Reavivados por Sua Palavra


2Reis 07 — Rosana Barros
2 de março de 2026, 0:45
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“Então, disseram uns para os outros: Não fazemos bem; este dia é dia de boas-novas, e nós nos calamos; se esperarmos até à luz da manhã, seremos tidos por culpados; agora, pois, vamos e o anunciemos à casa do rei” (v.9).

A fome apertou em Samaria a tal ponto que não havia mais esperança humana. Entretanto, a profecia dada por intermédio de Eliseu era de boas-novas. Para toda boa notícia, surge ao menos uma opinião negativa, e esta veio do “capitão a cujo braço o rei se apoiava” (v.2). Ele era um homem de confiança no reino de Jorão, que semeou dúvida acerca da palavra profética. Por não ter acreditado na Palavra de Deus, ele veria o cumprimento da promessa, mas dela não desfrutaria.

Opiniões contrárias nunca impediram o agir de Deus. Mesmo que a maioria duvide de Suas promessas, nenhuma delas jamais deixou de se cumprir (Js.21:45). Deus usa instrumentos improváveis para revelar que Suas palavras são fiéis e verdadeiras; desta vez, usou quatro leprosos. Inicialmente, eles desfrutaram sozinhos dos despojos do exército sírio, mas logo caíram em si: não podiam se calar. Se o dia amanhecesse e eles fossem flagrados em silêncio, seriam punidos. A notícia da fuga sobrenatural dos sírios salvaria o povo da morte por inanição e do horror do canibalismo.

A Bíblia diz que eles foram e bradaram, anunciando a salvação do povo de Samaria e, consequentemente, o cumprimento da profecia dada por Eliseu. Amados, esta história nos convoca a uma reflexão séria. A lepra do pecado tem afetado a humanidade; destruindo sonhos, alegria, saúde e esperança. O que estamos fazendo para amenizar tão grande sofrimento? Estamos como o capitão de Jorão, espalhando dúvidas sobre a Palavra do Senhor? Estamos como os leprosos no início, escondendo o tesouro do Reino só para nós? Ou estamos como eles quando caíram em si, anunciando as boas-novas antes que seja tarde demais?

A última e grandiosa promessa é o retorno glorioso de Cristo. “Porque o Senhor cumprirá a Sua palavra sobre a terra, cabalmente e em breve” (Rm.9:28). “Eis que vem com as nuvens e todo olho O verá” (Ap.1:7). “Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da Terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (Mt.24:30). Assim como o capitão de Israel, muitos apenas contemplarão a glória, mas não participarão da salvação, porque fecharam o coração para os apelos do Espírito Santo, rejeitando as profecias. Outros, que conheciam as boas-novas mas não as compartilharam, também serão “tidos por culpados” (v.9). Se você soubesse que seu vizinho corre risco de morte, não o alertaria? Por que, então, damos tão pouca consideração à missão que envolve a vida eterna? Por que tanta apatia quando deveria haver uma fervorosa busca pela plenitude do Espírito Santo?

Cristo nos deixou a missão que deve ser a nossa maior prioridade nesta terra: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”, e deixou uma promessa a todo aquele que busca cumpri-la: “E eis que estarei convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:19-20). A grande prova final se aproxima. É preciso estar pronto para resisti-la. Os que não aproveitaram as oportunidades, com adormecida consciência da morte iminente, trocarão a verdade pelo erro para desfrutar de uma falsa segurança que os levará a confiar no primeiro engano: Certamente, não morrereis! (Gn.3:4). Hoje, somos atalaias para o Israel espiritual (Gl.6:16). Mesmo cansados pelo conflito, podemos contemplar Aquele que prometeu estar conosco. Se Deus diz ao ímpio “Certamente morrerás” e não o advertimos, o sangue dele cairá sobre nós (Ez.3:18).

A verdadeira piedade habita em todo coração que confia em Deus e nEle se refugia. Na mais humilde alma há o mais genuíno poder e o maior amor pela missão. Viver para salvar é viver para amar, e amar para sempre! E isso deve começar em nosso coração, do nosso coração para a nossa casa, e de nossa casa para o mundo.

Assim como Israel padecia de fome, o mundo padece pela falta de esperança. Todo filho do reino celestial deve ser arauto do Senhor, anunciando as boas-novas de salvação em Cristo Jesus. A verdadeira compreensão das Escrituras aliada a uma vida de oração, eis o que norteará o povo de Deus na jornada rumo à eternidade; algo que só será revelado aos humildes de espírito, que temem a Deus e reconhecem que sem a esclarecedora voz do Espírito Santo é impossível adentrar na intimidade do Pai e conhecer-Lhe o caráter imaculado. Pois “a intimidade do Senhor é para os que O temem, aos quais Ele dará a conhecer a Sua aliança” (Sl.25:14). Assim como a notícia dada a Israel, precisamos bradar e anunciar ao mundo com nossa voz e com nossa vida: “Está perto o grande Dia do Senhor; está perto e muito se apressa. Atenção!” (Sf.1:14).

Senhor, nosso Deus, a profecia de Eliseu diante da realidade avassaladora de Samaria, aos olhos humanos, apontava para uma impossibilidade. E o Senhor não agirá de forma diferente nesses últimos dias, pois bem diante de nós há profecias preditas na Tua Palavra que muitos têm considerado impossíveis de se cumprir, ou que iriam demandar muitos anos para serem cumpridas. Mas como o Senhor assustou e expulsou todo o exército sírio de forma sobrenatural em apenas uma noite, cremos que abreviarás os últimos acontecimentos e só estarão preparados os que perseverarem confiando na Tua Palavra. Por isso, Pai, continuamos clamando pelo Espírito Santo em nossa vida para que sejamos Teus atalaias, apressando a vinda do nosso Redentor. Em nome dEle, nós Te oramos, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, arautos do segundo advento!

Rosana Garcia Barros

#2REIS07 #2REIS7 #RPSP

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2Reis 06 — Rosana Barros
1 de março de 2026, 0:45
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“Ele respondeu: Não temas, porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles” (v.16).

O capítulo de hoje começa com uma situação aparentemente simples e termina com uma impossibilidade humana. Deus se preocupa com tudo o que nos diz respeito e deseja atender às nossas necessidades, quer sejam simples, quer sejam de elevada complexidade. Fazer um machado flutuar ou cegar todo um exército são ambas ações de um Deus que não se cansa de mostrar o quanto nos ama. Todas as Suas intervenções apontam para o Seu real desejo de nos salvar.

Nossos pecados e imperfeições, por vezes, fazem-nos afundar como aquele machado. Sentimo-nos pesados como o ferro e pensamos ser impossível livrar-nos de tamanha carga de culpa. Mas, assim como Eliseu usou um galho como instrumento, Jesus tomou sobre Si uma cruz, transformando-a no instrumento que retira de nós o peso da culpa, fazendo-nos flutuar em Sua maravilhosa graça. Afinal, o Seu jugo é suave e o Seu fardo é leve (Mt.11:30).

Eliseu, apesar da rebeldia do rei de Israel, persistia em fazer a vontade de Deus. Antes que o inimigo se aproximasse, o profeta avisava o monarca, livrando Israel de guerras desnecessárias. Por isso, o exército sírio mudou seu alvo: agora marchavam para capturar Eliseu. A cidade de Dotã foi cercada, mas o profeta permanecia calmo e confiante. Ele enxergava o que ninguém mais via. Enquanto o seu servo olhava aterrorizado para o arregimentado exército inimigo, Eliseu contemplava o poder de Deus.

Quantas vezes deixamos de contemplar o sobrenatural porque insistimos em fixar os olhos nas dificuldades da vida? Precisamos acreditar que “mais são os que estão conosco” do que todos os nossos problemas ou inimigos juntos. Vamos relembrar situações aparentemente desvantajosas:

Noé e sua família e um mundo ímpio. Eu pergunto: Quem entrou na arca?
Davi e Golias. Quem saiu vitorioso?
Josué e Israel desarmado e os muros intransponíveis e o exército bem armado de Jericó. Que lado venceu?
Eliseu e um exército inimigo. Que relato maravilhoso sobre a vontade do Senhor em nos revelar o que a nossa cegueira espiritual nos impede de ver!

A cegueira daqueles homens do exército sírio representava a cegueira espiritual de Israel. Governados por um rei ímpio, o povo chegou à degradação extrema de devorar seus próprios filhos. Assim como Deus desejava realizar um grande milagre no meio de Israel, Ele deseja realizar um no meio de Seu povo hoje. A cegueira nos leva à fome espiritual, e esta nos faz desejar o que é abominável. O exame das Escrituras é o colírio e o alimento de que precisamos para que possamos ver e nos sentir saciados.

Quando nos arrependemos e confiamos em Deus, Ele lança nossos pecados nas profundezas do mar e nos faz flutuar em águas tranquilas. Ele abre os nossos olhos para que possamos ver o sobrenatural. Quando confiamos no Senhor, Ele sacia a nossa fome com o Pão do Céu. Lembrem-se: antes do milagre, vem sempre a fé! “Oh! Provai e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nEle confia” (Sl.34:8). Os discípulos dos profetas reconheceram uma necessidade e agiram. Existe algo que você precisa realizar e ainda não começou? Ore a respeito disso em um horário específico todos os dias desta semana e busque em Deus a direção para iniciar este novo projeto.

Pai querido, quão tardios somos para enxergar e perceber que o Senhor nos cerca com os anjos que Tu envias em favor dos que hão de herdar a salvação! Estamos no meio de um grande conflito, e clamamos que abras os nossos olhos, através da Tua Palavra, para que fique bem claro em nosso coração de que a vitória já nos foi garantida na cruz do Calvário! Dá-nos o discernimento de que necessitamos para perseverarmos, diariamente, na busca pelo batismo do Espírito Santo e assim estarmos munidos do azeite reserva quando Jesus voltar. Volta logo, Senhor! Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, confiantes no poder de Deus!

Rosana Garcia Barros

#2REIS06 #2REIS6 #RPSP

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2Reis 05 — Rosana Barros
28 de fevereiro de 2026, 0:45
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“Naamã, comandante do exército do rei da Síria, era grande homem diante do seu senhor e de muito conceito, porque por ele o Senhor dera vitória a Síria; era ele herói de guerra, porém leproso” (v.1).

A história de hoje relata um dos milagres mais conhecidos do Antigo Testamento. Com um alto cargo no reino sírio, Naamã era um homem poderoso, rico e com muitos soldados e servos ao seu comando. Mas havia um “porém”: ele era leproso. A lepra era a doença mais temida do antigo Oriente; lenta, dolorosa e fatal, não escolhia classe social. As características fornecidas pelas Escrituras sobre Naamã nos dizem muito a respeito dele. Além de ter alta consideração por parte do rei da Síria, seu título de herói de guerra não foi conquistado por mérito próprio, mas “porque por ele o Senhor dera vitória”. Naamã ainda não havia se dado conta disso, e seu orgulho precisava ser quebrado. Por trás de sua armadura, havia um coração que precisava ser governado pelo verdadeiro Herói.

Deus colocou em sua vida uma menina. Isso mesmo! Uma criança, cativa de Israel (v.2). Da boca daquela pequena serva saíram as palavras que o levariam à cura. Observem que o que a menina reconhecia, o rei de Israel ignorava. Ao ler a carta do rei da Síria, o monarca israelita rasgou suas vestes e se desesperou. A cura de Naamã não serviria apenas para curar a sua lepra, mas para provar ao rei israelita de que havia “profeta em Israel” (v.8). Então, Naamã chegou “à porta da casa de Eliseu” (v.9), esperando que o profeta viesse recebê-lo. Sua posição privilegiada o fazia um homem respeitado e temido por todos. Naamã não precisava de convites e permissões. Seus títulos abriam as portas de qualquer lugar e provocavam o sorriso de muitos bajuladores.

Qual não foi sua surpresa quando não houve recepção pomposa, mas apenas um servo para transmitir o recado do profeta de Deus. Eliseu não recebê-lo pessoalmente foi entendido pelo poderoso comandante como um grave insulto. Feriu a posição e a autoridade de Naamã? Não, amados. Feriu seu ego. A lepra maligna de Naamã não estava apenas na pele, mas no coração. Ele precisava se despir da arrogância e prepotência, e vestir-se de humildade e de confiança no único e verdadeiro Deus. A cura dependia da obediência simples à ordem do profeta do Senhor.

Ao acatar as palavras suplicantes de seus oficiais, ele fez o que Eliseu havia dito: mergulhou sete vezes no Jordão. Não ficou curado no primeiro mergulho, nem no sexto, mas no sétimo. Como Naamã, desejamos respostas rápidas e soluções práticas. Queremos ver resolvidos nossos problemas como num estalar de dedos. Mas, assim como ele precisou mergulhar sete vezes em águas turvas, Deus pode estar nos dizendo hoje que precisamos fazer o que Ele pede de maneira completa, para que Ele nos conceda a restauração perfeita.

O número sete representa a perfeição de Deus para a nossa vida. Assim como a pele de Naamã não foi apenas restaurada, mas “se tornou como a carne de uma criança” (v.14), o Senhor promete que, se confiarmos, e se formos fiéis ao “assim diz o Senhor”, Ele nos purificará e nos dará a Sua paz aonde quer que formos. O que você prefere? Ouvir de Deus: “Vá em paz”, ou a sentença dada a Geazi: “A lepra de Naamã se apegará a ti à tua descendência para sempre” (v.27)? O que Naamã deixou em último plano — os bens materiais —, Geazi cobiçou como prioridade. Milagres não se vendem nem se compram; são dádivas gratuitas dos Céus.

De todas as personagens desta história, a menos citada, cujo nome sequer conhecemos, é a menina cativa. Não fosse seu sábio conselho e a humanidade teria perdido a lição da simples fé de uma criança. Não importa quem você seja, Deus deseja usá-lo para a realização de grandes obras. Ele usa crianças, jovens e pessoas “incapazes” para cumprir propósitos que os poderosos se negam a realizar. Mesmo longe de casa, aquela menina revelou a Quem servia, enquanto o rei, dentro de casa, mostrou que não conhecia o seu Deus. E nós, amados? Qual tem sido a nossa realidade?

O mesmo desejo que teve a menina com relação a Naamã, Deus deseja com relação a Seus filhos. O pecado é uma lepra incurável que só o Senhor pode remover. Aqueles que correm atrás de recompensas ilícitas atraem sobre si e sobre sua família terrível maldição. Mas os que conhecem o Senhor e buscam os tesouros do Céu serão reconhecidos como “família bendita do Senhor” (Is.61:9). Em um mundo que vai de mal a pior, que possamos ouvir a mensagem profética para os nossos dias até que sejamos completamente curados da lepra do pecado no Grande Dia do Senhor.

Querido Pai Celestial, hoje queremos clamar pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, para que sejamos purificados! Purifica o nosso coração para que sejamos como crianças diante de Ti, sinceros e submissos à Tua vontade. Que no lugar do orgulho haja humildade e da cobiça, contentamento. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, famílias benditas do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#2REIS05 #2REIS5 #RPSP

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2Reis 04 — Rosana Barros
27 de fevereiro de 2026, 0:45
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“Então, lhos pôs diante; comeram, e ainda sobrou, conforme a palavra do Senhor” (v.44).

As duas primeiras histórias do capítulo de hoje retratam realidades opostas: a primeira, de uma viúva pobre com dois filhos; a segunda, de uma mulher rica que não os tinha. Duas situações: pobreza e riqueza. Dois dilemas: o risco de perder os filhos para a escravidão e o sonho da maternidade. A pergunta feita por Eliseu à viúva: “Que te hei de fazer?” (v.2), foi a mesma usada por Jesus repetidamente, mesmo diante de necessidades óbvias. Por exemplo, Cristo perguntou a dois cegos o que queriam que Ele lhes fizesse (Mt.20:32). Ora, não era óbvio que desejavam enxergar? Então, por que a pergunta? Porque ela requer de nós uma resposta, e nossa resposta pode ser a afirmação de nossa fé e dependência total de Deus, ou de nossa incredulidade e rejeição à provisão divina.

O que a viúva chamou de “nada” (v.2), Deus transformou em tudo o que ela e sua casa precisavam. A ordem era que ela tomasse emprestado dos vizinhos o máximo de vasilhas que conseguisse. As bênçãos que Deus concede a um lar devem ser compartilhadas. As vasilhas dos vizinhos representam aqueles que o Senhor coloca em nosso caminho para que sejamos canais de bênção. Temos o privilégio e a responsabilidade de encher outros lares com o “azeite” do amor de Deus. Mas, para que isso aconteça, precisamos primeiro “fechar a porta” sobre nós e nossos filhos para enchermos nossos próprios corações até que transbordem, “porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm.5:5).

Não podemos encher a vasilha de ninguém se a nossa não estiver cheia. Não dá para apresentarmos Jesus a outras pessoas, se nem mesmo O conhecemos. Atrás da porta de nossa casa deve haver uma família unida em um só propósito: receber do Senhor o “azeite” do Espírito Santo para que sejamos Seus cooperadores na busca por outras famílias. Quando compreendermos que dar é melhor do que receber (At.20:35), nós e nossa família viveremos “do resto” (v.7), felizes e satisfeitos com a provisão do Senhor. O “resto” de Deus não é sobra de má qualidade, mas o excedente da fartura divina.

A mulher rica entendeu isso e decidiu compartilhar seus bens com o “santo homem de Deus” (v.9). Por dar sem esperar nada em troca, o Senhor lhe concedeu o que ela sempre sonhou: um filho. Mas o sonho pareceu durar pouco quando o menino morreu. Isso mostra que nossos sonhos terrenos podem sofrer interrupções, mas com Deus, ainda que estejamos sofrendo “em amargura” (v.27), podemos responder como aquela mulher enlutada: “Tudo bem” (v.26).

O homem de Deus entrou naquele quarto, “fechou a porta sobre eles ambos e orou ao Senhor” (v.33). O quarto preparado para o profeta tornou-se palco de um grande milagre. “Que te hei de fazer?” (v.2), é a pergunta que Jesus nos faz hoje. É a respeito de um filho? Quando você pensar que a porta se fechou, Deus, “no tempo determinado” (v.17) lhe dirá: “Toma o teu filho” (v.36). É uma dificuldade financeira? Confie no Deus Provedor, “porque assim diz o Senhor: Comerão, e sobejará Comerão, e sobejará” (v.43). É algo que parece não ter solução, uma “morte na panela” (v.40)? Ele transforma o luto em júbilo e a morte em banquete e alegria.

Como a mulher rica apegou-se a Eliseu, que possamos dizer hoje ao Senhor, em oração:

“Não Te deixarei” (v.30), Senhor! Ainda que debaixo de ameaças (v.1-7); ainda que não tenha o que sempre sonhei (v.14); ainda que em luto (v.26); ainda que não veja saída para o meu problema (v.40); ainda que pareça que tenho pouco (v.43), ou mesmo nada (v.2); NÃO TE DEIXAREI, DEUS MEU! Porque só o Senhor toma do pouco ou do nada, e transforma em um tudo abundante! Portanto, em Ti confiarei! Concede-me a fé e a perseverança de que necessito! Dá-me Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, filhos do Deus da perfeita provisão!

Rosana Garcia Barros

#2REIS04 #2REIS4 #RPSP

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2Reis 03 — Rosana Barros
26 de fevereiro de 2026, 0:45
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“Disse Eliseu: Tão certo como vive o Senhor dos Exércitos, em cuja presença estou, se eu não respeitasse a presença de Josafá, rei de Judá, não te daria atenção, nem te contemplaria” (v.14).

Com a morte de Acazias, não havia herdeiro direto para sucedê-lo, e seu irmão, Jorão, reinou em seu lugar. Fez este “o que era mau perante o Senhor; porém não como seu pai, nem como sua mãe” (v.2). Adoradores convictos de Baal, Acabe e Jezabel construíram uma reputação de maldade difícil de ser superada. Contudo, nos pecados em que caiu Jeroboão, Jorão também consentiu. Diante da ameaça do rei de Moabe, ele logo buscou a ajuda de Josafá. O rei de Judá já havia saído à guerra em favor de Acabe e quase perdera a vida pela desonestidade daquele rei; ainda assim, Josafá mostrou-se prestativo e saiu em favor do novo monarca de Israel.

Como na situação anterior, Josafá sugeriu que fosse consultado um profeta de Deus — atitude que revela sua constante devoção ao Senhor. Eliseu foi indicado e os reis, incluindo o de Edom, “desceram a ter com ele” (v.12). Jorão foi desmascarado por aquele que, de Deus, recebera discernimento para perceber sua malícia: “Que tenho eu contigo? Vai aos profetas de teu pai e aos profetas de tua mãe” (v.13). Como homem de Deus, Eliseu recebeu o dom de discernir espíritos (1Co.12:10) e, não fosse pela “presença de Josafá” (v.14), o profeta sequer teria atendido ao ímpio rei de Israel. Parece uma atitude dura, mas era apenas o efeito da incompatibilidade entre a luz e as trevas.

A presença do rei de Israel era tão inconveniente, que Eliseu usou o louvor, à semelhança de Davi quando tocava a sua harpa e afastava de Saul o espírito maligno (1Sm.16:23), para que o mal fosse dissipado e pudesse receber de Deus o poder para transmitir a Sua palavra. É certo que muitas vezes precisamos conviver com pessoas difíceis, mas isso não deve impedir-nos de lhe sermos úteis, conforme a vontade de Deus. Eliseu, por vontade própria não queria estar ali; entretanto, ele tinha uma obra maior a realizar, uma obra que não era sua, mas do Senhor. Por respeito a Josafá conteve a sua indignação. Pois muitas vezes Deus age em favor dos maus por causa dos bons que os cercam. Os ímpios são abençoados por amor dos justos e, com isso, recebem também a oportunidade de saírem das trevas para a luz, e da sequidão para a terra de abundantes águas (v.20).

Precisamos entender que Deus odeia o pecado, amados, mas Ele ama o pecador. E da mesma forma devemos ter repulsa aos atos de maldade, mas misericórdia de quem age assim. “Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Rm.12:18). Notem que existe no texto duas condições: “Se possível” e “quanto depender de vós”. Isto é, nem sempre é possível manter uma relação pacífica com todos, mas que esta impossibilidade não surja de nossa parte. Não foi sem razão, por exemplo, que Deus manteve Elias longe de Israel por um bom tempo. Percebem? Certamente, Eliseu sabia que se Jorão pudesse, lhe tiraria a vida, assim como Jezabel havia feito com os demais profetas do Senhor. Contudo, não cabia a Eliseu a vingança e nem deixar de comunicar os oráculos de Deus. Porém, no que dependesse dele, tudo o que dissesse ou fizesse deveria ser um amontoado de brasas vivas sobre a cabeça de Jorão (Rm.12:20).

Que pela graça de Deus possamos escolher, como Eliseu, andar na presença do Senhor para que não tornemos “a ninguém mal por mal”, porém nos esforcemos “por fazer o bem perante todos os homens” (Rm.12:17). Porque em breve há de ser revelada “a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18). Até lá, amados, não é nossa a obra de fazer este julgamento, mas do Justo Juiz. Eis o que Deus espera de nós: “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo.13:35).

Senhor, nosso Deus, Josafá foi um bom rei, temente a Ti e que não se negava a ajudar até mesmo os reis ímpios de Israel, talvez porque ele ainda nutrisse alguma esperança de Israel ser novamente um só povo. Mas como isso não aconteceu no passado, nesses últimos dias aqueles que esperam o reavivamento de toda a igreja, esperam por algo que não vai acontecer, devido à dureza de coração de muitos. Nós, porém, queremos estar entre os que receberão a chuva serôdia e o poder para o alto clamor. E hoje, mais do que nunca, necessitamos de sabedoria em nossos relacionamentos para mantermos uma mente saudável em meio a um mundo emocionalmente doente. Socorre-nos, Deus Todo-Poderoso! Nós clamamos, em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, instruídos pelo Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#2REIS03 #2REIS3 #RPSP

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2Reis 02 — Rosana Barros
25 de fevereiro de 2026, 0:45
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“Indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho” (v.11).

Para mim, esta é uma das histórias mais lindas da Bíblia, em termos de fé, amizade, lealdade e recompensa. Podemos identificar tudo isso e muito mais no capítulo de hoje. Pela primeira vez, a Bíblia destaca a sucessão de um profeta de Deus. Até aqui temos visto apenas a linha de sucessão dos reis de Israel e de Judá. Elias, porém, foi o profeta que ganhou evidência não só nos livros das histórias dos reis de Israel, mas também foi citado por profetas menores, no Novo Testamento e seu nome recebeu destaque no cumprimento até mesmo de profecias para o tempo do fim.

No livro de Malaquias está escrito: “Eis que vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor” (Ml.4:5). Esta profecia não se trata do retorno da pessoa de Elias, mas de sua missão. A obra dada a Elias de restaurar a verdadeira adoração é o que vai dar cumprimento ao último sinal antes do fim (Mt.24:14). Semelhante a João Batista, que veio “adiante do Senhor no espírito e poder de Elias” (Lc.1:17), Deus chamou a Sua igreja nos últimos dias, como afirmou Jesus: “De fato, Elias virá e restaurará todas as coisas” (Mt.17:11). Assim como a ressurreição de Moisés representa os que serão ressuscitados no Dia do Senhor (Jd.9), a trasladação de Elias ao Céu simboliza os que estarão vivos naquele Dia: “A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1Co.15:52). Isto explica o fato destes dois personagens terem aparecido na transfiguração de Cristo (Mt.17:3), como uma representação dos frutos do “penoso trabalho de Sua alma” (Is.53:11).

Eliseu foi o único a acompanhar tudo de perto. Não se apartou de Elias um único instante, e de seu mestre recebeu preciosas orientações. A companhia de Elias era-lhe agradável e lhe fazia sentir-se mais próximo de Deus. Não há bênção maior nesta terra do que pessoas que nos edifiquem espiritualmente. Elias nos deixou uma grande e importante lição que Jesus transformou em uma comissão: “Ide, portanto, fazei discípulos” (Mt.28:19). A amizade entre Elias e Eliseu fez de Eliseu um fiel discípulo e a responsabilidade que sobre ele cairia foi o que o levou a fazer um ousado pedido: “Peço-te que me toque por herança porção dobrada do teu espírito” (v.9).

Eliseu não estava pedindo para ser melhor do que o seu mestre, e sim reconhecendo a sua completa dependência do poder divino e, em humildade, reconhecendo que só o dobro do poder poderia lhe capacitar para o cumprimento de tão solene missão. A postura que teve diante dos discípulos insensatos revelou a sua prudência diante dos assuntos do alto. A atitude daqueles homens representam pessoas que não sabem guardar discrição, e, em tom de “inocentes comentários” saem divulgando o que não lhes convém. Mesmo que eles tenham expressado uma verdade, a repetida resposta de Eliseu “Também eu o sei; calai-vos” (v.3 e 5), nos deixa um legado de que aqueles que mantêm o foco na missão não perdem tempo com o que não os edifica.

A lealdade de Eliseu para com Elias e, acima de tudo, para com o Senhor, foi a chave que lhe abriu as portas da sucessão profética e o fez contemplar um vislumbre da glória divina. Nenhum daqueles discípulos estava pronto para receber tal incumbência e viver tamanha experiência. Eliseu teve a honra de contemplar os seres celestiais, e, muito em breve, os filhos do reino também o terão. E o privilégio de Elias de subir aos Céus sem passar pela morte, os justos vivos hão de ter, como está escrito: “nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados […] entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts.4:17).

Mas para todos os zombadores, que insistem em escarnecer e maldizer os filhos do reino, lhes sobrevirá repentina destruição, assim como foi com os quarenta e dois rapazinhos que zombaram do profeta de Deus. A zombaria daqueles insolentes: “Sobe, calvo! Sobe, calvo!” (v.23), não foi simplesmente um bullying a respeito da calvície de Eliseu, mas um escárnio aberto à ascensão de Elias. Era como se dissessem: “Vai subir com Elias também não, careca?”. Escárnio que o próprio Deus fez questão de vingar. Amados, “de Deus não se zomba” (Gl.6:7). Não fiquemos insistindo em falar e em fazer o que não nos é conveniente. Sempre que vier à nossa língua a vontade de comentar acerca do que não nos diz respeito, lembremos do conselho de Eliseu: “Calai-vos”! E quando quisermos insistir em ir aonde Deus não nos mandou, lembremos da admoestação de Eliseu: “Não vos disse que não fôsseis?” (v.18).

O Senhor tem planos surpreendentes na vida de todo aquele que, como Elias e como Eliseu, se entrega a Seu serviço. Que nossa vida seja usada por Deus como guia para o nosso próximo e que estabeleçamos laços de amizade íntima com pessoas que nos edificam para o reino dos céus. Lembremos que “Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos” (Tg.5:17), mas que através de sua comunhão com Deus teve uma vida extraordinária. Hoje, precisamos clamar pela “porção dobrada” (v.9) do Espírito Santo, a fim de que estejamos prontos e preparando outros para a volta de Jesus. Se Eliseu precisou de uma porção em dobro, que dirá nós, após quase seis mil anos de pecado! E ainda que diante de nós se levantem muitas águas, Deus nos fará passar “em seco” (v.8) ou as tornará saúde para nossa alma (v.21). É só uma questão de tempo, meus irmãos. Logo veremos não mais apenas uma carruagem de fogo, mas inúmeras delas com incontáveis anjos e Jesus vindo nos buscar. “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperareis” (2Cr.20:20).

Nosso amado Deus, as experiências de Elias são tão fortes e marcantes que gostaríamos de ter muito mais escrito acerca dele, mas sabemos que temos o suficiente para o que o Senhor deseja nos ensinar e aplicar em nossa própria experiência. Ó, Senhor, que responsabilidade a nossa de sermos aqueles que representam a obra de Elias como a última a ser realizada nesta Terra. O nosso eu tem sido o nosso pior inimigo. Perdoa-nos, Pai! Tira de nós as vestes imundas da justiça humana, nos veste com as vestiduras brancas da justiça de Cristo e que elas sejam alvejadas diariamente no sangue do Cordeiro pela maravilhosa e constante obra do lavar renovador e regenerador do Espírito Santo. É o nosso clamor, em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, servos do Deus Altíssimo!

Rosana Garcia Barros

#2REIS02 #2REIS2 #RPSP

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2Reis 01 — Rosana Barros
24 de fevereiro de 2026, 0:45
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“Mas o Anjo do Senhor disse a Elias, o tesbita: Dispõe-te, e sobe para te encontrares com os mensageiros do rei de Samaria, e dize-lhes: Porventura, não há Deus em Israel, para irdes consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom?” (v.3).

O segundo livro dos Reis inicia com a sucessão do trono de Israel após o reinado de Acabe. Seu filho Acazias era o retrato exato da educação idólatra de sua mãe e da corrupção de seu pai. Após um acidente que comprometeu gravemente sua saúde, Acazias enviou mensageiros para consultar o deus de Ecrom. Baal-Zebube, que significa “senhor das moscas”, era uma das divindades pagãs. Contudo, “o Anjo do Senhor” (v.3) interpôs-se no caso para declarar, mais uma vez, que havia Deus em Israel. Elias foi enviado com uma mensagem de juízo, e sua aparência peculiar logo revelou sua identidade: “É Elias, o tesbita” (v.8).

Estando “assentado no cimo do monte” (v.9), Elias observava enquanto o primeiro capitão e seus cinquenta homens subiam ao seu encontro. Eles esperavam que o profeta descesse, mas, em vez disso, fogo do céu desceu e os consumiu. O mesmo aconteceu com o segundo grupo enviado por Acazias. Na terceira tentativa, porém, surgiu um capitão que soube reconhecer que estava diante de um homem de Deus. Clamando por sua vida e pela de seus subordinados, ele teve sua prece atendida pelo Anjo do Senhor, que disse a Elias: “Desce com este, não temas” (v.15). Então, Elias desceu e declarou pessoalmente a Acazias o que já havia dito aos mensageiros.

A justiça de Deus não deve nos causar medo; ela é salvação para os que creem: “Sendo justificados gratuitamente, por Sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Rm.3:24). Infelizmente, ela se torna juízo condenatório para os que rejeitam a graça divina. Muitas vezes, Deus nos reprova aqui para que não sejamos reprovados para a eternidade. Acazias não se deu por satisfeito até ouvir da boca do próprio Elias as mesmas palavras condenatórias ditas antes, mas em nenhum momento manifestou arrependimento. Fomos criados, meus irmãos, para a felicidade eterna e não para a condenação; o castigo final foi preparado “para o diabo e seus anjos” (Mt.25:41). O arrependimento é parte vital da justificação. Sem ele, não há perdão, e sem perdão, permanece-se no pecado e, como Acazias: “sem falta, morrerás” (v.16).

A missão do profeta era transmitir a Palavra do Senhor e conduzir o povo ao arrependimento e à genuína conversão. Foi o que Elias fez em todo o seu ministério, sendo zeloso em cumprir a vontade de Deus. Aquela chuva de fogo atingiu apenas alguns, mas chegará o tempo em que será uma execução em massa do juízo de Deus sobre os ímpios, quando estes cercarem a cidade santa após o milênio (Ap.20:9). Se assumirmos, contudo, a atitude do terceiro capitão de Israel, em atitude de humildade diante do Senhor, não teremos o que temer naquele grande Dia. Hoje, “agora mesmo, diz o Senhor: Convertei-vos a Mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, com choro e com pranto. Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque Ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-Se, e grande em benignidade, e Se arrepende do mal” (Jl.2:12-13).

O título de “homem de Deus” havia sido desvalorizado pelos falsos profetas do reino, mas Elias demonstrou sua autenticidade. Títulos nada valem se não houver coerência com o chamado. Somos portadores de uma mensagem solene e urgente, amados, que, se vivida, o mundo reconhecerá em nossas palavras e ações: “É Elias!”. Será que o nosso nome, aparência e atitudes têm sido uma inconfundível declaração de que somos homens e mulheres de Deus? Como Elias, precisamos subir ao mais alto lugar do monte da comunhão a fim de descermos de lá com o poder e a autoridade dadas pelo Céu para realizarmos as obras de Deus e apressarmos o retorno do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Muitos ignoram a profecia, mas não podem evitar seu cumprimento: “Assim, pois, morreu [Acazias], segundo a palavra do Senhor” (v.17). No futuro, o fogo descendo do céu será uma astúcia de Satanás para enganar (Ap.13:13). O que nos ajudará a discernir? Nossa caminhada com Jesus. Elias subia quando Deus dizia “sobe”, descia quando Ele dizia “desce” e ia quando Ele dizia “vai”. Que o Espírito Santo faça de nossa vida, por Sua graça e misericórdia, uma revelação de que somos, por preceito e por exemplo, homens e mulheres de Deus. Essa é exatamente a mensagem que a nossa vida deve dar ao mundo: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt.4:17).

Querido Deus e Pai, como são fortes as experiências dos profetas no passado e muitas vezes nos deparamos com relatos de muitas mortes de pessoas que foram vítimas de uma liderança imprudente. Senhor, grande responsabilidade repousa sobre nós como último movimento profético. Temos uma mensagem solene e sagrada a dar ao mundo com urgência, com a velocidade de um anjo voando pelo meio do Céu. Ó, Senhor, necessitamos nos arrepender de nossos pecados, reconhecer nossa condição laodiceana e comprar os tesouros do caráter de Cristo! Não podemos negligenciar essa vital necessidade! Por isso, clamamos a Ti pela ação do Espírito Santo, para que verdadeiramente a fé e o amor, a justiça de Cristo e o discernimento espiritual sejam uma realidade em nossa vida! E clamamos no todo suficiente nome de Jesus Cristo, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, homens e mulheres de Deus!

Rosana Garcia Barros

#2REIS01 #2REIS1 #RPSP

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1Reis 22 — Rosana Barros
23 de fevereiro de 2026, 0:45
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“Respondeu Micaías: Tão certo como vive o Senhor, o que o Senhor me disser, isso falarei” (v.14).

Todos nós gostamos de ouvir o que nos agrada. A natureza humana não tem prazer na repreensão e, muitas vezes, perdemos a chance de acertar por puro orgulho. Acabe e Josafá resolveram unir forças para pelejar contra o rei da Síria, a fim de reconquistar Ramote-Gileade. Israel e Judá lutariam como um só povo. Mas, assim como ocorreu com Elias, vemos aqui outra disputa espiritual. O que aqueles 400 homens faziam diante dos reis era uma verdadeira encenação teatral. Contudo, quem conhece o que é verdadeiro logo identifica o que é falso. Percebendo a atuação dos pseudoprofetas, Josafá indagou: “Não há aqui ainda algum profeta do Senhor para o consultarmos?” (v.7).

Ainda havia restado em Israel um profeta do Senhor: Micaías. Até então, Acabe nem cogitara chamá-lo. Ocorre, porém, que Josafá sabia reconhecer um profeta verdadeiro, pois era temente ao Senhor e “fez o que era reto perante o Senhor” (v.43). Aqueles homens patéticos, liderados por Zedequias e seus “chifres de ferro” (v.11), definitivamente não falavam em nome do Altíssimo. Micaías foi chamado a contragosto, pois Acabe dizia: “[…] eu o aborreço, porque nunca profetiza de mim o que é bom, mas somente o que é mau” (v.8). O oficial enviado tentou persuadi-lo a falar somente o que era bom ao rei, mas o profeta revelou sua submissão inabalável ao “assim diz o Senhor”.

Na presença dos reis de Judá e de Israel, Micaías iniciou sua fala com ironia, fingindo aprovar os falsos profetas. O interessante é que o próprio Acabe percebeu que ele estava omitindo a verdade. Só então o homem de Deus manifestou a vontade do Senhor de forma clara e grandiosa. Sua fala incluiu uma visão do trono celestial e uma parábola sobre o “espírito mentiroso” enviado por Deus para falar através dos 400 profetas. Trata-se de uma ilustração de que o Senhor permite que a mentira siga seu curso e produza os seus resultados quando o ser humano insiste na teimosia, pois assim a verdade pode brilhar. Micaías foi a última oportunidade de Acabe, no entanto, o rei não deu o braço a torcer. Preferiu a falsa paz profetizada por seus profetas fajutos e morreu debaixo de seu inútil disfarce.

Meus amados, hoje existem mais de quarenta mil denominações cristãs, todas afirmando seguir a Jesus. Com todo o respeito, será que todas pregam, de fato, a verdade? Mas o que é a verdade, tão temida por Acabe? Ela realmente é para ser temida? Vejamos o que Jesus afirmou: “e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo.8:32). Ora, se a verdade liberta, por que tem sido tão negligenciada e até odiada? Sabem por quê, amados? Porque a verdade confronta o nosso “eu” e os nossos desejos carnais. Ela diz que não posso odiar meu irmão, nem desejar alguém que não seja o meu cônjuge, nem tampouco fazer o que eu bem quiser. Compreendem? A verdade revela a nossa natureza pecaminosa e exige mudança de rota.

A Bíblia diz que a verdade possui cinco colunas:

Deus é a verdade (Jr.10:10);
Jesus é a verdade (Jo.14:6);
O Espírito Santo é a verdade (1Jo.5:6);
A Bíblia é a verdade (Jo.17:17);
Os mandamentos de Deus são a verdade (Sl.119:151).

Estas são as colunas da liberdade! Muitos podem até afirmar que seguem a Deus à sua própria maneira. Entretanto, como Acabe, lá no fundo, sabem que estão errados e que estão longe da verdade. A conclusão da fala de Micaías a Acabe me fez estremecer. Não lhes causou impacto também, amados? Ele encerrou suas palavras, dizendo: “Se voltares em paz, não falou o Senhor, na verdade, por mim”. Agora prestem bastante atenção nesta última frase dita por ele: “Disse mais: Ouvi isto, vós, todos os povos!” (v.28). Ou seja, não era uma mensagem apenas para Acabe, ou para Israel, mas era uma mensagem para o mundo inteiro.

O fim da vida de Acabe revela o resultado da desobediência e da teimosia. Eis o apelo que o Senhor nos faz hoje: “Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-O enquanto está perto” (Is.55:6). Aceite agora o convite de Deus e continue buscando na Bíblia as verdadeiras respostas, porque chegará o tempo, e não está longe, em que os homens “correrão por toda parte, procurando a Palavra do Senhor, e não a acharão” (Am.8:12); “quando vier, porém, o Espírito da verdade, Ele vos guiará a toda a verdade” (Jo.16:13). “Ouvi isto, vós, todos os povos!” (v.28).

Senhor, nosso Deus, nós Te agradecemos pela comunhão Contigo por meio de mais este livro das Tuas Escrituras! Pai, é tempo de arrependimento, confissão de pecados e genuíno reavivamento. É tempo de nos debruçarmos na Tua Palavra e dobrarmos os nossos joelhos em clamor como nunca antes. Que a Tua verdade nos santifique e nos dê discernimento para fazermos a diferença entre o que procede do Senhor e o que não procede. E que a nossa vida, pelo poder do Teu Espírito, brilhe a luz da verdade a todos os povos! Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, livres na verdade!

Rosana Garcia Barros

#1REIS22 #RPSP

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1Reis 21 — Rosana Barros
22 de fevereiro de 2026, 0:45
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“Ninguém houve, pois, como Acabe, que se vendeu para fazer o que era mau perante o Senhor, porque Jezabel, sua mulher, o instigava” (v.25).

A manifestação divina no Carmelo, o fim da seca como predito pelo profeta e o triunfo de Deus contra a Síria parecem não ter sido suficientemente convincentes para que Acabe percebesse a misericórdia e a bondade de Deus. Novamente “desgostoso e indignado” (v.4), Acabe revelou-se um rei fraco e mimado. Uma vinha ao lado de seu palácio em Jezreel tornou-se objeto de sua cobiça. Ao buscar o que pensava conseguir facilmente, deparou-se com a frustração, pois o dono da vinha, Nabote, não estava disposto a se desfazer da herança de seus pais. É muito provável que aquela terra pertencesse à família desde a entre as tribos de Israel divisão de Canaã. Não se tratava apenas de uma vinha, mas de um legado de fé — um bem sagrado que deveria ser transmitido de geração em geração.

Vendo, porém, o estado emocional de seu marido, procurando saber o que havia acontecido, Jezabel logo tomou as rédeas da situação e prometeu agir como ela esperava que o rei de Israel agisse: “Governas tu, com efeito, sobre Israel? Levanta-te, come, e alegre-se o teu coração; eu te darei a vinha de Nabote, o jezreelita” (v.7). Tendo os anciãos e os nobres da cidade como seus aliados, a rainha perversa teve seu plano maligno executado dando a vinha a Acabe, “para tomar posse dela” (v.16). Mas nada escapa aos olhos do Guarda de Israel. Aquela atrocidade não ficaria impune. Deus mesmo tomaria o caso em Suas mãos e vingaria a morte injusta de Nabote.

Mais uma vez, Deus enviou Seu servo Elias a fim de proclamar o Seu juízo. O mensageiro do Senhor se dispôs a ir até Acabe e pronunciar a sentença contra ele e contra sua mulher. Suas muitas abominações haviam enchido o cálice da ira de Deus. Vendido “para fazer o que era mau perante o Senhor” (v.25) e manipulado por Jezabel, Acabe havia se tornado um verdadeiro fantoche nas mãos de Satanás para degradar e destruir o povo de Israel. Sua fraqueza moral e espírito instável eram grandemente abalados na presença de Elias. “Perturbador de Israel” (1Rs.18:17) e “inimigo meu” (v.20), foram os títulos dados por ele àquele que tornava exposto o seu pecado. A fidelidade de Elias revelava a sua infidelidade. A coragem de Elias revelava a sua covardia. A pureza de Elias revelava a sua imundícia. Como que diante de um espelho, Acabe se deparava com sua própria e indiscutível sentença: CULPADO!

Pela primeira vez, porém, Acabe entendeu que o juízo do Senhor só dá a sua palavra final mediante a escolha do próprio homem. Como sua atitude de humilhação mudou a sentença divina, enquanto houver graça, Deus está sempre disposto a mudar a nossa sorte. Antes de ascender aos céus, Jesus nos deixou a bendita promessa: “E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco”, e continuou, dizendo: “o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê, nem O conhece; vós O conheceis, porque Ele habita convosco e estará em vós” (Jo.14:16-17). É o Espírito Santo que tem o poder de converter os corações. Nenhuma ação humana, por melhor que seja, é aceita diante de Deus se não for movida pelo Seu Espírito. Nenhuma palavra humana, por mais agradável e eloquente que seja, tem a aprovação divina se não for iluminada pelo Espírito de Deus.

Percebam que Jezabel e os principais da cidade estavam unidos pela maldade a fim de tomar posse de uma vinha alheia. Assim, Satanás e seus agentes têm trabalhado incansavelmente a fim de “roubar, matar e destruir” (Jo.10:10) a vinha do Senhor. E somente os que tiverem o Espírito Santo reconhecerão o engano e buscarão refúgio em Deus. Incansavelmente, suas orações ascendem aos céus em busca de auxílio. Como Elias, são perseguidos pelos próprios irmãos e vistos como inimigos e perturbadores. Apesar disso, “a nossa luta”, amados (e isso precisa ficar bem claro), “não é contra o sangue e a carne”, isto é, não é contra pessoas, “e sim contra os principados e potestades […] contra as forças espirituais do mal”, ou seja, contra Satanás e seus anjos caídos (Ef.6:12). Trata-se, portanto, de uma batalha tão desleal quanto a do pequeno exército de Israel contra os milhares da Síria. Mas assim como o Senhor deu a vitória a Israel, mediante Cristo Jesus Ele também nos garantiu a vitória, e a recompensa de uma herança comprada a preço de sangue do Imaculado Cordeiro de Deus.

Como Acabe só enxergava em Elias um inimigo e perturbador, o homem natural não pode ver e nem conhecer a obra do Espírito Santo na vida das testemunhas de Jesus. A não ser que permitam ser convencidos por Ele “do pecado, da justiça e do juízo”, e sejam guiados “a toda a verdade” (Jo.16:8 e 13), “não herdarão o reino de Deus” (1Co.6:9). Como Elias, somos chamados a desenvolver a nossa “salvação com temor e tremor” (Fp.2:12). O Espírito Santo tem uma obra especial para realizar em nós de forma individual, a fim de que vivamos em unidade no coletivo. Foi assim com a igreja primitiva. Foi assim na reforma protestante. Foi assim na vida dos pioneiros adventistas. E será assim com o remanescente final. Cada grão importa para Deus em Sua seara e Ele não permitirá que “caia na terra um só grão” (Am.9:9). Semelhante a Elias, temos uma obra difícil à nossa frente. Que possamos, como Ele, ser guiados pelo Espírito do Senhor, ainda que perseguidos e mal compreendidos.

Nosso Pai Celestial, são tempos angustiosos os nossos, mas também é tempo de exultar e erguer a cabeça, pois a nossa redenção se aproxima. E será que estamos prontos, Senhor? Ou estamos como Acabe, egoístas e mimados? Pai de amor, a Ti nós clamamos: Perdoa-nos e livra-nos de nós mesmos! Que morra o nosso eu para que Cristo viva em nós! E, como Elias, perseveremos em fazer a vontade do Senhor, ainda que esta seja uma decisão muitas vezes solitária e difícil. Dá-nos forças, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, morada do Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#1REIS21 #RPSP

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1Reis 20 — Rosana Barros
21 de fevereiro de 2026, 0:45
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“Foi-se o rei de Israel para sua casa, desgostoso e indignado, e chegou a Samaria” (v.43).

O exército da Síria tornou-se um dos maiores e mais fortes daquela época, exercendo um papel fundamental na história do povo de Deus. Tanto que o Senhor mandou Elias ungir o escolhido para governar aquele povo (1Rs.19:15) — algo inusitado, já que os profetas eram geralmente enviados para ungir reis em Israel, não em nações pagãs. Contudo, Ben-Hadade tornou-se um rei obstinado e cruel, desafiando o “assim diz o Senhor” com o seu próprio “assim diz Ben-Hadade” (v.3 e 5). Essa lançada pelo rei sírio ameaça tornou-se uma oportunidade para que Acabe reconhecesse que só o Senhor é Deus (v.13).

A vitória foi garantida pelo próprio Deus, mas Acabe questionou qual seria a estratégia de guerra. O Senhor instruiu que ele fosse à frente, seguido pelos “moços dos chefes das províncias” (v.14). E o que fez Acabe? Mandou primeiro os moços e, somente após o êxito destes, saiu para perseguir os que fugiam. Novamente, Deus enviou o profeta para adverti-lo: “Vai, sê forte, considera e vê o que hás de fazer” (v.22). Mas Acabe rejeitou a eterna aliança do Senhor em troca de uma aliança temporária e falível com o inimigo.

Por não ter obedecido à voz divina, um dos discípulos dos profetas foi morto por um leão, assim como o homem de Deus que estudamos no capítulo 13. A vida de Acabe também teria um fim trágico devido à sua desobediência às ordens do Senhor. Sua reação à sentença confirma sua condenação: ficou desgostoso e indignado. Não houve arrependimento; pelo contrário, Acabe endureceu o coração e voltou para os braços de sua esposa idólatra. Deus ofereceu a oportunidade de retorno, mas ela foi deliberadamente rejeitada.

Está escrito que Satanás “anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1Pe.5:8). Ele disfarça seus agentes e seus meios, e as circunstâncias nos levam por caminhos tortuosos. Precisamos conhecer nossos deveres diante do Rei do Universo (Ec.12:13) e observá-los para a conservação de nossa própria vida. Se aquele que transgride uma lei de trânsito ou a lei penal deve arcar com as sanções, por que, então, temos tanta dificuldade em entender que a transgressão da lei do Senhor também é passível de juízo?

A desobediência à lei de Deus é pecado (1Jo.3:4), e “o salário do pecado é a morte” (Rm.6:23). Mas Deus não nos colocou no mundo para a condenação; Ele ofereceu Seu Unigênito para que, pela Sua justiça perfeita, pudéssemos receber o perdão de nossos pecados. E se tem uma verdade que precisamos conhecer é que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). Sigamos o conselho que Acabe rejeitou: sejamos fortes no Senhor e ponderemos sobre nossas atitudes. Nossas escolhas definem se marchamos para o fim da vida ou para a vida sem fim.

Senhor, nosso Deus e Pai, nós Te somos gratos por mais um sábado e mais uma oportunidade de ouvir a voz do Espírito através da Tua Palavra! Senhor, fortalece-nos em Ti! Ilumina a nossa mente com a luz que emana do Teu trono de graça, nos concedendo o dom do Espírito Santo! Que Ele grave a Tua lei em nosso coração, de forma que a nossa vida reflita o Teu caráter, por Tua graça e misericórdia. Clamamos estas bênçãos não fiados em nossas justiças, mas nos méritos e no nome maravilhoso de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, fortes em Cristo!

Rosana Garcia Barros

#1REIS20 #RPSP

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