Reavivados por Sua Palavra


ESDRAS 4 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
24 de fevereiro de 2023, 0:40
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ESDRAS 4 – Recomeçar algo para Deus é um chamado para enfrentar desafios internos e externos. Embora Deus opere em favor de Seu povo, Satanás não dá tréguas em seu intento de atrapalhar a missão divina.

Internamente, ao invés de incentivar a reconstrução do templo, idosos nostálgicos saudosistas “lamentavam a inferioridade da construção a ser erigida. As murmurações e queixas, e a desfavorável comparação feita, tiveram influência deprimente sobre o espírito de muitos, e debilitaram as mãos dos construtores. Os trabalhadores levantaram a pergunta se deviam prosseguir com a ereção de um edifício que já no início era tão francamente criticado e se tornava causa de lamentação… Se os que tinham deixado de rejubilar-se no lançamento dos fundamentos do templo, tivessem previsto os resultados de sua falta de fé nesse dia [Esdras 3:12], teriam empalidecido. Pouco haviam eles imaginado o peso de suas palavras de desaprovação e desapontamento; pouco sabiam do muito que seu manifesto descontentamento haveria de retardar a terminação da Casa do Senhor”, atesta Ellen White.
• Pessoas que vivem do “antigamente era melhor”, sem vibrar com recomeços positivos, são estorvos para as novas gerações, e obstáculos no avanço da obra de Deus.
• Na igreja, os velhos rabugentos deveriam converter-se, para auxiliar a juventude disposta a fazer avançar a obra de Deus numa sociedade opositora.

Além de interferir internamente no povo de Deus, Satanás usa gente de fora para atrapalhar a obra divina. Esdras 4 apresenta inimigos dos judeus que se opuseram abertamente à reconstrução do Templo.

As provocações e insurgências orquestradas pelos povos vizinhos fizeram com que os construtores do Templo interrompessem a obra. Caso as novas gerações tivessem forte apoio dos veteranos, os trabalhadores teriam suporte emocional para lidar com a interferência e agressividade dos moradores da região.

Desta forma, os judeus sofreram longamente durante os governos de Ciro (Esdras 4:1-5), Dario (Esdras 4:24), Xerxes (Esdras 4:6) e Artaxerxes (Esdras 4:7-23).
• Obviamente, por mais motivadas que sejam as novas gerações, elas precisam do apoio dos veteranos, não das suas críticas.
• Para não haver atraso na missão divina, a experiência dos idosos não deve atrapalhar a obra de Deus, mas promovê-la – ainda que as novas gerações não estejam executando algo igual foi realizado no passado!

Reavivemo-nos unindo idosos e jovens nos planos divinos! – Heber Toth Armí.



ESDRAS 3 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
23 de fevereiro de 2023, 1:00
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Texto bíblico: ESDRAS 3 – Primeiro leia a Bíblia

ESDRAS 3 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL

ESDRAS 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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ESDRAS 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
23 de fevereiro de 2023, 0:50
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696 palavras

Resumo do capítulo: No sétimo mês eles celebram a festa das cabanas e começam a oferecer holocaustos ao Senhor. Quando os construtores lançaram os alicerces do templo, os sacerdotes e levitas cantaram louvores ao Senhor.

Nota-se neste terceiro capítulo que os israelitas aprenderam que a pedra fundamental de uma nação é a verdadeira religião, e assim, cuidaram primeiro de ter um altar que simboliza o (sacrifício e a oração) antes de falarem de Carta Magna, comércio, indústria, direitos civis, eleições, etc. Nada fica de pé a não ser aquilo que esteja firme no Senhor (Sl 127.1-2) (Bíblia Shedd).

2 Jesua … Zorobabel. O sacerdote tem precedência sobre o líder civil, tendo em vista a natureza da ocasião (Bíblia de Estudo NVI Vida).

holocaustos. Os holocaustos eram a oferta básica (Lv 1), mas também havia outras ofertas (Lv 5). Os holocaustos eram a base contínua sobre a qual um povo pecaminoso podia viver na presença de um Deus santo (êx 29.42). Isso prenunciava o futuro sacrifício de Cristo como o sacrifício final que leva os pecadores à presença de Deus (Hb 10.19-20) (Bíblia de Genebra).

como está escrito. Sob a liderança de homens como Daniel e Ezequiel, os exilados decidiram, desde o início, começar a Adorar a Deus de acordo com a Sua vontade expressa e não cais outra vez nos pecados da indiferença e da idolatria devido aos quais sofreram tanto (CBASD – Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 3, p. 365).

3 sob suas bases. Ou, “em seu lugar”, significando que o altar foi erguido no lugar exato onde o antigo altar de holocaustos havia sido construído no templo de Salomão (CBASD, vol. 3, p. 365).

estavam sob o terror. Embora o povo houvesse retornado havia pouco tempo de Babilônia, já estavam conscientes da hostilidade dos povos vizinhos, descontentes pelo retorno dos judeus à sua terra. Os vizinhos devem ter ocupado algumas partes da Judeia durante o exílio e então lhes era ordenado que devolvessem as propriedades aos seus antigos donos. … Essa hostilidade deve ter sido expressa através de ameaças (CBASD, vol. 3, p. 365).

5 lua nova. O primeiro dia de cada mês (lunar) era uma festa religiosa (Nm 28-11-15; Cl 2.16) (Bíblia Shedd).

8 Porque o templo do Senhor foi reconstruído antes mesmo que os muros da cidade? O templo era utilizado para fins espirituais; o muro para fins militares e políticos. Deus tinha sido sempre o protetor da nação e os judeus sabiam que uma grande muralha de pedras não os protegeria se Deus não estivesse com eles. Eles sabiam que colocar sua vida espiritual em dia era mais importante que garantir a defesa nacional (Life Application Study Bible).

12 porém muitos … já idosos … choraram. Cinquenta anos após sua destruição, o templo estava sendo reconstruído (536 a.C.). Alguns dos mais idosos se lembraram do templo de Salomão e choraram porque o novo templo não era tão glorioso quanto o primeiro. Mas as belezas do edifício não eram, nem de perto, tão importantes quanto a atitude dos construtores e adoradores. Deus se importa mais com o que somos do que com o que nós fazemos. Nosso mundo está sempre mudando e grandes realizações desmoronam e desaparecem. Busque servir a Deus de todo o coração. Então você não precisará comparar o seu trabalho com o de ninguém (Life Application Study Bible).

Era um “dia dos humildes começos” (Zc 4:10), e o novo edifício, em comparação com o antigo, parecia ser “nada” (Ag 2:3). Salomão havia empregado os melhores artesãos de seu próprio país que alcançava a fronteira do Egito ao Eufrates, e também os construtores mais hábeis das terras vizinhas, como os de Tiro. Zorobabel dependia de seus próprios súditos, os poucos cidadãos da pequena província da Judeia (CBASD, vol. 3, p. 368).

As lágrimas dos membros mais idosos da comunidade não eram lágrimas de alegria, mas de desapontamento por causa do contraste entre este pequeno começo (cf Zc 4.10) e o esplendor do templo de Salomão. Desapontamentos similares seriam, posteriormente, repreendidos (Ag 2.1-5), mas pelo momento a alegria do Senhor era a força de muitos (Bíblia de Genebra).

“Nós vimos”, diziam os anciãos, “e os velhos tempos eram melhores do que estes.” “Nós veremos,”  diziam os moços, “e faremos os dias futuros melhores que todos os que já existiram desde o princípio do mundo!” (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento, F.B.Meyer).



ESDRAS 3 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
23 de fevereiro de 2023, 0:40
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ESDRAS 3 – As gerações antigas podem ter perspectivas diferentes das coisas, em relação às novas gerações. As experiências e histórias dos veteranos contam muito na forma de ver a vida, e faria muito bem que seus descendentes lhes dessem atenção.

Em contrapartida, não é possível viver do passado. Às vezes, a situação atual não é nada favorável para se fazer o que era feito antigamente. Então, da mesma forma que as novas gerações precisam considerar a velha guarda, os idosos precisam inspirar-se na alegria e motivação das novas gerações. Com bom fundamento e boa expectativa é possível ter excelente perspectiva do presente e caminhar confiando em Deus rumo ao futuro.

As formas diferentes de reagir de cada geração deveriam complementar-se. As variadas reações demonstradas por cada geração diante da mesma situação deveriam levar todas as gerações a um amadurecimento espiritual, o que realmente acontece caso uma geração não for intolerante à outra – algo difícil, não impossível!

Esdras 3 revela-nos que mesmo chorando com situações caóticas da obra de Deus, é possível alegrar-nos imensamente quando algo parado há tempo volta a acontecer.
• Mesmo sem ter sido lançado os alicerces do novo templo, os judeus organizaram-se para recomeçar as atividades religiosas. Diante do dia mais sagrado do calendário hebraico, foi organizado um altar para dar início às festividades que não se celebravam desde a queda de Jerusalém (Esdras 3:1-6). Que privilégio!
• O lançamento do alicerce do templo encheu de euforia aos jovens, e de nostalgia aos velhos; porém, ao se misturarem os gritos dos que choraram em alta voz com os gritos dos que se alegravam, não podia distinguir-se, assim “o povo fazia enorme barulho. E o som foi ouvido a grande distância” (Esdras 2:7-13).

Mesmo com nostalgia, se há recomeço de algo bom, de novo investimento na obra de Deus, o choro precisa ceder lugar à alegria. Os jovens entusiasmados com as coisas de Deus devem sufocar o lamento daqueles que prezam por sentimentos nostálgicos.

Diferentes gerações precisam aprender a agirem tão unidas “como um só homem” (Esdras 3:1, 9) ao trabalharem para Deus, e adorá-Lo “com louvor e ações de graças”, contando o quanto “Ele é bom”, cantando que “Seu amor por Seu povo dura para sempre” (Esdras 3:11). Assim nasce um poderoso reavivamento! – Heber Toth Armí.



ESDRAS 2 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
22 de fevereiro de 2023, 1:00
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Texto bíblico: ESDRAS 2 – Primeiro leia a Bíblia

ESDRAS 2 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL

ESDRAS 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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ESDRAS 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
22 de fevereiro de 2023, 0:50
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573 palavras

Resumo: Os exilados retornam para Jerusalém com Zorobabel. Um total de 42.360 pessoas retornam. Alguns dos chefes das famílias dão ofertas voluntárias para a reconstrução do templo de Deus no seu antigo local.

1-70 A lista dos exilados que retornaram talvez não pareça teologicamente importante, mas a repetição da mesma lista, com algumas variações em Ne 7, sugere outra coisa: Em primeiro lugar, o Senhor conhece pessoalmente o seu povo. A aliança entre o Senhor e o Seu povo é um laço de amizade íntima. Em segundo lugar, as pessoas comuns são vitais para a realização do plano divino da redenção. Não somente os líderes religiosos e políticos são importantes na reconstrução da Casa de Deus, mas também o povo comum o é. De fato, “o restante do povo” contribuiu mais para a reconstrução do que fizeram os “cabeças das famílias” ou o governador (Ne 7.70-72). Em terceiro lugar, a numeração se assemelha àquelas que existem em Números e em Josué (Nm 1.26; Js 18,19). Assim como o Senhor formou a comunidade da aliança depois do êxodo do Egito, assim também Ele a recria após o retorno da Babilônia (Bíblia de Genebra).

2 Zorobabel. O líder político dos exilados. […] Ageu (1.1) fala de Zorobabel, neto do rei Jeoaquim, como governador de Judá. Ciro, portanto, nomeou um descendente de um antigo rei de Judá para governar em nome de um rei persa, uma escolha com a qual Ciro esperava agradar os judeus. (CBASD-Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 3, p. 356).

Jesua. ‘Yeshua’ é a forma aramaica do nome hebraico geralmente traduzido como Josué. Este Jesua era o líder espiritual dos exilados que retornaram, o “sumo sacerdote” (Ag 1;1; Zc 3:1), além de outras referências (Ed 3:2; Ne 12:1;etc). Era descendente direto de Arão, por seu pai Josadaque, sumo sacerdote no tempo do cativeiro de Nabucodonosor (1Cr 6:3-15; Ed 3:2). […] Assim, dois homens da antiga nobreza judaica lideraram o movimento de restauração de Judá: um descendente da antiga casa real [Zorobabel] foi nomeado líder político e o outro, um filho do último sacerdote antes do cativeiro [Jesua/Josué], como líder espiritual. Seus nomes podem ter sido sugeridos a Ciro por um conselheiro confiável como Daniel, e ambos, sem dúvida, foram escolhidos por seu caráter idôneo e por desfrutarem da confiança do povo (CBASD, vol. 3, p. 356 e 357).

59 – 63 As genealogias eram muito importantes para o povo hebreu. Se eles não pudessem provar que eram filhos de Abraão, eles não eram considerados judeus e eram excluídos da plena participação da vida comunal judaica (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

63 Urim e Tumim. Eram dois objetos, provavelmente com a forma de pedras planas, que originalmente faziam parte da vestimenta [no peitoral] do sumo sacerdote. Eram utilizados para buscar a vontade de Deus em questões importantes (Lev 8:8) (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

65 afora os seus servos e as suas servas. É surpreendente descobrir que depois de 50 anos de cativeiro, alguns judeus melhoraram sua posição social a ponto de adquirirem escravos – um para cada seis judeus (CBASD, vol. 3, p. 357).

69 deram quinhentos quilos de ouro, três toneladas de prata (NVI). O dinheiro dado era suficiente para iniciar a reconstrução do templo. O povo doou os recursos de que dispunham para o seu melhor uso. Eles foram entusiastas e sinceros, mas o templo nunca alcançaria o esplendor do templo de Salomão. O dinheiro que Davi reuniu para começar a construção do templo de Salomão era mil vezes maior (1Cr 22:14). Algumas pessoas choraram quando lembraram o glorioso templo que havia sido destruído (3:12) (Life Application Study Bible Kingsway NIV).



ESDRAS 2 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
22 de fevereiro de 2023, 0:40
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ESDRAS 2 – Registros de nomes não são importantes apenas no Cartório. Na Bíblia também esses registros têm sua importância.

Teve seu valor no passado, e tem seu valor no presente; o que atesta seu valor no futuro, quando os que saírem do exílio terrestre para a liberdade celestial deverá ter seus nomes registrados no Livro da Vida do Cordeiro (Apocalipse 21:27).

Ler e analisar documentos nunca foram atividades prazerosas, contudo têm sua importância; ainda mais documentos inspirados pelo Espírito Santo, inseridos na Palavra de Deus. Após o exílio babilônico dos judeus, conforme a profecia de Jeremias, o retorno para casa aconteceu. Esdras deixou tudo documentado.

Esdras 2 fornece uma lista dos que retornaram; a qual foi organizada por…
1. Clã (Esdras 2:3-20).
2. Localidade (Esdras 2:21-35).
3. Funções:
• Sacerdotes (Esdras 2:36-39).
• Levitas (Esdras 2:40).
• Cantores (Esdras 2:41)
• Porteiros (Esdras 2:42).
• Servidores do templo (Esdras 2:43-54).
• Servos de Salomão (Esdras 2:55-58).
4. Pessoas de origem incerta (Esdras 2:59-63).

O comentário da Bíblia Andrews destaca que estas listas desempenharam papel importante na comunidade pós-exílica. Elas…
• Davam status a quem trabalhava no templo.
• Proporcionavam estabilidade e continuidade em uma época de mudanças.
• Construíam uma ponte para o passado com as informações genealógicas.

E, depois salienta que “a seção final da lista sugere que a pureza era uma grande preocupação da comunidade. Aqueles que não conseguissem provar sua ascendência não se qualificariam para exercer um papel na reconstrução do templo (Ed 2:59-63). A experiência da destruição de Jerusalém e o exílio na Babilônia estiveram intimamente ligados à falta de obediência aos mandamentos de Deus (Jr 6:6-15; 7:1-11; 10:1-16). Desta vez, os líderes do povo queriam certificar de que as ordens divinas seriam seguidas”.

Os recém-libertos doaram conforme suas possibilidades à tesouraria para reconstrução do templo…
• 500 quilos de ouro.
• 3.000 quilos de prata.
• 100 vestes sacerdotais.

A vida deve ter propósito. Sem objetivo, a existência perde a essência e o sentido. Assim como os judeus planejavam reconstruir o templo (Esdras 1:3-5), cada cristão deve construir o Reino de Deus (I Pedro 2:4-10).

Somente cristãos com propósito claro investe generosamente na propagação do Evangelho do Reino. Nossa libertação por Cristo é maior que a libertação dos judeus, nosso propósito também é maior. Portanto, reavivemo-nos… Nosso destino é o Céu! – Heber Toth Armí.



ESDRAS 1 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
21 de fevereiro de 2023, 1:00
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Texto bíblico: ESDRAS 1 – Primeiro leia a Bíblia

ESDRAS 1 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL

ESDRAS 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



ESDRAS 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
21 de fevereiro de 2023, 0:50
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763 palavras

Contexto do livro:  Historicamente damos, agora, um salto de 70 anos, tratando do retorno do povo judeu (que incluía agora israelitas de todas as tribos) de Babilônia para Jerusalém. Neste meio termo (desde um pouco antes da ida ao exílio) Jeremias, Isaías e o demais profetas escreveram suas exortações à volta à fidelidade e Daniel relatou suas profecias.

Resumo do capítulo: O rei persa Ciro diz: “Que o povo do Senhor retorne para Jerusalém e reconstrua o templo”. Ele entregou os utensílios do templo para Sesbazar, governador de Judá, que os trouxe para Jerusalém.

Esdras era um judeu da linhagem de Arão e descendia do sumo sacerdote que fora assassinado por ocasião da tomada de Jerusalém (2 Rs 25.18-21). Esse livro não é uma narrativa contínua. Na verdade consiste de duas partes entre as quais há um hiato de vários anos. A primeira parte, capítulos 1 a 6, contém uma narrativa da volta da primeira caravana de judeus da Babilônia, sob a liderança de Zorobabel e Jesua. A segunda parte, capítulos 7 a 10, é um relato de uma expedição, sessenta anos depois da primeira, conduzida pelo próprio Esdras, acompanhado por grande número de concidadãos e autorizado a restabelecer a ordem e a religião (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento, F. B. Meyer).

1 O livro de Esdras se inicia em 538 a.C., 48 anos após Nabucodonosor ter destruído Jerusalém, derrotado o reino de Judá e levado os judeus em cativeiro (2Rs 25.2; 2Cr 36). Nabucodonosor morreu em 562 e, porque seus sucessores não foram fortes, a Babilônia foi derrubada pela Pérsia em 539, logo antes dos eventos registrados neste livro. Tanto os babilônios quanto os persas tinham políticas condescendentes com seus cativos, permitindo que eles tivessem suas próprias terras e exercessem trabalhos comuns. Muitos judeus, como Daniel, Mardoqueu e Ester galgaram a posições de destaque na nação. O rei Ciro da Pérsia foi um passo além: ele permitiu que muitos grupos de exilados, inclusive os judeus, retornassem a suas pátrias. Ao fazer isto, ele esperava conseguir a sua lealdade e, portanto, proporcionar uma zona de segurança em torno das fronteiras do império. Para os judeus, este era um dia de esperança, um novo começo (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

2 Ciro não era um judeu, mas Deus trabalhou através dele para que os exilados judeus retornassem a sua pátria. Ciro emitiu a proclamação autorizando o seu retorno e deu a eles proteção, dinheiro e os itens do templo levados por Nabucodonosor. Quando você enfrentar situações difíceis e se sentir cercado, em desvantagem, sem capacidade ou inferiorizado, lembre-se que o poder de Deus não é limitado aos teus recursos. Ele é capaz de utilizar qualquer um para executar Seus propósitos (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

5 Ciro era rei sobre a inteira região que anteriormente fora a Assíria e a Babilônia. A Assíria havia deportado os israelitas do reino do norte (Israel) em 722 a.C. A Babilônia, o novo poder mundial, levou cativos israelitas do reino do sul (Judá) em 586 a.C. Portanto, quando o império Medo Persa chegou ao poder, a proclamação de liberdade do rei Ciro incluiu todas as 12 tribos originais, mas somente Judá e Benjamim responderam e retornaram para reconstruir o templo de Deus. As dez tribos do reino do norte haviam sido tão fraturadas e dispersas pela Assíria e tanto tempo havia se passado desde o seu cativeiro, que muitos não estavam seguros de sua verdadeira herança. Portanto eles não estavam desejosos de compartilhar a visão de reconstruir o templo (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

[Nota: Deve ser lembrado que um dos objetivos de Crônicas era mostrar que toda a nação de Israel estava incluído em Judá, tanto no cativeiro babilônico quanto no retorno do exílio, como vimos em comentários anteriores.]

5,6 Muitos judeus escolheram voltar a Jerusalém, porém muitos escolheram ficar na Babilônia em vez de retornar a sua pátria. A jornada de retorno a Jerusalém era difícil, perigosa, cara e demorava cerca de quatro meses. As condições de viagem eram deploráveis e as pessoas que viviam na área eram hostis. Registros persas indicam que muitos judeus acumularam grande riqueza no cativeiro. Retornar a Jerusalém significava desistir de tudo e recomeçar do nada. Muitas pessoas não conseguiram fazer isto; eles preferiram a riqueza e a segurança ao sacrifício que o trabalho de Deus requer. Suas prioridades estavam invertidas (Mc 4:18, 19). Não devemos deixar que o nosso conforto, segurança ou bens materiais nos impeçam de fazer a vontade de Deus (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

9-11 Os totais registrados nos v. 9 e 10 somam 2.499 e não os 5.400 que constam do v. 11. É possível que somente os utensílios maiores tenham sido especificados na lista. Bíblia de Estudo NVI Vida.



ESDRAS 1 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ 
21 de fevereiro de 2023, 0:40
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ESDRAS 1 – Pouco se estuda esse livro com conteúdo tão inspirado quanto Gênesis, Salmos, Mateus ou Atos dos Apóstolos. Pregadores que baseiam seus sermões nesse livro são escassos, o qual contém nutrientes espirituais para nossa espiritualidade; que, se não fossem importantes, o Espírito Santo o teria deixado fora do Cânon Sagrado.

Em suas páginas sagradas, encontram-se de forma geral, as seguintes temáticas:
• Deus é soberano sobre todo o Universo.
• Deus é fiel às Suas preciosas promessas; o cumprimento delas tem um foco principal: A vinda do Messias.
• Deus disciplina Seu povo para que não esteja corrompido com as nações pagãs; pois, Sua intenção é usá-lo como instrumento na preparação do mundo para a salvação.
• Deus opera no mundo para elevar pecadores a viverem os princípios do Seu Reino, aguçando a expectativa dos Seus planos para os salvos.

O primeiro capítulo de Esdras revela Deus despertando corações; primeiramente, de um pagão, Ciro; e na sequência, de Seu povo.
• Ciro foi tocado por Deus a libertar os judeus do cativeiro babilônico a fim de voltarem à Terra Prometida a Abraão para reconstruírem o Templo. Além disso, Ciro ordenou devolver os utensílios do templo de Salomão que estavam depositados no templo do deus de Nabucodonosor.
• Os judeus formados pela tribo de Judá e Benjamin que estavam acomodados no exílio precisaram ser despertados por Deus para responderem positivamente à libertação provida por Ciro; ou melhor, para reagirem ao cumprimento da profecia de Jeremias sobre a libertação do cativeiro (Esdras 1:1, 5).

Deus não está desatento às coisas que acontecem no mundo. Ao contrário, Ele vê cada situação, observa cada detalhe, e ainda interfere para um propósito maior, que é a salvação da humanidade.

Deus não coage ninguém, não obriga as pessoas a fazerem o que não querem. Ele desperta corações. Contudo, só acorda quem quiser. Tanto é que muitos judeus não retornaram do cativeiro.

Com certeza Deus anseia que todos despertassem para viver Seus maravilhosos planos; todavia, compete a cada um responder positiva ou negativamente a esse despertamento.

Através de Paulo, Deus nos fala: “Chegou a hora de vocês despertarem do sono, porque agora a nossa salvação está mais próxima do que quando cremos. A noite está quase acabando; o dia logo vem…” (Romanos 13:11-12).

Como responderemos? Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.