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“Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado” (v.45).
Israel vivia em estado de guerra contra os filisteus. Como se não bastasse essa pressão constante, surgiu dentre os inimigos uma “arma secreta” que, revelada aos oponentes, causou grande terror e alvoroço. Aquela gigantesca máquina humana e o seu desafio fizeram Saul perceber que estava diante de uma batalha aparentemente perdida. Parecia ser apenas uma questão de tempo para que o exército dos filisteus avançasse e tornasse aquele vale o símbolo de sua vitória. Sem a certeza da presença de Deus, Saul temeu perder a própria vida diante daquele desafio literalmente gigante.
Por quarenta dias, Israel ouviu os insultos de Golias e a zombaria dos inimigos, sob uma covardia que os abatia e os debilitava. Mas a bondade e a misericórdia do Senhor não permitiriam que a insensatez e a dura cerviz de Saul eliminassem da Terra o povo que havia elegido como ascendência do verdadeiro Rei. Davi não foi ungido apenas para ocupar o lugar do primeiro monarca de Israel, mas para erguer na terra um monumento ao verdadeiro Deus, que jamais seria esquecido. Desprezado por seus irmãos e ignorado por seu povo, sua vitoriosa atuação ilustrava a vida Daquele que seria conhecido como o Filho de Davi.
Até ali, diante de Saul, Davi era apenas o tocador de harpa que acalmava os seus sentidos e o seu fiel escudeiro. Mas, tendo visto o cumprimento de sua fama — “forte e valente, homem de guerra” (1Sm.16:18) — a curiosidade do rei foi aguçada: “Pergunta, pois, de quem é filho este jovem” (v.56). Na vitória de Davi sobre Golias “no vale de Elá” (v.2), posso quase ouvir, no tanger da harpa, o ecoar do salmo: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque Tu estás comigo” (Sl.23:4).
Saul tentou vestir Davi com sua armadura e enviá-lo à batalha com armas falíveis. Mas “Davi tirou aquilo de sobre si” (v.39) e foi à peleja com suas vestes de pastor, que lhe ensinaram as mais preciosas lições de confiança, coragem e obediência. Não há figura que represente a Deus perante o Seu povo de forma mais fiel do que a de um pastor de ovelhas. Ao cuidar das necessidades básicas do rebanho, ao conduzi-lo em segurança e ao não deixá-lo à própria sorte — mesmo pondo em risco a própria vida — Davi adquiriu uma força moral e espiritual que nenhum gigante nesta Terra poderia abalar.
Amados, um dia, Jesus enfrentou o maior dos gigantes por cada um de nós: a morte. Não fosse o Seu sacrifício, o vale da sombra da morte seria o nosso fim. Todavia, Ele “se levantou de madrugada”, “deixou as ovelhas” aos cuidados do Senhor e “partiu”, como Deus “lhe ordenara; e chegou” (v.20) a esta Terra envolta em um grande conflito. Diante de um povo incrédulo, Sua missão foi questionada: “Por que desceste aqui?” (v.28). Mas, como o nosso Bom Pastor, Ele “tomou o seu cajado na mão” (v.40) e, com fé e oração, não desistiu de provar a todo o mundo “que o Senhor salva” (v.47).
Muito em breve, o inimigo cairá derrotado “com o rosto em terra” (v.49), e Jesus esmagará a sua cabeça de uma vez por todas (Gn.3:15). O herói dos filisteus foi morto para não mais viver; o nosso Herói foi morto, mas venceu a morte para que tenhamos vida, e vida “em abundância” (Jo.10:10). Permita que o Cristo ressuscitado seja o Pastor de sua vida e, certamente, Ele estará com você no vale deste mundo escuro até que o leve para habitar “na Casa do Senhor para todo o sempre” (Sl.23:6).
Nosso amado Pai Celestial, graças Te damos porque Jesus veio ao vale deste mundo escuro vencer as nossas lutas e, por Sua vitória, somos mais que vencedores. Guia-nos, nosso bom Pastor, pois queremos habitar na casa do Senhor para todo o sempre! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia e um feliz Natal, ovelhinhas de Jesus!
Rosana Garcia Barros
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“Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (v.7).
Diferentemente do procedimento de Saul, “Fez, pois, Samuel o que dissera o Senhor” (v.4). Ao chegar em Belém, o profeta foi prontamente recepcionado por um grupo de anciãos em pânico devido à sua visita surpresa. Samuel possuía tamanha autoridade espiritual que sua presença infundia temor aos impenitentes. Com a justificativa de estar ali “para sacrificar ao Senhor” (v.2), sua declaração de paz foi seguida por um momento de santificação dos anciãos, de Jessé e de seus filhos — um preparo necessário para o que estava por vir.
Na companhia de seus sete filhos, Jessé iniciou a apresentação daqueles belos homens, a começar pelo primogênito, que aparentemente mais se assemelhava ao porte e estatura de Saul. No momento em que o profeta pensou estar diante do futuro rei, sua concepção foi interrompida pelo princípio que norteia a eleição divina: “O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (v.7). Assim, o mais jovem e preterido entre os irmãos foi indicado pelo próprio Deus com as palavras decisivas: “este é ele” (v.12).
O livre-arbítrio é a chave de acesso ou de restrição à atuação divina. Pela desobediência às ordens de Deus, Saul tornou-se cada vez mais obstinado. Sua perda maior não foi a do trono de Israel, mas o fato de ter destronado o Senhor de seu próprio coração, permitindo que “um espírito maligno o atormentasse” (v.14). Foi requisitado, então, “um homem que saiba tocar harpa” (v.16). O seu alívio viria justamente daquele que ocuparia a sua função, e Saul “amou muito” a Davi “e o fez seu escudeiro” (v.21).
A genuína conversão não é obra de um momento apenas, mas deve ser confirmada pela santificação diária. O crescimento na graça de Cristo consiste em seguir os Seus passos, buscando uma vida de integridade e fidelidade diante do Senhor e dos homens. Enquanto a fama de Saul era a de um rei atormentado, Davi era reconhecido como alguém “que sabe tocar e é forte e valente, homem de guerra, sisudo em palavras e de boa aparência; e o Senhor é com ele” (v.18). Deus permitiu que um espírito maligno atormentasse Saul não para destruí-lo, mas para que ele se humilhasse e buscasse socorro e livramento no Senhor. O que, infelizmente, não aconteceu devido à dureza de seu coração.
Deus nos chama para sermos Seus fiéis representantes, mas, antes da obra exterior, deve haver uma mudança interior. Primeiro vem o reavivamento, depois a reforma. Quando esta ordem não é seguida, amados, não há crescimento espiritual e corremos o sério risco de apenas aparentar um cristianismo sem essência — ou, pior, de nos tornarmos marionetes do inimigo. Para além do que os olhos humanos podem enxergar, que a nossa vida seja um vaso escolhido para a glória de Deus, de modo que, pela fé, ouçamos as palavras de aprovação divina a nos dizer: “este é ele” (v.12), “esta é ela”.
Nosso Deus e Pai, não tem sido fácil nesses últimos dias mantermos os nossos olhos fixos em Ti e um coração que seja puro. Somente por Tua graça e pelo poder do Espírito Santo isso é possível. Socorre-nos, Pai! Concede-nos a mente de Cristo para que o inimigo das almas não encontre brechas em nossa vida. Queremos viver um cristianismo autêntico porque Cristo vive em nós. Santifica-nos, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, escolhidos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
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“[…] Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros” (v.22).
A ordem dada por Deus a Saul, por intermédio do profeta Samuel, foi a de destruir todos os amalequitas. Ao olharmos para o livro do profeta Jonas, vemos o esforço do Senhor para salvar uma cidade ímpia que, por muitos anos, perseguiu e oprimiu o Seu povo. Ainda assim, Deus os livrou da destruição porque enxergou além do que o profeta podia ver; Ele enxergou corações abertos ao arrependimento, como está escrito: “Mas, se o perverso se converter de todos os pecados que cometeu, e guardar todos os Meus estatutos, e fizer o que é reto e justo, certamente, viverá; não será morto” (Ez.18:21). Com certeza, todo o tempo em que os amalequitas não receberam o juízo de Deus foi um período de graça e misericórdia para que se arrependessem — o que, diferentemente do povo de Nínive, não aconteceu.
Saul, porém, preservou a vida do rei dos amalequitas como um troféu de sua conquista. Além disso, tomou do melhor das ovelhas, bois e cordeiros daquele povo, descumprindo as ordens diretas do Senhor. Samuel sofreu muito por Saul, a quem considerava como um filho, pois Deus o havia rejeitado como Seu ungido. Em uma atitude de desespero, Saul agarrou-se às vestes de Samuel e rasgou um pedaço do seu manto. Da mesma forma, seu reino seria rasgado e dado a outro que fizesse a vontade do Senhor. E a Bíblia diz que “o Senhor se arrependeu de haver constituído Saul rei sobre Israel” (v.35).
Saul insistia em agir segundo os caprichos de seu coração enganoso. Deixando de temer a Deus, declarou a causa de seu pecado: “porque temi o povo e dei ouvidos à sua voz” (v.24). Realizar obras como se fossem para o Senhor, mas ignorando o “assim diz o Senhor” (v.2), é repetir o erro de Saul: entristecer a Deus. As Escrituras afirmam que Deus “não é homem, para que se arrependa” (v.29). O “arrependimento” de Deus por ter constituído Saul como rei trata-se, portanto, de uma profunda tristeza por Saul não ter correspondido ao seu chamado. Assim como Samuel, Deus Se compadeceu dele, pois o rei havia se rebelado e deixado a obstinação dominá-lo.
O nosso coração é um terreno perigoso, amados, pois a respeito dele está escrito: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr.17:9). Saul fechou o coração para Deus e o escancarou para o inimigo. Sua obstinação tornou-se seu objeto de culto. Sua adoração parecia dirigida ao Senhor, quando na verdade não passava de um culto ao próprio “eu”. Reconhecimento e aplausos eram os deuses de Saul. Por mais que sua atitude pareça sincera no verso 24, ela é desmascarada no verso 30: “Pequei; honra-me, porém, agora, diante dos anciãos do meu povo e diante de Israel”. Em essência, ele dizia: “Tudo bem, Samuel, eu pequei, mas que isso fique entre nós; Tão somente me siga e faça de conta que aprova tudo o que eu faço, para que todos vejam que ainda estou no controle da situação”.
Se a desobediência não fosse algo tão sério, o pecado não teria entrado no mundo. Enquanto não entendermos que obedecer é uma questão de vida ou morte, continuaremos presos em nosso próprio mundo “desesperadamente corrupto”. A frase “Obedecer é melhor do que sacrificar” não se refere a um legalismo severo, mas a uma adoração genuína e eficaz. Meus irmãos, Deus não nos impõe a obediência; Ele nos mostra que ela é uma prova de amor. Cristo foi “obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8), e tudo em Sua vida foi em obediência ao que sobre Ele estava escrito. Todas as profecias se cumpriram em Cristo porque Ele obedeceu, e Seu sacrifício tornou-se o maior ato de amor do Universo. Lembremos de Maria Madalena, que escolheu estar no melhor lugar do mundo, enquanto Marta corria de um lado para o outro para servir a todos com maestria (Lc.10:38-42). Contudo, antes de servir vem o ouvir; caso contrário, corremos o risco de cair no mesmo erro de Saul.
Assim como a obediência de Cristo O levou à maior prova de amor pela humanidade, a maior prova de amor da humanidade para com Deus é a obediência. Façamos como o salmista: “Guardo no coração as Tuas palavras, para não pecar contra Ti” (Sl.119:11). “Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na Sua lei medita de dia e de noite” (Sl.1:2). Esta é uma obra que só o Espírito Santo pode realizar em nós. Permita que Ele atue em seu coração e a obediência será o fruto natural de sua caminhada com Cristo.
Pai de misericórdias, sabemos que somos salvos por Tua graça mediante a fé e que isso não tem a nossa participação, mas é um dom de Deus. Há, porém, uma obra de santificação que precisa acontecer em nós e é justamente essa obra que nos torna pessoas diferentes, novas criaturas. Nós queremos Te obedecer porque nós Te amamos, Senhor. Batiza-nos com Teu Espírito para que Ele realize essa obra em nosso coração! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos obedientes do Pai celestial!
Rosana Garcia Barros
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“Disse, pois, Jônatas ao seu escudeiro: Vem, passemos à guarnição destes incircuncisos; porventura, o Senhor nos ajudará nisto, porque para o Senhor nenhum impedimento há de livrar com muitos ou com poucos” (v.6).
O relato de hoje apresenta um contraste marcante entre pai e filho. Enquanto Saul permanecia inerte com seiscentos soldados, Jônatas formava uma dupla de batalha. Acompanhado apenas por seu fiel escudeiro, ele avançou em direção às tropas inimigas. A fé que movia o coração de Jônatas encorajou seu companheiro; ambos seguiram confiantes na condução divina. O sinal da vitória lhes foi dado por Deus e, com bravura e engenhosidade, surpreenderam a primeira guarnição dos filisteus, de modo que “até a terra se estremeceu” (v.15). O Senhor agiu poderosamente naquele episódio, e todos sentiram o impacto do “terror de Deus” (v.15).
Saul, por sua vez, ficou tão desorientado que emitia ordens ao povo e logo em seguida as desfazia. Em meio ao tumulto, até os homens que haviam fugido para se esconder começaram a sair para perseguir os inimigos “de perto na peleja” (v.22). Imaginem o desgaste físico e emocional de enfrentar uma batalha sem o alimento básico. Na verdade, não se tratava de um jejum espiritual, mas de mais uma ordem impensada de Saul. O juramento de que ninguém comeria nada o dia inteiro era apenas uma tentativa teimosa do rei de barganhar o favor divino. Como resultado, “o povo se achava exausto em extremo” (v.31). Jônatas, por desconhecer o juramento do pai, comeu um pouco de mel. Já o povo, levado pelo desespero da fome, lançou-se sobre o despojo e abateu animais no chão, chegando a comê-los com sangue (v.32) — uma violação direta da lei de Deus. Que cena terrível! Esse foi o fruto da insensatez de um líder que já não ouvia a voz do Senhor.
Após a vitória, Saul traçou um novo plano de guerra. Desta vez, o sacerdote se antecipou e o convenceu a consultar o Senhor, mas “aquele dia Deus não lhe respondeu” (v.37). Concluindo que o silêncio divino era fruto do pecado de alguém, Saul lançou a sorte sobre o povo. O fato de Jônatas ter comido o mel, descumprindo o juramento de seu pai, quase lhe custou a vida, não fosse pela intercessão do povo, que reconheceu que foi “com Deus” (v.45) que ele havia saído à peleja. Na tentativa de parecer um grande líder aos olhos dos homens, Saul esqueceu-se do Supremo Líder. Jejuns e sacrifícios, embora importantes na vida religiosa, foram usados por ele para fins equivocados.
Corremos o risco, amados, de estarmos tão absorvidos pelas responsabilidades que acabamos nos esquecendo do principal: glorificar a Deus (1Co.10:31). Sobre isso, Paulo nos deixou uma advertência baseada em sua própria experiência: “Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo” (Gl.1:10). Muitos têm confundido missão com marketing, adaptando a mensagem aos gostos pessoais. Querem ser testemunhas de Jesus na popularidade da entrada triunfal e na bonança da multiplicação dos pães e dos peixes, mas rejeitam compartilhar os sofrimentos do Getsêmani e da via dolorosa.
Deus nos chama para vivermos a Sua vontade e sermos bênção para o mundo, sempre guiados pelo Espírito Santo e em conformidade com os sagrados e imutáveis princípios de Sua Palavra. Pela graça de Deus, procure honrá-Lo hoje, buscando-O e servindo-O de todo o coração. Então, “tão certo como vive o Senhor, não lhe há de cair no chão um só cabelo da cabeça! Pois [será] com Deus que [você fará] isso, hoje” (v.45).
Pai de amor eterno, nosso coração é enganoso e não estamos livres de cair no mesmo erro de Saul, a menos que não soltemos Tua mão e não tiremos os olhos do nosso Redentor nem por um instante. Clamamos por Tua intervenção em nossa vida, para que, guiados pelo Teu Espírito, possamos viver a Tua Palavra resplandecendo o caráter de Cristo! Não queremos viver uma religião vazia. Queremos Te honrar, Te glorificar e apressar a Tua volta, Senhor! Ajuda-nos, Pai querido! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, vasos de bênçãos!
Rosana Garcia Barros
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“Agora, descerão os filisteus contra mim a Gilgal, e ainda não obtive a benevolência do Senhor; e, forçado pelas circunstâncias, ofereci holocausto” (v.12).
No início do segundo ano de seu reinado, Saul, desesperado pela dispersão do povo e pela demora de Samuel, decidiu agir por conta própria. Mesmo sendo rei, ele não possuía autoridade sacerdotal para oferecer holocaustos. Saul agiu por impulso, ciente de que estava errado, mas, em vez de reconhecer sua falta, culpou as circunstâncias. Assim como seu pequeno exército, sua compreensão acerca da vontade de Deus foi se tornando cada vez menor. Ele demonstrou que não se manteria fiel a Deus, agindo sob a pressão do povo e as motivações de seu enganoso coração. Como resultado, Samuel proferiu a sentença divina: “Já agora não subsistirá o teu reino. O Senhor buscou para Si um homem que Lhe agrada e já lhe ordenou que seja príncipe sobre o Seu povo, porquanto não guardaste o que o Senhor te ordenou” (v.14).
Diante da ameaça dos filisteus, os filhos de Israel se viram como ratos perante serpentes. Esqueceram-se rapidamente de todos os livramentos que o Senhor lhes havia concedido. Iniciaram uma dispersão sem precedentes, movida pelo medo. Contudo, havia um rei — um homem que, por sua beleza e estatura, causava admiração e respeito. Onde estava esse belo libertador? Estava ao lado do povo, igualmente aterrorizado. Quem era aquele homem imponente agora? Apenas mais um dos “ratos” de Israel. Estarei sendo severa demais com Saul? Afinal, é difícil imaginar o que é estar frente a frente com um exército irado tendo a favor apenas poucos homens. Na verdade, tanto a atitude do povo quanto a de Saul não estão longe da nossa realidade.
É comum transformarmos nossos problemas em gigantes e agirmos movidos por nossos temores do que entregarmos nossas aflições ao Deus que é infinitamente maior, confiando que Ele agirá. Parece mais cômodo nos escondermos e disfarçarmos nossas falhas com o peso das circunstâncias. Foi exatamente o que Saul fez. Não lhe cabia oferecer sacrifícios, mas sim confiar que o Senhor pelejaria por Israel, independentemente da quantidade de guerreiros. Pois, quanto menores são os recursos humanos, maiores se tornam os recursos divinos!
Precisamos, como Paulo, reconhecer nossas limitações: “Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (2Co.12:10). Deus permite que façamos o que está ao nosso alcance, mas o que foge ao nosso controle, só Ele pode realizar. Como diz Tiago: “devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo” (Tg.4:15). Viver segundo a vontade de Deus requer a renúncia do “eu” e total confiança no poder divino, pois sem Ele nada podemos fazer (Jo.15:5). A desculpa de Saul, ao dizer-se “forçado pelas circunstâncias” (v.12), é um eco que ressoa desde a Criação. Adão culpou a mulher; ela culpou a serpente. Moisés culpou sua língua pesada; Arão culpou a impaciência do povo no Sinai. E nós? Sempre temos uma justificativa para a desobediência. Saul buscou o favor de Deus de forma errada e sabia disso. “Aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisto está pecando” (Tg.4:17). Seu coração o acusava, e a única saída que encontrou foi uma desculpa vazia.
E o que dizer do povo, escondido como insetos na terra? “Está perto o grande Dia do Senhor; está perto, e muito se apressa. Atenção!” (Sf.1:14). Somente os covardes entrarão nas rochas e se esconderão nas cavernas, “ante o terror do Senhor e a glória da Sua Majestade” (Is.2:10). “Meter-se-ão pelas fendas das rochas e pelas cavernas das penhas” (Is.2:21). Porém, “dizei aos justos que bem lhes irá; porque comerão do fruto das suas ações” (Is.3:10). A única Rocha na qual devemos nos esconder nos diz hoje: “Há outro Deus além de Mim? Não, não há outra Rocha que Eu conheça” (Is.44:8). Que nossa vida esteja sobre esta Rocha, que é Cristo, para que jamais sucumbamos. Confiemos em Seu cuidado, independentemente das circunstâncias.
Querido Pai Celestial, a nossa vida aqui é repleta de circunstâncias que podem ser meios de nos aproximarmos ou de nos afastarmos de Ti. Clamamos pelo batismo do Espírito Santo a fim de que as nossas decisões reflitam a Tua vontade, mesmo diante das severas provas! Mantém os nossos pés firmes na Rocha, que é Cristo. Guarda-nos para o Teu reino e volta logo, Senhor. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, firmados sobre a Rocha!
Rosana Garcia Barros
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“Tão somente, pois, temei ao Senhor e servi-O fielmente de todo o vosso coração; pois vede quão grandiosas coisas vos fez” (v.24).
Samuel serviu a Israel desde sua infância até a velhice. Em seus últimos dias como líder, declarou o fim de sua liderança sob o estandarte da fidelidade. O profeta iniciou sua jornada como uma criança que “crescia diante do Senhor” (1Sm 2:21) e a encerrou como um idoso que permanecia fiel diante de Deus: “o meu procedimento esteve diante de vós desde a minha mocidade até ao dia de hoje” (v.2). “Eis-me aqui” (v.3) foi a sua atitude diante de todos os filhos de Israel, desafiando-os a provar se algum mal lhes tinha causado. Com Deus por Testemunha, todo o povo confirmou o caráter íntegro do profeta.
Em suas palavras, Samuel traçou um claro contraste entre a fidelidade de Deus e a infidelidade de Israel. Como um filho rebelde, o povo exigia ver cumpridos todos os seus caprichos, a ponto de rejeitar a teocracia e, insolentemente, exigir a monarquia. Mas, apesar dessa rejeição ao plano divino, se fossem obedientes ao conselho do profeta, seriam bem-sucedidos: “Se temerdes ao Senhor, e O servirdes, e Lhe atenderdes à voz, e não Lhe fordes rebeldes ao mandado, e seguirdes o Senhor, vosso Deus, tanto vós como o vosso rei que governa sobre vós, bem será” (v.14).
A exortação do profeta, porém, precisava ser acompanhada de algo visível que desse ao povo um vislumbre das consequências de suas más escolhas. E “o Senhor deu trovões e chuva naquele dia; pelo que todo o povo temeu em grande maneira ao Senhor e a Samuel” (v.18). Os filhos de Israel haviam aprendido a temer a Deus da forma errada; seus pecados os acusavam. Diante da manifestação do poder divino, em vez de O adorarem, dEle se escondiam. Rogaram, então, que o profeta intercedesse por eles. A resposta de Samuel foi: “Não temais”, reforçando que deveriam seguir a Deus de todo o coração (v.20).
Samuel foi dedicado a Deus por sua mãe, mas também decidiu entregar-se a Ele voluntariamente. Sua vida foi uma demonstração de humildade, fidelidade e confiança no poder de Deus. Não havia nada de que o povo pudesse acusá-lo. Todavia, não se tratava apenas de reputação, mas de comunhão. Antes de ser amigo do povo, Samuel era amigo de Deus. Da mesma forma que o Pai do Céu o orientava, ele cuidava de Israel como um pai. Não que fosse perfeito em si mesmo, mas era perfeitamente habilitado pelo Senhor, a quem conhecia pessoalmente.
Quanto necessitamos reviver os princípios que outrora moveram os grandes homens e mulheres de Deus! Humildade, fidelidade, dependência e confiança que, somadas ao poder de Deus, iluminaram o mundo. Se tivéssemos mais intercessores e menos críticos, certamente poderíamos proclamar com o poder que abala a Terra: “Eis o Noivo! Saí ao Seu encontro!” (Mt.25:6). Samuel não deixou de advertir os filhos de Israel, mas também não ousou deixá-los à própria sorte; antes, ensinou-lhes “o caminho bom e direito” (v.23), intercedendo ao Senhor por eles. Você deseja aprender esse caminho? Então persevere em examinar as Escrituras e não negligencie o privilégio da oração. “Tão-somente, pois, temei ao Senhor e servi-O fielmente de todo o vosso coração” (v.24).
Pai querido e santo, precisamos Te conhecer e perseverar nesse propósito, para que os nossos sentidos sejam governados pelo Espírito Santo. Ajuda-nos, Senhor, a Te conhecer pessoalmente, pois esta é uma obra individual que transborda para o coletivo de um povo preparado para o Teu encontro. Enche-nos do Teu Espírito! Em nome de Jesus, amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, homens e mulheres de oração!
Rosana Garcia Barros
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“Porém, Saul disse: Hoje, ninguém será morto, porque, no dia de hoje, o Senhor salvou a Israel” (v.13).
Jabes-Gileade, uma das cidades de Israel, foi cercada pelos filhos de Amom. Com grande temor, o povo propôs fazer aliança com eles. Contudo, tal acordo lhes custaria, literalmente, “o olho da cara”. Foi-lhes concedido, então, o prazo de sete dias na esperança de que, ao enviar mensageiros a todo o Israel, seus irmãos viessem socorrê-los. Ao tomar conhecimento do caso, “todo o povo chorou em voz alta” (v.4). Mas, retornando Saul do campo, “perguntou: Que tem o povo que chora?” (v.5). Ao saber do ocorrido, “o Espírito de Deus se apossou de Saul” (v.6) e acendeu-se a sua ira. Ele cortou em pedaços uma junta de bois e os enviou por todos os territórios de Israel, ameaçando fazer o mesmo aos bois daqueles que não seguissem a ele e a Samuel. “Então, caiu o temor do Senhor sobre o povo, e saíram como um só homem” (v.7).
Formou-se um grande exército em favor dos irmãos em Jabes-Gileade. Estes, ao saberem do socorro que viria, muito se alegraram e enganaram os amonitas declarando que, no dia seguinte, se entregariam. No entanto, o exército de Israel, liderado por Saul, feriu os amonitas a ponto de não ficarem “dois deles juntos” (v.11). Diante de tamanha vitória, o povo reconheceu a liderança de Saul e quis matar todos os que o haviam rejeitado como rei. Mas Saul interveio e não permitiu que tal coisa sucedesse em um dia glorioso como aquele, em que Deus lhes havia dado livramento. Samuel, então, conduziu o povo a Gilgal para que fosse renovado o reinado de Saul. Ali, de fato, Saul foi reconhecido por Israel como o rei ungido de Deus, e “muito se alegrou ali com todos os homens de Israel” (v.15).
O povo temeu perder um olho, quando na verdade já havia perdido os dois. Não enxergavam o agir de Deus, apenas a visão embaçada de ações humanas. Permaneciam a fazer ofertas e holocaustos, mas o coração estava longe de compreender o real sentido dos sacrifícios. A respeito de tal atitude, Jesus proferiu o que está escrito no livro do profeta Isaías: “Este povo honra-Me com os lábios, mas o coração está longe de Mim” (Mt.15:8). Choravam, oravam e aparentavam piedade, mas a situação do povo era a de “cegos, guias de cegos” (Mt.15:14). Não enxergavam um palmo à frente do que realmente deveriam ver. Será que essa trágica realidade ficou no passado de Israel? Será que a nossa geração não sofre do mesmo mal?
A respeito disso, Jesus deu um conselho contundente em Marcos 9:42-48. Em suma, Ele diz que, se nossa mão, pé ou olho nos faz tropeçar, devemos arrancá-los. Jesus não se referiu a uma mutilação física, mas a abrir mão de fazer a nossa própria vontade, rejeitando tudo o que nos leva a pecar. Trata-se de lançar fora o “eu” para que Cristo viva em nós. É uma batalha individual! O apóstolo Paulo viveu esse dilema e expôs sua luta interna como a pior que já enfrentou: “Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto […] Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm.7:15 e 24). Mas, ao final, o apóstolo ergue um brado de vitória: “Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor” (Rm.7:25).
O testemunho da Testemunha Fiel e Verdadeira para os nossos dias é este: “Você diz: ‘Sou rico, estou bem de vida e não preciso de nada.’ Mas você não sabe que é infeliz, sim, miserável, pobre, CEGO e nu” (Ap.3:17). Se os nossos olhos nos fazem pecar, Jesus tem poder para restaurar a nossa visão. Se nossos pés estão paralisados onde não deveriam estar, Ele tem poder para nos fazer andar pelo caminho eterno. Se nossas mãos estão ressequidas por pecados que nos afligem, Ele pode torná-las mãos abençoadoras. Se o nosso coração está impuro, como uma lepra incurável, Cristo tem o poder de torná-lo puro. Que, hoje, o Senhor nos dê a vitória sobre as nossas próprias fraquezas e nos salve de nós mesmos. Dentro de nós acontece o mais árduo combate, mas, com Cristo, receberemos a eterna vitória!
Nosso Deus e Pai, reconhecemos a nossa miserável condição como Tua última igreja e Te pedimos o que já compraste para nós na cruz do Calvário: o ouro refinado no fogo, as vestes brancas e o colírio. Abre os nossos olhos com o colírio do Espírito Santo e nos reveste da Tua armadura, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, salvos em Jesus Cristo, nosso Senhor!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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“O Espírito do Senhor se apossará de ti, e profetizarás com eles e tu serás mudado em outro homem” (v.6).
Saul foi ungido por Samuel para ser o primeiro rei de Israel. O povo rejeitou o governo de Deus, iniciando uma monarquia que traria mais sofrimento do que vitórias. Samuel deu instruções a Saul acerca de seu retorno para casa. Que, por sinal, seria uma viagem nada comum. Uma série de sinais daria provas a Saul que Deus o estava guiando. E o Espírito Santo o mudou em outro homem, “e ele profetizou no meio [dos profetas]” (v.10). Mas ao ser interrogado por seu tio quanto ao que o profeta lhe tinha dito, Saul omitiu a unção que havia recebido como príncipe de seu povo. E diante da expectativa de Israel em conhecer seu primeiro rei, escondeu-se entre as bagagens, até que o Senhor o revelasse. Ao ser colocado no meio dos filhos de Israel, logo a sua imponente altura e beleza fizeram brilhar os olhos do povo, que prontamente rompeu em gritos: “Viva o rei!” (v.24). Apenas alguns filhos de Belial se insurgiram contra o reinado de Saul. “Porém Saul se fez de surdo” (v.27).
A decisão de Israel, em ter um rei que pudesse ver e conduzir o povo, levou a nação a rejeitar a Deus, o Rei Eterno. E essa necessidade de contemplação ia além de ter um rei terreno; Israel desejava um governante que estivesse acima dos padrões dos monarcas das demais nações. Após ser ungido por Samuel, Saul permitiu que o Espírito Santo tomasse conta de seu coração e lhe tornasse um novo homem. Essa mudança foi real porque ele permitiu. Saul entrou em novidade de vida. Foi contemplado com a Guia divina, que estaria com ele se ele continuasse a fazer tudo conforme o Senhor lhe orientasse.
Saul teve medo diante da tremenda responsabilidade de liderar Israel. Seu temor, na verdade, também o mantinha dependente de Deus, e mesmo diante do desprezo de alguns, com prudência ignorou-lhes os insultos. No decorrer da história, Deus tem manifestado sinais incontestáveis de Seu cuidado e amor pela raça caída. Foi-nos dado o Seu Unigênito, que por Sua vida, morte e ressurreição, assinou com Seu sangue a aliança eterna com os filhos da luz. Agora está conosco o Consolador, que, com gemidos inexprimíveis, intercede por nós (Rm.8:26). O Espírito Santo deseja nos transformar em novas criaturas segundo à imagem de Cristo: “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18).
Eis o chamado do Senhor para nós, hoje: “Agora, pois, ponde-vos perante o Senhor” (v.19). Se tão somente permitirmos que o Espírito Santo nos conduza, mesmo que, por vezes, como Saul, tenhamos medo, o Senhor mesmo nos tirará de nosso esconderijo falível para nos colocar em pé diante do único refúgio seguro: “O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao Senhor: Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em Quem confio” (Sl.91:1-2). Nós podemos encontrar esse esconderijo divino todos os dias em nossa comunhão com Deus. Se quisermos perseverar até o fim e permitir que o Espírito Santo termine a obra que um dia começou, nada é mais poderoso em seus efeitos do que o relacionamento pessoal com Deus através do estudo das Escrituras e da oração. Não precisamos ser tão belos ou altos quanto Saul. Precisamos de um coração submisso à vontade de Deus e disposto a amá-Lo e servi-Lo. Vamos pedir ao Senhor, agora, que realize esse milagre em nós?
Pai querido, não vimos à Tua presença para Te pedir os bens desta Terra, mas o maior dos presentes celestiais que o Senhor tem alegria em nos dar: o Espírito Santo. Só teremos um coração semelhante ao de Jesus se o Teu Espírito habitar em nós. Habita em mim e habita nos meus amados irmãos, Espírito Santo! E que jamais percamos o Senhor de vista. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, habitação do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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“Tinha ele um filho cujo nome era Saul, moço e tão belo, que entre os filhos de Israel não havia outro mais belo do que ele; desde os ombros para cima, sobressaía a todo o povo” (v.2).
“Havia um homem de Benjamim, cujo nome era Quis […] homem de bens” (v.1). Ele tinha um filho chamado Saul, que a Bíblia apresenta como sendo tanto o mais belo quanto o maior em estatura de todo o Israel. Recebendo ordens de seu pai para ir em busca de jumentas extraviadas, Saul percorreu um longo caminho com um dos servos da casa. Frustradas as suas expectativas e preocupado com o tempo ausente de casa, decidiu voltar. Mas o moço que com ele estava o convenceu a procurar ali “um homem de Deus” que era “muito estimado” (v.6), a fim de saber o caminho que deveriam seguir. Este homem era o profeta Samuel.
Um dia antes, o Senhor já havia revelado a Samuel sobre a chegada de Saul e sobre o propósito de consagrá-lo como o primeiro rei de Israel. Samuel levou Saul e o moço para comerem com ele, e acalmou o coração de Saul a respeito das jumentas de seu pai, garantindo que já tinham sido encontradas. E mais do que isso, lhe proferiu as seguintes palavras: “E para quem está reservado tudo o que é precioso em Israel? Não é para ti e para toda a casa de teu pai?” (v.20). Certamente, as palavras do profeta e o fato de ter lhe dado “lugar de honra entre os convidados” (v.22), devem ter deixado Saul um tanto confuso. No dia seguinte, Samuel disse a Saul que despedisse o seu servo e que esperasse, porque ele lhe revelaria “a palavra de Deus” (v.27).
Israel havia pedido um rei e, apesar das futuras consequências desastrosas de tal escolha, não hesitaram em desafiar a autoridade do Senhor. E Deus daria ao povo exatamente o que pediu, à imagem e à semelhança dos reis das demais nações. Notem que Saul era filho de um homem rico, além de possuir uma beleza incomparável e um porte físico invejável. Percebem o quadro do governante perfeito? Alto, bonito e rico. Saul, portanto, era uma daquelas pessoas cuja presença intimidava. Onde chegava, se destacava. Eis o rei perfeito, aos olhos humanos!
Porém, quando Samuel proferiu a Saul aquelas palavras de ânimo e de bênção no versículo vinte, eis a resposta de Saul: “Porventura, não sou benjamita, da menor das tribos de Israel? E a minha família, a menor de todas as famílias da tribo de Benjamim? Por que, pois, me falas com tais palavras?” (v.21). Percebemos aqui o que se escondia para além da aparência. Saul revelou humildade. Por onde passava, os olhares se voltavam para a sua beleza encantadora e altura imponente. Mas, dentro do coração, revelou virtude maior do que a exterior. Como sua história teria sido diferente se não tivesse permitido que um dia o orgulho o dominasse!
Todos sofremos, nem que seja um pouco, dessa síndrome de Israel. Temos prazer na contemplação do belo. E não há nada de errado nisso. Mas ao julgarmos pela aparência, podemos cometer erros graves. Olhamos, avaliamos e assinamos a sentença, tirando conclusões com base em nossa visão limitada. O Senhor nos convida a olhar para Ele e para a Sua Palavra. Quando olhamos para o Céu antes de olharmos para as pessoas, conseguimos contemplar o nosso semelhante como alguém por quem Cristo deu a vida. E, com a visão no Céu, com nossos olhos fixos em Jesus, o nosso caráter é transformado e passamos a valorizar a verdadeira beleza, que é aquela “de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus” (1Pe.3:4).
Não se iluda pelo vislumbre das coisas deste mundo, mas permita que a terna mão de Cristo toque seus olhos e os mantenha fixos nEle. Saul tinha beleza, altura e riqueza transitórios. Jesus tem uma eternidade de bênçãos a nos oferecer. Se você abrir a porta do seu coração para Cristo, Ele abrirá os seus olhos e “a alegria do coração [será] banquete contínuo” (Pv.15:15). Seja a nossa beleza aquela que vem de um coração governado pelo Espírito Santo.
Nosso amado Deus, os reis desta Terra vem e vão, mas Tu és o Rei dos reis e Senhor dos senhores. Por isso, Rei eterno, Te pedimos que o Senhor governe a nossa vida e que a Tua Palavra continue iluminando a nossa jornada rumo ao Lar. Porque, por mais que este mundo ainda tenha coisas belas, o mal tem causado um grande estrago, e nós aspiramos pela pátria superior. Volta logo, Jesus! E, até lá, mantém os nossos olhos em Ti e nas coisas lá do alto. Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, belos aos olhos de Deus!
Rosana Garcia Barros
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“Disse o Senhor a Samuel: Atende à voz do povo em tudo quanto te diz, pois não te rejeitou a ti, mas a Mim, para Eu não reinar sobre ele” (v.7).
Avançado em dias, Samuel tomou as devidas providências para que seus filhos o sucedessem no julgamento de Israel. Joel e Abias, contudo, não andaram nos caminhos de seu pai, “antes, se inclinaram à avareza, e aceitaram subornos, e perverteram o direito” (v.3). Sabendo disso, os anciãos de Israel foram ao encontro de Samuel para protestar contra tal liderança e exigir que ele constituísse um rei sobre o povo, segundo a tradição das demais nações.
Não deve ter sido fácil para Samuel ouvir aquelas palavras. Por vários anos, ele havia julgado o povo e os advertido de seus maus caminhos. Se tinha alguém que havia se tornado um modelo de homem consagrado a Deus, esse alguém era Samuel. Como agora lidar com a triste sorte de filhos que não lhe seguiram o exemplo? Isto partiu o coração do velho pai. E, como sempre, o profeta depôs diante do Senhor a sua profunda tristeza: “Então, Samuel orou ao Senhor” (v.6).
Ó, amados, o Senhor, nosso Deus, também é o nosso Pai amoroso, e jamais ignora um filho que dEle se aproxime com o coração quebrantado. Sentindo-se rejeitado pelo povo e envergonhado pelos filhos, Samuel foi consolado por Aquele que sabia o que ele estava sentindo: “pois a Mim Me deixou” (v.8). O fato de os filhos de Samuel não satisfazerem as expectativas do povo serviu apenas de impulso para um desejo que há muito crescia em seus corações. Eis o verdadeiro motivo de Israel pedir um rei: “Para que sejamos também como todas as nações” (v.20).
Desde a saída do Egito, Israel havia experimentado da grandeza de Deus, de Seu cuidado paterno em alimentá-los, protegê-los e instruí-los. A inclusão de um rei terreno lhes traria consequências que lhes foram expostas. O Senhor não deixou o povo inadvertido. Por intermédio de Samuel, declarou todos os encargos e jugos que lhes sobreviriam. Ainda assim, assumiram as consequências, exigindo para si um líder semelhante às nações pagãs. Chegaria o dia em que clamariam novamente por auxílio, porém teriam de deparar-se com a assoladora realidade: “mas o Senhor não vos ouvirá naquele dia” (v.18).
Perto como estamos do maior evento que este mundo jamais viu, eis diante de nós um prévio tempo de graça, mas também um tempo de angústia. Quando estudamos e paramos para meditar na vida de homens e mulheres de Deus, que, como Samuel, buscaram viver “de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mt.4:4), e olhamos para a condição atual da igreja do Senhor, somos tomados por perplexidade e nos perguntamos: ‘Até quando, Senhor?’. E a infelicidade de Samuel para com seus filhos tem sido a realidade de muitos lares, onde os filhos escolhem andar por caminhos diferentes do caminho no qual foram instruídos.
Amados, como mãe cristã, posso lhes garantir com propriedade, que Deus sofre os nossos sofrimentos e sente as nossas dores. Ele compartilha da nossa angústia, mas não permite que sejamos por ela derrotados. O que Ele disse a Samuel, em outras palavras, foi que tanto o povo quanto seus filhos não estavam agindo por indisposição ao profeta e pai, mas a Deus. Se, pela graça de Deus, somos pais e mães que correspondem ao sagrado chamado do Senhor, precisamos segurar firme na esperança de que Ele irá completar a obra. Mas também precisamos cumprir com fidelidade a nossa parte, confiando e obedecendo as orientações que o Senhor nos deixou nestes últimos dias. A realidade, meus irmãos, é que, em muitos aspectos, a verdade presente, através da reforma de saúde, da verdadeira educação, da vida simples no campo, está sendo melhor compreendida e vivida pelos que não possuem a luz que recebemos.
Que, como “igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1Tm.3:15), não desejemos imitar o mundo, para que, no Dia de Deus, não nos aconteça o que aconteceu com Israel: “mas o Senhor não vos ouvirá naquele dia”. Mas que se cumpra em nossa família a bendita profecia: “Ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais” (Ml.4:6). E, com alegria inexprimível, possamos exclamar naquele grande Dia: “Eis-me aqui, e os filhos que o Senhor me deu” (Is.8:18).
Nosso Pai Celestial, Tu bem sabes que não tem sido fácil educar filhos para Ti nesses dias finais e muitas vezes nosso coração desfalece diante das dificuldades no lar. Nós clamamos, ó Deus, pela salvação dos nossos filhos! Nós clamamos para que o Teu Espírito os encontre, os converta e os salve! Que na disciplina da vida, eles tenham seu caráter desenvolvido à semelhança de Cristo. E opera em nós, como pais, o Teu querer e o Teu efetuar, para que a nossa influência seja sempre um cheiro de vida para vida! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, igreja do Deus vivo!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100