Reavivados por Sua Palavra


ISAÍAS 12 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
5 de dezembro de 2023, 0:50
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328 palavras

1. Graças te dou, ó SENHOR. Este capítulo é um salmo de ação de graças, uma continuação apropriada do capítulo anterior, no qual o Messias liberta os justos das mãos dos opressores.

2. Deus é a minha salvação. No tempo da invasão de Senaqueribe, foi Deus que salvou Seu povo, nãos os muros que cercavam Sião ou os exércitos de Judá (Is 37:33-36). Nos últimos dias, o remanescente fiel será salvo do poder do inimigo pelas mãos do Senhor.

4 Tornai manifestos os Seus feitos. O povo de Deus é encorajado a relembrar as misericórdias divinas e a contar a outros as bênçãos recebidas. Se houvesse mais louvor entre o povo de Deus haveria menos desânimo e crítica. O ser humano falha em não relembrar as misericórdias do Céu e, com isso, tende a se esquecer de Deus (Rm 1:21-23) e a se demorar nos erros de seus irmãos.

5 Coisas grandiosas. Incontáveis são os atos de misericórdia da parte de Deus para com Seus filhos. Então, por que não relembrá-los e cantar louvores ao Senhor por Suas misericórdias? Cantar afasta o desânimo, o medo e a tentação e fortalece contra os ardis do diabo.

6 O Santo de Israel. O profeta não representava um Deus distante, que Se encerra num Céu santo, mas um Deus que habita com Seu povo (Is 57:15; 66:1, 2). O fato de Deus estar com Seu povo – Emanuel, “Deus conosco”- era a mensagem da vida do profeta e de suas palavras (ver Is 7:14; 8:8, 10). Os que foram libertos do pecado interior e dos inimigos exteriores (ver com. do v. 1) não podem permanecer em silêncio. Não é suficiente pensar que só no futuro, sobre o mar de vidro, será o momento de se unir ao cântico dos remidos. É nosso privilégio nesta vida alçar a voz e cantar, com a alegria e paz do Céu no coração. Este hino de louvor (Is 12) conclui o que é chamado de “Livro de Emanuel” da profecia de Isaías.

Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.4, p. 156, 159.



ISAÍAS 12 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
5 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 12 – Há riqueza de conteúdo nesse tão pequeno capítulo.

“A promessa de resgate de Israel e seu retorno do exílio tornou-se ocasião para a composição deste salmo de ações de graças por uma salvação já operada. A sombra da ira divina se retirara e de novo brilhava o sol da misericórdia. O salmista atribui a Deus a salvação, que deve ser interpretada primeiro em termos históricos e depois em termos espirituais. A libertação do jugo assírio-babilônico era um fato concreto, mas torna-se também um símbolo da salvação do jugo do pecado. Possuído de plena confiança em Deus, o salmista rejeita todo o temor. Deus é a razão de ser de sua força e de sua alegria. Em seu júbilo transbordante, ele convida os demais a valer-se desta salvação que Deus oferece tão gratuitamente como a fonte oferece o líquido precioso. Nota-se que o salmista fala não de poço mas de fontes de salvação. Poços precisam ser cavados com penoso esforço. A fonte jorra livremente como um dom de Deus”, comenta Siegfried Schwantes.

Este comentarista adventista ainda refere-se a Isaías 12 quando escreve que nos versículos 4 a 6 “o coração do salmista transborda de ações de graças em vista dos feitos maravilhosos do Senhor em favor de Seu povo. Ele convida a todos a cantarem louvores ao Senhor por Sua intervenção miraculosa e a proclamar este fato em toda a Terra. O testemunho daqueles que experimentarem a salvação deve ressoar em todo mundo, para que outros também se beneficiem da redenção que o Senhor oferece a todos. Ninguém melhor que o ‘habitante de Sião’, o membro da comunidade da fé, que experimentou em sua vida o poder transformador da graça divina, tem razão para exultar e jubilar. A presença do ‘Santo de Israel’ no meio do seu povo deve alijar toda ansiedade quanto ao futuro. Se Deus é por nós nada temos a temer”.

Nessa mesma temática, Ellen White é enfática: “Nada temos a temer quanto ao futuro, a menos que esqueçamos a maneira em que o Senhor tem nos guiado”.

Diante destas reflexões, podemos afirmar que o mesmo Deus que atuou em benefício de Israel antigamente, atua em nosso favor atualmente. Portanto, devemos confiar e depender dEle… então nos alegraremos e reavivaremos! – Heber Toth Armí



ISAÍAS 11 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
4 de dezembro de 2023, 1:00
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Texto bíblico: ISAÍAS 11 – Primeiro leia a Bíblia

ISAÍAS 11 – BLOG MUNDIAL

ISAÍAS 11 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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ISAÍAS 11 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
4 de dezembro de 2023, 0:50
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541 palavras

3 A vista dos seus olhos. Os seres humanos tendem a julgar pela aparência, mas o conselho de Cristo é: “não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça” (Jo 7:24). […] Muitos cristãos formam opiniões precipitadas sobre seus irmãos e os criticam sem motivos reais. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4. p. 153.

6 O lobo. O reino do Messias fará mudanças no reino animal bem como na vida humana. Derramamento de sangue e crueldade não existirão mais. Os instintos básicos do mundo animal serão transformados por completo. CBASD, vol. 4. p. 154.

9 O meu santo monte. Ali não ferirão nem destruirão, porque os interesses de um não conflitarão com os do outro. O bem-estar de um será o de todos. O egoísmo será coisa do passado. O único pensamento do ser humano será para o bem de seu próximo e o viver para a glória de Deus. CBASD, vol. 4. p. 154.

10 Morada. Os que encontram a Cristo encontram paz e descanso, uma paz que o mundo não pode dar e que os ímpios jamais conhecerão. […] Desse modo, o ser humano pode encontrar neste mundo uma breve e feliz amostra do descanso glorioso e da paz do mundo eterno. CBASD, vol. 4. p. 154.

11 Tornará. Era propósito de Deus que, quando os judeus retornassem do cativeiro, tendo aprendido as lições que Ele queria que aprendessem, rapidamente se colocassem à altura de Seu plano glorioso para eles como nação. Assim, o mundo logo seria preparado para a vinda do Messias e para a proclamação do evangelho […]. No entanto, Israel falhou outra vez, e a libertação prometida será cumprida no fim do mundo, quando Deus estender Sua mão para libertar Seu povo deste mundo mau e guiá-lo à Canaã celestial (ver com. [CBASD] de Ap. 18:4). CBASD, vol. 4. p. 154, 155.

12 Israel […] Judá. No que se refere às nações literais de Israel e Judá, o cumprimento da promessa feita aqui ocorreu na libertação do cativeiro babilônico. Contudo, a falha em viver à altura dos privilégios gloriosos concedidos a eles, ao retornarem do cativeiro, tornou inevitável sua rejeição como nação (ver com. do v. 11). CBASD, vol. 4. p. 155.

13 A inveja de Efraim. A história do povo de Deus foi de ciúmes, inveja, problemas, dissensões e guerra. A visão de Isaías do futuro não seria perfeita ou completa se não incluísse a cura das antigas feridas e a conciliação entre Israel [aqui identificado pela sua mais eminente tribo, Efraim] e Judá. Antes da extinção final do reino do norte, Ezequias empreendeu esforços sinceros para despertar um espírito de reconciliação convidando os membros das tribos do norte a irem a Jerusalém para celebração da Páscoa nacional (2Cr 30). CBASD, vol. 4. p. 155.

15 O Eufrates. As duas nações da Antiguidade que mais duramente oprimiram o povo hebreu foram Egito e Babilônia, e ambas foram feridas pela mão do Senhor a fim de livrar Seu povo. O Egito foi ferido no êxodo, quando o Senhor secou as águas do Mar Vermelho. Babilônia foi ferida perto do fim dos 70 anos de cativeiro (que no tempo de Isaías estava ainda no futuro), quando Ciro desviou o Eufrates de seu curso para que pudesse tomar a cidade de Babilônia […]. CBASD, vol. 4. p. 155.

16 Assíria. Isto é, Mesopotâmia, o berço da Assíria. Nos dias de Isaías, Babilônia era uma província da Assíria […]. CBASD, vol. 4. p. 156.



ISAÍAS 11 – COMENTÁRIO PR. HEBER TOTH ARMÍ
4 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 11 – O profeta Isaías expôs suas mensagens proféticas num período crucial para Israel, quando o reino estava à beira do colapso devido à apostasia e desobediência a Deus. Nesse cenário sombrio, Isaías apresenta uma visão de esperança, destacando a vinda de um remanescente de Jessé, o Messias, Emanuel, que traria não apenas salvação aos israelitas, mas seria uma grandiosa bênção a todas as nações.

Não importa nossa origem étnica, estamos todos inseridos nos planos divinos. Nenhum de nós é ignorado pelo Soberano do Universo que está conduzindo a história caótica deste mundo para um reino de paz e glória. Numa sociedade marcada por divisões, conflitos, desigualdades e guerras, Isaías 11 convoca a buscar a unidade na diversidade.

• O evangelho verdadeiro é a força transformadora que reúne pessoas de todas as nações, línguas e culturas, formando um remanescente mundial que testemunha a glória redentora de Deus.

Um remanescente mundial é descrito em Isaías 11 vinculado a uma visão de esperança e restauração que ecoa através dos séculos. Somos chamados a compreender esta visão; pois, em Cristo, somos parte desse remanescente que transcende fronteiras e anuncia a redenção universal.

• “Mediante o sacrifício [de Cristo] feito pelo amor, os habitantes da Terra e do Céu se acham ligados a Seu Criador por laços de indissolúvel união”, atesta Ellen White.

Jesus é o ramo que surgiu de Jessé e de suas raízes brotou um renovo. O Espírito Santo repousou sobre Ele ungindo-O no dia do batismo. Seu plano é restaurar o mundo que o pecado destruiu e restaurar a humanidade que o diabo arruinou (Isaías 11:1-5). Ainda, “a natureza criada aguarda, com grande expectativa, que os filhos de Deus sejam revelados… a própria natureza criada será liberta da escravidão da decadência em que se encontra, recebendo a gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Sabemos que toda a natureza criada geme até agora, como em dores de parto. E não só isso, mas nós mesmos… gememos interiormente, esperando ansiosamente… a redenção de nosso corpo” (Romanos 8:19-23), mas logo toda natureza será transformada (Isaías 11:6-9).

Deus está operando para unir todas as nações (Isaías 11:10-16). Na Nova Terra Ele alcançará Seu propósito (Apocalipse 22:1-5), quando haverá uma árvore especial, cujas folhas servirão para a cura das nações. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 10 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
3 de dezembro de 2023, 1:00
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Texto bíblico: ISAÍAS 10 – Primeiro leia a Bíblia

ISAÍAS 10 – BLOG MUNDIAL

ISAÍAS 10 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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ISAÍAS 10 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
3 de dezembro de 2023, 0:50
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1-4 Ai. Começa o julgamento daqueles que oprimem o povo de Deus. As ações específicas que acarretam o juízo são as seguintes: leis injustas, decretos opressivos, privação do direito aos pobres, recusa em fazer justiça aos oprimidos em meio ao povo do Senhor e abuso de pessoas dependentes, como as viúvas e os órfãos. Bíblia de Estudo Andrews.

5 Cetro da minha ira. Os assírios eram instrumentos nas mãos de Deus para disciplinar nações ateias, inclusive as nações ímpias de Israel e Judá, que caíram na apostasia. Depois, a soberania dos assírios seria julgada (v. 12). Bíblia Shedd.

A vara […] do meu furor. O cap. 10 começa com um oráculo em forma de ai e com uma acusação contra o povo de Deus. Neste versículo, muda para um segundo oráculo em forma de ai contra a Assíria. O tema geral do cap. 10 é o direito do Senhor de julgar todo o mundo, tanto o povo da aliança quanto as outras nações. A dignidade soberana  de Deus para julgar já fora mencionada em 2:4. No cap.10, A Assíria é inicialmente um instrumento do juízo divino contra seu povo (ver também 5:26-29; 7:18-20; 8:7, 8), mas também recebe o juízo do Senhor quando excede os limites. A Assíria é julgada por ser orgulhosa. Bíblia de Estudo Andrews.

7 A Assíria achava que era lema quem traçava os planos de conquista, imaginava que Deus era apenas uma divindade local como os muitos “deuses” das várias tribos. Na realidade, porém, era a Assíria que nada mais fazia senão executar os julgamentos pronunciados por Deus. Bíblia Shedd.

9 As seis cidades aqui mencionadas tinham sido capitais de civilizações, ou poderosas cidades independentes. Cada um tinha sua divindade local, e todas haviam sido conquistadas pelos assírios entre 538 e 720 a.C. Agora, pensava fazer o mesmo com Jerusalém (11). Bíblia Shedd.

12 a arrogância do coração. A Assíria é julgada pelo tratamento desumano dado ao povo de Deus. Seu apetite por destruição ultrapassava os limites do dever e continuou a destruir outras nações, indo muito além dos propósitos divinos (ver o v. 7). Os assírios não entendiam que o real trato de Deus com seu povo era a punição por causa da infidelidade à aliança. Bíblia de Estudo Andrews.

15 A lógica mostra que as criaturas não são maiores que o Criador. Bíblia Shedd.

17 Num  só dia. O cumprimento histórico da profecia se lê em 2Rs 19.35. Bíblia Shedd.

19 Tão pouco. O que sobrar dos soldados assírios seria um resto tão pequeno que até uma criança poderia arrolá-los. Bíblia Shedd.

20-34 os restantes de Israel. O remanescente dos fiéis, formado por aqueles que confiavam em Deus, faria o êxodo da Assíria (ver menções anteriores a este tema em 1:9; 4:2; 6:13; 7:3). O povo do Senhor é encorajado a não temer. No livro de Isaías, os convites a não temer estão entre as palavras mais preciosas e confortantes de Deus a seu povo (1:10, 14; 43:1; 44:2). Paulo cita esta passagem em Rm 9:27. O julgamento da Assíria abre caminho para outra perspectiva no trato de Deus com o povo. O remanescente do Senhor voltaria para ele. Em última instância, o desejo divino é salvar o remanescente arrependido de seu povo. Seu propósito é garantir uma corrente intacta de continuidade da sua vontade em meio a seus escolhidos. A determinação de Deus de salvar um remanescente que iria cumprir seus propósitos já fora sinalizada por meio de nome de um dos filhos de Isaías: Um-Resto-Volverá (ver mais sobre o REMANESCENTE em Rm 11:2-5; Ap 12:17). Bíblia de Estudo Andrews.

e22 O restante. De todo o Israel, logo só sobrou Judá, depois do cativeiro de 722 a.C. De Judá, sobrou apenas o resto que foi levado para o cativeiro na Babilônia, em 597 a.C. Dos cativos, sobraram apenas os que quiseram restaurar Jerusalém em 538 a.C. […]. E finalmente, quem sobrou para constituir o verdadeiro Israel, obediente a Deus, foi só Jesus, cujos membros são feitos, pela Sua graça, no Novo Israel de Deus. Bíblia Shedd.

26 Orebe. Refere-se à vitória milagrosa de Gideão. Bíblia Shedd.

28-32 Uma descrição da marcha dos exércitos da Assíria contra Jerusalém, contendo a lista das cidades pelas quais haveriam de passar, terminando na sua própria ruína. Nobe se acha a 16 km de Jerusalém. Bíblia Shedd.



ISAÍAS 10 – COMENTÁRIO PR. HEBER TOTH ARMÍ
3 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 10 – Os poemas bíblicos contêm teologia profunda. Desde Isaías 9:8 a 10:4 o poema de Isaías é intrigante: Quatro vezes aparece o seguinte refrão:

Apesar disso tudo,
A ira divina não se desviou;
Sua mão continua erguida.

Este refrão divide o poema em quatro estrofes:

• Isaías 9:8-12. O profeta revela a ira de Deus contra Israel. Descreve a arrogância e a falta de arrependimento da nação, salientando que, apesar das advertências divinas, não voltaram-se para Deus.
• Isaías 9:13-17. O mensageiro divino aborda a natureza obstinada do povo. Destaca a hipocrisia e a injustiça prevalecentes, então adverte sobre as consequências inevitáveis caso não se arrependessem.
• Isaías 9:18-21. Isaías apresenta a intensificação do juízo divino. Utiliza imagens de fogo para ilustrar a punição que recairia sobre a nação devido à teimosia e rebeldia.
• Isaías 10:1-4. Esta estrofe trata da irresponsabilidade dos líderes na situação crítica e caótica de Israel. Isaías exorta quem promulga leis injustas e oprime os necessitados, alertando-os da ira divina.

O refrão recorrente (Isaías 9:12, 17, 21; 10:4) serve de lembrete constante de que, mesmo diante da obstinação das pessoas e da necessidade do juízo divino, a mão de Deus permanece estendida, oferecendo oportunidade de arrependimento e perdão.

Deus usa a Assíria para disciplinar Seu povo rebelde/apóstata. Porém, pelo fato dos assírios orgulharem-se disso, tornando-se arrogantes, Deus os castigará (Isaías 10:5-19). Diante destas ações de Deus aparentemente negativas, um remanescente surgirá para preservar Seus planos neste mundo (Isaías 10:20-23).

Siegfried Schwantes observa que…

“O v. 22 salienta o contraste entre a minoria numerosa ‘como a areia do mar’ e a minoria insignificante. A referência à ‘areia do mar’ foi possivelmente sugerida pela antiga promessa feita a Abraão de que sua descendência seria ‘como o pó da terra’ (Gên. 22:17). Mas se na promessa original a ênfase foi posta sobre o número, a ênfase é agora transferida para o caráter espiritual da minoria fiel. A minoria nada tem a esperar senão uma destruição ‘transbordante de justiça’. Nenhuma bênção é pronunciada sobre o ‘restante’. Diz-se apenas que ‘se converterá’ ao Senhor. Se se converterem ao Senhor, nada têm a temer. Estão seguros nas mãos do Senhor, ainda que nesta terra tenham que passar por muitas tribulações”.

A lição: entre os infiéis, sejamos fieis! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 9 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
2 de dezembro de 2023, 1:00
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Texto bíblico: ISAÍAS 9 – Primeiro leia a Bíblia

ISAÍAS 9 – BLOG MUNDIAL

ISAÍAS 9 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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ISAÍAS 9 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
2 de dezembro de 2023, 0:50
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1984 palavras

1 A obscuridade. Nos dias de Isaías, os exércitos da Assíria impuseram miséria e escuridão (Is 9:2) para Zebulom e Naftali, duas das tribos que estavam mais ao norte de Israel. Isaías se deu conta de que isso era resultado da escuridão espiritual e, com visão profética, contemplou a “grande luz”(v. 2, 6, 7), que dissipará a escuridão dos seres humanos (Jo 1:4-9; 8:12; 9:5). As mesmas regiões que viram tanta angústia veriam uma revelação de glória e luz. A descrição é a da vinda do Messias ao mundo com a mensagem de vida e esperança. O Sol da Justiça brilhará (Ml 4:2) sobre um mundo imerso em trevas e trará salvação em Suas asas (ver DTN, 34, 35).

O caminho do mar. Na antiguidade, davam-se nomes descritivos às estradas (ver Nm 21:22; Dt 1:2; ver com. de Nm 20:17; Dt 2:27). Alguns identificam “o caminho do mar” com a famosa rota das caravanas que ia desde Damasco e das regiões além do Jordão, passava pela Galileia, até o mar Mediterrâneo (ver com. de Mc 2:14). Outros identificam “o caminho do mar” com a rota costeira que ia em direção ao norte para Tiro e Sidom.

2 Grande luz. Para o povo da Galileia, que vivia numa escuridão tão impenetrável, uma grande luz brilharia (ve Jo 1:3-9). A mente do profeta foi dirigida à vinda do Messias ao mundo. Estas palavras se cumpriram no começo do ministério de Cristo na Galileia (ver com. de Mt 4:12-16). Desde a época do cativeiro das dez tribos em 723/722 a.C., a Galileia esteve literalmente em trevas, sujeita a poderes estrangeiros e sem o ministério de um sacerdote ou profeta, até a vinda do Messias.

3 A alegria lhe aumentasse. O profeta descreve um dia mais feliz, quando o Messias terá vindo para Seu povo, trazendo paz e alegria. Eles seriam em maior número (ver Is 26:15; Ez 36:10, 11) e sua felicidade se multiplicaria.

Como se alegram na ceifa. Isto é, alegria como a dos trabalhadores na época da colheita, que para os agricultores é a mais feliz do ano. … Alegravam-se porque sabiam que Deus estava com eles (Fl 3:1; 4:4). Cristo veio para proclamar paz e felicidade (Is 61:3; Lc 2:13, 14).

4 Quebraste o jugo. Cristo quebraria o jugo do pecado e aliviaria a humanidade da opressiva carga de culpa e ansiedade que pesa tanto (Is 61:1, 2; ver com. de Lc 4:18, 19; Mt 11:28-30).

No dia dos midianitas. Durante os dias dos juízes, Israel esteve com frequência sob a dura mão de um opressor, mas era finalmente libertado por um herói nacional.

5 Toda bota. A figura é de luta e derramamento de sangue, de tumulto, agitação e morte, mas de vitória final e queima dos restos da batalha. O conflito entre Cristo e Satanás atinge o clímax na grande batalha do Armagedom, o prelúdio do reino eterno do Messias (Sl 46:6-9; 76:2, 3; Is 63:1-6; Ez 38:21, 22; 39:9; Jl 3:11, 16; Zc 9:9, 10; 14:13; Ap 16:14, 16; 19:11-19).

6 Um menino nos nasceu …. Isaías conclui a descrição da era vindoura de paz com uma notável profecia sobre o grande Príncipe da Paz. A paz jamais será alcançada neste mundo por meio de esforços humanos. na descrição do Rei vindouro, que reinará com justiça e santidade, Isaías emprega termos que não podem pertencer a nenhum governo terreno. Sem dúvida há apenas uma pessoa em todo o universo a quem se possa aplicar esta descrição: Cristo. Em nenhum outro lugar da Bíblia se encontra ideia tão excelsa, tamanha beleza de expressão, intensidade de sentimento na descrição do Salvador e Rei vindouro.

O governo. Cristo governará sobre todo o Céu e a Terra (ver Dn 2:44, 45; Mt 25:31; 28:18; Lc 1:32, 33; 1Co 15:25, cf. Sl 110:1; Fp 2:10; Ap 11:15).

Maravilhoso Conselheiro. Ver Is 11:2, 3; 25:1; 28:29. Este nome encerra a ideia de sabedoria, amabilidade e consideração, um nome que suscitaria adoração e louvor de todos os seres no Céu, na Terra e em todo o universo (ver Fp 2:9-11; Ap 5:12, 13).

Pai da Eternidade. Assim como Deus, o Pai, é eterno, Cristo também o é. Isaías o chama de pai porque Ele é o Pai de toda a humanidade de uma forma especial, como Criador do ser humano e do mundo (Jo 1:3; Ef 3:9; Cl 1:16; Hb 1:2; cf. Gn 1:26).

Príncipe da Paz. Ver Zc 9:9, 10; Ef 2:14. A paz só existe onde há justiça (Is 32:17, 18), e Jesus é o rei justo (Jr 23:5, 6; 33:15, 16), que imputa e concede Sua própria justiça ao ser humano. Ele veio ao mundo para trazer a paz (Lc 2:14; Jo 14:27; ver também Fp 4:7).

7 Seu governo. Daniel prediz que o reino de Cristo esmiuçará todos os reinos da Terra e “consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre” (Dn 2:44; cf. Ap 11:15). O anjo Gabriel declarou que “o seu reinado não terá fim”(Lc 1:33).

O trono de Davi. Ele foi um símbolo de Cristo, e é por meio de Cristo que o trono de Davi será estabelecido para sempre (Gn 49:10; 2Sm 7:11-13; Sl89:3, 4, 29, 36; 132:11, 12; Jr 23:5; 33:17; Lc 1:32; ver com. de Dt 18:15; 1Cr 28:7; Mt 1:1).

O juízo e a justiça. Literalmente, “com justiça e com retidão”(ver Is 11:4, 5; 16:5).

O zelo. Por que o Senhor fará tudo isso? Ele é movido por zelo santo e ardente, por um espírito de amor. O seu amor não pode permanecer inativo. Quando Ele pensa no ser humano perdido em pecado, isso o impulsiona a realizar obras de graça e perdão. Não há poder maior que o amor, nada que possa mover alguém a fazer maior sacrifício ou mais vigoroso serviço.

8 Contra Jacó. Como o contexto deixa claro (v. 9-17), a mensagem apresentada em seguida é dirigida “contra Jacó”como presságio do juízo divino. Este versículo dá início a uma nova seção, que se estende até o cap. 10:4, na qual o Senhor repreende a nação de Israel. A visão do Rei que reinará em glória termina, e o profeta volta a atenção para os problemas da situação imediata. A época é a mesma que a dos capítulos anteriores, pois Rezim, da Síria, ainda está vivo (v. 11), e a mensagem deve, portanto, ter sido dada entre 735 e 732 a.C., quando Rezim morreu.

Em Israel. A mensagem de Isaías 9:8 até 10:4 é primeiramente dirigida às dez tribos rebeldes, em geral chamadas de Efraim ou Samaria (Is 9:9, 21). … Porém, num sentido mais geral, Isaías, com frequência, usa os termos Jacó e Israel para todo o povo de Deus … Após a queda final do reino do norte, ambos os termos, em geral, se referem a Judá.

9 Efraim. O Senhor tinha assegurado que os planos de Efraim e da Síria contra Judá não teriam êxito (Is 7:4-7). Eles já tinham passado alguns reveses, mas Peca, de Israel, ainda estava determinado a continuar o ataque a Judá.

Em soberba e altivez de coração. Com arrogância perversa, Peca se recusou a aceitar as advertências dadas por meio de Isaías, e decidiu seguir adiante com seus planos contra Acaz.

10 Tornaremos a edificar. Isaías se refere ao fracasso dos esforços anteriores de peca, que, nesse contexto, fazia planos para recuperar o que havia perdido (ver Is 7:1). É como se um edifício de tijolos tivesse sido demolido, mas Peca o reconstruisse de novo, desta vez com pedras. Os “sicômoros”, tendo sido cortados, (ver com. de Lc 17:6; 19:4), seriam substituídos por cedros, mais caros e duráveis (ver 1Rs 10:27). ele estava mostrando sua perversidade e rebeldia contra a vontade do Céu.

11 Os adversários. O Senhor enviaria os assírios, inimigos de Rezim, contra Israel. Em 2 Reis 15:29 está o relato das medidas de Tiglate-Pileser contra peca.

12 Os siros. Nesse momento, a Síria era aliada de Efraim contra Judá (Is 7:1, 2), mas o Senhor prometeu colocar os siros contra Israel, seu antigo inimigo. Alianças entre nações do Oriente eram efêmeras, e o aliado de hoje podia se tornar um inimigo implacável no dia seguinte. Os siros atacariam Israel desde o norte e o leste, e os filisteus viriam contra eles do sul e do oeste.

Continua ainda estendida. O Senhor tinha ferido Israel com juízos, mas Sua mão estava estendida como se fosse mandar mais juízos sobre a nação. Tiglate-Pileser III tomou grande parte de Israel, mas não o destruiu; o cerco de Salmaneser V, ainda por vir, traria o fim completo da nação.

13 Não se voltou. Deus enviou Seus juízos, não para destruir, mas para que o povo se arrependesse. Contudo, eles falharam em aceitar as mensagens de repreensão, e continuaram em iniquidade e perversidade. Por isso, outros juízos mais severos, inevitavelmente cairiam.

14 Corta de Israel. Visto que Israel não se arrependeu, o Senhor não podia fazer mais nada além de enviar mais juízos, que cortariam deles “cabeça e cauda”(ver com. do v. 13). A nação seria destruída por completo, e os juízos cairiam em especial sobre aqueles que desviaram a nação (ver v. 16).

A palma e o junco. A palma se refere aos nobres e aos governantes do país. O junco pode se referir aos que fingiam humildade (Is 58:5), ou, de acordo com Isaías 9:14 e 15, aos falsos profetas.

15 O ancião. Ver Is 3:2, 3. Príncipes, juízes, oficiais civis e militares estavam dentre os líderes mais importantes da nação. O juízo seria particularmente severo para essa classe.

Que ensina a mentira. A classe mais desprezível da nação era o grupo responsável por prover liderança espiritual, mas que conduzira o povo pelos caminhos do erro e da necessidade. Isaías não os poupou nas mensagens de repreensão (Is 28:7; 29:9, 10).

16 São enganadores. O destino de uma nação depende do conselho e do exemplo de seu líder. Israel falhou porque seus líderes desviaram o povo.

17 Não se regozija. O rolo 1QIsa do Mar Morto traz “não tem piedade”, que parece se harmonizar melhor com o contexto.

Ímpios. Quando Israel caiu, o povo estava totalmente entregue ao mal. Eles ainda professavam a religião, mas se regozijavam abertamente com a iniquidade. Todas as classes estavam envolvidas, e todos sofreriam, do jovem até o velho. Quando a iniquidade chegou a esse ponto, a justiça exigiu que caíssem os juízos.

18 Lavra como um fogo. Esta é uma descrição impressionante dos efeitos da iniquidade. O pecado mata, mas não cura. … Abrolhos e espinhos, destinados apenas para a destruição, simbolizam a iniquidade que prevalecia entre o povo (ver Is 5:6; 7:23-25; 10:17; 27:4; 32:13). Quando o país estivesse cheio de espinhos e abrolhos, de modo a asfixiar as boas árvores da floresta, então a iniquidade irromperia como fogo para consumir a si mesma. O pecado, seria punido; na verdade, traria sua própria destruição (ver Is 22:11, 12; Jr 21:14; Jl 1:19, 20; Hb 6:8). Desse modo, a terra ficaria limpa, pronta para o crescimento da nova vegetação ver 2Pe 3:10-13).

19 A terra está abrasada. Ver com. dos v. 1, 2. O profeta vê uma cena de caos e confusão. As pessoas estão confusas, e o país está coberto de trevas. Paixão e amargura, ódio e vício, injustiça e crueldade dilaceraram de tal modo o coração das pessoas e inflamaram seu espírito que todas se voltavam contra o próximo. Tal será o efeito final do mal quando “a espada de cada um se voltará contra o seu próximo” (Ez 38:21) e quando cada um “levantará a mão contra o seu próximo” (Zc 14:13).

20 A carne do seu próximo. Uma descrição vívida dos efeitos finais da cobiça e da corrupção. … Ninguém pode, ao final, ser perfeitamente feliz e próspero a menos que seu próximo também esteja feliz. Quando alguém se exalta, oprimindo seu próximo, prepara caminho para a própria destruição. Quando nações se destroem a fim de promover seus interesses egoístas, cometem a maior das tolices, pois estão se destruindo a si mesmas e ao mundo em que vivem. Assim como no passado, nações e indivíduos  se destruíram mutuamente por causa de discórdia e cobiça, o mundo hoje está em processo de provocar a própria destruição.

21 Manassés ataca a Efraim. Essas duas tribos eram irmãs e tinham interesses em comum. Mas, quando Efraim se levantou contra Manassés e vice-versa, a destruição de ambas foi inevitável. E quando essas duas tribos se levantaram contra sua irmã Judá, estavam assegurando que logo viria seu próprio fim. nenhuma nação pode suportar por muito tempo tal confusão de crime, concupiscência e sangue, como foi o caso do reino do norte durante os primeiros anos de Isaías.

Continua ainda estendida. No capítulo seguinte há outra série de crimes para os quais a mão do Senhor continuou estendida para punir. Isso dá continuidade à linha de pensamento.

Fonte: CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3.

Seleção e digitação: Jeferson Quimelli.