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“Também conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que o não beijou” (v.18).
A solidão é um dos piores males que existem: promove medo, angústia e pode resultar em depressão ou em outras doenças emocionais. Foi o que aconteceu com Elias. Após o milagre no monte Carmelo, Jezabel ameaçou sua vida. Talvez o profeta quisesse apenas voltar para casa e finalmente descansar. Então, ele se retirou para longe; só que, desta vez, não foi por ordem divina, mas por conta própria. Elias “se foi ao deserto” (v.4) e, debaixo de um zimbro, entregou-se ao sono e chegou a pedir a morte. Isso mesmo: o fiel servo de Deus pediu para morrer! O Senhor, porém, enviou Seu anjo para reanimá-lo, pois “o anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem e os livra” (Sl.34:7). Deus tinha um plano para Elias que ele jamais poderia imaginar.
Por mais que um servo de Deus encontre dificuldades na jornada da vida, Deus jamais o desampara. Ele está sempre disposto a suprir nossas necessidades de acordo com cada situação. Elias estava tão exausto que comeu o pão, bebeu a água e voltou a dormir. Pela segunda vez, “o anjo do Senhor tocou-o” (v.7). Alimentado novamente, recobrou as forças a ponto de caminhar quarenta dias e quarenta noites até chegar a “Horebe, o monte de Deus” (v.8). Existe uma diferença vital entre ir ao deserto por conta própria e ser levado a ele pelo Espírito de Deus. O próprio Cristo foi “levado pelo Espírito ao deserto” (Mt.4:1) para vencer. Percebem a diferença, amados?
Elias enfrentou a jornada, e, no fim, encontrou o monte de Deus; Jesus venceu o deserto da tentação, e, no fim, participou de um banquete servido por anjos de Deus. Talvez você esteja passando pelo deserto, ou talvez seu deserto tenha acabado e você nem percebeu, entrando na “caverna” do medo. Muitas vezes focamos no problema, enquanto a Solução está ao nosso lado perguntando: “Que fazes aqui?”. Elias chegou ao monte de Deus, mas sentiu-se só. Por duas vezes dormiu, e por duas vezes externou sua queixa ao Senhor.
Sentimentos que nos fazem desmoronar, ventos de dúvida (ventania), temores que abalam (terremoto) ou o calor da emoção (fogo), nada disso nos ajuda a perceber o cuidado de Deus. Mas, num “cicio tranquilo e suave” (v.12), o Senhor Se manifesta a todo aquele que nEle crê. Ele não nos chamou para nos escondermos na caverna da solidão, do desânimo, do medo, da frustração. Por duas vezes Elias dormiu, então duas vezes o anjo o tocou e o alimentou. Por duas vezes Elias lamentou a sua solidão, e por duas vezes Deus lhe perguntou: “Que fazes aqui, Elias?” Quantas vezes for necessário, Deus enviará o Seu anjo em nosso favor, nos consolará com o Seu toque e nos fortalecerá com o Seu alimento. Quantas vezes for preciso, Deus nos convidará a sairmos da caverna para vivermos os Seus propósitos.
Elias já estava no monte santo, mas seus sentimentos negativos o impediam de ver isso. Será que não vivemos o mesmo? Hoje, o Senhor nos diz: “Filho(a), saia da caverna! Tenho propósitos lindos em sua vida! Você só precisa confiar em Mim. Eu prometo cuidar de você”. Se você se sente sozinho e deprimido? Deus oferece o mesmo tratamento de Elias: Ele deseja tocar você (v.5), dar o alimento que vivifica (v.6), indicar o caminho (v.8), falar ao seu coração (v.13), te ouvir (v.10, 14), te usar como Seu instrumento (v.15-17) e se ainda estiver achando pouco, Ele te apresenta pessoas que o ajudarão a seguir em frente (v.18).
Onde estão os joelhos que não se dobraram ao príncipe deste mundo? Os “sete mil” hoje são os fiéis que buscam viver a verdade. Elias passou por perseguição, e “todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm.3:12). Mas Deus promete suprir nossas necessidades e, em nossa fraqueza, nos tornar fortes. O convite é para mudarmos o foco: tirar os olhos das dificuldades e olhar para o Autor da Vida.
Portanto, amados, não há o que temer diante de terremotos, ventanias e fogo. No final, o Senhor nos envolverá com a brisa suave de Sua paz e nos dará segurança eterna. Saia da caverna e venha para a luz! “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma” (Mt.10:28). Mas seguros na salvação que já nos foi garantida, façamos parte da geração, ungida pelo Espírito Santo, que abalará a Terra com a proclamação do evangelho eterno. “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt.24:14).
Santo Deus, neste dia da preparação também queremos Te pedir preparo para o tempo do fim. Queremos Te pedir perseverança, fé e amor em um mundo em grave crise espiritual. Queremos Te pedir o Espírito Santo nos concedendo o poder diário para vencermos as tentações e andarmos segundo a Tua vontade. Queremos Te pedir sabedoria a cada passo de nossa jornada Contigo. E Te louvamos, ó Deus, pois tens cuidado de nós! Oramos, em nome de Jesus, Amém!
Perseveremos, vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, fiéis da Terra!
Rosana Garcia Barros
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“Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-O; se é Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu” (v.21).
Após três longos anos de seca, quando “a fome era extrema em Samaria” (v.2), “veio a palavra do Senhor a Elias” (v.1), ordenando ao profeta que retornasse a Israel. Entre os que serviam a Acabe, havia um homem chamado Obadias, descrito como alguém que “temia muito ao Senhor” (v.3). Enquanto Jezabel perseguia os profetas de Deus para os matar, Obadias providenciou esconderijo para cem deles, sustentando-os com pão e água (v.4).
Enviado para terras distantes com a missão de encontrar pasto para os animais, Obadias teve um encontro inesperado. Diante daquele que imediatamente reconheceu ser Elias, ele “prostrou-se com o rosto em terra” (v.7) em sinal de profundo respeito, e certificou-se: “És tu, meu senhor Elias?” (v.7). Uma reação totalmente contrastante com a do perverso rei Acabe que, movido por indignação, lançou sobre o profeta a acusação que logo recairia sobre si mesmo: “És tu, ó perturbador de Israel?” (v.17).
Ao abandonar os mandamentos do Senhor para seguir outros deuses, Acabe fez de Israel uma nação pagã. Apesar disso, o povo ainda mantinha o status de nação eleita do Senhor, embora suas obras revelassem o quão longe estavam de Deus. Foi nesse contexto de incoerência e de falsa adoração, que Elias subiu ao monte Carmelo para provar, de uma vez por todas, o poder da norma elevada de Deus na vida do crente fiel.
À pergunta que exigia uma posição inflexível e firme convicção, Elias só encontrou o silêncio daqueles cuja fé rasa precisava do sobrenatural para crer. Assim como o povo nada respondeu, também “não havia uma voz que respondesse” (v.26) aos rogos estridentes e derramamento de sangue dos profetas de Baal. Já sem forças e manquejando, tudo o que os idólatras conseguiram ouvir foi a potente voz de Elias a zombar de sua inútil e ridícula apresentação.
“Chegai-vos a mim” (v.30), foi o chamado do homem de Deus ao povo tremente. Provada a impotência de Baal, era hora de restaurar o altar do Senhor. Ali estava o altar da verdadeira adoração, constituído sobre o inabalável fundamento do “assim diz o Senhor”. No devido tempo (v.36), Elias orou e o fogo do Senhor consumiu o holocausto, a lenha, as pedras e a terra, e ainda “lambeu a água que estava no rego” (v.38). A voz do povo, antes emudecida, já não pôde ser contida: “O Senhor é Deus! O Senhor é Deus!” (v.39). Os falsos profetas receberam o devido juízo e, em resposta à oração perseverante do profeta, “caiu grande chuva” (v.45).
A poderosa experiência de Elias provoca duas reações: a de Obadias ou a de Acabe. A ordem divina: “Crede em Meus profetas” (2Cr.20:20) encaixa-se perfeitamente na atitude de Obadias. A ironia de Acabe, por outro lado, representa com precisão a classe daqueles que se sentem incomodados pela presença dos fiéis servos de Deus. Em sua fidelidade e peculiar temperança, Elias tornou-se uma inconfundível norma que revelava os pecados do rei perverso e da nação errante. Em outras palavras, a presença de Elias causava desconforto aos ímpios obstinados.
Amados, eis que a última sentença dada pelo Senhor ao profeta Malaquias está ganhando cumprimento e se apressa para o fim: “Eis que vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor; ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que Eu não venha e fira a terra com maldição” (Ml.4:5-6). Em meio a um mundo corrompido pelo pecado e seduzido pelo engano, somos chamados a testemunhar de um Deus único e verdadeiro; a restaurar o altar do Senhor em nosso coração e em nossa casa. A andar com o Senhor em fidelidade ainda que isso nos custe a própria reputação.
Que a nossa vida, encharcada da chuva serôdia, dê ao mundo um testemunho claro e inconfundível de que só o Senhor é Deus!
Pai amado e querido, Deus misericordioso e justo, como o Senhor foi com Elias e o fortaleceu para aquele confronto, nós também necessitamos de Ti, do Teu Espírito, para o confronto espiritual que enfrentamos a cada dia. Derrama sobre nós a Tua chuva serôdia para que, mesmo perseguidos e injustiçados, perseveremos em andar Contigo em fidelidade. Necessitamos de um genuíno reavivamento e de uma mente sã para compreender a Tua verdade presente. Ajuda-nos, Pai! Reaviva-nos, Senhor! Faz-nos Teus verdadeiros adoradores, dando ao mundo o Teu último chamado! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, verdadeiros adoradores!
Rosana Garcia Barros
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“Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou, segundo a palavra do Senhor, por intermédio de Elias” (v.16).
Em tempos de grave crise espiritual, o Senhor suscitou um grande profeta. Com a autoridade dada pelo Céu, Elias proferiu ao rei Acabe o juízo que sobreviria à nação de Israel. Durante três anos e meio, a terra foi afligida por uma terrível seca que afetou, inclusive, outras nações. Contudo, Deus poupou Seu servo de sofrer os reveses de um reino apostatado e idólatra. Foi no deserto que Elias provou do cuidado da bondade e do cuidado de Deus de forma mais concreta, bebendo a água do ribeiro e comendo o alimento que os corvos lhe serviam.
Acabe havia ultrapassado os limites da paciência divina e levou Israel a se corromper com os costumes e práticas pagãs. Como se não bastasse andar nos pecados de Jeroboão, ele “tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios; e foi, e serviu a Baal, e o adorou ” (1Rs.16:31). Sua rebelião era o resultado direto de seu envolvimento com a idolatria de sua mulher e tinha um objetivo claro: “irritar ao Senhor, Deus de Israel” (1Rs.16:33). Acabe desafiou o Senhor, e isso não ficaria sem resposta.
Enquanto isso, diariamente, Elias meditava no silêncio de seu refúgio e buscava aproximar-se cada vez mais do Senhor, perante cuja face estava. Não sabemos quanto tempo durou aquele acampamento de um homem só, mas, “passados dias, a torrente secou” (v.7). Não era o momento de voltar para casa, mas de avançar para um novo destino — Sarepta —, o que evidencia que a seca castigava também as nações vizinhas. Sobre a viúva de Sarepta, Jesus declarou: “Na verdade vos digo que muitas viúvas havia em Israel no tempo de Elias […] e a nenhuma delas foi Elias enviado, senão a uma viúva de Sarepta de Sidom” (Lc.4:25-26).
A cada refeição, aquela viúva estrangeira contemplava um milagre em sua cozinha. Sua confiança e submissão à vontade de Deus, através da palavra profética, ilustra o que ocorre no tempo do fim, quando o Senhor procura as Suas ovelhas e as tem buscado (Ez.34:11). Mas uma coisa ainda lhe faltava; era preciso mais do que abundância de alimento para convencê-la. Foi diante da morte de seu filho que sua verdadeira necessidade foi exposta: “Vieste a mim para trazeres à memória a minha iniquidade…?” (v.18).
Presa a um passado escuro, aquela viúva vivia atormentada pelo peso da culpa, entendendo o infortúnio do filho como castigo por seus erros. Não havia farinha ou azeite que satisfizesse sua necessidade de sentir-se perdoada. Mas ao ver a rubra face do menino que antes padecia gélido sobre o seu leito, seu coração foi preenchido com a paz que só o Senhor pode dar. Ela reconheceu em Elias um homem de Deus e verdadeiro atalaia: “Nisto conheço agora que tu és homem de Deus e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade” (v.24).
Jesus declarou: “De fato, Elias virá e restaurará todas as coisas” (Mt.17:11). Como João Batista foi o “Elias” de sua época, Deus suscita hoje um povo no mesmo espírito e poder. Com fome e sede de ouvir as palavras da vida eterna, muitos aceitam o convite da graça, mas nem todos compreendem sua dimensão pessoal até serem provados como foi na experiência daquela viúva. Eis o maior milagre que pode nos acontecer, amados, o de ouvirmos a nosso respeito: “Nisto conheço agora que tu és homem de Deus [que tu és mulher de Deus] e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade” (v.24).
Deus está levantando um povo peculiar, que “maneja bem a palavra da verdade” (2Tm.2:15), que dá o sonido certo da trombeta (Jl.2:1) e que tem “bom testemunho dos de fora” (1Tm.3:7). Homens e mulheres cheios do Espírito Santo, submissos à vontade de Deus e que não temem chamar o pecado pelo nome e agir em defesa do que é correto. Cada um na esfera de seu chamado, entendendo que na diversidade de dons é necessário haver unidade. Seguramente, amados, a vida de Elias aponta para a realidade do último remanescente de Deus, que, penso eu, já começou a experimentar seu cumprimento escatológico. E, diante dessa realidade tão próxima, a pergunta é: Estamos apercebidos quanto a isso?
Que o tempo de deserto nos habilite a subir ao monte da batalha final na força e no poder do Senhor, Deus de Israel. Avante, último Elias!
Senhor, Deus de Israel, temos um chamado sagrado e solene para dar ao mundo como som de trombetas. O Teu evangelho eterno precisa ser pregado a todos, e esta nossa missão só pode ser bem-sucedida e só poderá atingir o seu cumprimento final se estivermos cheios do Espírito. Por isso, Pai, clamamos a Ti que nos encha do Espírito Santo e nos habilite a viver neste mundo com os pés na Terra, mas com os olhos no Céu! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, Elias dos últimos dias!
Rosana Garcia Barros
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“Também Acabe fez um poste-ídolo, de maneira que cometeu mais abominações para irritar ao Senhor, Deus de Israel, do que todos os reis de Israel que foram antes dele” (v.33).
Enquanto a descendência de Davi seguia no trono de Judá, cada rei constituído sobre Israel deixava como legado uma corrente de maldições. Era, literalmente, um rei pior do que o outro. Cada monarca que subia ao trono do Reino do Norte superava o anterior, aumentando as “abominações para irritar ao Senhor” (v.33). Nessa sucessão de reis perversos, surge Acabe, pior do que todos os seus antecessores e com um adicional maligno: Jezabel, uma esposa idólatra e fervorosa adoradora de Baal.
Na conspiração de Zinri, percebam que não somente Elá foi morto, mas também toda a descendência de Baasa, seus parentes e até “seus amigos” (v.11). Zinri, por sua vez, cometeu suicídio após um reinado curtíssimo. Já Onri teve de disputar o poder em um cenário de guerra civil, pois “o povo de Israel se dividiu em dois partidos” (v.21). Foi nos dias de Acabe que uma profecia dita por Josué logrou cumprimento: após a destruição de Jericó, uma maldição fora lançada sobre quem a reconstruísse (Js.6:26). Hiel pagou o alto preço de perder dois de seus filhos devido à sua desobediência.
Uma coisa precisa ficar bem clara: pecado gera pecado! O Senhor não enviava Seus profetas simplesmente para declarar juízo, mas para que o juízo despertasse a nação da cegueira espiritual e a conduzisse ao arrependimento. Sabem, amados, o pecado é como a glória inicial daqueles reis: faz brilhar os olhos com os “castelos” da fama, da riqueza e da ostentação, da promiscuidade, para então oprimir o pecador até que este seja destruído. As falidas dinastias de Israel revelam o quanto o pecado é nocivo e o quanto as suas consequências são danosas, “porque o salário do pecado é a morte” (Rm.6:23).
Não pense que a vida é sua, que você faz dela o que quiser e ninguém tem nada com isso. Como o rei Elá, você pode estar colocando em risco não somente a sua vida, mas a de sua família e até de seus amigos. Cada ser humano opera como uma testemunha no mundo. Podemos testemunhar de nossos conhecimentos e do que acreditamos, ainda que não seja este o nosso propósito. Se escolhemos andar com Cristo, como disse Paulo, somos carta de Cristo, “conhecida e lida por todos os homens” (2Co.3:2). Ser uma testemunha de Jesus inclui o privilégio de proclamar o que dEle vimos e ouvimos, seguindo os Seus passos (1Pe.2:21).
O que estamos edificando, meus irmãos? Fundamentos e portas que custarão a vida dos que mais amamos, ou uma experiência pessoal com Deus que revele o Seu amor e o Seu poder? Isso só acontece se houver uma edificação diária da nossa comunhão com o Senhor, como declara Henderson Velten: “Deus deve ser nosso maior amigo. É com Ele que devemos falar em primeiro lugar no dia. É com Ele também que devemos falar por último. O Senhor deve ser o primeiro e o último em nosso viver” (Movendo o Braço do Altíssimo, editora Luz do Mundo, p.73).
A Palavra de Deus vem ao encontro do nosso coração nesta manhã. Precisamos amá-la e fazer dela nossa única regra de fé e prática. Só assim saberemos fazer a diferença entre o bem e o mal e, pela ação direta do Espírito Santo, tomar decisões acertadas. Seremos, então, testemunhas de Jesus, “porque dEle, e por meio dEle, e para Ele são todas as coisas. A Ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Rm.11:36).
Pai Celestial, nós somos gratos a Ti por nos falar mais uma vez através da Tua Palavra! Nossos pecados fazem separação entre nós e o Senhor, mas a cruz de Cristo quebrou essa barreira e nos reconciliou Contigo. Que a Tua bondade nos conduza ao arrependimento e que tenhamos alegria em Te buscar e crescer em nosso relacionamento com o Senhor todos os dias. Faz-nos Tuas testemunhas. Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, testemunhas de Jesus!
Rosana Garcia Barros
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“Porquanto Davi fez o que era reto perante o Senhor e não se desviou de tudo quanto lhe ordenara, em todos os dias de sua vida, senão no caso de Urias, o heteu” (v.5).
A história dos reis de Israel e de Judá ilustra bem a trajetória da nação após tornar-se uma monarquia. De todas as nações da Terra, Israel era a campeã em brigar consigo mesma. Essa rivalidade fica bem evidente no capítulo de hoje: “Houve guerra” (v.6) entre os reinos do Norte e do Sul, e foram estabelecidas alianças políticas entre eles e os reinos pagãos. Tudo o que o Senhor havia condenado como errado e abominável era justamente o que o povo fazia, seguindo após os seus líderes imprudentes.
Em meio às trevas da idolatria e da apostasia, o Senhor suscitava “uma lâmpada em Jerusalém”, “por amor de Davi” (v.4). Asa foi o primeiro rei de Judá a promover uma verdadeira reforma no meio do povo: eliminou os ídolos e objetos de culto, “tirou da terra os prostitutos cultuais” (v.12) e depôs a rainha-mãe de seu cargo, destruindo o poste-ídolo que ela havia erigido. Enquanto Judá avançava no reinado estável de Asa, Israel sofria as consequências de um trono sem dono. Infelizmente, veremos em 2Crônicas que mesmo o rei Asa não perseverou em sua fidelidade a Deus. Por isso, precisamos hoje, mais do que nunca, atentar à necessidade de perseverança, pois, como disse Jesus: “É na vossa perseverança que ganhareis a vossa alma” (Lc.21:19).
Sem a sucessão de um rei ungido do Senhor, o Reino do Norte tinha uma coroa incerta. Cada rei que assumia o trono, temia constantemente por sua vida e de seus descendentes em meio ao risco iminente de uma traição. Já em Judá, havia a promessa de um Deus infalível; mesmo com a apostasia de vários monarcas, o Senhor continuava cuidando do Seu povo por amor a Davi e à aliança com Abraão. Davi tornou-se o modelo de rei, e seu coração, a norma espiritual de intimidade com Deus. Não fosse o seu pecado contra Urias, seu testemunho teria uma força inabalável.
Diante da realidade de que “muitos são chamados, mas poucos, escolhidos” (Mt.22:14), não vivemos mais no contexto de uma nação territorial, mas de uma nação espiritual. Precisamos despertar para a urgência de fazer o que é “reto perante o Senhor” (v.11), tendo um coração “totalmente do Senhor” (v.14) através de uma vida de comunhão e constante dependência da graça divina. Não existe a menor possibilidade de que isto aconteça sem que haja uma mudança real e progressiva. Pois não há como amar a Deus e permanecer do mesmo jeito. As obras da carne devem dar lugar ao “fruto do Espírito” (Gl.5:22). Porque “os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências” (Gl.5:24).
Asa não se limitou em fazer somente ele mesmo o que era correto diante de Deus, mas compreendeu a sua responsabilidade como líder em promover um reavivamento e reforma no meio do povo. Há quantos anos, amados, temos ouvido o mesmo clamor dos “profetas” modernos de que precisamos despertar de nossa letargia e viver e pregar, de fato, as três mensagens angélicas? Quanto tempo mais achamos que o Senhor irá tolerar toda a violência, crueldade e licenciosidade que este mundo tem promovido? Como o Egito no passado sofreu as consequências em não dar ouvidos às palavras do profeta de Deus, este mundo está às portas de sofrer os resultados do juízo vindouro.
E o que temos feito, meus irmãos? Estamos nos tornando “obesos” da verdade enquanto outros perecem de inanição na mentira? Temos nos conformado com uma mensagem rasa que não chama ao arrependimento? Lembremo-nos das palavras de Cristo: “O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc.1:15). Eu não sei com relação a vocês, amados, mas o senso de urgência e solenidade só tem aumentado cada dia mais em meu coração. Cristo está às portas! E o Espírito Santo nos apela a buscarmos ao Senhor de todo o nosso coração, “orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef.6:18).
Há um Rei prestes a Se apresentar diante do trono do Pai para reclamar os Seus. À Sua frente há uma obra prestes a terminar e, em Seu coração, há uma saudade que dói desde que o pecado entrou no mundo. Creio que Jesus espera por nós muito mais do que nós esperamos por Ele! Ele aguarda que escutemos o brado: “Eis o Noivo! Saí ao Seu encontro!” (Mt.25:6), e despertemos do sono da letargia erguendo bem alto as nossas lâmpadas acesas, cheias do óleo do Espírito Santo. Por amor a Davi, Deus cumpriu a Sua promessa. Por amor ao Seu remanescente, a derradeira promessa se cumprirá e breve veremos o nosso Salvador nas nuvens do céu vindo nos buscar, pois a respeito de Suas palavras, Ele mesmo afirmou: “Estas palavras são fiéis e verdadeiras” (Ap.22:6). “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora” (Mt.25:13).
Nosso Deus Todo-Poderoso, reconhecemos neste momento a nossa real condição como miseráveis, infelizes, pobres, cegos e nus e a nossa urgente necessidade do Teu ouro refinado no fogo, das Tuas vestes brancas e do Teu colírio. Ó, Senhor, cobre-nos com Tua graça e enche-nos do Teu Espírito! Promove em nossa vida o verdadeiro reavivamento e a verdadeira reforma. Que a Tua Palavra seja o firme alicerce de nossa fé e nisso perseveremos intercedendo uns pelos outros até que Cristo volte! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, reavivados pela Palavra!
Rosana Garcia Barros
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“Todo o Israel o pranteará e o sepultará; porque de Jeroboão só este dará entrada em sepultura, porquanto se achou nele coisa boa para com o Senhor, Deus de Israel, em casa de Jeroboão” (v.13).
Dois reis desunidos pela rivalidade, mas unidos pela maldade. Quanto a Jeroboão, está escrito: “antes, fizeste o mal, pior do que todos os que foram antes de ti” (v.9). Quanto a Roboão, a Bíblia diz: “Fez Judá o que era mau perante o Senhor” (v.22). Ambos levaram desgraça e idolatria a Israel e a Judá. Mas eu gostaria de destacar o papel de duas mulheres hoje: a mulher de Jeroboão e a mãe de Roboão. A Bíblia não revela o nome da esposa do rei de Israel, mas essa mulher de nome desconhecido nos deixou um exemplo de perseverança em meio à crise. Ainda que diante da apostasia nacional, é muito provável que ela tenha educado seu filho no caminho em que devia andar. Assim, o papel que ela exerceu na vida de Abias não foi para prepará-lo para a coroa de Israel, mas para a coroa do Céu!
Deus tem o poder de suscitar diamantes lapidados em meio à lama. Aquele garoto cresceu em um reino corrupto e idólatra, entretanto, aprendia junto ao seio de uma mãe temente a Deus. A morte, que julgaram ser o fim, foi o desígnio de Deus para preservá-lo para a verdadeira vida. Já no caso de Roboão, a Bíblia faz referência ao nome e à origem de sua mãe por duas vezes: “Naamá era o nome de sua mãe, amonita” (v.21 e 31) — algo incomum devido à tradição patriarcal. Lembram do que aconteceu com Salomão? Seu coração se desviou por causa de suas mulheres pagãs; uma delas, Naamá, amonita. E “Salomão seguiu […] a Milcom, abominação dos amonitas” (1Rs.11:5).
Roboão não apenas cresceu como Abias em meio à idolatria e corrupção, mas também recebeu as influências abomináveis de uma mãe que o educava para ser um rei perverso e idólatra. A esposa de Jeroboão certamente instruiu seu filho a ter a fidelidade a Deus como o maior tesouro; Naamá ensinou a Roboão que a grandeza estava nos tesouros terrestres. Educar, eis a obra mais desafiadora! Toda mãe cristã enfrenta uma guerra diária e, se não estivermos munidas das armas corretas, corremos o risco de ver nossos filhos perecerem (Ef.6:10-18). A missão que nos foi confiada por nosso General, é a mais sagrada e importante que existe. Anjos desejariam exercê-la!
Creio que estamos vivendo em um tempo sobremodo solene e decisivo. Aos poucos, o Espírito do Senhor está sendo retirado da Terra, pois Ele “não agirá para sempre no homem” (Gn.6:3). Apenas os que estão despertando para o conhecimento de Deus e de Sua verdade presente recebem a instrução divina para decidir corretamente. Pais e mães precisam compreender a verdadeira ciência da educação e para o que o Senhor nos deixou escrito como guia a fim de a colocarmos em prática. Como escreveu Ellen White: “Agora, como nunca antes, precisamos compreender a verdadeira ciência da educação. Se deixarmos de compreender isso, jamais teremos lugar no reino de Deus” (Estudos em Educação Cristã, CPB, p.11). Não negligencie a obra mais sagrada que Deus já confiou a mortais! Comunhão pessoal e culto familiar devem compor a nossa rotina diária, não como um fardo, mas como os mais preciosos momentos. Se nossos filhos virem em nós cristãos genuínos, completamente dependentes da graça de Deus, o Senhor nos honrará nem que seja nos últimos instantes.
Se não procurarmos ajuda no Manual Sagrado que Ele nos deixou: a Bíblia, e negligenciarmos a oração, nossos esforços serão inúteis. Mas, se buscarmos diariamente a “munição” divina, Deus nos fortalecerá e nos preservará: “Todavia, será preservada através de sua missão de mãe, se ela permanecer em fé, e amor e santificação, com bom senso” (1Tm.2:15). Pode ser uma missão difícil, mas, que será vitoriosa se a abraçarmos com fidelidade, confiantes na graça e na justiça de Cristo. Porque estamos cuidando e instruindo não algo nosso, mas a “herança do Senhor” (Sl.127:3).
Que no glorioso Dia de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, possamos exclamar: “Eis-me aqui, e os filhos que o Senhor me deu” (Is.8:18). Pais e mães, mais do que qualquer outro grupo: vigiem e orem! Disso depende a sua vida e a de seus filhos.
Nosso Pai amado, que presente da graça o fato de sermos chamados filhos de Deus! Mas o Senhor também nos confiou a graça de termos filhos para cuidar. Foi quando Enoque teve seu primeiro filho que passou a andar Contigo, porque, foi na paternidade, que ele compreendeu melhor o Teu grande amor. São dias muito difíceis de se educar os nossos. Tu o sabes. Mas confiamos de que não estamos em uma luta solitária, pois o Senhor luta por nós e salvará os nossos filhos. Ajuda-nos a sermos como Enoque na vida de nossos filhos, pais que andam com o Senhor, no limiar da eternidade, aguardando apenas serem recolhidos. Pela justiça e no nome do nosso Salvador Jesus Cristo, que breve voltará, nós Te oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, pais e mães cheios do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
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“Tornou-lhe ele: Também eu sou profeta como tu, e um anjo me falou por ordem do Senhor, dizendo: Faze-o voltar contigo a tua casa, para que coma pão e beba água. (Porém mentiu-lhe)” (v.18).
O capítulo de hoje apresenta uma das histórias mais intrigantes da Bíblia. Conhecido apenas como “um homem de Deus” (v.1), este profeta foi encarregado de declarar uma mensagem de juízo a Jeroboão. Entretanto, o Senhor não o havia instruído apenas quanto ao conteúdo da mensagem, mas também quanto ao seu procedimento no retorno de sua missão. Com palavras fortes, o profeta expôs a Jeroboão o juízo vindouro sobre “os sacerdotes dos altos” (v.2) e apresentou um sinal para provar a veracidade de suas palavras. Notem que o nascimento do rei Josias foi profetizado aqui quase 300 anos antes de acontecer (2Rs.23:15-20).
Nem o altar rachado, nem a sua mão ressequida — e nem mesmo a cura milagrosa — foram suficientes para mudar o coração do rei de Israel. Com os olhos voltados para o instrumento humano, Jeroboão ofereceu recompensas, que logo foram recusadas em obediência ao “assim diz o Senhor”. Encontramos frequentemente essa expressão sendo utilizada pelos profetas; é como se fosse a assinatura de Deus na linguagem humana, a forma de o Senhor nos dizer: “Quem fala é o homem, mas a autoridade da palavra é Minha”.
Apesar da fidelidade inicial do profeta à ordem que o Senhor lhe havia dado “pela Sua palavra” (v.9), surgiu um terceiro personagem que representou a sua ruína. O “profeta velho” (v.11) apresentou ao homem de Deus justamente uma instrução contrária à que Deus lhe havia ordenado, afirmando falsamente ter sido instruído por um anjo. “Porém mentiu-lhe” (v.18). A Bíblia não revela o motivo da mentira, mas expõe o terrível perigo do engano. O Senhor dissera: “Não comerás pão” (v.9); o falso profeta disse: “que coma pão” (v.18). Isso não nos lembra a primeira mentira no Éden, amados?
Foi uma contrafação como essa que causou a queda de nossos primeiros pais. Deus dissera: “De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn.2:16-17). Satanás distorceu a palavra ao questionar: “É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?” (Gn.3:1). E, diante da resposta da mulher, veio a maior e a primeira de todas as mentiras: “É certo que não morrereis” (Gn.3:4).
Amados, por mais lamentável que tenha sido o fim daquele homem de Deus, ele sofreu os resultados de ter dado crédito a palavras humanas em detrimento da Palavra de Deus. Jesus nos advertiu que “surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos. Vede que vo-lo tenho predito” (Mt.24:24-25). O engano pode surgir de onde menos esperamos. Aquele “profeta velho” pode representar líderes que admiramos, mas que mentem sob a capa de palavras brandas que afagam o ego e acabam nos levando por um caminho diferente daquele que o Senhor nos orienta a seguir.
Não sabemos por que o Senhor pediu ao profeta para não comer nem beber naquele lugar. O fato é que aquela ordem era um teste de fidelidade, e ele falhou. O convite do rei Jeroboão foi prontamente recusado, mas o chamado do profeta velho foi atendido. O homem de Deus sabia que não podia aceitar a oferta do rei, mas confiou na experiência de um colega em vez de confiar na voz direta de Deus. Percebem a sutileza? É importante respeitar e até ouvir o que os mais experientes têm a dizer, mas isso jamais pode ultrapassar a linha do “assim diz o Senhor”.
Portanto, meus irmãos, na jornada que nos levará para Casa, não é hora de ficarmos ociosos, “[sentados] debaixo de um carvalho” (v.14). Já é hora de despertarmos do sono, “porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11). É tempo de estarmos em tão íntima comunhão com o Céu que, pela sabedoria do Espírito, saibamos discernir o que procede de Deus, “porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora” (1Jo.4:1). Já é hora de fazermos da oração os pulmões de nossa alma, enchendo-a do fôlego de vida do Espírito Santo. Já é hora de praticarmos a solene e sagrada ordem: “Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério” (2Tm.4:5).
Nosso Pai Celestial, estamos vivendo no tempo em que as estratégias de Satanás são muito sutis. E para reconhecê-las e não sermos por elas enganados, necessitamos conhecer e obedecer à Tua Palavra, guiados por Teu Espírito. Do Senhor não se zomba, por isso nós clamamos a Ti que faça da nossa existência uma luz a brilhar pelo Senhor, e não uma vergonha. O Senhor tem um chamado específico para cada um de nós. Ajuda-nos a cumpri-lo com fidelidade e responsabilidade! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, guiados pelo Espírito!
Rosana Garcia Barros
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“Porém ele desprezou o conselho que os anciãos lhe tinham dado e tomou conselho com os jovens que haviam crescido com ele e o serviam” (v.8).
Após a morte de Salomão, Roboão, seu filho, foi declarado o novo rei de Israel. Todo o povo se reuniu ansioso para saber se o sucessor de Salomão lhes concederia um alívio nos trabalhos e tributos. Ao consultar os anciãos “que estiveram na presença de Salomão, seu pai” (v.6), Roboão buscava, na verdade, uma resposta que apenas favorecesse seus planos de construir um império ainda maior. Contudo, considerando desfavorável o conselho de moderação dos mais experientes, ele foi buscar uma segunda opinião com “os jovens que haviam crescido com ele” (v.8).
Aliando-se a seus “amigos”, Roboão assumiu a postura de um déspota, lançando sobre o povo um jugo ainda mais pesado que o anterior. Essa atitude causou a divisão (sedição) das dez tribos de Israel, exatamente como o Senhor havia predito por intermédio do profeta Aías. Impedido de guerrear contra seus irmãos, Roboão reinou apenas sobre Judá, enquanto Jeroboão assumiu o reino de Israel. Ambos os reinos mergulharam o povo em profunda corrupção e idolatria, dando início ao período histórico conhecido pelo clamor dos profetas.
A idolatria de Jeroboão e seus meios de envolver o povo em uma falsa adoração foram o início de tempos difíceis para os que desejavam permanecer fiéis. Hoje, os “bezerros de ouro” ganharam novas formas e são erguidos sob o disfarce de estratégias para conquistar pessoas. Muitas vezes, uma igreja cheia é mais valorizada do que uma igreja reavivada. É dentro dessa perspectiva agravante que nos aproximamos do limiar do “tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn.12:1). Somente o Espírito Santo pode nos guiar “a toda a verdade” (Jo.16:13) e conceder ao remanescente a sabedoria para entender este tempo solene, pois “os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão” (Dn.12:10).
Julgada erroneamente como uma voz do passado, a mensagem profética do Antigo Testamento realizou uma obra que sobrepuja a antiga necessidade e nos alcança com o vigor de uma verdade imutável. O mesmo Deus que condenava a idolatria no passado a detesta hoje. O mesmo Deus que estabeleceu limites ao antigo Israel e o elegeu como um povo santo, é O mesmo que declara ao Israel atual: “Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação” (1Ts.4:3). É na comunhão diária que obtemos a sabedoria que necessitamos para saber fazer a diferença entre o “assim diz o Senhor” e os “ensinos de demônios” (1Tm.4:1). Então, guiados pelo Espírito do Senhor, nossa vida revelará a quem de fato servimos.
Muitos têm “escolhido a seu bel-prazer” (v.33) suas próprias formas de adoração. Assemelhando-se ao mundo, buscam maneiras de imitá-lo na “melhor” versão gospel. Por outro lado, há quem construa cercas de legalismo, repelindo todo aquele que julga não ser “santo o suficiente”. Essa guerra entre liberalismo e legalismo gera a mesma tragédia de Israel: a divisão. Precisamos urgente e desesperadamente clamar ao Senhor por mudança! Olhemos para Jesus, a fonte inquestionável do bom senso! Ele andava com pecadores sem se deixar influenciar, e convivia com religiosos sem se envolver com seu fanatismo. Percebem, amados?
Meus irmãos, tomemos “por modelo no sofrimento e na paciência os profetas, os quais falaram em nome do Senhor” (Tg.5:10). Homens e mulheres que, mesmo em meio à apostasia, perseveraram em obedecer à Palavra de Deus, “homens dos quais o mundo não era digno […] que obtiveram bom testemunho por sua fé” (Hb.11:38,39). Necessitamos de unidade em torno da Palavra e da oração; só então o mundo será iluminado com a glória de Deus e Jesus voltará. Portanto, “tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa” (Hb.10:36).
Nosso Deus e Pai, nesse tempo tão solene em que vivemos deveríamos estar buscando o Senhor com muito mais intensidade. Se queremos em breve entrar pelos portais de pérola, necessitamos da fé dos patriarcas e profetas, um milagre que só o Teu Espírito pode realizar. Ó, Pai amado, não queremos dar ouvidos aos enganos do inimigo, mas queremos viver a verdadeira unidade, aquela pela qual Jesus orou em João 17. Batiza-nos com o Espírito Santo mediante a chuva temporã e a serôdia! Ajuda-nos a mantermos os nossos olhos em Jesus, o nosso perfeito Modelo. Nos méritos e no nome dEle nós Te oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, testemunhas de Cristo!
Rosana Garcia Barros
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“Tinha setecentas mulheres, princesas e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração” (v.3).
Após uma trajetória grandiosa e de erguer um reino conhecido pelo nome do Senhor, Salomão fez “o que era mau perante o Senhor e não perseverou em seguir ao Senhor, como Davi, seu pai” (v.6). Ao descumprir a ordem de Deus quanto à proibição de casamentos mistos, perdeu o controle de si mesmo e o entregou às suas mulheres idólatras. Seu reino perdeu o brilho da glória de Deus, e a paz que tanto valorizava estava com os dias contados.
Em sua velhice, tornou-se uma espécie de marionete nas mãos de suas esposas, entregando-lhes o governo de seu coração. Como um pai que ama seus filhos e os disciplina, o Senhor permitiu que Salomão colhesse as consequências de seus pecados, mas permaneceu fiel à aliança feita com Davi, Seu servo. No fim de sua vida, Salomão teve de lidar com as ameaças de dois inimigos e com o fato de que, por sua infidelidade para com Deus, a nação de Israel sofreria uma ruptura e jamais seria a mesma.
Havia um brilho distintivo sobre Israel enquanto Salomão foi fiel a Deus. A nação começava a apresentar os primeiros raios de luz ao mundo. Sua fama não era primariamente sobre riquezas ou edifícios suntuosos, mas sobre o poder do Senhor ao qual servia. Desde a sua saída miraculosa do Egito até os anos no deserto, Deus preparava a nação como Sua atalaia, a fim de revelar a Sua glória às demais nações da Terra (Dt.4:6). Mas a desobediência desviou o olhar dos filhos de Israel, que desejaram ser como os demais povos.
Jesus declarou: “São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas” (Mt.6:22-23). A respeito disso, Ellen White escreveu: “É lei, tanto da natureza intelectual como da espiritual, que, pela contemplação, nos transformamos. O espírito gradualmente se adapta aos assuntos com os quais lhe é permitido ocupar-se. Identifica-se com aquilo que está acostumado a amar e reverenciar” (Mente, Caráter e Personalidade, CPB, p. 331).
Ao amar as suas mulheres e lhes dar ouvidos mais do que a Deus, Salomão perdeu o Senhor de vista. Passou a ser controlado por seus gostos e desejos, vivendo uma adoração dividida — um perigo que, uma vez instalado no coração, pode não ter mais volta. As mulheres de Salomão representam, hoje, tudo aquilo que ameaça a nossa fidelidade ao Senhor e à Sua Palavra. Tudo o que tira o nosso foco de Jesus e seguir-Lhe os passos, são armadilhas de Satanás para nos desviar do bom caminho. O apelo do Senhor para nós hoje é este: “Tornai-vos, pois, praticantes da Palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg.1:22).
Não seja apenas um mero entendedor; que a sua vida seja uma “carta de Cristo”, “conhecida e lida por todos”, escrita pelo Espírito Santo “não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações” (2Co.3:2-3). Deus deixou escrito em pedras o que deseja que esteja gravado em nosso coração (Dt.6:6). Perseveremos, pois, para a eternidade, onde não veremos o Senhor apenas “duas vezes” (v.9), mas com Ele reinaremos para sempre!
Senhor, nosso Deus, clamamos pela presença e permanência do Teu Espírito em nós! Não deixa, Senhor, que nos desviemos nem para a direita nem para a esquerda! Ajuda-nos a perseverarmos no Teu caminho eterno, abrindo mão de tudo aquilo que possa nos afastar de Ti. Não nos deixes cair em tentação, Pai, mas livra-nos do mal! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, perseverantes do Senhor!
Rosana Garcia Barros
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“Tendo a rainha de Sabá ouvido a fama de Salomão, com respeito ao nome do Senhor, veio prová-lo com perguntas difíceis” (v.1).
Em um tempo em que não existiam redes sociais nem jornais impressos, as notícias se espalhavam através do famoso boca a boca. Ao que tudo indica, Sabá ficava na região do Mar Vermelho, e aquele pode ter sido o primeiro povo a receber a notícia de que Israel havia atravessado o mar a seco. Desde então, a fama daquela nação de religião monoteísta só cresceu. As informações sobre Israel eram sempre consideradas cruciais e, a partir do momento em que a nação se tornou uma monarquia, os interesses comerciais e políticos aumentaram.
A ascensão de Salomão ao trono causou grande alvoroço entre as nações. O que esperar do filho do poderoso guerreiro Davi? Na expectativa de construir pontes e evitar confrontos, os reis da Terra enviavam presentes e propunham casamentos para selar acordos de paz. Tendo conhecimento dos milagres realizados em Israel no passado, a rainha de Sabá não poderia perder a oportunidade de ver um milagre com os seus próprios olhos. Finalmente, ela poderia tirar a prova se tudo o que havia ouvido (provavelmente desde a infância) era verdadeiro e se Salomão satisfaria suas expectativas.
Com perguntas difíceis e questionamentos que nem os maiores sábios de seu reino conseguiram responder, a rainha “compareceu perante Salomão e lhe expôs tudo quanto trazia em sua mente” (v.2). Diante de respostas concretas, sábias e inquestionáveis; de um reino cuja glória refletia até na comida à mesa e nas vestes de seus criados (v.5); e de um templo majestoso que recebia holocaustos de verdadeira adoração, a rainha de Sabá “ficou como fora de si” (v.5). Ela ficou maravilhada! Tudo o que ouvira sobre aquele povo era verdade, e a realidade sobre Salomão superava em muito os relatos que haviam chegado aos seus ouvidos.
Sabem, amados, há muitos e muitos anos, a humanidade tem ouvido falar de pessoas, famílias e de um povo cujo Deus é o Senhor. Através da Bíblia temos acesso ao relato da criação, de como ela foi maculada pelo pecado, de como Deus elegeu um povo como Seu porta-voz na Terra, da promessa de um Salvador, do grande conflito no qual estamos todos envolvidos, de como Cristo veio e deu a Sua vida para nos resgatar, e, por fim, da Sua derradeira promessa: “voltarei e vos levarei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:3). Todavia, ao invés de fazer como fez a rainha de Sabá, muitos têm se contentado apenas com o ouvir falar.
O meu comentário diário, bem como os demais, são apenas como as notícias que chegavam a Sabá através de mensageiros. A forma mais poderosa de receber as boas-novas é ter uma audiência particular com o Rei dos reis todos os dias. Abra a Palavra como quem busca respostas; para Deus, nada é profundo demais que Ele não possa explicar. Às vezes, não é o que queremos ouvir, mas é sempre o que precisamos entender. Prepare-se para uma viagem diária ao trono da graça em seus momentos de comunhão pessoal, levando o presente que Ele pede: “Dá-Me, filho Meu, o teu coração” (Pv.23:26).
Em breve, teremos uma reação semelhante à da rainha de Sabá ao atravessarmos os portais de pérola, pois “como está escrito: nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam” (1Co.2:9). O conhecimento de Deus, as edificações, a comida que era servida, as roupas que usavam e a forma como adoravam, tudo era muito diferente das demais nações. O estilo de vida peculiar de Israel deixou a rainha deslumbrada. Enquanto aguardamos o retorno de Cristo, amados, que o mundo veja em nós não uma fama baseada em coisas perecíveis, mas um modo de vida cristão genuíno, “com respeito ao nome do Senhor” (v.1).
Pai nosso que habita nos Céus, a Tua Palavra é uma fonte inesgotável de boas notícias e nós queremos beber dessa fonte todos os dias, de modo a Te encontrar e Te conhecer mais e mais. Dá-nos vislumbres diários da beleza do Teu caráter para que, pela contemplação, sejamos transformados à Sua semelhança. Tem misericórdia de nós, Senhor! Transforma o nosso desânimo em alegria e o nosso cansaço em resistência, para que perseveremos na fé até o fim. Clamamos, em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, aqueles que amam a Deus!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100