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1375 palavras
1 Por-me-ei. Habacuque demonstra aqui claramente sua fé em Deus. Apresenta-se como alguém que toma posição, assim como um atalaia (ver Ez 3:17; 33:7), num lugar alto, a fim de ter uma visão clara de tudo ao redor e poder ver e ouvir qualquer coisa que se aproxime.
Torre. Do heb. matsor, “uma fortaleza”, isto é, um lugar a partir do qual se resiste a um cerco.
Vigiarei para ver. Habacuque acredita ter apresentado a Deus uma objeção válida ao plano de usar os caldeus como instrumentos contra Judá. (Hc 1:6, 13). Assim ele espera uma resposta (ver p. 1153, 1154).
2 Escreve. O Senhor responde à fé de seu servo e o encoraja em sua obra. A escrita daria permanência às mensagens do profeta.
Tábuas. A referência deve ser a placas colocadas em lugares públicos onde todos poderiam lê-las.
Quem passa correndo. A frase diz, literalmente: “para que seu leitor possa correr”, isto é, lê-la prontamente, fluentemente e sem esforço.
3 No tempo determinado. A visão se cumprirá no devido tempo (ver Gl 4:4).
Se tardar. Segundo o texto hebraico … embora o cumprimento da visão sobre a vinda dos conquistadores caldeus parecesse demorada, no devido tempo ela se cumpriria. Segundo o texto da LXX, a ideia parece ser de que, embora o inimigo parecesse tardar, certamente viria, conforme o predito. … A profecia de Habacuque 2:1 a 4 foi fonte de encorajamento e conforto para os primeiros crentes no Advento, conhecidos como mileritas. Quando o senhor não voltou na primavera de 1844, como se esperava a princípio, os mileritas experimentaram profunda perplexidade. Foi pouco depois do desapontamento inicial que eles viram um significado especial nas palavras do profeta: “Pois a visão aguarda um tempo designado; ela fala do fim, e não falhará. Ainda que se demore, espere-a” (NVI). Eles se apoiaram “na linguagem do profeta” (T1,52) e saíram a proclamar o clamor da meia noite: “Eis o noivo! Saí ao seu encontro!” (Mt 25:6; ver GC, 392).
4 Sua alma. Em sua aplicação primária, estas palavras reprovam o profeta por sua imprudência e falta de fé.
Justo. Do heb. tsadiq, “justo”, “sem culpa”, usado em referência a uma pessoa ou coisa que foi examinada e encontrado em boas condições. Esta frase final apresenta o caráter do homem bom em contraste com o do homem mau descrito na primeira parte do versículo.
Fé. Do heb. ‘amunah, “constância”, “fidedignidade” ou “fidelidade”, usada aqui para descrever a relação de alguém para com Deus. A confiança em Deus vem da certeza de que Ele irá guiar, proteger e abençoar os que cumprem a Sua vontade. Habacuque afirma principalmente que o que vive por fé e confiança pura no Senhor será salvo, mas que perecerá o soberbo, que mostra orgulho obstinado e perversidade no pecado … uma pessoa “viverá ou será aceita aos olhos divinos”, pela fidelidade a Deus que, por sua vez, baseia-se na fidelidade de Deus em cuidar de Seus filhos … Embora primariamente este versículo se refira aos que, por causa de sua fé no Senhor, seriam salvos dos caldeus e encontrariam paz, ainda que Judá fosse destruída, num sentido mais amplo, o versículo enuncia uma verdade aplicável a todos os tempos. Paulo emprega essa declaração do AT mais de uma vez como tema de uma dissertação sobre a justiça pela fé (ver Rm 1:16, 17; Gl 3:11; Hb 10:38, 39).
5 Assim como. Em Habacuque 2:5 a 19, Deus enumera os pecados de Babilônia. Ele sabe que os babilônios são perversos, como Habacuque os acusa (1:13). Deus ainda está no comando dos negócios da Terra e todos – inclusive Habacuque – devem calar-se diante dEle (2:20).
Boca. Do heb. nefesh (ver com. De 1Rs 17:21; Sl 16:10).
Sepulcro. Do heb. she’ol (ver com de Pv 15:11). Como a morte e o she’ol são representados como insaciáveis (Pv 27:20; Is 5:14), assim os babilônios se reuniam e ajuntavam para si “todas as nações” e “todos os povos”.
6 Todos estes. As “nações” e os “povos” (v. 5) conquistados pelos babilônios.
Penhores. Do heb. ‘abtit, palavra que ocorre apenas aqui no AT e cujo significado é considerado como sendo “penhores”, isto é, vestes ou outras coisas dadas como garantia por dívidas. Em outras palavras, faz-se a pergunta: “Quanto tempo a Babilônia vai continuar acumulando dívidas de direito e justiça para com os povos que ela subjuga antes que esses penhores sejam resgatados mediante a aplicação de irada retribuição aos habitantes da Babilônia?
7 Os teus credores. Aqueles que os babilônios prejudicaram se levantariam e os atacariam. Historicamente, foram os medos e os persas que saquearam os caldeus e destruíram os impérios deles.
8 Despojaram a ti. Como vingança, todas as nações tomadas e saqueadas pelos babilônios, principalmente os medos e os persas, iriam destruir os caldeus (ver Rs 21:2; 33:1. A tomada de Babilônia vingaria o “sangue” que os babilônios cruelmente derramaram.
A Terra. Alguns creem que o profeta aqui se refira particularmente à Terra da Palestina.
9 Ajunta… bens mal adquiridos. Literalmente, “um ganhador de mau ganho” para a sua casa; provavelmente, uma referência à família real ou à dinastia babilônica.
Por em lugar alto o seu ninho. Uma figura que significa segurança.
11 Pedra. Uma figura notável para indicar a enormidade da culpa de Babilônia. Não só os homens, mas as coisas inanimadas iriam condenar a iniquidade dos caldeus (ver Lc 19:40).
12 Edifica. Neste terceiro “ai” (ver v.6,9), a condenação repousa sobre os babilônios porque seu poder foi edificado sobre a matança e a “iniquidade” (ver Dn 4:27; cf Mq 3:10). Babilônia foi ampliada e embelezada por despojos tomados das nações conquistadas. Embora este versículo se aplique primariamente a Babilônia, as verdades aqui declaradas são atemporais.
13 Para o fogo. Todos os edifícios e fortalezas dos babilônios erigidos por meio de trabalho escravo, no final apenas combustível para o fogo e assim, ele se fatigariam em vão (ver Jr 51:29, 30, 58.
14 A terra se encherá. Habacuque reitera um pensamento já expresso por Isaías (Is 11:9). A destruição de Babilônia tipifica a destruição de todos os ímpios no dia final.
15 Misturando… seu furor. Como o homem que dá de beber ao seu companheiro para tirar vantagem dele, os caldeus fizeram o mesmo com as outras ações, e era justo que, por sua vez, eles tivessem de beber do cálice da ira de Deus (ver Ap 14:8, 10).
Contemplar as vergonhas. Esta é uma figura que ilustra (ver Gn 9:20-23) a condição humilhante à qual as nações conquistadas eram reduzidas sob o governo iníquo e tirano dos babilônios (ver Lm 4:21).
16 Farto. O mau tratamento imposto por Babilônia aos oprimidos provocaria sua própria queda. Eles iriam beber até o fim a taça da retribuição divina.
Exibe a tua incircuncisão. Isto é, que Babilônia receba o mesmo tratamento ignominioso que dispensou a outros (ver com. do v. 15). … Em outras palavras, os babilônios deviam sofrer as mesmas indignidades e crueldades impostas aos inimigos conquistados.
17 Violência contra o Líbano. Alguns consideram que “Líbano” aqui seja uma referência ao templo de Jerusalém, que fora construído de cedros do Líbano (ver 1Rs 5; Zc 11:1, 2).
18 Aproveita. O profeta ironicamente pergunta que benefício os caldeus tiram da confiança depositada em seus deuses (ver Is 44:9, 10; Jr 2:11). Frequentemente, o AT enfatiza a loucura de se confiar em “ídolos mudos” (ver Sl 115:4-8; Jr 10:1-5; etc.).
19 À maneira. Madeira e pedra eram os materiais comuns usados no antigo Oriente para fazer estátuas.
De ouro e de prata. Estes metais preciosos eram usados para embelezar a pedra ou a madeira (Is 40:19; ver com. de Dn 3:1).
20 O senhor. Deus está em Seu templo, sentado no trono. Ele guia o destino das nações (ver com. Hc 2:5; Dn 4:17).
Seu santo templo. Habacuque, de maneira desafiadora, apresenta a diferença entre o Deus vivo e majestoso e os ídolos vãos e sem vida. Embora o profeta primariamente se refira ao templo de Jerusalém como o lugar da habitação do Deus verdadeiro, em sentido mais amplo, ele talvez estivesse pensando também no “templo” de Deus do Céu (ver 1Rs 8:27-30; Sl 11:4; Mq 1:2, 3). Devido à exaltada majestade de Deus, “toda a terra”, constituída pelos súditos do Rei do universo, é convocada a esperar, silenciosa e humildemente, diante dele (Sl 46:10; ver com. de Sl 76:8).
Cale-se. Isto é, não se atreva a questionar a sabedoria de Deus na condução do destino das ações, como Habacuque o fez (Hc 1:1; 2:1). A linguagem deste versículo é, às vezes, apropriadamente aplicada à reverência na casa de Deus, embora esse não fosse o intento original.
Toda a terra. Isto é, todos os seres humanos inclusive o profeta Habacuque (ver com. de Hc 1:13; 2:1, 4).
Referências: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1159-1160.
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HABACUQUE 2 – Em Habacuque 1 aprendemos que a virtude da paciência é uma realidade que devemos desenvolver para alinhar-nos com a natureza de Deus. Precisamos desvencilhar de conceitos e preconceitos para que nosso comportamento seja realmente moldado pelo Deus a Quem servimos e adoramos.
Em Habacuque 2, aprendemos várias lições profundas:
• Esperança na justiça divina: O profeta coloca-se numa posição de espera, aguardando a resposta de Deus. Tal atitude ensina-nos a ter paciência e a confiar que a justiça divina se manifestará no tempo e modo certos, mesmo quando as circunstâncias aparentam ser complexas e difíceis demais (Habacuque 2:1).
• O justo viverá pela fé: A tão aclamada frase “o justo viverá pela fé” destaca a importância da fidelidade em meio às incertezas da existência. Isso lembra-nos que a justiça e a confiança em Deus são fundamentais, independente das circunstâncias (Habacuque 2:2-4).
• Orgulho versus humildade: Deus condena a arrogância dos babilônios, destacando que o orgulho humano leva à destruição. Isso ensina-nos a importância da humildade e dependência de Deus, em vez de confiar nas próprias forças e habilidades (Habacuque 2:5).
• As consequências do mal: O profeta descreve cinco “ais” contra os opressores, mostrando que injustiça e maldade têm consequências inevitáveis. Isso reforça a certeza de que a justiça divina prevalecerá, no tempo e com métodos corretos (Habacuque 2:6-19).
• A soberania de Deus: Habacuque reafirma a soberania divina sobre todas as nações. Isso ensina-nos que, apesar das aparências, Deus está no controle e Seus propósitos Se cumprirão (Habacuque 2:20).
Em Habacuque 2, Deus conforta Seu profeta de várias maneiras, servindo para tranquilizar nosso coração neste mundo injusto e corrupto:
• Reafirmação da justiça divina: A justiça será feita, e os ímpios não ficarão impunes. Isso alivia a ansiedade em relação à aparente prosperidade dos perversos.
• Visão a longo prazo: Ao pedir para escrever a visão e esperar por seu cumprimento, enfatizando que a promessa não falhará, encoraja a paciência e a esperança, fundamentais para lidar com a incerteza.
• Relação de confiança: Ao afirmar que “o justo viverá pela sua fé”, Deus reforça a ideia de confiança e fidelidade, que é âncora emocional em tempos de crise.
Estas respostas divinas ajudam-nos a realinhar nossa perspectiva, encontrar consolo na soberania de Deus e desenvolver uma fé mais resiliente! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: HABACUQUE 1 – Primeiro leia a Bíblia
HABACUQUE 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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506 palavras
1 Do heb. massa’, um pronunciamento (ver com. de Is 13:1).
2 Até quando... ? O profeta estava angustiado por causa da pecaminosidade do povo e dos resultados que certamente se seguiriam. Pela linguagem que emprega parece que Habacuque apresentava sua perplexidade a Deus já havia algum tempo, mas Deus não o escutava, isto é, aparentemente não fazia nada para deter os males em Judá. Habacuque deixa implícito que parece estar mais interessado na retidão e na justiça do que o próprio Deus.
3 Violência. Na LXX, a última frase do v. 3 diz: ”A sentença foi dada contra mim e o juiz recebe uma recompensa.
4 Lei. Do heb. torah (ver com. de Dt 31:9; Pv 3:1).
Afrouxa. O profeta atribui a paralisação da eficácia da lei entre os habitantes de Judá ao fato de Deus não pôr fim à iniquidade.
5 Entre as nações. Deus passa a responder à queixa do profeta. Ele acusa Habacuque de procurar entre as nações vizinhas a que Deus usará para punir o povo por seus pecados.
Maravilhai-vos e desvanecei. Quando chegar repentinamente, a punição divina levará terror aos corações.
Em vossos dias. Uma vez que Habacuque havia perguntado “até quando” (v. 2) seria permitido que esta iniquidade continuasse, o Senhor lhe assegura que a ira divina chegaria quando os daquela época ainda estariam vivos.
6 Os caldeus. Do heb. Kasdim (ver com. De Dn 1:4). A nação de Babilônia é então revelada como o agente da ira divina que Deus suscitaria para servir ao Seu propósito.
Impetuosa. Isto prediz o rápido movimento das conquistas babilônicas, bem representadas pela figura das “asas de águia” da profecia de Daniel (ver com. De Dn 7:4).
8 Águia. Moisés havia profetizado que se Israel se desviasse de Deus, seria punido por seus pecados por uma nação que tivesse cavalos tão velozes que poderiam apropriadamente ser comparados a águias (Dt 28:47-50).
10 Amontoando terra. Uma alusão à construção de rampas ou aterros para atacar uma cidade.
11 Fazem-se culpados. Isso se devia ao fato de os babilônios atribuírem seu sucesso à própria força e habilidade, fazendo de seu poder um Deus (ver com. do v. 7) O profeta deixa implícito que a nação usada para punir a Judá seria, ela própria, punida por seus pecados.
12 Rocha. Do heb. Tsur (ver Dt 32:31; 2Sm 22:3, 47). Este título enfatiza a ideia de que Deus é um apoio seguro e inamovível para Seu povo.
14 Os peixes. Muitas vezes o justo fica tão mudo e indefeso nas mãos de um opressor ímpio quanto o peixe na rede dos pescadores.
15 Levanta. Aqui o profeta mostra figurativamente como os babilônios conquistavam as nações, sendo que o equipamento de pesca representa os exércitos caldeus. Contudo, esta mesma figura poderia representar a atividade de qualquer pessoa ímpia.
16 Oferece sacrifício. Um modo metafórico de indicar que os caldeus não reconheciam o Deus verdadeiro, mas atribuíam o sucesso à sua própria habilidade (ver com. De Hc 1:7; cf. Is 10:12, 13).
17 Esvaziando. O profeta pergunta se será permitido aos caldeus prosseguirem em suas conquistas e continuarem “esvaziando a sua rede” para enchê-la novamente com os despojos de guerra.
Referência: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1115-1157.
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HABACUQUE 1 – Habacuque inicia seu livro expressando perplexidade e angústia diante da aparente falta de ação de Deus perante a injustiça e violência em Judá. Habacuque clama a Deus, questionando até quando Ele permitiria tal desordem e corrupção.
A resposta de Deus, no entanto, revela a vastidão e complexidade de Seus planos: Ele estaria levantando os babilônios, um povo ainda mais impiedoso, para executar Seu julgamento contra Judá (Habacuque 1:5-11).
Essa resposta destaca a diferença fundamental entre a sabedoria divina e a compreensão humana; sendo Deus transcendente, possui perspectiva infinitamente mais ampla e profunda que a nossa. Sua onisciência permite-Lhe compreender e orquestrar eventos de maneira que nossa mente finita não pode apreender completamente. Assim, a resposta de Deus a Habacuque desafia-nos a reconhecer a limitação da nossa perspectiva.
• Não é sábio julgar acontecimentos com base em nosso limitado entendimento.
O questionamento de Habacuque sobre a justiça divina ressoa com uma luta universal presente na experiência humana: a tentativa de reconciliar a existência do mal e do sofrimento com a crença de um Deus justo e amoroso (Habacuque 1:1-4). Este dilema é um dos pilares da Teodiceia – campo da filosofia que busca justificar a justiça de Deus diante do mal no mundo.
Em Habacuque 1:12-17, o profeta inicialmente não compreende como Deus pode permitir que um povo ainda mais injusto, torna-se instrumento de Sua justiça. Este aparente paradoxo convida-nos a refletir sobre a complexidade da justiça divina para nossa mente limitada. De forma elementar, Deus não age conforme achamos como – e quando – deveria agir.
• Quando não compreendemos o agir de Deus, nosso desafio é manter a fé em Sua sabedoria e bondade, reconhecendo que nossa visão é parcial.
• A justiça divina pode envolver propósitos e desdobramentos que só serão plenamente desvendados na eternidade.
Habacuque clama por uma intervenção imediata de Deus contra a corrupção e a violência, refletindo nossa tendência humana à intolerância e à impaciência diante do mal. Em contraste, a resposta divina revela uma paciência que se estende além de nossa ínfima compreensão.
• O que parece-nos moroso é, na verdade, uma manifestação da longanimidade divina, que opera dentro de um plano eterno e perfeito (II Pedro 3:8-9).
Em termos de mudança de pensamento, a paciência divina nos convida para nossa própria transformação! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: NAUM 3 – Primeiro leia a Bíblia
NAUM 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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816 palavras
1 Cidade sanguinária. Os monumentos assírios mostram como cativos eram esfolados, decapitados, empalados vivos ou pendurados pelas mãos ou pés para morrer em lenta agonia. Essas e outras práticas desumanas revelam a crueldade dessa nação. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1148
Roubo. Do heb. pereq, “um ato de violência”, denotando a violência dos assírios ao lidar com os povos conquistados. A frase final do v. 1 indica que os líderes de Nínive jamais deixaram de pilhar suas vítimas (ver Is 33:1). CBASD, vol. 4, p. 1148.
2 Estrondo. O profeta descreve aqui os sons do avanço dos exércitos sitiantes, depois de já te descrito a aparência deles (Na 2:3, 4). É como se ele ouvisse, por assim dizer, o estalar do chicote dos cocheiros o barulho das rodas dos carros, os cavalos a galope e o avanço veloz das carruagens. CBASD, vol. 4, p. 1148.
3 Multidão de transpassados. O número de mortos era tão grande que os guerreiros vivos tropeçavam nos corpos, dificultando o avanço no campo de batalha. CBASD, vol. 4, p. 1148.
4 Prostituição. Expressão usada figurativamente para idolatria (ver Ez 23:27; Os 1:2, 4:12, 13; 5:4). A idolatria foi outro motivo para a queda da Assíria. Como a idolatria Assíria se tornava abertamente imoral, designá-la como “prostituição” era duplamente apropriado (ver com. [CBASD] de 2Rs 9:22). CBASD, vol. 4, p. 1148.
5 Levantarei as abas de tua saia. Por causa das “libertinagens” de Nínive (ver Na 3:4), Deus a puniria do modo mais vergonhoso, como uma prostituta. CBASD, vol. 4, p. 1149.
6 Imundícias. Do heb. shiqquts, “coisa abominável”, geralmente usada em conexão a culto idólatra. CBASD, vol. 4, p. 1149.
7 Fugirão de ti. Uma figura que indica a punição extrema a vir sobre Nínive. À vista da terrível destruição, o espectador fugiria. CBASD, vol. 4, p. 1149.
8 És tu melhor do que Nô-Amom. Do heb. No’ ‘Amon, a cidade do deus egípcio Amen, ou seja, a cidade de Tebas, no alto Egito (cf. Jr 46:25; Ez 30:14-16). … Naum adverte a Nínive de que, diante do Céu, ela não era melhor do que Tebas e podia facilmente encontrar o mesmo destino. Tebas havia sido destruída em 663 a.C. por Assurbanípal, rei da Assíria. CBASD, vol. 4, p. 1149.
O mar. Aqui usado para se referir ao rio Nilo. No AT, os grandes rios são chamados de “mares”. A frase final significa simplesmente que o Nilo, com seus canais, constituía o “muro”, ou as defesas de Tebas. CBASD, vol. 4, p. 1149.
9 Etiópia. Ou, Cushe, principalmente a clássica Núbia, ou o Sudão moderno (ver com. de Gn 10:6). O rei que governou o Egito no tempo da destruição de Tebas foi Tanutamon, o sucessor e sobrinho de Taharca, o Tiraca bíblico. CBASD, vol. 4, p. 1149.
Egito. O povo egipcio se juntou aos núbios e formaram uma força “inumerável” (2 Cr 12:3). CBASD, vol. 4, p. 1149.
13 Como mulheres. … no sentido de não poder resistir e derrotar os exércitos sitiantes (ver com. de Os 10:5). CBASD, vol. 4, p. 1149.
14 Fortifica as tuas fortalezas. Ou seja, fortalecer lugares que podiam estar fracos nas fortificações. O profeta, em toque de ironia, manda Nínive faça todo o possível a fim de se preparar para um cerco longo e difícil. CBASD, vol. 4, p. 1149.
15 Ali. Apesar de todos os cuidados tomados para fortalecer os lugares frágeis nas fortificações, o “fogo” iria devorar a cidade. A arqueologia tem mostrado claramente que esta profecia foi literalmente cumprida. CBASD, vol. 4, p. 1149.
Ainda que te multiplicas. Embora os assírios reunissem exércitos tão numerosos como as hordas de gafanhotos ou locustas, isso de nada lhes valeria. CBASD, vol. 4, p. 1149, 1150.
A locusta. Do heb. yeleq, o estágio inicial do gafanhoto (ver Sl 105:34; Jr 51:14, 27; Jl 1:4; 2:25). Evidentemente o profeta usou essa figura aqui e no versículo seguinte para mostrar que a destruição de Nínive seria repentina e completa como os gafanhotos fazem nas plantações. CBASD, vol. 4, p. 1150.
16 Teus negociantes. Nínive estava vantajosamente situada para desenvolver extenso comércio com outros países. Mas essas relações comerciais seriam de nenhum proveito para ela. A destruição causada pelos inimigos seria rápida e completa. CBASD, vol. 4, p. 1150.
17 Teus chefes. Do heb. tafsarim, … Este termo se refere a oficiais militares de alta patente, os quais são retratados, com frequência, nos monumentos. Assim como as locustas se tornam inativas e inertes no frio, também os líderes de oficiais se tornariam impotentes ante a derrocada da cidade. A única coisa que restaria ao exército assírio seria “fugir” ou perecer e desaparecer. CBASD, vol. 4, p. 1150.
18 Os teus pastores dormem. Os líderes da nação são representados como dormindo diante de suas responsabilidades, CBASD, vol. 4, p. 1150.
O teu povo se derrama. Sem os líderes, o povo de Nínive não poderia oferecer resistência aos inimigos. CBASD, vol. 4, p. 1150.
19 Os que ouvirem a tua fama. Do heb shema’, “um relato” (ver Gn 29:13; Êx 23:1; Dt 2:25). Diante do relato da queda de Nínive, as nações vizinhas são retratadas como aplaudindo alegremente porque isso significaria o fim da crueldade e da opressão implacável para com outros povos. O profeta termina a sua mensagem com uma nota de certeza. O tempo de graça para a Assíria havia acabado, portanto, não haveria mais misericórdia. CBASD, vol. 4, p. 1150.
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NAUM 3 – Além de mostrar que o arrependimento superficial não engana a justiça divina, o profeta Naum “menciona a libertação de todos os que viviam sob o poder da assíria”; assim, Naum também “relembra aos crentes que não existe uma eterna superpotência neste mundo. O Senhor está acima de todos os poderes políticos e marcou uma data para cumprir a Sua vontade” (Bíblia do Discípulo).
Considere o esboço de Naum realizado por Rodrigo Silva:
• O decreto de Deus contra Nínive (1:1-15).
• A vingança de Deus contra Nínive (2:1-13).
• O triunfo de Deus sobre Nínive (3:1-19).
A profecia que anuncia a queda de Nínive prevê a libertação de Judá do jugo opressor, anunciando um tempo de paz e celebração para o povo de Deus. Como salienta Daniel, “até que o Ancião de Dias veio e pronunciou a sentença a favor dos santos do Altíssimo” (Daniel 7:22). Naum garante que “o Senhor é bom, um refúgio em tempos de angústia. Ele protege os que nEle confiam”, mas, para pecadores impenitentes Ele será “uma enchente devastadora”, que os “expulsará… para a escuridão”; assim, “a tribulação não precisará vir uma segunda vez” (Naum 1:7-9).
Por conta disso, o profeta declarou: “Vejam sobre os montes os pés do que anuncia boas notícias e proclama a paz! Celebre as suas festas, ó Judá, e cumpra os seus votos. Nunca mais o perverso a invadirá; ele será completamente destruído” (Naum 1:15). Tais verdade concretizam-se no final dos mil anos, conforme Apocalipse 20:1-22:6. O mesmo se aplica à restauração proferida a favor de Judá e Israel em Naum 2:2, após o terror e julgamento dos arrogantes e prepotentes pecadores (Naum 2:8-13; ver Apocalipse 6:12-17); diante da assolação vindoura contra a prostituição moral e espiritual, os fiéis serão preservados por Deus (Naum 3:1-19; ver Apocalipse 7:1-17; 16:1-19:21).
Diante do juízo proclamado por Naum, Deus eliminará o mal do planeta Terra, e nunca mais se levantará. Por conseguinte, podemos abrigar a esperança de II Pedro 3:10-13:
“O dia do Senhor… virá… Os céus desaparecerão com um grande estrondo, os elementos serão desfeitos pelo calor, e a Terra, e tudo o que nela há, será desnudada… Todavia, de acordo com a Sua promessa, esperamos novos Céus e nova Terra, onde habita a justiça”.
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: NAUM 2 – Primeiro leia a Bíblia
NAUM 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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528 palavras
1 Ó Nínive. Mais de uma vez, o profeta se dirige ao povo da Assíria (ver com. [CBASD] de Na 1:14), alertando-o sobre o futuro turbulento. O contexto mostra (Na 1:1, 2:1, 8, 3:1, etc.) que o cap. 2 descreve a queda de Nínive. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1145.
3 Seus heróis. Provável referência aos que fizeram o cerco a Nínive. CBASD, vol. 4, p. 1145.
4 Carros. Do heb. rekev, veículos de duas rodas de vários tipos, puxados por cavalos. A carruagem era usada quase que exclusivamente para fins militares (ver com. [CBASD] de Gn 41:43). Embora não haja evidência arqueológica de que as carruagens eram usadas para levar funcionários do governo em missões oficiais, não há praticamente nada que indique que elas eram usadas para o transporte privado comum. CBASD, vol. 4, p. 1146.
[NC: Não há como deixar de lembrar, ao ler o verso 4, dos cruzamentos de trânsito modernos das grandes cidades, à noite. Porém, não existe nenhuma evidência de que este verso se trate de uma profecia para os tempos modernos].
Cruzam velozes. A força esmagadora dos exércitos que atacariam Nínive é aqui indicada. Uma multidão de veículos de guerra se “chocariam” uns com os outros (ver ARC). Todo o contexto deste capítulo mostra claramente que Naum estava descrevendo, em linguagem gráfica, a queda de Nínive. CBASD, vol. 4, p. 1146.
5 Os nobres. Literalmente, “seus poderosos”. Evidentemente, o rei assírio cobra de seus generais a defesa dos muros da cidade. CBASD, vol. 4, p. 1146.
6 Comportas. Alguns sustentam que a profecia teve seu cumprimento no incidente descrito pelo historiador grego Diodoro (ii.26, 27), que descreve a queda de Nínive por uma rara inundação de grandes proporções do Eufratas (ou, Tigre), que destruiu parte da muralha e abriu a cidade para os medos e os babilônios. CBASD, vol. 4, p. 1146.
7 Como pombas. Isto é, servas lamentariam como [o barulho de] pombas (ver Is 38:14; 59:11; Ez 7:16). CBASD, vol. 4, p. 1147.
Batem no peito. Bater no peito expressa tristeza profunda e comovente (ver Lc 18:13; 23:48). CBASD, vol. 4, p. 1147.
9 Abastança. Fontes gregas afirmam que os “despojos” de “prata” e “ouro”, tomados de Nínive, eram elevados em quantidade e valor. Não é de se estranhar que os conquistadores encontrassem despojos tão ricos na cidade que tinha “pilhado”tantos povos (ver 2Rs 15:19, 20; 16:8, 9, 17, 18; 17:3; 18:14-16; etc.). CBASD, vol. 4, p. 1147.
10 Vacuidade, desolação e ruina. Do heb. buqah umebuqah umebullaqah. “Destruída, deserta, despovoada” (NTLH) é uma tentativa de reproduzir a aliteração forte no hebraico que descreve a ruína de Nínive (ver com. [CBASD] de Am 5:5). CBASD, vol. 4, p. 1147.
O coração se derrete. Expressão que denota medo e desespero (ver Js 7:5; Is 13:7; Ez 21:7). CBASD, vol. 4, p. 1147.
11 Covil dos leões. Nos v. 11 e 12, o profeta emprega a figura de um leão para descrever o poder da Assíria (ver Jr 50:17; PR, 265; ver com. de Jr 4:7). Ele mostra vividamente como Nínive, através de suas conquistas, reteve despojos suficientes para o seu povo. CBASD, vol. 4, p. 1147.
13 Estou contra ti. Ver Na 3:5; Jr 51:25; Ez 38:3. A destruição de Nínive chegou depois que ela atingiu o limite do tempo de graça sem mostrar arrependimento persistente. A paciência divina chegara ao fim (ver PR, 364).
O SENHOR dos Exércitos. Ver com. de Jr 7:3. CBASD, vol. 4, p. 1147.
Leõezinhos. Aqui, evidentemente, a referência é feita aos guerreiros da cidade (ver com. do v. 11). CBASD, vol. 4, p. 1147.