Reavivados por Sua Palavra


ÊXODO 12 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS 
13 de dezembro de 2018, 0:05
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2277 palavras

1 Disse o Senhor. Neste capítulo estão registrados os regulamentos acerca da primeira das instituições conhecidas como mosaicas. Deve-se observar que nem Moisés nem Arão implantaram legislação alguma por conta própria, nesta ocasião nem mais tarde. Todo o sistema religioso e civil anunciado por Moisés, antes do êxodo, foi revelado a ele. Não foi ele quem deu origem às leis que levam seu nome no Pentateuco; ele foi apenas o instrumento usado por Deus para tornar conhecida Sua vontade ao povo. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 1, p. 584, 585.

2 Este mês. Introdução do calendário religioso em Israel. Bíblia de Estudo NVI Vida.

O verdadeiro aniversário do povo de Deus. … O cordeiro da Páscoa era o sacrifício aceitável, que Deus mesmo tinha instituído. Jesus é nossa Páscoa (1 Co 5.7), é o Cordeiro de Deus (Jo 1.29). O cordeiro tinha de ser sem defeito (5) e Cristo cumpriu esta exigência. Bíblia Shedd.

Como ocorre aqui, às vezes este mês é designado como o primeiro mês do ano (Êx 40.2, 17; Lv 23:5; etc.), chamado também de abibe (Êx 13:4; 23:15; 34:18; Dt 16:1). Abibe, que geralmente corresponde ao mês de abril do nosso calendário, significa “mês das espigas”, pois os cereais estavam na espiga nesse período. Após o cativeiro, nomes do calendário babilônico foram adotados e abibe se tornou nisã (ver Ne 2:1; Et 3:7). CBASD, vol. 1, p. 585.

3 um cordeiro.  A palavra hebraica se aplica tanto a cordeiros como cabritos, sem limitação de idade. Porém, a idade foi fixada por estatuto (ver Êx 12:5) em um ano, e se podia escolher um cordeiro ou um cabrito (v. 5). É interessante observar que em geral os hebreus preferiam cordeiro a cabrito. CBASD, vol. 1, p. 585.

4 se a família for pequena. Posteriormente, a tradição judaica fixou como 10 o número de pessoas para quem um cordeiro deveria ser repartido. CBASD, vol. 1, p. 585.

5 O cordeiro será sem defeito. A ausência de defeitos e danos … era símbolo da integridade moral do Cordeiro de Deus representado pelo sacrifício. … Mais adiante, a lei proibiu o uso de animais imperfeitos para sacrifícios obrigatórios, embora pudessem ser apresentados como oferta voluntária (Lv 22:20-25). CBASD, vol. 1, p. 585.

macho. Esta exigência era feita porque o cordeiro assumia o lugar do primeiro filho homem da família. CBASD, vol. 1, p. 585.

6 todo o ajuntamento da congregação. O chefe de cada família deveria oferecer o sacrifício por si mesmo e por sua família. Assim, ninguém que não fosse da família interviria entre ela e Deus. Isso era feito em reconhecimento de de que Israel era uma nação de sacerdotes, como os cristãos (Ap 1:6; 1Pe 2:5, 9). CBASD, vol. 1, p. 586.

no crepúsculo. Os cordeiros da Páscoa eram mortos … aproximadamente à hora quando o verdadeiro “Cordeiro de Deus” morreu pelos pecadores na cruz (1Co 5:7; Mt 27:45-50). A preparação da refeição pascal requer tempo e deveria estar pronta antes da meia-noite. … Segundo Josefo, era costume em sua época oferecer o cordeiro por volta das três horas da tarde (Antiguidades, xiv.4.3). CBASD, vol. 1, p. 586.

7 Tomarão do sangue e porão em ambas as ombreiras e na verga da porta. O sangue simboliza a vida de uma vítima (Lv 17.11). Bíblia de Genebra.

Simboliza um sacrifício oferecido em substituição, uma vida entregue em troca de outra de outra.  Bíblia de Estudo NVI Vida.

Espargir o sangue deveria ser considerado um ato de purificação, pois o molho de hissopo era usado para esse fim (Êx 12:22). CBASD, vol. 1, p. 586.

8 assada no fogo. As razões podem ser que assar fosse mais fácil que cozinhar e que seria difícil “cozinhar” o “cordeiro” sem cortá-lo em pedações, o que também parece ter sido proibido (ver Êx 12:46; Nm 9:12; Jo 19:36). CBASD, vol. 1, p. 587.

pães asmos. O cordeiro assado devia ser comido com pães asmos, pois o fermento produz fermentação, símbolo natural de impureza e corrupção. CBASD, vol. 1, p. 587.

ervas amargas. Embora não se saiba que tipo de “ervas” eram usadas no Egito, mais tarde, judeus da Palestina usaram duas variedades de alface, um tipo de cardo e agrião. A alface e a escarola são nativas do Egito e da Palestina. … Quaisquer que tenham sido as ervas usadas, é óbvio que eram designadas para lembrar aos participantes de seu cativeiro e do amargo sofrimento na terra do Egito. CBASD, vol. 1, p. 587.

9 Não comereis do animal nada cru. Esta ordem era necessária, tendo em vista o fato de os povos pagãos com frequência comerem carne crua em suas refeições de sacrifícios. CBASD, vol. 1, p. 587.

10 Nada deixareis dele. Toda a carne devia ser consumida na refeição, para que não se decompusesse. Visto que o corpo de Cristo não veria a corrupção (At 2:27, 31; 13:35-37), o cordeiro simbólico também não. CBASD, vol. 1, p. 587.

11 lombos cingidos. Para o trabalho ou para uma viagem em que se tenha que carregar algo, a parte da frente [das longas e soltas vestes semitas] é dobrada e amarrada na cintura. CBASD, vol. 1, p. 587.

sandálias nos pés. Não era costume usar sapatos dentro de casa ou às refeições. CBASD, vol. 1, p. 587.

comê-lo-eis à pressa. Como não sabiam o momento quando partiriam, e pelo fato de terem que queimar os ossos do cordeiro antes de ir, deviam terminar a refeição o mais rápido possível. CBASD, vol. 1, p. 587.

é a Páscoa do Senhor. O povo devia perceber que aquela não era uma refeição comum. A vida de seus primogênitos dependia do cumprimento das instruções. CBASD, vol. 1, p. 588.

12 ferirei na terra do Egito todos os primogênitos … até os animais. Quase todos os deuses do Egito eram semelhantes a algum animal, com feições humanas. A morte do primogênito de cada tipo de animal mostrará a falibilidade e a impotência das “divindades” que haviam de protegê-los. Bíblia Shedd.

13 passareis por vós. Ao passar pela [em inglês, passover] terra do Egito para ferir todos os primogênitos de homens e de animais, o Senhor “passaria por alto”, pasah, os israelitas. Esta palavra foi transliterada para o grego como pascha, de onde vem a palavra portuguesa “Páscoa”. CBASD, vol. 1, p. 588.

14 memorial. A observância deveria ser comemorada de ano em ano. CBASD, vol. 1, p. 588.

perpétuo. De ‘olam, cuja tradução literal seria “perpetuamente”. … Como um tipo [modelo], deveria continuar vigente até a vinda do antítipo [realização do modelo], Jesus Cristo, que liberta do pecado. A duração de “perpétuo”, ‘olam, está condicionada à natureza daquilo a que se aplica. Pode se referir a algo que não tem começo nem fim, como, por exemplo, o próprio Deus, ou a um tempo que tem um início, mas não tem fim, como a vida eterna dos remidos, ou pode significar um período mais curto de tempo que tem tanto início como fim. Aqui, tem o último sentido. Instituída no êxodo, a Páscoa permaneceu vigente até a crucificação. CBASD, vol. 1, p. 588.

15 qualquer que comer coisa levedada … será eliminada. A punição é grave; mas, na Bíblia, o fermento frequentemente simboliza o pecado, a podridão (Lc 12.1), e é claro que nenhuma cerimônia religiosa tem valor se vier acompanhada do pecado humano (1 Co 10.1-5, 11.28-19). Bíblia Shedd.

Antes de celebrar a Páscoa, o judeu praticante faz uma busca sistemática (muitas vezes simbólica) em casa para eliminar toda migalha de pão levedado que porventura haja ali (cf. v. 19). Bíblia de Estudo NVI Vida.

eliminada. O que de fato aconteceu nesses casos [os 36 registrados de negligência passível de “eliminação” no AT] não se sabe, pois não há registro de tal ocorrência, nem de instruções dadas quanto à forma como essa ameaça deveria ser levada a cabo. Alguns imaginam que isso signifique uma morte violenta, mesmo prematura, ou eterna. Mas, provavelmente, significa a perda dos direitos e privilégios de pertencer ao povo de Israel. Após ser “eliminado”, o indivíduo era considerado forasteiro e não tinha parte em nenhuma das bênçãos da aliança. CBASD, vol. 1, p. 588.

16 Santa assembleia. Assembleia convocada por ordem expressa de Deus para santificação. CBASD, vol. 1, p. 589.

19 será eliminado … o peregrino. Este era o cidadão não israelita que vivia de forma temporária ou permanente entre o povo hebreu, mas que não aceitava suas crenças e práticas religiosas. CBASD, vol. 1, p. 589.

o natural da terra. O israelita. O termo … era [também] aplicado aos que nasciam como israelitas. CBASD, vol. 1, p. 589.

22 hissopo. Uma planta usada para aspergir. Bíblia Shedd.

A maioria dos pesquisadores bíblicos concorda que esse hissopo era um tipo de manjerona cinza-esverdeado, origanum maru, conhecido na Palestina como za’tar. Os samaritanos ainda usam um maço de za’tar nas cerimônias da Páscoa, para colocar o sangue do cordeiro pascal sobre os umbrais das portas das casas. CBASD, vol. 1, p. 589.

nenhum de vós saia. Naquela noite de juízo, nenhum lugar estaria seguro, a não ser atrás da porta manchada de sangue. Assim … também …  não há salvação à parte do sangue de Cristo, o verdadeiro “Cordeiro de Deus” (Jo 1:36; At 4:12). CBASD, vol. 1, p. 590.

26 Que rito é este? Hoje, ao ser [a Páscoa] observada, a criança mais jovem presente faz perguntas semelhantes. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Cada culto, cada rito, cada sacramento tem a finalidade de ensinar a palavra de Deus, instruir os participantes nas coisas que Deus tem feito, ordenado e prometido. Bíblia Shedd.

28 fizeram isso. Descreve de maneira muito abreviada a total aceitação dos israelitas da divina instrução. Andrews Study Bible.

Uma vez que a ordem foi dada antes do dia 10 de abibe (Êx 12:3), e o cordeiro pascal não foi morto antes do dia 14, o v. 28 fala de vários dias de preparação. CBASD, vol. 1, p. 590.

29 à meia noite. Literalmente “na metade da noite”. Embora os israelitas soubessem o dia, este não havia sido anunciado ao rei, e essa incerteza deve ter-lhe causado mais ansiedade. Quando Moisés saiu da presença do obstinado rei, todos os cortesãos, sem dúvida, temeram perder seu primogênito. Contudo, passados vários dias sem que a ameaça se cumprisse, muitas pessoas, talvez o próprio rei, devem ter pensado que nada aconteceria. Porém o temor de que a palavra de Moisés se cumprisse deve ter estado sempre presente. CBASD, vol. 1, p. 590.

o primogênito de Faraó. Se Amenhotep II foi o faraó do êxodo …, seu filho mais velho foi morto durante a noite de horror. Não existem registros fora da Bíblia sobre esse acontecimento. Na realidade, era costume dos antigos egípcios não declarar qualquer experiência humilhante. Entretanto, Tutmés IV, irmão do primogênito do faraó, deixou uma evidência da qual se infere a morte inesperada de seu irmão e sua própria ascensão à condição de príncipe herdeiro. CBASD, vol. 1, p. 590.

30 grande clamor. Os egípcios não tinham mais dúvida de que todos morreriam se os israelitas permanecessem no país. CBASD, vol. 1, p. 591.

32 abençoai-me. Faraó … foi forçado a reconhecer que lhe faltava alguma coisa. Só que não quis pagar o sacrifício do próprio “eu”, com um arrependimento real. Bíblia Shedd.

34 tomou a sua massa. Isto reflete a urgência dos egípcios. Os israelitas provavelmente preparariam pães para a viagem. Embora Moisés lhes tivesse advertido muitos dias antes, o povo parecia não esperar uma partida tão apressada e ainda não estava pronto. … a necessidade os obrigou a se contentar com pães asmos, ou o chamado “pão da aflição” (Dt 16:3). CBASD, vol. 1, p. 591.

35 pediram aos egípcios. Uma indenização a pagar aos escravos libertados, uma fração daquilo que lhes era devido. Bíblia Shedd.

36 despojaram. Não pelo roubo, mas pelo favor. Bíblia Shedd.

37 cerca de seiscentos mil homens. Cifra redonda que representa 603 550 [cf. 38.26]. Bíblia de Estudo NVI Vida.

A referência de Ellen G White a “mais de dois milhões de almas” e “milhões” que saíram do Egito e morreram no deserto (PP, 344, 410) está em harmonia com a tradução de 600 mil. CBASD, vol. 1, p. 593.

38 um misto de gente. Foram feitas muitas tentativas para se identificar este “misto de gente”. … Embora não saibamos a identidade desses não israelitas que se uniram aos triunfantes hebreus nessa oportunidade, eles aparecem novamente mais tarde na narrativa. Foram sempre os primeiros a lamentar a saída do Egito e desejar suas iguarias (Nm 11:4, 5). CBASD, vol. 1, p. 593.

39 e cozeram. Os israelitas fizeram uma parada breve em Sucote para os preparativos finais da longa jornada no deserto. A duração de sua estada não é mencionada, mas foi tempo suficiente para assar os pães que necessitariam. CBASD, vol. 1, p. 593.

40 quatrocentos e trinta anos. A declaração de Paulo em Gálatas 3:17, assim como outras evidências, deixa claro que esses 430 anos incluem o período desde o chamado de Abraão para deixar Harã até a descida de Jacó ao Egito, 215 anos mais tarde. Visto que na época de Moisés a Palestina era considerada parte do império egípcio, não é de se estranhar que um autor desse período incluísse Canaã no termo “Egito”. … A profecia de que a quarta geração daqueles que haviam entrado no Egito sairia dali (Gn 15:16) e o registro de seu cumprimento (Êx 6:16-20) tornam irrelevante qualquer outra explicação do período de 430 anos. CBASD, vol. 1, p. 593.

43 nenhum estrangeiro. Isto é, alguém de outra etnia que desejasse permanecer com sua condição de estrangeiro e não ser circuncidado. Uma vez que a Páscoa era uma festa que comemorava o nascimento de Israel como nação, seria naturalmente impróprio que um estrangeiro participasse dela. CBASD, vol. 1, p. 593.

44  depois de o teres circuncidado. Não foi de forma natural, mas por meio de um chamado divino, que Israel se tornou o povo do Senhor. Por essa razão, e como estava destinado a ser uma bênção a todas as nações, Israel não deveria assumir atitude exclusivista em relação aos estrangeiros. Eles deveriam receber bem os que desejassem se unir a eles em adoração e serviço a Deus. CBASD, vol. 1, p. 593.

45 O estrangeiro e o assalariado. Residentes temporários e assalariados não deviam participar da Páscoa, pois sua participação com Israel poderia ser dissolvida a qualquer momento. CBASD, vol. 1, p. 593.

46 nem lhe quebrareis osso nenhum. Esta norma mostra claramente que o cordeiro pascal era um tipo de Cristo. João 19:33 e 36 evidencia que isso era compreendido na igreja cristã primitiva. CBASD, vol. 1, p. 594.

Tal como acontecia ao cordeiro pascal, e contra o costume dos romanos, nenhum osso de Jesus foi quebrado por ocasião de sua crucificação (Jo 19.36; cf 1Co 5.7). Bíblia de Genebra.



ÊXODO 11
12 de dezembro de 2018, 1:00
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/exodo/ex-capitulo-11/

A última praga foi a mais extrema. Neste ponto, o Egito, antes uma superpotência global e epicentro de prosperidade econômica, estava em ruínas. Suas colheitas e animais estavam mortos, sua cidade invadida por rãs mortas, seu povo ainda se curando de furúnculos, moscas e piolhos. O Egito é apenas uma sombra do que já foi e levará tempo para se curar dessa destruição.

Enquanto isso, o faraó continua se recusando a deixar os israelitas partirem. A destruição econômica que ele acumulou em seu povo, ao endurecer o seu coração, supera largamente as consequências econômicas de deixar seus escravos partirem. Mesmo com a ameaça da morte de seu filho, ele continua endurecendo seu coração.

Satanás influenciou fortemente o Faraó nessa situação. A grandeza das pragas do Egito mostra que a influência de Satanás somente traz dor, morte e destruição. Satanás leva você a racionalizar e ferir não apenas a si mesmo, mas às pessoas ao seu redor. Se ao menos o Faraó tivesse dado um passo para trás e percebido todo o dano que sua teimosia irracional estava causando, ele poderia ter sido aclamado como um herói, em vez de um tirano.

Escolha ouvir a Deus, e quando você sentir que está causando dor aos outros, recue e certifique-se de que sua teimosia não está prejudicando as pessoas.

Solana Campbell
Aluna da Academia Adventista dos Grandes Lagos
Cedar Lake, MI, EUA

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=307
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli

Ouça em áudio (Voz: Valesca Conty):



“DEUS ENDURECEU O CORAÇÃO DE FARAÓ”
12 de dezembro de 2018, 0:50
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590 palavras

A pedido, coloco aqui uma compilação de alguns comentários, para entender porque e como Deus endureceu o coração de Faraó:

Faraó pôs o Egito inteiro a perder, mas não dispôs a render-se ao verdadeiro Deus. Seu orgulho era o entulho suprimindo todo espaço de Deus no coração. E nós… como respondemos aos insistentes apelos divinos?

Muitos insistem no que creram a vida inteira. Não abrem mão ainda que se prove tamanha ilusão em sua falsa religião. Faraó cria ser deus, seu primogênito era a divindade que ocuparia seu lugar – Moisés previu futuro sombrio ao Egito (vs. 1-10).
Com dureza de coração (teimosia) diante das evidentes manifestações do Deus que desejava sua conversão, Faraó arruinou seu império. Contudo, fica claro que
…
2. Deus conhece os mínimos detalhes das futuras reações dos pecadores.[ou seja, Ele sabia que seus apelos e evidências ao Faraó fariam que ele endurecesse mais ainda seu coração]

Pr Heber (Comentário sobre Êxodo 11)

Deus não queria apenas que o seu povo saísse do Egito, mas também que Faraó e toda terra do Egito se convertesse como Nabucodonosor. Esse é o Amor de Deus incomparável, incompreensivo para nós, incondicional. Amém!

Comentário de Pr Adailton

Quando o homem resiste à mensagem de Deus de advertência e misericórdia, ele empilha problemas sobre si mesmo. Cada evidência adicional do poder de Deus faz com que resistam ainda mais. Mesmo durante as Sete Últimas Pragas, eles blasfemarão contra o nome de Deus, e se recusarão a dar-Lhe glória. Que triste final para os egípcios e para aqueles que desafiam a Deus nos Últimos Dias!
Que as nossas almas glorifiquem ao Senhor, e que o humilde O ouça e se alegre (Salmo 34:2).

Kenneth Matthews, Jr. (Comentário devocional sobre Êxodo 10)

Foi Faraó quem escolheu resistir à clara evidência do controle de Deus sobre o Egito, não deixando Israel ir.

Kenneth Matthews, Jr. (Comentário devocional sobre Êxodo 8)

Quem endureceu o coração de Faraó? Esta é uma questão que tem atormentado muitos cristãos. … “Deus endureceu o coração de Faraó”, no sentido de que Deus proveu as circunstâncias e a ocasião para forçar Faraó a tomar uma decisão. Moisés anunciou as instruções divinas e as acompanhou com milagres para confirmar a origem divina da mensagem. Faraó decidiu resistir às exigências de Deus. De sua própria vontade, Faraó teimosamente se recusou a obedecer. Deus foi o instigador e iniciador do dilema, mas Ele não foi o autor da rebeldia desafiadora de Faraó.

Kenneth Matthews, Jr. (Comentário devocional sobre Êxodo 7)

Mesmo Deus tendo atendido ao seu pedido, Faraó endureceu ainda mais o seu coração (4:21) (Com de Êx 8:32 da Andrews Study Bible).

endurecerei o seu coração. Ao longo de Êxodo, o endurecimento do coração de Faraó é expresso de três maneiras diferentes: 1) Faraó endureceu seu próprio coração 2) O coração de Faraó foi endurecido (impessoal) e 3) Deus endureceu o coração de Faraó. O contexto de toda a história deixa claro que Faraó teve livre escolha em tudo que ele fez (10:1-11). Seja o que for que “endurecimento” signifique, está claro que Deus não destrói o poder de Faraó decidir em suas ações (Com. da Andrews Study Bible sobre Êxodo 4:21). [Citações bíblicas omitidas]

ou seja,
Faraó já havia colocado em seu coração não atender a qualquer manifestação divina. Ao rejeitar os apelos e evidências divinas, Faraó endureceu cada vez mais seu coração. Ou seja, para quem decidiu rejeitar a Deus, cada apelo dEle aumenta o endurecimento.
É a questão do livre arbítrio – Deus não nos obriga a aceitá-lo; Ele não muda o nosso coração a força. Para quem não quer crer, nenhuma evidência no universo será suficiente.



ÊXODO 11 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
12 de dezembro de 2018, 0:05
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828 palavras

1 expulsará. Em vindo a décima praga, Faraó apressa-se em obedecer à ordem de Deus, mostrando-se, agora, mais disposto a permitir ao povo que se retire, do que antes. Assim, também, os joelhos que não se dobram em oração perante Cristo, aqui na terra, se dobrarão no Dia Final (Fp 2.11). Bíblia Shedd.

2 Israel não sairia com as mãos vazias. A legislação posterior que tratava da dívida da escravidão indicava que ao tempo da libertação o proprietário do escravo deveria lhe dar bens materiais. Andrews Study Bible.

3 o homem Moisés era mui famoso. Não existe nada na declaração que demonstre vaidade da parte de Moisés. Ele está apenas explicando por que os egípcios abriram mão de seus recursos de forma tão liberal. Era natural que, como agente de Deus, o povo tenha associado Moisés com os sinais espetaculares que testemunharam. Em primeiro lugar, ele deixou os magos atônitos (Êx 8:18, 19), depois impressionou os cortesãos de tal modo que alguns deles deram ouvidos a uma de suas advertências e salvaram seu gado (Êx 9:20). Finalmente, quase toda a corte se convenceu de que estava em seu poder destruir o país (10:7). Moisés tinha tratado o rei de igual para igual, e o fato de o povo o reverenciar como a um deu automaticamente fez aumentar o prestígio de Moisés. Se Moisés não tivesse comparecido perante eles como uma pessoa extraordinária, a quem seria perigoso perturbar, provavelmente desde muito tempo teria sofrido agressão. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 581.

4 Disse, pois, Moisés. Continuando o discurso de 10.29. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Por volta de meia-noite INVI, NKJV). Tendo por base a ordem da criação (“tarde e manhã”, Gn 1:5, 8, 13, 19, 23, 31), a meia-noite não marca o início de um novo dia, mas o momento mais escuro da noite, marcado pela vulnerabilidade e falta de defesa – o momento mais adequado para a décima praga. Andrews Study Bible.

Esta meia-noite não poderia ser a do dia seguinte em que Moisés fez o anúncio ao rei, pois ele recebeu instruções sobre a Páscoa somente depois da conversa com faraó. Essas instruções devem ter sido comunicadas ao povo alguns dias antes da festa da Páscoa e de sua partida do Egito (Êx 12:3, 6). Sem dúvida não se especificou quando seria essa noite, a fim de que o faraó tivesse tempo de pensar sobre o destino que aguardava a ele e a seu povo. CBASD, vol. 1, p. 581, 582.

Passarei por todo o Egito (NVI). É importante ressaltar o fato de que o próprio Senhor tenha visitado o Egito com a décima praga, ao passo que as outras foram infligidas por Moisés e Arão como agentes de Deus. CBASD, vol. 1, p. 582.

5 Todos os primogênitos do Egito morrerão. V. Sl 78.51; 105.36; 163.10. A maior das desgraças, pois todos os planos e sonhos de um pai vinculavam-se ao primogênito, que receberia porção dupla dos bens da família quando o pai morresse (v. Dt 21.17). Bíblia de Estudo NVI Vida.

A morte do primogênito se deveu à teimosia de Faraó, que não honrou o primogênito de Deus [Israel] (4:22-23). A última praga não fez distinção de classe social. Andrews Study Bible.

moinho (NVI, NKJV). A escrava que trabalhava no moinho que consistia de duas pedras era considerada o ponto mais baixo da escada social. Andrews Study Bible.

A mais humilde das ocupações (v. Is 47.2). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Moer trigo era um trabalho inferior, realizado por escravos e prisioneiros de guerra. Bíblia de Genebra.

6 grande clamor. Com um pranto amargo em cada lar, o clamor do Egito bem pôde ter sido do tipo que nunca se ouviu antes e não se ouvirá jamais. CBASD, vol. 1, p. 582.

8 ardendo em ira (ARA; NVI: com grande ira). Até, então, Moisés tinha demonstrado paciência sobrehumana em seu trato com o rei. Isso era um reflexo da tolerância e paciência de Deus, de quem era embaixador e em cujo nome e por cuja autoridade ele agia. Agora, porém, a ira do servo de Deus era uma evidência para o rei de coração obstinado que seu dia de graça estava chegando ao fim e que a ira de Deus estava prestes a cair sobre ele. CBASD, vol. 1, p. 582.

9 se multipliquem. A rebelião do homem evidencia mais claramente a glória de Deus. Bíblia Shedd.

9-10 Resumo final da atitude de Faraó: após onze (incluindo 7:8-13) sinais miraculosos e demonstrações óbvias do poder do Senhor, Faraó ainda não quer reconhecer Sua superioridade. Andrews Study Bible.

10. fizeram todas essas maravilhas. Antes de continuar a relatar a última e maior de todas as pragas, Moisés faz uma pausa momentânea para contemplar em retrospectiva todos os milagres, meditando sobre o fracasso, por assim dizer, em impressionar o coração endurecido do faraó. CBASD, vol. 1, p. 582.

Na hora de ter Moisés anunciado a última praga deparamo-nos com este resumo, mostrando-nos a rebelião humana em face das maravilhas de Deus. Assim, em Jo 12.37-43, há a manifestação da incredulidade dos judeus, que marca o fim do relato do que Jesus fez em público, e o começo da narrativa da Última Ceia e da Crucificação. Bíblia Shedd.



ÊXODO 10
11 de dezembro de 2018, 1:00
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/exodo/ex-capitulo-10/

Êxodo 10 conta a história de Faraó tentando impedir que os escravos israelitas deixassem o Egito, e das diferentes pragas que Deus envia para convencê-lo. No entanto, o faraó endurece seu coração e tenta estabelecer condições para que os israelitas pudessem sair.

Quantas vezes tentamos fazer acordos com Deus e tiramos certas partes de nossas vidas deste acordo? Obstinados, colocamos outras coisas em nível mais alto de importância do que o relacionamento com Deus. Nesse sentido, nos tornamos como o Faraó que concordou em abrir mão de apenas certos grupos dos israelitas. Quando chegamos a Deus pela primeira vez, permitimos que Ele tenha controle de apenas certas partes de nossas vidas, mas, por fim, precisamos permitir que Deus tenha toda a nossa vida, para que Ele possa trabalhar em nós e através de nós.

Você se vê lutando para dar algo específico em sua vida a Deus e permitir que Ele trabalhe inteiramente em você?

Você está retendo algo Dele que você acha que é mais importante do que seguir a Deus completamente?

Suvan Campbell
Estudante
Academia Adventista dos Grandes Lagos
Cedar Lake, MI, EUA

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=306
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli

Ouça em áudio (Voz: Valesca Conty):



ÊXODO 10 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
11 de dezembro de 2018, 0:05
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825 palavras

2 para que contes … quantos prodígios fiz. O relato aos descendentes serviria para manter viva a lembrança dos atos remidores de Deus. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Uma clara afirmação do plano divino que envolvia Faraó. As pragas visavam ensinar a Israel e deixar uma indelével impressão sobre a sua posteridade. Bíblia de Genebra.

De fato, durante toda subsequente história de Israel, o motivo básico para toda a vida religiosa do povo era esta história de como Deus tinha salvo e resgatado um povo particularmente Seu, que reconhecia Sua soberania. saibais. Não … teorias vãs acerca de Deus, mas sim, uma verdadeira experiência religiosa de andar com Deus. Bíblia Shedd.

Esquecer os benefícios de Deus é uma das tristes facetas da natureza pecaminosa. Por isso, o ser humano precisa de constante exortação a fim de relembrá-los. Isso com frequência é verdadeiro com respeito às suas necessidades diárias, mas também se aplica a circunstâncias providenciais, tais como as relacionadas à conversão ou recuperação de doença grave. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 576.

4 gafanhotos. Esta oitava praga já é mais severa: mesmo as invasões normais no oriente formam nuvens de gafanhotos que devoram em poucas horas toda espécie de alimento em área de quilômetros quadrados. Mas esta invasão foi excepcional (6; cf Jl 2.1-11). Bíblia Shedd.

7 os oficiais. Assim como os magos já se retiraram da luta (9.11), agora são os oficiais que estão se rendendo à evidência, chegando a se opor abertamente à política louca de um rei totalitário. Bíblia Shedd.

8 porém. a obediência a Deus dos não sinceramente convertidos contém sempre um “porém” significativo. Este porém é a condenação dos ímpios, porque, na verdade, é rebeldia contra Deus. Bíblia Shedd.

11 Só os homens podem ir. Da perspectiva de Faraó: 1) as mulheres e crianças deviam ficar como reféns, e 2) em geral eram só os homens que participavam plenamente do culto. Bíblia de Estudo NVI Vida.

12 [O] v. 12 nos ensina que a sequência ao pecado é o julgamento divino, que é inevitável, quando não imediato. A terra inteira sofreu as consequências, pois o pecado sempre traz grandes danos até para terceiros inocentes. Bíblia Shedd.

16 pequei. Uma ideia muito fraca sobre o pecado é de quem antevê as consequências do seu erro, e quer se livrar delas. Faraó teme os poderes manifestos em Moisés, mas não teme ao poder de Deus. Como todo pecador, pensa que se trata de um erro esporádico (esta vez ainda) e não percebe o abismo em que se precipita sem possibilidade de se salvar sozinho. Bíblia Shedd.

19 nem ainda um só. Deus faz Sua parte com perfeição, em resposta à oração da fé do seu servo obediente. Bíblia Shedd.

21-29 A próxima praga com sua escuridão tem como alvo Amon-Ra, o deus sol do Egito e um dos deuses mais importantes. Amon-Ra era considerado o pai divino de Faraó. Portanto, a exposição do desamparo de Amon-Ra diante do poder do Senhor destruía o cerne da crença egípcia.

21 trevas. Assim como a terceira e a sexta praga, essa nona chegou sem o faraó ter sido previamente avisado. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Resposta imediata à perfídia de Faraó, mencionada no v. 20. Bíblia Shedd.

Alguns comentaristas supõem que um eclipse do sol causou a intensa escuridão. Contudo, essa interpretação não pode estar correta, pois um eclipse jamais poderia produzir uma escuridão que durasse três dias (Êx 10:22). CBASD, vol. 1, p. 579.

22 trevas espessas. Essas trevas, como é óbvio, eram mais do que uma tempestade de areia ou um eclipse do sol. Foram trevas sobrenaturais, como aquelas associadas com o Dia do Senhor (Is 8.22; 58.10; Jl 2:2; Am 5:20; Sf 1.15; cf Dt 28.29). Os egípcios tipicamente celebravam a luz matinal quando o deus-sol, Rá, segundo se pensava, vencia a temível serpente do caos e das trevas hostis. Essas trevas sobrenaturais foram outra demonstração da superioridade do Senhor sobre o panteão egípcio (7.19; 8.3). Bíblia de Genebra. [NC: A maioria dos demais comentários aponta para a possibilidade de uma densa tempestade de areia. Pessoalmente, achamos hipótese das trevas sobrenaturais a mais razoável].

24 Fiquem somente o vosso rebanho e vosso gado. Isso garantiria o retorno ao Egito, uma vez que sem o gado seriam incapazes de viver muitos dias no deserto. CBASD, vol. 1, p. 580.

26 nem uma unha ficará. Moisés já aprendeu a lição de obediência completa à vontade de Deus, e sabe que o alívio momentâneo de algum compromisso com as exigências do mundo comprometeria a plenitude de alegria da vitória, na sua comunhão com Cristo. Bíblia Shedd.

28 Retira-te. Ordenar a retirada do profeta de Deus era a maneira de tentar excluir Deus da vida de Faraó. Mas Deus não pede audiência aos homens. Bíblia Shedd.

29 nunca mais. Era o fim da missão de Moisés para com aquele rei egípcio. Em 12.31 apenas atende ao rei para ouvir sua confissão de derrotado, sem pedir audiência, pois quem persuadiu a Faraó com a praga final fora o próprio Deus. Bíblia Shedd.

nunca mais verá a minha face. Numa praga de trevas, essas palavras soam um pouco irônicas. Bíblia de Estudo NVI Vida.



ÊXODO 9
10 de dezembro de 2018, 1:00
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/exodo/ex-capitulo-9/

A sétima praga, de granizo, espalhou a morte na terra do Egito, mas “na terra de Gósen, onde estavam os filhos de Israel, não houve granizo”. Isso é um lembrete de que Deus exercita Seu poder para proteger Seu povo, não para prejudicá-lo. O Salmo 91: 9-10 nos diz que nenhuma praga prejudicará aqueles que fazem de Deus seu refúgio. À medida que nos aproximamos do fim da história deste mundo, quando as sete últimas pragas caírem sobre este mundo, sou agradecido de que Deus use Seu poder para proteger e libertar Seu povo de seus inimigos.

Outra coisa que me surpreendeu foi o falso arrependimento do faraó. Faraó confessou que havia pecado, porque “o SENHOR é justo” e deixaria os israelitas livres. Mas quando o trovão e o granizo cessaram, o faraó endureceu seu coração novamente e não deixou os israelitas partir.

Com que frequência eu ajo como o faraó? Com que frequência eu me volto para Deus apenas para “sair de apuros”, quando deveria estar focado em Sua bondade? Sua bondade é a única coisa que leva ao verdadeiro arrependimento (Rm 2 4).

Aron Crews
Capelão da Great Lakes Adventist Academy
Cedar Lake, MI, EUA

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=305
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli

Ouça em áudio (Voz: Valesca Conty):



ÊXODO 9 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
10 de dezembro de 2018, 0:05
Filed under: amizade, Sem categoria

1373 palavras

1 Essa foi a quinta vez que Deus enviou Moisés a Faraó com a exigência: “Deixa ir o Meu povo!”. Desta vez Moisés deve já estar cansado e desencorajado, mas ele continuou a obedecer. Existe algum conflito que você tem que enfrentar repetidas vezes? Não desista quando você sabe que este é o correto a fazer. Como Moisés descobriu, a persistência é recompensada. Life Application Study Bible Kingsway.

Assim diz o SENHOR. Se o crente [aquele que crê] deseja falar com autoridade e com poder, antes de mais nada tem que possuir a certeza de que Deus lhe deu uma mensagem para transmitir aos seus semelhantes. Só aqueles que crêem que a Bíblia é a Palavra de Deus, e que a ela submetem sua vida, têm autoridade para falar ao povo em nome de Deus. Bíblia Shedd.

Pestilência. A doença específica mencionada aqui afetava apenas os animais. Assim, a palavra poderia ser traduzida por “praga de animal”. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 570.

4 Distinção. O próprio Deus estabelece o tempo (em oposição ao tempo definido pelo faraó em 8:9, 10). Bíblia de Estudo Andrews.

Mais uma vez veio uma prova definida que não se trata de fenômenos naturais; o próprio Faraó teria verificado que a pestilência não atingiu o gado dos israelitas (7). Bíblia Shedd.

5 certo tempo. A praga não ocorrera por mera coincidência. O relato bíblico não dá margem a explicações naturalistas (como uma epidemia de antraz proveniente das rãs mortas). Bíblia de Genebra..

6 todo o rebanho. Uma tradução melhor seria “todos os tipos de rebanho”, provavelmente aqueles expostos nos campos. Em outras pragas posteriores, outros animais foram afetados. Bíblia de Estudo Andrews.

Ou seja, tudo que estava nos campos (Êx 9:3). No tempo da praga seguinte muitos dos egípcios ainda possuíam animais (v. 19). O fato de muitos egípcios terem trazido seus rebanhos indica como foram impressionados pelo poder de Deus e pelas catástrofes que se seguiram. CBASD, vol. 1, p. 570.

7 Porém. O processo de rebelião contra Deus se desenvolveu de tal maneira que Faraó nem mais precisou de motivos nem de desculpas para. recusar deixar ir o povo de Deus. Bíblia Shedd.

8-12 A sexta praga [úlceras] afetou diretamente a saúde e a vida das pessoas e dos animais, marcando a intensificação crescente das pragas. Subjacente ao evento se encontra o conceito bíblico de um Deus criador que também sustenta a saúde (15.26). Bíblia de Estudo Andrews.

9 Tumores. Talvez um “abcesso”ou uma “úlcera que estourava formando bolhas”. A natureza clara desta doença não é clara. CBASD, vol. 1, p. 570.

11 Os magos não podiam permanecer. Parece que até aqui os magos estiveram presentes quando os milagres eram realizados, embora tivessem falhado algumas vezes em produzir sua contrafação. Nesta ocasião, a praga caiu sobre eles com tamanha severidade que não podiam continuar com o rei. Em vez disso, fugiram para suas casas, em busca de proteção e tratamento. CBASD, vol. 1, p. 571.

A derrota dos mágicos do Egito foi clara desde o começo, quando o bordão de Arão, que virara serpente, devorou as serpentes por eles produzidas 7.12). Eles foram capazes de imitar a água transformada em sangue e de produzir rãs; mas só puderam imitar, e não reverter essas pragas (7.22; 8.7). Quando não puderam imitar a produção de piolhos, disseram a Faraó que as pragas eram julgamentos divinos, e não artes mágicas (8.18-19). Finalmente, os magos egípcios retrocederam, feridos de tumores, derrotados e envergonhados (9.11). Bíblia de Genebra.

14 Para que saibais que não há quem me seja semelhante em toda a terra. Que este propósito surtiu efeito, temos prova em 1Sm 4.8, onde se percebe que, 400 anos mais tarde, os filisteus ainda guardavam esta história. Bíblia Shedd.

16 A fim de mostra-te o Meu poder, e para que seja o Meu nome anunciado em toda a terra. Os eventos que precederam e acompanharam o êxodo ficaram famosos no mundo todo. Como o costume dos egípcios era não registrar eventos adversos, não deixaram sinais do êxodo em seus monumentos, mas não poderiam impedir que a maravilhosa história se espalhasse e chegasse a outras nações. … Atualmente, embora tenha passado mais de três milênios desde que essas “coisas maravilhosas” aconteceram … a história ainda é lida em mais de mil idiomas, em todos os países do mundo. … Poderia alguma profecia ser cumprida de forma mais literal que esta proferida ao rei do Egito? CBASD, vol. 1, p. 571.

13-15 O granizo (que raramente ocorre no Egito) desceu com violência incomum. Os egípcios que acreditaram na ameaça divina recolheram seu gado antes da chegada da tempestade, mas os céticos perderam tudo, tamanha foi a violência do granizo. Bíblia de Estudo Arqueológica NVI Vida.

15 Eu já poderia. Os juízos divinos são temperados com misericórdia. Deus evita uma destruição total a fim de que os egípcios saibam de seu poder e se arrependam (v. 15). Bíblia de Genebra.

16 Paulo cita este versículo como ilustração notável da soberania de Deus (v. Rm 9.17). Bíblia de Estudo NVI Vida.

20, 21 Pelo menos alguns egípcios aprenderam a temer a palavra de Deus (10.7). Bíblia de Genebra.

Assim como antes houvera uma distinção entre o povo de Israel e os egípcios, agora a distinção não é mais de nacionalidade, mas entre aqueles que aceitam a Palavra de Deus e os que rejeitam. O novo Israel de Deus é composto dos que têm fé (Rm 4.11). Bíblia Shedd.

O texto indica uma polarização da sociedade egípcia: aqueles que começaram a levar o Senhor a sério (alguns deles talvez tenham se tornado parte do “misto de gente”em 12:38) e, por isso, prepararam-se para a praga, e aqueles que não o fizeram. Bíblia de Estudo Andrews.

23 Trovões e chuva de pedras, e fogo (ARA; NVI: “Caiu granizo, e raios cortavam o céu em todas as direções”). Embora tivesse sido predita apenas a chuva de pedras, raios e trovões em geral acompanham as tempestades em climas quentes. CBASD, vol. 1, p. 573.

27 pequei. Faraó confessa sua culpa pela primeira vez, mas as palavras “esta vez”mostram a superficialidade de sua confissão. Embora não acreditando nele, Moisés mostra o poder de Deus sobre a terra, fazendo parar a chuvada pedras. Bíblia de Genebra.

A confissão foi notável, porém não representava arrependimento sincero, como indica a expressão “esta vez”. Ela foi compelida mais pelo efeito do terror ocasionado pelos trovões e raios amedrontadores e da chuva de pedras destrutiva do que por pesar genuíno pelo pecado. CBASD, vol. 1, p. 573.

29 Em saindo eu da cidade. Possivelmente Mênfis ou Tânis, sendo a última a mais provável … onde o rei morava. CBASD, vol. 1, p. 573.

Estenderei as mãos. Este é um dos vários textos em que se menciona o costume de estender as mãos em oração. Não foi apenas Moisés que orou desta maneira, mas também Jó (Jó 11:13), Salomão (2Cr 6:13) e Esdras (Ed 9:5). CBASD, vol. 1, p. 573.

30 Eu sei que ainda não temeis ao Senhor. Moisés, sabendo que a atitude do rei permaneceria tão inflexível quanto antes, tão logo a praga fosse removida, foi ousado o suficiente para expressar sua convicção desse fato na presença do rei. Verdadeiro temor a Deus é demonstrado pela obediência aos Seus mandamentos. No entanto, o medo do faraó era do tipo que os demônios sentem, pois eles também “creem e temem”(Tg 2:19). … O temor genuíno de Deus não foi o tipo sentido pelo faraó, mas um espírito de temos reverente resultante da consciência da sublime majestade e do poder de Deus. CBASD, vol. 1, p. 574.

31 O linho. As informações com respeito às plantações que sofreram com a praga indicam a época do ano em que ela ocorreu. CBASD, vol. 1, p. 574.

Em flor. Isso indica que era final de janeiro ou começo de fevereiro. CBASD, vol. 1, p. 574.

34 Tornou a pecar. Com perversa impenitência, o rei endureceu seu coração, como predisse Moisés. Ao que tudo indica, seus oficiais o apoiaram nessa decisão, embora a praga seguinte os convencesse da inutilidade de sua resistência (Êx 10:7). … Como algumas das pragas anteriores, a sétima outra vez mostrou a inutilidade do arrependimento nascido do temor. Assim, Deus poderia obter a submissão de todos, mas a conquista seria inútil, porque o coração ainda não seria dEle. Deus não é encontrado na tempestade ou no fogo, mas na voz suave que fala dentro do peito. Muitos pecadores têm passado pelos portões do medo, quando ouvem a voz de Deus, confessam Seu poder e reconhecem sua própria indignidade, mas o caráter humano só é transformado quando, no silêncio, ouve a voz divina. CBASD, vol. 1, p. 574.



ÊXODO 8
9 de dezembro de 2018, 1:00
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/exodo/ex-capitulo-8/

Relembrando a leitura bíblica de hoje, perguntamos a nós mesmos: O que sapos, piolhos e moscas têm em comum? O que eles podem simbolizar em nossa vida espiritual?

Apesar de serem altamente defendidos e adorados pelo povo egípcio, os sapos logo se tornariam uma maldição para eles. Os magos tentaram se levantar contra Deus, mas apenas pioraram o problema anfíbio.

Os piolhos eram terríveis. Os magos tentaram duplicar os piolhos, mas falharam – e os piolhos estavam em toda parte! O problema se manifestou tanto no homem quanto nos animais. Os homens de poder não tinham controle sobre algo tão pequeno quanto os piolhos, forçando-os a reconhecer o poder superior de Deus.

As moscas eram mais do que apenas um incômodo. Elas tinham asas e podiam picar. Com seus enxames vieram sujeira e muita miséria. Não havia como escapar das pragas – nem ao ar livre nem dentro de casa.

Sapos, piolhos e moscas. Pai, por favor, remova-os da minha vida espiritual e ajude meu coração a ser humilde, cheio de vontade em aprender e entregue à sua vontade. Amém.

Aleksandra Talev
Aluna da Great Lakes Adventist Academy
Cedar Lake, MI, EUA

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=304
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli

Ouça em áudio (Voz: Valesca Conty):

 



ÊXODO 8 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
9 de dezembro de 2018, 0:05
Filed under: Sem categoria

386 palavras

1-15 A praga dos sapos – embora que não ameaçadora à vida – aumentou o senso de inconveniência e urgência. Desta vez a descrição é abreviada e não inclui a conversação entre Faraó e Moisés e Aarão (Andrews Study Bible).

3 em abundância. Literalmente, “enxame” (Andrews Study Bible).

7 Novamente os mágicos reproduzem o milagre através de truques (7:22) e enchem ainda mais a terra com sapos (Andrews Study Bible).

8-10 Rogai. Este verbo não usual, usado para oração (traduzido por “pedido” em Gên. 25:21), abre uma janela de oportunidade para faraó e sugere súplica (um paralelo ao rei Acaz em Is. 7:11-12). Faraó é deixado a escolher o momento exato do milagre (Andrews Study Bible).

15 Mesmo em face da graça divina, Faraó endurece seu coração ainda mais e não cumpre sua parte no acordo (v. 8) (Andrews Study Bible).

16-19 piolhos. O tipo de inseto referido aqui não é perfeitamente claro. Mosquitos ou carrapatos também têm sido sugeridos. A descrição da terceira praga é a mais curta e encerra o primeiro ciclo de três. É aqui que os mágicos encontram seus limites. Seus truques e mágicas não podem reproduzir nuvens de insetos perturbadores e desagradáveis (Andrews Study Bible).

19 dedo de Deus. Não necessariamente uma expressão de fé por parte dos mágicos, mas, antes, o reconhecimento da origem divina da praga (Andrews Study Bible).

20-32 O próximo ciclo de três pragas traz de volta as longas descrições, incluindo a ordem e ação divinas, um diálogo entre Faraó e Moisés e Aarão cedo de manhã (7:15; 8:20; 9:13), e uma oração por livramento em favor dos egípcios feita por Moisés. Moscas são portadoras de doenças, especialmente no contexto de peixes mortos e sapos (veja as primeiras duas pragas) (Andrews Study Bible).

22-23 Começando com esta praga, Deus distingue entre egípcios e israelitas – outro sinal da autoridade divina. Esta distinção é também feita explicitamente na maioria das demais pragas (Andrews Study Bible).

25 A oferta de Faraó não satisfaz realmente o solicitado: Israel não deve apenas sacrificar, mas servir (= adorar) o Senhor (v. 20). A negociação continua (Andrews Study Bible).

28 A segunda concessão de Faraó permite uma curta jornada, mas não uma jornada de três dias, o que seria à uma saída permanente (Gên. 30:36). Esta resposta torna claro que Faraó entendeu o pedido original de Moisés (Andrews Study Bible).

32 Mesmo Deus tendo atendido ao seu pedido, Faraó endureceu ainda mais o seu coração (4:21) (Andrews Study Bible).