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JEREMIAS 47 – Neste curto capítulo, o profeta Jeremias descreve a profecia de julgamento de Deus sobre os filisteus, um povo antigo que habitava a região costeira do Mediterrâneo Oriental. Em sua mensagem, o representante de Deus alertou sobre a iminente devastação que se abateria sobre os filisteus, trazendo consigo um turbilhão de destruição e desolação.
• Mas, o que torna este relato antigo tão relevante para os tempos modernos?
Uma das verdades que sobressai é que Deus é soberano sobre todos os poderes deste mundo. Ele é Rei dos reis e Senhor dos senhores. Ele não Se curva aos caprichos dos poderosos, mas sim traz justiça e julgamento sobre aqueles que abusam de sua autoridade.
Deus é o Criador e Proprietário do Universo e do Planeta Terra. Ele governa sobre tudo e sobre todos. Interessante que no livro de Levítico, há instruções relacionadas à santidade da Terra e à contaminação dela devido às práticas abomináveis de seus habitantes. Em Levítico 18, Deus dá uma série de proibições relacionadas à imoralidade sexual, e adverte sobre como a terra pode ser contaminada pelas práticas ímpias de seus habitantes (Levítico 18:24-27).
Ali, Deus explica que lançou fora as nações de Canaã devido às suas abominações. Depois disso, Deus dirigiu-Se a Seu povo:
• “E se vocês contaminarem a terra, ela os vomitará, como vomitou os povos que ali estavam antes de vocês” (Levítico 18:28).
• “Obedeçam a todos os meus decretos e leis e pratiquem-nos, para que a terra onde os estou levando para nela habitar não os vomite. Não sigam os costumes dos povos que vou expulsar diante de vocês. Por terem feito todas essas coisas, causaram-Me repugnância. Mas a vocês prometi que herdarão a terra deles; eu a darei a vocês como herança, terra onde mana leite e mel com fartura…” (Levítico 20:22-24).
Isso explica por que os judeus da época de Jeremias perderam a terra e os filisteus receberam uma mensagem tão forte de destruição.
• Nenhum povo está isento de prestar contas por Suas ações.
• Todos comparecerão perante o Tribunal de Cristo.
• Nenhum indivíduo, instituição ou nação está acima do Legislador do Universo.
Jeremias 47 é um alerta para que as nações façam mudanças políticas e incorporem valores éticos em suas ações e decisões! Oremos pelos governantes! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JEREMIAS 46 – Primeiro leia a Bíblia
JEREMIAS 46 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1 Palavra do SENHOR. Declaração da autoridade de Yahweh com respeito a Seu proceder em relação às nações. CBASD, vol. 4, p. 550.
2 Carquemis. Cidade localizada na margem oriental [leste] do Eufrates, a qual comandava um dos vaus mais importantes do rio. Era o ponto de travessia mais natural de acesso à Mesopotâmia usado pelos exércitos invasores do Ocidente. Por isso, era um local de grande importância estratégica e comercial. CBASD, vol. 4, p. 550.
Nabucodonosor. Ver com de Dn 1:1. Conservando a metade oriental do Crescente Fértil, naturalmente ele desejava governar o lado ocidental também, Assim, ele se tornou o principal oponente de Neco, que tentava restabelecer o seu controle da Palestina e da Síria. CBASD, vol. 4, p. 550.
3 Escudo. Do heb. tsinnah, um longo escudo para a proteção do corpo todo, usado por tropas fortemente armadas. CBASD, vol. 4, p. 551.
Pavês. Do heb. magen, um pequeno escudo, possivelmente circular, usado por tropas levemente armadas. CBASD, vol. 4, p. 551.
5 Por que razão …. ? O profeta expressa surpresa da derrota dos egípcios. Ele, possivelmente, testemunho a fuga egípcia de Carquemis, com os babilônios logo atrás.
7 O Nilo. O profeta, neste versículo, usou uma ilustração impressionante dos exércitos egípcios passando por cima das Palestina e da Síria.(ver Jr 46:8). CBASD, vol. 4, p. 551.
11 Multiplicas. “Em vão você usou muitos remédios!” Os egípcios se destacavam na medicina entre os povo do antigo Oriente Médio. … O pensamento do profeta para ser que, embora o Egito produzisse os melhores médicos do mundo, não haveria cura para suas próprias feridas da invasão de Nabucodonosor ao Egito. CBASD, vol. 4, p. 552.
15 Por que foi derribado o teu Touro? “O touro fugiu”. …A LXX traduz: “Por que Ápis fugiu?” (BJ). Ápis, no egípcio Hep, desde os primeiros tempos históricos foi o deus touro de Mênfis. Acreditava-se que Ápis se encarnava numa sucessão de touros sagrados, os quais eram guardados para adoração e adivinhação. Quando esse touros morriam, eram mumificados e enterrados com cuidado. [Descobriu-se, em 1850, um antigo cemitério de Mênfis, com galerias de aprox 366 m de extensão e mais de 60 touros mumificados] … Como nos dias de Moisés, os deuses dos egípcios foram revelados [nesta batalha] em sua verdadeira luz (ver com. de Êx 8:2; 20:21). Dramatizando, assim a derrota dos egípcios, Jeremias parece indicar a impotência do grande deus touro. CBASD, vol. 4, p. 553.
16 Voltemos. Estas eram, possivelmente, as palavras de tropas missionárias, dos gregos, de várias tribos africanas, de povos da Ásia menos, normalmente empregadas no exército egípcio desse período. Na falta de uma inata lealdade ao Egito, elas estavam prontas a desertar quando percebessem que seriam derrotadas. CBASD, vol. 4, p. 553, 554.
17 Apelidarão a Faraó … de Espalhafatoso. “Chamarão ao faraó, rei do Egito, com este nome: “Barulho…” (BJ). CBASD, vol. 4, p. 554.
Deixou passa o tempo determinado. Pode haver, neste versículo, uma referência ao fim da oportunidade para a nação egípcia.A toda nação tem sido permitida ocupar seu lugar, para determinar se ela o seu propósito divino. Quando uma nação falha, sua glória a deixa (PR, 535; ver com. de Dn 4:17). CBASD, vol. 4, p. 554.
21 Mercenários. Esta é uma referência adicional aos mercenários que desempenharam papel importante no exército egípcio nesse período (ver com. dos v. 9, 16(. CBASD, vol. 4, p. 554.
22 Como o da serpente. Isto é, o som do exército egípcio em retirada não é como o passo de tropas bem ordenadas, mas se assemelha a uma tentativa furtiva de deslizar suavemente diante da aproximação babilônica, que marcharia”com um exército” (ARC). CBASD, vol. 4, p. 554.
23 Bosque. Multidão de soldados no exército egípcio ou para representar a densidade da população. CBASD, vol. 4, p. 554.
25 Amon de Nô. A cidade egípcia chamada Tebas (a moderna Luxor e Karnak) aproximadamente 468 ao sul do Cairo, no Nilo. Originalmente, Amen era o deus local de Tebas; por isso, a cidade veio a ser conhecida como Iniut ‘Imen, “a cidade de Amen”. A Palavra bíblica “Nô” é uma transliteração da primeira parte (Iniut) do nome egípcio da cidade. … Ao prometer castigo sobre Amen e sobre o faraó, o Senhor simbolizou a descida de de Sua ira sobre todos os sistemas religiosos e políticos do Egito. CBASD, vol. 4, p. 554, 555.
26 Será habitada. Este versículo revela o verdadeiro propósito dos juízos de Deus sobre o Egito. As visitações não tinham a intenção de destruir a nação completamente, mas de levá-la, por meio da humilhação, ao arrependimento. CBASD, vol. 4, p. 555.
27 Não temas. A terrível ilustração de derrota do Egito diante dos babilônios, retratada neste capítulo, termina com uma mensagem de esperança para Israel. Os juízos divinos sobre os vizinhos de Israel, bem como sobre a nação escolhida, tinham a intenção de levá-la a Deus. CBASD, vol. 4, p. 555
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JEREMIAS 46 – Aqui encontramos uma profecia que denota a inevitável queda do Egito. Neste contexto, Deus é retratado como o verdadeiro antagonista do Egito, enquanto a derrota do país é descrita como uma celebração na qual Deus mesmo oferece o Egito em sacrifício. O orgulhoso faraó é exposto como um fanfarrão, enquanto a devastação trazida pelos babilônios é comparada a enxame de gafanhotos incontáveis.
No cumprimento da profecia de Jeremias 46, histórias posteriores relatam a invasão babilônica e a subsequente queda do Egito. Os babilônios, como agentes divinos de juízo, efetivamente executaram a sentença pronunciada pelo profeta. O esplendor egípcio sucumbiu diante da força dos conquistadores, mostrando a soberania de Deus sobre as nações e a realização de Suas palavras através dos eventos históricos.
Ao olharmos ao mundo contemporâneo, encontramos paralelo entre o texto de Jeremias 46 e as dinâmicas geopolíticas atuais. Assim como o Egito confiava em deuses sem poder e sucumbiu diante da invasão babilônica, muitas nações modernas colocam sua confiança em poderes terrenos e sistemas políticos que eventualmente revelam-se frágeis e falíveis. A história egípcia nos lembra que a confiança em qualquer coisa além de Deus é fútil e pode levar à catastrófica ruína.
Diante desse cenário, extraímos lições práticas para a nossa vida atual:
• É vital reconhecer a soberania de Deus sobre as nações e confiar nEle como a verdadeira fonte de segurança e proteção (Jeremias 46:10, 18, 25).
• Devemos aprender com a arrogância do faraó e evitar cair na armadilha do orgulho e da autoconfiança (Jeremias 46:17, 19).
• Ao contrário da arrogância, do orgulho, da vaidade e da autoconfiança, devemos humildemente submeter e buscar orientação divina em todas as nossas decisões e ações na vida (Jeremias 46:20-21, 27).
• A limitação do julgamento revela que a graça de Deus triunfa sobre a desgraça do pecado; há intenção de Deus de que haja arrependimento e conversão entre os pagãos (Jeremias 46:26).
• É crucial lembrar que, assim como Deus não destruiu totalmente Seu povo, Ele também oferece esperança e restauração para aqueles que O buscam de coração sincero – mesmo em meio às adversidades e juízos (Jeremias 46:27-28).
Sendo que a confiança em poderes terrenos e em nós mesmos é fútil e leva-nos à ruína, devemos reavivar nossa confiança na Palavra divina! Aceitas? – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JEREMIAS 45 – Primeiro leia a Bíblia
JEREMIAS 45 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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930 palavras
O capítulo anterior (Jr 44) tratava de acontecimentos ocorridos dez anos após a destruição de Jerusalém pela Babilônia (586-576 a.C.). Este capítulo (Jr 45) está fora de sequência e complementa o capítulo 36, que é um registro da mensagem de Deus que Jeremias deveria entregar ao rei Joaquim de Judá anos antes, em 604 aC. Por alguma razão, Jeremias não pôde ir, então ele pede que Baruque leia a mensagem de Deus ao rei impenitente e aos seus servos.
O rei Joaquim queimou o rolo que Baruque escreveu (Jr 36:23) e ordenou aos seus servos que prendessem Baruque e Jeremias, mas Deus os escondeu dos olhos do rei e dos seus servos (Jr 36:26). Após Joaquim queimar o livro, Deus ordenou a Baruque que reescrevesse a mesma mensagem em um novo rolo (Jr 36:28, 32). Após este incidente, o etíope Ebede-Meleque recebeu uma mensagem divina de incentivo (Jr 39:16-18), assim como Baruque também recebeu (Jr 45:4,5).
O que podemos aprender com este capítulo? “O Senhor não dá lugar na Sua obra aos que têm maior desejo de alcançar a coroa do que de transportar a cruz. Deseja homens que pensem mais em cumprir o dever do que em receber recompensas — homens que sejam mais amantes dos princípios do que de promoção” (A Ciência do Bom Viver, 476.2).
Precisamos orar para sermos como Jeremias e Baruque, cumprindo o nosso dever independente das circunstâncias, sem esperar recompensa. Yoshitaka Kobayashi, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/06/15/.
O evento relativo a este capítulo é registrado em 36:1-8. O capítulo foi escrito em 605 – 604 a.C. Baruque foi o escriba que registrou as palavras de Jeremias em um rolo. Life Application Study Bible Kingsway.
O Senhor fala a Baruque por meio de Jeremias. … O próprio copista reconhece que está gravando a palavra de Deus no seu pergaminho. Bíblia Shedd.
1 Baruque. Uma compreensão do caráter do fiel escriba de Jeremias é apresentada neste capítulo. CBASD, vol. 4, p. 548.
ano quarto de Jeoaquim. Este foi o ano no qual Baruque preparou o primeiro rolo contendo as palavras de Jeremias para ser lido publicamente (36.1-3). Bíblia de Genebra.
3 Ai de mim agora! Com Jeremias aprisionado e o rei e seus conselheiros não dando ouvidos às mensagens do profeta, Baruque desanimou. Sua ambição de ocupar uma posição de importância no estado judeu renovado (v. 5) parecia frustrada em vista do aparente fracasso dos esforços de Jeremias. O profeta compreendia os sentimentos de seu secretário de forma solidária porque ele também experimentava amargas decepções (Jr 15:10-21; 20:7-18). Baruque, como todos os homens, precisava aprender a esperar o amargo e o doce, o fracasso e a prosperidade (ver Jó 2:10). CBASD, vol. 4, p. 548.
tristeza. Baruque, como é evidente, tinha sofrido em companhia de Jeremias, como resultado da comissão profética de Jeremias (cf. 11.18023). Ver 36.19; 43.3. Bíblia de Genebra.
Sofrimento. A queixa de Baruque; “acrescentou tristeza ao meu sofrimento”, devia-se ao fato de ter reconhecido os pecados de seu povo, e estar sofrendo em espírito por causa da pecaminosidade deles. Depois, escrevera para Jeremias as profecias de destruição que haviam aumentado ainda mais sua tristeza. Bíblia Shedd.
Até certo ponto, Baruque compartilhava da angústia do profeta, resultado do chamado e do ministério prof;etico de Jeremias (v. e.g., 8.18-9.2; 20.7-18). Bíblia de Estudo NVI Vida.
4 demolindo o que edifiquei e arrancando o que plantei.Deus também sofreu quando seu plano para Judá foi rejeitado. Bíblia de Estudo Andrews.
A constante pecaminosidade do povo de Deus não deixara outra saída ao Senhor, senão a de castigá-lo severamente. É o reverso do plano revelado a Jeremias, de demolir para depois edificar (1.10). As tentativas de edificação serão eliminadas até que os falsos alicerces do paganismo sejam totalmente derribados. Bíblia Shedd.
É o nosso apego exagerado às coisas boas da nossa época que nos torna impacientes diante das ruins. Bíblia de Estudo Matthew Henry.
5 Não as procures. Baruque, um homem instruído cujo irmão era oficial do alto escalão no reinado de Zedequias (ver 32:12; 51:59), poderia ter ambições semelhantes. Bíblia de Estudo Andrews.
Nenhum sucesso terreno poderia ser tão importante para Baruque como a obra que Deus desejava que ele fizesse. Cada pessoa tem um lugar no grande plano de Deus, o qual só ela pode preencher. CBASD, vol. 4, p. 548.
Baruque serviu por longo tempo a este profeta impopular, escrevendo este livro repleto de lutas e juízos e, agora, ele estava contrariado. Deus falou a Baruque para deixar de olhar a si próprio e às recompensas ele achava que merecia. … É fácil perder o prazer de servir a Deus quando tiramos os nossos olhos dEle. Quanto mais desviarmos o olhar dos propósitos de Deus em direção aos nossos próprios sacrifícios, mais frustrados ficaremos. Ao servir a Deus, evite focar naquilo que você está deixando de lado. Quando isto acontecer, peça o perdão de Deus; então olhe para Ele ao invés de para si próprio. Life Application Study Bible Kingsway.
Eu te darei a tua vida.Baruque recebeu a certeza de ter a proteção divina onde quer que estivesse. Bíblia de Estudo Andrews.
Deus conforta a Baruque, o escriba, com a promessa de que lhe seria misericordioso. Num contraste assinalado com a vingança divina e a retribuição que cairia sobre “toda a terra” da Judeia (v. 4) e o mal que sobreviria “sobre toda a carne” por causa da invasão babilônica (2Rs 25), a vida de Baruque seria protegida por Deus. Muitas das pessoas de quem Baruque invejava o sucesso e a posição não tiveram esta segurança, mas pereceram miseravelmente na destruição de Jerusalém. CBASD, vol. 4, p. 548.
Em todo lugar. Estas palavras parecem indicar que o futuro de Baruque seria a peregrinação e o exílio. Sabemos que foi para o Egito (ver Jr 43:5-7). A tradição judaica diz que ele morreu no Egito ou em Babilônia [não em Judá]. CBASD, vol. 4, p. 548.
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JEREMIAS 45 – Quem era Baruque? E, o que podemos aprender com ele?
Ele foi escriba e colaborador de Jeremias, que, segundo Flávio Josefo, “provinha de uma família eminente”.
“Provavelmente, o camareiro-mor Seraías, enviado para Babilônia em uma missão real, fosse seu irmão (Jr 51:59; 43:3). No quarto ano de Jeoaquim, Baruque escreveu, por ditado de Jeremias, uma série de profecias denunciatórias e, no ano seguinte, ele as leu publicamente (Jr 36:1-20). Os príncipes informaram ao rei sobre isso; este, quando o livro foi lido em sua presença, cortou-o em pedaços e o queimou, ordenando também que o profeta e seu escriba fossem presos. Escondidos, eles escaparam da ira do rei (v. 21-26). Lá, Jeremias ditou as profecias antigas para que Baruque as reescrevesse, acrescentando muitas mais (v. 27-32). Devido à escrita do pergaminho, Baruque ficou tão desanimado que o Senhor lhe enviou uma mensagem especial de conforto” (Dicionário Bíblico Adventista).
Mark Pickles salienta que “os inimigos de Deus acusaram Baruque de incitar Jeremias contra eles, para entregá-los nas mãos dos caldeus. Ele e o profeta foram levados por Joanã, contra a vontade, para o Egito, num ato de desobediência ao Senhor (Jr 43:3-7). Jeremias então advertiu Baruque a não buscar grandes coisas para si mesmo (Jr 45:1-5). Baruque lamentava sua tristeza e suas dores, mas o Senhor desejava que ele entendesse que, dentro do contexto da destruição de Jerusalém e do exílio, ele deveria ser grato por escapar com vida”.
“Os judeus o obrigaram, assim como a Jeremias, a acompanhá-los para o Egito (Jr 43:1-7), onde termina a história de sua vida. Mais tarde, os judeus o consideraram autor de vários livros, entre os quais o livro apócrifo ‘Baruque’ e um pseudoepígrafo ‘Apocalipse de Baruque’” (Dicionário Bíblico Adventista).
• As situações adversas podem levar-nos a revelar desânimo e angústia; contudo, o texto inspira-nos a manter uma perspectiva eterna, olhando além das dificuldades temporárias para o quadro maior: O soberano plano de Deus.
• Em vez de buscar grandes coisas para satisfazer nossa ambição e egoísmo neste mundo de desgraças e mortes, é preferível submeter-se humildemente a Deus porque Seus propósitos são maiores que nossas mais ousadas ambições.
Neste mundo incerto, não há nada melhor que deixar Deus cuidar de nossa vida, especialmente do nosso futuro! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JEREMIAS 44 – Primeiro leia a Bíblia
JEREMIAS 44 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1227 palavras
Esta mensagem, dada em 580 a.C., enquanto Jeremias estava no Egito contra sua vontade, lembrava o povo que foi por seguirem outros deuses a destruição foi trazida sobre sua terra. Jeremias disse a eles que eles jamais retornariam a Judá porque a fuga para o Egito tinha acontecido contra o conselho de Deus (42:9+). Mas o povo se recusava a aprender qualquer das lições que seus pecados haviam causado. Life Application Study Bible Kingsway.
1 os judeus moradores da terra do Egito.Uma mensagem de juízo àqueles que haviam fugido (ver 43:7) ou sido deportados para lá (2Rs 23:34). Bíblia de Estudo Andrews.
Esta mensagem de Deus, possivelmente, chegou poucos anos depois dos eventos ocorridos no cap. 43. CBASD, vol. 4, p. 545.
Migdol … Mênfis. Cidades no norte do Egito. Bíblia de Estudo Andrews.
Patros. No sul do Egito. Bíblia de Estudo Andrews.
Magdol, a leste de Táfnis (43,7+); Nof ou Mênfis (2, 16+); Patros traduz o egípcio “terra do sul”e se refere ao Alto Egito. Esta introdução faz, portanto, que o discurso de Jeremias se dirija a toda a Diáspora israelita no Egito (em Elefantina, uma das ilhas em frente a Assuã existia já uma colônia judaica). Bíblia de Jerusalém.
3-6 Os versículos detalham os motivos para a punição de Judá. Bíblia de Estudo Andrews.
7 Por que fazeis … mal. A destruição de Jerusalém não havia mudado a mentalidade dos judeus no Egito. Bíblia de Estudo Andrews.
8 Queimando incenso. Estas palavras indicam que, além de continuar nas familiares práticas idólatras de sua própria terra, eles se envolveram nas práticas idólatras dos egípcios. Foi o perigo desta ligação idólatra com o Egito que fez Jeremias se opor a qualquer plano de aliança com aquele país. CBASD, vol. 4, p. 546.
objeto de desprezo e opróbrio. A ruína abrangente do povo logo se tornaria um provérbio (ver 24:9; 42:18). Bíblia de Estudo Andrews.
9-10 Quando esquecemos as lições ou nos recusamos a aprendê-las, arriscamos a repetir nossos erros. O povo de Judá falhava nisso: esquecer seus pecados antigos significava repeti-los. Falhar em aprender de suas falhas é garantia de futuras falhas. Seu passado é a sua escola de experiência. Que seu passado direcione você aos caminhos de Deus. Life Application Study Bible Kingsway.
9 as maldades dos reis … das suas mulheres. Os casamentos reais com mulheres estrangeiras haviam levado à idolatria desde os tempos de Salomão (ver 1Rs 11:4-8). Bíblia de Estudo Andrews.
12 Que se obstinou. Há um jogo de palavras nesta expressão. Deus voltou o rosto contra Seu povo (v. 11) porque ele pôs o rosto de modo contrário [e obstinado] ao Seu conselho. CBASD, vol. 4, p. 546.
Opróbrio. Os sobreviventes em elefantina logo formaram uma seita herética e não participaram da restauração. Bíblia Shedd.
14 À qual desejam voltar. Uma indicação de que os exilados ainda se apegavam à esperança de retornar à sua terra natal. A segurança de que haveria só “alguns fugitivos” é repetida de modo pleno no v. 28. CBASD, vol. 4, p. 546.
11-14; 25-30. Os judeus que se mudaram para o Egito se estabeleceram em quatro lugares: Migdol e Tafnes, na fronteira, Mênfis (Baixo Egito) e Patros (Alto Egito). A última mensagem profética de Jeremias para este povo deixava claro que o motivo dos problemas que enfrentavam, entre eles a fome e a destruição de Jerusalém, era a sua adoração de ídolos e por servirem a outros deuses (v. 2-10). Mesmo após a destruição de Jerusalém eles não haviam se arrependido e voltado para Deus. A mensagem de Deus entregue ao povo de Judá, no Egito, foi uma mensagem de punição. Ali eles não viveriam ilesos como pensavam que seria (v. 11-14). Mesmo que a mensagem de Deus possa parecer apenas uma mensagem negativa, devemos entender que toda a mensagem de punição é condicional. Por exemplo, a mensagem de Deus ao povo de Nínive era negativa (Jonas 3:4). No entanto, quando o povo se arrependeu, a cidade não foi destruída (Jonas 3:10). Também a mensagem dada a Ezequiel era negativa (Ezequiel 3:18); no entanto, se o ímpio se arrependesse, sua vida poderia ser prolongada (Ezequiel 3:21). Yoshitaka Kobayashi, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/06/14/.
15-18 Quanto mais nos afastamos de Deus, mais confusos nossos pensamentos se tornam. Seja qual tenha sido a vida espiritual que restara aos israelitas quando foram para o Egito, ela foi perdida à medida que eles se afundavam nas profundezas da idolatria. A fuga para o Egito trouxera uma mudança em seus hábitos de adoração pagã, e eles atribuíam seus problemas à negligência aos seus ídolos. Mas a adoração de ídolos é que havia começado todos os seus problemas em primeiro lugar. O povo se recusou a reconhecer a verdadeira origem de seus problemas – o afastamento da liderança de Deus. Quando a calamidade o forçar a examinar os rumos de sua vida, preste atenção nas instruções que Deus deu a você. Life Application Study Bible Kingsway.
A fuga para o Egito trouxe uma mudança em seus hábitos de adoração pagã, e eles atribuíram a culpa por seus problemas em primeiro lugar. O povo se recusou a reconhecer a verdadeira origem de seus problemas – o afastamento da liderança de Deus. Quando a calamidade o forçar a examinar sua vida, preste atenção nas instruções de Deus para você.
15 mulheres. As mulheres, em particular, adoravam os ídolos da fertilidade (ver v. 19). Bíblia de Estudo Andrews.
16 não te obedeceremos. Recusa aberta em obedecer à Palavra de Deus. Bíblia de Estudo Andrews.
17 A Rainha dos Céus. Esta deusa é normalmente identificada com a Ishtar assírio-babilônica. Dado que havia cerimônias imorais ligadas a essa adoração, ela despertou calorosa indignação em Jeremias, particularmente porque isso parece ter sido uma parte preeminente da idolatria então praticada. A Ishtar assírio-babilônica, a deusa mãe, era equivalente à divindade conhecida pelos hebreus como Astarote e pelos cananeus com Astarte, cujas estatuetas são encontradas na Palestina (ver vol. 2, p. 21, 22, 325, 3260. Esta deusa da fertilidade, da maternidade, do amor sexual e da guerra, era adorada em ritos extremamente degradantes e imorais. Era a mesma deusa adorada com vários nomes e, em vários aspectos, como a mãe-terra, a mãe virgem e é identificada em sentido geral como Atargatis, a “Grande Mãe” da Ásia Menos, Artemis (Diana) dos efésios, Vênus e outras. Vários nomes aplicados à deusa mãe contém um elemento que significa “senhora” ou “dona”, como Nana, Innini, Irnini, Beltis. Algumas das designações eram Belti, “minha senhora” (o equivalente exato do italiano Madonna). Belit-ni, “nossa senhora” e”rainha do céu”, o nome com o qual Ishtar era adorada nos telhados como estrela matutina ou vespertina, com uma oferta de bolos, vinho e incenso. Ishtar também era conhecida como a mãe misericordiosa que intercedia junto aos deuses em favor de seus adoradores. CBASD, vol. 4, p. 546.
Ishtar (7, 18+); os bolos feitos em sua honra (v. 19), representavam a deusa nua. Bíblia de Jerusalém.
Fartura.Judá fora relativamente próspero no longo reinado do rei Manassés. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Criam que a rainha dos céus os havia abençoado por causa de sua fidelidade a ela. Aquela gente se afastara tanto que não podia mais reconhecer a bondade, a misericórdia e a longanimidade de Jeová. Bíblia Shedd.
Os ídolos recebiam o crédito pela prosperidade dada por Deus. Bíblia de Estudo Andrews.
desde que cessamos. Em virtude do movimento de reforma do rei Josias, que começou em 621 a.C. Bíblia de Estudo NVI Vida.
nada temos tido. Desde a morte de Josias, em 609, uma série de desgraças, incluindo a invasão e o exílio, tinha-se abatido sobre Judá. O povo erroneamente atribuiu seus infortúnios ao fato de não mais adorarem a Rainha dos Céus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O povo não compreendia que a idolatria era a causa de seu infortúnio. Bíblia de Estudo Andrews.
19 As mulheres tomam aqui a palavra. Bíblia de Jerusalém.
libações (ARA; NVI: “derramar ofertas de bebidas”).
Sem nossos maridos. Vd Nm 30.6. Somente coma aprovação do marido é que a mulher estava na obrigação de cumprir um voto feito. Tal expressão significa que as mulheres gozavam da aprovação de seus maridos ao fazerem voto e adorarem a deusa da fertilidade, a “Rainha dos Céus”. Bíblia Shedd.
Ver Nm 30.6-15. As mulheres, evidentemente, tinham tomado a liderança na adoração à Rainha dos Céus (7.18). Bíblia de Genebra.
21 Incenso, fumaça perfumada dos sacrifícios. O ensinamento é que os pecados dos idólatras foram se amontoando de tal modo durante o reinado de Manassés que a nação já era condenada antes de Josias destruir altares pagãos. Bíblia Shedd.
22 Desabitada. Uma ilustração da extrema desolação de Judá. CBASD, vol. 4, p. 547.
25 Vossas mãos. Eles cumpriram suas promessas com as próprias mãos que haviam dedicado à Rainha dos Céus, com usas bocas. Bíblia Shedd.
Cumpri-os, dito com ironia. Se resistirdes e não ouvirdes todas as Minhas advertências, isto vos confirmará em vossos caminhos pecaminosos. Bíblia Shedd.
à espada e à fome. Conforme predito quando fugiram para o Egito (ver 42.16, 17). Bíblia de Estudo Andrews.
28 tornarão … poucos em número. Um remanescente seria poupado e voltaria para Judá (ver v. 14). Bíblia de Estudo Andrews.
29 sinal. Derrota do faraó Hofra. eu vos castigarei neste lugar. É predita a invasão de Nabucodonosor ao Egito. Bíblia de Estudo Andrews.
sua morte é usada como sinal de que todas as profecias do Senhor contra os refugiados no Egito se cumpririam. Bíblia de Genebra.
30 Faraó-Hofra (Apries, 588-569 a.C, 37.5 [ou 589-570 a.C., cf. CBASD e Bíblia de Estudo NVI Vida] foi deposto por uma revolução militar liderada por Amasis (569-526 a.C.), um ex-oficial da corte, co-regente de Hofra por três anos, e fundados da XXVII dinastia (líbia). Amasis entregou Hofra nas mãos do povo para ser julgado, o qual morreu sufocado. Bíblia Shedd.
O faraó que havia ajudado Zedequias (ver 37:5). Bíblia de Estudo Andrews.
A tradição judaica diz que, devido ao fato de Jeremias condenar seu destino, os judeus no Egito apedrejaram o profeta até a morte, embora de acordo com outras tradições ele tenha sobrevivido até a invasão de Nabucodonosor ao Egito e sido levado para Babilônia ou de volta a Judá, onde teve morte natural. CBASD, vol. 4, p. 547.
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JEREMIAS 44 – Jeremias oferece-nos um rico panorama sobre a dedicada dinâmica entre a voz de Deus e a resistência humana.
É crucial, atualmente, compreendermos a distinção entre as diversas formas de comunicação que envolvem a mensagem divina. Os mensageiros, orientados pelo Espírito Santo, devem ser hábeis em discernir entre exortar, repreender, censurar, admoestar e criticar. Não é por acaso que no livro Parábolas de Jesus, Ellen White adverte sobre os perigos da crítica, alertando-nos ao fato de a crítica não ser uma ferramenta divina:
“Muitos que professam ajuntar com Cristo, estão espalhando. Este é o motivo de a igreja ser tão fraca. Muitos tomam a liberdade de criticar e acusar. Expressando suspeita, inveja e descontentamento, entregam-se a Satanás como instrumentos” (pág. 340).
Muitos, infelizmente, confundem a força do Espírito com o peso da crítica, esquecendo-se de que o verdadeiro poder transformador vem de uma fonte celestial, não terrena. A mensagem proferida deve vir do Senhor (Jeremias 44:1-3), e motivada pelo amor (Jeremias 44:4-5); deve-se expor os sentimentos de Deus pautando-se em Sua revelação, não na própria opinião (Jeremias 44:6-10), e apresentar o resultado da desobediência em nome do Senhor (Jeremias 44:11-14).
Jeremias estava entre os indiferentes a Deus, ele não os abandonou. Acompanhou-os até o Egito, não os ignorou. Embora mais direto e apelativo, seu segundo sermão tem os mesmos elementos do primeiro (Jeremias 44:15-30). Evidentemente, Jeremias, o profeta fiel não se inclinou à tentação da crítica. Ele não atacou com palavras ácidas, mas construiu com a verdade divina revelada. Seus sermões foram uma mescla cuidadosa de exortação, repreensão e admoestação, todos mergulhados na profundidade do amor divino. Numa sociedade sedenta por julgamento, Jeremias mostra ser mais importante uma mensagem de restauração, destacando o caminho da retidão e da graça.
No entanto, o relato apresenta uma triste realidade: A resistência humana à voz e amor divinos. Mergulhados em suas próprias convicções e práticas, os filhos de Deus encontraram justificativas para as próprias ações. A idolatria os cegou para a verdade, obscurecendo sua percepção diante da voz profética.
Assim como o povo de Jerusalém, muitos de nós sucumbem à sedução das práticas que se opõem a Deus; no entanto, a voz divina continua a ecoar através dos séculos, chamando-nos ao arrependimento e à obediência. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.