Reavivados por Sua Palavra


SOFONIAS 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
8 de julho de 2024, 0:50
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874 palavras

1 Palavra de Sofonias. A mensagem não era de Sofonias, mas de Deus (ver 2Sm 23:1, 2; 2Tm 3:16, 17; 2Pe 1:21).

Ezequias. O fato de se nomearem os ancestrais de Sofonias até a quarta geração, ao passo que em geral só se menciona o pai de um profeta, isso quando é mencionado um antepassado, confere peso ao ponto de vista de que esse “Ezequias”eera alguém notável, muito provavelmente o rei de Judá que teve esse nome. Além disso, o intervalo entre esses dois personagens torna possível que Sofonias fosse um trineto do rei Ezequias.

2 Sobre a face da terra. Esta expressão, especialmente quando considerada com a primeira parte do versículo, indica a severidade dos juízos então iminentes.

3 Os homens e os animais. A maldição resultante do pecado repousa não só sobre o ser humano, mas também sobre o restante da criação (Gn 3:17; Rm 8:19-22).

Ofensas. Todos os ídolos, todas as maquinações ímpias, os erros, os enganos e os “frutos”da iniquidade serão destruídos juntamente com os próprios pecadores (ver Jr 17:10; Mt 7:17-19; Rm 6:21).

4 A mão. Esta é símbolo de poder, pois é o instrumento pelo qual a pessoa exerce poder (ver Js 4:24).

O resto. Tudo o que resta de Baal. A LXX diz nesta frase: “Removerei os nomes de Baal” (ver com. de Os 2:17).

Ministrantes dos ídolos. Oficiantes idólatras nomeados pelos reis de Judá para conduzir a adoração nos lugares altos (ver com. de Os 10:5).

5 Eirados. Nos telhados planos, as famílias faziam altares para adorar os corpos celestes, ofereciam sacrifícios de animais e queimavam incenso (ver com. de Jr 19:13).

Exército do céu. Desde os tempos antigos, o Sol, A Lua e as estrelas têm sido adorados como representantes dos poderes da natureza e principais causadores dos eventos terrestres (ver Jr 8:2; 19:13; ver com. de Dt 4:19).

Milcom. O deus amonita mencionado em vários documentos antigos (ver com. de 1Rs 11:7).

6 Deixam de seguir. Aqui o profeta denuncia os apóstatas consumados, que rejeitaram a adoração ao Deus verdadeiro.

7 Dia do SENHOR. O profeta se refere à punição iminente que acompanharia a invasão babilônica (ver com. de Is 13:6). Contudo, é preciso lembrar que as “profecias de juízo impendente sobre Judá [pronunciadas por Sofonias] se aplicam com igual força aos juízos a sobrevirem ao mundo impenitente por ocasião da segunda vinda de Cristo” (PR, 389; sobre os princípios ao se fazerem aplicações para os últimos dias, ver p. 17-25).

Santificou os Seus convidados. Isto é, os babilônios são apresentados como se tivessem sido separados, de acordo com o propósito de Deus, para executar a punição dos transgressores (ver com. de Is 13:3).

Os filhos do rei. Os membros da família real. É muito provável que o rei Josias não tenha sido mencionado aqui porque fora leal ao Senhor (ver 2Cr 34:1, 2, 26-28).

Estrangeiras. Do heb. nakri. Talves as vestes estrangeiras indicassem a presença de hábitos e costumes pagãos entre o povo (ver Is 3:16-24). Os filhos de Israel deviam ser lembrados, por meio de seu vestuário, de que eram um povo especial, dedicado ao serviço de Deus (ver Nm 15:37-41).

10 Grito. Os babilônios são então retratados como se estivessem invadindo os lugares onde ficavam os mercadores e os agiotas.

Porta do Peixe. Esta porta provavelmente ficava na metade do muro norte da cidade. Tinha este nome porque havia ali um mercado de peixes onde os tírios vendiam essa mercadoria (ver com. de Ne 3:3).

11 Mactés. Literalmente, “o pilão”, “o moedor”, ou “o [dente]”. Muitos eruditos creem que maktesh é aqui o nome de um setor de Jerusalém. O contexto (ver v. 10) parece favorecer este ponto de vista.

12 Jerusalém. A capital e a representante de toda a nação.

Com lanternas. Uma figura que mostra a intensidade da busca que os inimigos de Judá fariam para matar ou capturar o maior número possível de pessoas.

À borra do vinho. Isto é, o povo estava endurecido em seus caminhos iníquos. os professos seguidores do Senhor nos dias de Sofonias não perceberam, como muitos cristãos não percebem hoje, que não pode haver descanso na luta espiritual neste mundo. Ninguém deve ficar satisfeito com suas atuais conquistas espirituais. Somente mostrando contínuo progresso é que se vive à altura das oportunidades concedidas por Deus. A complacência é o maior inimigo de uma viva experiência cristã.

Dizem no seu coração: O SENHOR não faz bem, nem faz mal. Um falso conceito de Deus sempre resulta em padrão errado de conduta. As pessoas aqui mencionadas era praticamente deístas. Concordavam que havia um Deus, mas O concebiam como um governante ausente que pouco se importava com Seus filhos e que prestava pouca atenção a eles. Para elas, as promessas de bênçãos e as advertências quanto a punições eram igualmente sem sentido; e Deus não era diferente dos deuses dos pagãos.

13 Mas não habitarão. Os que eram contínuos agressores da lei de Deus receberiam uma punição que seria o posto da recompensa aos fiéis ao Senhor (ver Is 65:21).

15 Aquele dia. O profeta descreve vividamente os terríveis efeitos deste dia: a ardência da “ira” de Deus (ver Is 9:19), “angústia da ira” de Deus (ver Is 9:19), “angústia e alvoroço” por parte dos seres humanos (ver Jó 15:23, 24) e dia de “escuridão e negrume” (ver Jl 2:2; Am 5:18, 20).

18 Nem a sua prata nem o seu ouro. A riqueza das pessoas não poderia comprar segurança contra a destruição (ver Is 13:17; Ez 7:19). De pouco valor são as riquezas em momentos de profunda angústia.



SOFONIAS 1 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
8 de julho de 2024, 0:40
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SOFONIAS 1 – Pouco valor temos dado ao livro do Profeta Sofonias. Porém, ele é tão importante, relevante e interessante quanto qualquer outro livro inspirado das Sagradas Escrituras.

Russell Champlin faz a seguinte análise, que merece nossa atenção:

“Sofonias predisse a queda de Judá e de Jerusalém como acontecimentos inevitáveis (1.4-13), em face da degeneração religiosa que ali reinava. Todavia, esse julgamento local é visto pelo profeta contra o pano de fundo do quadro maior dos últimos dias, que as Escrituras também chamam de Dia do Senhor (1.4-18; 2:4-15). Por conseguinte, o propósito central do autor sagrado foi, principalmente, despertar os piedosos para que se voltassem de todo o coração ao Senhor, a fim de escaparem da condenação quando do futuro dia do juízo (2.1-3), tornando-se parte do remanescente que haverá de desfrutar as bênçãos do reino de Deus (3.8-20). Isso significa que o livro não é obsoleto para nós; antes, à medida que se aproximarem os últimos dias, mais e mais o livro terá aplicação e utilidade para nossa meditação e orientação”.

O profeta Sofonias, descendente do rei Ezequias, profetizou durante o reinado de Josias (Sofonias 1:1), porém, suas mensagens alcançam aos habitantes do mundo que vivem nos últimos dias da história humana. Considere:

• Há uma declaração de uma destruição universal, revelando a seriedade do pecado e a abrangência do julgamento de Deus tanto para os incrédulos quanto para os crentes hipócritas (Sofonias 1:2-6). Fica evidente a responsabilidade do povo de Deus em manter a pureza da adoração e a fidelidade ao Deus verdadeiro.
• Há um convite à reflexão através do silêncio. O que implica em referência diante do Senhor, pois o Dia do Senhor está próximo (Sofonias 1:7-13). Essa mensagem coincide com a primeira mensagem angélica em Apocalipse 14:6-7, que convida a humanidade, antes de terminar o tempo do fim, a temer a Deus e dar-Lhe glória, pois chegou a hora do juízo.
• Há uma descrição do grande dia do Senhor. Sendo que esse dia se aproxima, é de suma urgência a prática do arrependimento e a preparação espiritual, pois será um dia de angústia, tribulação, devastação e escuridão (Sofonias 1:14-17). O texto revela a realidade das consequências do pecado e a necessidade de buscar a misericórdia de Deus.

Diante dessas verdades, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



COMENTÁRIOS SOBRE O LIVRO DE MARCOS
7 de julho de 2024, 18:31
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Querido apreciador da Palavra, você que está estudando neste trimestre o livro de Marcos poderá apreciar os comentários publicados nos links abaixo:

MARCOS 1
MARCOS 2
MARCOS 3
MARCOS 4
MARCOS 5
MARCOS 6
MARCOS 7
MARCOS 8
MARCOS 9
MARCOS 10
MARCOS 11
MARCOS 12
MARCOS 13
MARCOS 14
MARCOS 15
MARCOS 16



HABACUQUE 3 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
7 de julho de 2024, 1:00
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Texto bíblico: HABACUQUE 3 – Primeiro leia a Bíblia

HABACUQUE 3 – BLOG MUNDIAL

HABACUQUE 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



HABACUQUE 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
7 de julho de 2024, 0:50
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551 palavras

2 Alarmado. O profeta que, anteriormente questionava, reconhece ser sábia a maneira de Deus tratar os seres humanos (ver com. de Hc 1:2, 12; 2:1) e humildemente admite seu erro.

Aviva. O profeta sabe que o Deus, embora fosse punir seu próprio povo por causa da apostasia, haveria de exercer seguros juízos sobre os inimigos deles. Também compreende que, no fim, Israel será redimido e toda a Terra “se encherá do conhecimento da glória do SENHOR” (Hc 2:14). Por isso, ele solicita fervorosamente a Deus que essa boa “obra”de restauração seja avivada. Com o espírito corrigido, ele não deseja de maneira menos fervorosa o sucesso do plano de Deus para Israel (ver p. 13-17) do que desejava a princípio (ver com. de Hc 1:2).

3 Deus vem. Os v. 3 a 16 apresentam um quadro sublime da vinda do Senhor em juízo para o livramento de Seu povo. O quadro é apresentado no contexto do livramento do Israel literal, mas descreve também a vinda de Cristo para inaugurar o reino de justiça (ver GC, 300; …). Numa figura impressionante, ele descreve o efeit odessa vinda sobre a natureza e sobre os ímpios. Habacuque usa exemplos do trato passado de Deus para com Seu povo a fim de ilustrar esses eventos finais da história (ver com. do v. 11).

4 Ali está velado o Seu poder. Quando o Salvador Se manifestar, as feridas do Calvário, os sinais de Sua humilhação, serão vistos como Sua mais elevada honra; ali estará Sua glória, “o esconderijo de Sua força”(ARC; ver GC, 674; ver com. do v. 3).

8 Irado. Para enfatizar o poder divino sobre toda a criação. Habacuque pergunta retoricamente se Deus estava irado com a natureza inanimada quando exibiu Seu poder.

9 Tiras a descoberto. O significado é deixar pronto para a ação. O profeta retrata o Senhor como um guerreiro (ver Êx 15:3), que prepara Seu arco para usá-lo.

10 E se contorcem. Literalmente, “se contorcem de dor”; a linguagem figurada indica um terremoto (ver Êx 19:18; Sl 114:6, 7; ver com. de Sl 114).

11 O sol e a lua. Aqui o profeta usa o evento de quando o sol e a lua se detiveram nos dias de Josué (Js 10:11-14; ver PP, 508) como ilustração da vinda do Senhor (ver com. de Hc 3:3).

13 Tu sais. O propósito da vinda do Senhor é salvar Seu povo, Seu “ungido”(ver Sl 20:5, 6; 28:8, 9).

17 Figueira. Neste versículo são previstos os efeitos da invasão babilônica: a destruição da “figueira” e da “oliveira”, tão prezadas na Palestina , junto com o igualmente necessária “vide”, com os cereais e o gado. O mesmo ocorrerá durante as cenas finais da história da Terra, quando esta será igualmente desolada (ver DTN, 122; GC, 629).

18 Eu me alegro. Por mais terríveis que sejam os eventos que este capítulo prenuncia, ele se encerra com uma consoladora e reconfortante nota de alegria e de esperança da salvação “no SENHOR”. O profeta assegura a si mesmo que, no fim, tudo ficará bem, por causa da fidelidade de Deus (ver Sl 13:5, 6; 31:19, 20; Mq 7:7). Uma vez resolvido o problema (ver p. 1153, o profeta alegremente submete sua própria vontade à de Deus.

19 Altaneiramente. O povo de Deus triunfará sobre toda oposição e habitará seguro sobre os altos da salvação (ver Dt 32:13; 33:29; Is 58:13, 14; Am 4:13). Todas as perguntas do profeta são respondidas pela fé em Deus, e Habacuque descansa satisfeito, sabendo que, por fim, o direito e a verdade triunfarão para sempre.

Referências: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1163-1165



HABACUQUE 3 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
7 de julho de 2024, 0:40
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HABACUQUE 3 – Até aqui ficou claro que a forma de Deus agir é bem superior à nossa forma de entender e, quando não compreendemos a justiça divina passamos a questioná-la; por fim, entendemos que a paciência divina contrasta com nossa intolerância, mas somos nós que devemos ser transformados, não Deus.

A jornada de Habacuque do desespero à esperança nos ensina lições valiosas sobre fé e resiliência em tempos de crise. Quando enfrentamos as dificuldades da vida, podemos ser tentados a nos afundar na angústia, mas a contemplação do maravilhoso caráter imutável de Deus nos oferece uma perspectiva renovada.

Quando as circunstâncias ao nosso redor parecem caóticas, lembrar-nos de que Deus está no controle traz paz ao nosso coração. Sua teofania, descrita de forma majestosa em Habacuque 3, nos lembra que Ele é poderoso para intervir na história mundial, trazendo justiça e redenção. Esta confiança é um chamado para que, em meio às trevas, elevemos nossos olhos e vejamos além do presente, aguardando com esperança a manifestação do Seu propósito.

A esperança escatológica expressa por Habacuque não é uma mera expectativa passiva, mas um convite à perseverança ativa. Num mundo cheio de incertezas, somos desafiados a viver com os olhos fixos nas grandiosas profecias/promessas da Bíblia, confiando que, assim como Deus agiu no passado, Ele continuará a agir no futuro, levando a história ao clímax: A gloriosa segunda vinda de Cristo. Esta perspectiva nos encoraja a enfrentar as dificuldades com uma fé inabalável, sabendo que nossa esperança não é em vão. A certeza de que Deus julgará o mal e restaurará a justiça nos dá força para perseverar, mesmo quando as circunstâncias parecem insuportáveis.

O cântico de Habacuque nos estimula a transformar nossa dor em louvor. Ao final do capítulo 3 de seu livro, vemos o profeta declarando que, mesmo sem recursos e alimentos, ele ainda se alegrará no Senhor. O justo certamente vive pela fé. Este é um poderoso lembrete de que a verdadeira alegria não depende das circunstâncias, mas da nossa relação com Deus. Essa postura de louvor em meio à adversidade não apenas transforma nosso coração, mas também serve de testemunho para os que nos observam, demonstrando que nossa fé é genuína e viva – esse é o segredo do reavivamento!

Então, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



HABACUQUE 2 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
6 de julho de 2024, 1:00
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Texto bíblico: HABACUQUE 2 – Primeiro leia a Bíblia

HABACUQUE 2 – BLOG MUNDIAL

HABACUQUE 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



HABACUQUE 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
6 de julho de 2024, 0:50
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1375 palavras

1 Por-me-ei. Habacuque demonstra aqui claramente sua fé em Deus. Apresenta-se como alguém que toma posição, assim como um atalaia (ver Ez 3:17; 33:7), num lugar alto, a fim de ter uma visão clara de tudo ao redor e poder ver e ouvir qualquer coisa que se aproxime.

Torre. Do heb. matsor, “uma fortaleza”, isto é, um lugar a partir do qual se resiste a um cerco.

Vigiarei para ver. Habacuque acredita ter apresentado a Deus uma objeção válida ao plano de usar os caldeus como instrumentos contra Judá. (Hc 1:6, 13). Assim ele espera uma resposta (ver p. 1153, 1154).

2 Escreve. O Senhor responde à fé de seu servo e o encoraja em sua obra. A escrita daria permanência às mensagens do profeta.

Tábuas. A referência deve ser a placas colocadas em lugares públicos onde todos poderiam lê-las.

Quem passa correndo. A frase diz, literalmente: “para que seu leitor possa correr”, isto é, lê-la prontamente, fluentemente e sem esforço.

3 No tempo determinado. A visão se cumprirá no devido tempo (ver Gl 4:4).

Se tardar. Segundo o texto hebraico … embora o cumprimento da visão sobre a vinda dos conquistadores caldeus parecesse demorada, no devido tempo ela se cumpriria. Segundo o texto da LXX, a ideia parece ser de que, embora o inimigo parecesse tardar, certamente viria, conforme o predito. … A profecia de Habacuque 2:1 a 4 foi fonte de encorajamento e conforto para os primeiros crentes no Advento, conhecidos como mileritas. Quando o senhor não voltou na primavera de 1844, como se esperava a princípio, os mileritas experimentaram profunda perplexidade. Foi pouco depois do desapontamento inicial que eles viram um significado especial nas palavras do profeta: “Pois a visão aguarda um tempo designado; ela fala do fim, e não falhará. Ainda que se demore, espere-a” (NVI). Eles se apoiaram “na linguagem do profeta” (T1,52) e saíram a proclamar o clamor da meia noite: “Eis o noivo! Saí ao seu encontro!” (Mt 25:6; ver GC, 392).

4 Sua alma. Em sua aplicação primária, estas palavras reprovam o profeta por sua imprudência e falta de fé.

Justo. Do heb. tsadiq, “justo”, “sem culpa”, usado em referência a uma pessoa ou coisa que foi examinada e encontrado em boas condições. Esta frase final apresenta o caráter do homem bom em contraste com o do homem mau descrito na primeira parte do versículo.

. Do heb. ‘amunah, “constância”, “fidedignidade” ou “fidelidade”, usada aqui para descrever a relação de alguém para com Deus. A confiança em Deus vem da certeza de que Ele irá guiar, proteger e abençoar os que cumprem a Sua vontade. Habacuque afirma principalmente que o que vive por fé e confiança pura no Senhor será salvo, mas que perecerá o soberbo, que mostra orgulho obstinado e perversidade no pecado … uma pessoa “viverá ou será aceita aos olhos divinos”, pela fidelidade a Deus que, por sua vez, baseia-se na fidelidade de Deus em cuidar de Seus filhos … Embora primariamente este versículo se refira aos que, por causa de sua fé no Senhor, seriam salvos dos caldeus e encontrariam paz, ainda que Judá fosse destruída, num sentido mais amplo, o versículo enuncia uma verdade aplicável a todos os tempos. Paulo emprega essa declaração do AT mais de uma vez como tema de uma dissertação sobre a justiça pela fé (ver Rm 1:16, 17; Gl 3:11; Hb 10:38, 39).

5 Assim como. Em Habacuque 2:5 a 19, Deus enumera os pecados de Babilônia. Ele sabe que os babilônios são perversos, como Habacuque os acusa (1:13). Deus ainda está no comando dos negócios da Terra e todos – inclusive Habacuque – devem calar-se diante dEle (2:20).

Boca. Do heb. nefesh (ver com. De 1Rs 17:21; Sl 16:10).

Sepulcro. Do heb. she’ol (ver com de Pv 15:11). Como a morte e o she’ol são representados como insaciáveis (Pv 27:20; Is 5:14), assim os babilônios se reuniam e ajuntavam para si “todas as nações” e “todos os povos”.

6 Todos estes. As “nações” e os “povos” (v. 5) conquistados pelos babilônios.

Penhores. Do heb. ‘abtit, palavra que ocorre apenas aqui no AT e cujo significado é considerado como sendo “penhores”, isto é, vestes ou outras coisas dadas como garantia por dívidas. Em outras palavras, faz-se a pergunta: “Quanto tempo a Babilônia vai continuar acumulando dívidas de direito e justiça para com os povos que ela subjuga antes que esses penhores sejam resgatados mediante a aplicação de irada retribuição aos habitantes da Babilônia?

7 Os teus credores. Aqueles que os babilônios prejudicaram se levantariam e os atacariam. Historicamente, foram os medos e os persas que saquearam os caldeus e destruíram os impérios deles.

8 Despojaram a ti. Como vingança, todas as nações tomadas e saqueadas pelos babilônios, principalmente os medos e os persas, iriam destruir os caldeus (ver Rs 21:2; 33:1. A tomada de Babilônia vingaria o “sangue” que os babilônios cruelmente derramaram.

A Terra. Alguns creem que o profeta aqui se refira particularmente à Terra da Palestina.

9 Ajunta… bens mal adquiridos. Literalmente, “um ganhador de mau ganho” para a sua casa; provavelmente, uma referência à família real ou à dinastia babilônica.

Por em lugar alto o seu ninho. Uma figura que significa segurança.

11 Pedra. Uma figura notável para indicar a enormidade da culpa de Babilônia. Não só os homens, mas as coisas inanimadas iriam condenar a iniquidade dos caldeus (ver Lc 19:40).

12 Edifica. Neste terceiro “ai” (ver v.6,9), a condenação repousa sobre os babilônios porque seu poder foi edificado sobre a matança e a “iniquidade” (ver Dn 4:27; cf Mq 3:10). Babilônia foi ampliada e embelezada por despojos tomados das nações conquistadas. Embora este versículo se aplique primariamente a Babilônia, as verdades aqui declaradas são atemporais.

13 Para o fogo. Todos os edifícios e fortalezas dos babilônios erigidos por meio de trabalho escravo, no final apenas combustível para o fogo e assim, ele se fatigariam em vão (ver Jr 51:29, 30, 58.

14 A terra se encherá. Habacuque reitera um pensamento já expresso por Isaías (Is 11:9). A destruição de Babilônia tipifica a destruição de todos os ímpios no dia final.

15 Misturando… seu furor. Como o homem que dá de beber ao seu companheiro para tirar vantagem dele, os caldeus fizeram o mesmo com as outras ações, e era justo que, por sua vez, eles tivessem de beber do cálice da ira de Deus (ver Ap 14:8, 10).

Contemplar as vergonhas. Esta é uma figura que ilustra (ver Gn 9:20-23) a condição humilhante à qual as nações conquistadas eram reduzidas sob o governo iníquo e tirano dos babilônios (ver Lm 4:21).

16 Farto. O mau tratamento imposto por Babilônia aos oprimidos provocaria sua própria queda. Eles iriam beber até o fim a taça da retribuição divina.

Exibe a tua incircuncisão. Isto é, que Babilônia receba o mesmo tratamento ignominioso que dispensou a outros (ver com. do v. 15). … Em outras palavras, os babilônios deviam sofrer as mesmas indignidades e crueldades impostas aos inimigos conquistados.

17 Violência contra o Líbano. Alguns consideram que “Líbano” aqui seja uma referência ao templo de Jerusalém, que fora construído de cedros do Líbano (ver 1Rs 5; Zc 11:1, 2).

18 Aproveita. O profeta ironicamente pergunta que benefício os caldeus tiram da confiança depositada em seus deuses (ver Is 44:9, 10; Jr 2:11). Frequentemente, o AT enfatiza a loucura de se confiar em “ídolos mudos” (ver Sl 115:4-8; Jr 10:1-5; etc.).

19 À maneira. Madeira e pedra eram os materiais comuns usados no antigo Oriente para fazer estátuas.

De ouro e de prata. Estes metais preciosos eram usados para embelezar a pedra ou a madeira (Is 40:19; ver com. de Dn 3:1).

20 O senhor. Deus está em Seu templo, sentado no trono. Ele guia o destino das nações (ver com. Hc 2:5; Dn 4:17).

Seu santo templo. Habacuque, de maneira desafiadora, apresenta a diferença entre o Deus vivo e majestoso e os ídolos vãos e sem vida. Embora o profeta primariamente se refira ao templo de Jerusalém como o lugar da habitação do Deus verdadeiro, em sentido mais amplo, ele talvez estivesse pensando também no “templo” de Deus do Céu (ver 1Rs 8:27-30; Sl 11:4; Mq 1:2, 3). Devido à exaltada majestade de Deus, “toda a terra”, constituída pelos súditos do Rei do universo, é convocada a esperar, silenciosa e humildemente, diante dele (Sl 46:10; ver com. de Sl 76:8).

Cale-se. Isto é, não se atreva a questionar a sabedoria de Deus na condução do destino das ações, como Habacuque o fez (Hc 1:1; 2:1). A linguagem deste versículo é, às vezes, apropriadamente aplicada à reverência na casa de Deus, embora esse não fosse o intento original.

Toda a terra. Isto é, todos os seres humanos inclusive o profeta Habacuque (ver com. de Hc 1:13; 2:1, 4).

Referências: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1159-1160.



HABACUQUE 2 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
6 de julho de 2024, 0:40
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HABACUQUE 2 – Em Habacuque 1 aprendemos que a virtude da paciência é uma realidade que devemos desenvolver para alinhar-nos com a natureza de Deus. Precisamos desvencilhar de conceitos e preconceitos para que nosso comportamento seja realmente moldado pelo Deus a Quem servimos e adoramos.

Em Habacuque 2, aprendemos várias lições profundas:

• Esperança na justiça divina: O profeta coloca-se numa posição de espera, aguardando a resposta de Deus. Tal atitude ensina-nos a ter paciência e a confiar que a justiça divina se manifestará no tempo e modo certos, mesmo quando as circunstâncias aparentam ser complexas e difíceis demais (Habacuque 2:1).
• O justo viverá pela fé: A tão aclamada frase “o justo viverá pela fé” destaca a importância da fidelidade em meio às incertezas da existência. Isso lembra-nos que a justiça e a confiança em Deus são fundamentais, independente das circunstâncias (Habacuque 2:2-4).
• Orgulho versus humildade: Deus condena a arrogância dos babilônios, destacando que o orgulho humano leva à destruição. Isso ensina-nos a importância da humildade e dependência de Deus, em vez de confiar nas próprias forças e habilidades (Habacuque 2:5).
• As consequências do mal: O profeta descreve cinco “ais” contra os opressores, mostrando que injustiça e maldade têm consequências inevitáveis. Isso reforça a certeza de que a justiça divina prevalecerá, no tempo e com métodos corretos (Habacuque 2:6-19).
• A soberania de Deus: Habacuque reafirma a soberania divina sobre todas as nações. Isso ensina-nos que, apesar das aparências, Deus está no controle e Seus propósitos Se cumprirão (Habacuque 2:20).

Em Habacuque 2, Deus conforta Seu profeta de várias maneiras, servindo para tranquilizar nosso coração neste mundo injusto e corrupto:

• Reafirmação da justiça divina: A justiça será feita, e os ímpios não ficarão impunes. Isso alivia a ansiedade em relação à aparente prosperidade dos perversos.
• Visão a longo prazo: Ao pedir para escrever a visão e esperar por seu cumprimento, enfatizando que a promessa não falhará, encoraja a paciência e a esperança, fundamentais para lidar com a incerteza.
• Relação de confiança: Ao afirmar que “o justo viverá pela sua fé”, Deus reforça a ideia de confiança e fidelidade, que é âncora emocional em tempos de crise.

Estas respostas divinas ajudam-nos a realinhar nossa perspectiva, encontrar consolo na soberania de Deus e desenvolver uma fé mais resiliente! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



HABACUQUE 1 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
5 de julho de 2024, 1:00
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Texto bíblico: HABACUQUE 1 – Primeiro leia a Bíblia

HABACUQUE 1 – BLOG MUNDIAL

HABACUQUE 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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