Reavivados por Sua Palavra


1CRÔNICAS 13— Rosana Barros
2 de abril de 2026, 0:45
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“Temeu Davi a Deus, naquele dia, e disse: Como trarei a mim a arca de Deus?” (v.12).

A liderança de Davi nos deixou registros de sabedoria e sensatez. Ele não decidia pelo povo; ele decidia com o povo. Não que sempre desse ouvidos à voz da multidão, mas a opinião de seus liderados não era ignorada. O desejo de Davi era governar um povo de um só Senhor e, para isso, necessitava reaver tudo o que auxiliasse no cumprimento desse propósito. Mas até um líder assim pode falhar: antes de ter consultado o povo, Davi deveria ter consultado a Deus.

A arca de Deus, ou arca da aliança, estava em outra cidade de Israel, Quiriate-Jearim; ali havia permanecido por muitos anos, até que Davi resolveu levá-la para Jerusalém. A arca ficava no Lugar Santíssimo do santuário e era o único objeto daquele compartimento. Dentro dela estavam a vara de Arão que floresceu, uma urna de ouro com maná e as tábuas do Testemunho, ou seja, os Dez Mandamentos (Hb.9:4). Ali estava a confirmação da aliança de Deus com o Seu povo e a perfeita expressão de Seu caráter. Não se tratava, portanto, de um objeto qualquer, mas de uma obra de arte sagrada que carregava a assinatura do dedo de Deus (Êx.31:18).

Saul não se importou em buscar a arca do Senhor; ele estava tão focado nas guerras e na inveja que sentia por Davi, que permitiu que a maior batalha surgisse em seu próprio coração, aprisionando-o ao pecado. Apesar das boas intenções de Davi, ele também cometeu o grave erro de transportar a arca sem seguir as orientações de Deus, (que determinavam que ela fosse carregada nos ombros pelos levitas). Por tocar no que não lhe era permitido, Uzá morreu. Sua morte entristeceu o coração de Davi de tal forma que toda a sua alegria desvaneceu, e ele se negou a prosseguir com o trajeto. “Assim, ficou a arca de Deus com a família de Obede-Edom” (v.14).

Depois de saber o que tinha acontecido com Uzá, você teria coragem de receber a arca da aliança em sua casa? O resultado desse “depósito compulsório” foi três meses de bênçãos sobre a casa de Obede-Edom e sobre tudo o que ele possuía. Era perante a arca, no Lugar Santíssimo, que a glória de Deus se manifestava e somente o sumo sacerdote poderia entrar ali uma vez ao ano, no dia da expiação. Uzá ignorou isso; já Obede-Edom entendeu que ali era “invocado o nome do Senhor, que se assenta acima dos querubins” (v.6), e a sua obediência e reverência resultou em bênção.

Após o sacrifício de Cristo, o véu do santuário se rasgou de alto a baixo (Mt.27:51), dando-nos livre acesso ao Santíssimo. Hoje, podemos falar com o Pai por intermédio do Filho. Mas, assim como Jesus foi “obediente até à morte” (Fp.2:8), Deus capacita Seus filhos à obediência por Sua graça transformadora. A Lei do Senhor “é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom” (Rm.7:12). Ora, santidade, justiça e bondade são atributos almejados por todo aquele que muito em breve deseja estar diante da face de Deus. Levar a arca para Jerusalém “pareceu justo aos olhos de todo o povo” (v.4), mas, assim como havia uma forma certa de transportá-la, Jesus nos deixou o perfeito exemplo de como devemos andar com Deus.

A pergunta é: “Como trarei para mim a arca de Deus?” (v.12). Precisamos conhecer a diferença entre o certo e o errado, entre o santo e o profano. Não é o que achamos que seja correto e santo, mas o que a Bíblia estabelece por princípios acerca disso. Entendem, amados? Notem que Davi e o povo viviam um momento de muita alegria, com toda sorte de instrumentos, “com todo o seu empenho” (v.8). Mas este episódio deixa bem claro que, se o nosso empenho em fazer a obra de Deus não estiver em comum acordo com as Escrituras, com a verdade presente, mais cedo ou mais tarde nossa alegria se tornará em profundo desgosto.

Assim diz o Senhor: “segundo a palavra da aliança que fiz convosco, quando saístes do Egito, o Meu Espírito habita no meio de vós; não temais” (Ag.2:5). O desejo de Deus é que aceitemos a Sua aliança e sejamos ricamente abençoados com o Espírito Santo em nossa vida e em nosso lar. Então, não teremos o que temer. Temos em nossas mãos a Palavra de Deus, e nela, muitos tesouros a serem explorados. Não negligenciemos o que Saul negligenciou, nem toquemos no que não nos convém como Uzá. Que o Espírito Santo nos desperte e reavive, fazendo de nosso lar uma casa de bênção, como foi a de Obede-Edom.

Pai Celestial, nosso Deus, Jesus disse que o Senhor procura os Seus verdadeiros adoradores, que O adorem em espírito e em verdade. Podemos, como Davi, estar empenhados em uma adoração que não Te agrada. Ó, Senhor, livra-nos da sorte de Uzá! Abençoa o nosso lar como abençoaste a casa de Obede-Edom! Que permaneçamos em Ti, em fidelidade à Tua Palavra, sendo ensinados a Te adorar da forma correta. E perdoa os nossos pecados nesse sentido, Senhor! Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, famílias abençoadas!

Rosana Garcia Barros

#1CRÔNICAS13 #RPSP

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1CRÔNICAS 12— Rosana Barros
1 de abril de 2026, 0:45
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“Porque, naquele tempo, dia após dia, vinham a Davi para o ajudar, até que se fez um grande exército, como exército de Deus” (v.22).

Que capítulo emocionante! Vocês conseguiram imaginar cada tropa sendo conduzida a passos firmes e confiantes? Desde grupos de três mil homens até exércitos de cento e vinte mil. Todos sendo alistados no exército de Davi. “Todos estes homens de guerra, postos em ordem de batalha”, cada destacamento com suas peculiaridades importantes, unindo-se em um todo “unânime no propósito de fazer a Davi rei” (v.38). Afinal, a perseguição de Saul teve fim e, no lugar da separação, houve união. E esta união recebeu o título de “exército de Deus” (v.22). Que privilégio!

Porém, nesse processo de alistamento, Davi ficou apreensivo por causa de alguns que vinham da tribo de Benjamim, irmãos de Saul. Mas, assim como Deus o livrou das mãos de Saul, ele confiou que o Senhor faria justiça caso neles houvesse alguma maldade. A atitude de Davi demonstra, mais uma vez, o quanto sua confiança estava depositada em Deus. E a resposta à sua inquietação não veio de Amasai, mas do Espírito Santo: “Nós somos teus, ó Davi, e contigo estamos, ó filho de Jessé! Paz, paz seja contigo! E paz com os que te ajudam! Porque o teu Deus te ajuda” (v.18).

A paz que o Senhor declarou a Davi vai muito além da noção humana do que seja paz. Não se tratava de ausência de batalhas, pois Davi ainda travaria muitas guerras, e sim da paz em seu sentido real e divino. Enquanto vivesse, Davi experimentaria a paz que só o Senhor pode dar. Não pode haver paz em corações dominados pela raiva, desamor e inveja; esses foram os sentimentos que se apoderaram do coração de Saul, resultando no domínio de um espírito maligno e em uma morte trágica.

Já Davi, o homem segundo o coração de Deus, prezava a união entre irmãos: “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! […] Ali, ordena o Senhor a Sua bênção e a vida para sempre” (Sl.133:1,3). Ele se entristecia com a desunião e com a falsidade, como expressou no Salmo 55: “Com efeito, não é inimigo que me afronta […] mas és tu, homem meu igual, meu companheiro e meu íntimo amigo. Juntos andávamos, juntos nos entretínhamos e íamos com a multidão à Casa de Deus” (Sl.55:12-14).

Deus está organizando as Suas fileiras e colocando cada um de Seus filhos “em ordem de batalha” (v.38). Israel se tornou o exército de Deus porque todos eram unânimes em proclamar Davi como rei, e todos se uniram para ajudar e para se alegrar no partir do pão. Vocês percebem a ligação entre tudo isso e a presença do Espírito Santo? As doze tribos se uniram para realizar a vontade do Senhor, assim como Cristo elegeu doze discípulos e os ensinou a estarem unidos para cumprir a missão que lhes confiou. Então, quando estavam os seguidores de Cristo perseverando “unânimes em oração” (At.1:14), “todos reunidos no mesmo lugar” (At.2:1), o Espírito Santo foi derramado.

Amados, há uma solene e séria responsabilidade sobre a igreja de Cristo nos últimos dias no grande conflito. Fomos chamados para ser um com Ele na obra de salvar. Como escreveu Ellen White: “Ah, que bom seria se a igreja se levantasse e trajasse suas belas roupas, a justiça de Cristo! Que mudança ocorreria em sua esfera de influência e condição espiritual! A inveja, o apontar de defeitos, as palavras ferinas, o ciúme e as dissensões, a luta por supremacia — tudo isso cessaria. A íntima simpatia com Cristo e com Sua missão de amor e misericórdia aproximaria os obreiros uns dos outros. Então não haveria a disposição para nutrir esses males, cuja condescendência é a maldição da igreja. Ao dedicar atenção à obra de salvar pessoas, seriam motivados particularmente à maior espiritualidade e pureza. Haveria união de propósito, e a salvação de vidas preciosas receberia tamanha importância que todas as pequenas diferenças se perderiam de vista por completo” (Review and Herald, 12 de outubro de 1886).

Acompanhem comigo e comparem as passagens de Atos com os versos do capítulo de hoje:

Atos 2:44 – “todos os que creram estavam juntos” (compare com os versos 18 e 22);
Atos 2:45 – “distribuindo o produto entre todos” (compare com os versos 39 e 40);
Atos 2:46 – “partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria” (compare com o verso 39);
Atos 2:47 – “louvando a Deus e contando com a simpatia do povo” (compare com o verso 40);
Atos 2:47 – “Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (compare com o verso 22).

Percebem a fantástica ligação entre os dois relatos? Deus precisa hoje de “homens [e mulheres] valentes para a peleja” (v.25), que, mesmo “sendo ainda [jovens]” (v.28), ergam com firmeza o estandarte da verdade; “homens valentes e de renome” (v.30), que qual Noé, Jó e Daniel, sejam “apontados nominalmente” (v.31), e assim reconhecidos pelo mundo como “conhecedores da época, para saberem o que [o Israel de hoje deve] fazer” (v.32) a fim de estar pronto para o Dia do Senhor. Homens e mulheres “capazes para sair à guerra, providos com todas as armas de guerra” (v.33), revestidos “de toda a armadura de Deus” (Ef.6:11), “que [manejam] bem a palavra da verdade” (2Tm.2:15), sendo assim “destros para ordenar uma batalha com ânimo resoluto” (v.33), “providos para a peleja” (v.35) “e prontos para a batalha” (v.36).

Se o Israel de Deus de hoje estiver unido desta forma, como um só exército, o menor valerá por cem, e o maior por mil (v.14), na obra de proclamar “o evangelho eterno” (Ap.14:6). Se permanecermos unidos nesse propósito, segundo a Palavra do Senhor, o Espírito Santo nos tornará “destros para ordenar uma batalha com ânimo resoluto” (v.33). Como “conhecedores da época” (v.32), já é hora de despertarmos do sono, amados, “porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11). Sigamos, pois, avante exército do Deus vivo! “Paz, paz seja contigo! […] Porque o teu Deus te ajuda” (v.18)!

Nosso Deus e Senhor dos Exércitos, almejamos fazer parte do Teu último exército, que, como está profetizado em Apocalipse 18:1, iluminará o mundo com a Tua glória. Esvazia-nos de nós mesmos e enche-nos com o Espírito Santo, Senhor! E que, revestidos da Tua armadura, sejamos encontrados por Ti nas fileiras do Teu remanescente. Nós Te fazemos esta oração confiantes nos méritos do nosso amado Redentor, que em breve voltará para nos buscar, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, exército de Deus!

Rosana Garcia Barros

#1CRÔNICAS12 #RPSP

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1CRÔNICAS 11— Rosana Barros
31 de março de 2026, 0:45
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“São estes os principais valentes de Davi, que o apoiaram valorosamente no seu reino, com todo o Israel, para o fazerem rei, segundo a palavra do Senhor, no tocante a esse povo” (v.10).

Estudar sobre a vida de Davi é desafiador e fascinante. Desafiador porque não foi um personagem qualquer, mas um menino que derrotou um gigante e um rei que foi vencido pela cobiça. O menino pastor teve uma fé inabalável diante de um inimigo de quase três metros de altura; já como um poderoso rei e guerreiro, não soube controlar seus impulsos diante da beleza de uma mulher. Fascinante porque foi este homem inconstante e imperfeito que o Senhor escolheu e intitulou como o homem segundo o Seu coração. Apesar de seus erros, Davi não perdeu a fé no Deus “que é rico em perdoar” (Is.55:7).

Com a morte de Saul, Davi assumiu o trono de Israel, “segundo a palavra do Senhor por intermédio de Samuel” (v.3). Jerusalém foi conquistada e ali Davi estabeleceu o seu trono, “pelo que se chamou a Cidade de Davi” (v.7). E o seu reino crescia e prosperava, “porque o Senhor dos Exércitos era com ele” (v.9). Mas Davi não estava sozinho em termos de material humano; ao seu lado estava o seu exército pessoal: os “valentes de Davi” (v.11). De forma valorosa, apoiaram o seu reinado, muitas vezes colocando a própria vida em risco. Davi estava literalmente cercado por eles. Algumas das ações desses homens ganham destaque no capítulo de hoje, como na vez em que três deles foram buscar água para Davi, enfrentando um exército de filisteus na ida e na volta. A estes três, a Bíblia chama de “os três valentes” (v.19).

Aqueles homens arriscaram tudo, inclusive a própria vida, por amor ao seu rei. Viviam em defesa de Davi e de sua cidade. No livro Evangelismo, p. 63, encontramos a seguinte citação: “Deus deseja homens [e mulheres] que arrisquem qualquer coisa e todas as coisas para salvar almas”. (Lembrando que “almas”, na Bíblia, refere-se a pessoas, pois “a alma que pecar, essa morrerá” Ez.18:4). Aqueles valentes agiam em defesa de um reino terreno; quão maior deve ser o nosso testemunho como representantes do Reino dos Céus! Com que urgência e dedicação devemos buscar o Espírito Santo para sermos valentes soldados de Deus na obra da salvação!

Como valentes do Senhor, a nossa missão consiste em usar e multiplicar os talentos que Ele nos deu, confiando na maravilhosa e fiel promessa: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20). A valentia que Cristo espera de Seus filhos não é física, ou não teria repreendido Pedro ao golpear o servo do sumo sacerdote: “Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada à espada perecerão” (Mt.26:52). Cristo espera de Seus seguidores a valentia de enfrentar a oposição, a descrença, e as tradições humanas mediante “a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Ef.6:17), oferecendo a quem quiser a água da vida.

Nestes últimos dias, Deus espera de nós uma atitude corajosa e decidida: “Quando a religião de Cristo estiver mais em desprezo, quando Sua lei for mais rejeitada, então nosso zelo deve ser mais fervoroso e mais inabaláveis nossa coragem e firmeza. Permanecer na defesa da verdade e da justiça quando a maioria nos abandona, combater os combates do Senhor quando são poucos os campeões — eis o que será a nossa prova. A esse tempo precisamos tirar entusiasmo da frieza dos outros, coragem de sua covardia, lealdade de sua traição” (Ellen G. White, Meditação Matinal: Filhos e Filhas de Deus, CPB, p.201).

Ser valente não é ser uma ameaça ao nosso próximo. Ser valente é ser um agente da esperança! Meus amados, semelhante aos valentes de Davi, que não consideraram perder a própria vida por amor ao seu rei, que o nosso amor pelo Senhor nos motive e nos mova a viver como Paulo: “Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus” (At.20:24).

Nosso Deus Todo-Poderoso, Criador dos céus e da terra, só o Senhor pode nos dar o poder e a força para perseverarmos em Tua obra nesses últimos dias. Têm sido dias muito desafiadores, pois nossa mente tem sido um campo de batalha como nunca antes na história deste mundo. São muitas as distrações, mas nós queremos estar focados em levar a água da vida aos nossos pequeninos irmãos. Por isso, Pai, clamamos pelo Espírito Santo, para que a obra seja eficaz e abreviada, e vejamos o Senhor retornar em nossa geração! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, valentes do Senhor dos Exércitos!

Rosana Garcia Barros

#1CRÔNICAS11 #RPSP

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1CRÔNICAS 10— Rosana Barros
30 de março de 2026, 0:45
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“Assim, morreu Saul por causa da sua transgressão cometida contra o Senhor, por causa da palavra do Senhor, que ele não guardara; e também porque interrogara e consultara uma necromante” (v.13).

Iniciamos agora uma recapitulação da história de Israel e de Judá. E vocês perceberão que não se trata de ler a mesma coisa, mas de fazer novas descobertas. O capítulo dez relata não somente a morte de Saul, mas a destruição de toda a sua casa (v.6). Saul enterrou consigo toda e qualquer possibilidade de seu nome permanecer no trono de Israel. Já vimos que o pecado tem o poder destrutivo de atingir até pessoas inocentes; se assim não fosse, não veríamos tantas injustiças cometidas mundo afora.

Como sacerdote do lar, o homem tem nas mãos a maior das responsabilidades: conduzir a sua família no temor do Senhor. O mundo precisa de homens que olhem para seus filhos como cidadãos do Céu e que sejam cooperadores de Deus, junto com sua esposa, na obra de lapidá-los para a eternidade. O mundo precisa de homens que amem suas esposas “como também Cristo amou a igreja e a Si mesmo Se entregou por ela” (Ef.5:25). O mundo necessita de homens [filhos] que obedeçam a seus “pais no Senhor, pois isto é justo” (Ef.6:1). O mundo precisa de homens que busquem o caráter à semelhança de Cristo, “o Homem” (Jo.19:5).

Mas, infelizmente, a nossa realidade tem revelado uma sociedade repleta de homens que têm cavado a sua própria cova e levado a família junto. Homens que não temem a Deus e nem se importam com as consequências de seus atos. Por causa disso, o maior vilão do ser humano tem sido o próprio homem. É raro alguém sair de casa com medo de ser atacado por um animal ou de ser atingido por um raio. A realidade é que a maioria, quase que absoluta, sai de casa com medo das ações humanas, que estão cada vez piores e mais imprevisíveis.

O suicídio de Saul foi um reflexo do valor que ele dava à sua vida e à de sua família: nenhum. O que fizeram com o seu corpo descreve bem os seus últimos anos de vida: Saul “perdeu a cabeça” ao não dar ouvidos à Palavra de Deus e ao consultar uma necromante. Ao fechar por completo o coração aos apelos divinos e ao dom gratuito de Deus, a consequência de sua insanidade foi a morte. A morte eterna é o pagamento de todo aquele que prefere dar ouvidos a outros “e não ao Senhor” (v.14). Saul se lançou sobre a sua espada para acabar com a própria vida, em vez de empunhar a espada do Espírito para adquirir a vida (Ef.6:17). Ele não conservou a fidelidade ao Senhor, e sua coroa foi transferida para “Davi, filho de Jessé” (v.14).

Longe de Deus, corremos o mesmo risco, amados. Saul pecou quando abandonou o “assim diz o Senhor” para dar crédito à voz de seu enganoso coração. Deixou de depender de Deus para alimentar o ego de que estava ali porque merecia. Precisamos conservar a nossa fidelidade ao Senhor, conforme está escrito: “Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa” (Ap.3:11). Todos nós, homens e mulheres, temos um dever, e é este: “Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; porque isto é dever de todo homem” (Ec.12:13).

Apesar de a mensagem de hoje ter sido mais direcionada ao gênero masculino, devido ao contexto do capítulo, todos precisamos ter a consciência exata da importância de assumirmos com fidelidade o posto de nosso dever. Disso depende a salvação de nossa casa, firme e bem estabelecida sobre o rochedo das palavras de Cristo. Como escreveu Ellen White: “Aquele que vive o cristianismo no lar, será em toda parte uma luz resplandecente” (A Fé Pela Qual Eu Vivo, CPB, p. 278). A Palavra do Senhor é muito clara, amados: o resultado da desobediência é a morte, e da obediência é a vida. Não há meio termo. Que possamos perseverar em conhecer a Deus, pois é esse conhecimento que gera uma obediência feliz e voluntária.

Nosso amado Deus, graças Te damos pela Tua Palavra, que é espada capaz de operar em nosso coração a cirurgia espiritual tão necessária! Eu oro para que os homens do Teu povo sejam fiéis sacerdotes do lar. E para que nós, mulheres, sejamos mulheres sábias que edificam a casa. Que pelo estudo da Tua Palavra prossigamos em Te conhecer e, nessa jornada, possamos, voluntária e alegremente, Te obedecer. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, homens e mulheres obedientes ao Senhor!

Rosana Garcia Barros

#1CRÔNICAS10 #RPSP

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1CRÔNICAS 9— Rosana Barros
29 de março de 2026, 0:45
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“Guardavam, pois, eles e seus filhos as portas da Casa do Senhor, na casa da tenda” (v.23).

A genealogia de hoje retrata a época pós-exílio babilônico. Jerusalém voltou a ser habitada pelos “israelitas, os sacerdotes, os levitas e os servos do templo” (v.2). Também alguns de Judá, de Benjamim, de Efraim e de Manassés “habitaram em Jerusalém” (v.3). As coisas começaram a funcionar como antes, bem como o serviço no templo. Cada um reassumiu suas atribuições de acordo com o que Deus havia determinado. Naquele tempo, Fineias regia o templo como sacerdote, “e o Senhor era com ele” (v.20).

Os porteiros tinham o dever de montar guarda nas portas da Casa do Senhor. Manhã após manhã, abriam as portas e guardavam o templo. Outros eram encarregados de cuidar “dos utensílios do ministério” (v.28), além daqueles que cuidavam dos móveis, dos objetos e dos materiais utilizados nas cerimônias (v.29).

Os filhos dos coatitas cuidavam “de preparar os pães da proposição para todos os sábados” (v.32). Já os cantores moravam no próprio templo e não tinham outro serviço, “porque, de dia e de noite, estavam ocupados no seu mister” (v.33). O santuário e tudo o que ali era realizado apontava para Cristo e o plano da redenção. Todos os que serviam no santuário deveriam estar em harmonia com o que o Senhor havia ordenado, em conformidade com o que Ele disse a Moisés: “Vê, pois, que tudo faças segundo o modelo que te foi mostrado no monte” (Êx.25:40).

Dois relatos do capítulo de hoje me chamaram a atenção. Primeiro, os porteiros estavam guardando os “quatro ventos: ao oriente, ao ocidente, ao norte e ao sul” (v.24). No livro de Apocalipse, encontramos João descrevendo a seguinte cena: “vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra, conservando os quatro ventos da terra” (Ap.7:1). Estes anjos também têm a missão de guardar; no caso deles, guardam a Terra da destruição final até que os servos do Senhor estejam todos selados (Ap.7:3).

Outro detalhe interessante é sobre os cantores. O seu serviço era de contínuo revezamento; portanto, o santuário não era um lugar silencioso, mas de solene e constante melodia. As vozes dos cantores e os instrumentos eram ouvidos de dia e de noite. Em Apocalipse 4:8, também podemos encontrar algo semelhante: “E os quatro seres viventes […] não têm descanso, nem de dia nem de noite, proclamando: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, Aquele que era, que é e que há de vir”.

Percebem, amados? Tudo no santuário terrestre apontava para o “verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem” (Hb.8:2). Era como uma maquete do santuário celeste ilustrando, em cada detalhe, que Deus tinha um plano para nos tirar da “enrascada” em que viemos parar. O Senhor capacitou pessoas diversas, com diferentes funções, para a ministração de Sua obra. Em todo o ministério do santuário havia a mais bela expressão do Criador declarando à obra-prima de Sua criação que, um dia, não existiria mais um véu separando-a de Sua presença.

O Cordeiro de Deus cumpriu a sentença definitiva, o véu foi rasgado (Mt.27:51) e o serviço que Ele incumbiu aos Seus discípulos inclui uma linda promessa: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:19-20). Havia divisão entre Israel e Judá, e entre estes e todas as demais nações. Infelizmente, os judeus apegaram-se aos rituais e não reconheceram o Salvador. O ministério que nos foi conferido é uma obra mundial. É nosso dever ensinar todas as verdades da Palavra de Deus, lembrando que “toda Escritura é inspirada por Deus” (2Tm.3:16). E o Espírito Santo realizará a obra de convencer “o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (Jo.16:8).

E se cumprirmos fielmente o serviço que Jesus nos confiou, Ele promete estar conosco todos os dias de nossa vida até o Dia final, onde receberemos o nosso galardão. Deus nos dotou de dons especiais para que possamos nos preparar e preparar outros para a gloriosa volta de Jesus. Todos são convidados às bodas do Cordeiro. Todas as coisas, ou seja, toda a Bíblia deve ser ensinada. Não desista! Não deixe de examinar as Escrituras; ela é o nosso mapa do tesouro celeste. Com ela não erraremos o caminho e seremos sempre capacitados “para a obra do ministério da Casa de Deus” (v.13).

Senhor, nosso Deus, através do santuário o Senhor deu não somente a Israel, mas a todos nós, a preciosa verdade do plano da salvação. Graças Te damos porque, olhando para o santuário, encontramos a nossa bendita esperança! Santifica-nos, mediante o Teu Espírito, para prepararmos outros e até que estejamos prontos para Te encontrar! Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, obreiros do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#1CRÔNICAS9 #RPSP

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1CRÔNICAS 8— Rosana Barros
28 de março de 2026, 0:45
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“Ner gerou a Quis; e Quis gerou a Saul; Saul gerou a Jônatas, a Malquisua, a Abinadabe e a Esbaal” (v.33).

Benjamim era uma tribo pequena se comparada às demais tribos de Israel. Seu patriarca era o filho mais novo de Jacó, e Raquel, sua mãe, morreu logo após o seu nascimento (Gn.35:18). Foi o único irmão de José por parte de pai e mãe, e também o único que não participou da trama cruel dos irmãos contra José. Esta foi a bênção profética de Jacó a seu filho caçula: “Benjamim é lobo que despedaça; pela manhã devora a presa e à tarde reparte o despojo” (Gn.49:27). A tribo de Benjamim foi composta por “homens valentes, flecheiros” (v.40), guerreiros destemidos.

De Benjamim foi gerado o primeiro rei de Israel: Saul. Mas o trono não permaneceria nesta tribo; o cetro passaria para Judá, como foi profetizado: “O cetro não se arredará de Judá” (Gn.49:10). A genealogia de hoje, portanto, não é uma repetição da que vimos ontem, mas uma lista detalhada desta tribo, centralizando a figura de Saul. O rei Saul iniciou o seu reinado como um homem transformado pelo Espírito Santo (1Sm.10:6) e terminou a sua vida trocando a presença do Espírito do Senhor por um espírito maligno (1Sm.16:14).

Apesar de ser a menor tribo, Benjamim tinha tudo para ser a maior em grandeza aos olhos de Deus. Porém, a atitude de Saul lhe roubou a glória. Vivemos em um mundo de visão extremamente egoísta, amados. O “eu” prevalece sobre o todo. “Cada um por si” é o lema de uma sociedade cada vez maior, contudo, incrivelmente mais solitária. “Faça o que o seu coração mandar” é a máxima de hoje. Muitas decisões são tomadas e muitos riscos assumidos sem pensar nas consequências. O pior de tudo é que as consequências não recaem apenas sobre quem comete o erro; infelizmente, inocentes acabam sofrendo.

O que fazemos neste mundo não afeta apenas a nós mesmos. Estamos ligados uns aos outros e, como num efeito dominó, nossas ações acabam afetando primeiro aqueles que estão mais próximos de nós. O pecado de uma pessoa não recai sobre outra (Ez.18:20), mas os resultados dele, inevitavelmente, acabam atingindo terceiros. Diante disso, você pode estar pensando neste momento: “Mas isso é muito injusto!”. E realmente é. O pecado gerou a maior injustiça que já houve neste mundo quando o Inocente morreu pelos pecados de um mundo de culpados.

Amados, o mundo ecoa a palavra “injustiça” desde que nossos primeiros pais pecaram. O pecado gera ruína e tem como salário a morte (Rm.6:23). Não permita que a sua genealogia termine neste mundo mau, mas que você e a sua descendência desfrutem do que gratuitamente Cristo nos comprou ao assumir na cruz uma culpa que era nossa. Jesus padeceu a maior injustiça para que a Sua justiça prevalecesse e, por meio dela, pudéssemos nEle ter vida, e vida em abundância (Jo.10:10).

Deus nos chama para começar a viver aqui o que viveremos na eternidade. Lembremos que o que fazemos gera consequências boas ou ruins, a depender de nossas escolhas. Ontem estudamos que fomos escolhidos para a salvação, mas precisamos aceitar essa escolha diariamente: “Bem-aventurado aquele a quem escolhes e aproximas de Ti, para que assista nos Teus átrios” (Sl.65:4). As nossas decisões revelam para onde estamos indo. O meu desejo é que o resultado de nossa vida seja a consumação da letra de meu hino favorito: “E se alguém vier atrás de mim por onde vou, vai ver que Cristo e eu deixamos uma pegada só” (Novo Hinário Adventista, n° 390). Siga as pegadas do Mestre e, com certeza, você não chegará ao Céu sozinho.

Nosso amado Deus, não queremos como Saul começar bem e terminar mal. Mas queremos ser guiados pelo Espírito Santo a cada dia até o fim. Por isso, Pai, clamamos que continues nos ensinando o temor do Senhor e nos educando por meio da Tua Palavra. Queremos andar com o Senhor a cada passo, seguindo as santas pegadas do nosso Redentor. Ajuda-nos, Pai! Por Jesus, nós Te oramos, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, seguidores de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#1CRÔNICAS8 #RPSP

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1CRÔNICAS 7— Rosana Barros
27 de março de 2026, 0:45
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“Depois, coabitou com sua mulher, e ela concebeu e teve um filho, a quem ele chamou Berias, porque as coisas iam mal na sua casa” (v.23).

Hoje gostaria de perguntar: você está permitindo ser reavivado pela Palavra? Tem permanecido, dia após dia, examinando as Escrituras? Então você tem sido um valente de Deus. E, certamente, se você é pai, tem sido um chefe de família conduzido pelo Senhor. A genealogia das duas primeiras tribos de hoje enfatiza os homens valentes e os chefes de suas famílias. De acordo com o dicionário, a palavra valente significa aquele “que tem valor e coragem, que acode quando há perigo”. Ou seja, eram corajosos homens de guerra; mas também eram chefes de suas famílias. E era ali, no seio do lar, onde deveria haver o maior cuidado e proteção.

Quem não tem tempo de conduzir a sua casa, está perdendo o seu tempo. Ser chefe de família vai muito além de ser um provedor; tem que ser também, e acima de tudo, um sacerdote do lar. Na primeira carta de Paulo a Timóteo, encontramos esta verdade expressa de forma bem clara: “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente” (1Tm.5:8). É algo muito sério para ser apenas lido. Precisamos viver o evangelho, primeiramente, dentro de casa.

Deus deseja conceder valor e coragem a todo aquele que, com fé, assume o controle de sua família, para que seus filhos não passem pelo que passou Efraim. Ao serem mortos dois de seus descendentes porque roubaram o gado dos homens de Gate, Efraim chorou por seus filhos por muitos dias, a ponto de seus irmãos terem que ir até ele para consolá-lo. E, para piorar a situação, ainda chamou a seu outro filho de Berias, “porque as coisas iam mal na sua casa” (v.23). Era como se ele tivesse olhado para a criança com ar desmotivado e dito: “Ah, seu nome será ‘casa desgraçada’!”.

Este relato triste, infelizmente, ilustra a realidade da maioria das famílias modernas. São famílias e famílias onde as coisas vão mal. Falta-lhes o conhecimento que salva e que liberta. Pois assim diz o Senhor: “O Meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento” (Os.4:6). Não se trata de um conhecimento apenas teórico da Palavra, mas de, através da Palavra, conhecermos o Senhor. Então, os filhos serão preservados, o casamento blindado e cada membro do lar compreenderá o seu verdadeiro papel na família e a sua importância para a missão que o Senhor nos confiou.

Esta é a ordem correta dos fatores da vida:

• Primeiro: Deus;
• Segundo: Família;
• Terceiro: As demais coisas, orientadas pelo Espírito Santo.

O fechamento do capítulo nos mostra outra preciosa pérola. Além de homens valentes e de chefes de família, entra em cena mais uma característica: escolhidos (v.40). A escolha espiritual é um dueto. De um lado, Deus; do outro, você e eu. Deus não nos escolhe porque nós O escolhemos; Deus já nos criou como escolhidos, mas a decisão de aceitar essa eleição de amor é nossa. Fomos escolhidos para a salvação, mas também para sermos condutos de salvação. E essa obra deve começar dentro de nossa casa, pela transmissão do conhecimento de Deus de pais para filhos, como está escrito: “tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te” (Dt.6:7). Isso não significa que ficaremos isentos de problemas, mas que, com Deus, há solução para cada um deles.

Que a minha e a sua genealogia não tenha a interrupção que teve em Efraim, mas a confirmação que foi registrada em Issacar e em Benjamim e, como em Asser, a disposição em agir como um escolhido do Senhor. Clamemos a Deus por Seu favor, crendo que Ele completará o que está fora de nosso alcance realizar. E se acaso não fizemos bem o nosso “dever de casa”, que possamos crer em Jesus Cristo e em Sua graça que tudo restaura: “e serás salvo, tu e tua casa” (At.16:31).

Nosso Pai Celestial, poder chamá-lo assim nos assegura de que, mesmo enfrentando dificuldades e limitações, o Senhor luta por nós e está nos educando para a eternidade. Nós almejamos estar no lar que o Senhor preparou para os Teus escolhidos. Por isso clamamos pelo Espírito Santo, para que a nossa vida esteja em comunhão com a Tua vontade e isso reflita para a nossa casa. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, escolhidos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#1CRÔNICAS7 #RPSP

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1CRÔNICAS 6 — Rosana Barros
26 de março de 2026, 0:45
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“Seus irmãos, os levitas, foram postos para todo o serviço do tabernáculo da Casa de Deus” (v.48).

Os levitas foram escolhidos por Deus para dirigir todo o serviço do santuário, inclusive o serviço de “canto na Casa do Senhor” (v.31). Davi, além de um grande guerreiro e rei, era um músico talentoso. A Bíblia o chama de “mavioso salmista de Israel” (2Sm.23:1). Ele escreveu a maior parte dos Salmos, que compunham o hinário do povo israelita, e foi ele mesmo quem escolheu os cantores levitas (v.31). Mas por que Deus escolheu justamente a tribo de Levi para um encargo tão importante? Após o episódio em que o povo adorou um bezerro de ouro no deserto, enquanto Moisés recebia de Deus as tábuas da Lei (Êx.32), Moisés notou que o povo estava desenfreado, “pôs-se em pé à entrada do arraial e disse: Quem é do Senhor venha até mim. Então, se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi” (Êx.32:26). Deus honrou a atitude daquela tribo, que decidiu permanecer fiel a Ele.

Os levitas, portanto, receberam o privilégio e a responsabilidade de cuidar da Casa do Senhor e de tudo o que se referisse à sua liturgia. Os filhos de Levi, no entanto, não herdariam a terra, como bem foi profetizado na bênção de Jacó: “[…] dividi-los-ei em Jacó e os espalharei em Israel” (Gn.49:7). Levi e Simeão foram extremamente violentos ao assassinar todos os homens de uma cidade por causa de sua irmã Diná (Gn.34:25-31). O fato de terem ficado de fora da herança territorial confirma as palavras de Cristo quanto aos que hão de herdar a terra: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (Mt.5:5). Toda a ministração do templo estava aos cuidados desta tribo “sem terra”, cujas obras deveriam estar de acordo com a fé. É interessante que Jesus utilizou um levita e um sacerdote ao proferir uma de Suas parábolas. Ao ser questionado sobre quem era o nosso próximo, Ele contou a seguinte parábola, que muitos acreditam ter sido uma história baseada em fatos reais (permitam-me parafrasear):

Um homem foi roubado e gravemente ferido em uma estrada. Caído ao chão, quase morto, seu coração clamava por uma alma piedosa que dele se compadecesse. Com muito esforço, abriu os olhos e, vendo aproximar-se um sacerdote, pensou: “Estou salvo! Certamente este homem de Deus irá me ajudar!” Mas o “homem de Deus” o ignorou e passou bem longe. Ele quase não acreditou! Aquele que ministrava as coisas sagradas e que sempre o cumprimentava na igreja fez de conta que não o tinha visto. Tremenda foi a sua decepção! Naquele momento, ele desmaiou de dor.

Ao começar a recuperar os sentidos, ouviu de longe outros passos e novamente se esforçou para ver quem era. “Graças a Deus!”, pensou. “É o levita cantor da minha igreja. Ele, sim, vai me ajudar!” Mas, para sua surpresa, ele tomou a mesma atitude do sacerdote. Pronto! E agora? Tudo parecia perdido até que … surgiu um samaritano. Quem? Um cujo povo era considerado inimigo dos judeus? Pois é! Logo, o homem moribundo reconheceu no olhar daquele estrangeiro a pura compaixão. Prontamente, ele se aproximou, cuidou de suas feridas, o levou a uma hospedaria e pagou para que cuidassem dele até que ele voltasse.  (Lc.10:25-37).

Os levitas lidavam com coisas santas, mas, acima de tudo, com o Santo de Israel. Deus deveria ser o primeiro e o último em suas vidas. Sendo assim, deveriam compreender como ninguém o Seu amor e a Sua misericórdia. Mas, com o passar do tempo, tornaram-se os que menos conheciam o real caráter de Deus. Não estamos livres do mesmo perigo, amados. Vamos à igreja, trabalhamos nela, derramamos lágrimas pela causa, damos o suor pelas obras, mas esquecemos do principal: manter um relacionamento diário com o Dono da Casa. O nome já diz tudo: Casa de Deus. Ora, se a Casa é de Deus, Ele deve estar no controle de todas as coisas, inclusive, e principalmente, do nosso coração.

Um verdadeiro adorador do Senhor não é aquele que canta melhor ou que tem uma oratória que arrasta multidões. O verdadeiro adorador do Deus vivo é aquele que procura viver como Cristo viveu. Cristo não se preocupava em agradar pessoas; Ele veio para salvar pessoas! Essa é a maior confusão que fazemos: queremos mais agradar do que salvar. Aquele sacerdote e o levita da estrada pensaram apenas nos contratempos que lhes causariam cuidar daquele ferido; o bom samaritano pensou que não poderia deixar aquele homem morrer se ele tinha nas mãos o poder de fazer algo por ele. Pois “aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisto está pecando” (Tg.4:17). Compreendem, meus irmãos?

Precisamos despertar para a mesma atitude daquele verdadeiro servo de Cristo: nos preocupar menos com as “más línguas” e mais com os que perecem pelas estradas deste mundo. Esta obra não é mais conferida apenas aos levitas, mas a todos os que aceitam o sacrifício de Cristo Jesus. Porque a partir do momento em que experimentamos deste amor inigualável, torna-se impossível não querer compartilhá-lo. Somos obreiros do Mestre, e esta obra deve ser iniciada em nosso coração, aperfeiçoada na igreja e praticada por todo o mundo. Portanto, mãos à obra, servos do Deus Altíssimo!

Senhor, derrama em nosso coração o Teu amor, mediante o Teu Espírito! Enquanto o amor está esfriando de quase todos, que o Teu amor em nós cresça e seja aperfeiçoado. Dá-nos um coração compassivo, olhos sensíveis, ouvidos atentos e mãos que abençoem, segundo a necessidade do nosso próximo. Em nome do nosso supremo Exemplo, Jesus Cristo, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, obreiros de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#1CRÔNICAS6 #RPSP

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1CRÔNICAS 5 — Rosana Barros
25 de março de 2026, 0:45
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“Porém cometeram transgressões contra o Deus de seus pais e se prostituíram, seguindo os deuses dos povos da terra, os quais Deus destruíra de diante deles” (v.25).

O capítulo de hoje inicia relatando o desvio de conduta de uma pessoa e termina com o desvio de conduta de um grupo de pessoas. Sendo onisciente, Deus conhece o fim desde o começo. Ele sabia o que Rúben faria, mas não o desamparou por isso. Ele também sabia que aquele grupo das tribos transjordânicas que Lhe foram fiéis na guerra, em tempo de bonança Lhe dariam as costas, mas nem por isso os abandonou na peleja. É por isso que a justiça de Deus se difere da nossa, amados, pois está intrínseca e inseparavelmente ligada à Sua grande misericórdia.

O pecado de Rúben o levou a perder o direito à primogenitura, sendo esta conferida a José, filho de Jacó com Raquel. De Judá nasceria o Príncipe da Paz (Is.9:6), mas a atitude de José o fez maior do que seus irmãos, assim como vimos ontem com Jabez. O direito que Rúben tinha não impediu o Senhor de conferi-lo a José; assim como Davi, o menor dentre os irmãos, tornou-se o maior; assim também como Jacó prevaleceu sobre Esaú. A primogenitura, portanto, não concedia privilégios a quem nascia primeiro, se este não colocasse Deus em primeiro lugar em sua vida.

As tribos transjordânicas eram compostas pelos filhos de Rúben, pelos filhos de Gade e pela meia tribo de Manassés. Além de serem “homens valentes, que traziam escudo e espada, entesavam o arco e eram destros na guerra […] capazes de sair a combate” (v.18), formavam um só exército munido da única arma realmente eficaz: a confiança em Deus, “porquanto confiaram nEle” (v.20). Na luta, confiaram no Senhor e “de Deus era a peleja” (v.22). E Deus levantou entre eles “guerreiros valentes, homens famosos, cabeças de suas famílias” (v.24).

Porém, bastou a poeira assentar, bastou um momento de descanso das armas, e logo “cometeram transgressões contra o Deus de seus pais e se prostituíram, seguindo os deuses dos povos da terra, os quais Deus destruíra de diante deles” (v.25). Na guerra, confiaram em Deus; na bonança, O trocaram por abominações. Esta é uma realidade que tem se repetido a cada geração. Contudo, só conseguirá perseverar até o fim aquele que, dia após dia, reveste-se da armadura de Deus: a couraça da justiça, o cinto da verdade, os calçados da preparação do evangelho da paz, o escudo da fé, o capacete da salvação, a espada do Espírito, que é a Bíblia; e orando em todo o tempo, “vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef.6:10-18). Se a nossa armadura estiver incompleta, amados, Satanás saberá onde nos atingir.

No grande conflito entre o bem e o mal, não há quem esteja neutro. Todos nós estamos inseridos na batalha que definirá o nosso destino eterno. Como adquirir a perseverança de que precisamos? Eis que a Palavra de Deus nos responde: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança” (Tg.1:2-3). Quem lê o versículo 26 do capítulo de hoje sem a exata compreensão do todo, interpreta a ação de Deus como uma punição, e não como mais uma oportunidade de conversão.

O povo havia se “prostituído” com outros deuses, e o Senhor utiliza esta expressão todas as vezes que Seus filhos trocam a Sua aliança eterna pelas ofertas do príncipe deste mundo. Esta foi a realidade profetizada por Oseias: “porque a terra se prostituiu, desviando-se do Senhor” (Os.1:2). Mas o desejo de Deus não é o de castigar, mas o de corrigir para salvar: “e acontecerá que, no lugar onde se lhes dizia: Vós não sois Meu povo, se lhes dirá: Vós sois filhos do Deus vivo” (Os.1:10). Louvado seja o Nome acima de todos os nomes! Louvado seja o nome do Senhor, que não Se cansa de nos amar!

Eu bem sei que passar pela prova é desconfortável e, por vezes, desesperador, mas também é o momento em que mais nos aproximamos da experiência de sofrimentos de Jesus e, temos a oportunidade de ter nossa esperança e nossa fé aquecidas e fortalecidas, mesmo que nossa vontade não seja atendida. Quando engravidei pela última vez em 2020 e descobri que havia algo errado em minha gestação, clamei a Deus por um milagre. O milagre não veio da forma que pedi e desejei, mas o fato de ter feito de Deus a minha fortaleza, ainda que eu não compreendesse muitas coisas, me fez perceber que o inimigo pode até nos oprimir a ponto de ficarmos “como se estivéssemos morrendo e, contudo, eis que vivemos; como castigados, mas não mortos; entristecidos, mas sempre alegres” (2Co.6:9-10). Porque a nossa esperança está além deste mundo; ela está em Cristo e na fiel promessa de habitarmos com Ele para sempre.

Se perseverarmos no reavivamento e reforma através da Palavra de Deus e da oração, alcançaremos a vitória prometida, não por nossas justiças maltrapilhas, mas pela justiça de Cristo que, por Sua graça, venceu a guerra contra o pecado por nós. Mas, até lá, que na provação ou na bonança, estejamos vigilantes, sabendo que há um inimigo ao nosso redor “procurando alguém para devorar” (1Pe.5:8). “Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que O amam” (Tg.1:12).

Nosso Pai do Céu, clamamos pelo batismo do Espírito Santo! Clamamos pelo revestimento de toda a Tua armadura! Clamamos por um coração de carne, puro e submisso a Ti! Clamamos para que a nossa provação neste mundo nos prepare para o mundo porvir! Clamamos para que voltes logo! Em Cristo e por Cristo, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, perseverantes na provação!

Rosana Garcia Barros

#1CRÔNICAS5 #RPSP

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1CRÔNICAS 4 — Rosana Barros
24 de março de 2026, 0:45
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“Foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos; sua mãe chamou-lhe Jabez, dizendo: Porque com dores o dei à luz” (v.9).

No capítulo de hoje surge um intrigante descendente da tribo de Judá: Jabez. Eu sei que a maioria dos comentaristas se detém no testemunho de Jabez neste capítulo, mas não temos como passar por alto o que o Senhor fez questão de destacar nas Escrituras. Percebam que os versículos nove e dez parecem dar uma pausa na genealogia. Nós já lemos mais de duzentos nomes até agora e a Bíblia encaixa, em meio a tantos nomes, um que não sabemos de onde veio e nem para onde foi.

A biografia trazida em apenas dois versículos apresenta duas realidades: o nascimento de Jabez provocou muitas dores à sua mãe, por isso o seu nome, que significa “dor, sofrimento”. O seu nome o conduzia a um destino nada atraente, mas a sua atitude mudou o rumo da sua vida. Jabez fez uma oração pequena e simples, mas proveniente de um coração humilde e sincero: “Oh! Tomara que me abençoes e me alargues as fronteiras, que seja comigo a Tua mão e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha aflição!” (v.10).

Jabez “invocou o Deus de Israel” (v.10) com inteireza de coração. Porém, vamos reler o que está escrito a respeito dele no versículo nove: “Foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos”. A palavra ilustre quer dizer “aquele que irradia luz”, que possui qualidades nobres e dignas de louvor. Ele, definitivamente, se destacava por ser aquilo que Jesus nos motiva a ser: “Vós sois a luz do mundo” (Mt.5:14). Mas para quê, amados? Para que sejamos melhores do que os outros? Não! Para que sejamos como Jabez, ilustres não aos nossos próprios olhos, mas diante do mundo, “para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt.5:16).

Jabez não fez uma oração motivado por desejos egoístas, mas para que continuasse sendo luz que irradia, que compartilha com o mundo a glória de Deus. Eis o porquê “Deus lhe concedeu o que Lhe tinha pedido” (v.10). Não sabemos de que forma a oração de Jabez foi atendida. Esse é o único registro bíblico sobre ele, fora aquele que diz que Jabez era uma cidade de Judá (1Cr.2:55). Mas se as Escrituras dizem que ele foi atendido, é porque, certamente, ele não pediu nada que Deus já não tivesse sonhado para ele.

Para Jabez era uma grande alegria ser fiel a Deus, porque ele confiava em Sua infalível fidelidade. Ele honrou a Deus com sua vida. Ele foi uma honra ao nome de Deus diante dos homens, e Deus o honrou. Precisamos tomar a mesma atitude deste homem que não sabemos em que lar nasceu, mas sabemos que Lar o aguarda. Sua vida, agora, pode estar sendo assombrada por “registros antigos” (v.22), mas eis que Deus promete apagá-los e trocá-los pelo “registro genealógico” (v.33) dos Céus!

Nem sempre nossas orações são atendidas como gostaríamos que fossem. Por vezes, Deus permite que soframos os embates do grande conflito para que, como Jó, nossa experiência nos leve ao verdadeiro conhecimento de Deus: “Eu Te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos Te veem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (Jó 42:5-6). Jó não teve suas orações atendidas conforme esperava, nem seus questionamentos respondidos. Mas, ao decidir erguer a sua fé acima das circunstâncias, obteve o único conhecimento que salva: “E a vida eterna é esta: Que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo a quem enviaste” (Jo.17:3).

Saibam que “o que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável” (Pv.28:9). A oração, portanto, precisa vir acompanhada de atitude. Atitude de fazer a vontade de Deus acima da nossa. Atitude de representar com fidelidade que somos filhos do Senhor. E, para isso, precisamos nos entregar por completo aos cuidados do Espírito Santo. Então, seremos príncipes e princesas em nossas famílias (v.34). Deus resplandecerá sobre nós a luz da Sua face e seremos Seus luzeiros indicando ao mundo o caminho para pastos verdejantes, “terra espaçosa, tranquila e pacífica” (v.40), onde habitaremos com Ele para sempre.

Nosso amado Deus, a oração de Jabez representa a nossa oração nestes últimos dias, no sentido de que o Senhor nos leve para a Tua terra espaçosa e que a Tua mão seja conosco nos livrando do mal. Pai, já não nos interessam as coisas aqui desta Terra, mas almejamos a pátria superior, isto é, celestial! Batiza-nos com o refrigério do Teu Espírito para que o mundo seja iluminado com a Tua glória e Jesus volte em nossa geração. É o nosso clamor, Senhor! Por Cristo Jesus e por Tuas muitas misericórdias nós Te oramos, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, ilustres filhos de Deus!

Rosana Garcia Barros

#1CRÔNICAS4 #RPSP

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