Reavivados por Sua Palavra


ECLESIASTES 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
4 de novembro de 2023, 0:50
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1. Palavra … O termo hebraico traduzido como “palavra” também significa “notícia”, “relatório”, “mensagem”, “história”ou “encargo”.

Pregador… Alguns escritores judeus têm explicado que Qoheleth significa “alguém que reúne uma congregação e expõe o ensino”. Outros o apresentam como “Pregador” porque é dito que Salomão proferia esses discursos diante de uma congregação. Isto é similar à raiz arábica diversas vezes traduzida como “grande colecionador” e “sincero investigador” (ver PR, 85; ver também a introdução a Eclesiastes).

Filho de Davi. Ou seja, Salomão. Quem seria mais qualificado que ele para expor as profundas verdades registradas neste livro? Deus o dotou com uma capacidade genial (IRs 3: 9-13), mas ele desperdiçou sua herança numa busca frenética pela felicidade.

Rei de Jerusalém… Sem dúvida esta expressão é uma referência direta ao rei Salomão, apesar de seu nome não ocorrer no livro. Outras expressões que indicam que se trata de Salomão são as referências à sua sabedoria e a ele como autor de vários provérbios (ver Ec 1:12, 13, 16; 2:15; 12:9; CF. IRs 3:12; 4;32).

2. Vaidade de vaidades [ARA; NVI: “Que grande inutilidade!”]. Do heb. habel habalim… O Pregador diz que é “vaidade” qualquer coisa que o ser humano busque em lugar de Deus e da obediência a Ele… literalmente “sopro dos sopros”, Salomão destaca o final inútil e insatisfatório da vida e do esforço humanos, a menos que sejam direcionados para Deus.

Tudo é vaidade… o mundo, incluindo a vida, não é mais do que apenas um sopro, sem oferecer qualquer promessa de esperança.

3. …A interrogação “que?” solicita uma resposta negativa enfática. Pode ser comparada com as palavras de Mateus 16:26, em que, literalmente, o Mestre pergunta: “Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” A resposta antecipada pelo Pregador é: “Nada”…

[Debaixo do sol. Outra expressão fundamental (empregada 29 vezes), que se refere a este mundo presente e às limitações que ele oferece. Bíblia de Estudo NVI Vida.]

4. … Permanece. Do heb. ‘amad, palavra com o sentido comum de “ficar”. Transmite a ideia de continuidade e durabilidade.

6. O vento. Do heb. ruach, “vento”, uma palavra que sempre indica atividade. É utilizada várias vezes em ligação às atividades de Deus na condição do plano da salvação.

8. … Canseiras… A aparente esterilidade da atividade humana e os desapontamentos que a acompanham são os pontos enfatizados aqui…

Não se fartam. A experiência exterior não pode satisfazer os desejos do coração. As coisas, isto é, as bênçãos materiais, não satisfazem a pessoa pensante. Aproximar-se verdadeiramente de Deus não é algo que se concretiza apenas pelos órgãos dos sentidos, pelos quais conhecemos Sua palavra e a revelação como um todo. Mais do que isso, é necessária uma experiência interior. “Deus é espírito” (Jo 4:24), portanto, o ser humano deve e aproximar dEle de maneira espiritual.

9. … Nada há, pois, novo. Não há variação no contínuo ciclo da natureza. Tendo testemunhado um ciclo, o ser humano já viu a todos. Cada um se mistura com o outro de modo tão imperceptível que não se nota diferença entre eles. Os ciclos parecem não ter outro propósito a não ser a perpetuação.

10. … Já foi… O contexto evidencia que as observações de Salomão nos v. 9 e 10 se aplicam aos vários fenômenos naturais e também ao ciclo da vida humana.

13. Apliquei o coração… Entre os hebreus, o coração era considerado como a sede dos sentimentos e da inteligência. Assim, “apliquei o coração” seria o mesmo que “apliquei minha mente” (ver ICr 22:19; Jó 7:17)…

Para nelas os exercitar (ARC). Deus implantou no coração da humanidade a necessidade de estudo e investigação. Esta é uma tarefa árdua, que requer esforço da mente e do corpo.

14. … Obras. Ou seja, projetos e atividades humanas, muitos dos quais se mostram sem valor ou benefício.

15. Torto. Esta expressão deriva de uma raiz que significa “dobrar”, “torcer”. Não se refere a algo que é inerentemente torto, mas àquilo que foi levado a ficar assim…

Endireitar… A ênfase está sobre a inabilidade humana para lidar na sua própria força com as situações que se apresentam constantemente.

16. … Larga experiência da sabedoria… A LXX interpreta “sabedoria” com uma palavra que denota valores éticos e morais, e, :conhecimento”, por uma palavra que significa o lado especulativo do esforço mental.

18. Enfado. A palavra assim traduzida é de uma raiz que significa “ser afligido”, “ser provocado”. Estudo excessivo leva a insônia, nervos desgastados e a outros problemas de saúde. No entanto, não se deve concluir que Salomão endossava a ideia de que a ignorância é felicidade (ver Pv 4:7).

Tristeza. Literalmente, “dor”física e mental. Se alguém deseja a sabedoria, deve investigar a fundo (ver Pv 2:4). Pesquisa constante e intensa cobra seu preço das forças e da saúde. Também é verdadeiro que elevado conhecimento não é sinal de caráter. A justiça de Cristo, recebida pela fé, abre as portas do reino celestial, o que o conhecimento por si só não pode alcançar.

Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3.



ECLESIASTES 1 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
4 de novembro de 2023, 0:40
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ECLESIASTES 1 – Sem aprofundar-se na verdadeira sabedoria será impossível entender o conteúdo das páginas de Eclesiastes. Prezar pela superficialidade no estudo não leva à interpretação correta deste material inspirado.

A pessoa que foi divinamente inspirada a escrever Eclesiastes foi Salomão, rei do povo de Deus graciosamente dotado de sabedoria singular. Ele apresenta-se como o “mestre”, o “filho de Davi”, que reinou “em Jerusalém” (Eclesiastes 1:1). Várias referências no texto indicam profundas experiências desse sábio na busca de sentido para a existência:

• Salomão, apesar de grande sabedoria e riqueza, expressa sentimentos de vaidade e futilidade. Ele viveu uma vida opulenta e experimentou muitos prazeres mundanos, mas percebeu que tais coisas eram passageiras e vazias (Eclesiastes 1:2).
• Salomão, durante seu longo reinado, realizou muitas obras titânicas, incluindo a construção do templo de Jerusalém e a expansão do reino de Israel. Contudo, ele pondera a inutilidade de todo esse trabalho em relação à busca de significado na vida (Eclesiastes 1:3-11).
• Salomão era reconhecido por sua sabedoria e, de fato, foi o mais sábio de todos os reis da antiguidade. Todavia, ele reflete sobre o valor da sabedoria em relação à busca de significado na vida (Eclesiastes 1:12-16).
• Salomão busca o conhecimento, porém, observa a futilidade de buscá-lo sem considerar a natureza passageira da vida em relação a Deus (Eclesiastes 1:17-18; 12:13-14).

“A autobiografia de Salomão é lamentável. Ele nos dá a história de sua busca pela felicidade: Dedicou-se a investigações intelectuais; gratificou seu amor ao prazer; executou seus planos e empreendimentos comerciais. Estava rodeado pelo fascinante esplendor da vida cortesã. Tudo o que o coração carnal pudesse desejar estava à sua disposição; mas ele resume sua experiência neste triste relato de Eclesiastes 1:14-2:11”, salienta Ellen White.

Fica evidente em Eclesiastes 1 que:

• Nossos dias, como o vento que sopra, são passageiros.
• Todas as buscas humanas são como sombras fugazes.
• A vaidade pode levar-nos a grandes realizações, mas não a satisfação plena.

Sendo rei majestoso, extremamente rico, profundamente sábio, trabalhador incansável, profusamente famoso e poderosamente influente… nada disso livrou Salomão das preocupações da vida. Ficando evidente que sem Deus, não importa o nível que atingirmos, a vida não terá pleno sentido. Só Deus dá real e verdadeiro sentido à vida!

Diante disso tudo, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí



PROVÉRBIOS 31 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
3 de novembro de 2023, 1:00
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Texto bíblico: PROVÉRBIOS 31 – Primeiro leia a Bíblia

PROVÉRBIOS 31 – BLOG MUNDIAL

PROVÉRBIOS 31 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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PROVÉRBIOS 31 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
3 de novembro de 2023, 0:50
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315 palavras

10. Os 22 versículos seguintes estão dispostos na forma de um acróstico habilidoso, seguindo a ordem das 22 letras do alfabeto hebraico. O v. 10 inicia com a primeira letra, o v. 11, com a segunda, e assim por diante. Alguns salmos foram compostos de maneira semelhante (Sl 9; 10; 25; 34; 37; 111; 112; 119; 145).

12. Às vezes, é comum a mulher se cansar de fazer o bem. Talvez o marido falhe em elogiar suas boas obras ou pareça mais interessado em tê-la como uma dona de casa econômica do que como companheira (ver v.28). Por essas razões, ela se torna negligente e relaxada ou dura e arrogante.

14. A mesma diligência em comprar apenas o melhor e pelo menor preço ainda é vista entre as mulheres. Este atributo faz algumas delas andarem ou dirigirem quilômetros para obter vantagem sobre os mercados mais próximos. Além disso, gostam de colocar alimentos surpreendentes na mesa – trazendo o seu pão de longe.

16. O dinheiro ganho é usado para fazer compras sábias de terra, e a terra recebe melhorias, com a plantação de vinhas. Dessa forma, seu lucro original é aplicado no trabalho, para que ela lucre ainda mais. Todavia, ninguém sofre com isso. O ganho não resulta em perda para outros. Ela produz riqueza nova, por meio de uma boa administração.

17. A imagem provavelmente é de enrolar o manto a fim de ficar livre para o trabalho ativo. A vigorosa saúde da mulher e sua força muscular aumentam pela atividade constante.

30. O charme e a beleza têm pouco valor por si mesmo. Há pessoas que possuem beleza de forma e de rosto, mas não se mostram amáveis na agitação da vida diária. A formosura recebe o louvor de pessoas não pensantes, mas a única mulher de verdadeiro valor é a que teme a Deus. Somente ela tem charme e beleza de verdade. O temor ao Senhor perpassa todos os aspectos dignos da vida e da personalidade humana.

Fonte: Comentário Bíblico Adventista, vol. 3.



PROVÉRBIOS 31 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
3 de novembro de 2023, 0:40
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PROVÉRBIOS 31 – Além do apêndice em Provérbios 30, contendo ditos de Agur, temos também outro apêndice, contendo os ditos de uma mulher ao seu filho Lemuel que reinava em Massá, uma região árabe.

Tanto Agur, quanto a mãe do rei Lemuel foram influenciados pela sabedoria divina provavelmente por meio de Salomão. A influência da mãe levou Lemuel a compartilhar o que aprendeu, cujo conteúdo veio a tornar-se um capítulo da Palavra de Deus. A influência dessa mãe é uma representação poderosa do papel das mães na sociedade e também de como a sabedoria pode impactar não apenas a família no presente, mas também futuras gerações.

Essa mãe sábia não apenas aconselhou ao filho sobre questões práticas, como a evitar o vinho e a luxúria, mas também o orientou sobre a importância de defender os fracos e os necessitados, bem como a valorizar a mulher virtuosa (Provérbios 31:1-31). Embora escritas por Lemuel, as palavras deste capítulo bíblico são oriundas de uma mulher inspirada por Deus apresentando uma sabedoria multifacetada:

• Essas lições não são apenas lições valiosas para a vida do contexto de Lemuel, são princípios atemporais que continuam a ressoar nas mentes e corações das pessoas ao longo dos séculos.
• O fato de que as palavras de sabedoria do rei Lemuel terem sido registradas na Bíblia revela a importância da influência materna na formação de princípios éticos e morais em uma sociedade.
• É certo que as mães devem desempenhar um papel fundamental na transmissão de valores, crenças e tradições aos seus filhos. Essa mãe de Provérbios 31, não apenas ensinou seu filho sobre como viver uma vida virtuosa, mas também o inspirou a compartilhar esses ensinamentos com outras pessoas, o que resultou na inclusão de suas palavras nas páginas das Escrituras Sagradas.
• As palavras da mãe de Lemuel na Bíblia destacam a importância da voz das mulheres na história e na religião. As experiências, sabedoria e perspectivas das mulheres são inestimáveis e devem ser valorizadas e respeitadas.

O capítulo que encerra o livro de Provérbios conclui com um poema acróstico à mulher virtuosa. “Contrariando os críticos que alegam ter a Bíblia uma visão pejorativa das mulheres, essa descrição é altamente exaltadora, pois concebe a mulher desempenhando muitos papéis econômicos na família”, diz Merril Unger.

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



PROVÉRBIOS 30 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
2 de novembro de 2023, 1:00
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Texto bíblico: PROVÉRBIOS 30 – Primeiro leia a Bíblia

PROVÉRBIOS 30 – BLOG MUNDIAL

PROVÉRBIOS 30 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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PROVÉRBIOS 30 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
2 de novembro de 2023, 0:50
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476 palavras

2. Esta afirmativa parece uma confissão franca de alguém que percebeu não ter atingido todo o avanço intelectual a seu alcance.

4. […] Jesus afirmou que somente Ele era capaz de revelar o Pai, pois somente Ele estivera no Céu (Jo 1:18; 3:13; CC, 16).

5. O Senhor protege Sua Palavra de forma especial. Para quem depende dela, a Palavra se torna escudo e proteção.

6. […] Moisés fez uma advertência semelhante em relação às declarações divinas (Dt 4:2). João encerrou o último livro da Bíblia com uma proibição ainda mais enfática (Ap 22:18, 19).

9. O grande perigo da riqueza é que ela tende a fazer o ser humano se sentir independente da bondade de deus e a não considera-Lo a única fonte das riquezas verdadeiras (ver Jó 21:13-15; Sl 73:12), A pobreza, por sua vez, pode levar o indivíduo a pensar que o Senhor deixou de cuidar dele, assim, pode conduzi-lo a formas erradas de prover o próprio sustento (ver Is 8:21). Todas as pessoas, ricas e pobres, devem conservar o sentimento de dependência do Pai celestial.

10. A vida do servo pode se tornar muito pior caso uma pessoa livre fale mal dele em segredo. Deve-se demonstrar simpatia àqueles que desempenham funções humildes.

12. Comparar com a acusação que Cristo fez aos fariseus (Mt 23:25-28; Lc 18:9, 11).

14. A ganância deste grupo não conhece limites. Tais pessoas não conseguem descansar até que o pobre seja totalmente destituído de sua propriedade (ver Am 8:4).

15. […] a maioria dos eruditos concordam que aluqah se refere a uma sanguessuga grande, comum na Palestina, que tem um desejo insaciável por sangue.

16. A sepultura nunca estará tão cheia a ponto de não haver mais lugar para a morte; a mulher israelita estéril nunca cessaria o desejo urgente de ter filhos para que pudesse andar de cabeça erguida em meio às outras (ver Gn 30:1; cf. Gn 16:4); um solo seco, “sedento”, nunca consegue água suficiente para se tornar permanentemente fértil; e o fogo é capaz de devorar tudo o que estiver à sua frente, sem nunca se satisfazer.

19. Os quatro itens mencionados são exemplos de coisas inescrutáveis, extraídos da história natural. Alguns observaram que o elemento comum a essas quatro coisas diferentes é que nada marca o caminho que elas trilham. Alegorias como a comparação da águia a Cristo (Dt 32:11, 12), da serpente ao diabo atacando a Rocha, que é Cristo (Ap 12:9), do navio à igreja trilhando seu caminho sem mácula em meio ao mar da humanidade pecaminosa e da donzela à virgem Maria são um afastamento aos princípios sólidos de interpretações das Escrituras.

26. […] Estes animais [provavelmente texugo das rochas] se abrigam em rochas e designam sentinelas para lhes advertir do perigo.

27. Eles [gafanhotos] não parecem ter líderes, contudo se movimentam com a sincronia de um exército bem treinado.

28. […] A ênfase se encontra sobre as grandes conquistas, a despeito da fragilidade. O lagarto é tão fraco que pode facilmente ser pego com as mãos; contudo, consegue invadir palácios reais.

Fonte: Comentário Bíblico Adventista, vol. 3.



PROVÉRBIOS 30 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
2 de novembro de 2023, 0:40
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PROVÉRBIOS 30 – As máximas de sabedoria deste capítulo giram em torno de Massá, localizada em território árabe. O povo de Massá é associado aos descendentes de Ismael, filho de Abraão, o que sugere uma ligação com os árabes.

“Ditados de Agur, filho de Jaque; oráculo: Este homem declarou a Itiel: A Itiel e Ucal” (Provérbios 30:1). Agur é mencionado como um sábio que compartilha sua sabedoria em forma de provérbios e reflexões; inicia com análises filosóficas, retóricas e didáticas, avança com observações sobre a natureza humana para, então, apresentar a sabedoria divina e a conduta ética. Seu objetivo é refletir sobre a sabedoria verdadeira, a moral e a vida correta a pelo menos dois destinatários: Itiel e Ucal.

Provavelmente este sábio de Massá tenha se convertido ao Deus do sábio Salomão e agora anseia compartilhar da verdadeira sabedoria a esses pupilos. Neste apêndice de Provérbios, nota-se a sabedoria ultrapassando os territórios geográficos de Israel. Esse era o alvo de Deus, até chegar a nós; e, devemos continuar influenciando mais pessoas com a sabedoria divina.

Cinco itens podem ser sintetizados da coleção de sabedoria de Agur:

• A busca pela sabedoria passa pela humildade e reconhecimento da limitação humana; consequentemente, isso nos levará à dependência de Deus e de Sua revelação em todas as áreas da vida (Provérbios 30:1-4).
• A fonte da sabedoria pura e verdadeira não está nos livros dos grandes filósofos ou nas coleções enciclopédicas baseadas na cultura humana, mas na Palavra de Deus. Apenas quem busca a pura Palavra de Deus e confiam piamente nela, encontra um escudo contras as corruptas e deturpadas influências do mundo (Provérbios 30:5-6).
• A essência da sabedoria inclui a busca pela integridade e contentamento diante do perigo da falsidade e da desonestidade. Isso implica viver de forma íntegra, contentando-se com o que tem, desprovido de ganância e praticando a justiça (Provérbios 30:7-9).
• A natureza é um complemento à sabedoria da Palavra de Deus. Agur destaca a sabedoria observada na natureza, ensinando lições valiosas sobre diligência, trabalho em equipe e planejamento para o futuro (Provérbios 30:10-33).
• Conhecer a futilidade da insensatez motiva-nos a optar pela prática da sabedoria: A busca por prazeres mundanos nunca traz satisfação permanente (Provérbios 30:15-33).

Como Agur, precisamos divulgar profusamente a preciosa sabedoria divina! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



PROVÉRBIOS 29 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
1 de novembro de 2023, 1:00
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Texto bíblico: PROVÉRBIOS 29 – Primeiro leia a Bíblia

PROVÉRBIOS 29 – BLOG MUNDIAL

PROVÉRBIOS 29 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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PROVÉRBIOS 29 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
1 de novembro de 2023, 0:50
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1. … A longanimidade de Deus dá aos pecadores um período de graça para se arrependerem de suas maldades. Se continuarem a endurecer a mente e rejeitar o jugo “suave” de Cristo (Mt 11:30), enquanto a misericórdia divina os protege das consequências de seus pecados, a calamidade e a destruição parecerão vir de repente (ver Pv 6:15; 15:10; Jr 19:15; Hb 10:26-30).

2. Quando as pessoas de bem têm a chance de ficar em destaque, todos desfrutam liberdade, sem impedimentos. Isso ocorre em grau ainda maior quando os justos estão no controle (ver Pv 11:10; 28:12, 28).

5. É difícil resistir à bajulação, em especial quando ela vem de alguém próximo (…) muitas pessoas tomam decisões insensatas sob a influência da adulação habilidosa (Pv 26:28; 28:23; Pj, 161, 162).

7. … O justo defende a causa do pobre nos tribunais (ver Jó 29:12, 16), mas o perverso não se importa com quem está certo ou errado no caso.

11. … O sábio espera o temperamento acalmar para só depois apresentar, com calma, seu argumento.

12. O governante que se permite enganar ao favorecer quem tenta agradá-lo com mentiras logo só terá mentirosos o servindo.

14. Para sempre. Caso se refira ao Deus eterno, à nova terra, aos anjos não caídos ou aos redimidos, pode muito bem significar “sem fim”, mas a duração é limitada quando se alude ao ser humano mortal.

15. … A negligência ou o excesso [da vara e da disciplina] de seu uso levam ao fracasso (ver Pv 10:13; 13:24; 23:13).

16. Quando os perversos prosperam, naturalmente relaxam o tom moral de toda a comunidade, mas eles não permanecerão para sempre. Os justos que oram pela restrição da maldade verão a resposta a suas preces (ver Pv 10:13; 13:24; 23:13).

17. O filho disciplinado adequadamente não trará aos pais as ansiedades intermináveis que o filho mimado causa. Em vez disso, proporciona alegria e profunda satisfação, quando eles o veem fazer sozinho as escolhas certas.

18. Lei. Neste caso, a lei compreende toda a vontade revelada de Deus. Em vez da anarquia e da miséria resultantes de todas as ocasiões em que o ser humano faz o que é certo aos próprios olhos (Jz 17:6), há prosperidade e alegria quando a vontade do Senhor é seguida.

21. O escravo. A escravidão doméstica era diferente da escravidão em geral. Às vezes, desenvolviam-se afeição e confiança entre o senhor e o escravo (ver Gn 15:2; Êx 21:5, 6). O servo podia até se transformar em herdeiro. Outro ponto de vista do provérbio é uma advertência contra o favorecimento do servo indigno, que podia envenenar a mente do senhor contra seus próprios filhos. No fim, ele podia conquistar tanta influência sobre o senhor, a ponto de persuadi-lo a deserdar os filhos e deixar a propriedade da família em suas cobiçosas mãos (ver Pv 17:2).

24 Aborrece. O indivíduo que se encontra na companhia de um ladrão corre o risco de ser preso como cúmplice do crime e de perder a vida. Depois de jurar solenemente e revelar o que sabe, o ocultamento da verdade o torna culpado de perjúrio (ver Lv 5:1; Jz 17:2).

25. Teme ao homem. A pessoa que tem tanto medo dos seres humanos a ponto de negligenciar seu dever ou de fazer o que sabe ser errado está colocando em risco a própria salvação. Aquele, porém, que teme ao Senhor está “seguro”, literalmente, “elevado”, portanto, protegido de todos os ataques do inimigo (ver Pv 18:10; Is 51:12; Mt 10:28; Mc 8:38).

27. A antipatia mútua entre o bem e o mal, da qual falou o sábio, se estende a quem pratica maus atos. A pessoa de bem acha impossível permanecer num relacionamento pessoal e íntimo com os perversos, pois seus objetivos, preocupações e padrões são bem diferentes. A menos que rebaixe seus padrões, não conseguirá se sentir confortável na presença deles. O contrário também é verdade (ver Is 53:3; Jo 15:19). A menos que o perverso esteja disposto a deixar o caráter dos justos influenciar sua conduta, ele ficará enfastiado na presença deles. A “abominação” que o justo sente deve ser o ódio à maldade do perverso (ver Sl 139:19-21).

Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 1182-1185.