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“Assim, Davi, com todo o Israel, fez subir a arca do Senhor, com júbilo e ao som de trombetas” (v.15).
O transporte da arca da aliança para Jerusalém foi transformado pelo rei em uma grande festa. Davi, juntamente com todo o povo, seguia com danças e “com toda sorte de instrumentos” (v. 5). Foi preparado um carro novo e todas as providências pareciam evidenciar um momento sagrado e aprovado por Deus. Contudo, toda a alegria foi interrompida quando a ira de Deus se acendeu contra Uzá que, ao tocar na arca, foi ferido. “Deus o feriu ali por esta irreverência; e morreu ali junto à arca de Deus” (v.7).
Uzá não era ignorante quanto às instruções acerca do transporte da arca. Ninguém, a não ser os sacerdotes, era autorizado a tocá-la ou carregá-la, e isso da forma prescrita pelo Senhor. Havia um limite muito claro que foi ultrapassado. Por mais que a aparência daquela jornada fosse a de um culto feliz e vibrante, aquela não era a forma estabelecida por Deus. Os filhos de Israel precisavam aprender a distinguir entre o santo e o comum; o santuário, seus utensílios e sua liturgia eram um constante aprendizado nesse sentido.
Obede-Edom e sua família foram ricamente abençoados pela presença da arca em sua casa. Certamente, eles tomaram todo o cuidado para respeitar os limites estabelecidos por Deus e foram recompensados por isso. Apesar da tragédia inicial, essa boa notícia encheu de esperança o coração de Davi, que prontamente dispôs-se a trazer a arca, mas, desta vez, respeitando a Palavra do Senhor. Sua devoção e grande alegria foram interpretadas por Mical como uma atitude insana e repugnante para um rei. Mas a resposta de Davi à sua esposa insatisfeita deixou clara a sua intenção: agradar ao Senhor, ainda que o caminho para isso fosse a humilhação aos olhos humanos.
Amados, este episódio nos ensina que sensação de euforia e aparência de santidade não são provas de uma verdadeira adoração. Se estava escrito como a arca deveria ser transportada, cumpria a Davi ter obedecido, e a Uzá ter temido fazer o que não lhe era permitido. Que parte do “Certamente morrereis” ainda não compreendemos? O Senhor nos deixou limites justamente para nos livrar do salário do pecado (Leia Gn.2:16-17; Rm.6:23). Ele jamais teria ferido Uzá se houvesse uma fagulha sequer de possibilidade de salvá-lo; sua morte foi o castigo de um rebelde. Não podemos correr o risco de fechar o coração a tal ponto de pecarmos contra o Espírito Santo.
A verdadeira adoração consiste em adorarmos ao Senhor como Ele deseja, ainda que sejamos desprezados ou mal interpretados. Enquanto Davi representa o verdadeiro adorador, que se alegra no Senhor e em fazer a Sua vontade, Mical representa o falso adorador, ocupado apenas em censurar aquele que deseja abençoá-lo. A vitória de Jesus na cruz garantiu a bênção do Senhor a você “e a toda a sua casa” (v.11). Não despreze tamanho privilégio! Lembre-se: adorar não consiste em cerimônias bonitas, mas em humilhar-se de coração perante Aquele “que Se assenta acima dos querubins” (v.2).
Santo Deus, Tu és digno de todo louvor, honra e glória! Pedimos, humildemente, que nos ensines a Te adorar em espírito e em verdade, na beleza da Tua santidade. A alegria do Senhor é a nossa força, e ela não consiste em celebrações barulhentas, mas no contentamento com a Tua vontade. Aquilo que Te agrada está escrito em Tua Palavra e no espírito de profecia. Guia-nos ao cerne da Tua vontade e da verdadeira adoração! Em nome de Jesus, amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, verdadeiros adoradores!
Rosana Garcia Barros
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“Ia Davi crescendo em poder cada vez mais, porque o Senhor, Deus dos Exércitos, era com ele” (v.10).
Tão logo morreu Isbosete, Davi foi proclamado e ungido rei sobre Israel. Ele tinha trinta anos quando começou a reinar. Apesar de jovem, Davi demonstrou grande fé, coragem e uma influência que lhe garantiu vantagens políticas por um lado (v.11) e desafios militares por outro (v.17). Fosse nos pastos, defendendo suas ovelhas de leões e ursos; no vale de Elá, diante do gigante Golias; nos desertos, mostrando a Saul que o perigo real era o próprio coração; ou nas frentes de batalha sob a bandeira do Senhor, Davi provou que não andava só: o Senhor era com ele.
Davi foi um rei tão marcante que nunca houve outro tão aclamado em Israel. De sua casa sairia a linhagem do Messias. O fato de Davi ter reconhecido que Deus havia confirmado o seu trono revelava seu desejo sincero de ser guiado por Ele. Será que este mesmo desejo é o que move o seu e o meu coração? “Davi consultou ao Senhor, e Este lhe respondeu” (v.23). Notem que havia um diálogo; havia um relacionamento real entre Davi e o Senhor. É quando falta esse relacionamento, amados, que passamos a viver na ilusão da autossuficiência, ignorando as palavras de Cristo: “sem Mim nada podeis fazer” (Jo.15:5).
Ao aceitarmos a Deus como Senhor e Salvador de nossa vida, Ele marcha à frente de nossas batalhas e nos diz: “É o Senhor que saiu diante de ti” (v.24). A partir desse momento, as tuas batalhas tornam-se dEle! Jesus declarou quem faz parte do povo cujo Deus é o Senhor: “Nem todo aquele que Me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos céus” (Mt.7:21). As respostas do Senhor a Davi não ficaram presas a um passado remoto, como se fossem experiências exclusivas de um Deus que se mantém em silêncio hoje. “Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre” (Hb.13:8). Ele apenas aguarda que busquemos conhecê-Lo em sinceridade e fé para vivermos Sua vontade revelada na Palavra.
Amados, estamos perto de entrar em Sião — não para tomá-la à força ou estabelecer um reino corruptível, mas para recebê-la por herança como um reino eterno (Dn.2:44). Não será mais a “Cidade de Davi”, mas a Cidade de Deus, “a santa cidade, Jerusalém” (Ap.21:10). Enquanto aguardamos, cumpre-nos viver em conformidade com a vontade divina. “Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação” (1Ts.4:3). “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb.12:14). “Santifica-os na verdade; a Tua palavra é a verdade” (Jo.17:17).
Continuemos, portanto, sendo reavivados e santificados pelas Escrituras, clamando pelo Espírito Santo. Certamente, assim como Davi, continuaremos “crescendo em poder cada vez mais, porque o Senhor, Deus dos Exércitos” (v.10) é conosco. Você crê?
Pai de amor e bondade, necessitamos sempre do Teu conselho para cada situação de nossa vida. Tu és o Maravilhoso Conselheiro e nos deixastes a Tua Palavra para iluminar os nossos caminhos. Graças Te damos por tão grande bênção e clamamos pelo Espírito Santo como intérprete da Tua vontade em nossa vida! Almejamos entrar na eterna Sião e, para isso, precisamos Te conhecer. Ajuda-nos a termos um relacionamento Contigo aqui que cresça mais e mais até que O conheçamos face a face! Somos fracos e necessitados, mas o Senhor cuida de nós. E nós Te amamos, nosso Pai Celestial! E fazemos esta oração confiando na perfeita justiça de Cristo, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos obedientes que conhecem o Senhor!
Rosana Garcia Barros
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“Indo Recabe e Baaná, filhos de Rimom, beerotita, chegaram à casa de Isbosete, no maior calor do dia, estando este a dormir, ao meio-dia” (v.5).
Ao tomar conhecimento da morte de Abner, Isbosete ficou apavorado. E não só ele, como todo o Israel percebeu que era apenas uma questão de tempo para que Davi estabelecesse o seu trono de uma vez por todas. A serviço de Isbosete, havia também dois “capitães de tropas; um se chamava Baaná, o outro, Recabe” (v.2). A narrativa parece ser interrompida no versículo quatro para mencionar Mefibosete, filho de Jônatas, que ficou manco devido a uma queda quando era apenas uma criança — um detalhe importante para o contexto da linhagem de Saul.
Prosseguindo com o capítulo, vemos que aqueles dois capitães, fingindo entrar na casa do filho de Saul para buscar alimento, assassinaram Isbosete. Aproveitando que ele estava “a dormir ao meio-dia” (v.5), feriram-no no abdômen (v.6), cortaram sua cabeça e a levaram até Davi como se fosse um troféu. Se Davi já havia sofrido tanto com a morte de Abner, imagine com a morte de um dos filhos de Saul, irmão de seu amado amigo Jônatas? Assim como agiu com o portador de notícias falsas sobre a morte de Saul, Davi agiu contra aqueles capitães malignos. A recompensa que receberam por aquele troféu macabro foi a morte.
Diante do perigo que o cercava, dormir “no maior calor do dia” (v.5) acabou sendo como um atentado contra a própria vida. Isto não exime, de forma alguma, a culpa dos assassinos, mas nos deixa uma advertência que Jesus insistiu em repetir: “Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor” (Mt.24:42). Ora, o que faz um vigia? A primeira e mais importante tarefa: ele mantém-se acordado. “Ficai também vós apercebidos” (Mt.24:44).
Na parábola das dez virgens, cinco eram néscias e cinco eram prudentes. Percebam que, na parábola, todas acabam adormecendo. Porém, ao ouvirem que o noivo havia chegado, as prudentes prontamente preparam suas lâmpadas com o azeite adicional e seguem para a festa de casamento, enquanto as néscias ficam com as lâmpadas apagadas e são excluídas das bodas. A nossa preparação, amados, é pessoal. Assim como as virgens prudentes não podiam transferir azeite para as néscias, também não podemos garantir a salvação de ninguém, e ninguém pode garantir a nossa. É por isso que Cristo terminou a parábola com a advertência: “Vigiai!” (Mt.25:13).
Baaná e Recabe foram à presença de Davi convictos de que haviam realizado um grande feito, mas Davi os condenou. Da mesma forma, as virgens néscias, mesmo com lâmpadas apagadas, comparecem perante o Noivo acreditando que Ele as receberá, mas a resposta é: “Em verdade vos digo que não vos conheço” (Mt.25:12). Se você permanecer em Cristo através da Palavra, examinando as Escrituras, buscando viver a vontade de Deus e orando em todo tempo no Espírito, com certeza, ainda que enfrente o pior “calor” da sua vida — problemas que queimam como o sol do meio-dia —, quando vier o Noivo com Sua comitiva de anjos, a sua lâmpada brilhará e iluminará o seu caminho rumo à festa eterna! “Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes […] e Cristo te iluminará. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios […] mas procurai compreender qual a vontade do Senhor” (Ef.5:14, 15 e 17).
Pai Celestial, desde Gênesis 3 a Tua Palavra não omite os terríveis resultados do pecado. Senhor, como é triste ver tantas mortes e tragédias familiares, principalmente no meio do Teu povo! Mas tudo isso nos diz que o pecado é extremamente destrutivo e não podemos brincar ou flertar com ele. Blinda as nossas entradas da alma com Teu Espírito, mediante o Teu conhecimento através das Escrituras, para que possamos nos manter vigilantes até o fim. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, vigilantes do Senhor!
Rosana Garcia Barros
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“Todo o povo notou isso e lhe pareceu bem, assim como lhe pareceu bem tudo quanto o rei fez” (v.36).
Davi estava com seu governo estabelecido em Hebrom e ali nasceram os seus primeiros filhos. A poligamia nunca foi aprovada por Deus. Era, porém, um antigo costume pagão que Israel havia adquirido. E veremos, no decorrer de nossos estudos, que a família de Davi não foi nada convencional e nem tampouco estruturada. Enquanto isso, na casa de Saul, Abner se fazia cada vez mais poderoso. Ao acusar Abner de se deitar com uma das concubinas de Saul, Isbosete provocou-lhe a ira e, em retaliação, Abner resolveu fazer uma aliança com Davi.
Sob a condição de lhe devolver Mical como esposa, Abner conseguiu firmar um acordo de paz com Davi, sendo recebido e despedido de sua casa “em paz” (v.21). Quando Joabe chegou com seus homens de uma batalha e soube do ocorrido, ficou furioso, pois percebeu que seria a oportunidade perfeita de vingar a morte “de seu irmão Asael” (v.27). Ao tomar conhecimento da traição de Joabe, Davi ficou muito angustiado e lamentou com grande pesar a morte de Abner, com palavras e atitudes tão comoventes que “todo o povo chorou muito mais por ele” (v.34) e todos “ficaram sabendo que não procedera do rei que matassem a Abner, filho de Ner” (v.37).
Abner não era filho de Davi, muito menos um de seus melhores amigos, e sim o capitão da guarda que queria derrotá-lo e acabar com o seu reinado. Então, por que Davi chorou a morte de Abner com tanta intensidade? Primeiro: seu reino estava no início e precisava de reforços, não de mais inimigos. Segundo: ele havia feito aliança com Abner e seu nome estava em jogo. Terceiro: Davi não concordava com a rivalidade entre irmãos. Quarto: é bem provável que Davi fosse próximo de Abner antes da perseguição de Saul. No versículo 29, percebemos a sede de justiça de Davi ao proferir palavras de maldição, talvez como uma tentativa de impedir que outros viessem a cometer o mesmo erro de Joabe. E no final do versículo 39, Davi apresenta um clamor pela justiça divina.
“Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer” (Rm.12:20). Foi o que fez Davi ao oferecer um banquete a Abner e a seus homens. “Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Rm.12:18). “Assim, despediu Davi a Abner, e ele se foi em paz” (v.21). Essas atitudes foram fruto da bondade de Davi? Não, amados. Foram fruto da bondade do Senhor em Davi. Eis o que faz toda a diferença. Pois, “todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Sl.14:3). Não somos merecedores da graça divina, nem tampouco nossa vida tem algo de bom para oferecer. Há somente Um que é bom, e Ele em nós é o segredo para uma vida íntegra e justa.
Joabe agiu com malícia a fim de vingar o sangue de seu irmão. Agir por conta própria, ainda que julgando praticar a justiça, sempre é perigoso e contrário à vontade de Deus. Quem arma ciladas e fere às escondidas está praticando as obras de Satanás, e acaba colhendo as consequências disso. Por isso, as palavras de maldição ditas por Davi aos da casa de Joabe não eram um mau agouro, mas os resultados inevitáveis de quem toma o lugar de Deus a fim de fazer justiça com as próprias mãos.
Permita que Cristo viva em você e, como foi com Davi, “todo o povo [notará] isso” (v.36). Não aja às escondidas como Joabe, lançando o veneno do ódio sobre outros. Se Deus “não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniquidades” (Sl.103:10), quem somos nós para fazermos vingança com as próprias mãos? “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt.5:9). “O Senhor faz justiça” (Sl.103:6). Confiemos sempre em Sua providência!
Nosso amado Pai Celestial, todos nós pecamos e somos dignos do salário do pecado, que é a morte. E ainda assim, o Senhor nos estende o Teu perdão e a Tua graça e nos redime pelo sangue do Teu Unigênito. Livra-nos de sujarmos as nossas mãos contra nossos irmãos! Pelo contrário, Pai, que nossas mãos só sejam estendidas para abençoar e zelar pelo bem-estar e pela paz uns dos outros. Faze da nossa vida habitação do Teu Espírito para que tenhamos um caráter semelhante ao de Cristo. É pelos méritos dEle e Sua maravilhosa graça que nós fazemos esta oração, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, filhos de Deus!
Rosana Garcia Barros
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“Da idade de quarenta anos era Isbosete, filho de Saul, quando começou a reinar sobre Israel, e reinou dois anos; somente a casa de Judá seguia a Davi” (v.10).
Após consultar ao Senhor, Davi foi orientado a ir para Hebrom, onde foi ungido rei sobre Judá. Ao tomar conhecimento de que foram os homens de Jabes-Gileade que sepultaram Saul, Davi os abençoou e os recompensou pelo gesto de humanidade. Mas, enquanto ele reinava em Judá, Abner, capitão do exército de Saul, constituiu Isbosete, filho de Saul, como rei sobre as demais tribos. Israel estava, então, dividida. E, como em toda situação de fragmentação, não demorou para que surgissem os conflitos.
Houve guerra entre Abner e os homens de Saul contra Joabe e os homens de Davi. A peleja naquele dia só terminou porque Abner apelou ao bom senso de Joabe: “Até quando te demorarás em ordenar ao povo que deixe de perseguir a seus irmãos?” (v.26). “Então, Joabe tocou a trombeta, e todo o povo parou, e eles não perseguiram mais a Israel” (v.28). Como filhos de Deus, precisamos ser agentes de paz. Em um mundo saturado de polarização, somos chamados a tocar a trombeta do evangelho e anunciar que Cristo, o Príncipe da Paz, em breve voltará.
Podemos definir o capítulo de hoje com as palavras de Cristo: “Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” (Mt.12:25). A batalha era de irmãos contra irmãos. O ato de semear discórdia é considerado por Deus uma abominação: “Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima a Sua alma abomina: […] o que semeia contendas entre irmãos” (Pv.6:16 e 19). Esta estratégia do Maligno — a de dividir para destruir — é antiga e ganha força à medida que ele sabe “que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12).
Nesse sentido, o capítulo de hoje nos traz preciosas lições:
1. Não busque vingança. “Não diga: Vingar-me-ei do mal; espera pelo Senhor, e Ele te livrará” (Pv.20:22);
2. Saia do encalço do teu irmão, ainda que ele lhe tenha feito mal. “O que segue a justiça e a bondade achará a vida, a justiça e a honra” (Pv.21:21);
3. Espera pela justiça do Senhor, pois ela sempre prevalece! “Se o justo é punido na terra, quanto mais o perverso e o pecador!” (Pv.11:31).
O Reino de Deus será composto por um só povo. Vivamos, pois, aqui nos preparando para a vida porvir. Não seja um perseguidor, “porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso” (Ef.6:12). Pela graça de Deus, escolha o caminho da mansidão: “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” e “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a Terra” (Mt.5:9 e 5).
Senhor, nosso Deus, estamos sendo bombardeados pelo ódio, pela inveja e por tantos sentimentos contrários ao Teu caráter através da mídia e das situações do dia a dia. Podemos ver claramente o cumprimento profético de que o amor se esfriaria de quase todos. Não queremos que isso aconteça conosco, Pai. Por isso, clamamos que o Teu amor, a Tua verdade e o pleno conhecimento da Tua vontade operem em nós a santificação diária! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, pacificadores e mansos!
Rosana Garcia Barros
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“Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; tu eras amabilíssimo para comigo! Excepcional era o teu amor, ultrapassando o amor de mulheres” (v.26).
Ainda tomado pela adrenalina da guerra, Davi recebeu um amalequita que buscava alcançar o favor do futuro rei de Israel ao portar o que julgava ser uma “boa notícia”. Munido da coroa e do bracelete de Saul, aquele homem não imaginava que os objetos que pretendia usar para obter recompensa, somados às suas palavras, testemunhariam sua própria condenação. Diante do relato, Davi rasgou suas vestes em sinal de profunda angústia; ele e seus homens choraram e jejuaram o dia todo “por Saul, e por Jônatas, seu filho, e pelo povo do Senhor, e pela casa de Israel, porque tinham caído à espada” (v.12).
Foi uma perda imensurável para a nação. Muitos que lutaram ao lado de Davi pereceram naquela batalha. Davi, então, ordenou a morte do amalequita. Certamente, o estrangeiro conhecia a perseguição de Saul contra Davi e presumiu que a morte do rei seria motivo de alegria e alívio para o filho de Jessé. O que ele não esperava era que Davi fosse um homem segundo o coração de Deus. O capítulo encerra com uma das mais belas elegias da Bíblia: o “Hino ao Arco” (v.18). É compreensível uma lamentação por Jônatas, mas ver Saul ser chamado de “querido e amável” nos revela o coração de Davi. Ele escolheu guardar as melhores memórias, preferindo dar ênfase aos momentos em que Saul “o amou muito” (1Sm.16:21).
Davi sentia-se como um filho rejeitado e, como tal, sofreu a morte de seu pai por adoção, Saul. Já em relação a Jônatas, a angústia foi avassaladora: “Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas” (v.26). Davi considerou essa amizade mais preciosa do que o amor das mulheres. Essa ligação genuína é a personificação do que disse o sábio Salomão: “Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão”, e, “há amigo mais chegado do que um irmão” (Pv.17:17; 18:24). É o tipo de amizade que transcende laços de sangue e une pessoas diferentes num só coração.
Este capítulo deixa claro que Davi não perdeu apenas um inimigo e um amigo; ele perdeu um pai e um irmão. Percebem a grandeza do amor de Deus, amados? De corações corruptos não emanam tais sentimentos, mas de um coração movido pelo Espírito brotam fontes de amor e vida. Na medida em que Saul o odiou, Davi o amou! Na medida em que Jônatas o amou, Davi o amou ainda mais! Eis o que o Senhor nos pede: “Dá-me, filho meu, o teu coração” (Pv.23:26). Ao depositarmos o coração nas mãos de Deus, estamos permitindo que Ele promova cura, libertação e salvação. E, mais ainda, estamos permitindo que Ele nos torne abençoadores de nossos semelhantes.
A morte de seu algoz trouxe tristeza porque Davi decidiu entregar seus afetos aos cuidados do Amor, pois “Deus é amor” (1Jo.4:8). Você tem alguém que passou a lhe perseguir? O Senhor pode colocar em seu coração o amor que lhe fará amá-lo. Você tem um amigo mais chegado do que um irmão? Foi o Senhor quem o providenciou. Entretanto, observemos a prudência de Davi: ele amava Saul, mas mantinha a distância necessária para sua segurança. Amar não significa, necessariamente, conviver quando não há segurança. Precisamos pedir ao Espírito Santo discernimento para saber quando o amor deve ser exercido de longe.
Que Deus, o Amor, jamais lhe falte, para que nunca lhe faltem motivos para querer o bem de quem lhe deseja o mal. Como está escrito: “abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis” (Rm.12:14). Não se prenda ao rancor; permita que o Espírito Santo derrame em seu coração porções diárias da graça que cura, perdoa, renova, transforma, liberta e salva!
Pai de amor eterno, somente o Senhor pode operar em nós o milagre de amarmos os nossos inimigos e de orarmos e abençoarmos aqueles que nos perseguem. Concede-nos o batismo diário do Espírito Santo para que sejamos sábios e prudentes em nossos relacionamentos e para que nossas palavras e ações manifestem o Teu amor! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, movidos pelo Amor!
Rosana Garcia Barros
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“Morreu, pois, Saul, e seus três filhos, e o seu escudeiro, e também todos os seus homens foram mortos naquele dia com ele” (v.6).
Do nascimento milagroso de Samuel à morte trágica de Saul, o primeiro livro de Samuel revela a influência da liderança — seja para o bem, seja para o mal. Com seu chamado profético ainda na infância, a vida de Samuel foi um testemunho extraordinário do poder de Deus. O legado de fé de sua mãe, Ana — uma mulher virtuosa cuja vida de oração foi honrada pelo Senhor — foi imprescindível para a formação de seu caráter. Ana não imaginava, mas aquele clamor fervoroso no templo, confundido com embriaguez, abalaria a nação de Israel com a tremenda bênção da palavra profética.
Por outro lado, temos Saul. Ele foi escolhido por Deus em resposta à obsessão do povo, que clamava por um rei semelhante ao das demais nações. O Senhor concedeu a Saul o maior de todos os privilégios: a presença do Espírito Santo. A Palavra afirma que Saul foi “mudado em outro homem” (1Sm.10:6). A graça de Deus, porém, deve ser acompanhada pela fidelidade, algo em que Saul falhou ao priorizar a própria vontade e os anseios do povo.
O último capítulo de 1Samuel apresenta a batalha final e o último suspiro de Saul. Que contraste entre esta guerra e a que vimos ontem! Deus foi misericordioso com Davi, impedindo-o de marchar com os filisteus e assistir ao perecimento de seu povo. Sentindo-se acuado, Saul pediu que seu escudeiro o matasse para evitar a humilhação pelas mãos inimigas. Diante do temor do servo, “Saul tomou da espada e se lançou sobre ela” (v.4), tirando a própria vida. Sobre este fim trágico, Ellen White escreveu: “Assim pereceu o primeiro rei de Israel, com o crime de suicídio em sua alma. A vida fora-lhe um fracasso, e sucumbira com desonra e em desespero, porque pusera sua vontade própria e perversa contra a vontade de Deus” (Patriarcas e Profetas, CPB, p.682).
Os corpos de Saul e de seus filhos foram pendurados nos muros de Bete-Seã como troféus. O suicídio do rei foi celebrado pelos filisteus como “boas-novas” na “casa dos seus ídolos e entre o povo” (v.9). Israel colhia as consequências de um governo sem a bênção de Deus. Contudo, “homens valentes se levantaram, e caminharam toda a noite, e tiraram o corpo de Saul e os corpos de seus filhos do muro” (v.12), dando um fim à humilhante divulgação da tragédia israelita.
Que fim melancólico para o primeiro monarca de Israel! Suas armas terminaram em um templo pagão e seu corpo foi hasteado como bandeira da vitória inimiga. Saul rejeitou o governo de Deus e sua obstinação destruiu sua casa. Não havia mais espaço para o Espírito Santo em sua vida; na verdade, não havia espaço para ninguém além de si mesmo. Sua existência resumiu-se à grandeza terrena e a uma obsessão doentia em perseguir e matar Davi. Saul tinha tudo para ser um grande rei, mas rejeitou o Autor da vida. Uma vida assim, amados, nunca afeta apenas o indivíduo; ela impacta todos ao redor, especialmente os de casa.
Enquanto todo o povo chorou e lamentou a morte do profeta Samuel, apenas alguns valentes sepultaram Saul. Assim como aqueles homens tiveram coragem de dar fim à vergonha de Israel, Deus busca hoje pessoas zelosas por Seu nome, ainda que diante de situações vexatórias. Não fomos chamados para divulgar os pecados uns dos outros, mas para defender a causa de Deus independentemente dos erros humanos de percurso. A tristeza do nosso irmão deve ser a nossa tristeza. A alegria do nosso irmão deve ser a nossa alegria. A queda do nosso irmão deve fazer sangrar o nosso coração e dobrar os nossos joelhos. É um povo com o caráter assim que Jesus está vindo buscar.
A vida é um dom de Deus; a morte é o salário do pecado. Enquanto a vida é um presente, a morte é um pagamento. Saul recebeu o salário que lhe era devido, por recusar o presente que não merecia, mas que estava à sua disposição. E nós? Qual tem sido nossa escolha? Vida ou morte? Divulgar a queda alheia ou ter a coragem de cobrir a vergonha com misericórdia? Há apenas dois caminhos. Vê que o Senhor nos propõe, “hoje, a vida e o bem, a morte e o mal” (Dt.30:15). O desejo e o apelo do Espírito Santo, é este: “Escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando o Senhor, teu Deus, dando ouvidos à Sua voz e apegando-te a Ele; pois, disto depende a tua vida e a tua longevidade” (Dt.30:19-20). Você é muito precioso para Deus! Você vale o sangue de Cristo! Escolha, pois, a vida! Escolha Jesus! Pois “aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida” (1Jo.5:12).
Ó, Pai, queremos Te agradecer pela conclusão de mais um livro sagrado! Queremos Te agradecer porque fomos alimentados de toda palavra que sai da Tua boca! Graças Te damos porque as experiências relatadas neste livro nos ajudaram a Te conhecer mais e a percebermos quão grande é a Tua misericórdia e bondade! As mesmas oportunidades dadas a Samuel também foram dadas a Saul. O mesmo Espírito que guiou Samuel foi dado a Saul. Mas temos uma escolha a fazer. E nós escolhemos Jesus. Nós escolhemos o que Samuel escolheu. Então, Pai amado, arranca do nosso coração toda raiz de amargura que porventura esteja nos afastando de Ti e nos preenche do Teu amor, amor que é fruto do Espírito Santo! Concede-nos o caráter do Céu e volta logo, Senhor! Oramos confiantes na graça e nos méritos de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, valentes do Senhor!
Rosana Garcia Barros
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“Então, Davi e o povo que se achava com ele ergueram a voz e choraram, até não terem mais forças para chorar” (v.4).
Excluído da batalha pelos príncipes filisteus, Davi e seus homens retornaram a Ziclague. Contudo, ao chegarem, depararam-se com um cenário desolador: a cidade estava em cinzas, e suas famílias e pertences haviam sido levados. Não restou ninguém. Mas a destruição maior ocorreu no coração daqueles homens. Os valentes de Davi, acostumados à guerra, choravam agora como crianças desconsoladas. Alguma vez na vida você já chorou assim? Chorou até sentir que suas forças acabaram?
Em 2010, conheci o que de fato é o pranto quando meu filho mais novo foi levado para a UTI com apenas quatro dias de vida. Em 2020, também perdi um bebê (gravidez ectópica), uma dor que me fez chorar como se não houvesse consolo. É um choro que esgota as forças, como se o corpo todo chorasse — uma entrega total do ser ao sofrimento. Além de ter perdido tudo, Davi ainda enfrentou a fúria de seus próprios homens, que falavam em apedrejá-lo. No entanto, em meio ao caos, “Davi se reanimou no Senhor, seu Deus” (v.6) e fez o que nunca deveria ter deixado de fazer: consultou ao Senhor.
Revestido da força divina e encorajado pela promessa de vitória, Davi avançou. Duzentos de seus homens, exaustos, não conseguiram prosseguir e ficaram para trás. Guiados por um servo egípcio encontrado no caminho, Davi e os quatrocentos restantes localizaram os inimigos, recuperaram tudo o que havia sido roubado e ainda tomaram despojos valiosos. Como o Senhor havia prometido: “Não lhes faltou coisa alguma, […] tudo Davi tornou a trazer” (v.19).
Davi estava colhendo os frutos amargos de suas escolhas anteriores, mas a misericórdia do Pai alcançou o Seu filho arrependido. A bondade de Davi para com o servo estrangeiro e, posteriormente, sua decisão em relação aos soldados que guardaram a bagagem, revelam um coração que reconhecia que a vitória não veio por braço humano, mas pelo poder do Senhor dos Exércitos. Ao dividir os despojos igualmente com os que ficaram para trás, Davi ilustrou a essência da graça divina.
Talvez hoje você sinta que a única coisa que faz é carregar uma “bagagem de sofrimento”, sentindo-se indigno de receber qualquer benção. Mas deixa eu lhe contar uma coisa: ninguém é digno por mérito próprio. Houve apenas um Homem que pisou nesta terra, que verdadeiramente foi justo: Jesus Cristo, o Justo (1Jo.2:1). No exército de Deus, aqueles que estão na linha de frente devem ser escudo para os que estão abatidos. O Senhor não faz acepção de pessoas; Ele chama guerreiros e valentes, mas também chama cuidadores de bagagem. Nesta batalha espiritual, os soldados vencem usando a armadura de Deus (Ef.6:10-18), e os carregadores de bagagem recebem apenas o que podem suportar.
Não importa o que digam ou o que façam “os maus e filhos de Belial” (v.22); Deus ampara todos os que se dedicam ao Seu serviço. Seja na vanguarda ou na retaguarda, somos amados com o mesmo amor infinito. Ainda que os sofrimentos desta vida nos deixem sem forças, o Senhor deseja nos reanimar e nos recriar, a fim de que possamos todos participar das “partes iguais” (v.24) do reino eterno. Percebam que havia gente má no meio do exército de Davi, como também existe gente má no meio do povo de Deus hoje. A nossa parte, amados, é agir como Davi agiu, com justiça e misericórdia, independentemente da maldade dos outros. Que o nosso coração esteja guardado em Deus para que, naquele grande Dia, ele faça parte dos despojos que o Senhor levará para Sua casa.
Nosso Deus e Pai, graças Te damos porque mesmo quando estamos distraídos com situações em que não deveríamos nos envolver, e mesmo colhendo os resultados desastrosos disso, o Senhor ainda assim nos estende a Tua misericórdia e nos apresenta uma solução. Ajuda-nos a, como Davi, reconhecermos a cada instante que é o Senhor quem vence as batalhas por nós, e, assim, sermos misericordiosos com nossos irmãos como Tu és conosco. Depositamos em Tuas mãos o nosso coração. Purifica-o para Ti! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, alvos da misericórdia de Deus!
Rosana Garcia Barros
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“Respondeu, porém, Aquis e disse a Davi: Bem o sei; e que, na verdade, aos meus olhos és bom como um anjo de Deus; porém os príncipes dos filisteus disseram: Não suba este conosco à batalha” (v.9).
Aquis podia confiar em Davi, mas os príncipes filisteus, não. Eles conheciam bem a fama do guerreiro e a canção que celebrava suas vitórias em Israel: “Saul feriu os seus milhares, porém Davi, os seus dez milhares” (v.5). A mesma música que despertou a inveja de Saul agora acendia a desconfiança dos príncipes filisteus. Davi encontrava-se em uma aflição terrível: estava prestes a marchar contra seu próprio povo. A maior batalha de Davi era interna. Ao traçar planos sem a consulta e aprovação de Deus, ele corria o risco de repetir o erro de Saul. O Senhor permitiu que ele provasse o amargor de suas escolhas para despertá-lo da letargia de seu próprio coração.
É impressionante notar que Aquis considerava Davi “bom como um anjo de Deus” (v.9). Embora Davi não planejasse trair aquele que o acolheu, seus planos certamente não incluíam a destruição de seus irmãos israelitas. A desconfiança e rejeição por parte dos príncipes filisteus foi, na verdade, um livramento providencial. Da mesma forma que o Senhor impediu Davi de se vingar de Nabal, agora o impedia de cometer uma desgraça irreparável contra Israel. Cada experiência da vida nos oferece uma lição; mas, sem uma comunhão perseverante com Deus, as marcas de nossas escolhas podem deixar cicatrizes profundas e dolorosas.
As cicatrizes servem para nos lembrar onde e por que nos ferimos. Quantas vezes assumimos riscos desnecessários, sabendo que podemos machucar a nós mesmos e aos outros? Davi errou ao trocar o deserto pela terra dos inimigos. Ele buscou refúgio onde deveria encontrar oposição. Preferiu armar ciladas a confiar em Deus. “Quem teme ao homem arma ciladas, mas o que confia no Senhor está seguro” (Pv.29:25). Enquanto fugia de Saul no deserto, Davi foi fiel e verdadeiro; dentro da aparente segurança dos muros de Ziclague, ele se tornou estrategista e mentiroso. Davi precisava recordar de onde havia caído para retornar ao primeiro amor. “Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras” (Ap.2:5). E as marcas certamente o ajudariam neste processo.
Você sente que precisa voltar ao primeiro amor? Talvez existam cicatrizes que o lembrem de suas quedas. O Senhor o convida hoje a olhar para essas marcas e sentir a dor da culpa pela última vez. Ele promete transformar marcas de dor em marcas de vitória. Jesus carregará as cicatrizes da cruz pela eternidade como prova de Seu amor infinito. Escolha trocar as marcas do pecado pelas marcas da justiça de Cristo. Que o amor eterno de Deus cure as feridas que a vida lhe causou.
Pai de amor eterno, graças Te damos pelas marcas da vida que nos lembram onde caímos e do poço de lama que o Senhor nos tirou! São marcas que muitas vezes nos trazem à memória situações ruins, mas louvado seja o Senhor que nos amou antes mesmo que elas existissem! Queremos passar a eternidade contemplando e aprendendo do Teu amor através das marcas da cruz. Enquanto ainda estamos aqui, segura firme em nossa mão, pois somos pecadores e dependemos da Tua graça! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, marcados pelo amor de Jesus Cristo!
Rosana Garcia Barros
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“Vendo Saul o acampamento dos filisteus, foi tomado de medo, e muito se estremeceu o seu coração” (v.5).
Saul ocupou tanto sua mente e seu tempo na perseguição doentia a Davi que, ao se dar conta do despreparo de Israel para enfrentar o exército filisteu, temeu muitíssimo. Tentou consultar ao Senhor, “porém o Senhor não lhe respondeu” (v.6). Enquanto isso, Davi enfrentava as consequências de seu próprio fingimento: o rei Aquis o convocara para lutar contra seu próprio povo. Duas situações críticas que revelam as implicações de decisões tomadas em desarmonia com a vontade de Deus.
Logicamente, não era da vontade do Senhor que Saul empreendesse uma perseguição contra Davi, tampouco que Davi fosse buscar refúgio entre os inimigos de Israel. Mas gostaria de destacar hoje a atitude de Saul. Além de ter deixado de ser o rei ungido de Deus, ele ainda ousou buscar em fonte obscura a resposta ao seu desespero. A proibição divina era bem clara: “Não vos voltareis para os necromantes, nem para os adivinhos; não os procureis para serdes contaminados por eles. Eu sou o Senhor” (Lv.19:31). A necromancia e a feitiçaria eram práticas pagãs consideradas abominações diante de Deus. Aquele que no passado “havia desterrado os médiuns e os adivinhos” (v.3) do meio de Israel, agora procurava por um que pudesse aliviar o seu fardo.
Uma mulher em En-Dor foi apontada como uma sobrevivente dos que Saul havia eliminado. Ao descobrir que se tratava do rei e diante da visão do sobrenatural, a mulher gritou e protestou achando estar diante de uma cilada para lhe tirar a vida. Acredito que a reação da necromante que “gritou em alta voz” (v.12) se deu porque ela nunca havia passado por semelhante experiência. O ser que ela viu subir da terra não era Samuel, e sim Satanás ou um de seus anjos caídos. “E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça” (2Co.11:14-15). “Entendendo Saul que era Samuel” (v.14), não é uma expressão que afirma ser o “espírito” do profeta, e sim que revela a ansiedade do rei em ver o sobrenatural de forma concreta, a fim de obter uma resposta que lhe fosse favorável. E não se enganem, amados, porque as palavras ditas pelo demônio não se cumpririam porque ele via o futuro, mas porque Saul havia selado o seu destino por sua conduta maligna.
Ainda hoje, multidões buscam no ocultismo respostas para suas inquietações por falta de paciência ou fé para esperar em Deus e buscar em Sua Palavra um fiel “assim diz o Senhor”. Facilmente se cansam de esperar, e sua fé se mostra metal vil sem utilidade. A Bíblia é cristalina quanto ao estado do homem na morte. A nossa constituição é pela soma de dois fatores: pó da terra + fôlego de vida. E passamos a ser “alma vivente” (Gn.2:7). Portanto, não temos uma alma, mas somos uma alma. Pois “a alma que pecar, essa morrerá” (Ez.18:4). “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento” (Ec.9:5).
Em Seu ministério terrestre, Jesus devolveu o fôlego de vida a algumas pessoas. Mas a experiência da ressurreição de Lázaro, dentre todas, é a mais rica em detalhes que encontram harmonia na inquebrável Palavra de Deus. Pois, referindo-se à morte de seu amigo, Jesus declarou: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo” (Jo.11:11). A respeito dos que estarão vivos por ocasião da volta de Jesus, Paulo escreveu: “nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos” (1Co.15:51). Portanto, a Bíblia compara a morte ao sono. É semelhante, por exemplo, a um estado de sono profundo sem a manifestação de sonhos. Em Jó, encontramos o local de repouso de quem morre: “Tal como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce à sepultura jamais tornará a subir. Nunca mais tornará à sua casa, nem o lugar onde habita o conhecerá jamais” (Jó 7:9-10). E Jesus, referindo-Se à Sua segunda vinda, confirmou de onde chamará os que morreram: “Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a Sua voz e sairão; os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (Jo.5:28-29).
Muitos cristãos podem indagar que nunca se envolveram com feitiçaria ou consultaram um horóscopo, por exemplo. Mas estas práticas e outras ainda piores estão contidas de forma subliminar ou até mesmo de forma bem explícita nos filmes, desenhos, séries e jogos que, infelizmente, têm bloqueado a mente humana aos apelos e ensinos do Espírito Santo. E não estaremos seguros de tamanho mal a menos que não larguemos da mão de Cristo. A verdade da Palavra de Deus nos deve ser suficiente, amados. Nossa comunhão diária com o Senhor é a chave que abre os portais celestiais e fecha as portas de tudo o que é obscuro. Não permita que Satanás entre em sua casa pelas vias da mídia ou de qualquer outro meio. Vem a nós, hoje, a mensagem do Senhor, dizendo: “O temor do Senhor consiste em aborrecer o mal” (Pv.8:13).
Louvado seja o Senhor, nosso Criador, que fez o céu e a terra! Nosso bom Deus, livra-nos de simpatizarmos com o mal, pois tem sido essa a ideia divulgada pelo mundo! Livra-nos também de entrarmos em associação com os que não temem o Senhor! Queremos andar com Jesus, olhar fixamente para Ele e manter o nosso coração firme em Sua Palavra. Ajuda-nos, Pai! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, tementes a Deus!
Rosana Garcia Barros
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