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“O Senhor retribua o teu feito, e seja cumprida a tua recompensa do Senhor, Deus de Israel, sob cujas asas vieste buscar refúgio” (v.12).
Ao chegar à terra de Judá, imagino os olhares curiosos dos moradores de Belém ao avistarem Noemi e a jovem moabita que a acompanhava. Logo os rumores de sua viuvez se espalharam e, vendo ao longe o lugar que por anos havia sido o seu lar, Noemi deve ter ficado sem forças. Foi diante daquele cenário triste que o Senhor animou o coração de Rute a reagir e ir em busca do alimento: “Deixe-me ir ao campo, para apanhar espigas atrás daquele que me permitir fazer isso” (v.2).
Conforme a lei dada a Moisés, o pobre e o estrangeiro poderiam ajuntar o alimento que caísse da colheita (Lv.19:9-10). Acontece que Rute “por casualidade entrou na parte que pertencia a Boaz, o qual era da família de Elimeleque” (v.3). A intenção de Rute não foi proposital, mas acabou entrando nas terras de seu resgatador. Ao chegar de Belém, Boaz percebeu a presença da jovem moabita. Informado de sua dedicação por amor à sua sogra, ficou encantado com a atitude altruísta daquela estrangeira, proferindo-lhe uma bênção que encheu o coração de Rute de consolo e de paz, e mandando-a para casa com a colheita do amor. Apesar de estrangeira, Rute demonstrou uma fé e bondade que há muito não se via em Israel.
Rute revelou na prática o que significa servir a Deus. Ela abriu mão de uma vida de conforto em sua terra para ir a uma terra desconhecida, de um povo que nunca tinha visto, a fim de viver de favor e cuidar de uma mulher idosa que nada tinha a lhe oferecer. Ela não pensou em seus próprios interesses, nem tampouco em adquirir coisas para si. Sua vida só passou a ter sentido quando conheceu o Deus único e verdadeiro. Servir tornou-se o seu estilo de vida. Ela podia até não conhecer todas as leis do Senhor, mas viveu o cumprimento da lei, pois “o cumprimento da lei é o amor” (Rm.13:10). E à cada espiga que apanhava, demonstrava uma gratidão que encantava a todos que a viam.
A Bíblia não se refere à beleza física de Rute, mas, sem dúvidas, a sua beleza de caráter sobrepujava qualquer formosura exterior. Porque “enganosa é a graça, e vã, a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada” (Pv.31:30). E foi essa beleza que encantou a Boaz. A sua abnegação e serviço em favor de sua sogra, o seu desprendimento em trabalhar para mantê-la: esses foram os atributos que arrebataram o coração daquele homem. Boaz encontrou uma mulher virtuosa e soube reconhecê-la. “Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de finas joias” (Pv.31:10).
Rute esbanjava simpatia e trabalhava com gratidão e singeleza de coração. “De bom grado trabalha com as mãos […] É ainda noite, e já se levanta, e dá mantimento à sua casa […] Cinge os lombos de força, e fortalece os braços […] Abre a mão ao aflito […] A força e a dignidade são os seus vestidos […] Fala com sabedoria e a instrução da bondade está na sua língua […] Muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas” (Pv.31:10-31). Será que essas palavras foram inspiradas na vida de Rute? Não o sabemos. O fato é que ela escolheu servir, e o Senhor a recompensaria por isso. Entendam, amados: não são as boas obras que movem o coração de Deus, e sim um coração que ama fazer a Sua vontade.
Vivemos em um mundo extremamente competitivo. O trabalho consome, a busca pelo primeiro lugar fatiga, a concorrência tira o sono e, num piscar de olhos, a vida passa. E nessa correria sem sentido o homem é alimentado do que há de pior na natureza humana: o egoísmo e a cobiça. Foi justamente devido à ausência desses dois vilões que a vida de Rute ganhou destaque nas Escrituras. No lugar de egoísmo havia altruísmo, e no lugar de cobiça, benignidade. Oh, amados, o quanto necessitamos aprender com tal testemunho! Uma mulher que tinha tudo para escrever a sua própria história, mas que escolheu entregar nas mãos de Deus as “páginas” de sua existência. E como valeu a pena buscar refúgio nas asas do Altíssimo (v.12)!
Rute não agiu pensando nas recompensas, mas porque amou, serviu. Sua vida refletia o tesouro que havia em seu coração e, foi ali, que Boaz enxergou o bom tesouro. “Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt.6:21). Onde está o seu tesouro? Rute escolheu o bom tesouro. A sua escolha não foi nada atraente, mas foi a que a levou para o centro da vontade de Deus. Através do testemunho desta mulher de fé, o Senhor nos diz hoje: “Descansa no Senhor e espera nEle” (Sl.37:7). Como a amargura de Noemi foi transformada em alegria e a bondade de Rute em farta colheita, assim diz o Senhor aos Seus servos fiéis hoje: “Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes” (Sl.126:6).
Ó, Senhor, nosso Deus, nosso Pai bondoso, em Tuas asas buscamos refúgio! Derrama o Teu amor em nosso coração mediante o Teu Espírito para que tudo que façamos, todo o nosso serviço, seja um resultado do Teu poderoso amor em nós. Faz-nos habitação de Cristo para que possamos viver a Tua vontade! Queremos ser bênção aos nossos pequeninos irmãos. Ajuda-nos, Pai! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, benditos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
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“Disse Noemi: Eis que a tua cunhada voltou ao seu povo e aos seus deuses; também tu, volta após a tua cunhada” (v.15).
O primeiro livro da Bíblia com o nome de uma mulher é justamente a história de uma estrangeira. Rute era moabita, descendente de Moabe (filho da relação incestuosa de Ló com sua filha mais velha, Gn.19:37). Devido ao período de fome no tempo “em que julgavam os juízes” em Israel, “um homem de Belém de Judá saiu a habitar na terra de Moabe, com sua mulher e seus dois filhos” (v.1). Elimeleque e Noemi, e seus filhos, “Malom e Quiliom, […] vieram à terra de Moabe e ficaram ali” (v.2). Por mais que as razões de Elimeleque sejam legítimas – afinal de contas, qual pai de família não deseja dar o melhor para os seus – a Bíblia não registra, contudo, que ele tenha consultado o Senhor. Não sabemos a causa de sua morte, mas certamente ela causou um grande abalo emocional à família, principalmente à Noemi.
Apesar de sua grande perda, ela ainda tinha “seus dois filhos, os quais casaram com mulheres moabitas” (v.3-4). Ao que tudo indica, mesmo sendo estrangeiras, elas receberam a aprovação de sua sogra, que as acolheu como filhas. Uma relação que se mostraria preciosa no futuro. A Bíblia também guardou silêncio sobre a causa da morte dos dois filhos de Noemi. O certo é que viúva e sem filhos, Noemi se viu obrigada a voltar à sua terra natal, quem sabe para viver da generosidade de seu povo. Suas noras, porém, insistiram em segui-la enquanto ela insistia que a deixassem e voltassem para a casa de seus pais. “Orfa despediu-se de sua sogra com um beijo, porém Rute se apegou a ela” (v.14). Aquela mulher moabita havia encontrado na relação com sua sogra um amor que ela nunca havia provado antes. E sua firme resolução é digna de ganhar destaque aqui:
“Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. Onde quer que morreres, morrerei eu e aí serei sepultada; faça-me o Senhor o que bem Lhe aprouver, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti” (v.16-17).
Foram estas palavras que convenceram Noemi de que Rute “estava decidida a acompanhá-la” (v.18). E a chegada daquelas pobres viúvas em Belém comoveu toda a cidade. O estado de espírito de Noemi era de uma pessoa sem esperança e, como ela mesma disse, cheia de “grande amargura” (v.20). Mara significa “amarga”, e assim ela considerava a sua deplorável situação. Viúva, sem filhos e preocupada com o bem-estar de sua amável nora, Noemi considerou seu infortúnio como uma manifestação da ira do Senhor. Um pensamento que encontramos, por exemplo, na experiência de Jó (Leia Jó 10:2). O grande conflito que envolveu a vida de Noemi e a de Jó teve o mesmo originador: Satanás; como a vitória final de ambos proveio da mesma fonte: Deus.
Temos que ter muito cuidado com nossas decisões quando elas envolvem toda a família. Consultar ao Senhor, hoje, deve ser tão real quanto o foi com Noé, com Abraão, com Moisés e com tantos outros que deram ouvidos à voz de Deus. A oposição de Satanás, o originador do mal, é constante e tem o objetivo final de nos destruir. Por isso a importância de permanecermos em Cristo. Noé salvou a sua casa do dilúvio, mas bastou desviar os olhos do Senhor por um instante para que sua embriaguez fosse a causa de uma maldição (Gn.9:24-25). Abraão saiu da casa de seu pai e foi à terra que o Senhor mandou, mas deu ouvidos à sugestão de sua mulher em detrimento da promessa divina (Gn.16:2). Moisés foi o homem mais manso da Terra (Nm.12:3), mas deixou que a impaciência e o orgulho dominassem o seu coração por um instante e isso o impediu de entrar em Canaã (Nm.20:12).
Talvez Noemi tivesse insistido com seu marido para não saírem do meio do seu povo. Talvez estejamos vivendo alguma situação indesejada ou sob a ameaça de vivê-la, não por nossa própria vontade, mas pelas circunstâncias familiares nas quais estamos envolvidos. E por mais que o sofrimento tenha alcançado a vida de Noemi pela morte de seus entes queridos; por mais que o inimigo tivesse arrancado seus bens e sua família, como o fez com Jó, aquela mulher carregava consigo um amor que constrangeu sua nora a tal ponto de não pensar em outro estilo de vida a não ser aquele que aprendeu com ela. E Rute foi para Noemi “melhor do que sete filhos” (Rt.4:15).
Rute declarou a Noemi que só a morte poderia separá-las. O objetivo de sua vida tornou-se servir a sua sogra e fazê-la feliz. E esse era considerado um sagrado privilégio para ela. É nosso privilégio erguer a cruz de Cristo bem alto e proclamar: Olhem e vivam! Porque o amor entre pessoas, por mais que seja genuinamente procedente da fonte divina, enquanto estamos aqui possui tempo de duração, pois, até que Cristo volte, a morte continuará agindo como um agente separador. Contudo, “nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:38-39).
Seja por escolhas alheias ou por escolhas pessoais, se existem feridas difíceis de cicatrizar, escolha agora mesmo olhar para Cristo e viver. Mesmo no sofrimento, como Noemi, sejamos instrumentos do amor de Deus na vida de outros.
Senhor, nosso Deus, vivemos em tempos muito difíceis, pois a cada geração, nos tornamos mais frágeis em todos os sentidos. E muitas vezes os sentimentos tentam falar mais alto do que a fé. Ajuda-nos, Pai, para que nos momentos de aflição encontremos nem que seja uma mão bondosa para nos consolar! Ajuda-nos a não desviarmos os nossos olhos de Jesus, nem por um instante! Que, cheios do Teu Espírito de amor, sejamos bênção aos nossos semelhantes! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, amados!
Rosana Garcia Barros
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“Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais reto” (v.25).
Último capítulo do livro de Juízes, e seu último versículo resume bem essa fase de Israel: desorientada, o que atesta que todos os episódios horríveis que lemos neste livro foram consequências de suas más escolhas. E, mais uma vez, o povo tomou decisões sem consultar a Deus. Eles deram as costas ao Rei dos reis e Senhor dos senhores! Quando estudamos o Pentateuco, em cada um dos estatutos e leis percebemos um cuidado especial de Deus a fim de que Israel fizesse diferença entre o santo e o profano, entre o limpo e o imundo, e buscasse assim a santificação.
Através de uma vida de obediência em amor, Israel revelaria ao mundo o caráter de Deus. Em Sua oração sacerdotal, Jesus declarou: “Santifica-os na verdade, a Tua Palavra é a verdade” (Jo.17:17). A intercessão de Cristo por Seus filhos define bem o papel que os sacerdotes de Israel negligenciaram. Como líderes espirituais da nação, deveriam conduzi-la à verdadeira adoração e santificação. Cristo, como o nosso Sumo Sacerdote, resumiu perfeitamente, em Sua oração em João 17, o que deveria ter sido promovido no antigo Israel, mas não o foi.
Há uma sequência lógica na oração de Cristo de que Seus seguidores O conheçam, escutem a Sua voz, sejam santificados por Sua Palavra e vivam a unidade cristã. Percebem, amados? Existe uma senda bem ordenada para alcançar o objetivo da unidade: “a fim de que todos sejam um. E como tu, ó Pai, estás em mim e eu em ti, também eles estejam em nós” (Jo.17:21). Todo aquele que se aproxima de Deus com o coração sincero e contrito torna-se um promotor da unidade, um reparador de brechas. Mas todo o que conserva um coração endurecido, mais cedo ou mais tarde revela a sua natureza bruta e separatista. Israel estava fazendo guerra entre si. E devido à atitude estúpida de um levita, quase toda uma tribo foi dizimada.
Nos juramentos dos filhos de Israel percebemos como levavam mais a sério o cumprimento de seus votos do que demonstrar misericórdia. Apesar de terem cometido um quase genocídio, ainda restaram alguns dos filhos de Benjamim. Então, Israel usou de sutilezas para conceder esposas para eles. Confuso, não? Mas tudo o que acontece sem a bênção de Deus é assim: uma confusão! E como explicar o versículo 15? “Então, o povo teve compaixão de Benjamim, porquanto o Senhor tinha feito brecha nas tribos de Israel”. E agora? Teria sido Deus o causador da divisão das tribos? De forma alguma, meus irmãos! Deus não causou, mas eles buscaram seu próprio infortúnio. Israel provocou as próprias brechas, se envolvendo em guerras civis desnecessárias, causando o desequilíbrio da nação.
Apesar de compreender 12 tribos, Israel era um só povo, que deveria estar sob o senhorio de um só Deus. Assim deveria ter sido a nação eleita. Assim deve ser o Israel de Deus hoje, conforme Cristo orou: “[…] a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade” (Jo.17:23). Israel representa o corpo de Cristo. Cada tribo tinha a sua função. Cada tribo tinha a sua importância. Cada tribo era essencial nos planos de Deus. Mas o povo resolveu agir da forma que lhe fosse mais conveniente, e não da forma que Deus havia ordenado. Quantos não têm agido do mesmo modo, pensando estar fazendo o que é certo, quando na verdade estão fazendo uma tremenda confusão! Fazem o que têm vontade de fazer, e pronto. E o resultado de tamanha insensatez se resume nas palavras de pesar dos filhos de Israel: “Disseram: Ah, Senhor, Deus de Israel, por que sucedeu isto em Israel, que, hoje, lhe falte uma tribo?” (v.3).
Deus quer o teu coração para que nele possa estabelecer o Seu trono. Lembrem-se que Jesus não orou pelo mundo: “É por eles que eu peço; não peço pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus” (Jo.17:9). E quem são estes? Jesus mesmo nos diz: “Eram teus, tu os deste a mim, e eles têm guardado a tua palavra” (Jo.17:6). O fato de ter Deus amado o mundo de forma tão intensa a ponto de dar o Seu único Filho (Jo.3:16), não significa que todos herdarão a salvação. Pois todos são convidados às bodas do Cordeiro, contudo, somos convidados, e não intimados. Jesus bate à porta do coração, Ele não a força. A minha oração e o meu desejo é que todos possamos compreender que entregar o coração a Deus envolve completa dependência e total confiança. Até que, como o apóstolo Paulo, possamos dizer do íntimo de nosso ser: “logo, não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl.2:20).
Que Jesus reine soberano em nosso coração, e estaremos tão ligados a Ele e uns aos outros como Ele e o Pai são um.
Pai de amor, é o Teu desejo unir o Teu povo num só coração, num só espírito. Mas para isso, nós precisamos Te conhecer e conhecer o Teu Filho. Precisamos ser reavivados e santificados por Tua Palavra. Precisamos do poder do Espírito Santo. Que Ele continue nos motivando à comunhão diária Contigo para que sejamos imitadores de Cristo e a geração do Teu povo que terminará a Tua obra na Terra. Graças Te damos pelo estudo de mais este Teu livro sagrado! Prepara-nos para Te encontrar, Senhor! Em nome de Jesus. Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo feliz cujo Deus é o Senhor!
Rosana Garcia Barros
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“Tornaremos a sair ainda a pelejar contra os filhos de Benjamim, nosso irmão, ou desistiremos? Respondeu o Senhor: Subi, que amanhã Eu os entregarei nas vossas mãos” (v.28).
Ao espalhar entre as tribos de Israel as partes do corpo de sua concubina, o levita provocou grande revolta. De maneira que “todo o povo se levantou como um só homem” (v.8). De início, foi pedido que os filhos de Benjamim entregassem apenas os “filhos de Belial” para que estes fossem mortos, mas “Benjamim não quis ouvir a voz de seus irmãos, os filhos de Israel” (v.13). Estava, portanto, instalado o cenário de guerra entre irmãos. Tudo por causa de um levita que foi conivente com a brutalidade cometida contra a sua concubina e que omitido dos seus irmãos a sua própria covardia e culpa. Como chefe de família e líder espiritual, seria sua obrigação defender a mulher com a própria vida (Ef.5:25), o que não aconteceu.
A sequência foi a seguinte: primeiro Israel se reuniu como um só homem, ou seja, com um só propósito: vingar a atrocidade cometida pelos benjamitas, confiando apenas na palavra do levita. Antes de consultarem a Deus, consultaram ao homem. Logo após, novamente sem consultar ao Senhor, enviaram mensageiros a Benjamim. Prosseguindo em seus desígnios, declararam guerra. De novo, Deus não foi consultado sobre se deveriam guerrear, mas apenas sobre quem iria à frente (v.18). Era como se dissessem mais ou menos assim: “Senhor, já decidimos que vamos para a guerra, só queremos que nos diga quem vai à frente”. Era só isso que eles queriam saber. Então, Deus deu a resposta que eles pediram (Judá iria), mas a guerra resultou na perda de vinte e dois mil homens de Israel (v.21).
Após voltarem, choraram perante o Senhor, mas a pergunta ainda refletia pouca entrega: “Então, Senhor, podemos voltar à guerra contra nosso irmão Benjamim?” “Vão”, respondeu o Senhor (v.23). O resultado foi ainda mais trágico: mais dezoito mil mortos dos exércitos de Israel (v.25). Apenas na terceira vez, Israel fez o que deveria ter feito desde o início: “Então, todos os filhos de Israel, todo o povo, subiram, e vieram a Betel, e choraram, e estiveram ali perante o Senhor, e jejuaram aquele dia até à tarde; e, perante o Senhor, ofereceram holocaustos e ofertas pacíficas” (v.26). E, finalmente, fizeram a pergunta certa: “Tornaremos a sair ainda a pelejar contra os filhos de Benjamim, nosso irmão, ou desistiremos?” E para uma pergunta certa, Deus tem a resposta certa: “Subi, que amanhã Eu os entregarei nas vossas mãos” (v.28).
O mesmo orgulho e espírito competitivo que percebemos naquelas doze tribos, também foi perceptível na vida dos doze discípulos de Jesus. Por vezes indagavam entre si quem seria o maior no Reino dos Céus. Não haviam compreendido a real missão de Cristo na Terra. Mas quando em atitude de humilhação, oraram juntos e ofereceram a Deus a oferta pacífica de um coração entregue à Sua vontade, foi que receberam a promessa do Espírito Santo e passaram a viver a verdadeira piedade: “Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (At.2:46-47). O Senhor deseja realizar esta mesma obra em nossos dias, amados. Há poder reservado para a Sua última igreja que sobrepuja o poder dado à igreja primitiva. A pergunta é: Temos verdadeiramente buscado e desejado esse poder?
Unanimidade na oração, eis o segredo da vitória! Foi quando Israel compreendeu isso, que o Senhor venceu por eles. Não permita que seus impulsos o dominem. A vingança, o orgulho e o rancor são armas que matam o próprio agressor. O amor, a paz e a bondade proporcionam cura e libertação. Mas tanto o livramento do que é mau quanto a recepção do que é bom, deve ser resultado de uma vida consagrada a Deus em oração. Foi quando o povo se humilhou e orou que veio a vitória. Foi quando os discípulos oraram e se humilharam que veio o Espírito Santo. Se estivermos unidos a Cristo, num mesmo propósito, Ele trará a nossa justiça à luz (Jr.51:10) e seremos Suas testemunhas (At.1:8), anunciando entre as nações a Sua glória (Is.66:19). Assim, “será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt.24:14).
Santo Deus e Pai, a tônica da Tua última igreja é desanimadora, pois somos miseráveis, infelizes, pobres, cegos e nus. Mas as armas da vitória estão à nossa disposição: o ouro refinado, as vestes brancas e o colírio. Jesus nos convida a comprar dEle de graça, pois Ele já pagou o preço. Ó, Senhor, que o Espírito Santo nos conduza ao genuíno arrependimento para que Jesus não esteja mais do lado de fora batendo para entrar, mas que Ele entre em nossa casa e desfrutemos juntos do banquete da salvação. Que unidos no mesmo espírito, como um só homem, busquemos ao Senhor de todo o nosso coração e, por Teu poder, terminemos a obra que o Senhor nos confiou. Em Cristo nós Te oramos. Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, meus amados irmãos em Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
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“Nunca tal se fez, nem se viu desde o dia em que os filhos de Israel subiram da terra do Egito até ao dia de hoje; ponderai nisso, considerai e falai” (v.30).
Eu confesso aos meus irmãos que esse é o único capítulo da Bíblia que eu não gosto de ler. Mas da leitura deste terrível relato, surgem alguns questionamentos: Como pode uma história tão horrível estar nas páginas da Bíblia Sagrada? Deus não poderia ter apenas citado que Israel cometeu muitas maldades e pronto? Precisava contar os detalhes? É que são justamente nos detalhes que percebemos os pecados que levaram o povo a uma apostasia sem limites. O concubinato nunca foi plano de Deus, mas havia se tornado costume em Israel, onde as mulheres concubinas não possuíam os mesmos direitos das esposas e, em sua maioria, eram tratadas como mercadorias.
A rejeição por parte da concubina provavelmente se tenha dado por razão de maus tratos. Passado algum tempo, porém, o levita “foi após ela para falar-lhe ao coração, a fim de tornar a trazê-la” (v.3). Apresentou-se como um homem agradável e ganhou a afeição de seu sogro. Todavia, aquele homem com título de líder religioso logo provaria a sua covardia e insanidade. Não encontrando quem os recebesse em Gibeá, eis que “um homem velho” (v.16) os acolheu em sua casa. “Enquanto eles se alegravam” (v.22), enquanto ignoravam seus corações endurecidos pelo pecado, enquanto buscavam prazer em coisas temporais, estavam prestes a se tornar cúmplices de um crime hediondo.
A casa do homem velho foi cercada por “filhos de Belial” (v.22), que insistiam para que o homem lhes entregasse o levita a fim de que pudessem abusar dele. Juízes 19 não nos faz lembrar de Gênesis 19? Da mesma forma que Ló chegou a oferecer suas filhas virgens para aplacar a fúria dos sodomitas, aquele homem ofereceu sua filha virgem e a concubina do levita para que delas abusassem. Por razões que não conhecemos, apenas a concubina foi entregue àqueles homens malignos, sofrendo uma violência sem precedentes. Creio que este seja o crime mais temido por toda mulher. Agora imaginem ser entregue pelo próprio marido para sofrer tamanha maldade! Pior ainda, sendo o seu marido um sacerdote, um líder religioso! Este episódio é uma prova inequívoca do que o homem sem Deus é capaz de fazer.
No caso de Ló, suas filhas foram poupadas e os anjos os conduziram em segurança para fora daquela cidade perversa. E por que a pobre da concubina não foi poupada também? Não sei, amados. Só sei de uma coisa: ela não foi a única vítima da perversidade de Israel. A sua triste morte ilustra a situação do ser humano longe do Criador: pior do que um animal. O esquartejamento da concubina reflete esse cenário. “Nunca tal se fez, nem se viu desde o dia em que os filhos de Israel subiram da terra do Egito até ao dia de hoje; ponderai nisso, considerai e falai” (v.30). Três ações diretas que deveriam abrir os olhos de Israel para o grande horror em que estavam vivendo.
A condição espiritual de Israel tornou-se deplorável. Mas por pior que fossem as suas atitudes, até então, nada se comparava com aquela brutal covardia. E ainda mais covarde foi a atitude do levita, que foi conivente com aquele crime a fim de salvar sua própria vida. A multiplicação da iniquidade naqueles dias aponta para uma sociedade insensível e egoísta; aponta para o tempo do fim: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt.24:12). Certamente aquela concubina gritou por socorro. Hoje, podemos ouvir gritos de socorro da parede ao lado de nossa casa, da mesa de um colega de trabalho, dos corredores da escola. Ao nosso redor, eis o cenário da dor!
Em nome de Jesus, não permita que o seu coração se torne insensível às necessidades de seus semelhantes, mas que, como os anjos que livraram Ló e suas filhas, sejamos instrumentos de Deus, levando o evangelho de Cristo e a esperança de Sua breve volta a um mundo que está em contagem regressiva. Como Jesus nos advertiu, vivemos como “nos dias de Ló” (Lc.17:28). E se nos calarmos diante da iminência do “tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn.12:1), e da brevidade da volta de Jesus, seremos considerados no juízo tão culpados quanto aquele levita. Pois assim diz o Senhor: “Quando Eu disser ao perverso: Certamente, morrerás, e tu não o avisares e nada disseres para o advertir do seu mau caminho, para lhe salvar a vida, esse perverso morrerá na sua iniquidade, mas o seu sangue da tua mão o requererei” (Ez.3:18). Ponderai nisso, considerai e falai.
Nosso Pai Celestial, têm coisas que acontecem neste mundo que não entendemos, mas que nos fazem lembrar e refletir que o nosso lar não é aqui. Ó, Senhor, não nos criaste para a dor, o sofrimento e a morte, mas para o prazer, a alegria e a vida. O príncipe deste mundo nos odeia e quer nos fazer pensar que o Senhor não Se importa com a humanidade. Mas foi o Teu amor que fez Teu Filho vir a este mundo escuro e passar pela pior violência para que, por Sua morte, tenhamos vida. Assim como veremos amanhã, que Israel despertou e Te buscou por causa daquela tragédia, que possamos olhar para a cruz e para todo o sofrimento neste mundo afora e despertar e Te buscar de todo o nosso coração, pregando o evangelho eterno para que Jesus volte logo. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, arautos do evangelho eterno!
Rosana Garcia Barros
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“Então, se alegrou o sacerdote, tomou a estola sacerdotal, os ídolos do lar e a imagem de escultura e entrou no meio do povo” (v.20).
Esses capítulos que sucedem a história de Sansão não estão em ordem cronológica. Ou seja, eles não aconteceram logo após Sansão, mas em período anterior. E foi nesse período que a tribo de Dã buscava a sua herança. Na verdade, já a havia recebido (Js.19:40-46), mas julgaram pequena a sua porção (Js.19:47) e foram pelejar contra a cidade de Laís. Antes, como de costume, alguns homens foram enviados para “espiar e explorar a terra” (v.2). E nessa missão, os cinco espias pernoitaram na casa de Mica.
Estando ali, reconheceram a voz do levita, que lhes explicou como Mica o havia recebido e como lhe havia oferecido tudo o que precisava para o seu sustento. Aqueles espias, então, pediram ao levita para lhes dar resposta sobre a conquista da terra de Laís. Resumindo, amados: o levita deu o seu parecer favorável, os espias perceberam que a cidade era de “um povo em paz e confiado” (v.27), convocaram 600 homens para tomá-la e, no fim, ainda levaram consigo os ídolos de Mica e o levita, que lhes serviria como sacerdote.
Os filhos de Dã não tinham pequena porção, mas demonstraram insatisfação com a herança que receberam. E ao pedido de seus espias, veio-lhes a resposta: “Disse-lhes o sacerdote: Ide em paz; o caminho que levais está sob as vistas do Senhor” (v.6). Mas que resposta mais fajuta! Primeiro, porque quando um profeta ou homem de Deus ia falar da parte do Senhor, antes O consultava, o que não aconteceu. Segundo, que ele não prometeu nenhuma vitória, só expressou uma bênção comum àqueles dias: “Ide em paz”. E por último, declarou um dos atributos divinos: a onipresença. Pois, “Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons” (Pv.15:3). Portanto, não houve uma profecia, e sim um diagnóstico abstrato, praticamente uma previsão de horóscopo.
Os danitas roubaram os ídolos da casa de Mica e ofereceram ao sacerdote um cargo mais importante e mais riquezas, o que nos leva a concluir que aquele que era para ser um mensageiro de Deus não passava de um ambicioso charlatão. Duas formas de falsa adoração se destacam no capítulo de hoje: a fé em palavras de falsos profetas e a fé depositada em imagens. Algo de que Jesus preveniu a nossa geração com veemente e repetida advertência: “Vede que ninguém vos engane. […] levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. […] Vede que vo-lo tenho predito” (Mt.24:4, 11 e 25).
O Senhor, em todo o tempo, tem enviado profetas para encaminhar o Seu povo no caminho da verdade e da justiça. “Certamente, o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o Seu segredo aos Seus servos, os profetas” (Am.3:7). Mas, Jesus mesmo nos advertiu: “porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt.24:24). Querem, pois, saber se uma profecia é verdadeira, amados? Provem-na, se está em harmonia com as Escrituras: “À Lei e ao Testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Is.8:20).
A segunda forma de falsa adoração é uma contrafação aos dois primeiros mandamentos da lei eterna do Senhor: “Não terás outros deuses diante de Mim. Não farás para ti imagem de escultura” (Êx.20:3-4). Vejamos o que diz o salmista: “Prata e ouro são os ídolos deles, obra das mãos de homens. Têm boca e não falam; têm olhos e não veem; têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram. Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta. Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem e quantos neles confiam” (Sl.115:4-8). E em Apocalipse 9:20, está escrito: “Os outros homens, aqueles que não foram mortos por esses flagelos, não se arrependeram das obras das suas mãos, deixando de adorar os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e de pau, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar”.
Entendam, amados. Esse estudo não é um ataque à fé de ninguém, e sim a explanação das Escrituras tal como ela é: a verdade que liberta (Jo.8:32), a inspiração de Deus (2Tm.3:16). O desejo do Senhor para cada um de nós é que aceitemos a Sua Palavra, ainda que não seja aquilo que gostaríamos de ouvir, mas, sem dúvidas, sempre será o que precisamos ouvir. Como disse Jesus: “Quem tem ouvidos [para ouvir], ouça” (Mt.13:9). Que adoremos apenas ao Senhor Deus, e que a única imagem que busquemos seja a imagem de Cristo refletindo em nós, pelo agir do Espírito Santo. Pois “Aquele que diz que permanece nEle, esse deve também andar assim como Ele andou” (1Jo.2:6).
Nosso Deus, Tu és o único Senhor e assim o desejamos que seja em nossa vida. Retira do nosso coração e da nossa casa tudo aquilo que possa ser um ídolo do lar, e reina soberano em nosso coração e em nossa família. Dá-nos ouvidos sensíveis à voz do Teu Espírito, para que, vigilantes, não sejamos enganados. Queremos andar em Tua verdade, Pai, segundo o que está escrito em Tua Palavra. Livra-nos de nós mesmos e guarda-nos para o Teu reino! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, imitadores de Cristo!
Rosana Garcia Barros
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“Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada qual fazia o que achava mais reto” (v.6).
A sequência de histórias que veremos a partir do capítulo de hoje, confirma o que está relatado no início do livro de Juízes: “Foi também congregada a seus pais toda aquela geração; e outra geração após eles se levantou, que não conhecia o Senhor, nem tampouco as obras que fizera a Israel” (Jz.2:10). Ou seja, era uma geração idólatra, corrompida, onde cada um tinha sua própria forma de julgar o que era correto ou não. E o povo tinha se corrompido a tal ponto que veremos nos próximos capítulos as consequências terríveis que isto lhes causou. Portanto, amados, o que veremos daqui por diante é uma clara e urgente advertência divina: “fugi da idolatria” (1Co.10:14).
“Havia um homem da região montanhosa de Efraim cujo nome era Mica” (v.1). Sua mãe havia sido furtada. Levaram dela “mil e cem ciclos de prata” (v.2), o que era uma grande riqueza para a época. E observem que se tratava da mesma quantia prometida a Dalila por cada príncipe dos filisteus (Leia Jz.16:5). Uma coincidência bem intrigante. Mas continuando a história, na tentativa de reaver o seu dinheiro, a mãe de Mica lançou uma maldição sobre a pequena fortuna. As maldições eram muito temidas entre os povos do Oriente. Certamente, com receio da “praga” lançada pela mãe, Mica resolveu confessar que havia sido o autor do furto: “eis que esse dinheiro está comigo; eu o tomei”. Para espanto e temor da mãe, o que havia sido uma maldição, ela tentou transformar em uma aparente bênção: “Bendito do Senhor seja meu filho” (v.2).
Na tentativa de afastar do filho a maldição que ela mesma lançou, pensou estar fazendo grande feito destinando parte daquela soma para a confecção de imagens de escultura. E Mica passou “a ter uma casa de deuses” (v.5). Certo dia, ia passando um levita que andava errante e pensando: “vou ficar onde melhor me parecer” (v.9). Mica lhe ofereceu a sua “casa de deuses” e uma vida tranquila se ele ali ficasse e lhe oficiasse como sacerdote. “Então, disse Mica: Sei, agora, que o Senhor me fará bem, porquanto tenho um levita por sacerdote” (v.13).
Todo este relato apresenta elementos de bastante relevância para a nossa compreensão sobre a importância em conhecer o Senhor e a Sua Palavra. Deus havia firmado uma aliança com o Seu povo e jamais voltaria atrás. Mas Israel abandonou o Senhor, deu as costas ao primeiro amor. Adulterou com outros deuses, permitindo que a imagem de Deus fosse apagada de seu coração. Sentiam a necessidade de imagens de fundição, pois não conheciam o verdadeiro Deus. A fala do levita: “vou ficar onde melhor me parecer” (v.9), ilustra a realidade de muitos que possuem o título de cristão, mas que, na realidade, buscam somente uma religião que lhes seja conveniente. Não estudam a Bíblia para descobrir a verdade, mas para adaptá-la aos seus próprios conceitos.
A tentativa de Mica em adorar a Deus da forma errada é um retrato de gerações e gerações que têm seguido pelo mesmo caminho. Por isso que Jesus, referindo-se ao grande Dia de Sua volta, disse que muitos se achegarão a Ele dizendo: “Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em Teu nome, e em Teu nome não expelimos demônios, e em Teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim, os que praticais a iniquidade” (Mt.7:22-23). A estes, Ele também dirá: “Em verdade vos digo que não vos conheço” (Mt.25:12).
Fazer o que pensamos ser correto e não o que Deus nos manda fazer não se chama adoração, e sim contrafação. Assim diz o Senhor: “Estendi Minhas mãos todo dia a um povo rebelde, que anda por caminho que não é bom, seguindo os seus próprios pensamentos” (Is.65:2). Tendo à nossa disposição o Espírito Santo como nosso Guia e Mestre da Palavra de Deus, não temos desculpas para permanecer no erro, meus irmãos. À semelhança do eunuco, que foi ensinado por Filipe (Leia At.8:26-40), o Espírito do Senhor permanece recrutando servos e servas de Deus com a mesma disposição de apresentar o evangelho eterno aos que, de coração sincero, desejam aprendê-lo e vivê-lo.
“Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor” (Os.6:3). Então, “como o noivo se alegra da noiva, assim de ti se alegrará o Teu Deus” (Is.62:5). Que em uma geração de verdades relativas e ideologias para todos os gostos, a verdade absoluta da Palavra de Deus seja lâmpada para os nossos pés e luz para nossos caminhos (Sl.119:105). Você tem separado um tempo especial de comunhão com Deus nas primeiras horas da manhã, através da oração e do estudo da Bíblia? Não conheço a sua realidade, mas imagino que ela deva corresponder à rotina da maioria: corrida e cansativa. O Senhor nos desafia a provar de Sua bondade! Acorde de madrugada se preciso for! Encontre o Senhor nas primeiras horas da manhã e não O perderá de vista no restante do dia.
Desperta, povo do Deus Altíssimo! Eis que vem o Noivo! E qual será a nossa realidade? Dormindo preparados, com o azeite reserva ao lado, ou com nossas lâmpadas apagadas?
Nosso Pai Celestial, a Tua Palavra diz que não há nada novo debaixo do sol, porque tudo se repete e temos visto o mesmo acontecer em nossos dias, onde cada um tem agido segundo seu próprio conceito do que seja correto. Ó, Senhor, não queremos agir assim! Mas que a Tua Palavra seja a nossa regra de fé e prática. Que prossigamos em Te conhecer, pois o Teu conhecimento é vida eterna, Senhor. E que o Teu Santo Espírito nos guie pelas sendas da Tua justiça e seja o azeite divino mantendo nossas lâmpadas acesas até que Cristo volte. Em nome dEle nós Te oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, guiados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
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“Sansão clamou ao Senhor e disse: Senhor Deus, peço-Te que lembres de mim, e dá-me força só esta vez, ó Deus […]” (v.28).
Governado por seus impulsos e desejos sensuais, Sansão provocou o seu próprio infortúnio. O capítulo de hoje encerra a vida daquele que tinha tudo para ser um dos líderes mais respeitados de Israel. Em vez disso, os últimos instantes de sua vida foram relatados como sendo exposto ao ridículo. Aquele que conseguiu arrancar a porta de uma cidade e carregá-la montanha acima, permitiu que os desejos de seu coração o empurrassem precipício abaixo. E ao se envolver com Dalila, uma filisteia, provou que, se não fosse a intervenção do Senhor, Sansão selaria para sempre o seu destino eterno.
Os filisteus ofereceram a Dalila riquezas para toda uma vida se ela descobrisse o segredo da força de Sansão. A partir daí, foi dado início ao diálogo da morte. Por três vezes Sansão tentou enganá-la e por três vezes brincou com o inimigo. por três vezes pensou ser muito esperto e estar no controle da situação. Sua autoconfiança o fez agir com indiferença à estranha insistência daquela mulher pagã. Enquanto pensava ter conquistado o seu coração, ela o amarrava em uma cilada mortal, como está escrito: “E ele num instante a segue, como o boi que vai ao matadouro; como o cervo que corre para a rede” (Pv.7:22). Dalila “seduziu-o com as suas muitas palavras, com as lisonjas de seus lábios o arrastou” (Pv.7:21).
Nos braços de Dalila, Sansão perdeu a última força racional que possuía, e foi assim que perdeu a principal: a força que vem de Deus. Dalila foi tão insistente que “apoderou-se da alma dele uma impaciência de matar” (v.16) – e foi de matar mesmo! Pois a partir dali Sansão ofereceu a Dalila o que ele nunca havia oferecido a Deus: todo o coração. “[…] agora, me descobriu ele todo o coração” (v.18), disse ela. Unicamente a entrega completa do coração ao Senhor tem como consequência uma vida santificada e verdadeiramente feliz. Eis que Ele nos apela, hoje, amados: “Dá-me, filho Meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos Meus caminhos” (Pv.23:26).
Aos poucos, Sansão permitiu ser governado por seu coração enganoso de forma que seus olhos só se agradavam do que era reprovável aos olhos do Senhor. O pecado não entra em nossa vida instantaneamente. Ele começa a entrar através de pequenas concessões. E quando fazemos como fez Sansão, acariciando o pecado pensando ter o total controle da situação, eis o perigo! Quanto maior a nossa confiança própria, maior será a queda. Sansão depositou em seus cabelos a pouca dignidade que lhe restava; exaltou o seu voto de nazireado e desprezou o Autor do voto. Pensando ser forte o bastante, tornou-se fraco e motivo de piada para seus inimigos.
No entanto, ainda não era o fim. Deus não desistiu daquele homem que procurou a própria ruína. E isso é o que há de mais precioso na história de Sansão. Não foi a sua força sobrenatural, nem a sua queda por mulheres pagãs o que se destacou em sua vida, e sim a misericórdia de Deus sobre ele, a ponto de ser citado na galeria dos heróis da fé: “E o que mais direi? Certamente, me faltará tempo necessário para referir o que há a respeito de Gideão, de Baraque, de Sansão […] os quais, por meio da fé, subjugaram reinos, praticaram a justiça […] da fraqueza tiraram força […]” (Hb.11:32-34). Ó, amados, o que é isso senão a graça de Deus?
Se a resposta de Sansão a Dalila tivesse sido: “O Senhor é a minha força” (Sl.28:7), sua história teria um registro final bem diferente. Como o salmista, declare, hoje, que o Senhor é a sua força, e como Paulo, que você possa experimentar o verdadeiro vigor: “Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (2Co.12:10). Sansão precisou ficar cego para enxergar que dependia totalmente de Deus. Se as suas más escolhas lhe trouxeram severas consequências, tenha certeza de uma coisa: Deus está disposto a transformá-las em pontes de ligação com o Céu. Que a nossa força seja notoriamente conhecida como um dom de Deus. “Os que confiam no Senhor são como o monte Sião, que não se abala, firme para sempre” (Sl.125:1).
Querido Pai, neste Teu santo dia Te pedimos a força moral necessária para vencermos as tentações. Não nos deixes cair em tentação, Senhor, mas livra-nos do mal! Que o nosso coração seja inteiramente do Senhor para que os nossos olhos só se agradem dos Teus caminhos! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, fortes no Senhor!
Rosana Garcia Barros
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“Disse-lhes Sansão: Se assim procedeis, não desistirei enquanto não me vingar” (v.7).
Após aquela desastrosa festa de casamento, Sansão voltou para a casa de seus pais contrariado e ali passou algum tempo. Na época da colheita do trigo, a Bíblia diz que “Sansão, levando um cabrito, foi visitar a sua mulher” (v.1). Contudo, o pai da moça, pensando que Sansão a tinha desprezado, entregou-a por esposa “ao companheiro de honra de Sansão” (Jz.14:20). Grande cólera apoderou-se dele que, contrariado e humilhado, tomou trezentas raposas e com elas causou grande destruição nas plantações dos filisteus. Sem esposa, caçado pelos filisteus e odiado por seus compatriotas, nada lhe restou a não ser o isolamento em uma caverna.
Sansão havia decidido casar-se com aquela mulher sem o consentimento de Deus, sem a aprovação de seus pais, movido apenas por uma paixão cega. Mas seus planos foram frustrados. E em suas duas falas percebemos o que o dominava: “Não desistirei enquanto não me vingar” (v.7) e “Assim como me fizeram a mim, eu lhes fiz a eles” (v.11). No coração de Sansão só havia lugar para ódio e vingança! Sua impulsividade o fazia agir antes mesmo de pensar. Ele sabia que sua força física vinha do poder de Deus, mas suas motivações estavam distantes dos propósitos divinos.
De acordo com o dicionário, vingança significa “punição, revide”. Em linguagem jurídica, poderíamos dizer que se trata de uma sanção. Mas Deus cuidou de deixar bem claro que a Ele “pertence a vingança” (Rm.12:19). Ou seja, vingança é um ato divino que não nos foi outorgado decidir, pois só Ele é o Juiz justo. É certo que Sansão foi um instrumento de Deus contra os filisteus, mas jamais podemos tomar em nossas próprias mãos qualquer assunto com a finalidade de prejudicar alguém, seja quem for. A Palavra do Senhor é bem clara quanto a isso, amados: “Não torneis ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens” (Rm.12:17).
Observem que Deus não deixou de usar Sansão para cumprir a Sua promessa de libertar Israel dos filisteus (v.14), mas isso não significa que Ele aprovasse as suas intenções. Uma coisa faltava em Sansão, e ele não buscava: esperar em Deus. Ele não esperava que o Senhor fizesse justiça, mas se antecipava em sua vingança. Está escrito, meus irmãos: “De manhã, Senhor, ouves a minha voz; de manhã Te apresento a minha oração e fico esperando” (Sl.5:3). Esta é a atitude de todo cristão verdadeiro. Esta era a atitude de Jesus: “Naqueles dias, retirou-Se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus” (Lc.6:12). Uma vida de comunhão, de oração, resulta em uma vida de confiança e de intimidade com Deus, refreando a carne e alimentando o espírito.
Do que chamamos de força, dos maus propósitos que nos orgulhamos, das nossas ações egoístas, das vantagens que contamos, das aparentes vitórias sobre aqueles que julgamos serem inimigos, só pode haver um resultado: sentimento de fracasso. A sede de Sansão foi muito além de uma necessidade apenas física, mas uma necessidade da alma! Havia acabado de exterminar mil homens sozinho (v.15). O que acontecia após as vitórias de Israel sobre os inimigos? O povo entoava cânticos de vitória, não é verdade? Já estudamos sobre o cântico de Moisés, de Miriã, de Débora e da filha de Jefté. Onde está, então, o cântico de Sansão? Não houve cântico, não houve gritos de alegria. Houve apenas um trágico sentimento de morte. Pois disse ele: “morrerei eu agora […]?” (v.18).
Louvado seja Deus, porque Ele “não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniquidades” (Sl.103:10). Se Ele o fizesse, estaríamos todos perdidos. Que seja esta a nossa oração, hoje: “Não permitas que meu coração se incline para o mal” (Sl.141:4), “vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno” (Sl.139:24). Eis o que o Senhor espera de nós: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm.12:21). Esta é precisamente a força que o Espírito Santo deseja nos outorgar hoje e até que Cristo volte.
Pai de amor e misericórdia, nesses dias finais em que o inimigo das almas usa seus agentes humanos para nos ferir e maltratar, nós clamamos pelo Teu amor em nosso coração! Nós clamamos para que o Espírito Santo nos conceda a mente de Cristo para que, mesmo diante das injustiças, nosso coração esteja posto em Ti; para que nossas palavras e atitudes manifestem a virtude de Cristo. Dá-nos sabedoria para sabermos vencer o mal com o bem. Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, exército do bem!
Rosana Garcia Barros
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“Porém, seu pai e sua mãe lhe disseram: Não há, porventura, mulher entre as filhas de teus irmãos ou entre todo o meu povo, para que vás tomar esposa dos filisteus, daqueles incircuncisos? Disse Sansão a seu pai: Toma-me esta, porque só desta me agrado” (v.3).
No capítulo anterior, estudamos sobre o nascimento de Sansão, suas implicações e missão. A Bíblia não relata sua infância, mas revela o mais importante: a bênção de Deus estava sobre ele. Entre o desejo de Deus de nos abençoar e a nossa aceitação em fazer a Sua vontade há um espaço chamado livre escolha. E Sansão resolveu usar desta liberdade para se casar com a mulher que seus olhos cobiçaram. Entretanto, surge uma intrigante questão no versículo quatro, quando diz: “Mas seu pai e sua mãe não sabiam que isto vinha do Senhor […]”. Parece que tudo ficou confuso agora, não é mesmo? Convido-os a analisar o contexto:
Deus escolheu Sansão para ser libertador de Israel, correto? Correto. Ele cresceu debaixo da bênção de Deus, certo? Sim. Então, isto o obrigava a sempre fazer a vontade de Deus, certo? Errado! Apesar de o sábio Salomão dizer que é nosso dever temer a Deus e guardar os Seus mandamentos (Ec.12:13), não é algo que nos é imposto. Quando Adão e Eva pecaram, bastava Deus tê-los destruído e criado outros em seu lugar. Mas Ele não fez isso, pois não faz parte de Seu caráter justo e de amor agir de tal forma. Por que, pois, a Bíblia diz que aquela união em jugo desigual “vinha do Senhor”? Em Êxodo 34:12 e 16, lemos: “Abstém-te de fazer aliança com os moradores da terra para onde vais, para que te não sejam por cilada […] e tomes mulheres das suas filhas para os teus filhos, e suas filhas, prostituindo-se com seus deuses”. Esta ordem do Senhor era para preservar o povo de duas coisas: da corrupção moral dos pagãos e da idolatria que os faria esquecer do Senhor e de Seus mandamentos.
Muitas vezes, tomamos a direção contrária à vontade de Deus, mas Ele, que sonda os corações, sempre faz de tudo para trazer Seus filhos novamente para o caminho seguro. Ao colocar um leão no caminho de Sansão, Deus provou ainda estar com ele, mesmo diante de sua constante rebeldia. A princípio, não foi o melhor dos encontros e nem tampouco era o que podemos chamar de caminho seguro, mas foi o que Deus usou para tentar evitar um casamento que seria bem pior do que enfrentar um animal selvagem. E Deus usou da ocasião para que Sansão ferisse os filisteus, dando início ao cumprimento da missão que lhe foi designada como libertador de seus irmãos.
Assim como o Espírito Santo fez Sansão matar aquele leão com as próprias mãos, Deus não permite que as dificuldades sejam maiores do que a força que Ele nos promete para vencê-las. Porém, quando escolhemos o caminho fácil, aparentemente sem “leões”, ou sem ninguém para interferir em nossos gostos e vontades, acontece como naquele casamento: há um curto período de festa e de alegria, mas no fim percebemos a amargura de nossas más escolhas e que elas afetam não somente a nós, mas a todos os envolvidos. Entendem agora o sentido do versículo quatro? Não que Deus aprovasse aquele casamento, mas que a usaria para tentar salvar Sansão de si mesmo, de seu egoísmo e presunção. Ele podia ser o homem mais forte fisicamente, mas havia se tornado o mais débil espiritualmente. Sobre as más escolhas de Sansão, Ellen White escreveu:
“Em sua festa nupcial foi levado Sansão à associação familiar com os que odiavam ao Deus de Israel. Quem quer que voluntariamente entre para uma relação tal, sentirá a necessidade de se conformar até certo ponto com os hábitos e costumes de seus companheiros. O tempo assim despendido é mais que desperdiçado. Entretêm-se pensamentos e falam-se palavras que tendem a derribar as fortalezas dos princípios e enfraquecer a cidadela da alma” (Patriarcas e Profetas, CPB, p.563).
Aquela ilustração da colmeia na boca do leão bem poderia ser a tentativa divina de dizer a Sansão que o caminho que ele havia escolhido era perigoso, mas que, se ele se arrependesse e obedecesse à Sua Palavra, o Senhor o levaria a saborear o doce sabor da vitória. Como o salmista, sigamos o caminho que conduz à vida: “De todo mau caminho desvio os pés, para observar a Tua Palavra […] Quão doces são as Tuas palavras ao meu paladar! Mais que o mel à minha boca!” (Sl.119:101 e 103). Escolha ser fiel, enfrente seus “leões” com Deus, e Ele lhe dará a mais doce vitória.
Santo Deus, por Tua graça e misericórdia o Senhor usa até mesmo as nossas escolhas erradas para nos colocar de volta no caminho certo. De qualquer forma, Pai, queremos muito fazer as escolhas certas, que Te honrem e Te glorifiquem. Ajuda-nos, Senhor! Dá-nos o Espírito Santo para que nossas palavras e ações sejam guiadas por um coração transformado. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, fortes no Senhor!
Rosana Garcia Barros
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