Reavivados por Sua Palavra


1Samuel 27 — Rosana Barros
4 de janeiro de 2026, 0:45
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“Aquis confiava em Davi, dizendo: Fez-se ele, por certo, aborrecível para com o seu povo em Israel; pelo que me será por servo para sempre” (v.12).

Davi conquistou a confiança do rei Aquis de tal forma que este lhe concedeu uma cidade e acreditava em tudo o que ele dizia e fazia. Contudo, Davi saía a pelejar contra os inimigos de Israel, dando a entender ao rei de Gate que havia combatido contra o próprio povo de Israel. Para Davi, seu segredo parecia guardado no silêncio das cidades que ele destruía. Entretanto, veremos a partir do capítulo 29 os resultados desastrosos dessa trama de fingimento. Como diz o ditado: “A mentira tem perna curta”.

Da primeira vez que Davi enganou o rei Aquis, fingindo-se de louco, sua intenção era apenas salvar a vida e fugir do território inimigo. Desta vez, porém, Davi sustentou uma mentira após outra, enquanto Aquis pensava ter conquistado um guerreiro vassalo. Esse artifício levou Davi a um falso conforto que durou “um ano e quatro meses” (v.7), mas as consequências dessa escolha durariam muito mais. Ninguém que use a mentira como estratégia sai ileso. Mais cedo ou mais tarde, ela revela sua origem, pois Satanás é o “pai da mentira” (Jo.8:44).

No versículo 11, lemos sobre Davi: “Este era o seu proceder por todos os dias que habitou na terra dos filisteus”. Qual tem sido o nosso procedimento diante do mundo? Proceder vai além de palavras; é comportamento e conduta. Uma vida fingida é, em si, uma grande mentira. Davi permitiu que o medo de Saul falasse mais alto do que sua confiança em Deus. Na primeira vez, ele fingiu ser louco; desta vez, cometeu uma real loucura espiritual ao tentar resolver as coisas por meio do engano.

Deus espera “que os Seus adoradores O adorem em espírito e em verdade” (Jo.4:24). A Bíblia diz que Deus é a verdade (Jr.10:10), o Espírito Santo é a verdade (1Jo.5:6), Jesus é a verdade (Jo.14:6), que a Palavra de Deus é a verdade (Jo.17:17), que a Lei de Deus é a verdade (Sl.119:142 e 151). Ou seja, tudo que é a verdade é eterno. E tudo que está ligado à mentira, está fadado à destruição: Satanás (Ap.20:10) e os mentirosos (Ap.21:27). Dizer uma mentira já causa prejuízos, mas viver uma mentira pode causar prejuízos eternos.

Os olhos do Senhor “estão abertos sobre todos os caminhos dos filhos dos homens, para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas obras” (Jr.32:19). Segundo o proceder de Davi entre os filisteus, ele colheria frutos de grande aflição. Todavia, o Senhor “não aflige e nem entristece de bom grado os filhos dos homens” (Lm.3:33). Mas tem prazer no “pecador que se arrepende” (Lc.15:7). A Palavra de Deus é a lâmpada da verdade que aquece e ilumina a nossa jornada nesse mundo frio e sombrio. Não podemos esperar andar na verdade sem buscar na fonte da verdade o conhecimento tão necessário para permanecer em fidelidade e integridade diante do Senhor. O amor de Cristo é derramado em nosso coração por meio do Espírito Santo, e o Espírito Santo realiza essa obra por intermédio das Escrituras, e através das Escrituras obtemos o conhecimento que salva (Leia Jo.17:3).

Ellen White escreveu: “Por amor de Cristo, o Senhor perdoa aos que O temem. Não vê neles a vileza do pecador. Neles reconhece a semelhança de Seu Filho, em quem eles creem. […] Ele salva os homens, não em pecado, mas do pecado; e os que O amam manifestarão seu amor pela obediência” (O Desejado de Todas as Nações, CPB, p.667 e 668). Todos nós pecamos, mas em Cristo, por Sua obra redentora, somos mais que vencedores (Rm.8:37). Que o nosso proceder, “seja em palavra, seja em ação”, que o façamos “em nome do Senhor Jesus [que é a verdade], dando por Ele graças a Deus Pai” (Cl.3:17).

Neste novo ano, tome a firme resolução de entreter mais comunhão com Deus através do estudo da Bíblia e de uma vida consagrada à oração. Se fizermos isso, só temos a ganhar. Jesus está às portas, amados! E, à semelhança de Noé e dos profetas, nós temos uma verdade presente para apresentar ao mundo. Que o Espírito Santo nos ensine a andar com o Senhor assim como “andou Enoque com Deus” (Gn.5:24).

Pai de amor eterno, graças Te damos porque o Senhor não nos abandonou na escuridão da mentira, mas através da Tua Palavra nos fez enxergar a luz da verdade! Nós queremos andar na Tua luz e ser a luz do mundo. Livra-nos de darmos ouvidos ou de praticarmos a mentira! Mas nos ensina, mediante a sabedoria da Tua Palavra, a andarmos em santidade e pureza de coração. Tão perto como estamos da volta do nosso Redentor, que a nossa vida, cheia do Teu Espírito, seja o cumprimento da Tua palavra profética, iluminando a Terra com a Tua glória. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, arautos da verdade!

Rosana Garcia Barros

#1SAMUEL27 #RPSP

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1Samuel 26 — Rosana Barros
3 de janeiro de 2026, 0:45
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“Assim como foi a tua vida, hoje, de muita estima aos meus olhos, assim também seja a minha aos olhos do Senhor, e Ele me livre de toda tribulação” (v.24).

Quando estudamos o capítulo 23 deste mesmo livro, vimos que um povo específico se prontificou a avisar Saul sobre o paradeiro de Davi: os zifeus. Esse mesmo povo reaparece no capítulo de hoje, entregando novamente ao inimigo o esconderijo de Davi. Certamente, para eles, a cabeça de Davi era a garantia de que suas terras não seriam invadidas nem seus bens saqueados. Saul, movido por uma obsessão maligna, permitiu que o ódio o levasse a ignorar por completo suas responsabilidades como monarca para perseguir um objetivo puramente pessoal.

Ao chegar perto do lugar onde Davi e seus homens estavam, Saul e seu exército resolveram acampar. Enquanto todos dormiam profundamente, Davi entrou no acampamento e tomou “a lança e a bilha de água da cabeceira de Saul” (v.12). Ao atingir uma distância segura, ele bradou pelo nome de Abner, o comandante do exército. Abner deve ter empalidecido ao perceber que havia deixado o rei vulnerável. Na verdade, se Davi ainda fosse o escudeiro real, Saul estaria muito mais seguro.

Da última vez, Saul parecia ter desistido da perseguição, mas bastou uma nova informação sobre o paradeiro de Davi para que ele largasse tudo e retomasse o que se tornara a “missão de sua vida”. Após Davi provar, pela segunda vez, que não pretendia fazer-lhe mal, Saul mudou de estratégia, simulando arrependimento e pedindo que Davi voltasse. A resposta de Davi foi sábia e firme: “Eis aqui a lança, ó rei; venha aqui um dos moços e leve-a. Pague, porém, o Senhor a cada um a sua justiça e a sua lealdade; pois o Senhor te havia entregado, hoje, nas minhas mãos, porém eu não quis estendê-las contra o ungido do Senhor” (v.23).

Não existe decisão mais sensata do que esperar no Senhor. A respeito desses episódios de traição dos zifeus, Davi compôs o Salmo 54: “Ó Deus, salva-me, pelo Teu nome, e faze-me justiça, pelo Teu poder. […] Pois contra mim se levantam os insolentes, e os violentos procuram tirar-me a vida; não têm Deus diante de si. Eis que Deus é o Meu ajudador, o Senhor é quem me sustenta a vida. Ele retribuirá o mal aos meus opressores […] Pois me livrou de todas as tribulações” (Sl.54:1, 3, 4 e 7).

Como também está escrito: “Ao aflito livra por meio da sua aflição e pela opressão lhe abre os ouvidos” (Jó 36:15). Deus usa situações aparentemente ruins ou que julgamos sem saída para mostrar Seu poder. Ao analisarmos a vida de Davi, percebemos que foi nos momentos de maior angústia que sua fé e comunhão foram intensificadas. No deserto, ele era um fiel homem de Deus; na segurança e no conforto do palácio, tornou-se o rei que falhou com Bate-Seba. É algo a se pensar, não é verdade, amados?

Por isso, “meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança” (Tg.1:2-3). Como Davi, confiemos na provisão divina. Ele foi coroado rei após a provação; se confiarmos, Deus nos dará a coroa da vida eterna! Perante a face sorridente de nosso Salvador, todos os sofrimentos desta Terra serão apenas um passado remoto. Viva o presente com Jesus, e Ele lhe dará um futuro glorioso e eterno!

Escuta, ó Deus, a nossa oração, dá ouvidos às palavras de nossa boca, pois não ousamos falar Contigo fiados em nossa justiça, mas em Tuas muitas misericórdias! Pedimos que o Senhor nos livre de todo o mal e nos conceda prudência em nossos relacionamentos. Que os desertos da vida preparem o nosso caráter para que possamos, um dia, entrar pelas portas do Teu palácio celestial. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, herdeiros da coroa da vida!

Rosana Garcia Barros

#1SAMUEL26 #RPSP

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1Samuel 25 — Rosana Barros
2 de janeiro de 2026, 0:45
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“Então, disse Davi a Abigail: Bendito o Senhor, Deus de Israel, que, hoje, te enviou ao meu encontro” (v.32).

Houve uma grande comoção em Israel devido à morte do profeta Samuel. Todo o povo se reuniu para chorar a perda daquele que, por tantos anos, foi a voz que transmitia as palavras divinas. Desde a infância no templo, Samuel conquistara a simpatia de todos por seu caráter íntegro e coração compassivo. Para a nação, sua partida trouxe um misto de tristeza e aflição, como se tivessem perdido o chão. No entanto, o capítulo de hoje também relata uma segunda morte, com uma perspectiva bem diferente: a de Nabal.

Fazendo jus ao seu nome, que significa “insensato” ou “louco”, Nabal era um homem rude, “duro e maligno em todo o seu trato” (v.3). Em contrapartida, sua esposa, Abigail, “era sensata e formosa” (v.3). Poucas são as personagens que as Escrituras destacam pela beleza física, e Abigail é uma delas. Realmente tratava-se de uma linda mulher. Contudo, antes de mencionar sua formosura, o texto destaca sua sensatez. Abigail agiu com prudência e sabedoria, e seria recompensada por isso. Pois “enganosa é a graça, e vã, a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada” (Pv.31:30).

Ao saber da ingratidão e do insulto de Nabal, Davi irou-se grandemente, e sua ira quase o levou a cometer um ato de vingança pessoal. Mas todas as palavras e atitudes de Abigail tocaram o coração de Davi e o livraram de cometer um ato impensado. Davi louvou a Deus por ter usado Abigail em seu favor, e louvou aquela mulher que mostrou ser o contraste de seu ímpio marido. As palavras dela se cumpriram, pois, dias depois, “feriu o Senhor a Nabal, e este morreu” (v.38). E, informado do ocorrido, Davi mandou buscá-la para que se tornasse sua esposa.

Quando os homens de Davi foram buscar Abigail para tornar-se mulher deste, “ela se levantou”, ou seja, saiu do luto para ir ter com o seu futuro marido. Saiu do luto para a festa de casamento. Esta é precisamente a promessa de Deus para os Seus escolhidos. Ele promete converter a tristeza em alegria, o choro em riso, o luto em celebração! Como está escrito: “Converteste o meu pranto em folguedos; tiraste o meu pano de saco e me cingiste de alegria” (Sl.30:11). E tão perto como estamos das bodas do Cordeiro, necessitamos de um coração sensato e prudente como o de Abigail, mas também humilde e disposto a retroceder do mal como o de Davi.

Hoje, o Espírito Santo tem uma obra a realizar em nosso coração. E Ele nos convida a sermos Seus instrumentos de paz, mas também a reconhecermos que outros podem ser instrumentos divinos para nos repreender e nos admoestar, visando o nosso próprio bem. Eis o que Jesus nos diz: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te” (Ap.3:19). Deus nos “chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz”, amados (1Pe.2:9). Sejamos, pois, pela graça de Cristo, achados dignos desta eleição de misericórdia.

Em Ti, Senhor, nos refugiamos, reconhecendo que somente a Tua graça é capaz de nos salvar de nós mesmos. Livra-nos de buscarmos fazer vingança com nossas próprias mãos! Mas que, à semelhança de Abigail, sejamos ágeis e prudentes em nossas atitudes. E, como Davi, possamos estar dispostos a retroceder de nossas atitudes impensadas. Guarda-nos para o Teu reino, Rocha eterna da salvação! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, eleitos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#1SAMUEL25 #RPSP

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1Samuel 24 — Rosana Barros
1 de janeiro de 2026, 0:45
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“Sucedeu, porém, que, depois, sentiu Davi bater-lhe o coração, por ter cortado a orla do manto de Saul” (v.5).

Um tempo de terrível angústia abateu-se sobre Davi e seu pequeno exército. Nas profundezas das cavernas, encontraram refúgio contra a fúria e a insistente perseguição de Saul. Foi justamente quando o rei estava sozinho em um desses lugares que os homens de Davi enxergaram a oportunidade de matar o seu algoz e se verem livres daquela doentia perseguição. Ali estava Saul, sozinho e indefeso. Seria a oportunidade perfeita! Davi, porém, conteve-os e, cortando furtivamente “a orla do manto de Saul” (v.4), obteve a prova de que não pretendia tirar a vida do “ungido do Senhor” (v.6).

Aquela atitude, no entanto, por menor que fosse o prejuízo material, causou um grande aperto no coração de Davi. Arrependido e fortemente comovido, ele saiu da caverna e chamou Saul. De longe, o rei avistou a sua “caça” fazendo-lhe “reverência, com o rosto em terra” (v.8). “Olha, pois, meu pai” (v.11), foi a forma carinhosa de Davi se dirigir àquele que o perseguia sem causa. Ao comprovar que Davi lhe havia poupado a vida, “chorou Saul em voz alta” (v.16), proferindo palavras de aprovação que devem ter consolado grandemente o coração do aflito fugitivo.

Diante de inimigos e perseguidores, precisamos confiar, como Davi, na justiça divina: “Seja o Senhor o meu juiz, e julgue entre mim e ti, e veja, e pleiteie a minha causa, e me faça justiça, e me livre da tua mão” (v.15). Notem que, mesmo diante das lágrimas e da confissão de Saul, a prudência não permitiu que Davi se aproximasse dele. A comoção de Saul não indicava que ele houvesse se arrependido, mas apenas o reconhecimento de que seu oponente era um homem justo e que possuía algo que ele havia perdido: a bênção de Deus. Davi sabia que a sua luta não era meramente contra Saul, mas contra o espírito maligno que dominava o rei. Manter uma distância segura era, portanto, o mais sensato a se fazer.

Tentando provar sua bondade, Davi fez algo que lhe doeu no coração (o corte do manto). Por vezes, não sabemos ao certo como lidar com situações adversas e acabamos tomando atitudes ou proferindo palavras por impulso que depois nos angustiam. Mas Deus, em Sua infinita misericórdia, pode transformar os nossos impulsos em oportunidades de reconciliação. Embora Davi e Saul nunca mais tenham voltado à antiga parceria, o coração de Davi estava em paz. Portanto, confie na justiça do Senhor e siga o exemplo de Cristo, fazendo sempre o bem aos seus inimigos, ainda que não haja o retorno desejado. Como Davi, que esta seja a nossa oração: “Livra-me, Senhor, do homem perverso, guarda-me do homem violento, cujo coração maquina iniquidades e vive forjando contendas” (Sl.140:1-2).

Querido Deus e Pai, neste primeiro dia do ano, queremos dedicar a nossa vida e o nosso lar a Ti! Clamamos por Tua sabedoria para que saibamos lidar com as circunstâncias difíceis da melhor forma e, ainda que venhamos a cometer algum erro pelo impulso do momento, que o Senhor use cada situação para o bem e para a Tua glória! Enche o nosso coração do amor de Cristo! Fazemos esta oração em nome do Teu Filho Amado, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, homens e mulheres segundo o coração de Deus!

Rosana Garcia Barros

#1SAMUEL24 #RPSP

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1Samuel 23 — Rosana Barros
31 de dezembro de 2025, 0:45
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Antes de tomar qualquer decisão, Davi consultava o Senhor. Ele permaneceu “no deserto, nos lugares seguros”, e “Saul buscava-o todos os dias, porém Deus não o entregou nas suas mãos” (v.14). Percebam que “os homens de Davi” (v.3) tiveram medo de subir à peleja em Queila. Portanto, aqueles homens, antes de se tornarem os famosos valentes de Davi, tiveram que aprender a exercitar sua confiança em Deus enquanto venciam seus medos. A liderança de Davi foi para eles uma escola de fé.

Entre uma perseguição e outra, Davi teve a chance de rever o amigo que pensou que não mais veria. Jônatas apareceu em um dos esconderijos de Davi e “lhe fortaleceu a confiança em Deus” (v.16); enquanto isso, Saul colocava em risco o seu próprio povo, pois, por sua negligência, “os filisteus invadiram a terra” (v.27). Aquele lugar em que “Saul desistiu de perseguir a Davi” ficou conhecido como “Pedra de Escape” (v.28). Como Jônatas, Deus nos chama para sermos cuidadores de nossos irmãos, fortalecendo-lhes a fé e animando-os a prosseguir, ainda que estejam fortemente abatidos pelas circunstâncias.

O Salmo 37 revela bem a confiança que Davi tinha no Senhor: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará” (Sl.37:5). Deus ajuda e livra todos os que confiam em Sua justiça; Ele “livra-os dos ímpios e os salva, porque nEle buscam refúgio” (Sl.37:40). Antes de buscar refúgio em qualquer lugar da Terra, Davi buscava refugiar-se nos braços do Senhor. Percebam que Saul, em sua insanidade, cogitou ser plano divino prender Davi “numa cidade de portas e ferrolhos” (v.7) a fim de capturá-lo, como se Deus aprovasse seus planos assassinos. Sobre esse tipo de atitude, o apóstolo Paulo escreveu: “No tocante a Deus, professam conhecê-Lo; entretanto, O negam por suas obras; é por isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra” (Tt.1:16).

Creio que, no momento de maior necessidade, Deus enviou Jônatas até Davi. Como é maravilhoso ter um amigo em quem se pode confiar! Deus muito se agrada de amizades assim, de íntima afinidade espiritual. Contudo, ainda que não tenhamos um amigo terreno assim, Jesus nos diz: “tenho-vos chamado amigos” (Jo.15:15). Antes de falar com qualquer pessoa, Davi falava com Deus. Como o Senhor almeja que façamos o mesmo! Que experimentemos as bênçãos da sagrada comunhão. Ele deseja firmar a nossa confiança nEle e estabelecer uma amizade cujos laços sejam fortalecidos a cada experiência diária. “Faze-me ouvir, pela manhã, da Tua graça, pois em Ti confio; mostra-me o caminho por onde devo andar, porque a Ti elevo a minha alma” (Sl.143:8).

Eis o que diz a Palavra Inspirada: “Em vos converterdes e em sossegardes, está a vossa salvação; na tranquilidade e na confiança, a vossa força” (Is.30:15). Por mais que fosse difícil enfrentar a perseguição de Saul, Davi podia vislumbrar o cuidado de Deus em cada livramento. Mesmo que surjam situações em nossa vida que nos coloquem em um beco sem saída, o Senhor está disposto a transformar o intransponível em “Pedra de Escape”. Todo aquele que aprende a “consultar o Senhor” (v.4) através de uma vida diária de intimidade, no estudo de Sua Palavra e na oração, jamais será deixado às escuras. Coloque o seu nome na oração do salmista: “Lembra-te, Senhor, a favor de [Rosana], de todas as suas provações” (Sl.132:1).

Pai de amor eterno, quão gratos somos por mais um ano em que o Senhor nos ajudou a perseverar no estudo da Tua Palavra! Foram 365 dias meditando em 365 capítulos das Escrituras para crescermos em Teu conhecimento. Senhor, o inimigo das almas deseja nos encurralar e nos fazer acreditar que não há saída, que nossos pecados não têm perdão e que não somos dignos da salvação. Sim, Pai, não somos dignos, mas Jesus é digno, e Ele pagou o alto preço da nossa redenção com Seu precioso sangue. Por isso, humildemente nos colocamos em Tua presença, reconhecendo que necessitamos ter as nossas vestes lavadas e alvejadas no sangue do Cordeiro. Necessitamos do ouro refinado no fogo, das vestes brancas e do colírio. Enche-nos do Teu Espírito para que, como testemunhas de Jesus, este novo ano seja o tempo de recebermos do alto a chuva serôdia, para que vejamos o Senhor voltar em nossa geração. Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia e um feliz Ano Novo, povo que confia no Senhor!

Rosana Garcia Barros

#1SAMUEL23 #RPSP

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1Samuel 22 — Rosana Barros
30 de dezembro de 2025, 0:45
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“Fica comigo, não temas, porque quem procura a minha morte procura também a tua; estarás a salvo comigo” (v.23).

Vimos que, além de sua família, uniram-se a Davi os rejeitados de Israel: homens tomados pelo desespero de uma existência fracassada. Homens que, se tivessem redes sociais, não seriam os mais seguidos nem os mais curtidos. Mas foram esses que procuraram Davi, tanto para buscar refúgio quanto para oferecer ajuda. Não foram os mais letrados, os mais religiosos, nem os mais caridosos. Em Seu ministério terrestre, Jesus também foi questionado por que comia com os publicanos e pecadores, os rejeitados de Israel. “Mas Jesus, ouvindo, disse: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos; pois não vim chamar justos, e sim pecadores [ao arrependimento]” (Mt.9:10-13).

Percebem por que a Bíblia diz que Davi era um homem segundo o coração de Deus? Ele não fazia acepção de pessoas e atraía para si todo aquele que reconhecia precisar de ajuda. Aqueles 400 homens viram em Davi o mesmo que os publicanos e pecadores viram em Cristo: a oportunidade de uma nova vida. Eles enxergaram em Davi o que faltava em Saul: misericórdia. Davi poderia ter despedido aqueles homens; afinal, ele já tinha problemas o suficiente. Porém, onde a sociedade enxergava fracasso, Davi enxergou oportunidade de vitória. Aos que Israel chamava de pecadores, Jesus viu como candidatos ao reino dos Céus.

A atrocidade comandada por Saul e Doegue representa a missão do inimigo de Deus: “roubar, matar e destruir”, em completo contraste com a missão de Cristo: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo.10:10). O sacerdote Aimeleque descreveu Davi como o mais fiel e honrado dos servos de Saul. Jesus veio e nos deixou o insuperável modelo de serviço: “Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos” (Mc.10:45).

Outro ponto interessante é o que Davi disse a Abiatar no versículo 22: “Fui a causa da morte de todas as pessoas da casa de teu pai”. Houve uma verdadeira chacina em Nobe, mas não por causa de Davi, e sim por causa da malignidade do rei Saul. Da mesma forma, quando Jesus nasceu, todos os meninos de Belém de dois anos para baixo foram mortos, não por causa dEle, mas pela maldade do rei Herodes. Na verdade, meus irmãos, quem procura a morte de Davi quanto a de Cristo, procura a sua e a minha também. A Bíblia diz que “a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso” (Ef.6:12). Quando Satanás foi expulso do Céu, foi precipitada com ele a terça parte dos anjos (Ap.12:4 e 7-9). Este conflito, que é cósmico, é ao mesmo tempo uma luta pelo controle da nossa mente.

O que Davi disse a Abiatar, Cristo não se cansa de nos dizer todos os dias: “Fica comigo, não temas […] estarás a salvo Comigo!” Por vezes, o inimigo coloca em nossa vida zonas de conforto que nos fazem pensar que estamos em lugar seguro; mas, a todos que estão com o coração aberto à voz de Deus, Ele diz, assim como disse a Davi: “Não fiques neste lugar seguro” (v.5). Foi porque Saul se acomodou ao seu trono terreno que permitiu que Deus fosse destronado de seu coração. Precisamos sair da nossa zona de conforto se queremos experimentar viver a vontade de Deus e ter uma comunhão profunda com Ele.

Há um hino do Hinário Adventista que diz no coro: “Somos um pequeno povo mui feliz”. Quando fui ensinar esse hino aos meus filhos, o mais novo olhou para mim e disse: “Não, mamãe, somos um pequeno povo GIGANTE feliz!”. Essa inocente colocação me ensinou uma profunda lição: podemos ser vistos como poucos diante do mundo, mas aos olhos do Senhor somos grandes e preciosos. Podemos, como Davi, estar aparentemente em desvantagem. Pode ser que o inimigo esteja colocando em nossa conta situações que ele mesmo provocou. Tenhamos, contudo, a resiliência e a tranquilidade de Davi, que permaneceu calmo e confiante em Deus naquele momento de severa prova.

Doegue pode ter matado o corpo daqueles homens e mulheres de Deus, mas jamais poderia lhes roubar a vida eterna. Herodes ceifou a vida daquelas crianças inocentes de Belém, mas seus lugares estão guardados na eternidade. Os fariseus levaram seus planos malignos até a consumação da morte de Cristo, mas Ele ressuscitou para nos coroar com a “coroa do felizes para sempre”. Pois nem a morte pode nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus (Rm.8:38-39). Portanto, permaneça em Cristo. Não temas, pois com Ele você estará sempre em segurança!

Nosso amado Pai Celeste, graças Te damos pela salvação em Cristo Jesus! Graças Te damos pelo amor de Cristo, que nos amou até à morte, e morte de cruz! Concede-nos, ó Deus, o Espírito Santo para que tenhamos ouvidos atentos à Tua voz e um coração submisso à Tua vontade! Se estamos em situação de perigo julgando estar em lugar seguro, dá-nos força para sair, ainda que a fúria do inimigo se manifeste contra nós. Fortalece-nos nesses dias finais, Senhor! Pelos méritos do nosso Redentor, Cristo Jesus, nós Te oramos, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, pequeno povo GIGANTE feliz!

Rosana Garcia Barros

#1SAMUEL22 #RPSP

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1Samuel 21 — Rosana Barros
29 de dezembro de 2025, 0:45
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“Pelo que se contrafez diante deles, em cujas mãos se fingia doido, esgravatava nos postigos das portas e deixava correr saliva pela barba” (v.13).

O sacerdote Aimeleque ficou tomado de medo ao avistar Davi sozinho e perguntou qual era o motivo de sua visita. Davi mentiu, provavelmente com a intenção de proteger o sacerdote caso Saul soubesse que este o havia ajudado. Mas o único alimento ali disponível eram os pães da proposição, ou seja, os pães sagrados do santuário. Após certificar-se de que Davi e seus homens não haviam se contaminado com nada impuro, Aimeleque julgou por bem dar-lhes de comer daqueles pães.

Ao ser indagado sobre o porquê de Seus discípulos colherem e comerem espigas no sábado, Jesus usou este episódio da vida de Davi como ilustração. As inúmeras regras criadas pelos judeus acerca da guarda do quarto mandamento, haviam tornado o sábado algo distante do propósito que realmente deveria cumprir: um dia especial, deleitoso e de profunda comunhão com o Criador (Is.58:13-14). A expressão “Misericórdia quero e não holocaustos” (Mt.12:7) define bem a sábia decisão do sacerdote em alimentar Davi e seus homens, e a inocente atitude dos discípulos em pegar algumas espigas para se sustentar.

Dali de Nobe, fugindo de Saul, Davi partiu para Aquis, rei de Gate. Ele não esperava encontrar ali pessoas tão informadas acerca de sua fama de guerreiro vitorioso. Davi percebeu, portanto, que havia fugido de um inimigo para cair nas mãos de outro. E qual foi a sua atitude? Fingir-se de louco! Isso mesmo. Davi se passou por doido, remexendo nas aberturas das portas e babando como um bebê de colo. Imaginem a cena! A pergunta do rei de Gate confirma a perfeita atuação de Davi: “Faltam-me a mim doidos, para que trouxésseis este para fazer doidices diante de mim? Há de entrar este na minha casa?” (v.15).

O contexto histórico do Salmo 34 é justamente este em que Davi se finge de louco. O tema central do Salmo é: “Provai e vede que o Senhor é bom”. Apesar de nossas atitudes impensadas, a bondade do Senhor vai além. Mesmo que o medo nos leve a agir de forma alienada diante dos homens, Deus ouve o clamor do coração: “Clamou este aflito, e o Senhor o ouviu e o livrou de todas as suas tribulações” (Sl.34:6). Apesar do comportamento “louco” de Davi, seu coração clamava pelo socorro divino. Diante do rei de Gate, Davi era um louco; porém, diante de Deus, era um aflito de coração clamando por livramento.

Quantas vezes julgamos as ações humanas sem misericórdia alguma. Permitam-me ilustrar:

Uma dirigente de um ministério de louvor estava se organizando para ministrar a música em determinada igreja, quando um ancião a abordou sobre o fato de dois músicos estarem vestindo calça jeans, e não roupa social. Aquela mulher, conhecendo a condição humilde daqueles rapazes, mansa e sabiamente respondeu: “Está vendo aquele jovem, meu irmão? Ele veste numeração 40. E aquele outro, veste 42. Estamos abertos a doações”. Sabem o que isso quer dizer? Que somos muito rápidos para julgar e desatentos para amar.

O sacerdote preferiu alimentar Davi e seus homens com o pão sagrado a deixá-los à míngua. Jesus preferiu ser acusado de quebrar uma regra humana sem sentido a deixar Seus discípulos passarem fome no Dia do Senhor. Davi fingiu-se de doido para salvar a sua vida. Sejamos, pois, misericordiosos, assim como o Senhor tem sido misericordioso conosco a cada dia (Lm.3:22-23).

E ainda que tenhamos razão em alguma circunstância, ao invés de criticar ou ferir o nosso próximo com palavras ofensivas, lembremos do nosso supremo Exemplo. Quando confrontado por Satanás, Jesus “não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!” (Jd.9). Respostas irônicas, indiretas e grosserias têm transformado as redes sociais em verdadeiras zonas de guerra. Amados, Jesus não nos chamou para isso. Em nome de Jesus, “não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm.12:21)!

Pai Celestial, rico em amor e misericórdia, Te agradecemos por tantas vezes nos livrar de situações ruins que nós mesmos provocamos ou que acabamos nos envolvendo sem perceber. Dá-nos a sabedoria semelhante a de Cristo, para que nossas palavras e ações correspondam à Tua vontade. Queremos ser misericordiosos como Tu és misericordioso. Ajuda-nos, Senhor! E muito obrigada por nos falar através da Tua Palavra! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, misericordiosos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#1SAMUEL21 #RPSP

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1Samuel 20 — Rosana Barros
28 de dezembro de 2025, 0:45
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“Disse Jônatas a Davi: Vai-te em paz, porquanto juramos ambos em nome do Senhor, dizendo: O Senhor seja para sempre entre mim e ti e entre a minha descendência e a tua” (v.42).

Com a presença de Saul, Davi foi obrigado a fugir “da casa dos profetas” (v.1). Ele não entendia o porquê de tanto ódio e, encontrando-se com Jônatas, questionou: “Que fiz eu? Qual é a minha culpa? E qual é o meu pecado diante de teu pai, que procura tirar-me a vida?” (v.1). A resposta de Jônatas revela que este ainda não havia percebido a malícia de seu pai nem seu ódio homicida. Mas Davi não ousou colocar o filho contra o pai; antes, sugeriu uma estratégia a fim de provar a real intenção de Saul. Firmando uma aliança, ambos se uniram em um plano que salvaria a vida de Davi e abriria os olhos de Jônatas para a triste realidade da maldade no coração de seu pai.

Foi no segundo dia “da Festa da Lua Nova” (v.27) que Saul questionou a cadeira vazia de Davi. A explicação de Jônatas foi o estopim para a queda da máscara de “bom rei” de seu pai. Sua reação descontrolada quase tirou a vida do próprio filho que, por sua vez, “todo encolerizado, se levantou da mesa e […] não comeu pão, pois ficara muito sentido por causa de Davi, a quem seu pai havia ultrajado” (v.34). O que vemos em seguida é o relato de uma cena comovente entre dois amigos obrigados a se despedir. Quando “se levantou Davi e se foi; e Jônatas entrou na cidade” (v.43), antes, confirmaram a aliança estabelecida, pois haviam jurado “ambos em nome do Senhor” (v.42).

Jesus deixou um conselho a Seus discípulos que bem se aplica ao contexto do capítulo de hoje: “Sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas. E acautelai-vos dos homens” (Mt.10:16-17). A atitude precavida de Davi revelou a prudência em investigar as intenções de Saul através de um plano o mais simples possível. Em nossos relacionamentos, necessitamos dessas virtudes a fim de evitar conflitos desnecessários ou suspeitas indevidas. Não é da vontade de Deus que fiquemos alimentando ou cogitando ruins suspeitas contra o próximo. O Espírito Santo é o fiel ajudador de todos os que, de todo o coração, buscam a Deus. A eles é prometido: “nada há encoberto, que não venha a ser revelado; nem oculto, que não venha a ser conhecido” (Mt.10:26).

Nossa confiança precisa estar no Senhor, mas Ele não fará o que nos capacitou a fazer. Diante da sepultura de Lázaro, Ele declarou aos que ali estavam: “Tirai a pedra” (Jo.11:39). Ou seja: façam o que vocês podem fazer. Davi e Jônatas fizeram o que estava ao alcance deles naquela situação desafiadora. A nós também foi confiada a capacidade de agirmos e reagirmos segundo nos é lícito realizar. Observar atentamente o comportamento daqueles que nos cercam não é uma questão de julgamento precipitado, é bíblico: “Rogo-vos, pois, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles” (Rm.16:17). Outra vez, o apóstolo nos adverte com relação aos falsos religiosos: “Foge também destes” (2Tm.3:5).

Que o Espírito do Senhor nos conceda a prudência e a simplicidade de Davi para que não sejamos enganados pela astúcia de homens maus. Uma coisa é certa, amados: o Deus de Davi também é o nosso Deus. E, como cuidou de Davi, cuidará de mim e de você.

Santo de Israel, nossos olhos estão postos em Ti para que, iluminados, tenham discernimento nos relacionamentos e sabedoria em cada circunstância. Muitas vezes somos perseguidos sem causa e não entendemos o porquê. Mas queremos andar com fé, na certeza do Teu cuidado e proteção. Nós Te amamos e oramos em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, homens e mulheres prudentes!

Rosana Garcia Barros

#1SAMUEL20 #RPSP

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1Samuel 19 — Rosana Barros
27 de dezembro de 2025, 0:45
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“Procurou Saul encravar a Davi na parede, porém ele se desviou do seu golpe, indo a lança ferir a parede; então, fugiu Davi e escapou” (v.10).

A amizade de Jônatas foi uma arma poderosa para preservar a vida de Davi. Como sucessor do trono, ele tinha tudo para tirar Davi do seu caminho, mas, ao contrário de seu pai, Jônatas reconheceu que o Senhor era com Davi. Com a mente perturbada por um “espírito maligno” (v.9) e, consequentemente, com o coração cheio de inveja e amargura, parecia haver uma luta interior a qual Saul ainda tentava vencer, pois, convencido pela defesa de Jônatas, “esteve Davi perante este como dantes” (v.7). Mas não demorou muito para que novamente desse abertura aos seus vis sentimentos, iniciando um novo atentado à vida daquele que considerava como rival.

Com o anúncio de Mical: “Se não salvares a tua vida esta noite, amanhã serás morto” (v.11), Davi compreendeu que a fuga seria a melhor opção. Então, “ele se foi, fugiu e escapou” (v.12). Não se foi, contudo, para qualquer lugar ou em busca de qualquer ajuda. “Davi fugiu, e escapou, e veio a Ramá […] e se retiraram, ele e Samuel, e ficaram na casa dos profetas” (v.18). Dali por diante, “o Espírito de Deus” (v.20) tomou conta da situação, de forma que até mesmo Saul teve o privilégio de ser usado por Ele e de ser comparado a um dos profetas.

Quão importante é conservarmos amizades que exalam o aroma de Cristo! Jônatas colocou em risco muitas vezes a sua própria vida a fim de proteger a vida de seu amigo. E Davi soube reconhecer isso, confiando na lealdade de Jônatas. Percebam que Davi se desviou do golpe de Saul e fugiu. Ele poderia ter reagido, mas escolheu confiar no cuidado do Senhor. Davi foi para o lugar e à pessoa onde considerou estar a bênção de Deus. E, por sua confiança e fidelidade, contemplou a ação do Espírito Santo.

Amados, estamos vivendo em tempos muito perigosos, em que viver a vontade de Deus requer coragem, fé e perseverança. Nossa vida está na mira daquele que deseja nos roubar, matar e destruir (Leia Jo.10:10). Satanás está com sua lança inflamada na mão pronto para encravar a nossa vida na parede da morte eterna. E o apelo de Mical a Davi bem se aplica a nós que vivemos na noite destes últimos dias: “Se não salvares a tua vida esta noite, amanhã serás morto” (v.11). Fugir e se desviar do mal é uma das qualidades apreciadas e reconhecidas pelo próprio Deus na vida de Seus fiéis, como foi com o justo Jó (Leia Jó 1:8). Por isso que a última advertência ao Seu povo é um chamado à fuga da falsa adoração: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4).

E como Davi encontrou refúgio na companhia do profeta do Senhor, é-nos apresentado, hoje, o mesmo caminho seguro contra o mal: “Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar contra os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). “Pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (Ap.19:10). Se assim confiarmos na guia divina, e dermos ouvidos ao “que o Espírito diz às igrejas” (Ap.3:22), o Senhor preservará a nossa vida como poderoso testemunho de Sua fidelidade. Pois está escrito: “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr.20:20).

Temos inúmeras promessas do cuidado paterno do nosso Deus, amados. Necessitamos ler e memorizar essas promessas como preciosos fios de ouro bem entrelaçados e presos ao nosso coração. Dentre elas, compartilho uma das mais apreciadas e conhecidas, que carregam o peso imutável da garantia divina a todo o que crê: “Não temas, porque Eu sou contigo; não te assombres, porque Eu sou o teu Deus; Eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a Minha destra fiel” (Is.41:10). Fugir do mal não significa, portanto, covardia, e sim coragem e fé firme na intervenção de Deus.

É hora, meus irmãos, de tomarmos uma firme decisão ao lado do Senhor, revestindo-nos da Sua armadura que é suficiente para nos manter a salvo dos atentados do maligno. Assim diz o Senhor: “Se te fadigas correndo com homens que vão a pé, como poderás competir com os que vão a cavalo?” (Jr.12:5). Como as adversidades na vida de Davi estavam apenas começando, ainda enfrentaremos tempos muito difíceis. Persevere em apegar-se ao Senhor, em estudar a Sua Palavra e manter-se conectado com Ele, “orando em todo tempo no Espírito” (Ef.6:18), e o mesmo Espírito lutará por nós e nos manterá no “esconderijo do Altíssimo” (Sl.91:1).

Ó Esperança de Israel e Redentor seu no tempo da angústia, graças Te damos por Teu cuidado, amor e proteção! Clamamos ao Senhor por Teu auxílio na fuga contra o mal, para que a nossa mente esteja guardada na Tua verdade presente e confiemos em todo tempo na obra do Espírito Santo. Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, refugiados no Senhor!

Rosana Garcia Barros

#1SAMUEL19 #RPSP

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1Samuel 18 — Rosana Barros
26 de dezembro de 2025, 0:45
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“Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma” (v.3).

O capítulo de hoje traz dois extremos: a história de uma amizade verdadeira, altruísta e repleta de amor e, por outro lado, uma relação que se transformou em ódio e inveja. A ligação entre Jônatas e Davi demonstra a fiel e verdadeira amizade entre pessoas que compartilham dos mesmos sentimentos. Esta é uma das mais belas amizades descritas nas Escrituras e a que expressa maior intensidade: “a alma de Jônatas se ligou com a de Davi” (v.1). Davi e Jônatas “fizeram aliança” (v.3). Este pacto indicava um forte vínculo que nem a morte poderia quebrar. Tanto que, no capítulo nove de 2Samuel, veremos que Davi honrou essa promessa cuidando do filho de Jônatas como se fosse seu próprio filho.

A atitude de Jônatas em se despojar tanto de sua capa quanto de sua armadura, entregando-as a Davi, é uma demonstração de que, apesar de ser o sucessor natural do trono de Saul, ele reconheceu ser Davi o escolhido de Deus. Aonde quer que fosse, Davi “se conduzia com prudência” e era “benquisto de todo o povo” (v.5). E isso incomodava Jônatas, amados? Muito pelo contrário; isso o alegrava, pois as conquistas de Davi eram as suas próprias. Sobre este tipo de atitude, o apóstolo Paulo escreveu: “Alegrai-vos com os que se alegram” (Rm.12:15). Não havia hipocrisia entre eles, somente amor fraternal e honra. O amor genuíno é assim: nós nos despimos do que temos a fim de atender a um amigo. Não nos importamos em ver o outro prosperar; pelo contrário, nos alegramos nisso, porque o verdadeiro amor “não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus próprios interesses, não se exaspera, não se ressente do mal” (1Co.13:4-5).

Na amizade entre Jônatas e Davi não havia espaço para inveja, fofoca, intriga, desconfiança ou medo. Entretanto, foi exatamente isso o que aconteceu com a “amizade” de Saul para com Davi. A partir do momento em que o seu tocador de harpa passou a ser reconhecido como guerreiro vitorioso, a máscara de Saul caiu. A convivência transformou-se em contínua inimizade e o amor em medo e inveja. Davi foi louvado por suas vitórias e, então, “daquele dia em diante, Saul não via a Davi com bons olhos” (v.9). E sabem o que acontece com pessoas que escolhem esse tipo de atitude? A Bíblia nos responde: “um espírito maligno, da parte de Deus, se apossou de Saul” (v.10). Permitir que a inveja tome conta do ser resulta na mesma atitude que expulsou Lúcifer do Céu. E isto é muito sério, amados!

Quem você tem sido hoje? Como Saul, ou como Davi e Jônatas? O ódio causado pela inveja faz com que o indivíduo só tenha dardos inflamados para oferecer. Outro resultado da inveja de Saul foi o medo: “Saul temia a Davi, porque o Senhor era com ele” (v.12). Na verdade, Saul nunca amou Davi de verdade e nunca foi seu amigo, pois “no amor não existe medo” (1Jo 4:18). Saul via a mão de Deus sobre Davi e sentia pavor porque, por mais que negasse e assumisse uma postura de ungido do Senhor, em seu coração sabia que já não o era mais.

Hoje você pode estar sendo perseguidor ou perseguido. Se perseguidor, Deus o chama hoje a uma mudança antes que seja tarde demais. Se perseguido, o Senhor o convida a nEle descansar e meditar na trajetória de Davi, pois “todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm.3:12).

Pai de amor eterno, necessitamos do Teu amor em nosso coração, sendo derramado pelo Espírito Santo. Reconhecemos que essa é uma obra que precisa ser diária e ininterrupta. Jesus disse que todos conhecerão que somos Seus discípulos se tivermos amor uns pelos outros. Retira do nosso coração toda raiz de amargura, Senhor! Ó, Pai, que o Teu amor seja o agente norteador de nossa vida para que o mundo saiba que somos Teus e que breve Jesus voltará para buscar o Seu povo amado. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, discípulos de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#1SAMUEL18 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100