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TEXTO BÍBLICO LEVÍTICO 13 – Primeiro leia a Bíblia
LEVÍTICO 13 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
LEVÍTICO 13 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/lv/13
Levítico 13 está repleto de informações extremamente detalhadas sobre como os sacerdotes deveriam determinar se as pessoas com doenças de pele eram limpas ou impuras. Aqueles que eram declarados limpos poderiam se juntar à sua família e comunidade. Ai dos que eram declarados impuros! Eles tinham que viver o resto de suas vidas longe de suas famílias e amigos.
Embora o tratamento daqueles que foram declarados impuros possa parecer draconiano aos leitores atuais, para pessoas sem medicina moderna tais medidas eram necessárias. O processo de quarentena dos pacientes e, em última análise, a exclusão de pessoas com doenças de pele aparentemente infecciosas e intratáveis da comunidade era necessária para preservar os israelitas de serem exterminados, ou pelo menos significativamente reduzidos e enfraquecidos pela doença.
Deus mostra seu amor e preocupação por Seu povo estabelecendo diretrizes para proteger Seu povo contra tal devastação. “O Senhor trabalha continuamente para beneficiar a humanidade. Ele está sempre dando suas bênçãos. ”(Desejado de Todas as Nações, p. 348)
Quando criança, eu não entendia por que meus pais tinham regras rígidas e não me deixavam acordada até tarde. Agora, como mãe, tenho regras semelhantes para os meus filhos, sabendo que, a longo prazo, é para seu benefício e saúde. Às vezes, não entendo as regras de Deus, mas me esforço para confiar nele, sabendo que Ele é meu Pai amoroso e carinhoso.
Heidi Campbell
Professora
Keene High School
Keene, Texas, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/lev/12
Tradução: Pr. Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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625 palavras
2 lepra. A palavra ocorre muitas vezes nos caps. 13 e 14. v. tb 22.4; Nm 5.2. Trata-se de um grupo de doenças que demonstram defeitos visíveis que serviriam de símbolos apropriados de contaminação – como também no caso do mofo (cf. 47-49). … Os sintomas descritos e o fato de que podem alterar-se rapidamente (v. 6, 26, 27, 32-37), demonstram que essas doenças não eram a hanseníase clássica. Incluem a várias outras doenças, bem como erupções cutâneas sem sequelas graves. A palavra [heb] traduzida por “lepra” pode também significar “mofo” (v. 47; 14:34; e esp 14.57). Bíblia de Estudo NVI Vida.
A lepra é muitas vezes usada na Bíblia como uma ilustração do pecado porque o pecado é contagioso e destrutivo e leva à separação. Life Application Study Bible.
na sua pele. A lepra era comum no Egito, nos tempos antigos. Sem dúvida, foi lá que Israel teve o primeiro contato com a doença. Deus havia prometido protegê-los contra as doenças do Egito, se eles O obedecessem (Êx 15:26). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 823.
será levado. Se isso acontecesse a uma pessoa, ela deveria seria levada à presença de Arão ou a um dos sacerdotes para ser examinada. A expressão “será levado” implica a relutância natural da pessoa de ir por si mesma, sabendo o que poderia significar para si e para a família o fato de estar contaminado. CBASD, vol. 1, p. 823.
praga de lepra. A palavra “lepra” deriva de uma palavra que significa “golpear”, “castigar”. A lepra era, portanto, “um castigo”. Os judeus consideravam uma pessoa leprosa como alguém castigado por Deus. Em Israel, no passado, a lepra era considerada o mais terrível dos flagelos. Pensava-se ser castigo divino por algum mal praticado. Quem quer que fosse atingido por ela – príncipe ou camponês – era excluído da sociedade e alvo de pouca simpatia ou compaixão, alguém banido. CBASD, vol. 1, p. 823.
ou a um de seus filhos. Não era necessário que o sumo sacerdote fizesse o exame. De acordo com o Talmude, os levitas não podiam ministrar os ritos sacerdotais por causa de imperfeições no corpo, podiam servir como examinadores.
será levado. Se isso acontecesse a uma pessoa, ela deveria seria levada à presença de Arão ou a um dos sacerdotes para ser examinada. A expressão “será levado” implica a relutância natural da pessoa de ir por si mesma, sabendo o que poderia significar para si e para a família o fato de estar contaminado. CBASD, vol. 1, p. 824.
3 O sacerdote lhe examinará. Ele devia examinar a área infectada, pois podia ou não ser lepra. Havia dois sinais básicos aos quais devia atentar: pelos brancos nas manchas e depressão na pele. Normalmente os judeus têm cabelos escuros ou pretos. Onde se manifestavam os dois indicadores, a pessoa era considerada impura.
será levado. Se isso acontecesse a uma pessoa, ela deveria seria levada à presença de Arão ou a um dos sacerdotes para ser examinada. A expressão “será levado” implica a relutância natural da pessoa de ir por si mesma, sabendo o que poderia significar para si e para a família o fato de estar contaminado. CBASD, vol. 1, p. 824.
11 lepra inveterada (ARA; NVI: “crônica”). CBASD, vol. 1, p. 824.
45, 46 Se fosse realmente leproso, o homem deveria aparecer como quem está de luto, e recluir-se em quarentena, Jó 2.7-8. … Com o desenvolvimento posterior das sinagogas, foram admitidos ao culto num lugar à parte. Entravam no local de culto antes dos demais adoradores, e saíam depois que a congregação deixava o recinto. Bíblia Shedd.
45 As vestes do leproso … serão rasgadas. Um leproso usava roupas de luto e devia agir como se a morte já o tivesse vencido. Rasgar as roupas era um sinal costumeiro de calamidade e profunda tristeza (Jó 1:20; 2:12; Mt 26:65). … O leproso devia morar sozinho, e sob nenhuma circunstância podia entrar na cidade. ele dependia da caridade alheia para viver. CBASD, vol. 1, p. 825.
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LEVÍTICO 13 – Deus preza pelo cuidado da saúde, e orienta quanto às doenças de Seu povo. Ele é Deus, mas age como um Médico por excelência.
Observe atentamente que “o nascimento de criança (cap. 12) era algo saudável. Já os cap. 13 e 14 falam da impureza resultante de doenças na pele ou de infecções semelhantes ao mofo em roupas e fungo em casas. Tais condições têm aparência de decomposição, por isso eram associadas à morte (comparar com Nm 12:10-12)”, explica o comentário da Bíblia Andrews.
Deve-se cuidar com enfermidades apresentando carne viva (Levítico 13:9-17), úlceras (Levítico 13:18-23), feridas no couro cabeludo (Levítico 13:29-37), manchas brancas (Levítico 13:38-39), calvície (Levítico 23:40-44). Tudo isso tem a ver com várias enfermidades de pele, como micose, psoríase, sarna, eczema, etc. “Qualquer pessoa com uma doença grave de pele deverá usar roupas rasgadas, deixar o cabelo solto e despenteado, cobrir o lábio superior e gritar: ‘Impuro! Impuro!’. Enquanto a pessoa tiver feridas, continuará ritualmente impura e terá de viver isolada, fora do acampamento” (Levítico 23:45-46).
Roupas com mofo ou fungo perigoso devem ser mostradas ao sacerdote, tal como as doenças anteriormente citadas; o qual examinará e dará o diagnóstico e como proceder (Levítico 13:47-59).
Jesus é o Médico dos médicos ilustrado na figura do sacerdote. Contudo, Ele não apenas examinava as doenças, Ele as curava. “Durante Seu ministério, Jesus dedicou mais tempo a curar os enfermos do que a pregar”. Contudo, “Jesus não Se satisfazia em atrair a atenção para Si mesmo unicamente como um operador de maravilhas, ou alguém que curasse as doenças do corpo. Queria atrair as pessoas a Si como seu Salvador” declarou Ellen White (CBV, p. 19, 31).
Todavia, infelizmente “milhões e milhões de seres humanos, em enfermidades, ignorância e pecado, jamais ouviram sequer falar no amor de Cristo por eles”. E, consequentemente desconhecem Seus benefícios deixados à disposição para curar doenças: “Ar puro, luz solar, abstinência, repouso, exercício, regime conveniente, uso de água e confiança no poder divino – eis os verdadeiros remédios” (CBV, p. 104, 127).
É tão importante levantar cedo, abrir portas e janelas para que o ar fresco e o sol entrem em nosso lar destruindo mofo e fungos que prejudicam nossa saúde, tanto quanto, orar, respirar, exercitar-se e alimentar-se corretamente! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO LEVÍTICO 12 – Primeiro leia a Bíblia
LEVÍTICO 12 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
LEVÍTICO 12 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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704 palavras
1 Disse mais o Senhor. O capítulo precedente trata da impureza ocasionada pelo contato com várias criaturas “imundas”. Os capítulos 12 a 15 lidam com a impureza pessoal, tanto física quanto cerimonial, que não envolve transgressão moral. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 820.
2 imunda (ARA; NVI: impura). A impureza provinha do sangramento (v. 4, 5, 7), e não do nascimento. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O fluxo de sangue depois do parto tornava uma mulher imunda (vs. 4-5, 7). A perda de sangue poderia levar à morte, o que ilustra a relação da impureza com a morte ou com a ameaça de morte (caps. 11-16, nota). Biblia de Genebra.
Deus abençoou a reprodução humana ao dizer: “Sejam férteis e multipliquem-se!” (Gn 1:18, NVI). Essa bênção continuou sendo válida após a queda em pecado (Gn 9:1), mas porque o pecado resulta em morte (Rm 6:23), cada novo nascimento é mortal(Rm 5:12). Ao chamar de “impuros” os aspectos masculinos e femininos da reprodução humana que envolvam fluxos de sangue ou de sêmen de órgãos genitais (menstruação, emissão noturna e relação sexual [veja tb Lv 15; Dt 23:10-11], assim como o próprio nascimento, Deus não está condenando esses eventos como pecado [ou pecaminosos] – são coisas simples que precisam de rituais para tratar com elas. Andrews Study Bible.
4 do seu sangue. Os seis primeiros dias após o parto eram críticos para a mãe, pois havia considerável perda de sangue. Depois de uma semana, considerava-se que a crise havia passado. Durante 33 [ou 66] dias, a mãe não podia ir ao santuário ou participar de cerimônias religiosas. Não devia assistir a qualquer cerimônia pública [ver razão no comentário do v. 7]. Era a mãe, e não a criança considerada impura. CBASD, vol. 1, p. 820.
5 Sendo que havia perda de sangue no nascimento de uma criança, aplicavam-se as leis da purificação, 15.16-18. Biblia Shedd.
O texto não explica por qual razão o nascimento de uma filha tornava a mãe duas vezes mais imunda do que o nascimento de um filho. Talvez uma filha, como uma mãe em potencial, estivesse mais sujeira à impureza do que um filho. Biblia de Genebra.
A razão para um período de impureza maior mais longo do que no caso do nascimento de menino não é dada aqui e em nenhum outro lugar. CBASD, vol. 1, p. 820.
O fato de que as mulheres se tornavam mais impuras do que os homens não as desvaloriza enquanto pessoas; elas simplesmente desempenham um papel especial na reprodução. Andrews Study Bible.
6 por holocausto. Não era a mãe que devia oferecer o sacrifício. ela apenas deveria levar a oferta ao tabernáculo e entregá-la ao sacerdote, que a oferecia em seu lugar. Ela também levava uma oferta pelo pecado que o sacerdote oferecia por ela. … Na ocasião do nascimento, parece haver uma ênfase intencional mínima sobre o pecado, e a oferta exigida era simplesmente um sacrifício simbólico. Não havia confissão ou imposição de mãos. CBASD, vol. 1, p. 820.
7 fazer propiciação por ela… que ficará pura. A mãe precisava de “expiação” no sentido de remover sua impureza, mas ela não precisava de perdão (contraste com 4:26, 31), porque ela não havia pecado ao dar à luz um filho. Andrews Study Bible.
7 ela será purificada. Nos tempos antigos, as mulheres não tinham muita alegria na vida. Elas faziam a maior parte no trabalho árduo que cabia aos homens. Isso ainda acontece em muitos países, onde tanto o trabalho de casa quando o de campo são feitos pelas mulheres. Dava-se pouca consideração por ocasião do parto e, na verdade, elas eram tratadas de modo desumano, conforme o costume. Foi sob tais condições que Deus fez provisão para as mães de Israel, prescrevendo-lhes um período de relativo repouso e isolamento durante algumas semanas. elas deviam desfrutar repouso e calma, enquanto recuperavam as forças. As normas do parto neste capítulo mostram o terno cuidado de Deus pelas mães. As mulheres, com certeza, ocupam um lugar de honra no plano de Deus. Algumas se tornaram líderes e outras, profetizas. Através das provações da vida receberam o cuidado protetor de Deus e foram convidadas a levar a Ele suas perplexidades (ver DTN, 512). Todos devem dar às mães a devida honra. CBASD, vol. 1, p. 820, 821.
8 se as suas posses não lhe permitirem… duas rolas ou dois pombinhos. A mais célebre das ofertantes pobres é a própria mãe de Jesus, Lc 2.24. Bíblia Shedd.
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LEVÍTICO 12 – O cuidado de Deus para com Seus filhos sofredores neste mundo tenebroso é surpreendente. Suas orientações revelam Seu caráter, o quanto conhece nossa fragilidade e dor, além de agir visando aliviar nossas situações traumáticas.
O pecado contaminou a humanidade holisticamente, em todos os seus aspectos. O Criador, conhecendo detalhes de Suas preciosas criaturas, Se preocupa com o bem-estar delas em situação precária (no deserto).
Há quem questiona o caráter de Deus pelo fato da mulher que gerasse menina precisar de mais tempo para purificar-se; partindo daí, críticos alegam que Deus e a religião bíblica sejam machistas. Entretanto, tais críticos parecem ignorar a circuncisão dos meninos – pior que as orientações em relação ao nascimento das meninas. Na verdade, o ser humano vem tentando acusar a Deus para manchar Seu caráter desde que Adão justificou sua desobediência no Éden: “A mulher que ME DESTE por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi” (Gênesis 3:12).
Interessante que Deus, bondosa e graciosamente, indicou que a salvação do homem viria através do descendente da mulher, não do homem (Gênesis 3:15). Assim, nem no passado nem atualmente a relação sexual seja imoral ou pecaminosa, como também não é pecado o parto; contudo, a mulher foi orientada a purificar-se, a fim de prover ensinamentos importantes. “Deus havia abençoado a reprodução humana ao dizer: ‘Sede fecundos, multiplicai-vos’ (Gn 1:28). Tal bênção continuou a ser concedida após a queda no pecado (Gn 9:1). Como, porém, o pecado resulta em morte (Rm 6:23), cada nova criança que nasce é mortal (Rm 5:12). Ao chamar de ‘imundos’ os aspectos masculinos e femininos da reprodução humana que envolvem fluxo de sangue ou sêmen dos órgãos genitais (menstruação, polução noturna e relação sexual [ver também Lv 15; Dt 23:10, 22], bem como o nascimento), Deus não está condenando esses eventos, nem os classificando como pecado. Simplesmente eram coisas que necessitavam de rituais de limpeza”; além disso, “o fato de as mulheres ficarem impuras por mais tempo do que os homens não as desvalorizava como pessoa; elas desempenhavam um papel especial na reprodução” (Comentário Bíblia Andrews).
Quando Jesus nasceu, Ele e Sua mãe submeteram-se a estes rituais, cuja oferta revela a pobreza da família messiânica (Lucas 2:22-24). Jesus veio para purificar-nos e salvar-nos da imundícia do pecado! Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO LEVÍTICO 11 – Primeiro leia a Bíblia
LEVÍTICO 11 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
LEVÍTICO 11 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
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1943 palavras
1-47 A distinção entre limpo e impuro era conhecida antes do Sinai (Gên. 7:2; 8:20). Aqui ela é dada enquanto parte das regulamentação da alimentação e saúde de Israel. Veja também Deut. 14:3-21. As leis de Lev. 11 sobre animais limpos e imundos [não limpos] introduzem a segunda principal seção de Levítico, na parte que trata com sacrifício, expiação e justificação. A colocação dos itens alimentares nesta seção sugere que santidade não é somente um estado espiritual. Passagens bíblicas mostram que existem dois tipos de impureza: a permanente ou natural (veja por exemplo Gên. 7:2, 3; Lev. 11:13-19; compare com Deut. 14:12-18; Lev. 20:25-26), e a adquirida ou temporária/cerimonial (veja, por exemplo, Lev. 11:40; 12:1-8; 15:1-33). A impureza de animais não limpos para servirem de comida em Lev. 11 não é contagiosa. Nenhuma provisão é feita na Bíblia para remover este tipo de impureza (Andrews Study Bible).
2 animais que comereis. Este capítulo trata das impurezas dos animais enquanto que os capítulos 12-15 se referem a impurezas de origens humanas (Andrews Study Bible).
O cap. 11 tem um paralelo muito próximo em Dt 14.3-21, mas é mais amplo. … A distinção entre alimentos puros e impuros remontava aos dias de Noé (Gn 7.2). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Os princípios apresentados neste capítulo foram estabelecidos por Deus para proteger aqueles que O amam e escolheram servi-Lo, contra o uso de alimentos nocivos que podem prejudicar o organismo. Em alguns exemplos, não é possível identificar os animais aqui nomeados. Nota-se que há dúvida quanto a isso. No entanto, algum grau de incerteza não chega a ser um problema intransponível para o cristão que propõe em seu coração não contaminar o templo de Deus e que deseja fazer tudo para a Sua glória (1Co 10:31). Para essa pessoa, os princípios aqui apresentados são suficientes. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, vol. 1, p. 814.
3 unhas fendidas. Esta passagem estabelece as diferenças entre os animais permitidos (“limpos”) e proibidos (“imundos”) de acordo com sua estrutura física, comportamento ou modo de se moverem, de maneira que o povo facilmente os identificasse. Comparar v. 9, com respeito aos peixes (“barbatanas e escamas”) e v. 20, sobre insetos voadores (“anda sobre quatro pés”) (Andrews Study Bible).
4 vos será imundo. Todo animal foi criado “bom” (Gên. 1). Mas aqui “imundo” ou “impuro” significam que aos humanos não é permitido comê-los (Andrews Study Bible).
As criaturas listadas aqui como “imundas” são, do ponto de vista higiênico, impróprias como alimento (DTN, 617; T2, 96; ver Gn 9:3). CBASD, vol. 1, p. 814.
6 a lebre. Cientificamente falando, a lebre não rumina porque não é equipada para isso, mas mastiga o alimento de tal modo que parece estar mastigando […] mas é imunda porque não tem as unhas fendidas. CBASD, vol. 1, p. 815.
Os movimentos muito evidentes da mastigação do coelho [e da lebre] levaram-no a ser popularmente classificado co os ruminantes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
rumina. Não se considera aqui o problema da precisão científica, pois as Escrituras usam a linguagem do povo de sua época. No modo de pensar das pessoas da época, a lebre ruminava. Quando dizemos que o sol “se põe”, ninguém considera ser um erro científico, pois estritamente falando, o sol jamais se põe. […] A Bíblia não deve ser criticada por usar expressões comuns à época de sua escrita (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
7 o porco. De todos os animais proibidos pela lei, o porco era considerado o mais imundo (ver Is 65:3; 66:17). Não cabe aqui discutir extensamente como é noviço ingerir a carne de porco. Para o cristão, é suficiente enfatizar a atitude de Deus em relação a isso. Deve haver algo muito nocivo sobre o uso da carne de porco ou Deus não falaria como Ele falou. Ele criou o porco e sabe tudo sobre esse animal, e, por saber, proíbe seu uso como alimento. Cristo não tinha os porcos em alta conta ou não teria permitido a destruição de dois mil deles (Mt 8:31, 32; Mc 5:13). […] Dois homens foram curados mental e fisicamente, mas à custa de dois mil porcos. Cristo valorizou mais as pessoas; os homens, no entanto, pensavam o contrário. Embora muitos possam considerar a carne do porco como aceitável na dieta, Deus a desaprova para esse fim. Deus não muda (Ml 3:6); e é certo que os porcos não mudaram sua natureza. É bom seguir o conselho divino (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
8 Deus proibiu estritamente comer da carne de certos animais “impuros”. Para tornar isso bem claro, ele proibiu até que fossem tocados. Ele queria que Seu povo fosse separado dessas coisas que ele havia proibido. Muitas vezes nós flertamos com a tentação, racionalizando que ao menos nós estamos tecnicamente guardando os mandamentos de não cometer pecado. Mas Deus quer que nos separemos totalmente de todo o pecado e de situações tentadoras. Life Application Study Bible.
13 Das aves. Nenhuma regra geral é dada para distinguir as aves limpas das imundas. As vinte mencionadas levam a inferir que todas as outras são permitidas. Alguns comentaristas creem que a lista de vinte não pretende ser exaustiva, mas refere-se apenas àquelas aves conhecidas dos hebreus. O quebrantoso e a águia marinha. Estas aves são predadoras e, portanto, inaceitáveis como alimento (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
14 segundo a sua espécie. Esta expressão indica todos os membros dos tipos básicos, dos quais somente um é mencionado (ver v. 15, 16, 22) (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
22 Os insetos aqui mencionados eram usados como alimento nos tempos antigos, assim como ainda o são hoje no Oriente. Eram preparados de várias formas. Geralmente eram lançados ainda vivos em água fervente, com sal, e a cabeça, asas e pernas eram tiradas. Depois eram assados, tostados, cozidos ou fritos para uso imediato, ou então eram desidratados, defumados, e armazenados. Eram comidos com sal, especiarias e vinagre. Em alguns mercados orientais, hoje, locustas secas são vendidas por peso ou porções amarradas em maço (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
23 todos os outros insetos que voam. O fato de muitos insetos serem transmissores de doenças é motivo para o cuidado escrupuloso que se deve ter após o contato com eles (v. 23-25) (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
25 será impuro. Para poder adorar, o povo deveria estar preparado. Alguns atos de desobediência, alguns atos naturais (como o nascimento, menstruação ou sexo), ou alguns acidentes (como tocar um morto ou alguém doente) que fariam uma pessoa cerimonialmente impura e, portanto, proibida de participar de adoração. Isso não implicava que havia pecado ou havia sido rejeitada por Deus, mas garantia que toda adoração era feita decentemente e em ordem. Este capítulo descreve muitas das ocorrências intencionais ou acidentais que desqualificariam uma pessoa para a adoração até que ela fosse “limpa”. Uma pessoa deveria estar preparada para a adoração. De modo análogo, não podemos viver de qualquer maneira durante a semana e depois corrermos para a adoração…Devemos preparar-nos através do arrependimento e purificação. Life Application Study Bible.
27 Completamente sem casco, como o gato, o cachorro, etc. Bíblia Shedd.
36 fonte ou cisterna… será limpa. Tal fonte de pureza não poderia ser contaminada. Este princípio explica do porque Jesus podia tocar pessoas impuras sem se contaminar (Mat. 8:3; Lucas 8:43-48); Ele era uma fonte de pureza (Andrews Study Bible).
39 Se morrer algum dos animais que vos é lícito comer. A proibição contra tocar um cadáver se aplica também à carcaça de animais cuja carne podia ser comida (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
40 quem do seu cadáver comer. Daqui se infere que alguém poderia comer a carne de um animal que morresse por si mesmo. A lei proibia estritamente que se usasse a carne de um animal despedaçado por feras no campo (Êx 22:31). Os sacerdotes não podiam comer nada que morresse por si mesmo ou que fosse despedaçado por outros animais (Lev 22:8). No entanto, podia haver casos em que a carne era comida, talvez por ignorância ou por necessidade econômica. Como essa atitude se tornava uma questão de impureza cerimonial, havia um ritual de purificação. A proibição contra ingerir o que havia sido despedaçado por feras se devia, sem dúvida, ao fato de o sangue permanecer na carcaça, sem ser escoado (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
41 abominação. Heb sheqec. Tudo aquilo que é ofensivo a Deus e contrário ao Seu plano de proporcionar ao povo escolhido uma vida agradável a Ele… Não se proíbe nenhuma qualidade de frutas ou de vegetais. Bíblia Shedd.
44 É muito significativo para se entender as relações do povo de Israel com Deus, que o motivo para não se comer aqueles alimentos não era um tabu baseado no medo, antes era um desejo de honrar a Deus, cuja mão era vista na história nacional. A obediência àquelas regras os separava para o serviço de Deus, para assim os tornar o povo santo com quem o Senhor habitava. Bíblia Shedd.
44, 45 sereis santos, porque Eu sou santo. Os israelitas deveriam imitar a santidade de Deus, que não se mistura com impureza. Daniel e seus amigos obedeceram a esta ordem divina evitando uma alimentação impura, mesmo quando estavam longe do templo, e Deus, em resultado, os abençoou (Dan. 1:8-20). A distinção básica entre animais permitidos e proibidos, que Noé conhecia muito antes de Israel existir (Gên. 7:2, 8; 8:20), é atemporal, ao invés de ser limitada a regulamentações cerimoniais destinadas a proteger a santidade do santuário/templo (Andrews Study Bible).
A palavra “santo” significa “separado” ou “colocado à parte”. Somente Deus é intrinsecamente santo. Por natureza, ele é majestoso, tremendo e puro. … Jesus Cristo, o Mediador da nova aliança (Hb 8:6; 9.15; 12.24), também requer a perfeição (Mt 5.48). Mas ele provê santidade ao novo Israel mediante o Seu perfeito sacrifício, que removeu, para sempre, os pecados do seu povo (Hb 9-10), como também por intermédio do Seu Santo Espírito, que inscreve as leis morais de Deus em seus corações (2Co 3.3; cf Jr 31.31-34). Sem essa santidade, ninguém será a Deus. Bíblia de Genebra.
Há uma íntima ligação entre a santidade e os hábitos de alimentação; portanto, santidade inclui obediência às leis de Deus que se relacionam ao ser físico (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
A santidade é o tema principal de Levítico, e soa como um refrão (em várias formas) pelo livro inteiro (e.g., v. 45; 19.2; 20.7, 26; 21.8, 15; 22.9, 16, 32). A palavra “santo” aparece muito mais vezes em Levítico que em qualquer outro livro da Bíblia. Israel devia ser totalmente consagrado a Deus. A santidade devia ser manifestada em todos os aspectos da sua vida, de tal maneira que toda a vida tivesse uma certa qualidade cerimonial. Por causa de quem Deus é e do que ele tem feito (v. 45), Seu povo deve dedicar-se plenamente a Ele (cf Mt 5.48). V. Rm 12.1. Biblia de Estudo NVI Vida.
Existe mais neste capítulo que somente comer adequadamente. Estes versos provem uma chave para entender todas as leis e regulamentos em Levítico. Deus queria que Seu povo fosse santo (colocado à parte, separado, diferente, único), como Ele é santo. Ele sabia que havia somente duas opções: ser separado e santo ou estar comprometido com seus vizinhos pagãos e se corromper. Essa é a razão deles terem sido chamados para fora do idólatra Egito e estabelecidos à parte como uma nação única, dedicada a adorar somente a Ele e a viverem de maneira moral. Essa também é a razão porque Ele lhes concedeu leis e restrições para ajudá-los a se tornarem separados – socialmente e espiritualmente – dos povos pagãos que encontrariam em Canaã. Os cristãos também são chamados a serem santos (1 Pe 1:15). Semelhantemente aos israelitas, nós devemos nos manter espiritualmente separados da impiedade do mundo, mesmo vivendo e até esbarrando com não crentes todos os dias. Não é tarefa fácil ser santo em um mundo não santo, mas Deus não nos pede que façamos isso por nossas próprias forças. Através da morte de Seu Filho, Ele irá “apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e livres de qualquer acusação” (Cl 1:22, NVI). Life Application Study Bible.
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LEVÍTICO 11 – A alimentação original para a raça humana era o mais natural possível. O Deus que fez o ser humano para alimentar-se, Se preocupou com a alimentação correta para nutri-lo. No Jardim do Éden, os animais não foram criados para servirem de alimentos. De forma alguma!
Em Gênesis 1:29 “disse Deus: ‘Eis que dou a vocês todas as plantas que nascem em toda a terra e produzam sementes, e todas as árvores que dão frutos com sementes. Elas servirão de alimento para vocês”.
Após o dilúvio, com a destruição de todas as plantas produtoras de alimentos, Deus liberou alimentação cárnea com extrema restrição a fim de manter vivos os seres humanos que repovoariam a Terra, já cientes da distinção de animais limpos e imundos (Gênesis 7:1-9; 9:3). Em hipótese alguma, o sague deveria ser consumido (Gênesis 9:4), tal imperativo é reiterado no Novo Testamento (Atos 15:19-29). Contudo, muitos alegam que Deus não leva em consideração o que comemos, evidenciando que “o deus deles é o estômago” (Filipenses 3:19).
Quando o povo de Deus saiu do Egito, Deus intentou mostrar que a liberação para comer carne era provisória, temporária até que as plantas voltassem a produzir após o dilúvio. Tanto é que Deus não os alimentou com carne diariamente, mas com o pão da padaria do Céu (Êxodo 16:4-6) –, ainda que pudesse facilmente fazer chover carne em grande quantidade (Êxodo 16:11-13).
Todos nós precisamos das orientações do Criador! Não sendo possível evitar a carne, Levítico 11 apresenta as carnes liberadas para consumo. Mais que saúde, a questão é espiritual; pois a alimentação está vinculada à santidade. É nesse contexto que Deus dá a razão diferenciar carnes limpas das imundas: “Pois eu sou o Senhor, o Deus de vocês; consagrem-se e sejam santos, porque eu sou santo. Não se tornem impuros com qualquer animal que se move rente ao chão” (Levítico 11:44).
Paulo foi enfático naquilo que ingerimos, quando escreveu: “Assim, quer vocês comam, quer bebam… façam tudo para a glória de Deus” (1 Coríntios 10:31). Pedro ou qualquer dos apóstolos não comeu alimentos imundos (Atos 10:14).
Portanto, como membros do povo de Deus, permitamos que a Bíblia seja sempre nossa regra de fé e prática, não nosso paladar. Reavivemo-nos inclusive em nossa alimentação! – Heber Toth Armí.