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“Sucedeu, porém, que, depois, sentiu Davi bater-lhe o coração, por ter cortado a orla do manto de Saul” (v.5).
Um tempo de terrível angústia se abateu sobre Davi e seu pequeno exército. Nas profundezas das cavernas encontravam lugar de refúgio da fúria e insistente perseguição de Saul. Foi quando o rei estava sozinho em um desses lugares que aqueles homens enxergaram a oportunidade de matar o seu algoz. Davi, porém, os conteve e, cortando furtivamente “a orla do manto de Saul” (v.4), obteve a prova de que não pretendia tirar a vida do “ungido do Senhor” (v.6).
Aquela atitude, porém, causou um grande aperto no coração de Davi, que, arrependido, saiu da caverna a chamar Saul. De longe, o rei avistou a sua “caça” fazendo-lhe “reverência, com o rosto em terra” (v.8). E comprovado que Davi lhe havia poupado a vida, “chorou Saul em voz alta” (v.16), proferindo palavras de aprovação que devem ter consolado grandemente o coração do aflito fugitivo.
Diante de inimigos e de perseguidores, precisamos confiar, como Davi, na justiça divina: “Seja o Senhor o meu juiz, e julgue entre mim e ti, e veja, e pleiteie a minha causa, e me faça justiça, e me livre da tua mão” (v.15). Notem que mesmo diante das lágrimas e da confissão de Saul, a prudência não permitiu que Davi se achegasse a ele. Davi sabia que a sua luta não era contra Saul, mas contra o espírito maligno que atormentava o rei de Israel. E manter uma distância segura era o melhor a se fazer.
Tentando provar sua bondade, Davi fez algo que lhe doeu no coração. Por vezes, não sabemos ao certo como lidar com situações adversas, e acabamos tomando atitudes que, depois, nos abatem o coração. Mas Deus, em Sua infinita misericórdia, pode transformar os nossos impulsos em oportunidades de reconciliação. Confie na justiça do Senhor e siga o exemplo de Cristo fazendo sempre o bem aos seus inimigos, ainda que não aconteça o retorno desejado. Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, homens e mulheres segundo o coração de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Samuel24 #RPSP
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“Pelo que Saul desistiu de perseguir a Davi e se foi contra os filisteus. Por esta razão, aquele lugar se chamou Pedra de Escape” (v.28).
Antes de tomar qualquer decisão, Davi consultava ao Senhor. Ele permaneceu “no deserto, nos lugares seguros”, e “Saul buscava-o todos os dias, porém Deus não o entregou nas suas mãos” (v.14).
Entre uma perseguição e outra, Davi teve a chance de rever o amigo que pensou que não veria mais. Jônatas apareceu num dos esconderijos de Davi e “lhe fortaleceu a confiança em Deus” (v.16), enquanto Saul colocou em risco o seu povo, pois “os filisteus invadiram a terra” (v.27). E aquele lugar em “que Saul desistiu de perseguir a Davi” (v.28), ficou conhecido como Pedra de Escape.
O Salmo 37 revela bem a confiança que Davi tinha no Senhor: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará” (Sl.37:5). Deus ajuda e livra todos os que confiam em Sua justiça, “livra-os dos ímpios e os salva, porque nEle buscam refúgio” (Sl.37:40). Antes de buscar refúgio em qualquer lugar da terra, Davi buscava nos braços do Senhor. Percebam que Saul, em sua insanidade, cogitou ser plano divino cerrar Davi “numa cidade de portas e ferrolhos” (v.7) a fim de capturá-lo. Sobre esta atitude,o apóstolo Paulo escreveu: “No tocante a Deus, professam conhecê-lO; entretanto, O negam por suas obras; é por isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra” (Tt.1:16).
Creio que num momento de maior necessidade foi que Deus enviou Jônatas até Davi. Como é maravilhoso ter um amigo em quem se pode confiar. Deus muito se alegra com amizades como esta. Contudo, ainda que não tenhamos um amigo assim, Jesus nos diz: “Vinde a Mim” (Mt.11:28). Antes de falar com qualquer pessoa, Davi falava com Deus. Como o Senhor almeja que façamos o mesmo! Ele deseja fortalecer a nossa confiança nEle e estabelecer uma amizade cujos laços sejam fortalecidos à cada experiência diária. “Assim diz o Senhor, o teu Redentor, o Santo de Israel: Eu sou o Senhor, o teu Deus, que te ensina o que é útil e te guia pelo caminho em que deves andar” (Is.48:17).
Eis o que diz o Conselho Inspirado: “Em vos converterdes e em sossegardes, está a vossa salvação; na tranquilidade e na confiança, a vossa força” (Is.30:15). Por mais que fosse difícil enfrentar a perseguição de Saul, Davi podia vislumbrar o cuidado de Deus em cada livramento. Mesmo que surjam situações em nossa vida que nos coloquem em um beco sem saída, o Senhor está disposto a transformar o intransponível em Pedra de Escape. Todo aquele que aprende a “consultar o Senhor” (v.4) através de uma vida de intimidade com Ele, no estudo de Sua Palavra e na oração, jamais será deixado às escuras. Seja esta a minha e a sua oração: “Lembra-te, Senhor, a favor de [Rosana], de todas as suas provações” (Sl.132:1).
Vigiemos e oremos!
Bom dia, os que confiam no Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Samuel23 #RPSP
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“Fica comigo, não temas, porque quem procura a minha morte procura também a tua; estarás a salvo comigo” (v.23).
Vimos que uniram-se a Davi os rejeitados de Israel. Homens tomados pelo desespero de sua existência fracassada. Homens que, se tivessem redes sociais, não seriam os mais seguidos, nem tampouco os mais curtidos. Só que foram esses que procuraram a Davi tanto para buscar refúgio quanto para oferecer ajuda. Não foram os mais letrados, os mais religiosos e nem os mais caridosos. Em Seu ministério terrestre, Jesus foi questionado porque comia com os publicanos e pecadores, os rejeitados de Israel. “Mas Jesus ouvindo, disse: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos; pois não vim chamar justos, e sim pecadores [ao arrependimento]” (Mt.9:10-13).
Percebem porque a Bíblia diz que Davi era um homem segundo o coração de Deus? Ele não fazia acepção de pessoas, e atraía para si todo aquele que reconhecia que precisava de ajuda. Aqueles 400 homens viram em Davi o mesmo que os publicanos e pecadores viram em Cristo: a chance para mudar. Eles enxergaram em Davi o que faltava em Saul: misericórdia. Davi poderia ter despachado aqueles homens. Afinal, ele já tinha problemas o suficiente. Porém, onde a sociedade enxergava fracasso, Davi enxergou oportunidade de vitória. Os que a sociedade apontava como pecadores, Jesus engrandecia como herdeiros do reino dos Céus.
A atrocidade comandada por Saul e Doegue representa a missão do inimigo de Deus: “roubar, matar e destruir”, em completo contraste com a missão de Cristo: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo.10:10). O profeta Aimeleque descreveu Davi como o mais fiel e honrado dos servos de Saul. Jesus veio e nos deixou o insuperável modelo de serviço.
Outro ponto interessante é o que Davi disse a Abiatar no verso 22: “Fui a causa da morte de todas as pessoas da casa de teu pai”. Houve uma verdadeira chacina em Nobe, mas não por causa de Davi e sim por causa da malignidade do rei Saul. Quando Cristo nasceu, o rei Herodes mandou matar todos os meninos de Belém de dois anos para baixo. Na verdade, meus irmãos, quem procurava a morte de Davi quanto a de Cristo, procura a tua também. A Bíblia diz que “a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso” (Ef.6:12). Quando Satanás foi expulso do Céu, foi precipitada com ele terça parte dos anjos (Ap.12:4 e 7 a 9). Então, este conflito que é cósmico ao mesmo tempo é uma luta pela nossa mente.
O que Davi disse a Abiatar, Cristo não se cansa de nos dizer todos os dias: “Fica comigo, não temas…estarás a salvo Comigo!” Por vezes, o inimigo coloca em nossa vida zonas de conforto que nos fazem pensar que estamos no lugar seguro, mas, a todos que estão com o coração aberto à voz de Deus, assim como Davi, Ele diz: “Não fiques neste lugar seguro” (v.5). Foi porque Saul acomodou-se ao seu trono terreno que permitiu que Deus fosse destronado de seu coração.
Tem um hino do Hinário Adventista, que diz assim no coro: “Somos um pequeno povo mui feliz”. Quando fui ensinar este hino aos meus filhos, o mais novo olhou para mim e disse: “Não, mamãe, somos um pequeno povo GIGANTE mui feliz!” E esta inocente colocação me ensinou uma profunda lição. Que podemos ser vistos como poucos diante do mundo, mas aos olhos do Senhor somos gigantes.
Doegue pode ter matado o corpo daqueles homens e mulheres de Deus, mas jamais a vida eterna. Herodes ceifou a vida daquelas crianças inocentes, mas seus lugares estão guardados na eternidade. Os fariseus levaram seus planos malignos até à consumação da morte de Cristo, mas Ele ressuscitou para nos coroar com a coroa do felizes para sempre. Pois nem a morte pode nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus (Rm.8:38-39). Permaneça em Cristo. Não temas, pois com Ele você estará sempre seguro. Vigiemos e oremos!
Bom dia, pequeno povo GIGANTE mui feliz!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Samuel22 #RPSP
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“Pelo que se contrafez diante deles, em cujas mãos se fingia doido, esgravatava nos postigos das portas e deixava correr saliva pela barba” (v.13).
O sacerdote Aimeleque ficou tomado de medo ao avistar Davi sozinho e perguntou qual era o motivo de sua visita. Davi mentiu, provavelmente com a intenção de proteger o sacerdote caso Saul soubesse que este o havia ajudado. Mas só havia ali os pães da proposição, ou seja, os pães sagrados do santuário. Após certificar-se de que Davi e seus homens não haviam se contaminado com nada impuro, Aimeleque julgou por bem dar-lhes de comer daqueles pães. Ele passou por cima da lei cerimonial para cumprir uma ainda maior.
Ao ser indagado porque Seus discípulos colheram e comeram espigas no sábado, Jesus usou este episódio da vida de Davi como ilustração. As inúmeras regras criadas pelos judeus acerca da guarda do sábado, havia tornado este dia longe do propósito que realmente deveria cumprir: um dia especial, deleitoso e de profunda comunhão com o Criador (Is.58:13-14). A expressão “Misericórdia quero e não holocaustos” (Mt.12:7), define bem a sábia decisão do sacerdote em alimentar Davi e seus homens, e a inocente atitude dos discípulos em pegar algumas espigas para se alimentar.
Então, dali de Nebo, fugindo de Saul, Davi partiu para Aquis, rei de Gate. Só que ele não esperava encontrar ali pessoas tão informadas acerca de sua fama de guerreiro vitorioso. Davi percebeu, portanto, que havia fugido de um inimigo para cair nas mãos de outro. E o qual foi a sua atitude? Fingir-se de louco! Isso mesmo. Davi se passou por doido, remexendo nas aberturas das portas e babando como um bebê de colo. Imaginem a cena! E a pergunta do rei de Gate confirma a perfeita atuação de Davi: “Faltam-me a mim doidos, para que trouxésseis este para fazer doidices diante de mim? Há de entrar este na minha casa?” (v.15).
O contexto histórico do Salmo 34 é justamente este em que Davi se finge de louco. E o título do Salmo é: “Provai que o Senhor é bom”. Apesar de nossas atitudes impensadas, a bondade do Senhor vai além. Mesmo que o medo nos leve a agir de forma alienada diante dos homens, Deus ouve o clamor do coração: “Clamou este aflito, e o Senhor o ouviu e o livrou de todas as suas tribulações” (Sl.34:6). Apesar do comportamento louco de Davi, seu coração clamava pelo socorro divino. Diante do rei de Gate, Davi era um louco, porém, diante de Deus, era um aflito de coração clamando por livramento.
Quantas vezes julgamos as ações humanas sem misericórdia alguma. Permitam-me ilustrar isto:
Uma dirigente de um ministério de louvor estava se organizando para ministrar a música em determinada igreja, quando um ancião a abordou sobre o fato de dois músicos estarem de calça jeans, e não de social. Aquela mulher, conhecendo a condição humilde daqueles rapazes, mansa e sabiamente respondeu: “Está vendo aquele jovem, meu irmão? Ele veste numeração 40. E aquele outro, veste 42. Estamos abertos a doações”. Sabem o que isto quer dizer? Que somos muito rápidos em julgar, e morosos em amar! O sacerdote preferiu alimentar Davi e seus homens com o pão sagrado do que deixá-los à míngua. Jesus preferiu ser acusado de quebrar uma regra sem sentido do que deixar Seus discípulos passarem o Dia do Senhor com fome. Davi fingiu-se de doido para salvar a sua vida. Sejamos, pois, misericordiosos, assim como o Senhor tem sido misericordioso conosco a cada dia (Lm.3:22-23). Vigiemos e oremos!
Bom dia, misericordiosos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Samuel21 #RPSP
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“Então, fugiu Davi da casa dos profetas, em Ramá, e veio, e disse a Jônatas: Que fiz eu? Qual é a minha culpa? E qual é meu pecado diante de teu pai, que procura tirar-me a vida?” (v.1).
O questionamento de Davi expressa a sua profunda angústia e, a resposta de Jônatas, a sua inocência quanto à malícia de seu pai. Saul era ardiloso, de forma que nem seu filho havia desconfiado da sua ira contra Davi. Mas Davi foi enfático em abrir os olhos de Jônatas para a realidade de que Saul já havia percebido a íntima amizade entre eles. Jônatas combinou com seu amigo um sinal, e sob forte tensão percebeu a gravidade das intenções de Saul, ficando “muito sentido por causa de Davi, a quem seu pai havia ultrajado” (v.34).
Davi já conhecia os perversos desígnios de Saul, mas a confirmação lhe trouxe profunda tristeza. Suas lágrimas não foram apenas por despedir-se de Jônatas, mas pela ira sem causa do rei a quem tanto amava. Percebam que os seus questionamentos no início do capítulo são também afirmações acerca de sua inocência: “Que fiz eu? Qual é a minha culpa?”. Ou seja, ‘não tenho ideia do que possa ter feito de errado, nem tampouco consigo achar algo que me incrimine’. Davi apenas seguia as ordens do rei, comandava os seus exércitos e tocava a sua harpa para acalmá-lo. Mas Saul enxergou em Davi a bênção que desejava para si, permitindo ser consumido pelo ódio e pela inveja.
Davi não somente perdeu a amizade de Saul, como também ganhou um inimigo mortal. O principal objetivo da vida de Saul era destruir Davi. Isto se tornou sua obsessão. Fez “o seu coração duro como diamante, para que não ouvisse a lei, nem as palavras que o Senhor dos Exércitos enviara pelo Seu Espírito, mediante os profetas” (Zc.7:12). O Senhor tentou advertir Saul por intermédio do profeta Samuel, mas sua dura cerviz o impedia de ouvir. Por duas vezes Saul jurou em falso, e sobre isso está escrito: “nenhum de vós pense mal no seu coração contra o seu próximo, nem ame o juramento falso, porque a todas estas coisas Eu aborreço, diz o Senhor” (Zc.9:17).
Devemos agir com cautela considerando a advertência de Jesus: “Eis que Eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas” (Mt.10:16). Ao perceber a raiva homicida de Saul, buscou Davi não apenas livrar-se da morte, mas prudentemente evitar que o rei cometesse tamanho pecado, assassinando o ungido do Senhor. Não se trata de erguer muros nos relacionamentos, e sim de evitar sofrimentos desnecessários. Saul precisava de ajuda, mas definitivamente Davi não era a pessoa mais indicada para ajudá-lo. Ainda que haja o perdão, se não é conveniente ser um amigo íntimo de alguém, sê, pois, um amigo de oração. “Então, andarás seguro no teu caminho, e não tropeçará o teu pé” (Pv.3:23). Vigiemos e oremos!
Bom dia, amigos de oração!
Desafio da semana: Você tem algum amigo como Jônatas ou Davi? Separe um momento do dia durante esta semana para orar por ele(a) em especial, e lhe revele no fim da mesma com uma cartinha ou lembrança que simbolize esta amizade.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Samuel20 #RPSP
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“Procurou Saul encravar a Davi na parede, porém ele se desviou do seu golpe… então, fugiu Davi e escapou” (v.10).
O capítulo de hoje deixa bem claro que Saul não estava bem espiritual e psicologicamente. O teste feito por Jônatas parecia ter provado que seu pai havia desistido de matar Davi. Mas a sua farsa logo seria descoberta. E Davi se dividia entre fugir e se esconder, e ficar na presença do rei e ajudá-lo a livrar-se do espírito maligno. Só que o último atentado de Saul contra Davi, fez com que este percebesse o sério apuro em que se encontrava. Finalmente, o rei foi bem claro em suas intenções.
Tomando conhecimento do paradeiro de Davi, Saul enviou mensageiros a Samuel e à casa dos profetas. O Senhor fez com que estes profetizassem e não cumprissem o mandado do rei. E após mais duas tentativas frustradas, o próprio Saul foi no encalço de Davi, “e o mesmo Espírito de Deus veio sobre ele, que, caminhando, profetizava até chegar à casa dos profetas, em Ramá” (v.23). Provavelmente, a profecia fosse sobre o reinado de Davi, assegurando que não importasse o que Saul tentasse fazer, não conseguiria, porque o Senhor havia separado o menor filho de Jessé para um grande propósito.
Sabem o que isto significa, amados? Que não importa se a pessoa mais influente e poderosa esteja a intentar o mal contra um escolhido de Deus, ela não terá sucesso; que quanto mais procura fazer o mal, mais frustrada ficará. O profeta Jeremias já passou por algo parecido, quando disse: “Todos os meus íntimos amigos, que aguardam de mim que eu tropece…” (Jr.20:10). Davi havia se afeiçoado a Saul em íntima amizade. Ele poderia, sendo o ungido de Deus e percebendo a malícia de Saul, tê-lo ferido assim como o fez com Golias e com tantos filisteus. Mas era sofrido para Davi pensar que o rei o odiava.
Infelizmente, os piores inimigos muitas vezes são aqueles disfarçados de amigos. Na presença das pessoas são agradáveis e dóceis. Mas, na intimidade, mostram quem realmente são. E sabem qual foi o diferencial na vida de Davi e do profeta Jeremias? Logo após lamentar a triste perseguição, Jeremias escreveu: “Mas o Senhor está comigo como um poderoso guerreiro” (Jr.20:11). E vejamos o que diz o Salmo de Davi: “Com efeito, não é inimigo que me afronta…mas tu és homem meu igual, meu companheiro e meu íntimo amigo. Juntos andávamos… e íamos com a multidão à Casa de Deus… A sua boca era mais macia que a manteiga, porém no coração havia guerra…Tu, porém, ó Deus, os precipitará à cova profunda…eu, todavia, confiarei em Ti” (Sl.55:12-14, 21 e 23).
O Senhor conhece todos os propósitos do coração e vê muito além do que podemos imaginar. Deus sabe que “o perverso espreita ao justo e procura tirar-lhe a vida. Mas o Senhor não o deixará nas suas mãos… O Senhor os ajuda e os livra; livra-os dos ímpios e os salva, porque nEle buscam refúgio” (Sl.37:32-33, 40).
Se alguém que você considerava amigo hoje lhe maltrata, confie no Senhor. Davi confiou em Deus e agiu com prudência fugindo na hora certa. Em nenhum momento revidou o mal. Mas chega um momento em que evitar a amargura das pessoas e orar por elas é a melhor decisão a se tomar. Evite o confronto. Fuja de palavras maliciosas e atitudes conflitantes. E, se surgir oportunidade, retribua sempre o mal com o bem. “Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm.12:20-21). Vigiemos e oremos!
Bom dia, pacificadores!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Samuel19 #RPSP
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“Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma” (v.3).
O capítulo de hoje traz dois extremos: a história de uma amizade verdadeira, altruísta e repleta de amor; e, por outro lado, uma amizade que tornou-se em ódio e inveja. A amizade de Jônatas para com Davi demonstra a fiel e verdadeira amizade entre pessoas que compartilham dos mesmos sentimentos. Esta amizade é uma das mais belas descritas nas páginas sagradas e a que expressa maior intensidade: “a alma de Jônatas se ligou com a de Davi” (v.1). Davi e Jônatas “fizeram aliança” (v.3). A aliança de amizade feita por eles indicava um forte vínculo que nem a morte poderia quebrar. Tanto que no capítulo nove de 2Samuel, veremos que Davi honrou sua aliança com Jônatas cuidando de seu filho aleijado.
A atitude de Jônatas em se despir tanto de sua capa, quanto de sua armadura, entregando-as a Davi, é uma provável demonstração de que, apesar de ser o sucessor do trono de Saul, ele reconheceu ser Davi o escolhido de Deus. Aonde quer que fosse, Davi “se conduzia com prudência” e era “benquisto de todo o povo” (v.5). E isto incomodava Jônatas? Muito pelo contrário; isto o alegrava. Porque as conquistas de Davi eram suas conquistas. Sobre esta atitude Paulo escreveu: “Alegrai-vos com os que se alegram” (Rm.12:15). Não havia hipocrisia entre eles, somente amor fraternal e honra. O amor genuíno é assim. Nós nos despimos do que temos para atender a um amigo. Não nos importamos em ver o outro crescer mais. Porque o verdadeiro amor “não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus próprios interesses, não se exaspera, não se ressente do mal” (1Co.13:4-5).
Na amizade entre Jônatas e Davi não havia espaço para inveja, fofoca, intriga, desconfiança, medo. Entretanto, foi isso o que aconteceu com a ‘amizade’ de Saul para com Davi. A partir do momento em que o seu tocador de harpa passou a guerreiro vitorioso, caiu a máscara de Saul. A amizade transformou-se em contínua inimizade e o amor, em medo e inveja. Davi foi louvado por suas vitórias, então, “daquele dia em diante, Saul não via a Davi com bons olhos” (v.9). E sabem o que acontece com pessoas que escolhem esse tipo de atitude? A Bíblia nos responde: “um espírito maligno, da parte de Deus, se apossou de Saul” (v.10). Permitir que a inveja tome conta de si, resulta na mesma atitude que expulsou Lúcifer do Céu. E isto é muito sério, amados!
Quem você tem sido hoje? Saul ou Davi? A inveja e o ódio causado pela inveja, faz com que o indivíduo só tenha dardos inflamados para oferecer. E o outro resultado da inveja de Saul foi o medo. “Saul temia a Davi, porque o Senhor era com ele” (v.12). Na verdade, Saul nunca amou a Davi de verdade e nunca foi seu amigo. Pois “no amor não existe medo” (1Jo.4:18). Saul via a mão de Deus sobre Davi e tinha medo, porque, por mais que negasse e assumisse uma postura de ungido do Senhor, em seu coração sabia que não o era mais. Hoje você pode estar sendo perseguidor ou perseguido. Se perseguidor, Deus te chama hoje a uma mudança antes que seja tarde. Se perseguido, o Senhor te convida a nEle descansar e meditar na atitude de Davi, pois “todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm.3:12).
O estudo de hoje foi como um bálsamo para mim, espero que seja para você também. Vigiemos e oremos!
Feliz semana, filhos da luz!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Samuel18 #RPSP
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“Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a Quem tens afrontado” (v.45).
Israel vivia em estado de guerra contra os filisteus. Já não bastasse esta constante pressão, surgiu dentre os filisteus uma arma secreta que, revelado diante dos oponentes, causou grande espanto e alvoroço. Aquela gigantesca máquina humana e o seu desafio fez Saul perceber que estava diante de uma batalha vencida. Era só uma questão de tempo para que o exército dos filisteus avançasse e tornasse aquele vale o símbolo de sua vitória.
Por quarenta dias, Israel ouvia os insultos de Golias e a zombaria dos inimigos diante da covardia que os abatia e os debilitava. Mas a bondade e a misericórdia do Senhor não permitiria que a insensatez e a dura cerviz de Saul eliminasse da Terra o povo que elegera como ascendência do verdadeiro Rei. Davi não foi ungido apenas para ocupar o lugar do primeiro monarca de Israel, mas para erguer na terra um monumento ao verdadeiro Deus que jamais seria esquecido. Desprezado por seus irmãos e ignorado por seu povo, sua vitoriosa atuação ilustrava a vida Daquele que seria conhecido como Filho de Davi.
Até ali, diante de Saul, Davi era apenas o tocador de harpa que acalmava os seus sentidos. Mas tendo visto o cumprimento de sua fama, “forte e valente, homem de guerra” (1Sm.16:18), sua curiosidade foi aguçada: “Pergunta, pois, de quem é filho este jovem” (v.56). Na vitória de Davi sobre Golias “no vale de Elá” (v.2) posso ouvir no tangir da harpa: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque Tu estás comigo” (Sl.23:4).
Saul tentou vestir Davi de sua armadura e enviá-lo à batalha com suas armas falíveis. Mas “Davi tirou aquilo de sobre si” (v.39) e foi à peleja vestido com os trajes que lhe ensinaram as mais preciosas lições de confiança, coragem e obediência. Não há figura que de forma mais fiel represente a Deus diante do Seu povo do que a figura de um pastor. Ao cuidar das necessidades básicas das ovelhas, ao conduzi-las em segurança e em não deixá-las à própria sorte mesmo pondo em risco a própria vida, Davi adquiriu força moral e espiritual que nem cinco gigantes poderiam abalar (v.40).
Amados, um dia, Jesus enfrentou o maior dos gigantes por cada um de nós: a morte. Não fosse o Seu sacrifício, o vale da sombra da morte seria o nosso fim. Todavia, Ele “se levantou de madrugada”, “deixou as ovelhas” aos cuidados do Senhor, “e partiu”, como Deus “lhe ordenara; e chegou” (v.20) a esta terra envolta em um grande conflito. E diante de um povo incrédulo, Sua missão foi questionada: “Por que desceste aqui?” (v.28). Mas como o nosso bom Pastor, “Tomou o seu cajado na mão” (v.40) e, com fé e oração, não desistiu de provar a todo o mundo “que o Senhor salva” (v.47).
Muito em breve, o inimigo cairá derrotado “com o rosto em terra” (v.49), e Jesus esmagará a sua cabeça de uma vez por todas (Gn.3:15). O herói dos filisteus foi morto para não mais viver. O nosso Herói foi morto, mas venceu a morte para que tenhamos vida e vida “em abundância” (Jo.10:10). Permita que o Cristo ressuscitado seja o Pastor de sua vida e, certamente, Ele estará com você no vale deste mundo escuro até que Ele lhe leve para habitar “na Casa do Senhor para todo o sempre” (Sl.23:6).
Feliz sábado, ovelhinhas de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Samuel17 #RPSP
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“Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (v.7).
Após a rejeição dramática do reinado de Saul e da terrível execução do rei amalequita, Samuel estava perplexo com os últimos acontecimentos e com o descontrole daquele que outrora era guiado pelo Espírito Santo. Aos poucos, Saul permitiu que sentimentos e desejos falassem mais alto do que a voz de Deus, até selar de uma vez por todas a sua triste escolha. Diante disso, Saul não poderia mais reinar sobre Israel, e Samuel foi enviado a Belém a fim de ungir um homem segundo o coração de Deus (1Sm.13:14).
Ao contrário do procedimento de Saul, “Fez, pois, Samuel o que dissera o Senhor” (v.4). Ao chegar em Belém, logo foi recepcionado por um grupo de anciãos em pânico por sua visita surpresa. Samuel possuía tamanha autoridade espiritual, que sua presença infundia terror aos impenitentes. Com a justificativa de estar ali “para sacrificar ao Senhor” (v.2), a sua declaração de paz foi seguida por um momento de santificação dos anciãos, de Jessé e de seus filhos.
Na companhia de seus sete filhos, Jessé iniciou o desfile de belos homens, a começar pelo mais velho, o que aparentemente mais se assemelhava a Saul. Pensando estar diante do futuro rei, Samuel teve sua concepção interrompida pelo princípio que rege a eleição divina: “O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (v.7). E o mais jovem e preterido entre os irmãos foi indicado pelo próprio Deus com as palavras: “este é ele” (v.12).
O livre arbítrio é a chave de acesso ou de restrição à atuação divina. Pela desobediência às ordens de Deus, Saul se tornou mais e mais obstinado. A sua perda maior não foi o trono de Israel, mas em ter destronado o Senhor de seu coração, de forma que “um espírito maligno o atormentava” (v.14). O seu lenitivo seria justamente aquele que ocuparia a sua função e Saul “amou muito” a Davi “e o fez seu escudeiro” (v.21).
A genuína conversão não é obra de um momento, mas deve ser confirmada pela santificação diária. O crescimento na graça de Cristo consiste em seguir os Seus passos, buscando uma vida de integridade diante do Senhor e diante dos homens. Enquanto a fama de Saul era de um rei atormentado, Davi era conhecido como: “que sabe tocar e é forte e valente, homem de guerra, sisudo em palavras e de boa aparência; e o Senhor é com ele” (v.18).
Deus nos chama para sermos Seus fiéis representantes. Mas antes da obra exterior, deve haver uma mudança interior. Primeiro vem o reavivamento, depois a reforma. Quando esta ordem não é seguida, não há crescimento espiritual e corremos o sério risco de apenas aparentar um cristianismo que não tem essência. Mais do que os olhos humanos podem enxergar, seja a nossa vida um vaso escolhido para a glória de Deus, de modo que, pela fé, ouçamos as palavras de aprovação divina a nos dizer: “este é ele” (v.12). Para tanto, vigiemos e oremos!
Bom dia, vasos de bênçãos!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Samuel16 #RPSP
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“…Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros” (v.22).
A ordem dada por Deus a Saul, por intermédio do profeta Samuel, foi a de matar todos os amalequitas. No livro do profeta Jonas, veremos ali a luta do Senhor para salvar toda uma cidade ímpia, que há muitos anos perseguia e oprimia o Seu povo. Ainda assim, Deus os livrou da destruição, porque enxergou além do que Jonas podia ver. Enxergou corações dispostos ao arrependimento. “Mas, se o perverso se converter de todos os pecados que cometeu, e guardar todos os Meus estatutos, e fizer o que é reto e justo, certamente, viverá; não será morto” (Ez.18:21). Com certeza, todo o tempo em que os amalequitas ficaram sem receber o juízo de Deus, foi tempo de graça e de misericórdia para arrependimento. O que, diferente do povo de Nínive, não aconteceu.
Saul, porém, preservou a vida do rei dos amalequitas como um troféu de sua conquista. Além disso, tomou do melhor de ovelhas, bois e cordeiros daquele povo, descumprindo as ordens do Senhor. Samuel muito sofreu por Saul, pois Deus o rejeitou como Seu ungido. Em atitude de desespero, Saul agarrou-se às vestes de Samuel e lhe rasgou um pedaço do manto. Desta mesma forma, seu reino seria rasgado e dado a outro. E a Bíblia diz que “o Senhor se arrependeu de haver constituído Saul rei sobre Israel” (v.35).
Saul insistia em fazer as coisas seguindo os caprichos de seu coração. Deixando de temer a Deus, declarou a causa de seu pecado: “porque temi o povo e dei ouvidos à sua voz” (v.24). Realizar obras como para o Senhor, passando por cima do “Assim diz o Senhor” (v.2), é fazer o que Saul fez: entristecer a Deus. Deus “não é homem, para que se arrependa” (v.29). O arrependimento de Deus de ter feito Saul rei sobre Israel, se trata de uma profunda tristeza. Assim como Samuel, Deus teve pena, Se compadeceu de Saul, pois este havia se rebelado contra Ele e sua obstinação o dominava.
O nosso coração é terreno tão perigoso, que a respeito dele está escrito: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr.17:9). Saul fechou o seu coração para Deus e o escancarou para o povo. Sua obstinação tornou-se seu objeto de culto. A sua adoração parecia ao Senhor, quando na verdade não passava de um culto ao próprio eu. Reconhecimento e aplausos eram os deuses de Saul. Por mais que a sua atitude pareça sincera no verso 24, acabou sendo desmascarada no verso 30: “Pequei; honra-me, porém, agora, diante dos anciãos do meu povo e diante de Israel”. Ou seja, “– Tudo bem Samuel, eu pequei, mas fica aqui entre nós. Tão somente me siga e faça de conta que aprova tudo o que eu faço, para que todos vejam que ainda estou no controle da situação”.
Se a obediência não fosse algo tão sério, o pecado não haveria entrado no mundo. Enquanto não entendermos que é uma questão de vida ou morte, continuaremos vivendo em nosso mundinho “desesperadamente corrupto”. Obedecer é melhor do que sacrificar não se refere a uma obediência cega, mas a uma adoração genuína e eficaz. Meus irmãos, Deus não nos impõe a obediência, mas tem nos mostrado que ela é uma prova de amor. Cristo foi “obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8), e tudo em Sua vida foi em obediência ao que sobre Ele estava escrito. Todas as profecias se cumpriram em Cristo. Jesus obedeceu, e Seu sacrifício tornou-se o maior ato de amor. Lembremos de Maria Madalena, que escolheu estar no melhor lugar do mundo, enquanto Marta corria de um lado para o outro para servir a todos com maestria (Lc.10:38-42). Contudo, antes de servir vem o ouvir, senão cairemos no mesmo erro de Saul.
Como a obediência de Cristo O levou a maior prova de amor para com a humanidade, a maior prova de amor da humanidade para com Deus é a obediência. Façamos como o salmista: “Guardo no coração as Tuas palavras, para não pecar contra Ti” (Sl.119:11). Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos obedientes!
Rosana Garcia Barros
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