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Texto bíblico: EZEQUIEL 22 – Primeiro leia a Bíblia
EZEQUIEL 22 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1164 palavras
O cap. 22 pode ser dividido em três partes: os v. 1 a 6, que são uma lista dos pecados de Jerusalém; os v. 17 a 22, que apresentam uma parábola extraída do refino de metais; os v. 23 a 31, que falam da corrupção geral que permeia todas as classes sociais. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 718.
2 Cidade sanguinária. Os assassinatos judiciais e o oferecimento de crianças a Moloque, sem dúvida, estavam entre os crimes que deram a Jerusalém este título. CBASD, vol. 4, p. 718.
3 Para que venha o seu tempo. O tempo de punição. CBASD, vol. 4, p. 718.
5 As que estão perto. A referência é, sem dúvida, às cidades próximas e distantes. CBASD, vol. 4, p. 718.
6 Segundo o seu poder. Os príncipes de Judá desconsideravam a justiça e governavam segundo seus caprichos. CBASD, vol. 4, p. 718.
Derramar sangue. A frase ocorre três vezes (v. 6, 9, 12). Ela encabeça três enumerações dos pecados de Israel; na primeira, são mencionados pecados de desumanidade e profanação (v. 6-8); na segunda, pecados de idolatria, incesto e lascívia (v. 9-11); na terceira, pecados de avareza e cobiça (v. 12). CBASD, vol. 4, p. 718.
13 Bato as Minhas palmas. Aqui, um gesto de indignação (ver Ez 6:11; 21:14, 17). CBASD, vol. 4, p. 718.
16 Serás profanada. Versões antigas colocam o verbo na primeira pessoa: “Serei profanado através de ti à vista das nações” (ver Ez 20:9; 36:20). CBASD, vol. 4, p. 718.
17-22 Os v. 17 a 22 são uma parábola baseada no processo de derretimento da prata. A fornalha é Jerusalém (v. 19). O povo é o metal (v. 20) que demonstrou ser escória (v. 18). CBASD, vol. 4, p. 718.
23-31 Os v. 23 a 31 constituem a terceira seção do capítulo (ver com. do v. 1). Apresentam outra enumeração dos pecados de Israel, indicando que neles todas as classes sociais estavam envolvidas. CBASD, vol. 4, p. 719.
25 Conspiração dos seus profetas. Os falsos profetas já haviam sido denunciados no cap. 13. A obra deles era um contínuo estorvo à obra dos verdadeiros profetas. Não é de se admirar, em vista das declarações contraditórias de ambos os grupos, que o povo estivesse confuso e que achasse uma desculpa plausível para não obedecer às instruções divinas.
A mesma confusão existe no mundo religioso hoje. Devido ao fato de haver diversas ramificações cristãs, e de que pode haver pessoas piedosas em diferentes segmentos religiosos, muitos concluem que, afinal, faz pouca diferença em que se crê.
O único antídoto seguro contra a influência dos falsos profetas é saber, por meio de investigação pessoal, o que é a verdade. Não é seguro depender da pesquisa, das opiniões ou da sabedoria de qualquer outra pessoa (OP, 30; T5, 686; GC, 593, 594.
Devido à previsão do aparecimento de muitos falsos profetas nos últimos dias, Jesus repetidamente advertiu contra os enganos sutis (ver Mt 24:4, 5, 11, 24). Ele menciona que esses profetas enganariam, “se possível, os próprios eleitos”(Mt 24:24). Diz também que recorreriam a “grandes sinais e prodígios”, um recurso quase inexistente no tempo de Ezequiel.À medida que o grande dia do Senhor se aproxima, Satanás tem intensificado os esforços na obra do engano. Cada vez mais, à medida que os anjos celestiais vão soltando os “ventos”da Terra, ele assumirá o controle do mundo. Sob a aparência de religião e por meio de milagres ele aumentará o domínio sobre os habitantes do planeta.
“E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a Terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 13:8). Portanto, precisamos de um conhecimento pleno das Escrituras para distinguir entre o falso e o verdadeiro (GC, 593, 594). CBASD, vol. 4, p. 719.
26 Transgridem a Minha Lei. Era trabalho especial dos sacerdotes dar instruções sobre os requisitos divinos e observar e ensinar a distinção entre o santo e o profano (Lv 10:10), bem como instruir o povo quanto à adequada observância do sábado. Em tudo isto, no entanto, eles eram infiéis. CBASD, vol. 4, p. 719.
Escondem os olhos. Esta acusação encontra notável paralelo no contexto dos últimos dias. As profecias do Apocalipse (12-14) sugerem que Deus requer uma reforma em relação ao verdadeiro dia de descanso, o sábado do sétimo dia. Esta reforma deve preparar o mundo para a segunda vinda de Cristo. A mensagem tem sido proclamada. A reação tem sido a mesma que a dos dias de Ezequiel: as pessoas escondem os olhos da obrigação de observar o o verdadeiro dia de repouso; tapam os ouvidos frente às claras evidências bíblicas e declaram: “Não penso assim”. CBASD, vol. 4, p. 719.
27 Príncipes. Do heb. sarim, membros da classe governante e chefes das famílias importantes. CBASD, vol. 4, p. 719.
28 Profetas lhes encobrem … visões falsas … mentiras. Ver com. [CBASD] de Ez 13:10. Há vozes no mundo religioso para apoiar quase todo tipo de crença.
Alguns critérios ajudam a distinguir entre o que é representado pela “cal” e o que é genuíno. Esses critérios devem ser usados para testar qualquer crença que supostamente afirme basear-se na Bíblia. Servem também como um sistema de orientação para a pesquisa bíblica, prevendo falsas conclusões.
1. A Bíblia deve ser estudada com oração. … A prática correta da oração coloca a pessoa em condições de receber a verdade celestial.
2. É preciso haver disposição para seguir a luz revelada (Jo 7:17). … Deus reserva a compreensão da verdade aos que estão dispostos a andar na luz que lhes ilumina a mente. A recusa obstinada de andar nesta luz fecha a porta para uma compreensão mais plena da verdade.
3.O texto bíblico deve ser interpretado segundo o contexto geral de toda a Escritura. Corretamente entendida, a Bíblia não se contradiz. Se a conclusão de uma passagem fica em contradição com outra passagem, essa conclusão deve ser reestudada. … .
4. A Bíblia deve ser interpretada à luz de seu próprio contexto. O estudante deve notar cuidadosamente o contexto da passagem em consideração a fim de descobrir do que o texto trata especificamente. … .
5. A Bíblia deve ser sua própria intérprete. Muitas vezes o Espírito Santo não dá uma interpretação imediata do símbolo empregado, mas é de se esperar que o mesmo Espírito explique em outra parte a linguagem obscura para que as pessoas compreendam o significado. …
Em resumo, o procedimento adequado para se descobrir o que a Bíblia ensina é tomar tudo o que ela diz sobre o assunto em questão antes de tirar qualquer conclusão. Atentar para o quadro completo envolvido impede conclusões apressadas e mesmo uma interpretação antibíblica. CBASD, vol. 4, p. 719, 720.
29 O povo da terra. A acusação passa ao povo comum. CBASD, vol. 4, p. 720.
30 Busquei … um homem. Ver Jr 5:1. CBASD, vol. 4, p. 720.
E se colocasse na brecha. Deus chama pessoas para reparar a brecha na lei de Deus. … Acerca dos que empreendem essa tarefa, declara-se: “Os teus filhos edificarão as antigas ruínas; levantarás os fundamentos de muitas gerações e serás chamado reparador de brechas e restaurador de veredas para que o país se torne habitável” (Is 58:12). CBASD, vol. 4, p. 720.
31 O fogo do Meu furor. Esta é obviamente uma linguagem figurativa, na qual os vários juízos de Deus são retratados como fogo. O fogo consome, e o efeito desses juízos é o de consumir aqueles sobre quem eles forem derramados. No fim dos tempos, os que rejeitam a misericórdia divina experimentarão o fogo literal (Ap 20:9). CBASD, vol. 4, p. 720.
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EZEQUIEL 22 – Deus fica indignado. Sua ira se ascende contra a iniquidade desenfreada de Seu povo. Sua presença é fogo consumidor para o pecador que não reconhece sua condição para receber Seu perdão. O capítulo em questão leva-nos à profundas reflexões:
• A cidade de Jerusalém é condenada e tem seus pecados revelados, os quais incluem derramamento de sangue, idolatria e injustiça; por isso, seria envergonhada entre as nações (Ezequiel 22:1-5, 23-24).
• Os líderes e profetas de Israel são condenados por explorar e oprimir o povo, negligenciando seus deveres. Eles são culpados de falsidade, por proclamarem visões falsas e enganosas e transgredirem os mandamentos de Deus (Ezequiel 22:6-12, 25-28).
• O povo é culpado como os liderados por explorar os necessitados (opressão a pobres e estrangeiros), por terem se afastado de Deus, tornando-se impuros e contaminados espiritualmente (Ezequiel 22:13-16, 29).
• A cidade de Jerusalém é comparada a um forno em chamas, onde o povo é consumido pela ira divina devido à sua impureza e injustiça (Ezequiel 22:17-22).
• Deus procura por alguém que interceda por Jerusalém; como não encontra ninguém, ela sofrerá a devida punição (Ezequiel 22:30-31).
Ezequiel 22:16 merece nossa atenção, reflexão e aplicações considerando seu contexto. Ele aponta especificamente aos líderes religiosos que deveriam ser os guardiões da Lei Deus e da santidade do povo, mas falharam drasticamente em suas responsabilidades.
Líderes religiosos negligentes são repreendidos por Deus por sua hipocrisia e corrupção. Além disso, líderes que não fazem distinção entre o sagrado e o profano, o santo e o comum, o puro e o impuro, estão pervertidos. A falha em fazer tal distinção é considerada uma profanação da santidade de Deus e de Sua religião.
Um ponto que Deus sempre considerou e o povo sempre ignorou é a sacralidade do dia de sábado. Esconder os olhos do sábado significa negligenciar ou ignorar sua importância, e desprezar o Soberano Legislador.
A secularização e o materialismo têm feito líderes e liderados perderem a percepção das coisas sagradas. Os líderes devem possuir discernimento espiritual para distinguir entre o que é sagrado e o profano, orientando o povo a fazer o mesmo e a viver de acordo com os padrões divinos. Do contrário, serão todos combustíveis para o fogo do juízo!
Permitamos ser alertados por esse texto. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: EZEQUIEL 21 – Primeiro leia a Bíblia
EZEQUIEL 21 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1740 palavras
A curta mensagem em 20: 45-48 apresenta a primeira das três mensagens sobre os julgamentos que viriam sobre Jerusalém: (1) a espada do Senhor (21: 1-7); (2) a espada afiada (21: 8-17); (3) a espada de Nabucodonosor (21: 18-22). A cidade seria destruída porque estava contaminada. De acordo com a lei judaica, objetos contaminados deveriam ser passados pelo fogo para serem purificados (ver Números 31:22, 23; Salmos 66: 10-2; Provérbios 17: 3). O julgamento de Deus tem como objetivo purificar; a destruição costuma ser uma parte necessária desse processo. Life Application Study Bible Kingsway.
1-7 Os v. 1 a 7 reproduzem, em linguagem simples, a enigmática parábola de Ezequiel 20:45-49. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 714.
2 Contra Jerusalém. Em vez do triplo “sul”(Ez 20:46), aqui há as expressões “Jerusalém, “santuário”e “terra de Israel”. CBASD, vol. 4, p. 714.
3 Minha espada. Mostra-se que o “fogo”da parábola enigmática (Ez 20:47) é a espada do invasor. CBASD, vol. 4, p. 714.
O justo como o perverso. A aplicação da linguagem figurada em 20.47, na qual a árvore verde simboliza o justo e a seca, o perverso (17.24; Lc 23.31).49.1-6). Bíblia Shedd.
4 O justo. Ver com. de Ez 20:47. Nos juízos de caráter nacional, os inocentes frequentemente são envolvidos nos mesmos sofrimentos temporais que os culpados. CBASD, vol. 4, p. 714.
5 Jamais voltará. Isto é, até que tenha completado a sua missão. … A mesma ideia de duração restrita se encontra em Ezequiel 20:48, em que se declara que o fogo dos juízos de Deus não se apagará (ver com. [CBASD] ali). … Em cada caso a duração precisa ser determinada pelo contexto (ver com. [CBASD] de Ez 30:13). CBASD, vol. 4, p. 714..
6 Suspira. O profeta precisava usar de todos os meios para mostrar que a destruição de Jerusalém já era uma sentença pronunciada, para ver se o povo se arrependeria.49.1-6). Bíblia Shedd.
De coração quebrantado. Ver Na. 2:1, 10. Ordena-se ao profeta que faça uma vívida descrição aos ouvintes de quão profundo todos se comoveriam com a notícia da queda de Jerusalém.
Ezequiel deveria suspirar de tristeza e manifestar amargura pela grande calamidade ligada à queda de Jerusalém, que certamente sobreviria. Bíblia de Estudo Andrews.
8-17 Os v. 8 a 17 podem ser intitulados como “O cântico da espada afiada e polida”. Em geral, estes versículos constituem uma ampliação da mensagem dos v. 1 a 6. CBASD, vol. 4, p. 714.
10 O cetro. Os fracos e ignorantes deixados em Jerusalém depois da primeira deportação, tinham uma confiança arrogante de que resistiriam à força dos invasores, em uma soberba doentia. Bíblia Shedd.
11 Matador. Isto é, o rei da Babilônia. CBASD, vol. 4, p. 714.
12 Dá, pois, pancadas na tua coxa. Um sinal de extrema vergonha ou dor (ver jr 31:19). O objetivo dos gestos era atrair a atenção e suscitar perguntas (ver com. [CBASD] de Ez 4:1). CBASD, vol. 4, p. 714.
13 Pois haverá uma prova. A RSV faz uma tentativa de tornar o texto inteligível: “Pois não será um teste – o que isso poderia fazer se vocês desprezam a vara?””. CBASD, vol. 4, p. 714.
14 Bate com as palmas uma na outra. Um gesto de forte emoção; aqui, evidentemente, de horror (ver Ez 21:17; cf. Nm 24:10). CBASD, vol. 4, p. 714.
Triplique-O. O texto é obscuro; o significado pode ser que o golpe da espada não viria apenas uma ou duas vezes, mas três. CBASD, vol. 4, p. 714. [Provavelmente, as três deportações à Babilônia.]
17 Baterei as Minhas palmas uma na outra. Por meio de uma figura que atribui atos e sentimento humanos a Deus, declara-se aqui que Yahweh está fazendo o que ordenou ao profeta (ver com. do v. 14). CBASD, vol. 4, p. 715.
18-32 A terceira profecia do capítulo, mais específica que a anterior. CBASD, vol. 4, p. 715.
A décima encenação. O profeta precisa marcar duas estradas com placas: uma levando a Rabá, a capital de Amom (os amonitas também conspiraram contra Babilônia), e outra rumo a jerusalém. Nabucodonosor, o rei babilônio, escolheria atacar Judá e levar o obstinado povo de Deus para o cativeiro. ele tomaria sua decisão usando adivinhação e magia, conforme o v. 21. Bíblia de Estudo Andrews.
Evidentemente, Amom se rebelou contra Babilônia mais ou menos na mesma época que o rei Zedequias em Judá. Em 589 a.C. as nações de Judá e Amom estavam entre aqueles que conspiraram contra a Babilônia (Jeremias 27: 3). Ezequiel deu esta mensagem aos exilados que ouviram a notícia e ficaram novamente cheios de esperança de retornar à sua terra natal. Ezequiel disse que o rei da Babilônia marcharia com seus exércitos na região para deter a rebelião. Viajando a partir do norte, ele pararia na bifurcação da estrada, uma levando a Rabá, a capital de Amom, e a outra levando a Jerusalém, a capital de Judá. Ele tinha que decidir qual cidade destruir. Assim como Ezequiel predisse, o rei Nabucodonosor foi a Jerusalém e a sitiou. Life Application Study Bible Kingsway.
19 Dois caminhos. O rei da babilônia é retratado como se estivesse na encruzilhada, indeciso quanto a se deve tomar a estrada que leva a Jerusalém ou a que levava à capital dos amonitas (v. 20). CBASD, vol. 4, p. 715.
21 Em visão, … Ezequiel é testemunha ocular das adivinhações pagãs que Nabucodonosor faria para resolver a direção da marcha dos seus exércitos, três anos depois destas palavras do profeta. Bíblia Shedd.
Para consultar os oráculos. Os pagãos recorriam à adivinhação quando importantes questões precisavam ser decididas. São mencionadas aqui três formas específicas de adivinhação. CBASD, vol. 4, p. 715.
Sacode as flechas. Várias flechas sem ponta eram marcadas com mensagens apropriadas e sacudidas juntas numa aljava ou outro recipiente; e uma era tirada; ou se girava o recipiente e a flecha que caísse primeiro era escolhida. Supunha-se que o que estava escrito ali indicava a vontade dos deuses. CBASD, vol. 4, p. 715.
Ídolos do lar. Do heb. terafim, estatuetas com a forma humana (ver com. [CBASD] de Gn 31:19). Não se sabe como eram usadas para adivinhação. CBASD, vol. 4, p. 715.
Examina o fígado. Este modo de adivinhação, chamado hepatoscopia (ver com. de Dn 1:20), era comum entre os babilônios. Foram descobertos fígados de ovelha feitos de argila, marcados com linhas e inscrições, evidentemente usados para ensinar as pessoas a usar o método.
Embora nenhuma forma de adivinhação seja aprovada pela Bíblia, muitos cristãos tentam obter orientação divina por métodos não aprovados por Deus, métodos que, em sua essência, são semelhantes aos antigos métodos de adivinhação. Há diferentes métodos dessa natureza. Alguns buscam a resposta de Deus atirando uma moeda para cima; ou escrevem as palavras “sim” e “não” em cada lado de um cartão e, depois, aceitam como resposta a palavra que aparecer ao deixar cair o cartão. Alguns abrem a Bíblia ao acaso e aceitam a mensagem do texto sobre o qual os olhos pousarem primeiro. Ainda outros colocam várias ideias em diferentes cartões, depois os sacodem e aceitam a resposta do cartão retirado ao acaso. Todos esses métodos seguem o mesmo padrão básico do acaso. É possível que o Senhor, às vezes, tenha dado orientações por meio de alguns desses métodos, especialmente para os que não têm muita luz sobre a Bíblia ou, possivelmente em emergências. Porém, eles são métodos arbitrários que devem ser abandonados à medida que a pessoa cresce na graça e no conhecimento da verdade.
Se, em todas as decisões da vida, a pessoa recebesse uma resposta direta de Deus por meio de algum sinal exterior, tal pessoa se tornaria uma mera máquina. Ela se despojaria de um direito fundamental para a liberdade humana, isto é, o de tomar suas próprias decisões, faculdade esta que lhe foi concedida por Deus.
O lançar sortes se encontra nesta mesma categoria e não é algo a que se deva recorrer. É dado o seguinte conselho: “Não tenho fé em lançar sortes. … Lançar sortes para os oficiais de igreja não está nos planos de Deus”(ME2, 328). CBASD, vol. 4, p. 715, 716.
22 Para a direita. Isto é, o oráculo que caiu sobre Jerusalém veio da mão direita do rei. CBASD, vol. 4, p. 716.
24 Aparecendo os vossos pecados. Os pecados deles deveriam ter sido cobertos no ritual do Dia da Expiação (Lv 16). Uma vez que Israel se recusou a reconhecer sua culpa, ficou descoberta e requeria punição. Cada nova transgressão despertava na mente todo o registro da conduta pecaminosa do passado, e então o total cumulativo requeria imediata retribuição. CBASD, vol. 4, p. 715, 716.
25 perverso, príncipe de Israel. O rei Zedequias. Bíblia de Estudo Andrews.
26 Diadema. Do heb. mitsnefeth, traduzido por “diadema” apenas aqui. Mitsnefeth vem da raiz tsanaf, “enrolar” (no caso, como um tecido), portanto, significa um turbante; aqui, a referência é aparentemente ao turbante real, um sinal de realeza. CBASD, vol. 4, p. 716.
O princípio de exaltar o humilde aplica-se aos pobres cativos da babilônia que, uma geração mais tarde, restaurariam Jerusalém. O abatimento do soberbo manifesta-se na eliminação dos que quiseram formar, em Jerusalém, um Estado independente dos caldeus, aos quais tinham jurado fidelidade, independente do próprio Deus, entregando-se à idolatria (Jr 44.15-23; Ez 8.5-18). Saudou-se o nascimento de Jesus Cristo com a proclamação de que este princípio [de exaltar o humilde] estava em pleno vigor (Lc 1.50-53). Vd Ez 17.24n [Bíblia Shedd]. Bíblia Shedd.
27 A ruínas a reduzirei. A passagem diz, literalmente: “uma ruína, uma ruína, uma ruína, Eu a farei”. A tripla repetição intensifica a ideia. O edito é concernente ao trono da casa de Davi. “A Judá não seria mais permitido ter um rei até que o próprio Cristo estabelecesse o Seu reino”(PR, 451; cf. Ed, 179). CBASD, vol. 4, p. 716.
Profecia messiânica que leva em conta Gn 49:10. Somente o Messias restabelecerá o reino de justiça. Bíblia de Estudo Andrews.
28 Acerca dos filhos de Amom. Embora o rei de Babilônia escolhesse atacar Jerusalém em vez de Rabá (v. 20-22), os amonitas não escapariam da punição (ver Ez 25:1-7). CBASD, vol. 4, p. 716.
Com base nos vs. 18-23, pareceria que os babilônios atacariam Jerusalém, mas poupariam Amom. Este terceiro e último cântico da espada explica que Amom também provaria o gosto da ira de Deus, mediante a fúria dos babilônios (Jr 49.1-6). Bíblia de Genebra.
Os amonitas e os israelitas costumavam lutar uma contra a outra. Deus falou para os israelitas não se aliarem com nações estrangeiras, mas Judá e Amom se uniram contra a Babilônia em 589 a.C. (Jeremias 27:3). Deus primeiro julgou Judá quando Nabucodonosor primeiro foi a Jerusalém (21:22), mas Amom seria também julgada, não por se aliar com Judá, mas por assistir a destruição de Jerusalém com prazer. Life Application Study Bible Kingsway.
30 Torna a tua espada à bainha. A ordem é dirigida aos amonitas (ver v. 28). Os esforços militares deles seriam em vão. em seu próprio país receberiam a punição por seus malfeitos. CBASD, vol. 4, p. 716.
31 Brutais. Do heb. Bo’arim, derivado de be’ir, “animais”, “gado”(ver Sl 49:10; 92:6). Estes homens “brutais” são destacados em Ezequiel 25:4 e 10. CBASD, vol. 4, p. 716.
32 Já não serás lembrado. Em contraste com a gloriosa promessa feita a Israel (v. 27). CBASD, vol. 4, p. 716.
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EZEQUIEL 21 – A maior desgraça para Israel/Judá é ver chegar o fim da dinastia de Davi, o rei da linhagem messiânica.
O juízo de Deus contra a idolatria, rebeldia e impenitência de Israel/Judá aconteceria mediante a poderosa espada do Império Babilônico. “Deus expressa a firme decisão de destruir Judá e Jerusalém com sua espada afiada. O suspiro de Ezequiel visa a advertir o povo acerca do terror do juízo divino que estava por vir. A espada da Babilônia estava preparada para a matança (v. 8-13) e satisfaria o furor de Jeová (v. 14-17)… O príncipe de Israel, descrito no versículo 25 como profano e perverso, é Zedequias. Seu governo seria derrubado, e ele seria o último rei a governar sobre o povo de Deus até a vinda do Messias, aquele a quem o reino pertence de direito”, observa William MacDonald.
Infelizmente, “não haveria mais nenhum rei da casa de Davi depois de Zedequias até a vinda de Cristo, Aquele a quem o reino pertence de direito, o descendente de Davi no qual a promessa se cumpre de modo pleno e a Quem o Senhor concede o poder”. Felizmente, “Ele ocupará o trono de seu pai, Davi (Lc 1:32)… No devido tempo, Se apropriará do Seu direito de governar: ‘A Ele darei’. Depois que todas as coisas forem transtornadas e toda a oposição for removida, receberá o que lhe é devido (Dn 2:45; 1Co 15:25)”. Certamente “esse fato é mencionado aqui para consolar quem temia que a promessa feita a Davi jamais se cumpriria. Deus declara que a promessa é certa, pois o reino do Messias permanecerá para sempre”, explica Matthew Henry.
Apesar do juízo e da destruição anunciados, há uma promessa subjacente de restauração, especialmente destacada na referência a Quem de fato pertence o Reino (Ezequiel 21:27), apontando para a continuidade da linhagem real de Davi através do Messias – descendente real de Judá.
Uma das mais importantes lições que Ezequiel 21 nos ensina é que Deus está no controle mesmo quando tudo parece conspirar contra essa ideia. Ele usa inclusive os eventos mais sombrios e aparentemente desordenados para cumprir Seus planos. Essa compreensão fortalece nossa fé, lembrando-nos que podemos confiar no governo divino, mesmo em meio às dificuldades e incertezas da vida! Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: EZEQUIEL 20 – Primeiro leia a Bíblia
EZEQUIEL 20 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
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2286 palavras
Este capítulo-chave (o ano é 590 a.C.) recorda a bondade e a fidelidade de Deus em meio à rebelião de Israel e estabelece a base para o juízo divino. A ênfase está na notória devoção do povo à idolatria, em vez da consagração ao Senhor. Bíblia de Estudo Andrews.
A ênfase está nas tentativas de Deus de trazer a nação de volta para si e na misericórdia de Deus por seu povo constantemente rebelde e desobediente. Ezequiel transmite a mensagem de que as pessoas sozinhas são responsáveis pelos problemas e julgamentos que experimentaram. Life Application Study Bible Kingsway.
1 Sétimo ano. Do cativeiro de Joaquim [aprox. quatro anos antes da queda de Jerusalém, ocorrida em 587/586 a.C.] (ver com. [CBASD] de Ez 1:2, isto é, 591/590 a.C. (ver p. [CBASD] 620). Esta nova data se aplica a Ezequiel 20:1 a 23:49) (ver Ez 24:1). A unidade da nova série de mensagens é mostrada pela tripla repetição da expressão “porventura tu os julgarias … ?” ou “porventura julgarás … ?”(cf. Ez 20:4; 22:2; 23:36). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 707.
Para consultar. A natureza da consulta não é revelada. Sem dúvida, eles desejavam saber que mensagem o Senhor tinha para lhes dar na presente crise. CBASD, vol. 4, p. 707, 708.
3 Vós não Me consultareis. Deus nunca retém a luz do inquiridor honesto; mas, se este se recusa a andar na luz revelada, é presunção pedir mais luz. As pessoas frequentemente buscam mais luz na esperança de evitar algum dever desagradável que Deus manda que realizem (ver 2Ts 2:10, 11). CBASD, vol. 4, p. 708.
4 Faze-lhes saber. O profeta é orientado a contar novamente a história passada de Israel. Este capítulo se compara a Neemias 1, ao Salmo 78 e ao discurso de Estêvão, em Atos 7. CBASD, vol. 4, p. 708.
5 Assim diz o Senhor. Os v. 5 a 9 são uma discussão sobre o período egípcio da história de Israel. CBASD, vol. 4, p. 708.
8 Rebelaram-se contra Mim. A história não menciona diretamente essa revolta no Egito. Contudo, a propensão do povo para os costumes idólatras do Egito confirma isso (ver Js 24:14; cf. PP, 259). Quando chegou a oportunidade para sair do Egito, muitos relutaram em fazê-lo (PP, 260). CBASD, vol. 4, p. 708.
10 Para o deserto. Os v. 10 a 22 recapitulam o segundo período da história de Israel, isto é, a vida no deserto. CBASD, vol. 4, p. 708.
11 Viverá por eles. Cf. Gl 3:12. Não se deve concluir, a partir de Ezequiel 20:11, que tudo o que era requerido era uma observância externa, técnica e superficial de certos preceitos. Deus esperava que a obediência fosse motivada pelo amor e por uma apreciação inteligente do caráter divino. Contudo, devido à falta de discernimento espiritual, Israel não conseguiu, a princípio, entrar nesse relacionamento mais elevado. Porém, Deus planejava guiar o povo para essa experiência o mais cedo possível. CBASD, vol. 4, p. 708.
12 Também lhes dei os Meus sábados. Isto não significa que o sábado foi instituído no Sinai, pois existia desde a criação (Gn 2:1-3); mas foi ali ordenado novamente. A palavra “lembra-te”, no quarto mandamento, aponta para a existência anterior do sábado (ver Êx 16:22-28; PP, 258). … As pessoas podem arrazoar que os propósitos salutares do sábado poderiam ser alcançados em qualquer outro dia. Contudo, Deus especificou um dia determinado e ordenou que fosse santificado e conservado livre de empreendimentos mundanos e prazeres pessoais (Is 58:13). Ninguém pode se excluir impunemente dessa obrigação. CBASD, vol. 4, p. 708.
As profecias de Apocalipse 12 a 14 deixam claro que o sábado é o ponto especialmente controvertido no período que precede a segunda vinda de Cristo (ver GC, 605). O remanescente de Deus será distinguido pela observância dos mandamentos divinos (Ap 12:17; 14:12), incluindo o mandamento do sábado. Ao mesmo tempo, os podres religiosos apóstatas exaltarão um falso dia de repouso e exigirão sua observância. Os seres humanos serão chamados a decidir entre o dia de repouso do Senhor e o falso dia de repouso, o primeiro dia da semana.
Assim, a guarda do sábado se tornará novamente um teste distintivo e se constituirá num sinal (chamado selo, em Ap 7) dos verdadeiros adoradores (ver GC, 640). CBASD, vol. 4, p. 709.
14 Por amor do Meu nome. Por causa de Seu nome, Deus não destruiu completamente o povo, mas simplesmente excluiu aquela geração da posse de Canaã (Nm 14:29-33). O motivo foi a idolatria durante as vagueações no deserto (ver Am 5:2, 26; At 7:42, 43). CBASD, vol. 4, p. 709.
18 A seus filhos. Os v. 18 a 26 recapitulam a terceira parte da história de Israel: a geração que cresceu no deserto sob a influência da legislação e das instituições dadas no Sinai. O povo foi claramente advertido a evitar os pecados dos pais. Os discursos de Deuteronômio são dirigidos a essa geração. CBASD, vol. 4, p. 709.
20 Santificai os Meus sábados. Ver com. [CBASD] do v. 12. … O sábado, por ocorrer regularmente a cada sétimo dia, devia conservar Deus sempre na lembrança (ver PR, 182). Se o sábado tivesse sido guardado como Deus planejou, os pensamentos e as afeições do ser humano teriam sido levados ao Criador como objeto de reverência e adoração, e nunca teria havido um idólatra ou ateu (ver PP, 336; para mais exemplos da forma plural “sábados”, ver Êx 31:13; Lv 23:38). CBASD, vol. 4, p. 709.
21 Os filhos se rebelaram. Os filhos seguiram o exemplo de seus pais. Há evidências históricas disso (ver Nm 15-17). CBASD, vol. 4, p. 709.
23 Espalhá-los. Esta ameaça deve ser entendida à luz das advertências de Levítico 26:33; e Deuteronômio 4:27; e 28:64. O exílio predito não sobreveio àquela geração. Muitos séculos se passaram antes que a penalidade fosse infligida em sua totalidade. Na época da profecia de Ezequiel, ela já havia se cumprido em parte e estava para se cumprir completamente. CBASD, vol. 4, p. 709.
25 Estatutos que não eram bons. Estes não são os “estatutos … os quais, cumprindo-os o homem, viverá por eles”(v. 11). Não são parte da lei mosaica. Isto fica evidente pela referência, feita no v. 26, ao sacrifício dos filhos a Moloque. Os estatutos que o povo havia adotado, que não eram bons, vinham dos pagãos que os rodeavam. Mas, como pode ser dito que Deus deu esses estatutos a eles? No pensamento bíblico, alguns atos são atribuídos a Deus, não porque Ele de fato os realiza, mas porque, em Sua onipotência e onisciência, Ele não os impede. Uma compreensão deste princípio ajuda a explicar declarações aparentemente contraditórias, as quais parecem se opor ao ensino bíblico de que o caráter de Deus é puro e santo (ver Is 63:17; 2Ts 2:11, 12). CBASD, vol. 4, p. 709.
Por que Deus daria a eles leis que não eram boas? Isso não está falando sobre nenhum aspecto da Lei mosaica – Ezequiel reforça essa lei (20:11, 13, 21). Evidentemente, os judeus haviam adotado Êxodo 13:12 e 22:29, a dedicação dos animais primogênitos das crianças, como justificativa para o sacrifício de crianças ao deus cananeu Moloque. Deus os estava entregando a essa ilusão para fazê-los reconhecê-lo, abalar suas consciências e revitalizar sua fé (20:26). Life Application Study Bible Kingsway.
26 Permiti que eles se contaminassem. A frase deve ser entendida em harmonia com o v. 25. Deus, na verdade, não contaminou o povo; apenas permitiu que sofresse as consequências da própria conduta. CBASD, vol. 4, p. 710.
tudo o que abre a madre. Todos os primogênitos pertenciam ao Senhor, mas os filhos não deveriam ser sacrificados. Bíblia de Genebra.
27 Nisto me blasfemaram. Os v. 27 a 29 recapitulam o quarto período da história de Israel, o mais longo de todos, que começa com a entrada em Canaã e se estende até os dias do profeta. CBASD, vol. 4, p. 710.
32 Como as nações. Israel desejava ser “como as nações”ao redor (ver 1Sm 8:5, 20). O profeta desvenda as aspirações secretas dos que o consultam e diz categoricamente que suas ambições não serão alcançadas. É possível que enganassem a si mesmos com o pensamento de que se pudessem ser liberados da responsabilidade espiritual como povo escolhido de Yahweh, escapariam das severas punições que os profetas anunciavam. Talvez acreditassem que, se eles estivessem na mesma condição dos pagãos, tendo responsabilidade menores, Yahweh os deixaria em paz. … A resposta é que isso não aconteceria, pois Israel se encontrava numa relação bem diferente daquela dos pagãos. Deus lida com as pessoas segundo a luz e os privilégios que receberam. Ele não retira esses privilégios nem abandona facilmente aqueles para quem planejou um elevado destino. O que Ele planeja e executa é para o bem dos envolvidos, como eles próprios, por fim, vão admitir. CBASD, vol. 4, p. 710.
35 Deserto dos povos. É pouco provável que a referência seja a qualquer deserto literal, como o da Arábia ou Síria. A expressão “deserto dos povos”é vaga. … Historicamente o plano que Ezequiel menciona aqui nunca se cumpriu, pelo menos não em grau significativo. A regeneração espiritual que Deus estava buscando efetuar entre os cativos não se materializou. Se esses propósitos houvessem se concretizado, e se os exilados que retornaram sob o comando de Zorobabel tivessem sido pessoas espiritualmente reavivadas, a história subsequente de Israel teria sido bem diferente. CBASD, vol. 4, p. 711.
37 Passar debaixo do meu cajado. Uma figura que representa o pastor que conta e separa seu rebanho (Lv 27:32; Jr 33:13). Como em Mateus 25:33, o pastor separa as ovelhas dos bodes. A terra do Israel restaurado deverá ser uma terra de justiça, e os rebeldes não entrarão nela. CBASD, vol. 4, p. 711.
Esta frase alude à prática de contar os animais para efeito do pagamento de dízimos (Lv 27.32-33); ela sugere que uma décima parte seria deixada (cf. Is 6.13). Bíblia de Genebra.
39 Cada um sirva. Ver Js 24:15. Se, depois de advertidas, as pessoas ainda se recusam a obedecer, não há mais nada que Deus possa fazer. A coerção é contrária ao caráter divino. Portanto, Ele não as impede de servir aos ídolos. A linguagem é semelhante à de Apocalipse 22:11, que diz, literalmente: “Que o injusto ainda faça injustiça, e que a pessoa imunda continue a se contaminar.” CBASD, vol. 4, p. 711.
Os israelitas estavam adorando ídolos e dando presentes do Deus ao mesmo tempo! Eles não acreditavam em seu Deus como o único Deus verdadeiro; em vez disso, eles o adoraram junto com os outros deuses da terra. Talvez eles gostassem dos prazeres imorais da adoração de ídolos; ou talvez não quisessem perder os benefícios que os ídolos poderiam lhes dar. Frequentemente, as pessoas acreditam em Deus e lhe dão presentes de frequentar a igreja ou serviço, enquanto ainda se apegam a seus ídolos ou dinheiro, poder ou prazer. Eles não querem perder nenhum dos benefícios possíveis. Mas Deus quer todas as nossas vidas e toda a nossa devoção; ele não as irá compartilhar porque devoção a qualquer outra coisa é idolatria. Life Application Study Bible Kingsway.
40 No Meu santo monte. Isto é, o monte Sião [monte do templo, em Jerusalém], também chamado o “monte alto de Israel”(ver Ez 17:13′; Sl 2:6; Is 2:2-4; Mq 4:1-3). CBASD, vol. 4, p. 711.
Requererei as vossas ofertas. A lei ritual ainda estaria em vigor após a restauração, e, portanto, a referência não é primariamente à era cristã. É uma das promessas condicionais de glória futura que nunca se cumpriu porque Israel não abandonou seus pecados. Se as condições tivessem sido satisfeitas, o mundo inteiro poderia ter sido preparado para a vinda do Messias, e nem diferente teria sido o desfecho da história … ! [ver vol. 4, p. 15-17]. CBASD, vol. 4, p. 711.
43 Tereis nojo de vós mesmos. Este é o sinal de que a pessoa está verdadeiramente arrependida. Os que procuram desculpar os próprios pecados ainda não deram o primeiro passo em direção ao verdadeiro arrependimento. … A aversão pelos próprios pecados é um dos antídotos mais eficientes contra uma posterior repetição deles. A razão pela qual se recorre tão repetidamente aos mesmos erros é que não se tem tristeza pelos pecados. CBASD, vol. 4, p. 711.
44 Não segundo. A salvação é e sempre será uma dádiva imerecida. A conduta ímpia só merece a morte. Não há nenhuma quantidade de “obras”que o pecador possa acumular para, no fim, torná-lo digno do Céu. CBASD, vol. 4, p. 712.
45 Veio a mim. Na Bíblia hebraica, os v. 45 a 49 formam a abertura do cap. 21. … As palavras “volve o rosto”(v. 46) parecem ligar esta seção ao cap. 21, pois a mesma frase ocorre em 21:2. CBASD, vol. 4, p. 712.
46 Para o Sul. A expressão designa a terra de Judá, que, embora estivesse quase a oeste da Babilônia, só poderia ser alcançada se os babilônios chegassem pelo norte (ver com. de Jr 1:13). CBASD, vol. 4, p. 712.
47 Toda árvore verde. Isto é, pessoas de todas as classes, toda a população. Se a distinção está baseada na moralidade (ver Ez 21:4), deve-se lembrar que numa catástrofe nacional sofrem todos os que fazem parte da nação, bons ou maus. A calamidade não representa necessariamente a perdição eterna do indivíduo. As pessoas têm o privilégio da salvação individual. CBASD, vol. 4, p. 712.
48 Não se apagará. O fogo seria tão feroz que ninguém poderia extingui-lo. Portanto, arderia até completar sua obra de destruição. então se apagaria espontaneamente. Esta mesma expressão, aplicada aos fogos do inferno (Mc 9:43, 45), é considerada por alguns como se o fogo do inferno continuasse por toda a eternidade. Outro texto mostra que tal interpretação é errônea, pois o fogo em Jerusalém que foi aceso pelos caldeus seria inextinguível (Jr 17:27), embora tenha se apagado logo que a obra de devastação foi realizada. CBASD, vol. 4, p. 712.
49 Não é ele proferidor de parábolas? O povo desejava evitar a aplicação da profecia a si mesmo, rotulando-a como obscura. Fingiam não compreendê-la. CBASD, vol. 4, p. 712.
O ridículo e a zombaria eram, com frequência, dirigidos contra os profetas (2Cr 36.16; Mt 20.19; 27.29). Bíblia de Genebra.
Ezequiel estava exasperado e desanimado. Muitos israelitas reclamaram que ele falava apenas em enigmas (“parábolas”), então eles se recusaram a ouvir. Não importa quão importante seja nosso trabalho ou quão significativo seja nosso ministério, teremos momentos de desencorajamento. Aparentemente, Deus não respondeu ao apelo de Ezequiel; em vez disso, ele deu outra mensagem para proclamar. O que tem te desanimado? Você já sentiu vontade de desistir? Em vez disso, continue fazendo o que Deus lhe disse para fazer. Ele promete recompensar os fiéis (Marcos 13:13). A cura de Deus para o desânimo pode ser outra tarefa. Ao servir aos outros, podemos encontrar a renovação de que precisamos. Life Application Study Bible Kingsway.
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EZEQUIEL 20 – Este capítulo é estruturado de forma a destacar a infidelidade do povo de Israel e a fidelidade de Deus, bem como o resultado de cada uma dessas atitudes:
• O capítulo inicia com o contexto histórico, indicando o tempo e o propósito da profecia (Ezequiel 20:1-3). Aqui, Deus chama Ezequiel para profetizar contra os anciãos de Israel e contra a rebelião deles.
• Uma grande seção é utilizada para recordar o passado, podendo ser dividida nas seguintes partes:
1. Deus relembra as ações passadas de Israel, desde o Egito até Canaã, enfatizando como eles foram persistentemente rebeldes e desobedientes (Ezequiel 20:4-17).
2. Depois, Deus destaca especificamente os pecados de idolatria do povo, especialmente relacionados à adoração de ídolos e à profanação do sábado (Ezequiel 20:18-26).
3. Finalmente, Deus também lembra como Ele planejava destruir Israel por causa de sua infidelidade, mas Ele relutou em fazê-lo completamente por causa de Seu nome, para não profaná-lo perante as nações (Ezequiel 20:27-29).
• Depois disso, o texto apresenta promessas de restauração. Após relembrar os pecados do povo, Deus promete restaurá-lo futuramente. Apesar de declarar que os exilará entre as nações, assegura que os reunirá na Terra Prometida novamente (Ezequiel 20:30-44). Fica evidente a ênfase da fidelidade de Deus, frente à infidelidade do povo.
• No final do capítulo é proferido um julgamento contra os líderes corruptos, especialmente contra aqueles que lideram o povo para a idolatria; evidenciando que o perdão e a restauração estão condicionados à verdadeira mudança e arrependimento do povo (Ezequiel 20:45-49).
Ao examinar atentamente Ezequiel 20, podemos extrair princípios missionários relevantes para a igreja contemporânea, que busca cumprir sua missão de proclamar o Evangelho e fazer discípulos num mundo em constante mudança.
A recorrência da infidelidade ao longo da história de Israel deve levar-nos a reconhecer a realidade do pecado e da falha humana. Todos nós precisamos abraçar a salvação oferecida por Cristo e oferecer esperança e perdão aos perdidos e desesperados.
A mesma fidelidade e obediência exigida de Israel quanto à missão, Deus espera da igreja contemporânea. A missão da igreja é comprometer-se com todos os princípios do Reino de Deus e refletir o evangelho de Cristo em todas as áreas da vida.
Deus anseia a redenção do mundo inteiro, sem exceção. Portanto, vamos reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: EZEQUIEL 19 – Primeiro leia a Bíblia
EZEQUIEL 19 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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