Reavivados por Sua Palavra


1Reis 09 — Rosana Barros
10 de fevereiro de 2026, 0:45
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“E o Senhor lhe disse: Ouvi a tua oração e a tua súplica que fizeste perante Mim; santifiquei a casa que edificaste, a fim de pôr ali o Meu nome para sempre; os Meus olhos e o Meu coração estarão ali todos os dias” (v.3).

Em Gibeão, o Senhor falou com Salomão em sonho e o abençoou com sabedoria e inteligência. Provavelmente, Deus apareceu pela segunda vez a Salomão também em sonho — desta vez para responder à sua oração na solenidade do templo, confirmar a aliança estabelecida com seu pai, Davi, e deixar-lhe uma advertência acerca das terríveis consequências da desobediência e da idolatria. A sucessão do trono e a segurança da nação dependiam de um governo estabelecido sobre o sólido fundamento do “assim diz o Senhor”.

Os demais negócios de Salomão consistiam em acordos comerciais e políticos em nível internacional, além da organização da nação e de seus subordinados. Três vezes por ano, ele oferecia sacrifícios e queimava incenso “sobre o altar perante o Senhor” (v.25), buscando sempre engrandecer o seu reino. Contudo, seu estilo de vida começava a dar os primeiros passos rumo à perda de prestígio, especialmente no norte de Israel, quando decidiu pagar ao rei de Tiro com vinte de suas cidades.

Há um perigo fatal oculto por trás da fama e da riqueza, amados. Mesmo cheio de sabedoria e de inteligência, Salomão abriu brechas em seu coração que o contaminaram. Com as alianças internacionais através de casamentos em jugo desigual, surgiu a idolatria; e, com o acúmulo de riquezas e a paz nacional, veio o comodismo. Esses dois vilões — a idolatria e o comodismo — quase custaram a vida eterna do homem mais sábio da Terra.

Às vezes, não é preciso ter muito dinheiro ou uma vida devassa para cair nos mesmos pecados. Basta ter os olhos e o coração nessas coisas para tornar a vida em densas trevas. Deus espera que Seus filhos andem diante dEle “com integridade de coração e com sinceridade” (v.4). Assim como Ele santificou o templo e pôs ali o Seu nome, “esta é a vontade de Deus: a vossa santificação” (1Ts.4:3). Como templos do Espírito Santo, somos chamados a olhar para onde o nosso Sumo Sacerdote está hoje, intercedendo por nós no Santíssimo, para que vivamos a ordem divina: “Sede santos, porque Eu sou santo” (1Pe.1:16).

Jesus não vem buscar um povo perfeccionista, mas sim um povo santo: homens, mulheres e crianças que buscam viver conforme a vontade do Senhor, “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). Crentes fiéis que, reconhecendo sua condição de pecadores e destituídos da glória de Deus, permitem que o Espírito Santo realize Sua obra diária até que seja completada no Dia de Cristo.

Não se trata apenas de aparência, meus irmãos; trata-se de essência. A aparência de santidade exige esforço para ser notada, mas a essência exala naturalmente “o bom perfume de Cristo” (2Co.2:15). É um milagre que só o Espírito Santo pode realizar mediante a fé no que Cristo fez por nós. Jesus disse: “Todo aquele que vem a Mim, e ouve as Minhas palavras, e as pratica, Eu vos mostrarei a quem é semelhante” (Lc.6:47). Simples assim! Até que Cristo volte e nos livre deste corpo mortal e corrupto, clamemos pelo batismo do Espírito Santo, para que os olhos e o coração do Senhor estejam sobre nós “todos os dias” (v.3).

Pai amado, nós queremos Te agradecer por Tua paciência conosco, por cuidar de nós, mesmo que não sejamos merecedores disso! Não estamos livres de cometer os mesmos pecados de Salomão. Por isso, clamamos pelo batismo do Espírito Santo, nos concedendo um coração íntegro e sincero diante de Ti, para que a nossa vida exale a boa fragrância de Cristo para a Tua glória, Pai! E o fazemos no nome e nos méritos de nosso Senhor e Salvador, Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, bom perfume de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#1REIS09 #1REIS9 #RPSP

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1Reis 08 — Rosana Barros
9 de fevereiro de 2026, 0:45
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“Ouve, pois, a súplica do Teu servo e do Teu povo de Israel, quando orarem neste lugar; ouve no Céu, lugar da Tua habitação; ouve e perdoa” (v.30).

Terminada a edificação do templo, todo o Israel se congregou “junto ao rei Salomão na ocasião da festa” (v.2). Diante da arca do Senhor, foram oferecidos vários sacrifícios até que ela fosse colocada no Lugar Santíssimo do santuário. Quando os sacerdotes saíram, uma nuvem espessa encheu a Casa, “porque a glória do Senhor enchera a Casa do Senhor” (v.11). À vista de todos, Deus deu a prova de Sua presença naquele lugar. E, “estando de joelhos e com as mãos estendidas para os céus” (v.54), Salomão elevou ao Senhor uma oração e súplica em favor dos filhos de Israel e dos estrangeiros que se convertessem ao Senhor Deus.

Salomão, porém, revelou seu profundo entendimento de que nenhuma edificação humana é capaz de abrigar o Deus infinito: “Eis que os céus e até o céu dos céus não Te podem conter, quanto menos esta casa que eu edifiquei” (v.27). Aquele lugar estava designado a uma finalidade que o próprio Deus confirmou: “a Minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos” (Is.56:7). Ainda que o povo se visse longe dela pelas consequências de seus próprios pecados, ou se um estrangeiro se convertesse, bastava orar na direção do templo e confiar na justiça e na misericórdia de Deus.

Deus sempre teve um povo para chamar de Seu. Começou com um casal no Éden; confirmou o chamado à humanidade com uma família dentro de uma arca; e, através de Abraão, estendeu o convite e a bênção a “todas as famílias da Terra” (Gn.12:3). Como Salomão, precisamos orar e interceder, para depois levantar e abençoar. Naquele momento, Salomão não foi apenas um líder político, mas um líder espiritual que, pelo exemplo, contagiou o povo com a verdadeira alegria de servir e adorar ao único Deus que “ouve e perdoa” (v.30).

Hoje, o Senhor não tem um lugar geográfico específico para o qual devamos nos voltar, pois Aquele “que habita a eternidade” também habita “com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (Is.57:15). Deus está em todo lugar onde há arrependimento genuíno e confissão, “pois não há homem que não peque” (v.46). Deus está ao lado de todo aquele que, em meio à sua pecaminosa existência, suplica: “Jesus, lembra-Te de mim quando vieres no Teu Reino” (Lc.23:42).

Entretanto, assim como todo o Israel estava congregado em um só lugar para sacrificar diante do Senhor e celebrar a Sua bênção, e como os discípulos estavam reunidos no Pentecostes (At.2:1), o apóstolo Paulo nos deixou uma advertência para os nossos dias: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hb.10:25). Amados, não temos exemplo maior do que o de nosso Senhor Jesus, que não deixou de Se reunir na Casa de Deus e com Seu grupo de discípulos — do qual fazia parte até o traidor —, mesmo sabendo que os Seus próprios irmãos iriam condená-Lo e abandoná-Lo.

Deus nos espera em nosso lugar secreto de oração e na comunhão dos irmãos. A casa de Deus precisa ser um lugar de paz, alegria e conforto onde possamos adorar ao Senhor sem constrangimento. “Como cristãos, somos exortados a não deixar de congregar-nos, para o nosso próprio refrigério, e para repartir o consolo que recebemos. Em tais reuniões, realizadas semanalmente, devemos meditar demoradamente na bondade de Deus e em Suas múltiplas misericórdias para salvar Seu povo dos pecados. […] Nossas reuniões sociais e de oração devem ser períodos de ajuda especial e ânimo. […] A melhor maneira de conseguir isso é tendo uma nova experiência nas coisas de Deus cada dia, e não hesitando em falar de Seu amor ao Seu povo congregado” (O Cuidado de Deus, CPB, 19 de novembro)..

Que seja perfeito o nosso coração para com o Senhor, nosso Deus, para andarmos nos Seus estatutos e guardarmos os Seus mandamentos, como hoje o fazemos pela graça de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, até que Ele venha.

Deus de Israel, nosso Pai amado, graças Te damos pelo Teu amor e bondade para conosco, dando Teu Filho amado para morrer por nossos pecados, pelo Espírito Santo que age em nós e através de nós a cada dia, pelos santos anjos que o Senhor envia em nosso favor! Senhor, precisamos congregar-nos e encontrarmos no afeto e na comunhão dos irmãos o consolo e o ânimo de que tanto necessitamos nesses últimos dias. Ajuda-nos a pensar e falar muito mais em Jesus, e menos em nós mesmos, para que a presença dEle em nós seja para os nossos irmãos uma fonte de cura, de conforto e de alegria. Em nome dEle nós Te oramos, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, Israel de Deus!

Rosana Garcia Barros

#1REIS08 #1REIS8 #RPSP

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1Reis 07 — Rosana Barros
8 de fevereiro de 2026, 0:45
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“Era este filho de uma mulher viúva, da tribo de Naftali, e fora seu pai um homem de Tiro que trabalhava em bronze; Hirão era cheio de sabedoria, e de entendimento, e de ciência para fazer toda obra de bronze. Veio ter com o rei Salomão e fez toda a sua obra” (v.14).

Grandes e suntuosos edifícios foram construídos no reinado de Salomão. Seus palácios e a arquitetura singular das edificações declaravam por si só a potência da nação no cenário mundial. Definitivamente, Salomão não poupou esforços nem capital para construir um grande império. Mas ele também sabia que, quanto maior a nação, maiores seriam as responsabilidades; por isso, um lugar específico foi erguido para julgar o povo: a “Sala do Trono” ou “Sala do Julgamento” (v.7).

Para confeccionar todas as peças de bronze polido, Salomão chamou Hirão, filho de uma israelita da tribo de Naftali com um homem de Tiro. A Bíblia destaca três qualidades nesse artesão que aprendeu com esmero o ofício de seu pai: era “cheio de sabedoria, e de entendimento, e de ciência para fazer toda obra de bronze” (v.14). Com certeza, foi um homem usado pelo Espírito Santo. E para que o Senhor possa nos encher, como precisamos estar, amados? Vazios, não é verdade? Precisamos nos esvaziar de nós mesmos para que Deus nos preencha com o Seu Espírito. Por isso, a obra de nos despojar do próprio eu é tão necessária e precisa ser diária.

É impressionante a riqueza de detalhes dos objetos feitos por Hirão. Quando Deus concede um dom a quem humildemente aceita recebê-lo, o resultado são “tesouros da Casa do Senhor” (v.51). Afinal, a “manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso” (1Co.12:7). O Espírito Santo não concede o dom que escolhemos, mas nos escolhe para o dom que glorificará a Deus. Eis qual deve ser nossa atitude constante diante dos dons que o Senhor nos concede: “Mas agora, ó Senhor, Tu és nosso Pai, nós somos o barro, e Tu, o nosso Oleiro; e todos nós, obra das Tuas mãos” (Is.64:8). Como barro nas mãos do Oleiro, nossa vida deve ser como uma “fábrica” de tesouros para o Senhor.

É fácil nos distrairmos ou até nos entediarmos numa leitura como a de hoje. Muitos perguntam: O que posso aprender com tantos detalhes sobre objetos, como foram feitos e de que material foram feitos?. Amados, se perseverarmos em ouvir a voz de Deus por meio de Sua Palavra, Ele sempre terá palavras de vida e esperança a nos ensinar. Nos objetos do templo, por exemplo, encontramos detalhes da primeira visão do profeta Ezequiel. Notem que, verso 29, diz que nos painéis “havia leões, bois e querubins”. Ezequiel, em sua visão, contemplou os querubins com “rosto de leão” e “rosto de boi” (Ez.1:10). No templo, cada suporte tinha “quatro rodas” (v.30); Ezequiel viu “uma roda na terra, ao lado de cada um deles”, totalizando “quatro rodas” (Ez.1:15,18). “As quatro rodas [no templo] estavam debaixo dos painéis” (v.32) e Ezequiel viu que “as rodas se elevavam juntamente com eles, porque nelas havia o espírito dos seres viventes” (Ez.1:20).

Vocês percebem a beleza da Palavra do Senhor? A visão de Ezequiel confirma que cada detalhe carrega um profundo significado espiritual. Acima dos querubins existe “um trono” (Ez.1:26). O profeta, que também era sacerdote (Ez.1:3), estava familiarizado com aqueles objetos, mas foi na revelação divina que sua mente compreendeu o real sentido do que via todos os dias. Tudo o que o Senhor colocou na Sua Palavra nos reserva significados poderosos e especiais. Não precisamos ser profetas para entender as profundas, mas simples revelações de Deus; Ele deseja Se revelar a nós por Sua Palavra e fazer de nossa vida um “santuário do Deus vivente” (2Co.6:16).

O templo levou sete anos para ficar pronto; os palácios, treze. Enquanto vivemos, este é o tempo que Deus tem para realizar Sua obra em nós. O grande Oleiro aguarda nossa entrega voluntária para nos moldar e nos encher do Seu Espírito. Assim, seremos transformados em “pedras de valor” (v.10), lapidadas por dentro e por fora, preparadas para comparecer diante da Sala do Trono da Majestade dos Céus, tendo sido justificados mediante a fé em Cristo Jesus.

Hoje, nossa maior necessidade não é de belas construções, mas de um reavivamento da verdadeira piedade e a maior necessidade do mundo é a de ser alcançado por esse reavivamento. Permitamos que essa obra mostre resultados em nossa vida e em nossa casa. Nem as maiores edificações do mundo poderão superar o brilho da igreja do Deus vivo ao declarar: “O Senhor logo vem!”.

Pai Celestial, como é maravilhoso ouvir a Tua voz através da Tua Palavra! Como é lindo e como enche o nosso coração de alegria quando conseguimos fazer esses links entre um livro e outro! Porque são esses ensinamentos que nos conduzem ao Teu conhecimento, de um Deus que não muda, e que, em cada detalhe, nos ensina a manter os nossos olhos no Céu. Pois era esse o objetivo do santuário: manter os olhos dos adoradores no Céu. Tudo ali era uma sombra da realidade. E cremos que o nosso Senhor Jesus Cristo intercede por nós no mais Santo Lugar e que esta obra está prestes a ser encerrada. Pai de bondade, nos conduz ao verdadeiro arrependimento e ao verdadeiro reavivamento! Esvazia-nos de nós mesmos e enche-nos do Espírito Santo! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, santuário de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#1REIS07 #1REIS7 #RPSP

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1Reis 06 — Rosana Barros
7 de fevereiro de 2026, 0:45
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“E habitarei no meio dos filhos de Israel e não desampararei o Meu povo” (v.13).

O estabelecimento do templo possuía um significado que ia muito além de um lugar de culto; era como um selo de pertencimento, uma pedra fundamental no coração do território que Israel já podia chamar de seu. Com toda a reverência devida a Deus, o santuário foi edificado “com pedras já preparadas” (v.7), de modo que não se ouvia ali ruído algum de instrumentos de ferro. No silêncio daquela grande obra, “veio a palavra do Senhor a Salomão” (v.12), confirmando a aliança feita com Davi, sob a condição de que ele permanecesse fiel à Sua Palavra.

Aquele templo representava o desejo do Senhor de habitar no meio do Seu povo e de cuidar dele. Israel deveria contemplar não apenas a beleza da casa de Deus, mas a santidade do Senhor da casa. Em cada detalhe havia um importante ensinamento — lições preciosas sobre o chamado divino ao Seu povo. Em cada compartimento e material escolhido, os filhos de Israel deveriam discernir, de forma didática, o plano da salvação. Tudo ali visava ao fortalecimento e preparo da nação como representante de Deus na Terra, a fim de que fosse luz para os gentios.

Sabemos que, em muitos momentos, a nação falhou. Seus reis e líderes espirituais foram, muitas vezes, os primeiros a dar as costas ao “Assim diz o Senhor”. A corrupção, a idolatria e a licenciosidade mergulharam Israel em trevas morais que, por vezes, sobrepujavam o paganismo das demais nações. Ao permitirem pequenas concessões e introduzirem costumes pagãos aparentemente inocentes, acabavam por ignorar os claros princípios do Céu, trocando o ouro pela escória. Foi assim que, após rejeitar Aquele que diziam aguardar e assassinar o justo Estêvão, Israel atingiu o ápice da rebelião, encerrando seu tempo de oportunidade e deixando de ser a nação eleita de Deus, conforme a profecia de Daniel (Dn.9:24-27).

Como Elias, que restaurou o altar; como João Batista, que preparou o caminho do Messias “no espírito e poder de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado” (Lc.1:17), nós, como último movimento profético e templos do Espírito Santo, precisamos ser revestidos “inteiramente” (v.22) com o ouro refinado de Cristo, estabelecidos sobre a Rocha, para que nossa luz brilhe diante do mundo para a glória de Deus (Ap.3:18; Mt.7:24-25; Mt.5:16).

Em cada período da história, Deus levantou Seus servos, os profetas para advertir o Seu povo e conduzi-lo à salvação. Foi assim, por exemplo, no tempo de Noé. Notem que o templo de Salomão tinha três andares (v.8), assim como a arca (Gn.6:16). Salomão “cobriu o piso da casa com tábuas de cipreste” (v.15), e a arca também foi feita com “tábuas de cipreste” (Gn.6:14). Percebem, amados, que não se trata de coincidência? É o mesmo Deus, com a mesma finalidade, empenhado em salvar Seu povo em cada geração?. Pergunto: deixaria o Senhor o Seu último povo sem profecia, justamente às vésperas de enfrentar o tempo mais difícil da Terra? Não, amados! Há uma voz profética para nós hoje. Estamos dispostos a ouvi-la e vive-la?

O Senhor deseja colocar sobre nós o Seu selo definitivo de pertencimento (Ap.7:3), “como pedras que vivem” (1Pe.2:5), repreendendo os instrumentos de ferro do maligno e confirmando conosco a Sua aliança eterna. É seu desejo que o Espírito Santo realize esta obra de edificação em sua vida? O Senhor espera por você. Em nome de Jesus — que em breve voltará —, não rejeite esse chamado de amor eterno!

Querido Pai, com a mesma expectativa que ordenastes a Noé para construir a arca, e a Salomão para edificar o templo, hoje o Senhor deseja fazer de nós templos do Espírito Santo. Não mais um lugar de pedras, madeira e ouro, mas desejas habitar em nós, operando o milagre de nos conceder um caráter semelhante ao Teu, mediante um novo coração movido e governado pelo Espírito Santo. Ó, Senhor, que a Tua Palavra que é a verdade, que santifica, que liberta, que é a fonte do Teu conhecimento, que é a espada do Espírito, mais afiada do que uma espada de dois gumes, que ela seja o nosso firme alicerce, o nosso “piso” de cipreste e de ouro sobre o qual podemos andar com confiança plena e segura. Senhor, estamos cercados de discursos que muitas vezes nos deixam confusos. Por favor, em nome de Jesus, não nos deixe ser enganados por esta mescla da verdade com o engano, mas que andemos na pureza da Tua verdade presente! Por Jesus, nós elevamos a Ti este clamor, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, último movimento profético do Senhor Deus!

Rosana Garcia Barros

#1REIS06 #1REIS6 #RPSP

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1Reis 05 — Rosana Barros
6 de fevereiro de 2026, 0:45
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“Pelo que intento edificar uma casa ao nome do Senhor, meu Deus, como falou o Senhor a Davi, meu pai, dizendo: Teu filho, que porei em teu lugar no teu trono, esse edificará uma casa ao Meu nome” (v.5).

A parceria entre Davi e o rei de Tiro foi firmada mediante um presente de Hirão, que reconhecia o reinado do ungido de Israel enviando material e mão de obra para construir “uma casa a Davi” (2Sm.5:11). Davi interpretou esse gesto de cortesia como a confirmação do Senhor sobre o seu reino e a exaltação de Israel. Ao saber que Salomão estava “em lugar de seu pai” (v.1), Hirão logo enviou mensageiros ao novo rei para manter a relação pacífica, pois “sempre fora amigo de Davi” (v.1).

Dando início aos preparativos para a construção do templo, os milhares de homens envolvidos nessa grande obra nos concedem um vislumbre de sua dimensão. A “madeira e as pedras para se edificar a casa” (v.18) foram cuidadosamente preparadas, e os oficiais de Salomão (v.16) zelavam para que tudo fosse executado com ordem e excelência. O templo de Salomão certamente poderia ser considerado uma das maravilhas do mundo antigo. Contudo, essa suntuosa edificação seria futuramente destruída por Nabucodonosor, quando a Babilônia invadisse Jerusalém.

Apesar de se empregar a melhor mão de obra e os materiais mais nobres no primeiro templo, o Senhor mostraria ao povo que nada neste mundo pode superar a glória de Sua presença. Quando os judeus retornassem do exílio babilônico encontrariam apenas as ruínas do templo de Salomão. No entanto, sobre o segundo templo, foi-lhes profetizado: “A glória desta última casa será maior do que a da primeira” (Ag.2:9). O Senhor não se referia à arquitetura do lugar, mas a Quem entraria nele. Nas palavras do justo Simeão, ao tomar o menino Jesus nos braços, a profecia se cumpriu: “os meus olhos já viram a Tua salvação, a qual preparaste diante de todos os povos: luz para revelação aos gentios, e para glória do Teu povo de Israel” (Lc.2:30-32).

Onde há verdadeiros adoradores reunidos, unânimes no propósito de dar glórias a Deus, Ele ali Se faz presente. Independentemente do lugar físico, Ele deseja fazer de nossa vida a Sua habitação. Como está escrito: “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito Santo habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado” (1Co.3:16-17). O mistério de tornar corpos mortais e corruptos em morada do Espírito Santo só se torna possível se estivermos dispostos a permitir a Sua obra de reavivamento e reforma em nosso coração. Deus tem pressa em realizar essa obra em nós. Temos permitido que ela, de fato, aconteça?

Que mediante este sagrado privilégio, possamos dedicar tudo o que temos e o que somos no altar de Deus, pois estou plenamente certa “de que Aquele que começou boa obra em [nós] há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp.1:6).

Senhor, a Terra geme e a humanidade sofre pelos efeitos de milênios de pecado. Não precisamos de mais alianças e acordos políticos, Senhor. Precisamos do Teu Espírito habitando em nós e nos preparando para entrar no país celestial. Habita em mim, Jesus! Habita nos meus amados irmãos! Que o estudo da Tua preciosa Palavra continue sendo para nós a Tua carne e o Teu sangue, pois somente pela vida, morte e ressurreição do nosso Salvador temos a esperança da vida eterna. Capacita-nos para dar ao mundo o Teu último chamado! Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, templos do Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#1REIS05 #1REIS5 #RPSP

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1Reis 04 — Rosana Barros
5 de fevereiro de 2026, 0:45
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“De todos os povos vinha gente a ouvir a sabedoria de Salomão, e também enviados de todos os reis da Terra que tinham ouvido da sua sabedoria” (v.34).

O filho de Davi, que aos olhos humanos poderia parecer o menos promissor, foi exaltado por Deus como o mais sábio monarca de Israel. Salomão construiu um grande império, estabeleceu uma nação próspera e tornou-se o homem mais afamado de sua época. Mantinha um governo bem estabelecido e organizado mediante uma administração dividida em doze territórios. Dentre seus oficiais principais, o ministro “era amigo do rei” (v.5), e dois de seus doze intendentes eram casados com suas filhas.

O receio de Salomão diante da responsabilidade de liderar Israel não era sem razão, visto que o povo era “numeroso como a areia que está ao pé do mar” (v.20). Para tão sublime tarefa, o Senhor o capacitou na medida equivalente, dando-lhe “sabedoria, grandíssimo entendimento e larga inteligência, como a areia que está na praia do mar” (v.29). Em matéria de aconselhamento, composição musical e conhecimento científico, Salomão superava os parâmetros do mundo antigo, pois “era mais sábio do que todos os homens” (v.31).

Em meio a tanta prosperidade, Judá e Israel “comiam, bebiam e se alegravam” (v.20), habitando em segurança (v.25). Contudo, essa aparente tranquilidade custaria um alto preço: Salomão submeteu o povo a pesados tributos e ao trabalho forçado para erguer o templo e seus palácios. Eram as consequências que o Senhor já havia predito por intermédio do profeta Samuel: “vós lhe sereis por servos” (1Sm.8:17).

É fundamental que a igreja de Deus seja organizada. O Senhor dividiu Israel em doze tribos; Salomão organizou seu reino em doze repartições; Jesus convocou doze discípulos para auxiliá-Lo em Seu ministério. O povo de Deus precisa, hoje, de ministros que sejam “amigos do Rei” do Universo e líderes que amem a igreja do Senhor como sua própria família; que não sejam conhecidos pela fama, mas por obras que testemunhem do propósito altruísta de seu chamado e de sua consagração a Deus. Salomão fez um pedido legítimo e Deus espalhou “a sua fama por todas as nações em redor” (v.31). O que não fará o Senhor através de Sua igreja nestes últimos dias, se esta estiver em unidade no propósito legítimo de pregar o evangelho eterno “aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6)?

Ao vislumbrar a Cidade Santa, João a descreveu como a cidade dos doze fundamentos, das doze portas e da “árvore da vida, que produz doze frutos” (Ap.22:2). O número doze aponta, portanto, para a totalidade celestial. Nem todos fomos chamados para assumir a posição de liderança na obra de Deus, mas todos fomos chamados, primariamente, como discípulos de Jesus Cristo. Não é um nome de destaque nesta Terra que vai nos garantir entrada na Nova Jerusalém, mas um nome inscrito “no Livro da Vida do Cordeiro” (Ap.21:27). Perseveremos, portanto, como discípulos de Jesus e o Espírito Santo nos capacitará a iluminar a Terra “com a Sua glória” (Ap.18:1), “pois a vinda do Senhor está próxima” (Tg.5:8).

Ao vislumbrar a Cidade Santa, João descreveu os doze fundamentos, as doze portas e a “árvore da vida, que produz doze frutos” (Ap.22:2). O número doze aponta, portanto, para a totalidade e perfeição celestial. Nem todos fomos chamados para assumir a posição de liderança na obra de Deus, mas todos fomos chamados, primariamente, como discípulos de Jesus Cristo. Não é um nome de destaque nesta Terra que garante entrada na Nova Jerusalém, mas ter o nome inscrito “no Livro da Vida do Cordeiro” (Ap.21.:27). Perseveremos como discípulos de Jesus, e o Espírito Santo nos capacitará a iluminar a Terra “com a Sua glória” (Ap.18:1), “pois a vinda do Senhor está próxima” (Tg.5:8).

Santo Deus, só o Senhor tem a sabedoria de que necessitamos para vivermos com prudência em meio a um mundo em colapso. Por isso Te pedimos sabedoria suficiente para andarmos aqui como Teus servos prudentes que manejam bem a Palavra da verdade e que cumprem com fidelidade a obra de um evangelista. Queremos vê-Lo voltar em nossa geração! Capacita-nos para a última obra de pregar o Teu evangelho em todo o mundo, para testemunho a todas as nações! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, servos do Rei do Universo!

Rosana Garcia Barros

#1REIS04 #1REIS4 #RPSP

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1Reis 03 — Rosana Barros
4 de fevereiro de 2026, 0:45
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“Dá, pois, ao Teu servo coração compreensivo para julgar o Teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; pois quem poderia julgar a este grande povo?” (v.9).

De todos os dons que o Senhor concede aos que O buscam, a sabedoria é a promotora da justiça. O discernimento entre o bem e o mal não exime o homem de pecar, nem o autoriza a contemplar o mal sob o pretexto de conhecê-lo. No entanto, quando o mal se manifesta, temos duas escolhas: rejeitá-lo ou aceitá-lo. Salomão iniciou seu reinado casando-se com a filha de Faraó e “sacrificava ainda nos altos e queimava incenso” (v.3). Apesar de suas fraquezas, seu maior desejo era edificar um reino justo no temor de Deus, e o Senhor lhe concedeu a oportunidade de realizá-lo.

Vendo o amor que Salomão Lhe devotava, o Senhor apareceu a ele em sonho e disse: “Pede-Me o que queres que Eu te dê” (v.5). Que privilégio ter diante de si a Majestade dos céus e Seus celeiros abertos, prontos para derramar bênçãos sem medida! Do pedido de Salomão dependia o bem-estar de toda a nação. Ao pedir um coração compreensivo para julgar, o Senhor lhe concedeu um singular “coração sábio e inteligente” (v.12). Uma dádiva que nos alcança até hoje através dos livros de Provérbios, Cantares e Eclesiastes.

Competia a Salomão, porém, obedecer às leis de Deus para desfrutar de longevidade. Como fora com Davi, Deus desejava ser com ele, mas a sabedoria recebida precisava manifestar-se em suas obras. Seu veredito na disputa entre as duas meretrizes tornou-se afamado e sua sabedoria aclamada em todo o Israel. No entanto, seu poder de influência não poderia ser maior do que seu desejo de servir a Deus e prestar-Lhe honra. Salomão era sábio, mas suas escolhas nem sempre refletiram isso, pois o benefício dos dons depende estritamente do uso que fazemos deles.

Cientes dessa verdade, temos nós buscado diligentemente o melhor aproveitamento dos dons espirituais? Diante da diversidade de presentes do Céu, Paulo aconselha: “procurai, com zelo, os melhores dons” (1Co.12:31). Não se trata de buscar o benefício próprio, mas o que Deus deseja realizar em nós para o bem do próximo. Salomão pediu sabedoria para julgar o povo com prudência. Quando agimos com genuíno altruísmo, o Senhor vai além da nossa imaginação e nos diz: “até o que Me não pediste Eu te dou” (v.13).

Há sempre uma janela de oportunidade aberta aos que, de coração sincero, desejam viver a vontade de Deus. O Espírito Santo está pronto para conceder o “coração compreensivo” (v.9) necessário para trabalhar em prol daqueles que perecem no pecado. Precisamos ser missionários da cruz de Cristo, embaixadores do reino onde habita a justiça. Nossa vida, escondida em Cristo, deve revelar o Seu caráter, de modo que as pessoas sintam profundo respeito ao verem que há em nós “a sabedoria de Deus, para fazer justiça” (v.28). A sabedoria não é nossa, mas de Deus; assim como a justiça pertence ao “Senhor, Justiça Nossa” (Jr.23:6).

Amados, se andarmos nos caminhos do Senhor, guardando Seus mandamentos, Ele prolongará nossos dias pela eternidade. Isso não é barganha ou mérito, mas o ato de seguir as pegadas do Mestre até chegar onde Ele está, e de onde nos diz: “E eis que venho sem demora, e Comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap.22:12). Como Salomão, peçamos um coração sábio, pois “os que forem sábios resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente” (Dn.12:3). Permita que o Espírito viva em você para ser uma sábia testemunha de Jesus, “esperando e apressando a vinda do Dia de Deus” (2Pe.3:12).

Querido Pai do Céu, o Teu chamado para cada um de nós consiste em primeiro estarmos dispostos a ser guiados pelo Espírito Santo em nossos pedidos e anseios. Como necessitamos de um coração compreensivo nestes dias finais e decisivos! Por isso, clamamos, Senhor, que nos conceda a sabedoria necessária para conduzirmos muitos à justiça! Concede-nos um coração puro e movido pela alegria de povoar o reino dos céus! Nós Te amamos! Volta logo! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, sábios de Deus!

Rosana Garcia Barros

#1REIS03 #1REIS3 #RPSP

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1Reis 02 — Rosana Barros
3 de fevereiro de 2026, 0:45
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“Guarda os preceitos do Senhor, teu Deus, para andares nos Seus caminhos, para guardares os Seus estatutos, e os Seus mandamentos, e os Seus juízos, e os Seus testemunhos, como está escrito na Lei de Moisés, para que prosperes em tudo quanto fizeres e por onde quer que fores” (v.3).

Durante um curto período, Salomão dividiu a monarquia com seu pai. A presença de Davi lhe trazia segurança, mas ele sabia que logo seria privado dessa companhia. Ciente de que sua morte se aproximava, Davi cuidou de dar as últimas e mais preciosas instruções ao filho. O maior legado deixado não seria o reino ou o poder, mas conselhos preciosos que fariam do reinado de Salomão o mais celebrado da Terra. Com autoridade, ele iniciou seu discurso com a firmeza de um homem segundo o coração de Deus: “Coragem, pois, e sê homem!” (v.2).

Israel carecia de um líder cuja hombridade fosse sua maior qualidade. Um homem que, por coragem e integridade, governasse a nação mediante o exemplo pessoal de confiança em Deus e obediência à Palavra; que governasse “bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito” (1Tm.3:4). Se assim fizesse, nunca lhe faltaria sucessor ao trono (v.4). Davi empenhou-se em inculcar na mente de Salomão lições para que ele não repetisse seus erros, mantendo por perto pessoas confiáveis e agindo com firmeza contra aqueles que foram tropeço em seu reinado.

Então, “Davi descansou com seus pais e foi sepultado na Cidade de Davi” (v.10). Além da morte de Davi, este capítulo apresenta mais três fins trágicos. Adonias foi morto após um pedido malicioso: ao reivindicar Abisague, concubina de seu pai, tentou assumir de forma traiçoeira a mesma postura de Absalão, sinalizando uma pretensão ao trono. Joabe, por sua vez, revelou-se um homem dissimulado que, para manter sua posição, matara dois inocentes. E Simei, embora tivesse recebido um indulto, descumpriu o juramento feito e pagou com a própria vida.

Desde a entrada do pecado, a morte tem sido nossa maior inimiga. Ela não escolhe credo ou condição social; todos nascemos sob essa sentença. Como disse Davi: “Eu vou pelo caminho de todos os mortais” (v.2). E como escreveu o próprio Salomão: “e o pó volte à terra, como o era, e o espírito [fôlego de vida] volte a Deus, que o deu” (Ec.12:7). A palavra “espírito” aqui refere-se ao sopro de vida, à composição original do homem: “formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida” (Gn.2:7).

Quando a Bíblia diz que “Davi descansou” (v.10), é porque a morte é comparada ao sono. Jesus declarou sobre Lázaro: “Nosso amigo Lázaro adormeceu” (Jo.11:11). Ora, se Lázaro, que era um homem de Deus, estivesse no Céu, não faria sentido Jesus retirá-lo do Paraíso para trazê-lo de volta a este mundo de dor. Percebem? A desobediência no Éden gerou separação, mas a obediência de Jesus nos garantiu que “seremos salvos pela Sua vida” (Rm.5:10). Se Ele nos deixou o exemplo de como obedecer pela “fé que atua pelo amor” (Gl.5:6), é porque espera que sigamos os Seus passos.

Davi pode não ter deixado o exemplo perfeito, mas Jesus, a Raiz de Davi, deixou o modelo incontestável e a promessa: “Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor” (Ap.14:13). “Porquanto, o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do Arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1Ts.4:16). Para os fiéis, a morte permanece um inimigo, mas um inimigo derrotado na cruz e na tumba vazia. Não sejamos, pois, “ignorantes quanto aos que dormem […] Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em Sua companhia, os que dormem” (1Ts.4:13-14).

Que o Senhor faça de nós homens e mulheres corajosos e sábios. Seja o clamor do nosso coração: “Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20).

Nosso bondoso Deus, o Senhor nos oferece todos os dias a coragem e a sabedoria de que necessitamos para vivermos em integridade na Tua presença. Por vezes, precisamos tomar decisões difíceis. Mas nós Te pedimos, humildemente, que o Teu Espírito nos conduza e não permita que sejamos imprudentes, agindo por impulso. Queremos ser obedientes à Tua Palavra porque Te amamos, Senhor. Que esse milagre em nós possa dar muito fruto para o Teu reino. E volta logo, Senhor! Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, fiéis e corajosos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#1REIS02 #1REIS2 #RPSP

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1Reis 01 — Rosana Barros
2 de fevereiro de 2026, 0:45
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“Como o Senhor foi com o rei, meu senhor, assim seja com Salomão e faça que o trono deste seja maior do que o trono do rei Davi, meu senhor” (v.37).

O primeiro livro dos Reis começa com o ocaso do reinado de Davi. Saul, embora tenha sido o primeiro rei, não é mencionado; o foco agora é a sucessão da promessa. A velhice de Davi trouxe consigo as fragilidades da idade e o desgosto de ver mais um filho desafiando sua autoridade. Adonias, tal qual Absalão, era “de aparência mui formosa” e “jamais seu pai o contrariou” (v.6). Parece que a beleza dos filhos cegava Davi, e sua negligência em discipliná-los tornou-se um laço para eles. O plano providencial de Bate-Seba e Natã visava abrir os olhos do rei para as intenções de Adonias, apressando-o a garantir o trono a Salomão. Era chegada a hora de Davi pôr sua casa em ordem.

A Bíblia destaca quem eram os aliados de Adonias e quem ele excluiu. Ele não contava com o apoio de Zadoque, o sacerdote, nem de Natã, o profeta (v.8), e deixou claro que não fazia questão desses homens de Deus. Toda ação humana contrária ao “assim diz o Senhor”, mais cedo ou mais tarde, revelará seu fracasso. Veremos que, enquanto Adonias almejou o poder por orgulho, Salomão reconheceu que o reinado seria um jugo insuportável sem o auxílio do Senhor.

“Viva o rei Salomão!”, exclamou todo o povo (v. 39), com brados tão fortes que “parecia fender-se a terra” (v.40). Ao ouvir o alvoroço e ser informado do ocorrido, Adonias alarmou-se. Seus convidados, tomados de pavor, dispersaram-se imediatamente (v.49). Abandonado e conhecendo o temor que Salomão tinha pelas coisas sagradas, Adonias agarrou-se aos chifres do altar em um ato desesperado. Contudo, ao ser levado à presença do novo rei, seu medo foi substituído pelo indulto de misericórdia de seu irmão: “Vai para tua casa” (v.53).

Antes de morrer, Davi teve a alegria de ver seu sucessor sentado no trono. Isso encheu o coração do velho rei de esperança na fiel promessa: “Nunca faltará a Davi homem que se assente no trono da casa de Israel” (Jr.33:17). Davi teve um vislumbre do cumprimento profético. Salomão era apenas um tipo do verdadeiro Rei que, pelo sacrifício de Sua vida, selou com sangue a promessa do reino eterno. O Descendente de Davi não ostentou privilégios terrenos, mas andou com uma nobreza de caráter que nenhum monarca jamais possuiu.

Assim como Salomão montou em uma mula e foi aclamado, Jesus entrou em Jerusalém montado em um jumentinho, sendo saudado como o “Filho de Davi” (Mt.21:9), título este que apontava para o cumprimento da profecia do trono davídico. Essa manifestação provocou a indignação dos líderes judeus, que não O receberam como o Prometido de Israel. A mesma alegria que Davi sentiu ao ver Salomão no trono, sentiram os líderes ao verem Jesus na cruz. Pela dureza de coração, perderam o sublime privilégio de desfrutar da companhia da Majestade do Céu, selando seu destino eterno. Quando do retorno de Jesus, serão ressuscitados apenas para contemplar Aquele que rejeitaram, como Ele mesmo profetizou: “vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu” (Mt.26:64).

Amados, como fez com Davi, Deus convida hoje os líderes e anciãos de Seu povo a colocarem em ordem a própria vida e família. Que busquem viver em paz com todos e em harmonia com os santos princípios de Sua Palavra. Como foi com Salomão, Deus deseja cumular de bênçãos os que hoje assumem a missão dos que precisam descansar. Ele não nos escolhe por beleza, riqueza ou capacidade humana; a eleição divina é imparcial, cheia de sabedoria, de misericórdia e alcança os que aceitam ser instruídos e submissos ao Pai. É de uma experiência assim que necessitamos diariamente, que esteja constantemente diante do altar do Senhor, não por medo de se perder, mas pela confiança nAquele que, por Sua graça, nos salvou.

Logo, o “Rei dos reis e Senhor dos senhores” voltará (Ap.19:16). Seu indulto de misericórdia não dirá “Vai” (v.53), e sim “Vinde”: “Vinde, benditos de Meu Pai!” (Mt.25:34). Você crê nisto? Faz bem, pois como os convidados que estavam com Adonias estremeceram, “[até] os demônios creem e tremem” (Tg.2:19). Até Satanás sabe “que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12). Então, não me canso de repetir, meus amados irmãos: Logo Jesus voltará! Logo veremos o Rei eterno em Sua formosura!

Ó, Senhor, nosso Deus, Tu és Deus tremendo e Rei de todo o Universo! Na Tua presença nos prostramos e reconhecemos que só o Senhor é Rei. Por isso, Pai, vem reinar em nosso coração para que a nossa vida seja uma declaração constante de que só servimos o Senhor e de que não somos deste mundo. Graças Te damos pela bendita esperança que vibra em nosso ser pois aguardamos o Senhor! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, filhos do Rei dos reis!

Rosana Garcia Barros

#1REIS01 #1REIS1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2Samuel 24 — Rosana Barros
1 de fevereiro de 2026, 0:45
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“Sentiu Davi bater-lhe o coração, depois de haver recenseado o povo, e disse ao Senhor: Muito pequei no que fiz; porém, agora, ó Senhor, peço-te que perdoes a iniquidade do Teu servo; porque procedi mui loucamente” (v.10).

Como um homem segundo o coração de Deus, autor de Salmos tão inspirados, pôde deixar-se instigar por Satanás? Acerca do mesmo episódio, o cronista relatou: “Então, Satanás se levantou contra Israel e incitou Davi a levantar o censo de Israel” (1Cr.21:1). A Bíblia não se contradiz, mas confirma que Deus não interfere em nossas escolhas; não somos robôs programados para obedecer. Ele, porém, permite que soframos as consequências e, em nosso sofrimento, trabalha a fim de nos conduzir ao arrependimento.

Raras vezes houve censos ordenados por Deus. Nestes casos, o objetivo era lembrar a cada homem de Israel, “de vinte anos para cima” (Êx.30:14), por meio do pagamento do “resgate de si próprio” (Êx.30:12), que não era pela força ou pela quantidade de homens que Israel venceria as batalhas, mas pelo poder do Senhor, que os resgatou “desde a fundação do mundo” (Ap.13:8).

Davi parecia estar fora de si ao ordenar o recenseamento do povo. Até mesmo Joabe e os chefes do exército de Israel questionaram a ordem do rei, mas sem sucesso. Davi estava firmemente decidido quanto àquele propósito e, após “nove meses e vinte dias” (v.8), percebeu que havia gerado um grave problema não somente para ele, mas para toda a nação. Triste tornou-se o censo da morte dos filhos de Israel. Não mais a contagem de vivos, mas de mortos. Israel também estava andando na contramão de Deus. Licenciosidade, idolatria e apostasia contaminavam o arraial dos filhos de Israel. Ao deixar nas mãos do Senhor a escolha quanto ao mal que sobreviria ao povo, Davi reconheceu que mesmo a repreensão e a ira divinas são envolvidas por Sua misericórdia e bondade. O que ficou bem evidente quando o Senhor, antes do tempo determinado, ordenou ao Anjo: “Basta, retira a mão” (v.16).

Ao ver o “Anjo que feria o povo” (v.17), Davi orou ao Senhor em favor de Israel. Com olhos de terno pastor, clamou: “Eu é que pequei, eu é que procedi perversamente; porém, estas ovelhas que fizeram?” (v.17). Contudo, apesar de sua responsabilidade como líder de Israel, a ordem do Senhor, dada por Seu profeta: “Sobe” (v.18), ecoava a seguinte verdade: “Sobe Davi, pois há um lugar mais alto do que o teu”. E Davi fez como deveria ter feito desde o princípio, fez tudo “como o Senhor lhe havia ordenado” (v.19). Quantos sofrimentos poderiam ser evitados se sempre déssemos ouvidos à Palavra de Deus! Ali, naquela eira, Davi “apresentou holocaustos e ofertas pacíficas” (v.25). Mas jamais ofereceria ao Senhor holocaustos que não lhe custassem nada. Os holocaustos eram um símbolo da justiça do Cordeiro de Deus. Já o preço pago, representava o arrependimento genuíno de Davi e seu amor e profunda gratidão pelo Senhor que o perdoou.

É fácil para nós lermos todas essas histórias e apontarmos todos os erros como se jamais fôssemos capazes de cometê-los. Muitas vezes temos imitado, mesmo que não de forma proposital, a atitude do fariseu: “Ó Deus, graças Te dou porque não sou como os demais homens” (Lc.18:11), quando estamos em um conflito onde qualquer desatenção de nossa parte pode incorrer em darmos ouvidos às ordens do adversário. O diferencial na vida de Jesus é que Ele perseverou na Palavra e na oração. Sua comunhão com o Pai era profunda e ininterrupta. No Getsêmani, a luta de Satanás era para que Jesus cedesse às suas sugestões. Mas ao perceber a firme decisão de Cristo de salvar a humanidade, concentrou-se em tornar o mais humilhante e doloroso possível os Seus últimos instantes.

Mesmo Pedro, que andou três anos e meio lado a lado com Cristo, ao dar ouvidos às sugestões de Satanás, teve que ouvir de Seu amado Mestre a dura repreensão: “Arreda, Satanás! Tu és para Mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens” (Mt.16:23). Mas, após sua genuína conversão, ele e os demais apóstolos, cheios do Espírito, depois de uma severa sessão de açoites, “se retiraram do Sinédrio, regozijando-se por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome” (At.5:41). Ou seja, quando Satanás percebe que não pode ser ouvido, ele tenta tornar a vida do cristão o mais difícil possível. Como Cristo não desistiu de Sua missão em nosso favor, e como os discípulos não desistiram de sua missão por amor a Cristo, que as nossas feridas não nos afastem do Senhor, mas nos motivem a oferecer com alegria o nosso coração inteiramente a Ele.

Assim como o pecado de Davi produziu consequências desastrosas não somente para ele, mas para Israel, também o seu arrependimento e submissão à vontade de Deus resultou em favor para todo o povo: “Assim, o Senhor Se tornou favorável para com a terra, e a praga cessou de sobre Israel” (v.25). O pecado é avassalador em seus efeitos, “mas onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm.5:20). E, mais tarde, sobre a eira que lembrava o pecado de Davi e a morte de tantas pessoas, Deus orientou Salomão a ali edificar o Seu Templo (2Cr.3:1), como um memorial de Sua graça e misericórdia.

Não fomos chamados para “recensear” quem está preparado para a guerra e quem não está. Neste grande conflito, amados, a nossa missão consiste em entregar nossa vida inteiramente aos cuidados do Senhor. É somente quando isso acontece que somos habilitados pelo Espírito a agir em favor de nossos pequeninos irmãos.

Tão perto como estamos de nosso resgate final, vigiemos e oremos, a fim de não darmos ouvidos às sugestões do inimigo, mas, olhando para o alto, oferecermos todos os dias o nosso coração como sacrifício de amor no altar do Senhor. Isso pode até nos custar algo, mas o favor do Senhor é uma recompensa que sempre vale a pena.

Nosso Deus e Pai, Te agradecemos pela conclusão de mais um livro inspirado! Que as santas lições aqui aprendidas estejam gravadas em nosso coração para que o Teu conhecimento opere salvação em nós e através de nós. Livra-nos do orgulho e de darmos ouvidos às sugestões do inimigo! Mas concede-nos um coração puro e mãos limpas, pois queremos habitar no Teu santo lugar. Ajuda-nos a perseverarmos no estudo da Tua Palavra! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, fiéis em Cristo!

Rosana Garcia Barros

#2SAMUEL24 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100