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Texto bíblico: JOÃO 1 – Primeiro leia a Bíblia
JOÃO 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1895 palavras
1-18 Prólogo do Evangelho de João. Resume os principais temas do Evangelho. Mostra Jesus, que andou nesta terra, a partir da perspectiva da eternidade [o Verbo/a Palavra]. Andrews Study Bible.
1 No princípio. Antes da criação (cf Gn 1.1). Bíblia Shedd.
“No princípio” (uma clara referência às palavras de abertura da Bíblia), o Logos já existia, e esta é uma maneira de afirmar a eternidade que só Deus possui. Bíblia de Genebra.
Verbo. O termo “verbo” (grego logos) designa Deus, o Filho, referindo-Se à Sua divindade; “Jesus” e “Cristo” referem-se à Sua encarnação e obra salvífica. … Na filosofia neoplatônica e na heresia gnóstica (séculos II e III), o Logos era visto como um dos muitos poderes intermediários entre Deus e o mundo. Tais noções estão bem longe da simplicidade do Evangelho de João. Bíblia de Genebra.
Os gregos usavam o termo [logos] não apenas no tocante à palavra falada, mas também em referência à palavra ainda na mente, sem ter sido proferida – a razão. Quando a aplicavam ao universo, referiam-se ao princípio racional que governa todas as coisas. Os judeus, por outro lado, usavam-na como meio de se referir a Deus. João, portanto, empregou um termo significativo tanto para judeus quanto para gentios. Bíblia de Estudo NVI Vida.
[Termo] usado para denominar um mediador divino na filosofia grega, isto apelaria aos leitores gregos. João é o único escritor bíblico a usar explicitamente este título para Cristo (p.e., 1 Jo 1:1; Ap 19:13). Andrews Study Bible.
com Deus. A Palavra era distinta do Pai. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A expressão o verbo estava com Deus indica uma distinção de Pessoas, dentro da unidade da Trindade. Pai, Filho e Espírito Santo não são formas sucessivas de aparecimento de uma Pessoa, mas são Pessoas eternas presentes desde “o princípio” (v. 2). A preposição “com” sugere uma relação de estreita intimidade pessoal. Bíblia de Genebra.
O Verbo era Deus. Jesus era Deus no sentido mais pleno (v. nota em Rm 9.5). O prólogo (v. 1-18) inicia-se e termina com uma afirmação altissonante da Sua divindade. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Como Deus, Jesus era Um igual ao Pai. A divindade de Jesus … é especialmente enfatizada por João. Andrews Study Bible.
3 Todas as coisas foram feitas por meio dEle. Este versículo também dá ênfase à divindade do Verbo, uma vez que a criação é obra só de Deus. Bíblia de Genebra.
Foram feitas. Traduz uma palavra grega usada na tradução Septuaginta (LXX) de Gn 1. Andrews Study Bible.
A atuação de Cristo na criação também se encontra em Cl 1.16 17. Bíblia Shedd.
4 vida. Um dos grandes conceitos desse evangelho. O termo acha-se 36 vezes em João, ao passo que nenhum outro livro do NT o usa mais de 17 vezes. A vida é dádiva de Cristo (10.28), e Ele é, na realidade, “a vida” (14.6). Bíblia de Estudo NVI Vida.
5 luz. É identificada com a vida que Deus compartilha: é o contrário das trevas, existência sem Deus que equivale à morte eterna. A luz não pode ser vencida pelo mal, absolutamente (1 Jo 2.8). Bíblia Shedd.
e as trevas não prevaleceram contra ela. O enredo deste Evangelho pode ser visto em termos de uma luta entre as forças da fé e as da descrença. Bíblia de Genebra.
O forte contraste entre a luz e as trevas é tema de destaque nesse evangelho. Bíblia de Estudo NVI Vida.
9 a verdadeira luz. Cristo, e só Ele, vindo ao mundo ilumina a todo homem. Não há salvação das trevas à parte dEle (At. 4.12). Bíblia Shedd.
11 Veio para o que era Seu e os Seus não o receberam. “Seu”, no grego, significa “sua casa”; “Seus”significa Seu povo. mesmo rejeitado pela maioria de Israel, Cristo Se oferece a todos, entre os quais alguns O recebem. Bíblia Shedd.
12 o poder (“autoridade”) de serem feitos filhos de Deus (ARA). O seres humanos decaídos não são filhos de Deus por natureza; este é um privilégio só daqueles que têm fé, uma fé gerada neles pela soberana ação de Deus (v. 13). Bíblia de Genebra.
deu-lhes o direito (NVI). Ser membro da família de Deus só se dá por meio da graça – dom de Deus (v. Ef 2.8, 9). Nunca é uma realização humana, conforme frisa o v. 13; mesmo assim, a dádiva depende da aceitação do homem, como deixam claro as palavras “receberam” e “creram”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
aos que creem. O verbo aqui quer dizer: “aqueles que continuamente creem”. Isto indica constante ação ao longo do tempo, e não um evento único num momento particular. Andrews Study Bible.
13 os quais não nasceram. …o verbo “nasceram”, no plural, mostra que este versículo se refere ao novo nascimento dos crentes cristãos (cf 3.3, 5, 7, 8). Bíblia de Genebra.
14 O Verbo Se fez carne. Nesta afirmação o Prólogo [vv 1-18] atinge o seu clímax. Para alguns contemporâneos de João, o espírito e o divino eram totalmente opostos à matéria e à carne. Outros pensavam que os deuses visitavam a terra disfarçados de seres humanos (At 14.11). Mas aqui um abismo é transposto: o Verbo Eterno de Deus não só parece um ser humano, mas realmente tornou-Se carne. Tomou sobre Si a plena e genuína natureza humana. Bíblia de Genebra.
carne. Palavra forte, quase grosseira, que ressalta a realidade da condição humana de Cristo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O eterno Filho, o Verbo de Deus, se encarnou como homem (cf Rm 8.3). Esta verdade essencial nega terminantemente a heresia gnóstica que afirmava que a encarnação não foi real (cf 1 Jo 4.2, 3). Bíblia Shedd.
e habitou entre nós. “Habitou” significa “armou sua tenda” [tabernaculou]. isto não só indica a natureza temporária da existência terrena de Jesus, mas o faz de um modo que recorda o antigo tabernáculo de Israel, onde Deus podia ser encontrado (Êx 40.34-35). Bíblia de Genebra.
Lembra o santuário do AT, através do qual Deus providenciou um meio para habitar com Seu povo. Andrews Study Bible.
Habitou, gr skenoo “tabernaculou”. Em Cristo vemos a realidade da glória divina, o zelo de Deus em Se aproximar dos homens mesmo sendo pecadores. Bíblia Shedd.
graça. Favor de Deus não merecido. verdade. A fidelidade de Deus. Bíblia Shedd.
graça e verdade. Ver Jo 1:14. Ideias abstratas no AT, são personificadas na pessoa de Jesus. Andrews Study Bible.
glória. Do gr. doxa, aqui equivalente ao heb. kabod, que é usado no AT para significar a “glória” da permanente presença do Senhor, o shekinah (ver com. de Gn 3:24; Êx 13:21; cf com. de 1Sm 4:22). … Aqui João, sem dúvida, está pensando particularmente em experiências como a transfiguração, em que a divindade por um momento irradiou por meio da humanidade. Pedro, de maneira semelhante, fala sobre ser “testemunhas” da “majestade” e da “glória excelsa” de Cristo na transfiguração (2Pe 1:16-18). Essa glória, acrescenta Pedro, acompanhou a declaração: “Este é o Meu Filho amado”. Em várias ocasiões, a glória do Céu iluminou o semblante de Jesus (ver com. de Lc 2:48). Em João 17:5, Jesus ora ao Pai: “Glorifica-Me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que Eu tive junto de Ti, antes que houvesse mundo.” CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 994, 995.
como do unigênito. Essa expressão traduz uma única palavra grega [monogenes] e refere-se explicitamente à geração eterna do Filho na Trindade. É também possível traduzir a palavra por “Filho único”, sem a ideia de geração, mas referindo-se à singularidade do Filho. Bíblia de Genebra.
15 exclama. O uso do tempo presente para o verbo revela que a pregação de João Batista ainda soava nos ouvidos das pessoas, embora tivesse sido morto muito antes de esse evangelho ser escrito. Bíblia de Estudo NVI Vida.
18 Deus unigênito. Esta é uma declaração clara da deidade de Jesus Cristo. Bíblia Shedd.
no seio. Modo hebraico de indicar proximidade de amigos (13.23, 25). Bíblia Shedd.
Em contraste com Moisés, Jesus tem relacionamento face-a-face com Deus. A mesma frase descreve o relacionamento entre o discípulo amado e Jesus (13:23). Andrews Study Bible.
19 os judeus. Usado frequentemente neste Evangelho para os líderes religiosos que se opunham a Jesus. Andrews Study Bible.
Aqui, refere-se à delegação enviada pelo Sinédrio para fiscalizar as atividades de um mestre sem autorização. Bíblia de Estudo NVI Vida.
23 Eu sou a voz que clama no deserto. Os homens de Qumran (comunidade que produziu os manuscritos do mar Morto…) aplicavam a si as mesmas palavras, mas se prepararam para a vinda do Senhor isolando-se do mundo para obter salvação deles próprios. Bíblia de Estudo NVI Vida.
25 O profeta. A comissão indaga se João seria o cumprimento de Dt 18.18. Bíblia Shedd.
27 não sou digno de desamarrar as correias de suas sandálias. Tarefa própria de escravo. Os discípulos realizavam muitas tarefas para seus rabinos (mestres), mas desamarrar as sandálias não era uma delas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
28 Betânia. A Betânia mencionada em outros trechos dos evangelhos situava-se a apenas 4 km de Jerusalém. A localização dessa Betânia especificamente é desconhecida – só se sabe que ficava a leste do Jordão. Bíblia de Estudo NVI Vida.
29 Cordeiro de Deus. Providenciado por Deus (cf Gn 22.8; Rm 8.32). Bíblia Shedd.
30 antes de mim. João declara a preexistência de Jesus Cristo. Bíblia Shedd.
31 eu mesmo não O conhecia. Ainda que João Batista possa ter tido contato pessoal anterior com Jesus (cf. Lc 1.39-45), ele não sabia quem era Jesus (o Cordeiro e o Filho de Deus), até que o Espírito O identificou (v. 32). Bíblia de Genebra.
a fim de que ele fosse manifestado a Israel. A missão divina do Batista era identificar o Messias. É através do batismo que alguém é identificado como cristão. Andrews Study Bible.
A finalidade do batismo era de preparar um povo submisso ao vindouro Rei messiânico. Bíblia Shedd.
35, 37 Os dois discípulos, … seguiram Jesus. Um era André (v. 40). O outro, segundo opinião corrente, teria sido o autor deste evangelho. Bíblia Shedd.
Tradicionalmente, os alunos de um rabino judeu andavam atrás dele. Os discípulos de Jesus O seguiram fisicamente, mas não se trata só disso. “Seguiram a Jesus” adquire níveis mais profundos de significado ao longo deste Evangelho. Bíblia de Genebra.
38 Rabi. Ao designar Jesus como “meu mestre” os discípulos se oferecem como discípulos. Bíblia Shedd.
42 Pedro. Pedro era tudo, menos pedra; era impulsivo e instável. … Jesus deu-lhe esse nome, não pelo que era, mas pelo que viria a ser pela graça de Deus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
43-53 Como testemunhar: 1) Dar a maior importância à pessoa de Cristo (36); 2) apelar aos amigos (41; 45); 3) convidar outros após sentir a emoção da descoberta pessoal (45); 4) não debater apenas com argumentos mas com desafio à investigação (46); 5) não perder tempo. Bíblia Shedd.
45 Filho de José. …uma referência que identifica Jesus por sua cidade e família. Bíblia de Genebra.
Era uma designação pública e oficial. Bíblia Shedd.
46 Nazaré. Cidade em que Jesus morou quando criança. Natanael era de Caná (21:2), uma aldeia vizinha, que parecia ter uma rivalidade local contra Nazaré. Andrews Study Bible.
48 figueira. Sua sombra era muito apreciada para o estudo e a oração em momentos de sol. Bíblia de Estudo NVI Vida.
51 vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo. Este versículo alude à visão de Jacó de uma escada, cujo topo atingia o céu e por onde os anjos subiam e desciam (Gn 28.12). Jesus Se apresenta como a realidade para a qual a escada apontava. Jacó viu num sonho a reunião do céu e da terra e Cristo transformou-o em realidade. Bíblia de Genebra.
Filho do Homem. Jesus aplica este nome frequentemente a Si mesmo. Ele dá ênfase à Sua natureza humana, que O capacita a morrer por Seu povo. Refere-se também à figura messiânica celestial conhecida em Daniel (7.13; ver Mt 8.10, nota). Bíblia de Genebra.
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JOÃO 1 – O prólogo de João é uma das passagens mais teológicas do Novo Testamento. Desta forma, essa introdução oferece uma base sólida para a defesa da origem e natureza divina de Jesus.
Considere:
• A eternidade de Jesus (João 1:1-2): A abertura do evangelho transcende ao princípio de Gênesis 1:1. Isso intencionalmente remete ao momento antes da criação do mundo, estabelecendo que o Verbo/Cristo já existia antes de tudo. Este ponto é crucial para a argumentação da divindade de Jesus, pois estabelece que Ele não é criatura ou Ser criado, mas eterno como Deus e o Agente de tudo o que foi criado. Portanto, Jesus antecede ao cosmos e não está limitado ao tempo. Ele é Deus Eterno quanto Deus Pai.
• A obra criativa de Cristo (João 1:3): O Verbo/Jesus é descrito como o Agente da criação. Isso ecoa o que Paulo escreve em Colossenses 1:16-17, onde afirma que todas as coisas foram criadas por meio de Cristo e para Cristo. Diante disso, é impossível que Jesus tenha sido criado. Além disso, a função de Criador é uma prerrogativa exclusiva da divindade na Bíblia Hebraica (por exemplo, Isaías 44:24), e João claramente atribui essa função a Jesus. Em realidade, Jesus tem posição central no ato de criar, que revela fortemente Sua natureza divina.
• A encarnação de Deus: Mateus afirmou que Jesus é Emanuel, Deus conosco (Mateus 1:23); Marcos declarou ser Ele o Filho de Deus (Marcos 1:1); e, João revela um dos maiores mistérios que é a chave da teologia cristã: Jesus, o Divino Criador “tornou-Se carne e viveu entre nós. Vimos Sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e verdade” (João 1:14). Desta forma, Jesus tomou sobre Si a natureza humana sem deixar de Seu Deus. Essa união das duas naturezas de Cristo (divina e humana) é central para a compreensão da fé cristã.
Jesus não é meramente um mensageiro divino; Ele é Aquele que revela completamente a essência de Deus. Isso ultrapassa a função profética: Jesus é o Revelador perfeito, porque Ele é tão divino quanto o próprio Deus Pai (João 1:18). Sua natureza divina é o que O qualifica a ser o único capaz de revelar com exatidão como é Deus Pai (Hebreus 1:1-3).
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: LUCAS 24 – Primeiro leia a Bíblia
LUCAS 24 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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733 palavras
1 No primeiro dia da semana. Este começou no pôr-de-sol de sábado. As mulheres tiveram as horas de escuridão para completar suas preparações antes de saírem para o túmulo ao raiar do dia. Bíblia de Genebra.
4 varões … vestes resplandecentes. O v 23 os identifica como anjos. Andrews Study Bible.
9 todos os mais. Esta expressão indefinida mostra que havia um grande número de seguidores de Jesus em Jerusalém, nessa ocasião. Muitos seriam galileus que estavam em Jerusalém por ocasião da Páscoa. Bíblia de Genebra.
11 Tais palavras lhes pareciam como um delírio. Gr leros, “tolice”. Estavam longe de acreditar na ressurreição na base do testemunho emocional de mulheres. Bíblia Shedd.
e não acreditaram nelas. Em geral, o testemunho de mulheres não era altamente considerado pelos judeus do século I. Bíblia de Genebra.
13 Emaús é desconhecida. Sessenta estádios, cerca de 12 km. Bíblia Shedd.
18 Cleopas. O tio de Jesus, irmão de José, segundo Eusébio (HE 3.11,1), que também afirma que este relato veio da família de Jesus. Bíblia Shedd.
És o único … ? O único visitante que não sabia destes eventos. Isto atesta o amplo conhecimento da morte de Jesus, em face dos posteriores críticos que afirmavam que Ele não tinha realmente morrido. Andrews Study Bible.
19 Jesus, o Nazareno, que era varão profeta. Souberam que era profeta; isso foi provado pelos Seus milagres e Seu ensino … Esperavam que Ele fosse mais: o Messias (Dt 18.15, 18). A decepção era profunda. Bíblia Shedd.
20 principais sacerdotes e as nossas autoridades. Os discípulos colocaram a principal responsabilidade da morte de Jesus sobre seu próprio povo, e não sobre os romanos. Bíblia de Genebra.
21 esperávamos que fosse Ele quem havia de redimir a Israel. Como Moisés, que redimiu a Israel da escravidão, a esperança dos discípulos era que Jesus, também os resgataria do poder romano e estabeleceria uma teocracia santa, poderosa e eterna. Bíblia Shedd.
A palavra [redimir] significa libertar mediante o pagamento de um preço. Bíblia de Genebra.
27 o que a Seu respeito constava. A Escritura, que provê acuradamente a base para o entendimentos dos discípulos da vontade e do plano de Deus, recebe sua interpretação mais clara através de Jesus Cristo. Andrews Study Bible.
29 Mas eles O constrangeram. O Senhor não entra pela força, mas mediante convite. Bíblia Shedd.
33 na mesma hora. O encontro com o Senhor ressuscitado traz alegria que precisa ser compartilhada. Andrews Study Bible.
34 já apareceu a Simão. O primeiro na lista de aparecimentos apresentada em 1 Co 15.5. Bíblia Shedd.
Eles não tinham acreditado nas mulheres (v. 11), mas o aparecimento a Simão Pedro foi convincente. Bíblia de Genebra.
39 apalpai-Me. 1Jo 1.1 cita este fato contra o gnosticismo. Bíblia Shedd.
43 comeu. Podia comer, mas não precisava. Certificou Sua substância. Bíblia Shedd.
44 importava se cumprisse tudo. Notar a palavra “importava”. O cumprimento das Escrituras não é um acidente, porque elas revelam os propósitos de Deus. Bíblia de Genebra.
Lei … Profetas … Salmos. São as três divisões características do cânon hebraico, que incluíam todo o AT [Em hebraico, a TaNaKh = Torá (a Lei), Neviim (Profetas) e Ketuvim (Escritos)]. N. Bíblia Shedd.
47 que eu Seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados. Arrependimento e perdão é o centro da mensagem ordenada pela Escritura que os seguidores de Jesus devem levar ao mundo. Atos, a sequência de Lucas, mostra os discípulos ocupados nesta tarefa (e.g., At 2:30; 5:31; 26:20). Andrews Study Bible.
48 testemunhas. Os pregadores não devem produzir alguns conceitos novos, elaborados por si mesmos, mas trazer o testemunho daquilo que Deus tem feito. Bíblia de Genebra.
50 Lucas não dá nenhuma indicação de tempo aqui, mas posteriormente ele afirma que a ascensão teve lugar quarenta dias depois da ressurreição (At 1.3). Bíblia de Genebra.
Betânia. Uma aldeia sobre o Monte das Oliveiras, a cerca de 3 km a leste de Jerusalém (Jo 11.18). Bíblia de Genebra.
51 ia-se retirando deles. A narrativa que Lucas faz da ascensão é uma breve mas adequada conclusão do seu Evangelho, que é um registro de “todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar até ao dia em que… foi elevado às alturas” (At 1.1-2). Lucas nos oferece uma narrativa mais detalhada da ascensão, no começo do seu segundo livro (At 1.9-11). A ascensão marca o fim da obra que Jesus veio realizar na terra e o começo da obra que Ele continua a realizar na igreja e através dela. Bíblia de Genebra.
52 adorando-O. Qualquer que tenha sido a ideia deles a respeito de Jesus nos dias passados, agora eles reconheceram a Sua divindade e O adoraram. Bíblia de Genebra.
53 O Evangelho [de Lucas] termina como começa, em Jerusalém, com o culto a Deus. Bíblia de Genebra.
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LUCAS 24 – O último capítulo de Lucas contém três eventos principais:
• Ressurreição de Jesus (Lucas 24:1-12).
• Aparição de Jesus aos discípulos no caminho de Emaús (Lucas 24:13-35).
• Ascensão de Jesus ao Céu (Lucas 24:50-53).
Esses eventos formam a conclusão do conteúdo evangelístico visando confirmar a mensagem central que Lucas comunicava a Teófilo: A veracidade da ressurreição de Cristo e o cumprimento das promessas de Deus.
Teófilo era um “nome usado por gentios e judeus”. Este homem era “certo nobre, talvez um oficial importante, a quem Lucas escreveu seu evangelho e o livro de Atos (Lc 1:1-4; At 1:1). Não se sabe se Teófilo era cristão nessa época ou um mero interessado no cristianismo. Segundo a antiga tradição cristã, ele era de Antioquia da Síria” (Dicionário Adventista).
“É possível, dado o respeito com que Lucas se refere a ele, que pertence a uma alta classe social, e talvez fosse o mantenedor financeiro do médico amado… Os temas desenvolvidos nos livros [Lucas e Atos] sugere que se tratava de uma pessoa temente a Deus e muito provavelmente um crente. O fato de que se menciona no livro que Teófilo necessitava ‘de plena certeza’ (Lc 1:4) mostra o compromisso de Lucas com ele como pessoa e sugere que estava sob pressão para renunciar à sua crença” (Darrell Bock).
Lucas 24 conclui poderosamente a pesquisa criteriosa, útil para Teófilo – para nós também. Este capítulo demonstra que a história de Jesus não terminou na cruz, mas alcançou seu ápice na vitória sobre a morte e na promessa de um futuro reino de Deus.
Estes pontos fortalecem a fé:
• Veracidade da ressurreição: Lucas 24 enfatiza que a ressurreição não foi um evento simbólico; foi uma realidade histórica, testemunhada pelos discípulos. Tal constatação reforça a confiança na veracidade da fé cristã.
• Continuidade do plano divino: Lucas 24: 44-47 explica que tudo o que aconteceu com Jesus estava em conformidade com as Escrituras; assim, Lucas garante que Jesus é o cumprimento das profecias messiânicas.
• Ascensão e o futuro da igreja: A ascensão de Jesus ao Céu (Lucas 24:50-53) prepara o terreno para o livro de Atos, onde Lucas continuará a narrativa a Teófilo, mostrando como os discípulos levaram adiante a missão de Jesus.
Esta pesquisa criteriosa deve levar-nos a um reavivamento fervoroso! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: LUCAS 23 – Primeiro leia a Bíblia
LUCAS 23 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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2535 palavras
5-7 galileu. No Império Romano, o julgamento geralmente era feito na província onde o delito foi cometido, mas podia ser transferido para a província de onde o acusado tinha vindo. Pilatos aproveitou-se disto para enviar Jesus a Herodes. Só Lucas menciona isto. Bíblia de Genebra.
A fase mais impressionante e bem sucedida do ministério de Cristo ocorreu na Galileia. Embora tenha nascido em Belém, Jesus cresceu na Galileia e passou quase a vida inteira ali. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 965.
7 jurisdição de Herodes. Embora Pilatos e Herodes fossem rivais entre si, Pilatos não queria lidar com esse caso; por isso, encaminhou Jesus a Herodes (cf v. 12). Bíblia de Estudo NVI Vida.
em Jerusalém. O quartel-general principal de Herodes ficava em Tiberíades, no mar da Galileia; mas de modo semelhante a Pilatos, viera a Jerusalém por causa das multidões na Páscoa. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Em Jerusalém, é provável que Herodes ficasse no palácio dos hasmoneus, cuja localização é incerta. CBASD, vol. 5, p. 965.
7 jurisdição de Herodes. Pilatos esperava que Herodes tirasse esse “problema” de suas mãos. Andrews Study Bible.
remeteu. Durante o mandato anterior de cerca de cinco anos como procurador da Judeia (que, na época, incluía Samaria), Pilatos havia se tornado muito impopular entre os judeus. Ele temia que, ao desagradá-los ainda mais, pudesse colocar em risco seu cargo. Sabia muito bem como alguns dos líderes judeus eram traiçoeiros. CBASD, vol. 5, p. 965.
8 queria vê-lo. Herodes estava preocupado a respeito da identidade de Jesus (9.7-9) e tinha desejado matá-lo (13.31), embora os dois nunca tivessem se encontrado. Não há registro de que Jesus tenha pregado alguma vez em Tiberíades, onde se localizava a residência de Herodes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
esperava também vê-Lo fazer algum sinal. A curiosidade era outro motivo para Herodes desejar um encontro com Cristo. Doentes e aleijados foram levados ao palácio, e Herodes prometeu soltar Jesus como recompensa por curá-los (DTN, 279). Se Cristo o fizesse, seria, em sua opinião, uma evidência inequívoca de que era um profeta verdadeiro e, portanto, inocente das acusações proferidas pelos judeus. Dessa maneira, Herodes satisfaria sua curiosidade. Ao mesmo tempo, teria motivo suficiente para libertar Jesus, sem dar espaço para qualquer protesto dos líderes judeus. CBASD, vol. 5, p. 965.
9 Jesus, porém, nada lhe respondia. Jesus recusou-se a satisfazer a curiosidade daquele que ordenara a morte de João Batista (9:9; ver tb 11:29). Andrews Study Bible.
…Herodes ouvira e rejeitara a mensagem e João Batista. Ele havia recusado a luz da verdade que Deus permitira brilhar em seu caminho. Para uma alma tão endurecida pelo pecado, Jesus não tinha palavras. O silêncio de Cristo foi uma repreensão severa ao orgulhoso monarca. Essa atitude e a recusa em operar um milagre, irou Herodes e o levou a se voltar contra Jesus. CBASD, vol. 5, p. 965, 966.
10 Os principais sacerdotes e os escribas. …O acusavam com grande veemência. Isto significa que as acusações foram feitas em voz alta e com ira. CBASD, vol. 5, p. 966.
11 tratou-O com desprezo. Literalmente, “tratou-O como se fosse um nada”, ou seja, O insultou. Assim como Pilatos, Herodes tinha certeza de que era pura malícia que movia as acusações contra Jesus, mas o silêncio de Cristo o irritou, pois pareceu que sua autoridade estava sendo menosprezada. CBASD, vol. 5, p. 966.
um manto aparatoso. É possível que esta fosse uma das vestes externas de Herodes. CBASD, vol. 5, p. 966.
14-15 nada verifiquei. Duas testemunhas oficiais (Dt 19:15), Pilatos e Herodes, afirmaram a inocência de Jesus. Andrews Study Bible.
16 eu O castigarei. O açoitamento, embora não tivesse o propósito de matar, às vezes era fatal. Bíblia de Estudo NVI Vida.
… em vez de aplacar a turba, esta concessão à ensandecida exigência pela morte de Jesus só serviu para aumentar ainda mais a sede por sangue. Se Pilatos era capaz de açoitar um homem inocente, com certeza, se pressionado um pouco mais, seria convencido acerca de sua morte. CBASD, vol. 5, p. 966.
19 sedição. Ironicamente, aqueles que acusaram O Inocente de sedição pediram para libertar um revolucionário em lugar de Jesus. Andrews Study Bible.
20 Desejando Pilatos soltar a Jesus. Pilatos ficou indeciso entre a verdade que ele reconhecera e seu desejo de proteger sua própria posição. Andrews Study Bible. [“Quem quiser, pois, salvar a própria vida, perdê-la-á…” Mc 8:35.]
21 Crucifica-O! Uma das mais horríveis formas de execução, usada para escravos e os piores criminosos. Ver tb Mt 27:35; Mc 15:24. Andrews Study Bible.
26 Cirene. Cidade principal da Líbia, a oeste do Egito. Bíblia de Estudo NVI Vida.
28 Filhas de Jerusalém. Jesus Se dirigiu às mulheres como habitantes de Jerusalém. … Contudo, Cristo não desdenhou da simpatia delas, nem as repreendeu. CBASD, vol. 5, p. 966, 967.
Não é solidariedade, mas conversão que Jesus quer. Bíblia Shedd.
29 Felizes as estéreis … ! Seria melhor não ter filhos que vê-los experimentar tamanhos sofrimentos. Cf Jr 16.1-4; 1Co 7.25-35. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Em geral, os judeus consideravam a esterilidade uma maldição (ver com. de Lc 1:7, 25). CBASD, vol. 5, p. 967.
31 se em lenho verde fazem isto, que será no lenho seco? Cristo era inocente. Se as coisas que estavam ocorrendo sobrevinham a um inocente, qual então seria o destino dos culpados? CBASD, vol. 5, p. 967.
33 Calvário. Um outeiro que parecia uma caveira. Não pode ser localizado com certeza. A Igreja primitiva não se interessava por “lugares santos”. Bíblia Shedd.
34 Pai, perdoa-lhes … ! Jesus pratica Seu próprio conselho de amar os inimigos (6:29, 35; ver tb Is 53:12). Portanto a salvação se torna disponível mesmo àqueles que O mataram (At 2:36-38). Andrews Study Bible.
Num sentido mais amplo, esta prece inclui todos os pecados até o tempo do fim, pois todos são culpados pelo sangue de Jesus (ver DTN, 745). Esta é a primeira das sete declarações de Cristo na cruz, às vezes chamadas de sete palavras. [1) Lc 23:34; 2) Lc 23:43; 3) Jo 19:26; 4) Mt 27:46; 5) Jo 19:28; 6) Jo 19:30; 7) Lc 23:46]. CBASD, vol. 5, p. 967.
35 a Si mesmo Se salve. Três vezes (versos 35, 37, 39), Jesus é tentado a usar Seu poder em seu próprio proveito em Sua crucificação, assim com Ele tinha sido tentado pelo diabo no início de Seu ministério (4:3-13). Andrews Study Bible.
36 vinagre. Bebida azeda que os soldados levavam consigo para o dia de serviço. Bíblia de Estudo NVI Vida.
40 temes a Deus. Isto é, “perante cujo trono de julgamento deverás comparecer”. CBASD, vol. 5, p. 968.
igual sentença. Em outras palavras: “Você é igualmente culpado. Quem é você para condenar?” CBASD, vol. 5, p. 967.
42 Jesus, lembra-Te de mim. Um criminoso comum reconhece a verdade que os líderes religiosos negaram. Estas são as únicas palavras de fé que Jesus ouviu em Sua crucificação. Andrews Study Bible.
O ladrão arrependido aceitou Jesus como Messias e Salvador. CBASD, vol. 5, p. 968.
43 hoje. Do dr semeron. O texto grego original foi escrito sem pontuação, e o advérbio semeron (“hoje”) fica entre duas orações que dizem, literalmente, “verdadeiramente a ti Eu digo” e “comigo tu estará no paraíso”. A língua grega permitia que o advérbio [hoje] ocorresse em qualquer posição na frase que o orador ou escritor desejasse. Levando em conta apenas a construção gramatical grega em questão, não é possível determinar se o advérbio “hoje” modifica “te digo” ou “estarás”. Gramaticalmente, as duas opções são possíveis. A pergunta é: Jesus quis dizer literalmente: “em verdade te digo hoje”, ou: “hoje estarás comigo no paraíso”? A única maneira de saber o que Cristo quis dizer é buscar a posição bíblica acerca de questões como: (1) O que é paraíso? (2) Jesus foi para o paraíso no dia de Sua crucifixão? (3) O que Jesus ensinou sobre quando os seres humanos receberão a recompensa no paraíso? CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 968
O grego, no qual esta passagem foi escrita não usa as modernas formas de pontuação. Pelo Seu próprio explícito testemunho, Jesus não ascendeu a Seu Pai até Sua ressurreição (Jo 20:17). Portanto, este texto deve ser entendido como: “Eu digo a você hoje, você estará comigo no Paraíso” (ver Dt 30:18; At 20:26). Jesus estava fazendo a memorável declaração que mesmo naquele dia, no momento mais sombrio de Sua existência, Ele poderia ainda confiantemente assegurar que a crença nEle era o meio pelo qual o moribundo criminoso poderia receber vida eterna. O seguro, mas geralmente desconsiderado, testemunho da Escritura é que a ressurreição e a recompensa do fiel, incluindo a do criminoso moribundo, se dará no futuro, na Segunda Vinda de Cristo (At 24:15; 1Co 15:22-23; 1Ts 4:16-17). Andrews Study Bible.
estarás comigo. Na véspera da traição, menos de 24 horas antes de fazer esta promessa ao ladrão, Jesus disse aos doze: “Na casa de Meu Pai há muitas moradas […] vou preparar-vos lugar […] voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que onde Eu estou, estejais vós também” (ver com. de Jo 14:1-3). Além disso, três dias depois, Cristo informou a Maria: “ainda não subi para Meu Pai” (Jo 20:17). Portanto, fica evidente que Jesus não foi ao paraíso e não estava no paraíso no dia da crucifixão. Consequentemente, o ladrão não poderia ir com Cristo ao paraíso naquele dia. CBASD, vol. 5, p. 968, 969.
Paraíso. Em gr. paradeisos, uma transliteração do persa pairidaêza, que significa “lugar cercado”, “parque” ou “reserva” que contém árvores, um local onde os animais costumavam ser colocados para a caça. … Na LXX, o “jardim” do Eden é chamado de “paraíso” do Eden (ver com. de Gn 2:8). … Em 2 Coríntios 12:2 a 4, “paraíso” é um sinônimo óbvio de “Céu”. O fato de Paulo não se referir a nenhum “paraíso” terreno fica duplamente claro por ele igualar a expressão “arrebatado” ao “Céu” a “arrebatado ao paraíso”. Segundo Apocalipse 2:7, a “árvore da vida […] se encontra no paraíso de Deus”, ao passo que Apocalipse 21:1 a 3, 10 e 22:1 a 5 associam a árvore da vida à nova terra, à nova Jerusalém, ao rio da vida e ao trono de Deus. Não há dúvidas de que o uso consistente do termo paradeisos no NT o torna sinônimo de Céu .
Portanto, quando Jesus garantiu ao ladrão um lugar com Ele no “paraíso”, estava Se referindo às “muitas moradas” da casa de Seu Pai e ao momento em que receberia os Seus ali ver com. de Jo 14:1-3). Ao longo de todo Seu ministério, Cristo foi específico ao declarar que retribuiria “a cada um conforme as suas obras” (ver com. de Mt 16:27). Somente nessa ocasião convidará os salvos da Terra para entrar “na posse do reino” preparado para eles “desde a fundação do mundo” (ver com. de Mt 25:31, 34; cf. Ap 22:21). Paulo ensinou que os que dormem em Jesus sairão da sepultura por ocasião da segunda vinda de Cristo (ver 1Co 15:20-23), a fim de receber a imortalidade (v. 51-55). Os justos ressuscitados e os justos vivos serão arrebatados juntos, “para o encontro do Senhor nos ares” e, então, estarão “para sempre com o Senhor” (lTs 4:16, 17). Portanto, o ladrão estará “com” Jesus no “paraíso” depois da ressurreição dos justos, quando Cristo voltar.
É importante destacar que a conjunção “que” entre “te digo” e “hoje” foi acrescentada pelos tradutores, e é interpretativa. O texto original grego, que não tinha pontuação nem divisão de palavras (ver p. 101) diz: amen soi lego semeron met emou ese en to paradeiso, literalmente, “em verdade te digo hoje comigo estarás no paraíso”. O advérbio semeron, “hoje” fica entre os dois verbos, lego, “digo”, e ese “estarás”, e pode se referir a qualquer um dos dois. Sua posição logo após o verbo lego, “digo”, pode sugerir uma relação gramatical mais próxima com ele do que com o verbo ese “estarás”.
Obviamente, a inserção da conjunção “que” antes da palavra “hoje”, pelos tradutores, foi guiada pelo conceito extrabíblico de que os mortos recebem a recompensa quando morrem. No entanto, conforme explanado acima, fica evidente que nem Jesus nem os autores do NT acreditavam em tal doutrina. A conjunção “que” antes da palavra “hoje” faria Cristo contradizer aquilo que Ele e vários escritores do NT declararam de forma inequívoca em outras passagens. Assim, a própria Bíblia requer que a conjunção “que” seja colocada depois da palavra “hoje”, não antes dela (ver com. de Jo 4:35, 36).
Portanto, o que Cristo de fato disse ao ladrão na cruz foi: “Em verdade te digo hoje que estarás comigo no paraíso.” A grande dúvida do ladrão naquele momento não era quando ele chegaria ao paraíso, mas se ele realmente iria para lá. A declaração simples de Jesus lhe garantiu que, por mais que ele não merecesse e por impossível que parecesse, uma vez que ele estava sofrendo a morte de um criminoso, Cristo cumpriria a promessa, e o ladrão estaria no paraíso. de fato, era a presença de Jesus na cruz que tornava possível tal esperança. CBASD, vol. 5, p. 969, 970.
44 escurecendo-se o sol. Alguns já fizeram a sugestão de que Lucas se refere, nesta passagem, a um eclipse. Todavia, seria impossível um eclipse solar com a lua cheia, como na época da Páscoa. A escuridão foi sobrenatural. CBASD, vol. 5, p. 970.
Acontecimentos sobrenaturais eram entendidos marcar eventos de significação cósmica (Am 8:9; Joel 2:31). Andrews Study Bible.
46 nas Tuas mãos. Jesus morreu com as palavras do Salmo 31:5 nos lábios. A atitude que Ele expressou eleva a um clímax sublime o espírito de humilde submissão à vontade do Pai, exemplificado por meio de Sua vida na Terra. No jardim do Getsêmani, foi o mesmo espírito abnegado que levou às palavras “não seja como Eu quero, e sim como Tu queres” (Mt 26:39; …). Feliz é a pessoa que vive e morre nas “mãos” de Deus! Nosso destino está seguro em Suas mãos. CBASD, vol. 5, p. 970.
entrego o Meu espírito! Fôlego, que representa vida. Entendia-se que retornava a Deus quando alguém morria (Gn 2:7; Ez 37:5, 9; ver tb Sl 31:5). Andrews Study Bible.
47 louvou a Deus. É difícil determinar exatamente qual o sentido em que o centurião falou (v. nota em Mt 27.54). Parece claro, no entanto, que os escritores dos evangelhos viam na sua declaração uma vindicação de Jesus, e, como o centurião era o oficial romano encarregado da crucificação, seu testemunho era considerado relevante. Bíblia de Estudo NVI Vida.
48 bater no peito. Sinal de angústia, aflição ou arrependimento (cf. 18.13). Bíblia de Estudo NVI Vida.
A multidão tinha vindo para se divertir, porém a morte de Jesus os perturbou. Bíblia de Genebra.
50-51 José … não tinha consentido. Mc 14.64 dá a entender que José não estava presente [na reunião do Sinédrio], pois a decisão foi apoiada “por todos”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
53 onde ainda ninguém havia sido sepultado. No grego, há uma tripla negativa, enfatizando que a sepultura nunca fora usada. CBASD, vol. 5, p. 970.
54 dia da preparação. Sexta-feira, o dia da preparação para o sábado. Andrews Study Bible.
55 As mulheres … viram o sepulcro, e … o corpo. Viram onde o Jesus estava sepultado e não errariam a localização ao voltarem para lá. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Este ponto é destacado contra os gnósticos docetas (que negavam a morte de Cristo) e todo incrédulo que alegasse que elas foram para o túmulo errado, ou que os discípulos esconderam o corpo, etc. Bíblia Shedd.
56 perfumes e especiarias. Muitos metros de pano e grandes quantidades de especiarias eram usados no preparo de um corpo para o sepultamento. Uns 34 kg de mirra e aloés já tinham sido usados naquela primeira tarde (Jo 19.39). Mais especiarias foram compradas para quando as mulheres voltassem para lá após o sábado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
E, no sábado, descansaram, segundo o mandamento. Mesmo à véspera da ressurreição de Jesus, Lucas continua a enfatizar o descanso do sábado como uma ordenança divina. Isto não deveria nos vir como surpresa , tendo em vista que seu último livro, Atos, retrata consistentemente os cristãos primitivos guardando o sábado. Ver notas em Atos 4:23-24. Andrews Study Bible.
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LUCAS 23 – A morte de Cristo não foi um fracasso; na verdade foi o ponto culminante da grande batalha universal, onde amor e justiça triunfam sobre o pecado e a morte.
Neste capítulo, Lucas narra desde o julgamento de Jesus perante as autoridades até Sua crucificação, morte e sepultamento. A narrativa apresenta o confronto direto entre as forças do mal e a missão redentora de Cristo. Aqui, o conflito entre justiça e maldade atinge seu ponto mais dramático, com implicações cósmicas.
Jesus é julgado de forma injusta diante de Pilatos e Herodes, líderes político e eclesiástico. Pilatos não encontra culpa nenhuma nEle, todavia, pressionado pela multidão incitada pelos líderes religiosos, entrega Jesus à crucificação (Lucas 23:1-25). Este julgamento injusto revela a profundidade do mal e da corrupção moral nas forças que se opõem a Cristo. Satanás está por trás das acusações falsas e manipulação política, tentando desacreditar e destruir o Filho de Deus (Lucas 22:53).
Jesus, o justo/inocente, é condenado enquanto Barrabás, um criminoso/culpado, é liberto. Essa troca revela a perversão do julgamento humano influenciado pelas forças demoníacas, mas também aponta para a substituição redentora de Cristo, que toma o lugar dos pecadores (Isaías 53).
No caminho para a crucificação, Jesus carrega Sua cruz, demonstrando submissão e sacrifício. Seguido por uma multidão e mulheres que lamentam por Ele, Ele profetiza o juízo vindouro, apontando para o caos e destruição que resultam da rejeição a Deus. Cristo caminha em direção à Sua vitória final sobre o poder do mal, enquanto o reino de Satanás se aproxima de seu desfecho (Hebreus 2:14-15).
Cada detalhe, desde o julgamento injusto até a oração de perdão pelos que O pregavam na cruz e a promessa ao ladrão arrependido, demonstra que a verdadeira vitória é de Cristo. Warren Wiersbe destaca que:
• Jesus não Se defende (Lucas 23:1-25).
• Jesus não pede clemência (Lucas 23:26-32).
• Jesus não demonstra ressentimento (Lucas 23:33-49).
• Jesus não sofreu desonra (Lucas 23:50-56).
Desta forma, o bem venceu o mal. Por isso, a cruz, outrora símbolo de derrota, torna-se o local da maior conquista de Jesus. Satanás, pensando ter destruído o Messias, na verdade precipita sua própria derrota, pois a morte de Cristo será seguida por Sua ressurreição, selando o destino de todas as forças do mal.
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: LUCAS 22 – Primeiro leia a Bíblia
LUCAS 22 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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