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AMÓS 8 – Este capítulo inicia com uma visão de um cesto de frutas maduras, que haviam chegado ao fim de seu ciclo, prestes a apodrecerem. Este simbolismo de maturidade e decadência iminente é crucial para entender a mensagem do livro de Amós.
“Amós foi chamado para cumprir sua missão num tempo em que Israel e Judá eram prósperos… [Porém] os frutos comuns da prosperidade, como orgulho, luxo, egoísmo e opressão, amadureceram em ambos os reinos [Israel e Judá]. No entanto, a situação foi pior em Israel por causa da adoração ao bezerro, que havia sido instituída por seu primeiro rei, Jeroboão I (ver 1Rs 12:25-33). Sem dúvida, o culto ao bezerro foi a razão pela qual Amós e Oseias foram encarregados de dirigir suas profecias especialmente contra o reino do norte” (CBASD).
As frutas maduras simbolizam que a nação chegara ao ponto de maturidade em seus pecados; a paciência de Deus se esgotara, e a nação estava prestes a enfrentar as consequências das injustiças e corrupção. Amós denunciou repetidamente e no capítulo 8 reiterou os pecados da opressão dos pobres (v. 4), a desonestidade nos negócios (v. 5), a exploração humana (v. 6) e, a hipocrisia e corrupção religiosa (v. 14), justificando a necessidade de um julgamento divino (vs. 7-13).
• O cesto de frutas maduras é um sinal de que Deus vê o comportamento corrupto da humanidade e decide que é hora do juízo.
“O propósito principal de Amós foi chamar a atenção do povo de Deus para seus pecados e tentar levá-lo ao arrependimento. Como o espírito de Paulo se agitou em Atenas quando viu a cidade entregue à idolatria, assim Amós deve ter ficado impressionado com a luxúria e os pecados que descreve em detalhes. Ele repreendeu os pecados que brotavam da prosperidade material, as extravagâncias, as folias, o deboche dos ricos, que agiam assim ao mesmo tempo que oprimiam os pobres e pervertiam a justiça por meio do suborno e extorsão…” (CBASD).
• Considerando nossa sociedade com base na mensagem de Amós, indaguemos: Nosso mundo não é um grande cesto de frutas maduras para o juízo?
• Além desta pergunta global, reflitamos: Em nossa vida pessoal, que “frutas podres” de pecado ou negligência podemos identificar que necessitam de arrependimento e mudanças imediatas?
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: AMÓS 7 – Primeiro leia a Bíblia
AMÓS 7 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1086 palavras
1. Gafanhotos. Ou, “locustas”. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1078.
2. Perdoa. Na esperança de que seria capaz de evitar o cumprimento desta profecia, Amós sinceramente suplica perdão a Deus por Israel. O profeta coloca a confiança não na justiça, mas na misericórdia divina. CBASD, vol. 4, p. 1078.
Subsistirá … ? O profeta pergunta: “Se Israel tiver que suportar o severo juízo que as imagens da visão mostraram, como ele sobreviverá?” CBASD, vol. 4, p. 1079.
3. O SENHOR Se arrependeu. Ver com. de Nm 23:19. .. Ameaças divinas são realmente profecias condicionais; seu cumprimento ou descumprimento é condicionado às ações humanas certas ou erradas. CBASD, vol. 4, p. 1079.
4. O grande abismo. Uma possível referência a fontes subterrâneas ou a nascentes (ver Gn 7:11; 49:25) que secariam em um período de estiagem. CBASD, vol. 4, p. 1079.
7. Um prumo. Um instrumento utilizado pelos construtores a fim de fazer um trabalho preciso, vertical e perpendicularmente. O “fio de prumo” simboliza o Senhor examinando a conduta de Israel. CBASD, vol. 4, p. 1079.
8. Porei o prumo. A fim de ver se o muro atende às especificações. Israel, é claro, ficou aquém das exigências divinas e seria rejeitado. CBASD, vol. 4, p. 1079.
Jamais passarei por ele. O reino do norte não mais devia ser poupado (cf Am 8:2). A contínua adesão de Israel ao mal não mostrava perspectiva de arrependimento, e, assim, o profeta não mais intercede. O reino do norte deve experimentar a tomada pela Assíria e ser levado em cativeiro (ver 2Rs 18:9-12). CBASD, vol. 4, p. 1079.
Com a espada. Jeroboão II era popular por causa de suas guerras bem-sucedidas … No entanto, a sua “casa”, ou dinastia, foi subvertida pela espada quando Salum assassinou Zacarias, o filho de Jeroboão (ver 2Rs 15:8-10). CBASD, vol. 4, p. 1079.
10. Amazias, o sacerdote. A mensagem direta do profeta, atacando a condição pecaminosa do povo de Israel, naturalmente despertou oposição ressentida. O sacerdote em Betel (ver 1Rs 12:31, 32; 13:33) acusou Amós diante do rei. Amazias era, provavelmente, o chefe dos sacerdotes de ídolos. Ele astuciosamente se esforçou para fazer a predição de Amos contra a casa real parecer traição. Assim, ele esperava silenciar as mensagens dirigidas contra Israel por meio de Amós. CBASD, vol. 4, p. 1079, 1080.
Tem conspirado. Em seu ódio aos filhos de Deus, os ímpios freqüentemente acusam os justos de subverter o governo (ver Jr 37:11-15; 38.4, At 16:20, 21; 17:6,7). CBASD, vol. 4, p. 1080.
Amazias era o sacerdote em Betel, representando a religião oficial de Israel. Ele não estava preocupado em ouvir a mensagem de Deus; Ele só estava preocupado com sua própria posição. Manter sua posição era mais importante do que ouvir a verdade. Não deixe seu desejo de prestígio, autoridade ou dinheiro mantê-lo ligado a um emprego ou posição que você deve deixar. Não deixe que nada entre você e obedeça a Deus. Life Application Study Bible Kingsway.
Profetas como Amós eram muitas vezes vistos como traidores e conspiradores porque se manifestaram contra o rei e seus conselheiros, questionando sua autoridade e expondo seus pecados. Os reis costumavam ver os profetas como inimigos e não como porta-vozes de Deus que realmente estavam tentando ajudá-los e à nação. Life Application Study Bible Kingsway.
12. Vai-te, ó vidente, foge. Alguns têm inferido, a partir desta acusação sacerdotal, que Jeroboão II não tomou nenhuma providência em resposta à acusação de Amazias. Talvez o rei julgasse que as declarações de um visionário não deveriam ser levadas a sério. Como Herodes, ele talvez tivesse medo do povo (ver Mt 14:5), que, ele presumia, ficaria impressionado com a mensagem de Amós. Assim, o sacerdote apóstata Amazias recorreu à própria autoridade, numa tentativa de intimidar Amós e fazê-lo sair do país. CBASD, vol. 4, p. 1080.
Come o teu pão. Talvez uma insinuação de que Amós fosse pago para profetizar e, assim, ganhava a vida por sua piedade. Amazias pode ter atribuído a Amós os motivos mundanos que influenciavam a si mesmo. CBASD, vol. 4, p. 1080.
13. O santuário do rei. Evidentemente, tanto Amazias quanto Amós consideravam Betel a capital religiosa da nação. CBASD, vol. 4, p. 1080.
O templo do reino. Literalmente, “o santuário do rei”, isto é, uma capela fundada ou financiada pelo rei (ver 1Rs 12.26-33). CBASD, vol. 4, p. 1080.
14. Eu não sou profeta. Sem medo, Amós nega a insinuação de Amazias (ver v. 12) e declara que ele não é um profeta por profissão ou para ganhar a vida; mas, simplesmente, por causa do chamado de Deus. CBASD, vol. 4, p. 1080.
Filho de profeta. Os jovens educados nas escolas dos profetas eram chamados de “filhos dos profetas” (ver 1Rs 20:35; 2Rs 2:5). Amós não foi educado em qualquer instituição. É um erro comum supor que quem não foi formado de acordo com os padrões vigentes não foi realmente educado. CBASD, vol. 4, p. 1080.
7:14, 15 Sem nenhuma preparação, ou educação especial, Amós obedeceu ao chamado de Deus para “Vá, profetize ao meu povo Israel”. A obediência é a prova de um servo fiel de Deus. Você está obedecendo o chamado de Deus para você? Life Application Study Bible Kingsway.
Colhedor de sicômoros. Isto se refere a quem colhe figos dos sicômoros para uso próprio, ou a quem os cultiva para os outros. O figo do sicômoro é inferior ao verdadeiro figo, e precisa ser perfurado algum tempo antes de ser colhido a fim de se tornar comestível (ver com. de Lc 19:4). Uma vez que rendia muitas colheitas de frutos durante o ano, essa árvore fornecia emprego estável para o colhedor. CBASD, vol. 4, p. 1080.
15. O SENHOR me tirou de após o gado. A ordem de Deus era imperativa, e Amós não poderia deixar de obedecê-la. Aquele não era o momento para o profeta voltar só porque Amazias, o sacerdote de Betel, se opôs a ele. CBASD, vol. 4, p. 1080.
16. Ora, pois, ouve. Consciente de sua missão divina, Amós fala com santa ousadia. Os que são enviados por Deus não precisam temer pessoas que tentam fazer calar a mensagem. CBASD, vol. 4, p. 1080, 1081.
17. Tua mulher. Doloroso seria o sofrimento de Amazias como um marido e pai cativo. Esta profecia não diz que sua esposa seria uma “prostituta” por opção, mas podia ser que ela suportaria a violência do vencedor, quando a cidade fosse tomada por um exército invasor (ver Is 13:16; Lm 5:11). CBASD, vol. 4, p. 1081.
Na terra imunda. Provável referência a um país “gentio”. É dito com frequência que as iniquidades e a idolatria de um povo contaminam a terra (Lv 18:24, 25; Jr 2:7). CBASD, vol. 4, p. 1081.
Será levado cativo. Amós confirma, pela repetição, a sua profecia sobre o cativeiro de Israel (v. 11), indicando que o propósito divino não seria alterado. Como um verdadeiro profeta de Deus, ele não pode mudar a mensagem por causa de pressão externa. O cativeiro alcançaria o Israel impenitente, e de fato o alcançou (2Rs 17:1-9). CBASD, vol. 4, p. 1081.
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AMÓS 7 – O alvo das mensagens de Amós eram os poderosos moradores de cidades fortificadas (Amós 2:5). O contexto de suas pregações era para uma sociedade desfrutando de boas condições econômicas.
Seus ouvintes moravam em belos palácios (Amós 3:11), possuíam casas de inverno e de verão, enfeitadas de marfim, verdadeiras mansões (Amós 3:15). As mulheres viviam luxando e festejando regaladamente (Amós 4:1).
As cidades dos destinatários de suas exortações eram fortalezas, cheias de mansões de pedra, com grandes vinhedos, ruas e praças (Amós 5:11, 16), onde alegres festividades aconteciam, com volumosas ofertas religiosas ao som de instrumentos músicas (Amós 5:21-23). O alvo do profeta eram pessoas tranquilas, autoconfiantes sentindo-se seguras, bem estabelecidas na sociedade, que dormiam em camas de marfim e se espreguiçavam em sofás empanturradas de comidas requintadas e bebidas nobres (Amós 6:1, 4-6).
Em contraste com os destinatários de suas mensagens, Amós era “criador de ovelhas em Tecoa” (Amos 1:1) – “uma pequena vila 10 quilômetros ao sul de Belém”, explica Eugene Merrill. Ele se apresenta assim: “Eu não sou profeta nem pertenço a nenhum grupo de profetas, apenas cuido do gado e faço colheitas de figos silvestre. Mas o Senhor me tirou do serviço junto ao rebanho e me disse: ‘Vá, profetize a Israel, o meu povo’” (Amós 7:14-15). Com coragem e ousadia ele profetizou muitas coisas, tais como:
“O Senhor, o Soberano, jurou por Si mesmo! Assim declara o Senhor, o Deus dos Exércitos: ‘Eu detesto o orgulho de Jacó e odeio os seus palácios; entregarei a cidade e tudo o que nela existe’” (Amós 6:8).
Ele mexeu com pessoas que estavam quietas/acomodadas/tranquilas. Embora Amós intercedesse em favor do povo, suscitando a misericórdia de Deus (Amós 7:1-9), o resultado foi catastrófico:
“Então o sacerdote de Betel, Amazias, esta mensagem a Jeroboão, rei de Israel: ‘Amós está tramando uma conspiração contra ti no centro de Israel… Depois, Amazias disse a Amós: ‘Vá embora, vidente! Vá profetizar em Judá; vá ganhar lá o seu pão. Não profetiza mais em Betel…” (Amós 7:10-13). Mas sem titubear, ele fez uma profecia mais ousada ainda (Amós 7:16-17).
Amós nos desafia a refletir sobre nossas prioridades, a buscar a justiça e a equidade, a viver em humildade e a ter coragem de falar sempre a verdade! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: AMÓS 6 – Primeiro leia a Bíblia
AMÓS 6 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1263 palavras
1-6 Amós direcionou sua crítica àqueles que viviam em autocomplacência e luxo em Israel e Judá. Estilos de vida ricos e confortáveis podem fazer as pessoas pensarem que estão seguras, mas Deus não está satisfeito se nos isolarmos das necessidades dos outros. Deus quer que cuidemos deles assim como Ele cuida de nós. O reino de Deus não tem lugar para egoísmo ou indiferença. Devemos aprender a colocar as necessidades dos outros antes de nossas necessidades. Usar nossas riquezas para ajudar os outros é uma forma de nos protegermos contra o orgulho e a complacência. Life Application Study Bible Kingsway.
1. À vontade. O povo estava em um estado de autoindulgência e segurança ilusória (ver Is 32:9; Sf 1:12). CBASD, vol. 4, p. 1074.
Monte de Samaria. Ver Am 3:9; 4:1; ver com. de 1Rs 16:24. Localizada em uma colina que lhe dava posição de comando sobre a pequena planície que a rodeava, e poderosamente fortificada com muros compactos, a cidade de Samaria era, sem dúvida, considerada inexpugnável por seus habitantes.Sua força poderia facilmente ter alimentado um sentimento de confiança naqueles que dependiam mais de fortificações materiais do que da proteção de Deus. Essas compactas fortificações exigiram dos poderosos exércitos do império assírio de dois a três anos (ver vol. 2, p. 119, 120) para a tomada de Samaria (ver com. de 2Rs 18:9,10). CBASD, vol. 4, p. 1074.
Notáveis. Do heb. nequvim, “os ilustres” ou seja, os líderes da nação. CBASD, vol. 4, p. 1074.
Principal das nações. Israel ostentava este título orgulhoso porque era o escolhido de Deus, escolhido por Ele para levar ao resto do mundo o conhecimento divino (cf. Êx 19:5; 2Sm 7:23; ver p. 13-17). CBASD, vol. 4, p. 1074.
Aos quais. Isto se refere aos líderes da nação, chamados a dar orientação às pessoas, e que, portanto, deveriam ter sido modelos de retidão e justiça. CBASD, vol. 4, p. 1074, 1075.
2. Calné … Hamate … Gate. … as três cidades mencionadas neste versículo são citadas a Israel como exemplos de lugares prósperos que, posteriormente, foram destruídos ou subjugados e, assim, se assemelhavam ao que aconteceria à Samaria impenitente. CBASD, vol. 4, p. 1075.
3. Estar longe. Em sua presunção, Israel adiava a hora do julgamento divino para um tempo distante. CBASD, vol. 4, p. 1075.
Trono da violência. Enquanto Israel adiava o dia da calamidade, a violência era entronizada em seu meio. CBASD, vol. 4, p. 1075.
4. Camas de marfim. Ou, divãs encrustados com marfim, em que os ricos se reclinavam durante suas refeições, em seu luxo e libertinagem. Como um boiadeiro e um agricultor, portanto, um homem simples (ver Am 7:14), Amós se sente chocado com a vida sensual das classes superiores de Samaria. CBASD, vol. 4, p. 1075.
O marfim era um luxo importado, raro e extremamente caro. Mesmo uma pequena quantidade de marfim simbolizava riqueza. Algo tão extravagante como uma cama incrustada com marfim mostra o desperdício de recursos que deveria ter sido usado para ajudar os pobres. Life Application Study Bible Kingsway.
Do rebanho. Evidentemente, bezerros foram colocados para engorda a fim de suprir as mesas desses ociosos de Israel. CBASD, vol. 4, p. 1075.
6. Taças. Do heb. mizraqim, vasos sacrificiais usados para libações de vinho e para aspersão do sangue (ver Ex 38:3; Nm 7:13; 1Cr 28:17; 2Cr 4:8, 22; Zc 14:20). Amantes do luxo, esses príncipes sacrílegos usavam os utensílios em suas festas, atestando a falta de piedade e o amor ao excesso (ver Dn 5:2-4). CBASD, vol. 4, p. 1075.
O mais excelente óleo. Talvez aquele que devesse ser usado somente no serviço divino (ver Ex 30:23-25). Se tivessem consciência de sua pecaminosidade, as pessoas teriam se lamentado e evitado ungirem-se (ver 2Sm 14:2). CBASD, vol. 4, p. 1075.
Não vos afligis. As pessoas se tornaram tão imersas na sensualidade que não estavam preocupadas com a ruína que recairia sobre Israel. CBASD, vol. 4, p. 1075.
A ruína de José. Os problemas dentro do reino do norte, aqui chamado de “José”, eram de pouco interesse para os que se entregavam ao prazer desenfreado. CBASD, vol. 4, p. 1075.
7. Ireis em cativeiro. Os v. 7 a 11 anunciam a punição da nação para os crimes mencionados nos v. 1 a 6. Rejeitados por Deus, os israelitas deviam ir para o cativeiro e a ruína. A infeliz distinção de Israel é que ele vai ser o “primeiro” dos dois reinos israelitas a ir para seu destino. CBASD, vol. 4, p. 1076.
8-11 As pessoas construíram casas luxuosas para exibir suas conquistas. Embora não seja errado viver em casas confortáveis, não devemos deixar que isto se torne fontes de orgulho e auto glorificação. Foi Deus quem nos deu nossas casas, e elas devem ser usadas para o serviço, não apenas para exibir aos outros. Life Application Study Bible Kingsway.
8. Jurou. Aqui Deus fala segundo a linguagem e a experiência humana (ef. Jr 51:14; Am 4:2). CBASD, vol. 4, p. 1076.
Soberba. Já é ruim desperdiçar dinheiro ganhado honestamente em edifícios suntuosos, mas os israelitas tinham assegurado seu luxo e esplendor através da desonestidade, particularmente, da injustiça para com os pobres (ver Am 2:6, 7, 3:10, 4:1). CBASD, vol. 4, p. 1076.
9. Dez. Talvez uma referência aos “dez” de Amos 5:3, o remanescente das guerras travadas nos últimos estágios da história de Israel. Deve-se ter em mente que Israel não perdeu a prosperidade em um desastre único. A desintegração do país se deu em etapas (ver 2Rs 15:19, 20, 29; 17:5-18). CBASD, vol. 4, p. 1076.
Morrerão. Se esses “dez” se salvassem da guerra, morreriam de fome ou pestilência no cerco de Samaria (ver 2 Rs 17:5). CBASD, vol. 4, p. 1076.
Há de queimar. Geralmente os judeus enterravam os mortos, mas, em certos casos, a cremação era empregada (ver Lv 20;14; 1Sm 31:12). A cremação pode ter sido necessária naquele momento por causa do grande número de mortos, pelo tipo de peste ou porque não se podia chegar à sepultura fora da cidade por causa do cerco. CBASD, vol. 4, p. 1076.
No seu mais interior. O parente próximo é aqui retratado como falando com algum sobre vivente escondido em um canto da casa. CBASD, vol. 4, p. 1076.
Não menciones. Esta proibição tem sido interpretada de diversas formas; (1) Era resultado do total desespero dos sobreviventes que sentiam que, por ser o dia do julgamento, era tarde demais para invocar o nome do Senhor Eles não invocaram a Deus na vida, não poderiam invocá-Lo na morte. [demais 4 opções omitidas] … Talvez um sentimento de desespero por parte dos israelitas sobreviventes seria a melhor explicação para a proibição, a sensação de que seria de nenhum proveito invocar o Senhor naquela circunstância. CBASD, vol. 4, p. 1076, 1077.
12. Rocha. A parte final deste capítulo revela a loucura dos que pensam que, em sua própria força, podiam desafiar o julgamento de Deus e resistir ao inimigo enviado para os castigar. Os cavalos não podem galopar com segurança sobre os penhascos rochosos. A frase “na rocha” é usada para representar tanto o lugar de arar com bois como de correr com cavalos. CBASD, vol. 4, p. 1077.
Alosna. Do heb. laanah, uma planta do gênero Artemisia, de sabor muito amargo (ver Dt 29:18; ver com. de Pv 5:4). O fruto da perversão da justiça em Israel foi o mais amargo erro e a injustiça. CBASD, vol. 4, p. 1077.
13. Lo-Debar. Lo-Debar era o nome de um lugar em Gileade (ver 2Sm 9:4, 5; 17:27). CBASD, vol. 4, p. 1077.
14. Uma nação. Referência aos assírios, que, como instrumentos da ira de Deus (ver Is 10:5,6), invadiriam Israel a partir do norte, especificamente “desde a entrada de Hamate”, cidade na parte superior da Síria (ver com. de Nm 34:8; Am 6:2). Expressões semelhantes em outras ocasiões indicam um aviso de que a contínua recusa ao arrependimento traz desastre nacional (ver Is 5:26; Jr 5:15). CBASD, vol. 4, p. 1077.
Arabá. Do heb. aravah. Arabá é a depressão que se estende do mar da Galileia até o golfo de Áqaba (ver Dt 1:1). Provavelmente o rio de Arabá designa algum fluxo que corre para o extremo norte do Mar Morto. Significativamente, esses limites norte e sul marcam o território recuperado por Jeroboão II no período de maior prosperidade de Israel (ver 2Rs 14:25). CBASD, vol. 4, p. 1077.
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AMÓS 6 – Desde Amós 1 até o capítulo 5, a mensagem do profeta evolui de uma denúncia geral das nações vizinhas de Israel para uma repreensão incisiva e detalhada do povo de Deus e seus líderes. No capítulo 6, ele enfatiza que a escolha de Israel como povo de Deus traz uma responsabilidade maior de viver de acordo com a justiça divina.
Desde o início, o profeta de Deus condena a opressão dos pobres, a hipocrisia religiosa e a falsa segurança baseada em riquezas. O mais importante e relevante é que através de suas profecias inspiradas, Amós clama por reavivamento resultante de arrependimento visível no comportamento que preza pela verdadeira justiça e retidão.
Não é pecado ser rico; porém, Amós vem combatendo contundentemente a riqueza, a prosperidade e o luxo nas páginas de seu livro. Entenda:
• Em Amós 2:6, Israel é condenado por vender justos por prata e pobres por um par de sandálias, mostrando que a prosperidade e o lucro obtidos à custa da justiça e da dignidade humana é pecado ofensivo a Deus.
• Em Amós 3:10, o profeta denuncia líderes e ricos de Samaria que acumulam riquezas através da opressão, exploração e roubo. Tal riqueza servirão de testemunho contra seus possuidores, pois foi adquirida por meios corruptos e injustos (Tiago 5:1-6).
• Em Amós 4:1 as mulheres ricas de Samaria estão em foco. Amós as delata por oprimirem os pobres e de exigirem que os senhores deles lhes forneçam luxo e bebidas à custa dos vulneráveis.
• No capítulo 5, Amós faz apelo para que a justiça corra como as águas e a retidão como um ribeiro perene (v. 24), contrastando a verdadeira justiça com a falsa segurança da prosperidade material.
• No capítulo 6, Amós foca os ricos que vivem em luxo, à vontade em Sião e Samaria (vs. 1-7). Ele descreve que a vida de indulgência e complacência, deitando-se inclusive em camas de marfim, comendo cordeiros do rebanho e bebendo vinho em taças não é sinal de verdadeira espiritualidade, nem de prosperidade real. Essa prosperidade é vista como sinal de arrogância e desconsideração pelo sofrimento do outros (vs. 7-14), resultando em terrível destruição!
Ricos orgulhosos, arrogantes e corruptos, mesmo altamente religiosos, precisam saber que riquezas e luxos não os protegerão do julgamento divino! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: AMÓS 5 – Primeiro leia a Bíblia
AMÓS 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
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337 palavras
2 A Virgem. Este termo é aplicado a Israel, apesar de sua infidelidade a Deus, provavelmente porque a nação foi cuidada com carinho e protegida de seus inimigos por Deus (ver Is 23:12; Jr 14:17; cf Is 47:1). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1071.
3 Mil. Tão grave seria o castigo de Deus sobre Israel que apenas um décimo dos habitantes de uma cidade [e das pequenas cidades e vilas] seria deixado. CBASD, vol. 4, p. 1071.
6 Casa de José. José era o pai de Efraim, a tribo mais importante do reino do norte … ; portanto, a expressão “casa de José” é equivalente a Israel. CBASD, vol. 4, p. 1071.
7 Alosna. Uma planta do gênero Artemisia, com sabor amargo (ver Dt 29:18; Pv 5:4). Tão grande era a corrupção moral de Israel que a justiça se convertera na mais amarga injustiça. CBASD, vol. 4, p. 1071.
10 Na porta. Nas cidades orientais, o portão era o lugar de reuniões públicas, para negócios, administração de justiça e para se ouvir e contar notícias (ver com. de Gn 19:1; Js 8:29). A área do portão principal de Samaria era grande (ver 1Rs 22:10; 2Rs 7:1; 2Cr 18:9). CBASD, vol. 4, p. 1072.
18 Ai de vós … ! O profeta adverte contra os que confiam na relação do concerto de Israel com Deus e pensam que o formalismo religioso será aceitável. CBASD, vol. 4, p. 1072.
21 Aborreço. Fidelidade somente às formas exteriores da religião não alcançaria o favor divino na hora do julgamento. A adoração não pode ser avaliada apenas pela ordem e a beleza da forma exterior, assim como o valor dietético de uma fruta não pode ser determinado apenas pelo seu tamanho e cor. CBASD, vol. 4, p. 1073.
23 Estrépito dos teus cânticos. A adoração superficial e sem sinceridade fazia dos salmos e hinos um som ofensivo e cansativo aos ouvidos de Deus (ver Ez 26:13). CBASD, vol. 4, p. 1073.
24 Como as águas. Ou seja, o curso de água alimentado por uma corrente perene em vez de sazonal (ver com. de 1Sm 17:3). Esta bela figura de linguagem apresenta a Israel o desejo de Deus (ver com. de Jr 5:15) que permanece ainda hoje. CBASD, vol. 4, p. 1073.
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AMÓS 5 – A mensagem de Amós foi direcionada principalmente contra injustiças e hipocrisias de Israel, que mantinha rituais religiosos externos enquanto ignorava os princípios de justiça e retidão.
A mensagem de Amós é direcionada a um povo que, embora estivesse prosperando economicamente, estava moralmente e espiritualmente em decadência. Observe estes tópicos:
• Lamento, comparando a Casa de Israel a uma virgem caída, sem forças para se levantar, apontando para a inevitabilidade do juízo devido à persistência no pecado (Amós 5:1-3).
• Exortação a buscar ao Senhor e viver, abandonando práticas religiosas espúrias e injustiças. Deus chama ao arrependimento genuíno, integral – não parcial, a mudança radical, a transformação total (Amós 5:4-15).
• Condenação da hipocrisia religiosa e do falso reavivamento. Deus rejeita declaradamente as festas religiosas, ofertas e músicas do povo que O adora sem verdadeira devoção e arrependimento (Amós 5:16-27).
Amós 5 revela que mesmo os sacrifícios mais valiosos – embora prescritos por Deus – e abundantes, não agradam ao Senhor quando realizados por um povo que pratica a iniquidade. Deus rejeita a música do culto quando ela não sai de um coração verdadeiramente devoto e justo.
Amós 5 também enfatiza que a justiça social e a equidade devem ser a marca constante do comportamento do povo, em vez de meros rituais religiosos. Para Deus, é mais importante a justiça e a retidão do que os rituais externos da religião. A verdadeira adoração não acontece sem ações justas e um coração correto (Isaías 29:13).
Há reavivamentos que Deus rejeita e condena. Assim como Ele expressou desdém pelos rituais religiosos de Israel, mostra também pelas nossas celebrações desprovidas de verdadeira adoração, oriundas de corações contrários aos princípios de Sua revelação.
• Todo reavivamento sem transformação de vida é falso, ainda que contenha muita atividade religiosa.
• O falso reavivamento pode ter muitas músicas, louvores, chegando até ao êxtase espiritual, mas negligencia valores essenciais, focando apenas em meros rituais, iludindo os adoradores.
• Muitas pessoas em Israel esperavam pelo “dia do Senhor” como um tempo de bênção. Contudo, Amós adverte que esse dia seria de juízo e escuridão para aqueles que praticavam uma religião superficial. O falso reavivamento cria uma falsa segurança, fazendo as pessoas acreditarem que estão em favor de Deus quando, na verdade, estão sob Seu julgamento.
Cuidemo-nos com o falso reavivamento! – Heber Toth Armí.