Reavivados por Sua Palavra


1Crônicas 10 – Comentado por Rosana Barros
25 de setembro de 2019, 0:30
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“Assim, morreram Saul e seus três filhos; e toda a sua casa pereceu juntamente com ele” (v.6).

Iniciamos agora uma recapitulação da história de Israel e de Judá. E vocês perceberão que não se trata de ler a mesma coisa, mas de fazer novas descobertas. O capítulo dez relata não somente a morte de Saul, mas a destruição de toda a sua casa. Saul enterrou consigo toda e qualquer possibilidade de seu nome permanecer no trono de Israel. Já vimos que o pecado tem o poder destrutivo de atingir até pessoas inocentes. Se assim não fosse, não veríamos tantas injustiças no mundo.

Como sacerdote do lar, o homem tem nas mãos a maior das responsabilidades: conduzir a sua família com hombridade. O mundo precisa de homens que olhem para seus filhos como joias e que sejam cooperadores de Deus, junto com a esposa, na obra de lapidá-los para a eternidade. O mundo precisa de homens que amem suas esposas “como também Cristo amou a igreja e a Si mesmo Se entregou por ela” (Ef.5:25). O mundo necessita de homens [filhos] que obedeçam a seus “pais no Senhor, pois isto é justo” (Ef.6:1). O mundo precisa de homens que busquem o caráter à semelhança de Cristo, “o Homem” (Jo.19:5).

Mas, infelizmente, a nossa realidade tem revelado uma sociedade repleta de homens que têm cavado a própria cova e de sua família; homens que não temem a Deus e nem tampouco se importam com as consequências de seus atos. E por causa disso, o maior vilão do homem tem sido o próprio homem. É raro alguém sair de casa com medo de ser atacado por um animal ou de ser atingido por um raio. A realidade é que a maioria absoluta sai de casa com medo das ações humanas que estão cada vez piores e cada vez mais imprevisíveis.

O suicídio de Saul foi um reflexo do valor que ele dava à sua vida e de sua família: nenhum. E o que fizeram com o seu corpo descreve bem os seus últimos anos de vida. Saul perdeu a cabeça ao não dar ouvidos à Palavra de Deus e ao consultar uma necromante. Ao fechar por completo o coração aos apelos divinos e ao dom gratuito de Deus, a consequência de sua insanidade foi a morte. A morte eterna é o contracheque de todo aquele que prefere dar ouvidos aos outros “e não ao Senhor” (v.14). Saul se lançou sobre a sua espada para acabar com a própria vida, ao invés de se lançar sobre a espada do Espírito para adquirir a vida (Ef.6:17). Ele não conservou a fidelidade ao Senhor e sua coroa foi transferida para Davi (v.14).

Longe de Deus corremos o mesmo risco. Saul pecou quando abandonou o “assim diz o Senhor” para dar crédito à voz de seu enganoso coração. Deixou de depender de Deus para alimentar o ego de que estava ali porque merecia. Precisamos conservar a nossa fidelidade ao Senhor, conforme está escrito: “Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa” (Ap.3:11). Amados, todos nós, homens e mulheres, temos um dever, e é este: “Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; porque isto é dever de todo homem” (Ec.12:13).

Apesar da mensagem de hoje ter sido mais direcionada ao sexo masculino devido ao contexto do capítulo, todos precisamos ter a consciência exata da importância de assumirmos com fidelidade o posto de nosso dever. Disto depende a salvação de nossa casa, firme e bem estabelecida sobre o rochedo das palavras de Cristo. Como escreveu Ellen White: “Aquele que vive o cristianismo no lar, será em toda parte uma luz resplandecente” (A Fé Pela Qual Eu Vivo, p.278). Vigiemos e oremos!

Bom dia, salvos em Cristo!

*Deixe nos comentários o seu agradecimento ou pedido de oração. #euoroporvocê

Rosana Garcia Barros

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1CRÔNICAS 9 – Comentado por Rosana Barros
24 de setembro de 2019, 0:30
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“Guardavam, pois, eles e seus filhos as portas da Casa do Senhor, na casa da tenda” (v.23).

A genealogia de hoje retrata a época pós-exílio babilônico. Jerusalém voltou a ser habitada pelos “israelitas, os sacerdotes, os levitas e os servos do templo” (v.2). Também alguns de Judá, de Benjamim, de Efraim e de Manassés “habitaram em Jerusalém” (v.3). As coisas começaram a funcionar como antes, como, por exemplo, o serviço no templo. Cada um reassumiu suas atribuições de acordo com o que Deus havia prescrito. Naquele tempo, Fineias regia o templo como sacerdote “e o Senhor era com ele” (v.20).

Os porteiros tinham o dever de montar guarda nas portas da Casa do Senhor. E manhã após manhã, eles tinham o dever de abrir as portas e de guardar o templo. Outros também eram encarregados de cuidar “dos utensílios do ministério” (v.28), além daqueles que cuidavam dos móveis, objetos e materiais utilizados nas cerimônias (v.29).

Os filhos dos coatitas cuidavam “de preparar os pães da proposição para todos os sábados” (v.32). Já os cantores moravam no próprio templo, e não tinham outro serviço, “porque, de dia e de noite, estavam ocupados no seu mister” (v.33). O santuário e todo o seu serviço era uma sombra do verdadeiro e apontava para Jesus. Cada compartimento tinha um único propósito: apontar para o plano da redenção. Todos os que serviam no santuário deveriam estar em plena conformidade com o que o Senhor havia ordenado.

Dois relatos do capítulo de hoje me chamaram a atenção. Os porteiros estavam guardando os “quatro ventos: ao oriente, ao ocidente, ao norte e ao sul” (v.24). No livro de Apocalipse 7:1, encontramos João descrevendo a seguinte cena: “vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra, conservando os quatro ventos da terra”. Estes anjos também têm a missão de guardar. No caso deles, guardam a Terra da destruição final até que os servos do Senhor estejam todos selados (Ap.7:3).

Outro detalhe interessante é sobre os cantores. O seu serviço era de contínuo revezamento. Portanto, o santuário não era um lugar silencioso; a música era parte integrante de sua liturgia. As vozes dos cantores e os instrumentos eram ouvidos dia e noite. Em Apocalipse 4:8 também podemos encontrar algo semelhante: “E os quatro seres viventes… não têm descanso, nem de dia nem de noite, proclamando: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, Aquele que era, que é e que há de vir”.

Percebem? Tudo no santuário terrestre apontava para o “verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem” (Hb.8:2). Era como uma maquete ilustrando, em cada detalhe, que Deus tinha um plano para nos tirar da enrascada em que viemos parar. O Senhor capacitou pessoas diversas com diferentes funções para a ministração de Sua obra. Em todo o ministério do santuário havia a mais bela expressão do Criador declarando à obra-prima de Sua criação de que um dia não existiria mais um véu separando-a de Sua presença.

O Cordeiro de Deus cumpriu a sentença definitiva, o véu foi rasgado (Mt.27:51) e o serviço que Ele incumbiu aos Seus discípulos inclui uma linda promessa: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:19-20). Havia divisão entre Israel e Judá, e entre estes e todas as demais nações. O ministério que nos foi conferido é para todas as nações. Os judeus apegaram-se aos rituais e não deram ouvidos às palavras do Salvador. O nosso dever é ensinar todas as verdades que Ele nos ensinou, lembrando que “toda Escritura é inspirada por Deus” (2Tm.3:16).

E se cumprirmos fielmente o serviço que Jesus nos confiou, Ele promete estar conosco todos os dias de nossa vida até o Dia final, onde receberemos o nosso galardão. Deus nos dotou de dons especiais para que possamos nos preparar e preparar outros para a gloriosa volta de Jesus. Todos são convidados às bodas do Cordeiro. Todas as coisas, ou seja, toda a Bíblia deve ser ensinada. Não desista! Não deixe de examinar as Escrituras. Ela é o nosso mapa do tesouro, a nossa bússola para o santuário celeste. Com ela não erraremos o caminho e seremos sempre capacitados “para a obra do ministério da Casa de Deus” (v.13). Vigiemos e oremos!

Bom dia, obreiros do Senhor!

Desafio da semana: Além de continuar desfrutando dos benefícios do ar puro e da luz solar, crie a sua estratégia pessoal para beber pelo menos 8 copos com água por dia. Evite a ingestão de sucos ou outras bebidas como substitutos, principalmente nas refeições, e dê preferência à água pura em temperatura natural. Faço votos por tua saúde!

Rosana Garcia Barros

PrimeiroDeus #1Crônicas9 #RPSP

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1CRÔNICAS 08 – Comentado por Rosana Barros
23 de setembro de 2019, 0:30
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“Ner gerou a Quis; e Quis gerou a Saul; Saul gerou a Jônatas, a Malquisua, a Abinadabe e a Esbaal” (v.33).

Benjamim, em comparação às demais, era uma tribo pequena. Ele era o filho mais novo de Jacó, e Raquel, sua mãe, morreu logo após o seu nascimento (Gn.35:18). Foi o único irmão de José por parte de pai e mãe, e também o único que não participou da trama cruel dos irmãos de José. Esta foi a bênção profética de Jacó a seu filho caçula: “Benjamim é lobo que despedaça; pela manhã devora a presa e à tarde reparte o despojo” (Gn.49:27). A tribo de Benjamim foi de “homens valentes, flecheiros” (v.40), de guerreiros destemidos.

De Benjamim foi gerado o primeiro rei de Israel: Saul. Mas o trono não permaneceria nesta tribo. O cetro passaria para Judá, como foi profetizado: “O cetro não se arredará de Judá” (Gn.49:10). A genealogia de hoje, portanto, não é uma repetição da que vimos ontem, mas uma lista detalhada desta tribo, centralizando a figura de Saul, primeiro monarca de Israel. O rei Saul iniciou o seu reinado como um homem transformado pelo Espírito Santo (1Sm.10:6), e terminou a sua vida trocando a presença do Espírito do Senhor por um espírito maligno (1Sm.16:14).

Apesar de ser a menor tribo, tinha tudo para ser a maior em grandeza aos olhos de Deus. Porém, a atitude de Saul lhe roubou a glória. Vivemos em um mundo de visão extremamente egoísta. O “eu” prevalece sobre o todo. “Cada um por si”, é o lema de uma sociedade cada vez maior, contudo, incrivelmente mais solitária. “Faça o que o seu coração mandar” é a máxima de hoje. Decisões são tomadas e riscos assumidos sem pensar nas consequências. Mas o pior de tudo é que as consequências não recaem apenas sobre quem comete o erro, e inocentes acabam sofrendo.

O que fazemos neste mundo não afeta apenas a nós mesmos. Estamos ligados uns aos outros e, como num efeito dominó, nossas ações acabam afetando primeiro aqueles que estão mais próximos de nós. O pecado de uma pessoa não recai sobre outra (Ez.18:20), mas os resultados dele podem sim atingir a terceiros. Diante disso, você pode estar pensando neste momento: “Mas isso é muito injusto!” E é mesmo! Porque o pecado gerou a maior injustiça que já houve neste mundo, quando o Inocente morreu pelos pecados de um mundo de imerecedores.

Amados, o mundo ecoa a palavra injustiça desde que nossos primeiros pais pecaram. O pecado gera ruína e tem como salário a morte (Rm.6:23), fazendo inocentes sofrerem com isso. Não permita que a sua genealogia termine neste mundo mau. Mas que você e a sua descendência desfrutem do que gratuitamente Cristo nos comprou ao assumir na cruz uma culpa que era nossa. Jesus padeceu a maior injustiça para que a Sua justiça prevalecesse.

Deus nos chama para começarmos a viver aqui o que viveremos na eternidade. Lembremos que o que fazemos neste mundo gera consequências boas ou ruins, a depender de nossas escolhas. Lembremos de nosso estudo de ontem. Fomos escolhidos para a salvação, mas precisamos aceitar essa escolha divina diariamente para sermos bem-aventurados: “Bem-aventurado aquele a quem escolhes e aproximas de Ti, para que assista nos Teus átrios” (Sl.65:4). Os passos que damos aqui revelam para onde estamos indo. O meu desejo é que o resultado de nossa vida seja a consumação da letra de meu hino favorito: “E se alguém vier atrás de mim por onde vou, vai ver que Cristo e eu deixamos uma pegada só” (Hinário Adventista do Sétimo Dia, n° 481). Siga as pegadas do Mestre e, com certeza, você não chegará ao Céu sozinho. Vigiemos e oremos!

Bom dia, seguidores de Cristo!

Rosana Garcia Barros

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1CRÔNICAS 7 – Comentado por Rosana Barros
22 de setembro de 2019, 0:30
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“Depois, coabitou com sua mulher, e ela concebeu e teve um filho, a quem ele chamou Berias, porque as coisas iam mal na sua casa” (v.23).

A genealogia de Crônicas é um verdadeiro teste de perseverança. Não podemos ignorar capítulos que nos deixam a lição tão preciosa de que Deus nos conhece pelo nome e que ninguém passa despercebido diante dEle. Os registros genealógicos não são apenas listas de nomes, mas uma exata compreensão acerca do fato de que não há outro igual a você e a mim. Portanto, o Senhor nos chama pelo nome para perseverarmos no estudo diário de Sua Palavra.

Hoje gostaria de perguntar se você está permitindo ser reavivado pela Palavra? Tem permanecido dia após dia examinando as Escrituras? Então você tem sido um valente de Deus. E, certamente, se você é pai, tem sido um chefe de família conduzido pelo Senhor. A genealogia das duas primeiras tribos de hoje enfatizam os homens valentes e os chefes de suas famílias. De acordo com o dicionário, a palavra valente significa aquele “que tem valor e coragem, que acode quando há perigo”. Ou seja, eram corajosos homens de guerra. Mas também eram chefes de suas famílias. E era ali, no seio da família, onde deveria haver o maior cuidado.

Quem não tem tempo de conduzir a sua casa, está perdendo o seu tempo. Ser chefe de família vai muito além de ser um provedor, tem que ser também, e acima de tudo, um sacerdote do lar. Na primeira carta de Paulo a Timóteo, encontramos esta verdade expressa de forma bem clara: “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente” (1Tm.5:8). É algo muito sério para ser apenas lido. Precisamos viver o evangelho, primeiramente, dentro do lar.

Deus deseja conceder valor e coragem a todo aquele que, com fé, assume o controle de sua família, para que seus filhos não passem pelo que passou Efraim. Ao serem mortos dois de seus descendentes, porque roubaram o gado dos homens de Gate, Efraim chorou por seus filhos por muitos dias, a ponto de seus irmãos terem que ir até ele para consolá-lo. E para piorar a situação, ainda chamou a seu outro filho de Berias, “porque as coisas iam mal na sua casa” (v.23). Era como se ele tivesse olhado para a criança com ar desmotivado e dito: — Ah, seu nome será “casa desgraçada”!

Este relato triste, infelizmente, ilustra a realidade da maioria das famílias modernas. São famílias e mais famílias onde as coisas vão mal. Falta-lhes o conhecimento que salva e que liberta. Pois assim diz o Senhor: “O Meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento” (Os.4:6). Não se trata de um conhecimento apenas teórico da Palavra, mas, através da Palavra, conhecermos o Senhor. Então, os filhos serão preservados, o casamento blindado e cada membro do lar compreenderá o seu verdadeiro papel na família e a importância da família para a sociedade.

Esta é a ordem correta dos fatores da vida:
• Primeiro: Deus;
• Segundo: Família;
• E as demais coisas vão sendo orientadas pelo Espírito Santo.

O fechamento do capítulo nos mostra outra preciosa pérola. Além de homens valentes e de chefes de família, entra em cena mais uma característica: escolhidos (v.40). A escolha espiritual é um dueto. De um lado Deus, e do outro você. Deus não escolhe você porque você O escolheu. Deus já criou você como um escolhido, mas a decisão é sua em aceitar essa eleição de amor, ou não. Fomos escolhidos para a salvação, mas também para sermos condutos de salvação. E esta obra deve começar dentro de nossa casa, pela transmissão do conhecimento de Deus de pais para filhos, como está escrito: “tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te” (Dt.6:7). Isto não quer dizer que ficaremos isentos de problemas, mas que, com Deus, há solução para eles.

Que a minha e a sua genealogia não tenha a interrupção que teve em Efraim, mas a confirmação que teve em Issacar e em Benjamim, e, como em Asser, a disposição em agir como um escolhido do Senhor. Clamemos a Deus por Seu favor, crendo que Ele completará o que está fora de nosso alcance realizar. E se acaso não fizemos bem o nosso “dever de casa”, que possamos crer em Jesus Cristo e em Sua graça que tudo restaura, “e serás salvo, tu e tua casa” (At.16:31). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, valentes chefes de família, escolhidos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

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1CRÔNICAS 6 – Comentado por Rosana Barros
21 de setembro de 2019, 0:30
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“Seus irmãos, os levitas, foram postos para todo o serviço do tabernáculo da Casa de Deus” (v.48).

Os levitas foram escolhidos por Deus para dirigirem todo o serviço do santuário, inclusive o serviço musical. Davi, além de um grande guerreiro e rei, era um músico talentoso e escreveu a maior parte dos Salmos, que era o hinário do povo de Israel. Ele mesmo quem escolheu os cantores levitas (v.31).

Mas porque Deus escolheu justamente a tribo de Levi para um encargo tão importante? Após o episódio em que o povo de Israel adorou um bezerro de ouro no deserto enquanto Moisés recebia de Deus as tábuas da Lei (Êx.32), ao Moisés notar que o povo estava desenfreado, “pôs-se em pé à entrada do arraial e disse: Quem é do Senhor venha até mim. Então, se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi” (Êx.32:26). Deus honrou a atitude daquela tribo que decidiu permanecer fiel a Ele.

Os levitas, portanto, receberam a responsabilidade de cuidar da Casa do Senhor e de tudo o que se referisse a sua liturgia. Eles representavam o templo e deveriam ser guardadores da glória de Deus (“Shekinah”). Os filhos de Levi, no entanto, não herdariam a terra. Como bem foi profetizado na bênção de Jacó: “…dividi-los-ei em Jacó e os espalharei em Israel” (Gn.49:7). Levi e Simeão foram extremamente violentos assassinando todos os homens de uma cidade por causa de sua irmã Diná (Gn.34:25-31). O fato de terem ficado de fora da herança, confirma as palavras de Cristo quanto aos que hão de herdar a terra: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (Mt.5:5).

Toda a ministração do templo estava aos cuidados desta tribo “sem terra”, cujas obras deveriam estar de acordo com a fé que proferiam ter. Interessante que Jesus utilizou um levita e um sacerdote ao proferir uma de Suas parábolas. Ao ser questionado acerca de quem era o nosso próximo, Ele contou a seguinte parábola:

Um homem foi roubado e gravemente ferido em uma estrada. Caído ao chão, quase morto, seu coração clamava por uma alma piedosa que dele se compadecesse. Com muito esforço, abriu os olhos, e vendo aproximar-se um sacerdote, pensou: “Estou salvo! Certamente este homem de Deus irá me ajudar!” Mas o “homem de Deus” o ignorou e passou bem longe dele. Ele quase não acreditou! Aquele que ministrava as coisas sagradas e que o cumprimentava sempre na igreja fez de conta que não o tinha visto. Tremenda foi a sua decepção! Naquele momento ele desmaiou de dor. Ao começar a recuperar os seus sentidos, ouviu de longe outros passos, e novamente se esforçou para ver quem era. “Graças a Deus”, ele pensou. “É o levita cantor de minha igreja. Ele sim vai me ajudar!”

E para sua surpresa, ele tomou a mesma atitude do sacerdote. Pronto! E agora? Tudo estava perdido, até que… surgiu um samaritano. Quem? Um inimigo? Pois é! Assim que o avistou, prontamente se aproximou, cuidou de suas feridas, o levou a uma hospedaria e pagou para que cuidassem dele até que ele voltasse. (Lc.10:25-37).

Os levitas lidavam com coisas santas, mas acima de tudo, com o Santo de Israel. Deus deveria ser o primeiro e o último em suas vidas. Sendo assim, deveriam compreender como ninguém o Seu amor e a Sua misericórdia. Mas, com o passar do tempo, tornaram-se os que menos conheciam o real caráter de Deus. Todos corremos o mesmo risco. Vamos à igreja, trabalhamos na igreja, derramamos lágrimas pela causa, damos o suor pelas obras, mas esquecemos do principal: manter um relacionamento diário com o Dono da Casa. O nome já diz tudo: Casa de Deus. Ora, se a Casa é de Deus, Ele deve estar no controle de todas as coisas, inclusive, e principalmente, do nosso coração. 

Um verdadeiro adorador do Senhor não é aquele que canta melhor, ou que tem uma oratória que arrasta multidões. O verdadeiro adorador do Deus vivo é aquele que procura viver como Cristo viveu. Cristo não se preocupava em agradar pessoas, Ele veio para salvar pessoas! Essa é a maior confusão que fazemos. Queremos mais agradar, do que ser usados para salvar. Aquele sacerdote e aquele levita da estrada pensaram em todos os contratempos que lhes causariam cuidar daquele ferido. O bom samaritano pensou que não poderia deixar aquele homem morrer se ele tinha nas mãos o poder de fazer algo por ele. Pois “aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando” (Tg.4:17). Compreendem, meus irmãos?

Precisamos despertar para a mesma atitude daquele verdadeiro servo de Cristo. Nos preocupar menos com as más línguas, e mais com os que perecem pelas estradas deste mundo. Esta obra não é mais conferida apenas aos levitas, mas a todos os que aceitam o sacrifício de Cristo Jesus. Porque a partir do momento em que aceitamos este amor inigualável, torna-se impossível não querer compartilhá-lo. Somos obreiros do Mestre, e esta obra deve ser iniciada em nosso coração, aperfeiçoada na igreja e praticada por todo o mundo. Portanto, mãos à obra, servos do Deus Altíssimo! Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, bons samaritanos!

Rosana Garcia Barros

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1CRÔNICAS 05 – COMENTADO POR ROSANA BARROS
20 de setembro de 2019, 0:30
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“Porém cometeram transgressões contra o Deus de seus pais e se prostituíram, seguindo os deuses dos povos da terra, os quais Deus destruíra de diante deles” (v.25).

O capítulo de hoje inicia relatando o desvio de conduta de uma pessoa e termina com o desvio de conduta de um grupo de pessoas. Sendo onisciente, Deus conhece o fim desde o começo. Ele sabia o que Rúben faria, mas não o desamparou por isso. Ele também sabia que aquele grupo das tribos transjordânicas que Lhe foram fiéis na guerra, em tempo de bonança Lhe dariam as costas. Mas nem por isso os abandonou na peleja. É por isso que a justiça de Deus se difere da nossa, pois está intrinsecamente ligada à misericórdia.

O pecado de Rúben o levou a perder o direito à primogenitura, sendo esta conferida a José, filho de Jacó com Raquel. De Judá nasceria o Príncipe da Paz (Is.9:6), mas a atitude de José o fez maior do que seus irmãos, assim como vimos ontem com Jabez. O direito que Rúben tinha não impediu o Senhor de conferi-lo a José; assim como Davi, o menor dentre os irmãos tornou-se o maior; assim também como Jacó prevaleceu sobre Esaú. A ordem genealógica não concede privilégios a quem vem primeiro, se este não colocar Deus em primeiro lugar em sua vida.

As tribos transjordânicas eram compostas pelos filhos de Rúben, pelos filhos de Gade e pela meia tribo de Manassés. Além de serem “homens valentes, que traziam escudo e espada, entesavam o arco e eram destros na guerra… capazes de sair a combate” (v.18), formavam um só exército munido da única arma realmente eficaz: confiança em Deus, “porquanto confiaram nEle” (v.20). Na luta, confiaram no Senhor e “de Deus era a peleja” (v.22). E Deus constituiu dentre eles “guerreiros valentes, homens famosos, cabeças de suas famílias” (v.24).

Porém, bastou a poeira assentar, bastou um momento de descanso das armas, e logo “cometeram transgressões contra o Deus de seus pais e se prostituíram, seguindo os deuses dos povos da terra, os quais Deus destruíra de diante deles” (v.25). Na guerra confiaram em Deus. Na bonança, O trocaram por abominações. Esta é uma realidade que tem se repetido à cada geração. Mas só conseguirá perseverar até o fim aquele que dia após dia reveste-se da armadura de Deus: A couraça da justiça, o cinto da verdade, os calçados da pregação do evangelho da paz, o escudo da fé, o capacete da salvação, a espada do Espírito que é a Bíblia; e orando em todo o tempo, “vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef.6:10-18).

No grande conflito entre o bem e o mal não há quem esteja alheio. Todos estamos inseridos na batalha que definirá o nosso destino eterno. E como adquirir a perseverança que precisamos? Eis que a Palavra de Deus nos responde: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança” (Tg.1:2-3). Quem lê o versículo 26 sem a exata compreensão do todo, interpreta a ação de Deus como uma punição e não como mais uma oportunidade de conversão.

O povo havia se “prostituído” com outros deuses e o Senhor utiliza esta expressão todas as vezes que Seus filhos trocam a Sua aliança eterna pelas ofertas do deus deste mundo. Esta foi a realidade profetizada por Oseias: “porque a terra se prostituiu, desviando-se do Senhor” (Os.1:2). Mas o desejo de Deus não é o de castigar, mas sim o de corrigir: “e acontecerá que, o lugar onde se lhes dizia: Vós não sois Meu povo, se lhes dirá: Vós sois filhos do Deus vivo” (Os.1:10). Louvado seja o Nome acima de todos os nomes! Louvado seja o nome do Senhor, que não Se cansa de nos amar!

Se perseverarmos no reavivamento e reforma através da Palavra de Deus, alcançaremos a vitória prometida. Mas, até lá, que na provação ou na bonança, estejamos vigilantes, sabendo que há um inimigo ao nosso redor “procurando alguém para devorar” (1Pe.5:8). “Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que O amam” (Tg.1:12). Vigiemos e oremos!

Bom dia, perseverantes na provação!

Rosana Garcia Barros

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1CRÔNICAS 04 – Comentado por Rosana Barros
19 de setembro de 2019, 0:30
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“Foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos; sua mãe chamou-lhe Jabez, dizendo: Porque com dores o dei à luz” (v.9).

Apesar do capítulo quatro também trazer a genealogia da tribo de Simeão, permitam-me me deter na continuação da descendência de Judá, que nos traz hoje uma maravilhosa reflexão. Surge um intrigante descendente nesta tribo: Jabez. Percebam que os versículos nove e dez parecem dar uma pausa na genealogia. Nós já lemos mais de duzentos nomes até agora, e a Bíblia encaixa em meio a tantos nomes, um nome que não sabemos de onde veio e nem para onde foi.

A biografia trazida em apenas dois versículos apresenta duas realidades: O nascimento de Jabez provocou muitas dores à sua mãe, por isso o seu nome, que significa “dor, sofrimento”. O seu nome o conduzia a um destino nada atraente, mas a sua atitude mudou o seu destino. Jabez fez uma oração pequena e simples, mas proveniente de um coração humilde e sincero: “Oh! Tomara que me abençoes e me alargues as fronteiras, que seja comigo a Tua mão e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha aflição!” (v.10).

Jabez “invocou o Deus de Israel” (v.10) com inteireza de coração. Porém, vamos reler o que diz a respeito dele no verso nove: “Foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos”. A palavra ilustre quer dizer “aquele que irradia luz”, que possui qualidades nobres e dignas de louvor. Ele, definitivamente, se destacava por ser aquilo que Jesus nos motiva a ser: “Vós sois a luz do mundo” (Mt.5:14). Para quê? Para que sejamos melhores do que os outros? Não, amados, para que sejamos como Jabez, ilustres, “para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt.5:16).

Jabez não fez uma oração motivado por desejos egoístas, mas para que continuasse sendo luz que irradia, que compartilha com o mundo a glória de Deus. Eis o porquê “Deus lhe concedeu o que Lhe tinha pedido” (v.10). Não sabemos de que forma a oração de Jabez foi atendida. Esse é o único registro bíblico sobre ele, fora aquele que diz que Jabez era uma cidade de Judá (1Cr.2:55). Mas se as Escrituras dizem que ele foi atendido, é porque com certeza não pediu nada que Deus já não tivesse sonhado para ele.

Precisamos parar de pedir tanto e agir mais. A escritora norte americana Ellen G. White diz que “a oração é a respiração da alma”. Exatamente isto. Ora, é Deus quem nos concede o fôlego de vida, mas para respirar precisamos fazer a nossa parte em inspirar e expirar. Se nos recusarmos a fazer isso, morremos. Assim funciona com a oração. O poder não está em quem ora, mas em Deus que nos ouve. Jabez irradiava luz porque estava sempre ligado à Fonte. Sua vida compartilhava a atitude de um filho do Reino. Precisamos inspirar Deus para podermos expirar Deus. Entendem?

Para Jabez era uma grande alegria ser fiel a Deus, porque Ele confiava em Sua infalível fidelidade. Ele honrou a Deus com sua vida, sua vida foi uma honra ao nome de Deus diante dos homens, e Deus o honrou. Precisamos tomar a mesma atitude deste homem que não sabemos em que lar nasceu, mas sabemos que Lar o aguarda. Sua vida pode estar sendo assombrada por “registros antigos” (v.22), mas eis que Deus promete apagá-los e trocá-los pelo “registro genealógico” (v.33) dos Céus!

Saibam que “o que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável” (Pv.28:9). A oração, portanto, precisa vir acompanhada de atitude. Atitude de fazer a vontade de Deus acima da nossa. Atitude de representar com fidelidade que somos filhos do Senhor. Então, seremos príncipes e princesas em nossas famílias (v.34). Deus incidirá sobre nós a Sua luz e seremos Seus faróis indicando ao mundo o caminho para pastos verdejantes, “terra espaçosa, tranquila e pacífica” (v.40), onde habitaremos com Ele para sempre. Vigiemos e oremos!

Bom dia, ilustres filhos de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Crônicas4 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1CRÔNICAS 03 – Comentado por Rosana Barros
18 de setembro de 2019, 0:30
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“Estes foram os filhos de Davi…” (v.1).

Os descendentes de Davi e de Salomão ganharam destaque na genealogia de Judá. Pai e filho deixaram um legado jamais esquecido. A coragem e inteireza de coração de Davi fizeram de seu nome uma espécie de termômetro para a aprovação ou reprovação dos sucessores do trono de Judá, além da expressão recorrente no Novo Testamento para se referir a Jesus: Filho de Davi. Já a sabedoria dada por Deus a Salomão foi singular e insuperável. Seu reinado elevou Israel a uma nação benquista e suas construções suntuosas, o magnífico templo e a famosa sabedoria de Salomão atraía a curiosidade das demais nações.

Certamente, Davi e Salomão marcaram história, e seus nomes não poderiam ser esquecidos. O Senhor mesmo disse: “Judá é o Meu cetro” (Sl.60:7). E a descendência de Judá apontava para a vinda do Rei dos reis e Senhor dos senhores. Mesmo Israel havendo trocado a monarquia divina pela terrena, as genealogias são mais uma forma de Deus nos mostrar que os planos do homem não podem frustrar os Seus, e de que todos somos importantes para Ele. Cada nome tem uma história. Algumas são boas, outras são ruins, mas todos viemos à existência pelas mãos do mesmo Senhor.

Na genealogia da vida, muitos nomes têm ficado no esquecimento. Você sabe quem foi o seu bisavô? E a sua tataravó? Qual é a sua origem? Talvez você nem saiba quem foram seus progenitores. Mas eu sei de Alguém que olha para você e diz: “Eis que nas palmas das Minhas mãos te gravei” (Is.49:16).

Lá no Céu há um livro especial, chamado de Livro da Vida. Neste livro, Jesus prometeu conservar os nomes de Seus servos: “O vencedor será assim vestido de vestes brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de Meu Pai e diante dos Seus anjos” (Ap.3:5).

Deus tem conservado o nome dos Seus filhos nos registros celestes para em breve lhes dar uma “pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo” (Ap.2:17). E querem conhecer o segredo para receber tal bênção eterna? O apóstolo Paulo nos revela: “Lembra-te de Jesus Cristo ressuscitado de entre os mortos, descendente de Davi” (2Tm.2:8).

Enquanto era privilégio aos sucessores do trono de Judá o serem comparados com Davi, Davi recebeu o incomparável privilégio de ter o seu nome lembrado ao se fazer referência a Jesus Cristo. E nós, através de Cristo, recebemos o poder de sermos “feitos filhos de Deus” (Jo.1:12)!

Hoje, o Senhor que nos criou para a eternidade nos diz: “Não temas, porque Eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és Meu” (Is.43:1). Está muito perto o dia em que Jesus chamará os Seus e estabelecerá o Seu Reino. Porque, por mais que reis e governantes tenham um prazo de mandato provisório, o Rei dos reis tem um mandato eterno! Se você quer fazer parte deste Reino, se quer ver o seu nome no registro dos Céus, se deseja receber na mão uma pedrinha com um nome novo, creia que dentro em breve você escutará o Rei dos reis, a voz do Arcanjo a proclamar ao Norte: “Entrega! E ao Sul: não retenhas! Trazei Meus filhos de longe e minhas filhas, das extremidades da terra, a todos os que são chamados pelo Meu nome, e os que criei para Minha glória, e que formei, e fiz” (Is.43:6-7). Que, pelos méritos do Filho de Davi, os nossos nomes estejam escritos no Livro da Vida para nunca mais sair! Vigiemos e oremos!

Bom dia, criados para eternidade!

Rosana Garcia Barros

Compartilhe conosco o seu testemunho ou pedido de oração, até 12h.

#PrimeiroDeus #1Crônicas3 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1CRÔNICAS 02 – Comentado por Rosana Barros
17 de setembro de 2019, 0:30
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“São estes os filhos de Israel: Rubén, Simeão, Levi, Judá, Issacar, Zebulom, Dã, José, Benjamim, Naftali, Gade e Aser” (v.1-2).

Os doze filhos de Jacó, que o Senhor mudou o nome para Israel (Gn.32:28), deram origem às doze tribos de Israel. Através da linhagem de cada um, seria estabelecida uma tribo com uma função específica dentro da nação eleita. Dentre todas, Judá com certeza teve destaque. Dela descenderia Davi, o grande rei de Israel. E dela também surgiria o Salvador, Jesus Cristo.

A genealogia de Judá apontava para a redenção. Apesar de gerações e gerações perversas, a mão do Senhor sustentava a promessa de que “o cetro não se arredará de Judá” (Gn.49:10). E já estudamos que, apesar da separação das tribos, Judá passou a ter monarquia independente de Israel. Dentre os filhos de Israel, Judá foi o quarto filho de Jacó com Lia. Lia não era amada por Jacó, pois este amava sua irmã Raquel. Por isso, tentava conquistar o amor de seu marido pela bênção dos filhos. Mas a cada filho que depositava seu desejo de ser amada, suas expectativas eram frustradas. Só quando deu à luz a Judá, Lia declarou: “Esta vez louvarei o Senhor” (Gn.29:35). Não sabia ela que suas palavras já apontavam para a maior das promessas: o nascimento do Filho de Deus.

Os judeus tiveram a oportunidade de conviver lado a lado e face a face com Cristo e O rejeitaram. Jesus os chamou de “geração má e adúltera” (Mt.12:39). Mas foi naquela geração de trevas que nasceu o Sol da Justiça. O apóstolo Paulo disse que “nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, orgulhosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais… (2Tm.3:1-5), e a lista segue com características que representam a última e terrível geração de ímpios.

Vivemos em meio a esta geração, tão pior do que a que levou Cristo até a cruz. E é nessa geração dos últimos dias que Cristo virá segunda vez. O que nos mostra que, assim como em meio a uma geração perversa, Cristo conservou discípulos que permaneceram fiéis, Ele também conserva neste tempo do fim uma geração de Deus em meio à geração incrédula: “pois nEle vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dEle também somos geração” (At.17:28).

Percebem? Temos uma escolha a fazer: fazer parte daquela geração descrita em 2Timóteo 3, ou da “geração de Deus” (At.17:29). Uma coisa é certa: a salvação é individual. Cada um de nós responderá por seus atos diante de Deus, como está escrito: “A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai, a iniquidade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a perversidade do perverso cairá sobre este” (Ez.18:20).

Judá não foi o melhor dos filhos, nem tampouco a sua geração correspondeu ao caráter de Cristo, mas foi dela que Ele veio. Somos todos pecadores, mas se escolhemos estar nas mãos de Deus somos chamados de “raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus” (1Pe.2:9). Que, pela graça de Deus, façamos parte da geração que muito em breve dirá: “Eis que este é o nosso Deus, em Quem esperávamos, e Ele nos salvará”! (Is.25:9). Vigiemos e oremos!

Bom dia, geração de Deus!

Desafio da semana: Além de continuarmos com o nosso exercício respiratório diário, vamos incluir a exposição à luz solar. Até às 9h da manhã ou a partir das 16h, são horários em que podemos nos beneficiar da luz do sol. Mas para a produção da vitamina D, precisamos de pelo menos 15 a 20 minutos de banho de sol entre as 11h da manhã e 14h da tarde. Após o tempo determinado, é necessário que nos protejamos. Os benefícios deste remédio natural são incríveis. Experimente e comprove. Faço votos por tua saúde!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Crônicas2 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1CRÔNICAS 1 – Comentado por Rosana Barros
16 de setembro de 2019, 0:30
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“Abraão, pois, gerou a Isaque. Os filhos de Isaque: Esaú e Israel” (v.34).

Considerada por muitos como uma leitura dispensável, a genealogia bíblica possui um teor significativamente importante. É certo que encontramos nomes bem diferentes e que por vezes tornam a lista de descendentes um verdadeiro desafio trava-línguas. Mas naqueles nomes, especialmente na descendência de Adão, o significado de cada um revela que o homem pode até rabiscar na “agenda” de Deus, mas jamais poderá mudar o fato de que Deus nos ama “com amor eterno” (Jr.31:3) e que tem data marcada para nos levar de volta ao paraíso.

De Adão a Edom (ou Esaú), do Éden à terra do inimigo, podemos perceber a linha decrescente do ser humano após a queda. Ao iniciar as crônicas dos reis de Israel com a genealogia original, o Senhor deixou mais uma evidência de que Seus propósitos não podem ser frustrados e que as interferências humanas ou malignas não são capazes de limitar o que Ele desde o princípio designou. Então, a genealogia continua, e confirma o relato de Enoque (Gn.5:24), o relato do dilúvio (Gn.7), o chamado de Abraão (Gn.12), o surgimento do povo de Israel (Gn.35), e assim por diante.

Eu lhe convido a rever o comentário do capítulo 5 do livro de Gênesis, e maravilhar-se de que Deus sonha com a nossa redenção desde o começo. No curso da história, muitos desses nomes decidiram por se desviar do plano original divino, deixando de cumprir o devido propósito para o qual foram chamados. O pecado de Cam, por exemplo, causou uma ruptura considerável na família de Noé, e este filho do fiel porta-voz antediluviano, gerou os piores inimigos de Israel. Esaú, que é Edom, trocou a bênção do Senhor pela satisfação própria e também gerou inimigos do povo de Deus.

Entendendo que a genealogia não se trata apenas de uma coleção de nomes diferentes, mas de uma forma a mais do Senhor declarar o Seu amor relacional por cada pessoa, cumpre a nós a escolha de corresponder a esse amor e nele viver, ou de rejeitá-lo e ignorá-lo. Pode até ser que o nosso nome carregue um significado depreciativo. Pode ser que ele revele o que há de pior em nós, como o foi com Jacó. Mas o mesmo Deus que mudou o nome de Jacó para Israel, é o Deus que deseja mudar a nossa história mortal em vida eterna.

Portanto, não deixem de examinar os capítulos que se seguem. Eles não confirmam apenas a descendência de Israel, como também que nós somos filhos do Criador que, desde a fundação do mundo, já nos designou “um nome novo” (Ap.2:17). Vigiemos e oremos!

Bom dia, filhos de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Crônicas1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100