhas têm uma influência decisiva em nossas vidas e na de nossos descendentes.
Muitas vezes ficamos surpresos ao ver como nossos filhos Christian e Giovani apresentam comportamentos e defeitos semelhantes aos nossos. Sabemos que traçar um caminho próprio tem sido uma luta para eles, uma busca racional e espiritual para fortalecer as boas características e minimizar as más influências que lhes transmitimos.
Mas Gênesis 49 também traz boas notícias: nós não necessariamente temos que ficar presos à maldição de uma má origem. A graça de Deus pode transformar maldição em bênção. Simeão e Levi, por causa de seu caráter violento, influenciaram a dispersão de suas tribos em Israel (v.7). Mas, por causa de uma escolha sábia da tribo de Levi de enfrentar o caminho fácil da idolatria (Êx 32:26), Deus escolheu os levitas como a tribo sacerdotal para Israel.
Temos uma escolha hoje: lamentar nossas fraquezas ambientais e hereditárias ou nos submeter à ação do Espírito Santo para transformar nosso caráter à semelhança de Jesus. Deus pode transformar nossas boas escolhas em uma boa colheita com efeitos eternos aos nossos filhos naturais e espirituais.
Jeferson e Gisele Quimelli
Professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa
Paraná, Brasil
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=295
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
Ouça em áudio(Voz: Valesca Conty):
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1441 palavras
1-28 O último testamento de Jacó aos seus filhos (incluindo bênçãos e também algumas maldições) é um importante documento legal. Alinhado com sua natureza solene está o fato de ter sido escrito em poesia. A maioria das profecias de louvor ou recriminação são escritas em palavras que jogam com os nomes dos filhos ou fazem referências a animais e não são facilmente reproduzidas em uma tradução (Andrews Study Bible).
As declarações anunciadas por Jacó e anunciadas neste capítulo não são, propriamente, bênçãos. São predições relacionadas com as doze tribos de Israel, divinamente inspiradas, que de modo bem exato, retratam os caracteres dos respectivos ancestrais (Bíblia Shedd).
As palavras do patriarca inspirado profetizaram o destino das doze tribos que descendiam de seus filhos, em sua maior parte por meio de trocadilhos com seus nomes ou através de comparações com animais. Os nomes e as ações (boas ou más) dos doze filhos prenunciavam o destino de cada tribo. Essas bênçãos proféticas no final do período patriarcal foram organizadas de acordo com as mães – os seis filhos de Lia (vs. 3-15), os quatro filhos das servas (vs. 16-21) e os dois de Raquel (vs. 22-27) – e exibiam a soberania de Deus sobre a nação. Elas serão expandidas mais tarde na “benção de Moisés” (Dt 33), conferida no limiar da conquista da Terra (Bíblia de Genebra).
1 dias vindouros. As profecias de Jacó englobam toda a história de Israel, desde a conquista e distribuição da terra até o reino do Messias, Jesus Cristo (v. 10). Ver Nm 24.14; Dt 31.28-29; Is 2.2 (Bíblia de Genebra).
3-7 As profecias sobre os primeiros três filhos de Lia – Rúben, Simeão e Levi – anunciam o castigo por faltas cometidas e não usam comparações com animais (Bíblia de Genebra).
3 Rúben. Ver 29.32; 35.22. A herança de um filho do antigo Oriente Próximo não poderia ser alterada por uma decisão arbitrária do pai, mas tais mudanças poderiam ser feitas se ocorressem sérias ofensas sexuais do filho contra a família (Bíblia de Genebra).
4 Impetuoso. O comportamento de Rúben foi negligente e destrutivo. O termo em hebraico, aqui, denota orgulho e presunção (cf Jz 9.4; 1Cr 5.1-2) (Bíblia de Genebra).
não serás o mais excelente. É claro que Ruben não se mostrou excelente em coisa, como podemos verificar no fato de que nenhum só juiz, ou profeta, se refere como provindo dessa tribo. Muito cedo, ela foi conquistada por Moabe (Jz 5.15-16) (Bíblia Shedd).
6-7 no seu furor mataram homens … Maldito seja o teu furor. A violência referida aqui se relaciona com a destruição desnecessária de Siquém (34:25). A dispersão de Simeão se verificara mediante a absorção da tribo pela da de Judá. A maldição sobre Levi foi transformada em bênção visto que a tribo foi separada para as funções sacerdotais, caso em que veio a atuar como representante da nação diante de Deus. Tal transformação resultara do fato de que os levitas tomaram partido em favor do Senhor no ensejo da repressão do pecado relacionado com o bezerro de ouro (Êx. 35.25-29) (Bíblia Shedd).
7 dividi-los-ei… espalharei. Compartilhando de uma inclinação a uma ira e crueldade destrutivas, Simeão e Levi constituíam-se uma ameaça à paz (34.25-31). Após o êxodo do Egito, a tribo de Simeão diminuiu em importância e não foi mencionada na bênção de Moisés (Dt 33). Simeão não recebeu uma herança separada na Terra Prometida, mas à essa tribo foram destinadas cidades pertencentes à herança de Judá (Js 19.1-9). Semelhantemente, a tribo sacerdotal de Levi recebeu cidades por toda a terra (Js 21.1-42) (Bíblia de Genebra).
8 Judá significa “Louvor”. No futuro, as demais tribos teriam razões de louvar a esta tribo, uma vez que Davi, sua dinastia e o Messias foram da linhagem de Judá (cf Is 11.1 e Mt 1.1-17) (Bíblia Shedd).
As tribos se prostraram diante do descendente de Judá, Davi, por causa de seus feitos heróicos (2Sm 5.1-3) (Bíblia de Genebra).
8-12 Note a extensão e conteúdo da bênção de Judá. Apesar de não ser o primogênito (de nenhuma da mulheres de Jacó), sua transformação de caráter e liderança o prepararam para tarefas mais elevadas. O título messiânico “Leão de Judá” é baseado neste texto. O termo “Siló” no v. 10, é de tradução particularmente difícil. Ele é repetido quase literalmente em Ez. 21:27, onde é relacionado a um rei davídico. Aponta para um futuro rei de Israel, vindo da tribo de Judá. Tipologicamente, aponta além de Davi, para Cristo que é o Rei messiânico perfeito (Andrews Study Bible).
9 leãozinho. O termo significa força, coragem e ousadia (Jz 14.18; Pv 28.1). O leão era um símbolo adequado para os reis guerreiros da linhagem real davídica de Judá culminando no Messias conquistador, Jesus Cristo (Ap 5.5) (Bíblia de Genebra).
10 O cetro não se arredará. Uma profecia que foi posteriormente aperfeiçoada e confirmada pela aliança davídica (2Sm 7.16) ((Bíblia de Genebra).
11-12 A bem-aventurança do governante messiânico é representada pelo vinho (um símbolo de prosperidade, 27.28) e pela sua beleza (Sl 45.2-9) (Bíblia de Genebra).
13 A Zebulom, sexto filho de Lia, é prometido lugar favorável, com respeito ao mar Mediterrâneo. Js 19.10-16, entretanto, indica que o território desta tribo não limitava, propriamente, com o mar. De qualquer maneira, tinha fronteira com a Fenícia que era o maior poder marítimo de então e, sem dúvida, ganhou muita prosperidade através desse contato (Bíblia Shedd).
14 Issacar é comparado com um animal de carga, satisfeito com a tranquilidade na terra, e pronto a se sujeitar aos cananitas (Bíblia Shedd).
15 trabalho servil. Tendo falhado em expulsar os cananeus para fora do seu território, a tribo de Issacar aparentemente desejava negociar sua liberdade em troca do trabalho forçado (cf. Jz 1.28-30). Issacar livrou-se do jugo cananeu sob a liderança de Débora e Baraque (Jz 5.15) (Bíblia de Genebra).
16 Dã (“juiz”) julgará, isto é, ganhará justiça e prestígio para essa tribo pela astúcia e luta contra outras tribos e os cananitas (Bíblia Shedd).
julgará. Ou “trará justiça a eles”. Ver 30.6 (Bíblia de Genebra).
17 serpente. Embora pequena, Dã era perigosa e subitamente atacava para derrubar inimigos maiores (Jz 18). O danita Sansão, sozinho, derrotou os filisteus (Jz 13-16) (Bíblia de Genebra).
19 Gade. Este versículo consiste num jogo de palavras (quatro das seis palavras hebraicas tem som semelhante a “Gade”) indicando o constante perigo a que Gade estava constantemente exposta por causa de seus vizinhos ao sul e ao leste (Amom e Moabe) (Bíblia de Genebra).
20 Aser ganhou como herança as terras baixas desde o Carmelo até Tiro. Era uma das partes mais férteis da Palestina, abundando em trigo e azeite de oliveira (cf 1 Rs 5.11) (Bíblia Shedd).
pão… delícias. Uma referência à sua terra fértil (Dt 33.24; Js 19.24-31). Ver 30.13 (Bíblia de Genebra).21 A descrição de Naftali como gazela solta, sugere a ideia de agilidade, vitalidade e liberdade. Esta tribo herdou a terra à volta do mar da Galiléia, que se relacionaria com a vinda do Messias (cf Is 9.1,2 com Mt 4.15,16) (Bíblia Shedd).
22 frutífero. A estéril Raquel produziria a tribo mais frutífera (30.2,22; 41.52). se estendem sobre o muro. Os filhos de José mais tarde procurariam aumentar seu território (Js 17.14-18) (Bíblia de Genebra).
24-25 Note a admirável multiplicação de nomes divinos (Bíblia de Genebra).
24 Poderoso de Jacó é um título que se refere não somente às maravilhas feitas na vida do grande patriarca, mas também fala do futuro em que Ele tornará esta pequena família numa nação poderosa, abençoada e benéfica (cf Is 1.24, 49.26) (Bíblia Shedd).
25 Todo-poderoso. Heb El Shaddai (Bíblia Shedd).
abençoará. A raiz hebraica para “abençoar” é usada seis vezes neste versículo. Essas bênçãos significavam a fertilidade da terra alimentada pela água vinda do céu e das profundezas da terra (1.6-8) e a fertilidade do corpo (“seios e da madre”; 1.22; cf Nm 24.5-7). As bênçãos outorgadas aos homens na criação estavam concentradas em José (Bíblia de Genebra).
27 Benjamim é um lobo. Ver 35.18. Esta tribo, posteriormente, teria a reputação de um guerreiro feroz (Jz 20.14-25) (Bíblia de Genebra).
29-33 Esta é a cena final da morte e Jacó. Antes de morrer, Jacó relembra aos seus filhos que seu local de sepultamento não é no Egito, mas na terra da promessa, aonde seus ancestrais estão descansando (25:8). Sepultamento é o termo chave nesta seção e no próximo capítulo. Note que Jacó será enterrado com sua primeira mulher, Lia – não com Raquel (Andrews Study Bible).
49.29 – 50.26 Crendo nas promessas de Deus feitas a Abraão e Isaque acerca de Terra Prometida (13.15), Jacó pediu para ser enterrado com eles em Canaã (49.29-32; cf 47.29-31). José também instruiu a sua família para enterrá-lo na Terra Prometida depois do êxodo (50.24-26; cf 24.32). O enterro de Jacó na caverna de seus pais e a determinação de José para ser enterrado em Canaã destacam a solidariedade da família da aliança e apontam adiante para o êxodo do Egito. A unidade da família será enfatizada adiante pelas bondosas palavras de José e suas provisões para os seus irmãos que haviam lhe causado mal (50.15-21) (Bíblia de Genebra).
33 recolheu os pés na cama. Na iminência da morte, Jacó ainda está no controle (Andrews Study Bible).
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-48/
Este capítulo nos ajuda a compreender o caráter de Jacó e a importância das relações familiares. Jacó era um pai afetuoso, chorou o desaparecimento de José e se entristeceu quando Simeão ficou preso no Egito. Jacó, agora, como um avô carinhoso, beija e abraça os netos.
De modo surpreendente, Jacó adota os dois filhos de José, Manassés e Efraim, como seus próprios filhos. Essa foi uma maneira de honrar a memória da sua querida esposa, Raquel, que ele tanto gostaria pudesse presenciar aquele momento com os netos. Deste modo, a profecia dada a José, de que teria uma porção dobrada entre seus irmãos, veio a se cumprir.
Jacó refere-se a Deus como o benfeitor de sua vida; Aquele que lhe apareceu em um momento de grande necessidade, fugindo para salvar a vida, e prometeu abençoar-lhe com uma grande descendência (v. 3-4). Jacó dá testemunho de que Deus o sustentou e o livrou de todo o mal, e suplica que Deus abençoe de igual maneira aos filhos de José (v. 15-16). As palavras e ações de Jacó revelam a intimidade de sua caminhada com Deus.
Senhor, ajuda-nos a revelarmos o teu caráter ao próximo, especialmente no círculo familiar.
Jobson Santos
Professor de Religião no Unasp
Hortolândia, Brasil
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=294
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
Ouça em áudio(Voz: Valesca Conty):