Filed under: Sem categoria
“Porventura, não se dará resposta a esse palavrório? Acaso, tem razão o tagarela?” (v.2).
Se os discursos anteriores já haviam abalado o estado emocional de Jó, o discurso de Zofar só piorou a situação. Ele acusou a Jó de ser um tagarela (v.2), zombador (v.3), mentiroso (v.4), perverso (v.20) e que o “castigo” que havia recebido era menor do que o que realmente merecia (v.6). Zofar escarneceu da integridade de Jó e não considerou, em momento algum, a sua situação com compaixão. Sob o aval de seus demais amigos, iniciou com terríveis acusações (v.1-6), proferiu o que considerava a respeito de Deus (v.7-11), “vomitou” a sua ironia (v.12), aconselhou acerca do que não conhecia (v.13-19) e terminou afirmando que o sofrimento de Jó era resultado de sua própria perversidade (v.20).
Percebemos que, ao contrário de Elifaz e de Bildade, Zofar expressou argumentos fracos e medíocres diante daquele que o próprio Deus chamou por duas vezes de “homem íntegro, e reto” (1:8; 2:3). A verdadeira condição humana só pode ser conhecida por Deus. Só Ele tem o poder de sondar os corações e de penetrar os pensamentos (Sl.139:1-2). Quando “o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo.1:14), Ele não fez acepção de pessoas, mas acolheu, curou e ensinou a todos, sem distinção. Andou e comeu “com publicanos e pecadores” (Lc.15:2); atraiu os rejeitados (Lc.15:1), conquistando-lhes o coração pelo poder de Seu amor.
Na escolha de Seus discípulos, Jesus deu provas mais do que suficientes de que a ninguém rejeita. Em Seu sofrimento, como Jó, foi acusado de ser um falsário. Aos pés da cruz, os que deveriam adorá-Lo, dEle escarneciam. O sofrimento de Jó foi um prenúncio do sofrimento dAquele que é a própria retidão e integridade. E assim como os amigos de Jó o negavam e o acusavam injustamente, Cristo também foi negado (Jo.18:27) e acusado injustamente (Lc.23:4). Ainda assim, não proferiu maldição alguma e nem palavras de condenação, mas, com o mais intenso amor exclamou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc.23:34).
Veremos que as palavras de Zofar causaram em Jó um senso de justiça própria, fazendo com que falasse em sua própria defesa. Jó aprenderia que não precisava defender a sua própria integridade diante dos homens, mas confiar na justiça que vem de Deus. O silêncio de Cristo não evitou o escárnio da furiosa turba que O oprimia, porém causou uma profunda e sobrenatural admiração (Mt.27:14). A sabedoria do silêncio muitas vezes ultrapassa a sabedoria de uma multidão de palavras. Se os amigos de Jó tivessem permanecido em silêncio não apenas os sete dias, e, em oração, entregassem o seu amigo nas mãos do “Todo-Poderoso” (v.7), não teriam sido considerados culpados diante de Deus (Jó 42:7).
Que de nossos lábios não saiam palavras de condenação contra o nosso próximo. Que possamos transformar os insultos e injustiças a nosso respeito em oportunidades de parecermos com o nosso Salvador: “Graças, ó Deus, por me permitires ser humilhado, pois é exatamente assim que quero tornar-me humilde como Jesus” (CPB – O Décimo Primeiro Mandamento, p.34). Que o silêncio de nossos lábios se convertam em súplicas e orações por nossos irmãos (Ef.6:18). E dentro em breve, o Senhor nos honrará e converterá as nossas lágrimas em eterna alegria. Vigiemos e oremos!
Bom dia, imitadores de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Jó11 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Bem sabes Tu que eu não sou culpado; todavia, ninguém há que me livre da Tua mão” (v.7).
Caso não conhecêssemos as estratégias de Satanás e o desfecho deste livro, como será que julgaríamos as palavras e a reação de Jó? Sob o ponto de vista humano, os discursos de seus amigos seriam justos e os de Jó, insensatos. Em seu desespero, Jó questionava a Deus: “O que foi que eu fiz?”, e sua dor sem causa lhe afligia grande trauma emocional. Parecia que tudo conspirava para o seu mal e para o bem dos que o oprimiam. Jó protestou contra o que julgava ser o severo juízo de Deus.
As palavras de Jó acerca de sua origem revelam o seu conhecimento sobre da criação. Através de comparações, ele reafirmou a verdade sobre a origem da humanidade, mas não possuía total entendimento sobre a diferença entre o juízo de Deus e as obras do Maligno. Para Jó, as mãos que o criaram eram as mesmas que agora o afligiam.
Sabemos que todo o mal que sucedeu a Jó foi proveniente da cólera do adversário. Deus tinha todo o poder de livrá-lo, mas em Sua onisciência, já vislumbrava a vitória de Seu fiel servo. Uma coisa faltava a Jó, e todo o seu sofrimento seria esquecido frente ao seu encontro com o conhecimento que salva. Estamos no primeiro dia do ano, e cada um de nós passou por experiências diferentes, umas boas e outras ruins. E talvez tenha sido um ano tão difícil, que muitos chegaram a questionar: “faze-me saber por que contendes comigo” (v.2).
Cristo mesmo, em Seu sofrimento, questionou: “Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?” (Mt.27:46). Não é pecado questionar a Deus e nEle buscar respostas. O Senhor anseia que o Seu povo O busque, e é “no vale da sombra da morte” (Sl.23:4), que a Sua presença e a Sua graça mais se revelam.
Meus irmãos, estamos vivendo no período que o apóstolo Paulo denominou de “tempos difíceis” (2Tm.3:1). Não estamos apenas cercados pelo mal, mas corremos o sério risco de permitir que o mal nos domine. Jesus mesmo falou, referindo-Se aos nossos dias: “Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados” (Mt.24:22). Os dias, meses e anos correm com a celeridade de um relógio que marca o fim do pecado e da miséria humana. Enquanto há tempo, busquemos conhecer ao Senhor e a perfeita revelação de Seu amor através de Jesus Cristo. Ele nos criou e prometeu nos levar de volta para Casa. Confiemos, vigiemos e oremos!
Bom dia, escolhidos para a salvação!
• Deixe nos comentários o seu pedido de oração. #euoroporvocê
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Jó10 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Eis que Ele passa por mim, e não O vejo; segue perante mim, e não O percebo” (v.11).
Não era fácil para Jó expressar em palavras todo o seu sofrimento. Diante de discursos que colocavam em dúvida a integridade de seu caráter, seu anseio era conhecer a causa do mal que o afligia. Através das coisas criadas, Jó exaltou o Criador e Seu poder em mantê-las ou transtorná-las. Suas palavras, porém, também expressam uma ideia equivocada acerca de Deus e de Seu relacionamento com o homem, como se a soberania do Senhor fosse um empecilho para “que desse ouvidos” (v.16) às orações dos aflitos.
Ainda que não compreendesse, de fato, algumas coisas, e julgasse que em tal condição parecia que Deus não poderia ouvi-lo, a sinceridade de Jó foi reconhecida pelo Céu. Sua experiência com Deus precisava subir o degrau do verdadeiro conhecimento. E em sua confissão: “Eis que Ele passa por mim, e não O vejo” (v.11), dá a entender de que ainda lhe faltava algo; que mesmo diante da confiança pessoal: “Eu sou íntegro” (v.21), Jó precisava experimentar a comunhão que transcende os sentidos.
Em Sua oração sacerdotal, Jesus declarou: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo.17:3). Este conhecimento, e não o mero conhecimento teórico, é a chave que abre os portais da eternidade. Mesmo não tendo todo o entendimento acerca do bem e do mal, Jó estava no caminho certo para o verdadeiro conhecimento de Deus. A sua busca por respostas logo seria satisfeita pelo encontro que todos nós deveríamos desejar.
Próximo ao fim de seu sofrimento, o próprio Jó confessou: “Eu Te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos Te veem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (Jó 42:5-6). Foi quando Jó experimentou o verdadeiro conhecimento de Deus que passou a enxergar a sua condição como mínima. É quando o adorador olha para o Senhor, que encontra a salvação, como está escrito: “Olhai para Mim e sede salvos” (Is.45:22). E quanto mais olhamos para Jesus e estudamos a Sua vida de perfeito procedimento, mais enxergamos a nossa dessemelhança de Seu caráter e mais nos humilhamos em busca de mudança.
O contato diário com as Escrituras e as orações segredadas a Deus são os meios de comunicação espiritual que abrem as janelas da alma para a atuação do Espírito Santo. Por mais que eu escreva ou que tente expressar em palavras o que o Espírito Santo tem me dado a entender, “nem a uma de mil coisas” (v.3) que eu diga pode substituir o que o Senhor deseja falar a você através do seu contato pessoal com a Bíblia. Não busque comentários de homens antes de examinar por si mesmo as Escrituras. Em oração, busque o conhecimento de Deus e, como Jó, você descobrirá que ver Jesus pode ser uma experiência real e diária até que Ele venha. Vigiemos e oremos!
Bom dia e um feliz Ano Novo, conhecedores de Deus!
Desafio do ano: Firme com o Senhor o compromisso de buscá-Lo em primeiro lugar todas as manhãs, através do estudo da Bíblia e da oração. E, certamente, você será uma testemunha de Jesus, aguardando e apressando a Sua volta.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Jó9 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“O teu primeiro estado, na verdade, terá sido pequeno, mas o seu último crescerá sobremaneira” (v.7).
Acusado injustamente por Elifaz, Jó externou o seu sofrimento e expôs diante de Deus a sua queixa. Não bastasse todo o mal que o afligia, teve de suportar mais palavras de acusação. Além de reprovar a réplica de Jó, Bildade insinuou que a morte dos filhos de Jó foi consequência de seus próprios pecados e colocou em dúvida a sua pureza e retidão. O estado de Jó era visto como um castigo, já que a prosperidade e o sucesso eram intimamente relacionados a uma vida de integridade diante de Deus. No verso sete, contudo, mesmo sem saber, Bildade profetizou a sorte final de Jó.
Podemos dizer que os amigos de Jó eram adeptos da teologia da prosperidade. Eles não podiam conceber a ideia de que o íntegro passasse por tanto sofrimento não fosse pela culpa de algum pecado. Foi por contemplar a prosperidade dos ímpios que o salmista Asafe quase endureceu o coração. O contraste entre as dificuldades de Israel e a tranquilidade dos pagãos despertou-lhe a inveja que o destruiria, não fosse a misericórdia de Deus em lhe revelar o resultado final: “até que entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles” (Sl.73:17).
Bildade foi insensato ao questionar a integridade de seu amigo enfermo. Na verdade, ele e seus amigos, e até o próprio Jó, desconheciam sobre a batalha espiritual que cerca cada ser humano. Uma vida próspera e tranquila pode se tornar em laço pior do que uma vida atribulada. Aquele que sonda os corações sabe exatamente o que dar e o que tirar da vida daqueles que O temem e O buscam. Portanto, os “nossos dias sobre a terra” (v.9) não podem ser medidos pelo que possuímos e sim pelo que somos.
A essência de Jó foi ignorada pelos olhos que só enxergam a aparência, mas foi nAquele que vê o coração, que ele depôs as suas feridas. Sabem, amados, nós julgamos e somos julgados com muita facilidade. Nossas orações são repletas de formalismos enquanto nosso coração implode pela necessidade de ser revelado. O pecado trouxe sobre este mundo a maldição da injustiça, mas nós precisamos aprender a viver cada dia pela fé, confiantes na justiça divina, e andar na presença do Senhor com sinceridade.
Não houve e nem haverá neste mundo injustiça maior do que aquela que pendurou o nosso Salvador numa cruz. A Sua vida de humilde serviço e amor abnegado era um contraste com a próspera condição dos líderes religiosos. E acusado pelos pecados que nunca cometeu, foi condenado, crucificado e morto. Mas Jesus não Se importava com a prosperidade passageira. Olhando para o futuro, não via a hora de alegrar-Se com “o fruto do penoso trabalho de Sua alma” (Is.53:11).
Assim como a tristeza de Jó tornou-se em triunfo, uma gloriosa vitória final nos foi garantida na cruz. Que independente de nossa condição aqui nesta Terra e do que julgam a nosso respeito, olhemos “firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, O qual, em troca da alegria que Lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus” (Hb.12:2). Vigiemos e oremos!
Bom dia, servos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Jó8 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Por isso, não reprimirei a boca, falarei na angústia do meu espírito, queixar-me-ei na amargura da minha alma” (v.11).
O registro de hoje é praticamente uma discussão com Deus. Jó contendeu com Quem ele, ousadamente, chamou de “Espreitador dos homens” (v.20). Em suas palavras percebemos o seu real anseio: a morte. Jó havia perdido as esperanças. Sua situação descrita por ele mesmo no verso cinco, praticamente nos transporta ao cenário deplorável de sua dor. Todo o corpo de Jó tornou-se em uma só ferida, aberta e em estado de putrefação. Sem dúvida, vê-lo assim era uma situação desagradável e constrangedora.
Diante de tanto sofrimento, Jó não reprimiu seus sentimentos, e expressou toda a sua angústia diante dAquele que tudo vê. Ele reduziu a condição do homem a nada e referiu-se a si mesmo como “um alvo” (v.20) da ira divina. Oh, se Jó pudesse rasgar os céus e enxergar o olhar compassivo do Senhor sobre ele! As chagas de seu corpo não eram maiores ou piores do que as que o Seu Redentor receberia, como opróbrio que não Lhe pertencia. Em seu profundo desespero, Jó abriu o seu coração ao Senhor. Por mais que suas palavras expressassem grande amargura, ele percebeu, diante da incompreensão de seus amigos, que só poderia compartilhar a sua dor com Deus. Jó precisava de apoio emocional, e foi buscá-lo na Fonte.
É muito fácil estar por fora de uma situação e julgá-la conforme nossa própria ótica. Hoje conhecemos a história da vida de Jó desde o início até o seu fim. Mas o próprio Jó teve que conviver muito tempo com uma situação miserável, sem fazer ideia do porquê estava passando por tudo aquilo e sentindo-se completamente impotente. Ele desconhecia o fato de ser um palco ambulante do conflito entre o bem e o mal. O adversário não perderia a oportunidade de mostrar ao Universo que Deus estava errado com relação a Jó, por isso o maltratou severamente.
Nos momentos de angústia e de dor, lembre-se: “Eis que os olhos do Senhor estão sobre os que O temem, sobre os que esperam na Sua misericórdia” (Sl.33:18). Jó podia não enxergar naquele momento, mas a sua “tortura” (v.15) seria convertida em completa alegria. O homem temente a Deus estava sob o olhar do Senhor do Universo, e Ele não deixaria sem resposta a sua queixa. Deus o conservava com vida porque Jó conservava o seu coração pela fé. Como está escrito: “o justo viverá pela sua fé” (Hq.2:4). Com a mesma sinceridade que Jó serviu a Deus nos bons momentos, ele clamou a Deus nos momentos difíceis. Aceitemos, hoje, o terno convite de Jesus: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (Mt.11:28). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, tementes a Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Jó7 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Ao aflito deve o amigo mostrar compaixão, a menos que tenha abandonado o temor do Todo-Poderoso” (v.14).
Ouvido o discurso de Elifaz, Jó fez a sua primeira réplica consternado pela dor e pelo fato da integridade de seu caráter ter sido questionada. Diante de uma enfermidade maligna e de uma condição emocional totalmente fragilizada, ele via na morte o seu único meio de descanso. Contudo, em nenhum momento Jó proferiu palavras com pensamentos suicidas, mas esperava que o próprio Deus fizesse cessar o seu sofrimento. E, ao invés de receber de seus amigos algum tipo de consolo, Jó tornou-se vítima de olhares de julgamento e palavras de condenação.
Apesar de seu conhecimento das “palavras do Santo” (v.10) e de sua vida de retidão, Jó ainda não tinha a real compreensão acerca do grande conflito. O que pensava serem “as flechas do Todo-Poderoso” (v.4), na verdade eram “os dardos inflamados do Maligno” (Ef.6:16). Jó descobriria, mais tarde, que sua fé inabalável no Todo-Poderoso foi o que apagou cada uma dessas setas malignas. Mas em seu desespero, ele se viu acuado pelas acusações daqueles que diziam ser tementes a Deus e reprovou a insensibilidade deles.
Ao dizer: “Assim também vós outros sois nada para mim” (v.21), Jó declarou que seria melhor ficar sozinho do que na companhia de quem agravasse a sua aflição. No verso quatorze, ele expressou a sua urgente necessidade de um olhar de compaixão e a incoerência de seus amigos religiosos. Tendo como base de Seu governo a Sua Lei e como essência dele o Seu amor, Deus nos revela a perfeita harmonia entre o amor e a obediência. Ele não nos deu a Sua Palavra como mera regra de comportamento, mas como a expressão de Seu caráter em linguagem humana.
Quanto à religião verdadeira, está escrito: “Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã. A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo” (Tg.1:26-27). Os órfãos e as viúvas representavam as classes de sofredores que mais necessitavam de assistência. Jó não foi assistido por seus amigos, e em sua humildade, ainda apelou: “dai-me a entender em que tenho errado” (v.24).
O mundo está repleto de “amigos de Jó”, com aparência de piedade e coração insensível. Até mesmo entre o professo povo de Deus, existem aqueles que não perdem uma oportunidade de ferir e condenar usando até mesmo a Palavra de Deus para esse fim. O Senhor não tolera esse tipo de atitude e, assim como saiu em defesa de Moisés quando este foi acusado pelos próprios irmãos, no mesmo tom e autoridade, Ele diz aos acusadores de Seus servos: “como, pois, não temestes falar contra o Meu servo [ou contra a Minha serva]?” (Nm.12:8).
Meus irmãos, a glória de Deus é manifestada neste mundo “em vasos de misericórdia, que para glória preparou de antemão, os quais somos nós” (Rm.9:23 e 24). A misericórdia e a compaixão devem reger a vida do cristão e revelar a obediência que resulta em amor: “Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros” (Jo.15:17). Que nossas palavras e atitudes sejam a revelação do “fruto Espírito” em nossa vida (Gl.5:22-23). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, vasos de misericórdia!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Jó6 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Quanto a mim, eu buscaria a Deus e a Ele entregaria a minha causa” (v.8).
Após o seu discurso nada animador, Elifaz projetou a condição de Jó a uma busca deficiente de Deus. A necessidade de um mediador é destacada, ao mesmo tempo em que é seguida de indiretas, apontando a Jó como homem louco e tolo. As palavras de Elifaz chegam a ser cruéis, visto expor a miséria e a morte dos filhos de Jó como castigos por sua impiedade. Elifaz ousou falar do que não sabia e sua oratória tornou-se para Jó em ferida pior do que as que lhe afligiam o corpo.
A experiência de Jó e a sua ignorância e de seus amigos quanto ao conflito cósmico que envolveu a sua vida, nos revela que o sofrimento humano nem sempre acontece como uma disciplina de Deus. Desde que o pecado entrou no mundo, há um inimigo que age de forma a levar o homem a pensar que Deus é o responsável por toda a miséria que nos sobrevém. Ao incitar Caim a matar Abel, ao dominar as paixões dos antediluvianos, ao sugerir que o homem é dono da própria razão, Satanás tem levado a humanidade a pensar nas ações de Deus como atos de um governo autoritário e cruel.
Sabemos que os sofrimentos de Jó não foram resultados de uma vida impiedosa e tola. Ele foi vítima da ira daquele que “vem somente para roubar, matar e destruir” (Jo.10:10). Notem que o inimigo seguiu exatamente esta ordem. Ele roubou de Jó seus bens, a vida de seus filhos e a sua saúde. O passo seguinte, não fosse a fidelidade e perseverança de Jó, seria a morte, e, por fim, a destruição que tem a ver com resultados definitivos e eternos. Essa ordem manifesta a soberania de Deus e Seu amor pelo ser humano, que não permite que Satanás atinja o seu propósito final sem antes nos prover acessível e suficiente livramento.
Amados, não é cristão colocar o dedo nas feridas uns dos outros. Fomos chamados para curar e não para diagnosticar. Se mesmo diante de pecados públicos Jesus declarou: “Nem Eu tampouco te condeno; vai e não peques mais” (Jo.8:11), quanto mais devemos nós agir com misericórdia! Não podemos exortar sem que antes recebamos do Espírito Santo a devida capacitação e sabedoria, ou confundiremos exortação com condenação. Que diante do sofrimento alheio, sejamos lenitivo ao nosso próximo e deixemos o julgamento a cargo do justo Juiz. “Ouve-o e medita nisso para teu bem” (v.27). Vigiemos e oremos!
Bom dia, compassivos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Jó5 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Eis que tens ensinado a muitos e tens fortalecido mãos fracas” (v.3).
Apesar de reconhecer a vida íntegra de Jó e sua disposição em ajudar ao próximo, Elifaz ficou indignado com o discurso de seu amigo sofredor. A lamentação de Jó e sua desesperadora necessidade de descanso e alívio soaram aos ouvidos de Elifaz e seus companheiros como palavras ofensivas e egoístas. Certamente, Elifaz foi o primeiro a se manifestar por ser o mais velho, e sua experiência o fez julgar a situação de Jó como consequência de algum pecado.
O próprio Elifaz confirmou a conhecida benignidade de Jó. Sua vida regida por fé, esperança e amor sempre se estendia como uma poderosa influência na vida de outros, especialmente, na vida daqueles que mais necessitavam. Jó era um homem que fazia a diferença por onde passava e que não fazia acepção de pessoas. Com os olhos do coração, se compadecia do sofrimento alheio e buscava em Deus a melhor forma de ser útil na obra de assistência aos seus semelhantes.
Sua terrível condição era inexplicável. Como um homem tão íntegro em seus propósitos poderia estar passando por tudo aquilo? O ser humano é sedento por respostas, e, diante de um quadro tão assustador, Elifaz concluiu que a vida de Jó não era tão íntegra quanto aparentava ser. E descrevendo sua visão noturna como uma experiência espiritual e sobrenatural, confirmou o seu pensamento como sendo uma mensagem de Deus para Jó. Mas é certo de que aquela visão não foi obra do Senhor, mas daquele que é “o acusador de nossos irmãos” (Ap.12:10).
Assim como o caso de Jó era uma incógnita diante de todos que, com horror, contemplavam o seu sofrimento, Satanás tem agido com cólera ainda pior em nossos dias. O acusador e inimigo dos homens tem afligido o povo de Deus de forma desleal e cruel, mas seus planos são frustrados à cada tentativa, visto que é carrasco do corpo mas não tem poder para “matar a alma” (Mt.10:28). Mesmo que muitas das palavras de Elifaz façam sentido e tenham embasamento bíblico, seu julgamento as tornou instrumentos de condenação. Precisamos ter muito cuidado com o uso das palavras, “porque”, como disse Jesus, “pelas suas palavras, serás justificado e, pelas suas palavras, serás condenado” (Mt.12:37).
Meus irmãos, precisamos entregar ao Senhor os propósitos de nosso coração. É obra de toda uma vida depender de Deus e buscar em Sua Palavra a sabedoria para vivermos uma vida íntegra e fiel ainda que, aos olhos humanos, a nossa condição seja vexatória. Jó estava exposto a opiniões cruéis e sob o olhar crítico daqueles que havia ajudado. Jesus foi rejeitado pelos Seus e condenado por aqueles que haviam testemunhado o Seu amor e serviço altruísta. Não podemos esperar uma vida menos atribulada visto estarmos tão perto do “dia de angústia qual nunca houve” (Dn.12:1).
Diante de um mundo em contagem regressiva, que nossa vida adore ao Senhor ainda que as provações nos assaltem. Que o nosso indicador esteja voltado em nossa própria direção, clamando a Deus que nos transforme de dentro para fora. Que a maior experiência sobrenatural de nossa vida seja a boa e diária obra do Espírito Santo a nos reavivar e santificar. Vigiemos e oremos!
Bom dia, transformados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Jó4 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Porque já agora repousaria tranquilo; dormiria, e, então, haveria para mim descanso” (v.13).
Findo os sete dias, Jó resolveu quebrar o silêncio e se manifestar. Suas palavras, porém, não pareciam ser dirigidas a seus amigos, mas a Deus. Expressando toda a sua angústia e agonia, Jó “amaldiçoou o seu dia natalício” (v.1). Em nenhum momento ele amaldiçoou a Deus ou a Ele atribuiu a culpa por seu sofrimento. Mas em uma atitude de desespero, questionou a sua existência, e, ao mesmo tempo, revelou o seu conhecimento sobre o estado do homem na morte.
Mesmo sem entender o porquê de tanto sofrimento, Jó mantinha firme a sua fé. Isso não o impedia de colocar diante de Deus os seus questionamentos e de abrir-Lhe o coração. Muitos há que pensam ser ofensivo a Deus questioná-Lo ou levar a Ele as nossas aflições. Pelo contrário, os ouvidos do Senhor não estão fechados para ouvir as lamentações dos Seus filhos. Tão somente não podemos permitir que o lamento nos torne pessoas amargas e descrentes.
Enquanto estivermos neste mundo hostil, a tristeza terá o seu lugar e muitas situações ficarão sem resposta, mas se o nosso amor por Deus for devidamente alimentado através de uma vida diária de comunhão com Ele, como Paulo, diremos: “como se estivéssemos morrendo e, contudo, eis que vivemos; como castigados, porém não mortos; entristecidos, mas sempre alegres” (2Co.6:9 e 10). Jó podia não compreender o motivo de seu infortúnio, mas tinha certeza de que nem a morte poderia separá-lo do amor de Deus, mas era somente um descanso até que seu Redentor viesse para despertá-lo (Jó 19:25).
As Escrituras revelam de forma muito clara a verdade sobre a morte. Em toda a Bíblia, a morte é comparada ao sono. As palavras de Jó: “repousaria tranquilo”, “dormiria”, “haveria para mim descanso”, “ali, repousam os cansados”, “os presos juntamente repousam”, confirmam essa verdade. Salomão escreveu: “mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento” (Ec.9:5). Com relação à morte de Lázaro, Jesus declarou: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo” (Jo.11:11).
A esperança de Jó era que descesse ao pó na certeza do futuro reencontro com Deus. Isso prova que as verdades da Palavra de Deus sempre existiram no coração dos fiéis adoradores. Que os princípios da Bíblia sempre existiram e são imutáveis. Pois “seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a Palavra de nosso Deus permanece eternamente” (Is.40:8). Foi confiante nisso que Jó não temeu a morte, e Paulo assegurou a nossa grande esperança: “nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1Co.15:51 e 52).
A sua vida está atribulada? Não se preocupe! Jesus está preparando na Casa do Pai uma morada especial para você. O Senhor que não mente, voltará, e te levará para morar com Ele, porque Ele venceu a morte e, dentro em breve, “a vossa tristeza se converterá em alegria” (Jo.16:20). Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis adoradores do Deus vivo!
• Deixe nos comentários o seu pedido de oração. #euoroporvocê
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Jó3 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Então, sua mulher lhe disse: Ainda conservas a tua integridade? Amaldiçoa a Deus e morre” (v.9).
Sem bens e sem filhos, a vida de Jó foi bruscamente afetada e tornou-se alvo da curiosidade do antigo Oriente. Contudo, ele conservou “a sua integridade” (v.3), como observado pelo próprio Deus, fato este que despertou o diabo a prosseguir em seus planos de destruir o servo do Senhor: “Pele por pele, e tudo quanto o homem tem dará pela sua vida” (v.4). Ao perceber o fracasso de sua primeira tentativa, o inimigo das almas não desistiria de provar ao Universo que a integridade de Jó era condicional.
Completamente tomado de enfermidades físicas e emocionais, aquele que antes possuía um lugar de honra diante dos grandes da Terra, acabou “sentado em cinza” com um caco na mão “para com ele raspar-se” (v.8). Em nenhum outro relato bíblico encontramos alguém em semelhante sofrimento. Creio que depois de Jesus, Jó foi o homem que mais sofreu na Terra. Aquela cena era doída demais para a sua mulher, de modo que ela pensou ser a morte a única saída para uma situação tão degradante. É fácil julgar a atitude da mulher de Jó quando o relato não pode exprimir a dor de ver seu ente querido literalmente perecendo aos pedaços.
Dia após dia, Satanás observava a ruína de Jó e em cada gemido do humilde sofredor esperava com ansiedade palavras de maldição. Mas a medida de suas lágrimas e de seu flagelo não podiam superar a intensidade de seus clamores. Como quem aguarda a hora da morte, Jó não pedia pela própria vida e nem ambicionava reaver o que havia perdido, mas mesmo consternado em dor e agonia, seu coração pulsava no intenso desejo de permanecer na presença do Senhor e nEle encontrar alívio.
Como os amigos de Jó, existem muitos dentre o povo de Deus que ainda necessitam de genuína conversão. Não compreendem que qualquer de suas boas ações ou intenções não podem ser motivadas por esforço próprio, mas são dons de Deus. E o precioso silêncio que, conforme o costume, deveria permanecer até que o pranteador se manifestasse, teria sido o consolo suficiente não fosse seguido por palavras impensadas e cheias de falsa piedade.
O problema do sofrimento humano não define em que lado estamos. Para os antigos, e para muitos ainda hoje, o sofrimento está diretamente relacionado à condição do homem com Deus. Fazem da prosperidade um termômetro e esquecem que os grandes homens e mulheres de Deus do passado tiveram de passar por muitas tribulações a despeito da própria vida. Querem desfrutar das bênçãos de Jesus, mas rejeitam ter de compartilhar de Seus sofrimentos. E o único meio de escaparmos desta condição letárgica é, como Jó, conservando a nossa integridade diante de Deus.
Uma vida de comunhão diária, de constante oração e de diligente estudo das Escrituras, não nos livra de passarmos por aflições, mas, certamente, é a receita infalível para não sermos destruídos pelo inimigo. Jó andou “pelo vale da sombra da morte” (Sl.23:4), mas ao seu lado estava Deus. Se os amigos não conseguem lhe dar consolo na aflição, ao seu lado está o Senhor a lhe dizer: “Dizei aos desalentados de coração: Sede fortes, não temais. Eis o vosso Deus. A vingança vem, a retribuição de Deus; Ele vem e vos salvará” (Is.35:4). Vigiemos e oremos!
Bom dia, consolados pelo Espírito Santo!
Desafio da semana: “Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração” (Tg.5:13). A oração intercessora é uma poderosa expressão de amor ao próximo e a sua eficácia a mais pura expressão do amor de Deus. Faça da intercessão um estilo de vida.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Jó2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100