Reavivados por Sua Palavra


EZEQUIEL 7 – COMENTÁRIO PR. HEBER TOTH ARMÍ
1 de abril de 2024, 0:40
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EZEQUIEL 7 – “Chegou o fim” é a nota tônica deste capítulo. Essa expressão é uma referência ao julgamento iminente que Deus prometeu enviar sobre Israel devido a sua infidelidade, perversidade e iniquidade.

Esse “fim” refere-se ao fim da tolerância divina diante da contínua rebelião do povo judeu contra Deus. Ezequiel, então, profetizou a destruição de Jerusalém, do templo e do povo, resultando em exílio e sofrimento.

É importante notar que as Escrituras, por mais antigas que sejam, têm aplicações atemporais para as pessoas de todos os tempos e lugares. Embora o contexto específico do profeta Ezequiel seja Israel e sua situação naquela época, as lições sobre a seriedade do pecado, a necessidade de arrependimento e a inevitabilidade do julgamento divino são universais.

O dia de juízo de Jerusalém prenunciava o vindouro e grandioso Dia do Senhor, quando se derramará a ira antes da redenção dos fiéis (Salmo 2:5; Apocalipse 6:1-19:21; Joel 1:15; Amós 5:18-20; Isaías 2:11-17).

Explorando esse capítulo, o Comentário Bíblico Adventista faz uma importante reflexão: “Certos psicólogos afirmam que o ser humano não é responsável por seus atos. Alegam que ele é vítima de desordens glandulares ou de um sistema nervoso instável, ou ainda de ambiente inadequado. A religião bíblica afirma e demonstra que o poder do evangelho é maior do que todas as tendências para o mal, sejam herdadas ou cultivadas”.

• Ezequiel 7 apresenta uma mensagem poderosa sobre o fim do tempo de graça, oportunidade de salvação concedida por Deus à humanidade.

“Chegou o fim” é uma advertência solene sobre a conclusão da tolerância divina diante do pecado persistente, mesmo enviando as poderosas mensagens do evangelho. Assim como Jerusalém enfrentou o juízo por sua rebeldia, o mundo enfrentará um dia o fim do tempo de graça.

Hoje, vivemos num mundo onde o pecado e a injustiça, a corrupção religiosa e hipocrisia, abundam. A desobediência a Deus e a rejeição ao Seu evangelho imperam em todos os lugares.

• A mensagem de Ezequiel 7 ressoa como um eco, lembrando-nos da seriedade do pecado e da inevitabilidade do julgamento divino.

O fim do tempo de graça é uma realidade iminente que não pode ser ignorada (Ezequiel 7:23-27). É um chamado para a ação, para o arrependimento e a busca da salvação em Cristo. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí



O QUE A PÁSCOA É PARA VOCÊ?
31 de março de 2024, 9:31
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Deixe aqui, num comentário, o que a Páscoa é para você.

Iremos liberando os comentários ao longo do dia.

Que a morte e ressurreição de Jesus signifiquem nova vida – vida eterna para todos…

Então, Feliz Páscoa! Aceitem todos a vida!



EZEQUIEL 6 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
31 de março de 2024, 1:00
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Texto bíblico: EZEQUIEL 6 – Primeiro leia a Bíblia

EZEQUIEL 6 – BLOG MUNDIAL

EZEQUIEL 6 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



EZEQUIEL 6 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
31 de março de 2024, 0:50
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2315 (1764 + 553) palavras

Este capítulo é o início de uma mensagem de duas partes. … A mensagem do capítulo 6 é que a idolatria de Judá certamente atrairá o julgamento de Deus. A mensagem do capítulo 7 descreve a natureza deste julgamento – total destruição da nação. Apesar disso, Deus em Sua misericórdia, salvará um remanescente. Life Application Study Bible Kingsway.

2 Para os montes. Uma figura poética que representa os habitantes dos montes (ver Ez 36:1; Mq 6:2. Em contraste com as amplas planícies onde estava Ezequiel, a Judeia era uma terra montanhosa. Além disso, os montes eram centros do culto idólatra (ver Dt 12:2; 2Rs 17:10, 11; Jr 2:20; 3:6, 23; Os 4:13). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 650.

A Babilônia uma planície, e os cativos teriam saudades dos montes e dos vales. Mas o profeta tem de fazer o povo lembrar-se que foram justamente os lugares mais atraentes das montanhas e das florestas que foram escolhidos para os ritos pagãos, ritos que eram uma ofensa contra Deus e a causa imediata do cativeiro. O povo abusara dos dons de Deus (Os 2.8-13). Bíblia Shedd.

3 Aos ribeiros. Os ribeiros e vales são destacados, possivelmente porque eram o cenário de atos idólatras abomináveis, como o sacrifício de crianças a Moloque no vale de Hinom (ver Is 57:5; Jr 7:31). CBASD, vol. 4, p. 650.

Altos. Do heb. bamoth. Estes eram santuários ao ar livre onde o povo oferecia sacrifícios a Yahweh (ver com. [CBASD] de 1Rs 3:2). Contudo, pelo fato de os cananeus terem usado os bamoth como centros de idolatria, a adoração nesses lugares tinham a tendência de degradar a religião de Yahweh. Depois do estabelecimento do templo em Jerusalém, a cidade se tornou o centro legítimo de adoração a Yahweh. À medida que a idolatria se espalhava, esses altos se tornaram centros dos mais degradantes ritos pagãos. Os piedosos reis Ezequias e Josias procuraram derrubá-los (2Cr 31:1; 34:3, 4), mas sucessores idólatras os restauraram. CBASD, vol. 4, p. 650, 651.

Os cananeus normalmente adoravam suas divindades nos cimos das colinas. Deus tinha ordenado aos israelitas que erradicassem os lugares altos quando entrassem na Terra Prometida (Nm 33.52; Dt 12.1-3; 33.29). Entretanto, os lugares altos continuaram a florescer por muito tempo depois que o templo foi construído (16.16; Jr 7.31; 19.5; 32.35; 48.35). O povo de Israel adorava os deuses cananeus ali. eles transformavam os santuários pagãos para usá-los em uma combinação [sincretismo] de práticas cananéias e israelitas. A existência contínua dos lugares altos serviu de ofensa específica para o escritos dos Livros dos Reis (1Rs 11.7; 12.31-32; 13.2, 32; 14.23; 2Rs 12.3; 14.4; 15.4,35; 17.29; 23.5,8,13,15,19-20). Bíblia de Genebra.

NVI: “altares idólatras”. Santuários ao ar livre, de origem cananéia, condenados do começo ao fim do AT. Bíblia de Estudo NVI Vida.

4 Vossos altares de incenso. Do heb. chammanim, que provém da raiz chamam, “ser quente”. … Sabe-se hoje que os chammanim eram altares de incenso (ver com. de 2Cr 14:5). Faziam parte dos aparatos usados no complicado sistema de adoração de ídolos que é aqui condenado à completa destruição. O versículo remete a Levítico 26:30, em que Moisés pronuncia os mesmos juízos contra os judeus devido a seus maus atos. CBASD, vol. 4, p. 651.

De barro queimado, com uns 60 cm de altura, em geral com retratos de animais e de ídolos dos deuses cananeus. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Ídolos. A palavra empregada pelo profeta Ezequiel quer dizer “pedaços de refugo”ou “blocos inúteis”. Bíblia Shedd.

Arrojarei os vossos mortos à espada, diante dos vossos ídolos. Ironicamente, esses ídolos não mais seriam adorados pelos vivos, mas corpos inertes de adoradores mortos estariam diante deles (v. 5). CBASD, vol. 4, p. 651.

7 Para que saibais que Eu sou o SENHOR. As obras de Yahweh obrigarão os homens, queiram ou não, a reconhecerem a sua onipotência (cf. Is 42,8+). Bíblia de Jerusalém.

Em vez de reconhecerem a Deus e darem ouvidos às revelações divinas, eles “zombavam dos mensageiros, desprezavam as palavras de Deus e mofavam dos profetas, até que subiu a ira do SENHOR contra o Seu povo, e não houve remédio algum”(2Cr 36:16). Recusaram-se a reconhecer a genuinidade da mensagem divina até serem rudemente pelo castigo anunciado por esses profetas desprezados. O cumprimento da profecia constituiu o selo divino que atestava a legitimidade do profeta e de sua obra. Em sua idolatria, os israelitas compararam Yahweh com os deuses dos pagãos e O consideraram como uma das muitas divindades que deviam ser adoradas. A escolha dos deuses se baseava em qual, na opinião deles, lhes traria mais prosperidade (ver 2Cr 28:23). Ao combater essa filosofia desmoralizadora, os profetas apresentaram duas principais linhas de evidência para provar a superioridade do verdadeiro Deus sobre os deuses apenas de nome: primeiro, o poder criador de Yahweh; e, depois, Sua capacidade para predizer o futuro (Is 45; Jr 10). Essa última evidência é aqui apresentada como a que eventualmente arrancaria dos lábios dos israelitas a confissão de que Yahweh é, afinal, o Deus único e verdadeiro. … A profecia e seu cumprimento são apresentados em outras passagens como razão para se crer: “Disse-vos agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós creiais”(Jo 14:29). Esta constitui, talvez, a mais poderosa evidência de que as Escrituras são de origem divina e de que Deus é o que declara ser. A profecia é o argumento contra os quais os céticos ainda não encontraram uma refutação lógica. Hoje há uma abundância de evidências proféticas. os que se recusam a reconhecer a validade dela as, e, dessa forma, os reclamos de Deus que as proferiu, serão finalmente forçados, como o Israel do passado, a reconhecer a soberania do Deus vivo e verdadeiro. … O cativeiro foi um processo educativo. Por meio da dura adversidade, o povo de Deus devia aprender o que não aprendeu em tempos de prosperidade (ver p. 18, DTN, p. 28). CBASD, vol. 4, p. 651, 652.

8-10 Um raio de luz aparece nesta obscura profecia – Deus pouparia um remanescente do povo, mas somente após eles tivessem aprendido algumas lições difíceis. Deus algumas vezes tem que quebrantar uma pessoa para trazê-la ao arrependimento. O povo precisava de novas atitudes, mas eles não mudariam até que Deus quebrantasse os seus corações com humilhação, dor, sofrimento e derrota. O teu coração anseia por Deus o suficiente para mudar algumas áreas que Lhe desgostam? Ou terá Deus que quebrantar seu coração? Life Application Study Bible Kingsway.

8 Um resto. Alguns seriam comovidos pelas duras condições e reconheceriam ter procedido impiamente, e, em certa medida, se voltariam para seu Deus. Através desse remanescente, Deus procuraria cumprir as promessas. A ideia de um remanescente se baseia no fato de que a salvação é assunto individual, isto é, de escolha pessoal. … Não é desejo de Deus que apenas alguns se salvem. Ele não quer que ninguém pereça (2Pe 3:9). Mas, por seu livre-arbítrio, o ser humano precisa escolher a salvação e, por meio do auxílio divino oferecido, estar à altura do padrão. CBASD, vol. 4, p. 652.

9 Se lembrarão de mim os que de vós escaparem. Onde Deus planeja que haja graça para o arrependimento, Ele dá condições para que aconteça. A ocasião para o povo se arrepender é uma mistura de juízo e misericórdia. Eles eram cativo sendo levados, mas escaparam da espada na terra do seu cativeiro. O arrependimento verdadeiro será aceito pelo Senhor, embora [mesmo que] sejam nossos problemas que nos levem a essa decisão. “Aflições santificadas”muitas vezes mostram ser o caminho para a conversão. Bíblia de Estudo Matthew Henry.

Pois me quebrantei. Exprime a tristeza de Deus ao ser abandonado por sua esposa adúltera, Israel. Bíblia de Estudo Andrews.

Algumas versões dizem: “Eu quebrantei”, isto é, Deus quebrantou o coração deles para levá-los ao arrependimento. CBASD, vol. 4, p. 652.

Olhos. Mencionados aqui, provavelmente, como o meio pelo qual o coração deles foi seduzido para o mal. CBASD, vol. 4, p. 652.

Terão nojo de si mesmos. A abominação própria é um dos sinais de tristeza segundo Deus que, tendo permissão para agir de maneira completa, leva ao arrependimento (2Co 7:10). Se assim não for, a abominação própria representa apenas remorso pelas consequências do erro. Foi esse remorso que a maioria dos israelitas alimentou. Contudo, alguns na verdade experimentaram a tristeza segundo Deus. Como Jó, exclamaram: “Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza”(Jó 42:6). A verdadeira tristeza se produz da seguinte forma: Deus detém uma pessoa que seguia em sua conduta obstinada e lhe ordena que se examine diante do espelho da perfeita lei divina. À luz dessa lei, que é a glória do imaculado Jesus, a alma descobre que está corroída pelo pecado. A exaltação própria se desvanece, e tem início a abominação própria. Quando, nessa condição, o pecador se lança impotente sobre Jesus e confia impotente sobre Jesus e confia inteiramente em Seus méritos divinos, seu arrependimento é aceito. CBASD, vol. 4, p. 652.

Muitas vezes o castigo divino sobre os ímpios pode parecer severo demais, mas quem honestamente encara a profundidade do pecado humano verifica que a sobrevivência de um resto é sinal da grande misericórdia divina, chegando à plenitude do arrependimento, que inclui o ódio ao pecado e o amor a Deus, o desgosto de nós mesmos por causa de nossa maldade, e a plena fé em Deus por causa da Sua graça. Bíblia Shedd.

11 Bate as palmas, bate com o pé. Deus ordena a Ezequiel que, através de dois gestos exteriores, exprima um misto de emoções: assombro, espanto, indignação, desprazer, dor, tristeza e piedade, primeiramente pelo pecado que contemplou e, depois, pelos males que está predizendo (ver Ez 22:13; cf. Nm 24:10; Jó 27:23). CBASD, vol. 4, p. 652.

Trata-se de um gesto que indica alegria/celebração pelo infortúnio,ou a raiva de outra pessoa. Neste caso, provavelmente expressa a ira de Deus (ver 21:14, 17; 22:13). Bíblia de Estudo Andrews

Ordem dirigida a Ezequiel, exigindo seu envolvimento na tragédia – embora os inimigos de Israel fossem condenados por assim fazer (v. 25.6). Bíblia de Estudo NVI Vida.

12 Os profetas frequentemente usaram esta descrição de três faces para o julgamento de Jerusalém – espada, fome e peste – como um modo de mostrar que a destruição seria completa. Life Application Study Bible Kingsway.

O que estiver longe. Não haveria escape desses juízos. Todos, onde quer que estivessem, seriam alcançados. CBASD, vol. 4, p. 652.

13 Todo outeiro alto. Esta é uma caracterização mais completa das localidades em que o povo havia erigido santuários idólatras (ver v. 6). O topo das colinas era o lugar favorito para o erguimento desses santuários. CBASD, vol. 4, p. 652.

14 Desde o deserto até Ribla. Ribla fica cerca de 80 km ao sul de Hamate [no norte do Líbano]. A cidade foi usada por reis egípcios e babilônios como base para operações militares na Síria (2Rs 23:33; 25:5, 6). A expressão “desde o deserto até Ribla” seria análoga a “desde Dã até Berseba”. Assim, toda a região desde o deserto, ao sul [de Israel], até Ribla, ao norte, se tornaria um deserto. CBASD, vol. 4, p. 652.

Ribla. Onde o rei Zedequias sofreu o castigo por se ter rebelado contra o rei da Babilônia (2 Rs 24.18-25.7). Bíblia Shedd.

 

 

A frase “Então eles saberão que Eu sou o SENHOR” … ocorre 65 vezes no livro de Ezequiel. O propósito da punição de Deus não era a vingança, mas imprimir no povo que o Senhor é o único e verdadeiro Deus. As pessoas no tempo de Ezequiel adoravam ídolos e os chamavam de deuses. Hoje, dinheiro, sexo e poder se tornaram deuses para muitos. … Lembre-se que Deus pode utilizar as dificuldades em sua vida para ensinar você que somente Ele é Deus. Life Application Study Bible Kingsway.

“Aqueles que vivem em locais onde ídolos de ouro, pedra e madeira não são comuns não se sentem muito afetados por passagens bíblicas que falam sobre a idolatria de Israel. Mas, independentemente da nossa cultura, todos estamos familiarizados com a idolatria de um tipo ou outro.

Nossos ídolos não são encontrados mais em torno de postes ídolos sagrados ou em lugares altos. Nossos ídolos, hoje, giram em torno de dinheiro, relacionamentos, entretenimento ou o nosso próprio conforto pessoal.

Podemos dar mais valor ao que as pessoas pensam de nós do que o que Deus pensa de nós. O nosso valor pessoal pode vir de nosso sucesso no local de trabalho ou do desempenho dos nossos filhos, em vez do resgate pago por Cristo em nosso lugar.

Podemos buscar conforto em alimentos, medicamentos, programas de televisão ou em um smartphone ou tablet, em vez de ao pé da cruz.

Enquanto nossas vidas aparentemente vão bem, como um motor bem regulado, estamos contentes. Mas quando as coisas começam a ir mal, nos voltamos para nossos ídolos para nos sentirmos melhor. Se formos realmente honestos conosco mesmos, não há muita diferença entre o Israel daquela época e nós, hoje.

Assim, quando lemos sobre o juízo de Deus contra Israel por um pecado similar ao que frequentemente cometemos, podemos facilmente nos desanimar ou ficar com medo. Deus é fiel à Sua promessa de disciplinar e julgar aqueles que se afastam Dele e adoram ídolos. Esta é uma maneira de Deus nos alertar, porque não quer que venhamos a nos perder.

Este lembretes de Deus em Ezequiel podem nos encher de culpa e vergonha, mas a questão mais importante é: O que nós, você e eu, faremos com a nossa culpa e vergonha? Você pode resistir a Deus e continuar em seu pecado ou você pode se arrepender e se afastar de seus pecados e ser impelido pelo Espírito Santo de volta à reconciliação com Deus.

Deus diz a Israel: “Mas pouparei alguns; alguns de vocês escaparão da espada quando forem espalhados entre as terras e nações. Ali, nas nações para onde vocês tiverem sido levados cativos, aqueles que escaparem se lembrarão de mim” (Ezequiel 6:8-9).

Assim como Deus é fiel para trazer disciplina e julgamento, Ele é fiel também para estabelecer um povo convertido, um remanescente restaurado. Este remanescente é composto de pessoas que estão conscientes do seu pecado, mas em vez de evitar a sua culpa, em vez de se esconder de Deus, ou buscar a paz através de outros meios, buscam a Jesus, a Água da Vida. Você vai buscá-lo hoje?

Deus é fiel. Sim, Ele é fiel para trazer um fim a toda a maldade, e Ele é fiel para trazer libertação real a Seu remanescente. Isso é uma ótima notícia! Amém.”

Pr. Eric Bates
EUA, publicado em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/07/03/



EZEQUIEL 6 – Comentário Pr. Heber Toth Armí
31 de março de 2024, 0:40
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EZEQUIEL 6 – Fica evidente, nesse texto, a natureza justa e ao mesmo tempo misericordiosa de Deus. Ele é intolerante ao pecado, mas faz de tudo para restaurar o pecador.

Ezequiel viveu durante o exílio do povo judeu na Babilônia. Ele profetizou sobre o julgamento divino contra o povo “santo” por causa de sua infidelidade, pecado e idolatria. Em Ezequiel 6:1-14, o juízo é pronunciado sobre as montanhas de Israel devido à adoração idolátrica praticado nelas, as quais sofrerão punição severa e devastação por meio de invasões estrangeiras.

• A natureza geme por causa do pecado da humanidade (Romanos 8:20-22).

Em Ezequiel 6:11 Deus ordena aplaudir ironicamente; esse gesto, que celebra a alegria, será utilizado de forma sarcástica. Deus está instruindo as nações estrangeiras a se regozijarem na destruição que Ele trará sobre o povo de Israel como resultado de seu pecado.

De certa forma, o bater palmas será uma celebração pela justiça divina. No Salmo 47:1 consta o seguinte imperativo: “Batam palmas, vocês, todos os povos; aclamem a Deus com cantos de alegria. Pois o Senhor Altíssimo é temível, é o grande Rei sobre toda a Terra!”

Além disso, a ordem de bater palmas e bater com o pé pode ser entendida em conexão com outros textos bíblicos que tratam do julgamento divino e a reação das nações. Por exemplo, em Isaías 55:12, há uma imagem de montanhas e árvores batendo palmas em alegria diante da restauração de Israel. O bater palmas a Deus, é tão importante para os seres humanos que, até mesmo a natureza inanimada – como rios e montanhas – o fazem diante de Seu juízo (Salmo 98:8-9). Em Ezequiel, as montanhas são personificadas como testemunhas silenciosas da destruição iminente, mas alguém deve aplaudir pelo julgamento divino.

• Tudo isso visa revelar a seriedade do pecado (Ezequiel 6:9) e o reconhecimento de quem é Deus (Ezequiel 6:14). Ele julga o pecado visando restaurar ao pecador.
• A devastação na natureza é um sinal visível de quão terrível é o pecado, e quão temível deveria sê-lo para nós.

Reconhecendo que Deus é tanto Juiz como Redentor, somos encorajados a buscar pelo arrependimento que gera transformação, e então buscar justiça e retidão em nossas ações.

Deus pode usar o sofrimento como processo de purificação e crescimento espiritual. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí



EZEQUIEL 5 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
30 de março de 2024, 1:00
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Texto bíblico: EZEQUIEL 5 – Primeiro leia a Bíblia

EZEQUIEL 5 – BLOG MUNDIAL

EZEQUIEL 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



EZEQUIEL 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
30 de março de 2024, 0:50
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1486 palavras

Os textos bíblicos escritos antes de Ezequiel revelam não somente séculos de promessas de bênçãos pela obediência, mas também de advertências de disciplina e castigos que se seguiriam à rebelião. Então, as pessoas não foram pegas de surpresa nem eram ignorantes do mal que haviam feito.

O passado de Israel também revela que durante séculos homens e mulheres de Deus lembraram a nação do amor de Deus e apaixonadamente apelaram ao povo para retornar à piedade. E, mais importante, revela que quando o Seu povo se arrependeu no passado, Deus os recebeu de volta. O capítulo cinco de Ezequiel não apresenta um Deus arbitrário, mas um Deus justo, que cumpre Suas promessas.

Assim como não podemos ler capítulos como este isolados do passado, não podemos lê-los isolados do futuro também. Na leitura de hoje, vemos que mesmo que tenhamos a tendência de minimizar o pecado, Deus o leva a sério, especialmente o pecado daqueles que tem maior conhecimento. Na leitura de amanhã, veremos que quando Deus traz julgamento, Ele também fornece graça. Amém.

Pr. Eric Bates
EUA, publicado em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/07/02/

1 Navalha de barbeiro. A ideia é que o profeta devia tomar uma espada, por causa de seu simbolismo, e usá-la como uma navalha. A figura da navalha é empregada como símbolo da devastação operada por um exército invasor (Is 7:20). Note-se que Ezequiel 5 continua, sem interrupção, a narrativa profética iniciada em 4:1. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 647.

Pela tua cabeça. Ezequiel é instruído a realizar um ato proibido como representação simbólica. Era ilícito a um sacerdote rapar a cabeça ou a barba (Lv 21:5). Desta vez, Ezequiel não faz nenhum protesto (ver Ez 4:14). Ele sabe quando é justificável solicitar modificação ou reversão da ordem divina e quando deve prestar obediência. CBASD, vol. 4, p. 647.

Balança. Possivelmente, uma representação da justiça e do cuidado com que Deus trata cada pessoa. Todos serão pesados e receberão a recompensa de maneira tão cuidadosa que, quando o julgamento de Deus for revelado, no fim dos séculos, nenhuma voz de discordância se ouvirá em toda a vasta criação. Do menos ao maior, todos serão levados a confessar: “Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das nações!”(Ap 15:3; ver GC, 669). CBASD, vol. 4, p. 647.

2 No meio da cidade. Isto é, no meio do quadro que Ezequiel havia apresentado (Ez 4:1). A terça parte queimada simbolizava os que estavam na cidade [de Jerusalém] e que pereceriam de peste e fome (Ez 5:12). A terça parte ferida com uma espada “ao redor da cidade” representava os que cairiam pela espada nas tentativas de escapar, como os filhos de Zedequias e o resto da comitiva do rei (Jr 52:10). A terça parte espalhada significava o pequeno grupo que, escapando da destruição, seria espalhado entre os pagãos [como os que fugiram para o Egito, levando consigo a Jeremias]. Porém, mesmo ali, a espada os seguiria (ver Ez 5:12). CBASD, vol. 4, p. 647.

3 Nas abas da tua veste. Isto simboliza a proteção limitada que o remanescente que ficasse na terra receberia sob o comando de Gedalias (ver 2Rs 25:22; Jr 40:5, 6). CBASD, vol. 4, p. 647.

4 No meio do fogo. Muitos dos remanescentes [de Judá] deixados deviam perecer pela violência, o que se cumpriu tragicamente na conspiração de Ismael contra Gedalias e nas calamidades provocadas por ela (Jr 40; 41). Por causa disso, muitos desceram para o Egito, onde foram consumidos, segundo a profecia de Jeremias (Jr 42:13-17). Os que permaneceram na terra sofreram outra deportação por ordem de Nebuzaradã (Jr 52:30), de forma que o resultado final foi o total esvaziamento do território da nação. CBASD, vol. 4, p. 647, 648.

Os poucos fios de cabelo que Ezequiel colocou em sua vestimenta simbolizavam o pequeno remanescente de um povo fiel que Deus preservaria. Mas mesmo alguns desse remanescente seriam julgados e destruídos porque sua fé não era genuína. Onde você se posicionará no julgamento vindouro? Mateus 7:22, 23 avisa que muitos que acreditam estar seguros, não estão. Certifique-se de que seu compromisso é vital e sincero. Life Application Study Bible Kingsway.

5 No meio das nações. Aqui é apresentada a estratégica posição de Jerusalém, situada bem no meio dos países do antigo Oriente Médio, na encruzilhada das principais estradas da Antiguidade. Sua localização singular constituía uma das grande oportunidades para Israel. Ao sul, ficava o Egito; a nordeste, a Assíria e a Babilônia; e ao norte, os siros. Na costa, ficavam os filisteus, e um pouco mais distante, na direção leste, os fenícios. Mais próximos, a leste, estavam os moabitas e amonitas, e ao sul, os edomitas. Deus colocou Seu povo “no meio das nações”e planejou que se tornasse numa grande força evangelizadora pela qual o conhecimento de Deus verdadeiro devia se espalhar pelo mundo todo. Era Seu desejo que a nação de Israel fosse uma clara demonstração da superioridade da verdadeira religião sobre todos os falsos sistemas de culto. A experiência e a prosperidade de Israel deviam se tornar tão atrativas que todas as nações passariam a buscar o Deus dos israelitas (ver p. 13-17 [CBASD, vol. 4]. A lição se aplica aos cristãos. de forma individualizada, Deus os colocou como luz para os vizinhos. Ele espera da parte deles uma demonstração da superioridade do cristianismo diante do mundo. Deseja que seja uma religião tão atrativa que outros também a busquem. CBASD, vol. 4, p. 648.

6 Porém, se rebelou contra os meus juízos. A rebelião é um ato deliberado, premeditado e planejado. CBASD, vol. 4, p. 648.

Mais do que as nações. Isto deve ser entendido no sentido de que os israelitas tinham mais pecado porque possuíam mais luz. Deus julga as pessoas com base na luz e nas oportunidades recebidas ou nas que poderiam ter, caso as tivessem buscado. os que constituem a igreja de Deus têm concentrada sobre si a luz acumulada de todos os séculos. Deus espera deles um padrão mais elevado do que das pessoas de qualquer época anterior. Se forem desobedientes e resistirem à luz, como fez Israel, sua culpa será proporcionalmente maior.

7 Mais rebeldes. O povo de Deus chegou a sobrepujar os pagãos no paganismo. Quem conhece a palavra de Deus e recusa-se a obedecer-lhe sofre uma queda maior que a dos ignorantes.Bíblia de Genebra.

Nem procedido (ARA). NTLH: “Vocês têm seguido os costumes de outras nações”.

9 O que nunca fiz. O que parece claro é que Israel tivera mais oportunidades e privilégios do que os concedidos a outras nações. Consequentemente, a punição de seu pecado seria proporcionalmente mais severa e evidente do que a que Deus havia infligido ou iria infligir a qualquer outra nação. CBASD, vol. 4, p. 648.

10 Devorarão a seus filhos. Moisés e, mais tarde, Jeremias predisseram este terrível juízo (Lv 26:29; Dt 28:53; Jr 19:9). A predição se cumpriu no cerco dos siros a Samaria (2Rs 6:28, 29), no cerco dos caldeus a Jerusalém (Lm 4:10) e no cerco final da parte dos romanos (Josefo, Guerras, vi.3.4). CBASD, vol. 4, p. 648, 649.

11 Profanaste o Meu santuário. A profanação é mais plenamente descrita em Ezequiel 8. CBASD, vol. 4, p. 649.

Foi um pecado grave profanar o templo, o santuário de Deus, adorando ídolos e praticando o mal dentro de suas paredes. No Novo Testamento, aprendemos que Deus agora faz sua morada dentro daqueles que são seus. Nossos corpos são o templo de Deus (veja 1 Coríntios 6:19). Nós profanamos o templo de Deus hoje permitindo que fofocas, amargura, amor ao dinheiro, mentiras ou quaisquer outras ações ou atitudes erradas façam parte de nossas vidas. Ao pedir a ajuda do Espírito Santo, podemos evitar contaminar seu templo, nossos corpos. Life Application Study Bible Kingsway.

12 Uma terça parte de ti. Começa aqui uma explicação das ações simbólicas mencionadas na primeira parte do capítulo. O fogo (v. 2) significa fome e peste. CBASD, vol. 4, p. 649.

13 E Me consolarei. Do heb. nacham. Geralmente entende-se o significado original como sendo o de “puxar o ar de maneira forçada”, “suspirar”, “arfar”, “gemer”. … É difícil conceber que Deus obtivesse consolo da execução de juízos tão terríveis. Ele próprio declara posteriormente: “Tão certo como Eu vivo, diz o SENHOR Deus, não tenho prazer na morte do perverso” (Ez 33:11). Isaías fala do ato da destruição como uma “obra estranha”(Is 28:21). … parece mais natural pensar no significado de nacham como um suspiro de dor ou alívio por terminar uma punição necessária, ou de ser isso o resultado de um plano que deveria ter sido tão diferente. CBASD, vol. 4, p. 649.

15 Escarmento. Isto é, “lição”, ou “advertência”. Jerusalém devia ter sido a grande lição objetiva na educação que Deus estava tentando dar à humanidade (ver p. 14-17 [vol. 4 CBASD]). Sua posição estratégica a fez notória a muitas nações. Nessa situação, a calamidade, com o resultante reflexo negativo sobre a verdadeira natureza de sua religião, também ficaria amplamente conhecida. CBASD, vol. 4, p. 649.

16 Fome. Os v. 16 e 17 recapitulam as tristezas de Jerusalém. Os juízos de Deus são, em outras passagens, representados como flechas (Dt 32:23; Sl 7:13; 64:7). A presença de feras foi um juízo anunciado contra os judeus, juntamente com outras forças devastadoras (Lv 26:22; Dt 32:24). Animais selvagens, como leões e ursos, se multiplicavam quando a terra estava desabitada (ver 2Rs 17:25). “Sangue”, sem dúvida, se refere a morte violenta. CBASD, vol. 4, p. 649.



EZEQUIEL 5 – Comentário Pr. Heber Toth Armí
30 de março de 2024, 0:40
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EZEQUIEL 5 – Ezequiel recebe instruções de Deus para realizar mais um ato simbólico, agora envolvendo espada, balança, cabelos e fogo. “É a sexta encenação, simbolizando a espada que recairia sobre Jerusalém (Is 7:20)” (Bíblia Andrews).

O profeta deveria cortar o cabelo e a barba com espada como se fosse navalha; e, então pesá-los em três partes para dividi-los. Se a espada significa punição, a balança aponta para a investigação divina como parte do juízo sobre Seu povo (Ezequiel 5:1-4).

• Um terço do cabelo deveria ser queimado dentro da cidade: Juízo sobre os habitantes de Jerusalém.
• Outro terço é cortado ao redor da cidade: Símbolo do cerco e destruição aos idólatras, transgressores dos mandamentos divinos.
• O terceiro terço de cabelo deveria ser espalhado ao vento: Apontava para a dispersão e exílio do povo.

Desse último terço…

1. Um punhado de cabelo deveria ser escondido nas dobras da roupa do profeta, revelando a preservação de um remanescente do povo de Deus, indicando a misericórdia e a promessa de restauração ministrada por Deus através do Seu juízo.
2. Ainda uma mecha de cabelo deveria ser lançada ao fogo e o fogo se espalharia a toda a casa de Israel – fogo é instrumento de punição (julgamento) e purificação (restauração).
O trecho de Ezequiel 5:5-6:14, conforme a Bíblia Andrews apresenta, é a explicação da profecia encenada na forma de um processo judicial da aliança (ex., Deuteronômio 32; Miquéias 6):

• Preâmbulo apresentando o soberano/juiz (“o Soberano, o Senhor”, versículo 5).
• Prólogo histórico, resumindo as bênçãos passadas do governante à nação súdita (“que pus no meio dos povos”, versículo 5).
• Acusações à nação infiel (“ela se revoltou…”, versículos 6-7).
• Veredito de culpa (“Por isso… lhe infligirei castigo…”, versículos 8-9).
• Sentença de recebimento das maldições por deslealdade à aliança (preditas em Deuteronômios 28 e Levítico 26; “pais devorarão a seus filhos”, etc. versículos 10-17).
• As testemunhas (em Israel, os montes costumavam exercer esse papel; mas, neste caso, também são condenados, pois eram locais escolhidos para realizar cerimônias idolátricas de fertilidade, Ezequiel 6:1-14).

Aprendemos aqui que nossas ações têm consequências, Deus julga nossa desobediência (Eclesiastes 11:9); mas, as ações divinas visam nossa restauração.

Contudo, cada pessoa é responsável por suas escolhas e ações – nem todas serão restauradas. Portanto, reavivemo-nos intensamente visando nossa restauração! – Heber Toth Armí



EZEQUIEL 4 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
29 de março de 2024, 1:00
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Texto bíblico: EZEQUIEL 4 – Primeiro leia a Bíblia

EZEQUIEL 4 – BLOG MUNDIAL

EZEQUIEL 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



EZEQUIEL 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
29 de março de 2024, 0:50
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1518 palavras

Ezequiel atuou representando os vindouros cercos e queda de Jerusalém antes que estes acontecessem. Deus deu a Ezequiel específicas instruções sobre o que fazer e dizer. Cada detalhe tinha um significado específico. Muitas vezes nós ignoramos ou desconsideramos os menores detalhes da Palavra de Deus, pensando que Deus não se importa com isto. Como Ezequiel, devemos obedecer inteiramente à vontade de Deus, mesmo nos detalhes. Life Application Study Bible Kingsway.

1-3 O segundo ato simbólico retrata o cerco e a queda de Jerusalém. Bíblia de Estudo Andrews.

Os profetas de Israel usavam de auxílios audiovisuais, como tábuas de argila, como ilustrações das lições que queriam salientar; essas lições objetivas são geralmente chamadas de “ações simbólicas”. Bíblia de Genebra.

1 Tijolo. Do heb. levenah (Gn 11:3; Êx 1:14; etc.). Antigamente, os tijolos eram usados para inscrições, e já foram descobertos muitos exemplares que comprovam tal prática. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 643.

Depois de desenhar uma semelhança da cidade de Jerusalém numa tábua de barro úmido, do tipo em geral usado na Babilônia, Ezequiel devia colocar ao redor dela modelos em miniatura de obras do cerco para representar a cidade sendo atacada (v. 2). Devia, em seguida, colocar uma panela de ferro (talvez uma sertã [frigideira larga e de pouco fundo] de assar) entre si e a cidade simbolizada (v. 3) representando a força irresistível do cerco. Bíblia de Estudo NVI Vida.

3 assadeira de ferro. Era a chapa redonda de ferro sobre a qual o pão era cozido no forno. Visto que o profeta representava a Deus neste drama em miniatura, a assadeira de ferro,posta em pé, representava a muralha que havia entre Deus e Jerusalém. As orações dos habitantes da cidade não chegariam até ele, e Deus não interviria em favor deles. Bíblia de Genebra.

4 Casa de Israel. Expressão usada em seu sentido restrito, aplicando-se às dez tribos. CBASD, vol. 4, p. 644.

4-8 Deita-te também sobre o teu lado esquerdo … deitar-te-ás sobre o teu lado direito. Terceira e quarta encenações. O profeta carrega simbolicamente a iniquidade de seu povo, dia após dia. Ele somente consegue revelar a culpa, mas nada pode fazer para removê-la ou aliviar seus compatriotas dela. Para cada ano de iniquidade, Ezequiel precisava ficar deitado um dia por lado, em um total de 430 dias (390+40 = 430). … O período de 390 é um número enigmático para os eruditos, pois não se encaixa em nenhum outro período de tempo preciso conhecido. Bíblia de Estudo Andrews.

8 prenderei (nota textual: “colocarei cordas sobre ti”). Ficar deitado de lado enquanto estava amarrado (ver nota textual), provavelmente, signifique que Ezequiel ficava imóvel somente uma parte de cada dia. Por exemplo, ele ainda tinha que preparar suas refeições (vs. 8-13). Bíblia de Genebra.

5 Trezentos e noventa dias. Já foram apresentadas muitas interpretações deste período. … contudo, As especificações do período simbólico não são declaradas com precisão suficiente para que se use esse sincronismo como base para se estabelecer uma cronologia. CBASD, vol. 4, p. 644.

7 Quarenta dias. Se considerarmos o oitavo ano de Josias, 633/632 a.C. [início das reformas espirituais de Josias], como o início do período especial de culpa de Judá, dessa data até a primeira mensagem dada a Ezequiel, em 593/592 a.C. (ver com. de Ez 4:5) há exatamente 40 anos. CBASD, vol. 4, p. 644.

Cada dia por um ano. Literalmente, “um dia pelo ano, um dia pelo ano”. Esta declaração pode ser comparada com declaração semelhante, em Números 14:34: “Segundo o número de dias em que espiastes a terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, levareis sobre vós as vossas iniquidades quarenta anos.”Nessas declarações se encontram as primeiras sugestões da escala profética que, mais tarde, figuraria extensamente na interpretação das grandes profecias de tempo, como a de “um tempo, dois tempos e metade de um tempo” (Dn 7:25) e a das “duas mil e trezentas tardes e manhãs”(Dn 8:14). CBASD, vol. 4, p. 645.

Voltarás, pois, o rosto. Expressão que denota firmeza e estabilidade de propósito (ver Lv 17:10; 20:3, 5, 6; 26:17; Ez 15:7; 20:46). A firmeza de propósito devia ser “para o cerco de Jerusalém”. … Por meio de vários tipos e símbolos, bem como de claros pronunciamentos proféticos, Deus declarou aos remanescentes deixados em Judá que a única esperança de continuar seguros era renderem-se ao rei da babilônia. Eles tinham ido longe demais em sua iniquidade, para poder escapar do castigo a sobrevir a Jerusalém e a seus habitantes; precisavam levar sobre si a própria iniquidade, e o cativeiro seria seu destino. Isto estava em oposição direta às orgulhosas ambições dos militaristas. Apoiados nos falsos profetas, eles rejeitaram o apelo de Jeremias e continuaram com seus planos de resistência. O próprio Jeremias foi rotulado como espião e traidor. Os que estavam no cativeiro com Ezequiel partilhavam da mesma esperança. Em vez de pacientemente aceitar o plano de Deus de levar sobre si a sua iniquidade, e em vez de ir à raiz de todo o seu problema – um coração insubmisso -, eles esperavam em vão que a amada cidade subsistisse e que eles próprios logo voltassem ao país natal. CBASD, vol. 4, p. 645.

Descoberto. Uma figura que simboliza o estar pronto para a ação. CBASD, vol. 4, p. 645.

8 Eis que te prenderei com cordas. A restrição simbolizava o caráter inexorável dos eventos preditos. Nada que as pessoas pudessem fazer, não importando a diligência com que o fizessem, seria capaz de impedir a devastação de Jerusalém e o cativeiro dos que ali restavam. CBASD, vol. 4, p. 645.

9-17 A quinta encenação. O alimento que deveria ser cozido sobre excremento humano (mas depois trocado para esterco bovino, muito utilizado como combustível para assar alimentos) era um símbolo da impureza espiritual de Judá. Bíblia de Estudo Andrews.

Trigo … cevada … favas … lentilhas (ARA; NVI: “Pegue trigo e cavada, feijão e lentilha, painço e espelta”). A ordem em que os itens são mencionados indica, sem dúvida, a escassez de alimentos no rigor do cerco. Não haveria estoque suficiente de trigo e cevada para suportar o cerco, e seria necessário misturá-los com alimentos de qualidade inferior. … Embora sejam omitidos na ARA, mais dois cereais são mencionados em outras versões: … “painço”(NVI) … “espelta”(Triticum sativum; ver NVI). Um pão que contivesse espelta entre seus ingredientes teria um gosto bastante desagradável. CBASD, vol. 4, p. 645.

10 Por peso. O fato de ter de colher restinhos de cada tipo de grão para fazer uma refeição … enfatiza uma profecia física, visível e dinâmica dos rigores do cerco de Jerusalém, que, assim como as parábolas de Jesus, apelava diretamente para o entendimento de milhares de pessoas simples, mesmo se aqueles que se julgavam sábios segundo o mundo preferissem um discurso filosófico. Bíblia Shedd.

Vinte siclos. O equivalente a cerca de 200 g (ver vol. 1 [CBASD], p. 142), uma ração bastante escassa, suficiente apenas para manter a vida. CBASD, vol. 4, p. 646.

11 Água … a sexta parte de um him. … 666 ml. A mínima porção de alimento e água de que Ezequiel devia subsistir tem sido descrita como sendo muito para alguém morrer e pouco para alguém viver. CBASD, vol. 4, p. 646.

12 Cozê-lo-ás sobre esterco de homem.Isso serviria como combustível para aquecer seu forno. Esse pão imundo, depois de assado, deveria ser comido como se fossem bolos de cevada. Esse nauseante prato de culinária deveria ser feito publicamente à vista do povo, para que eles pudessem ser ainda mais atingidos pela calamidade que se aproximava. Bíblia de Estudo Matthew Henry.

No rigor do cerco não restaria madeira para ser usada como combustível, e, à medida que o cerco continuasse, até o esterco de animais acabaria. Assim, as pessoas seriam forçadas a usar como combustível o conteúdo seco das latrinas de Jerusalém. CBASD, vol. 4, p. 646.

… o esterco humano deveria ser coberto com terra, para que Deus não visse coisa impura no acampamento (Dt 23.13, 14). Bíblia de Estudo Matthew Henry.

13 Pão imundo. Parte da punição do exílio seria o ser forçado pelas circunstâncias a desobedecer todas as leis da pureza cerimonial e da higiene. Bíblia Shedd.

A comida a ser cozida sobre excremento humano era um símbolo da impureza espiritual de Judá. Life Application Study Bible Kingsway.

As nações. Esta palavra (goim, em heb.) logo passou a ter o significado de “os gentios”, ou seja, os pagãos que não conhecem a Deus. A dificuldade de se viver num país pagão jaz no fato de que ali Deus não é adorado. Bíblia Shedd.

14 Ah! SENHOR Deus! Ezequiel protestou ante a ordem divina. … Seu pedido foi ouvido, e a ordem atenuada. Foi-lhe permitido usar o que constituía um combustível comum para preparar comida naquela parte do mundo. CBASD, vol. 4, p. 646.

Nunca comi. Mesmo no meio de uma visão, a alma de Ezequiel se revolta contra qualquer tipo de impureza condenado pela lei (Dt 14.3-21). Deus, na sua misericórdia altera esta exigência (15). Só depois de Seu povo ter aprendido a obedecer inteiramente à Lei, Deus o leva um passo mais à frente, mostrando que o sentimento da Lei é comunhão perfeita com o próprio Deus (At 10.14-15; Jo 4.23-24; Jo 6.40; Gl 4.6-7). Bíblia Shedd.

15 esterco de vaca. Largamente usado no Oriente Médio como combustível de cozinha, mesmo em nossos dias. Bíblia de Estudo NVI Vida.

16 tirarei o sustento de pão em Jerusalém (ARA; NVI: “cortarei o suprimento de comida”). Ver Ez 5:16; 14:13; cf. Lv 26:26; Sl 105:16. Neste versículo, é mostrada a aplicação da representação profética. Aqui as condições de fome tão vividamente dramatizadas por Ezequiel são aplicadas a Jerusalém. CBASD, vol. 4, p. 646.