Reavivados por Sua Palavra


SALMO 32 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
5 de março de 2020, 0:05
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1078 palavras

O Salmo 32 é de arrependimento. Ele une arrependimento pessoal com instrução. O poema tem o profundo propósito de mostrar as bênçãos do perdão. Foi escrito depois de Davi ter cometido o grave pecado com Bate-Seba e é um registro de sua confissão e do perdão obtido (ver 2Sm 11;12). Os v. 1 a 5 tratam da experiência pessoal de Davi; e os v. 6 a 11 dão conselhos. Afirma-se que este salmo foi um dos favoritos de Agostinho até sua morte. O teólogo tinha o salmo escrito na parede, para que o pudesse ver desde seu leito onde se encontrava enfermo.

O salmo conta a história de um homem que pecou, recusou-se por um tempo a confessar o pecado, foi torturado pela culpa, mas que finalmente reconheceu seu erro e o confessou, obtendo o perdão. Este salmo pode ser chamado de o “Salmo da justificação pela fé”.

1 iniquidade…pecado. O salmista usa três palavras para descrever o pecado nos v. 1 e 2: iniquidade, pecado, dolo (ver Êx 34:7). Além disso ele toca no tema da justificação pela fé.

iniquidade (ARA; NVI: “transgressões”). Ho heb. pesha’, que indica “rebelião”, afastamento de Deus, e, portanto, implica pecado voluntário.

pecado. Do heb chata’ah. Pecado do ponto de vista de errar o alvo, falhar no cumprimento do dever.

coberto (ARA; NVI: “apagados”). A partir de então, oculto. O pecado não será mais posto diante do pecador (ver Sl 85:2). A transgressão não é coberta no sentido de ser ignorada. Há apenas uma base para o perdão do pecado: arrependimento. A confissão tem valor somente quando é acompanhada do arrependimento (1Jo 1:9). Alguns cristãos confundem os dois processos [confissão
e arrependimento] e reivindicam o perdão com base apenas no reconhecimento da culpa. No entanto, Deus está interessado nos aspectos práticos do caso. Além da tristeza por ter pecado, o arrependimento inclui expulsar o pecado. Essa expulsão é ato da própria pessoa fortalecida pelo poder divino (DTN, 466). O perdão acontece de forma automática após essa experiência. Deus perdoa todos os pecados que são eliminados da vida.

Muitos cristãos parecem estar mais preocupados em obter perdão do que em libertar-se de todo pecado. Eles se esforçam para confessar os pecados, um objetivo nobre, mas que tem mérito apenas se a confissão for acompanhada da eliminação do pecado.

“A justiça de Cristo não encobrirá pecado algum acariciado” (PJ, 316). Antes que esse precioso dom seja concedido, as velhas inclinações para o mal herdado e cultivado devem ser rejeitadas. Essa foi a experiência de Davi. Foi assim que ele obteve perdão para seu grave pecado. Seu arrependimento foi genuíno. Ele chegou a abominar o pecado do qual foi culpado.

2 a quem o Senhor não atribui iniquidade. Isto é, o Senhor não mantém o pecado na conta do pecador. Ele não só perdoa o pecado, mas também aceita o pecador arrependido como se nunca tivesse pecado (CC, 67). O pecado foi posto sobre Jesus, nosso substituto, e, portanto, “não devemos estar ansiosos acerca do que Cristo e Deus pensam sobre nós, mas do que Deus pensa de Cristo, nosso substituto” (GCB, 420; ME2 32-33).

inquidade. Do heb ‘awon, “distorção moral”, “perversidade”, “culpa”.

dolo. Do heb. remiyyah, “engano”, ou seja, nenhuma falsidade em si mesmo da qual tenha conhecimento e nenhuma culpa aos olhos de Deus ou dos outros. Sua confissão é sincera (cp Ap 14:5).

3 enquanto calei. Davi se recusou a confessar seu pecado até para si mesmo. Ele viveu em aparente segurança (PP, 723) por um ano inteiro após ter se envolvido com Bate-Seba e ordenado a morte de Urias. Ele, contudo, não ficou livre de severos conflitos mentais e do sofrimento físico originado disso (ver Sl 6:2, 3; 31:9).

4 Tua mão pesava. Davi está se referindo ao peso de sua consciência.

5 Confessei-Te o meu pecado. O perdão veio depois do reconhecimento e da confissão.

6 Em tempo de poder encontrar-Te. Esta declaração implica que haverá um tempo quando o ser humano buscará perdão e não o encontrará. Como isso pode ser verdade se Deus é “compassivo, clemente e longânimo” (Êx 34:6) e “rico em perdoar” (Is 55:7)? […] Muitos sentem que podem continuar pecando, ao menos por um tempo, sem sérias consequências para si mesmos, e depois, quando for conveniente, podem se arrepender e obter o perdão. A tragédia do pecado, porém, é que ele se apodera de tal modo da pessoa e se torna uma parte tão essencial da vida, sobretudo quando se sabe que é pecado, que com frequência não há o desejo de, mais tarde, se livrar dele. Sem esse desejo, não pode haver perdão. Em muitos casos, pode surgir um desejo exterior pela salvação e um pedido aparentemente sincero para libertação do pecado. Mas, se não houver o desejo de abandonar os pecados acariciados, a busca pela salvação é vã. […] o pecado voluntário e persistente pode levar a uma condição em que não haja mais o desejo de ser purificado dele. É esse tipo de condição que descreve Hebreus 10:26, onde o tempo verbal grego permite a seguinte tradução: “Se vivermos deliberadamente em pecado […] já não resta sacrifício pelos pecados.”

muitas águas. A pessoa que recebe o perdão fica segura, no alto da rocha da salvação que é Deus. Esta metáfora impressionava os judeus, que sabiam bem como inundavam de súbito os vales e canais depois de uma forte chuva, e o decorrente pânico dos habitantes.

8 instruir-te-ei. os v. 8 e 9 são […] a resposta de Deus à experiência descrita nos v. 1 a 8. Davi tinha se desviado porque havia abandonado o caminho de Deus e Sua direção. A fim de impedir que, no futuro, se repetisse sua trágica experiência ou que houvesse uma queda moral de qualquer natureza, o que ele mais precisava era de uma reconsagração da vontade para que Deus pudesse guiá-lo desse momento em diante. A promessa divina deu a certeza necessária da vitória futura e lhe inspirou esperança.

A segurança contra as quedas morais se encontra no procedimento aqui esboçado. O cristão deve ser constantemente instruído nos caminhos divinos, a fim de poder discernir com clareza o bem do mal. Ele deve conhecer a vontade divina a respeito de tudo, caso contrário não será capaz de reconhecer o tentador em seus diversos disfarces. Devido às complexidades da vida e às inúmeras maneiras como o adversário pode introduzir seus argumentos enganosos, é necessário receber instrução dia após dia. Isso pode ser feito por meio do estudo dirigido da Bíblia acompanhado de oração. Um cristão instruído dessa forma e que se propõe a nada fazer que desagrade a Deus saberá qual o caminho certo a seguir.

Fonte: CBASD – Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 3, p. 794 a 797.



SALMO 31
4 de março de 2020, 1:00
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/sl/31

Este salmo lembra a mim e minha esposa nossa última experiência missionária no último dia após servirmos no Instituto Internacional Adventista de Estudos Avançados [Filipinas] por quase seis anos.

Era sexta-feira à noite antes de pregar meu último sermão de Romanos 8:28 sobre como Deus trabalha todas as coisas juntas para o bem. Naquela noite, um ladrão invadiu nossa casa. O ladrão me nocauteou, mas antes que ele pudesse me matar, minha esposa o empurrou de cima de mim e saiu gritando pela porta da frente. Amigos rapidamente vieram em nosso socorro.

Acredito que Deus nos libertou naquela noite, não apenas nos acordando, mas dando a minha esposa o bom senso de obter ajuda rapidamente antes que algo pior acontecesse. Voltei do hospital agredido e machucado, mas reivindicando a promessa de Deus de que nossas vidas haviam sido providencialmente libertas.

Enquanto visitávamos amigos no dia seguinte, vi um arco-íris que me lembrou a libertação providencial de Deus.

Nossas vidas foram literalmente salvas dos bandidos que conspiraram contra nós. E mesmo que tivessemos sofrido ferimentos graves, apesar do trauma, poderíamos exclamar: “Mas eu confio em Ti, ó Senhor; Eu digo: ‘Tú és o meu Deus’” (v. 14).

Michael W. Campbell
Professor de Religião
Southwestern Adventist University
Keene, Texas EUA

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=755
Tradução: Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli



SALMO 31 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
4 de março de 2020, 0:45
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SALMO 31 – Dinheiro, política, ciência, cultura, fama, prazer, sucesso e bens materiais não garantem verdadeira estabilidade e segurança. Precisamos de um Ser que supera qualquer ser humano.

Davi sabia muito bem disso, e você? John Wesley também sabia, por isso escreveu estes versos:

“Outro refúgio não tenho;
A ti minha alma desamparada vai se apegar.
Não me deixe só, meu Senhor,
Continua a me suster e consolar”.

Neste Salmo, “Davi declara sua confiança em Deus (31:1-8) e só depois expressa sua queixa (31:9-13). Ele mistura apelo e confiança (31:14-18) e conclui em louvor (31:19-22) e encorajamento para outros (31:23-24)” – sintetiza Duane A. Garrett.

Leonardo Gonçalves também tem uma música interessante sobre confiança:

“Nestes dias de desespero
Incerteza e medo há
Em uma salvação eu creio
Creio em Ti, creio em Ti

[…]

Que nossa fé não sejam hinos
Apenas notas em canções
E mesmo em tentações e fraco
Creio em Ti, creio em Ti…”

O Salmo em apreço se enquadra muito bem ao que disse o escritor Hermann Hesse: “A alegria e o sofrimento são inseparáveis como compassos diferentes da mesma música”. Sim, vivemos altos e baixos na vida. Ora nos elevamos para as alturas da felicidade, ora despencamos aos profundos vales de tristezas; ora extasiamo-nos com prazeres, ora sofremos com dissabores.

Assim, no vai-e-vem da vida, enfrentando os desafios da incerteza neste mundo, podemos nos apegar piamente ao Deus Criador de toda natureza. Com Ele nos alegramos e choramos, sofremos e sorrimos. Ele nos livra e nos acolhe, guia e protege.

Atenção: Deus…

• Tem um grande depósito de bênçãos aos que O adoram;
• Esconde os aflitos num lugar seguro, longe de qualquer oposição;
• Protege das flechas envenenadas, que são as palavras dos fofoqueiros e caluniadores.

Davi, após altos e baixos nesta prece musical, eleva-se no final porque alcançou intimidade com o Deus todo-poderoso. No auge da adoração ele avança exultantemente, de vitória em vitória, até cravar no cume mais proeminente este forte grito de esperança a todos os que o ouvem: “Sede fortes, e revigore-se o vosso coração, vós todos que esperais no Senhor”.

Nós, cristãos, que vivemos neste mundo complexo, precisamos…

• …correr para Deus;
• …ser humildes e dependentes de Deus;
• …confessar nossas fragilidades: medos, angústias;
• …rejeitar teologias equivocadas;
• …amar a Deus.

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



SALMO 31 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
4 de março de 2020, 0:05
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573 palavras

O Salmo 31 é um pedido sincero por livramento, motivado por uma genuína confiança na capacidade de Deus para solucionar os problemas. É caracterizado por inúmeras metáforas que descrevem a angústia do perseguido e a esperança que surge em momentos de adversidade. … Este salmo era um dos favoritos de João Huss, Martinho Lutero e Felipe Melanchton. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 792.

2 Castelo forte. Do heb. tsur (ver com. do Sl 18:2). CBASD, vol. 3, p. 792.

3 Por causa do Teu nome. Isto é, em nome de Sua reputação, ou de Seu caráter. Esta frase é repleta de significado. Na oração, indica que o suplicante se submete à vontade divina e está disposto a entregar a Deus seus problemas. Ele percebe que a honra de Deus está em jogo em todas as atividades do governo divino e acredita que Deus seria deseonrado se o pedido fosse recusado. Pede-se a Deus que responda a oração, mas somente de uma forma que esteja em harmonia com a vontade divina, visto que tudo que Deus faz é uma revelação de Seu caráter imutável. É presunção orar em nome de Deus quando as condições para que a oração seja atendida não são satisfeitas. … Uma resposta favorável sob tais circunstâncias traria desonra ao nome de Deus e negaria Sua palavra. CBASD, vol. 3, p. 792, 793.

5 Espírito. Do heb. ruach, o princípio animador da vida; a energia que vem de Deus e aviva o corpo. Na morte, afirma-se que o espírito volta para Deus (ver Ec 12:7; At 7:59). Contudo, os mortos não são cientes de nada (Sl 146:4). As palavras do salmista foram as últimas palavras de Jesus na cruz (ver Lc 23:46; cf. At 7:59). Diz-se que foram as últimas palavras de João Huss, Martinho Lutero e Felipe Melanchton, e muitos outros servos de Deus. Nós, també, no momento de extrema necessidade, podemos entregar confiantemente nosso caso a Deus. CBASD, vol. 3, p. 793.

Tu me remiste. O testemunho do passado, a certeza do presente e a promessa do futuro. CBASD, vol. 3, p. 793.

9 Compadece-Te de mim. Nos vs. 9 a 13 o salmista deixa de afirmar sua fé em Deus para expressar de forma comovente seu sofrimento. Na sua angústia, ele se agita entre a esperança e o desespero. CBASD, vol. 3, p. 793.

Meu corpo. Referência ao sofrimento físico. “Alma”sugere angústia mental. CBASD, vol. 3, p. 793.

12 Como morto. Seus inimigos o esqueceram por completo. Talvez isso seja ainda pior do que ser desprezado (ver Sl 88:4, 5). CBASD, vol. 3, p. 793.

13 Terror. Uma exclamação que indica o medo intenso do salmista de tudo e de todos que encontrava (ver Jr 20:10). CBASD, vol. 3, p. 793.

15 Os meus dias. Todos os acontecimentos do cotidiano. A oração renova a fé e a confiança. A resignação coloca, de forma plena, o caso humano nas mãos de Deus. CBASD, vol. 3, p. 793.

17 Morte. Do heb. she’ol (ver com. de Pv 15:11). CBASD, vol. 3, p. 793.

19 Como é grande. Nos vs. 19 a 24, a esperança que aparece como um fio de ouro em meio ao sofrimento retratado no salmo, neste ponto, floresce em triunfante segurança, e o salmista rende louvores. CBASD, vol. 3, p. 794.

20 Da contenda de línguas. Calúnia (ver com. do v. 13). CBASD, vol. 3, p. 794.

23 Amai o SENHOR. O salmista convida todos os filhos de Deus a se unirem a ele em consagração ao Senhor. Seu apelo se baseia na experiência de confiança em Deus em tempos de adversidade (ver com. do Sl 30:4). CBASD, vol. 3, p. 794.

24 Que esperam no SENHOR. Literalmente, “esperam pelo Senhor”. A esperança é a base da experiência cristã. CBASD, vol. 3, p. 794.



SALMO 30
3 de março de 2020, 1:00
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/sl/30

Há momentos na vida em que o Senhor parece distante e nossas orações parecem sem sentido. Nesses momentos sombrios, é fácil cair na solidão e depressão. Davi conhecia essa realidade muito bem. Mesmo sendo o ungido de Deus, ele sentia a dor de orações aparentemente não respondidas.

Mas neste Salmo, Davi dedica tempo para assegurar-nos de que Deus realmente responde as orações. Nossos momentos escuros são apenas temporários, nosso choro dura apenas uma noite e nossa alegria vem pela manhã. A alegria que o Senhor traz não pode ser contida, provoca ação e celebração.

O Senhor abençoou recentemente a mim e a minha esposa com uma filha e escolhemos dar a ela o nome de Yanai, que significa “Deus responderá.” Escolhemos esse nome para ser um lembrete constante de que Deus responderá às nossas orações e que não devemos perder a esperança ao passarmos por tempos sombrios na vida.

Eu não sei acerca das suas lutas internas, mas Deus sabe. Apresente a Ele tudo em oração!

Richard McNeil

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=754
Tradução: Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli



SALMO 30 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMI
3 de março de 2020, 0:45
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SALMO 30 – Só quem ora constantemente a Deus em meio às incertezas da vida chora apenas por um momento. Quem ora em dias turbulentos, canta louvores ao Criador em todo o tempo.

• O salmista celebra a Jeová pelo livramento concedido (vs. 1-3);
• O salmista convida outros agraciados pelo favor divino a celebrar ao Salvador (vs. 4-5);
• O salmista confessa sua fragilidade e culpabilidade confiando na segurança divina (vs. 6-7);
• O salmista ora a Deus com base em Sua compaixão e graça, não nos próprios méritos (v. 8-10);
• O salmista conclui apresentando o resultado da oração, cantando louvores e, prometendo adoração perpétua a Deus (vs. 11-12).

Este mundo é “vale de sombra e de morte” (Salmo 23:4), onde a perseguição oprime aos adeptos do bem e da justiça (v. 1); onde o pecado promete prazeres e liberdades, mas escraviza e inferniza nossa alma. Contudo, Deus livra e cura profundamente (v. 2), reaviva e sustenta a vida (v. 3).

Assim, quando se chora enquanto ora, as tristezas logo viram histórias gravadas na memória que servem para motivar aos mortais a renderem louvores ao Rei da glória.

Todos nós somos pecadores e sofredores neste mundo; além disso, devido à santidade de Deus e Sua perfeita justiça, estamos condenados por suscitarmos Sua ira e indignação; entretanto, Seu favor e compaixão nos curam – tornando-O mais digno de louvor (vs. 4-12).

As notas fúnebres das músicas de quem confia em Deus se transformam em melodias de alegria:

• Moisés cometeu assassinato, fugiu do Egito e perdeu sua alta posição, permanecendo no deserto por 40 anos (noite); depois, com Deus sua vida foi um sucesso e uma bênção (manhã de alegria).

• José foi vendido pelos próprios irmãos, tornou-se escravo de Potifar, foi preso por acusação falsa ao tomar a mais nobre atitude (noite); contudo, ele saiu da prisão para governar o Egito e ser bênção ao mundo (amanhecer alegre).

• Jesus entrou na história amarga da humanidade, amou ao pecador ao máximo, foi traído, abandonado e morto (noite); porém, ao terceiro dia voltou à vida para nos dar a vitória sobre o pecado e a morte (alegria matutina).

• Muitos cristãos foram perseguidos, e, por fim, martirizados (noite), mas graças à vitória de Cristo, eles ressurgirão para a vida eterna (na manhã da ressurreição).

“Senhor, cura-nos, reaviva-nos!” – Heber Toth Armí



Salmo 30 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
3 de março de 2020, 0:05
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366 palavras

Este é um salmo de gratidão que comemora o livramento de um grande perigo, talvez de uma enfermidade grave. O significado das palavras do subtítulo “dedicação da casa”é incerto. … O salmo é evidentemente pessoal. O poeta expressa profunda gratidão a Deus por Sua bondade e detalha sua experiência durante a enfermidade. Na sinagoga moderna, o salmo é lido da Festa de Dedicação (Hanukah). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 790.

1 Exaltarei. Tornar supremo em pensamento e afeição. CBASD, vol. 3, p. 790.

3 Cova. A explicação mais natural é considerar que o salmista esteve gravemente enfermo de modo que sentiu estar perto da morte. CBASD, vol. 3, p. 790.

5. Não passa de um momento. A ira de Deus é passageira no caso de alguém que peca, se arrepende e confessa, pedindo misericórdia (v. 8-10). CBASD, vol. 3, p. 790.

O Seu favor. Diferente da ira, o favor divino é duradouro, por toda a vida (ver Sl 16:11). CBASD, vol. 3, p. 790.

Dura. Do heb. lin, “passar a noite”. A ideia expressa pelo hebraico é de que “o choro chega ao anoitecer para passar a noite, mas pela manhã há alegria”. CBASD, vol. 3, p. 790.

Alegria. Se tivermos comunhão com Deus, a noite de tristeza sempre se dissipará com a manhã de alegria. CBASD, vol. 3, p. 790.

7 Voltaste o rosto. A enfermidade ou o perigo foi para o salmista um sinal de que Deus tinha retirado dele Seu favor (ver com. de Sl. 13:1). CBASD, vol. 3, p. 791.

9 Que proveito … ? O argumento “sugere um comovente quadro de confiança e intimidade infantil que o salmista tinha com Deus” (Oesterley). Esse tipo de súplica é tipicamente hebraica. CBASD, vol. 3, p. 791.

10 Sê Tu, SENHOR, o meu auxílio. Com o sofrimento ele aprendeu que seu único auxílio estava em Deus. CBASD, vol. 3, p. 791.

11 Folguedos. Evidência de alegria. As crianças dão pulos quando estão felizes e agradecidas (ver Êx 15:20; Jr 31:4, 13; ver com. de 2Sm 6:14). CBASD, vol. 3, p. 791.

Pano de saco. O traje do que está pesaroso (ver Jó 16:15; Is 3:24). CBASD, vol. 3, p. 791.

12 Para sempre. Literalmente, “por uma idade”, isto é, durante a vida do salmista. Ele se propõe a agradecer a Deus em todas as suas atividades; aprendeu a lição da adversidade, que o habilita a se manter firme na prosperidade. CBASD, vol. 3, p. 791.



SALMO 29
2 de março de 2020, 1:00
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/sl/29

Gosto de como esse salmo enfatiza a palavra “glória”. Gosto disso porque todo o salmo se refere à glória como algo que só vem de Deus.

Nesse salmo, até a natureza dá glória a Deus quando Ele fala. Isso me diz algo realmente importante – não importa o que eu faça, nunca devo receber a glória porque fui criado por Quem veio a glória.

Não recebemos nenhuma glória porque não a merecemos. Contudo, podemos glorificar Seu nome em tudo o que fazemos e, como resultado, de acordo com o salmista, Deus nos dará força e paz.

Prefiro ter a paz e a força que Deus pode me dar do que toda a glória que o mundo pode oferecer.

Ruber Raul Alvarez Matos
Presidente da Associação de Estudantes
Southwestern Adventist University, Texas EUA

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=753
Tradução: Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli



SALMO 29 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMI
2 de março de 2020, 0:45
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SALMO 29 – Convocados todos nós somos neste salmo. O salmista Davi, inspirado pelo Espírito Santo, conclama a todos os seres humanos a adorar ao Senhor Deus, o soberano Rei do Universo.

O Salmo começa com quatro imperativos (vs. 1-2):

1. Atribuam ao Senhor filhos dos poderosos;
2. Atribuam ao Senhor glória e força;
3. Atribuam ao Senhor glória ao Seu nome;
4. Adorem ao Senhor na beleza de Sua santidade.

O Salmo revela-nos as razões pelas quais Deus merece adoração da toda a humanidade (v. 3):

1. A voz do Senhor está sobre as águas;
2. A voz do Senhor troveja sobre muitas águas;
3. O Senhor está sobre muitas águas.

O Salmo nos apresenta a voz de Deus superior a qualquer outra voz poderosa existente no universo (vs. 4-9):

1. A voz do Senhor está sobre as águas. Deus troveja sobre as muitas águas;
2. A voz de Deus é poderosa;
3. A voz de Deus é majestosa;
4. A voz do Senhor quebra os cedros, arrebenta cedros do Líbano e os faz saltar como bezerros. Líbano e Siriom como pequenos bezerros selvagens;
5. A voz do Senhor despede labaredas de fogo;
6. A voz do Senhor faz contorcer o deserto. O Senhor faz tremer o deserto de Cades;
7. A voz do Senhor faz procriar corças. E desnuda bosques.

Os seres celestiais glorificam ao Senhor no Templo – o centro de comando do Universo. Nada abala ao Seu reino (vs. 9-11). Assim, nas tempestades da vida, o povo de Deus encontra força e paz, segurança e esperança, em Seu poder insuperável.

A voz do Senhor é mais poderosa que os mais fortes cataclismos naturais; ela é destruidora, inquietante. Ela traz fogo consigo, faz tudo estremecer, cria e destrói. Assim ela evoca a glória do Criador.

Um exemplo do poder da voz divina está em Mateus 8:25-26, onde fica evidente a paz que essa voz pode oferecer quando enfrentamos grandes tumultos na vida.

O Deus de voz poderosa e temível tem o compromisso de fortalecer e abençoar com a paz ao Seu povo. Os sete trovões em Apocalipse 10 referem-se ao cuidado de Deus ao Seu amado povo, presente no turbulento tempo do fim para promover paz nos coração atribulados de Seus filhos.

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



SALMO 29 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
2 de março de 2020, 0:05
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422 palavras

O Salmo 29 foi chamado de “Cântico da tormenta”e “Cântico dos sete trovões”. Ele representa todos os salmos hebreus referentes à natureza. O poeta hebreu … sempre vê na natureza o poder e a glória de seu Criador. … Descreve-se de form vívida uma tempestade: seu início, sua intensidade máxima e seu fim. … O salmo descreve a fúria de uma grande tempestade que se origina no mar e é acompanhada por ventos tempestuosos, por estrondos de trovão e por clarões de relâmpagos. Ela vem desde o Líbano e Anti-Líbano e perde sua força no deserto oriental. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 787.

Beleza da Santidade. Literalmente, “em adornos de santidade”. … Nenhuma beleza exterior pode ser comparada à beleza de um caráter santo (ver 1Pe 3:3, 4). CBASD, vol. 3, p. 787, 788.

A voz do SENHOR. Na sinfonia verbal dos v. 3 a 9, o salmista sem dúvida descreve o que contemplou: a tempestade que sai desde o mar Mediterrâneo, cai com fúria sobre o Líbano e desaparece no leste, deixando o deserto tranquilo. Para ele, o trovão é “a voz do SENHOR” (ver Sl 18:13). CBASD, vol. 3, p. 788.

Poderosa. Literalmente, “com poder”. O salmista vê na tempestade alguns dos atributos divinos. CBASD, vol. 3, p. 788.

Quebra os cedros. A tempestade cai com fúria sobre as montanhas do Líbano, famosas pelos cedros, e o vento forte quebra as poderosas árvores. CBASD, vol. 3, p. 788.

Ele os faltar saltar. As montanhas do Líbano parecem saltar sob o impacto da tempestade. CBASD, vol. 3, p. 788.

Siriom. Nome sidônio do monte Hermon, o mais alto da cadeia do Antilíbano, cujo topo se eleva cerca de 3 mil metros acima do nível do mar (ver com. de Dt 3:9). CBASD, vol. 3, p. 788.

Despede. Literalmente, “corta”, “talha”. O versículo descreve o vívido serpentear dos relâmpagos. CBASD, vol. 3, p. 788.

Seu templo. É provável que não esteja se referindo ao tabernáculo, e sim à natureza. CBASD, vol. 3, p. 788.

Tudo. Depois da descrição deste versículo, a tempestade diminui, o salmista se volta para uma tranquila meditação e declara a soberania de Deus e Seu maravilhoso dom da paz. CBASD, vol. 3, p. 789.

10 Dilúvios. … a forte chuva que acompanha a tormenta e seus resultados. CBASD, vol. 3, p. 789.

Rei … para sempre. Assim como Deus estava na tempestade que passou, Ele governará como soberano absoluto para sempre. A declaração traz calma e confiança para a alma após a comoção e consternação da tempestade. CBASD, vol. 3, p. 789.

11 Paz. Assim, a sinfonia do Salmo 29, que havia chegado a um crescendo ensurdecedor termina com o mais suave pianíssimo …, “Paz seja convosco” (Jo 20:21, 26), diz o Príncipe da Paz. CBASD, vol. 3, p. 789.