Reavivados por Sua Palavra


ISAÍAS 06 – Comentado por Rosana Barros
27 de agosto de 2020, 0:45
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“Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim” (v.8).

Isaías teve uma visão de Deus em Seu trono. A Bíblia relata a respeito de poucos que tiveram uma visão do trono divino, como, por exemplo: Daniel (Dn.7:9), Estêvão (At.7:56) e João, o discípulo amado (Ap.4:2). Mas a experiência de Isaías foi, de todas, a que nos deixou uma grande lição de humildade, e de sublime noção de santidade. Primeiro, O PROFETA VIU “O SENHOR (v.1), o trono, os serafins e toda a santidade que envolvia aquele cenário glorioso, de onde se podia ouvir incansavelmente (Ap. 4:8): “Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda terra está cheia da Sua glória” (v.3). Logo depois, ISAÍAS VIU A SI MESMO. Contemplando Isaías esta revelação da glória e majestade de seu Senhor, sentiu-se oprimido com o senso da pureza e santidade de Deus” (EGW, Profetas e reis, p.157).

Quando alguém tem um encontro verdadeiro com Deus, o resultado deve ser um coração contrito e uma atitude humilde. Olhar para Deus deve produzir arrependimento e confissão. Isaías viu o Perfeito e então, se deu conta de sua imperfeição. Só quando olhamos para o Santo dos santos é que enxergamos a nossa real situação: pecadores que necessitam de um Salvador. Ellen White declara: “E quando uma pessoa, ao perceber o seu desamparo, busca a Cristo, Ele revela-Se de maneira poderosa. Quanto mais percebemos nossa necessidade de chegar-nos a Ele e à Sua Palavra, mais elevada será a visão que teremos de Seu caráter, e mais plenamente refletiremos Sua imagem” (EGW, Caminho a Cristo, p.57).

Precisamos volver os nossos olhos para o alto todos os dias. Se anjos perfeitos e sem pecado proclamam noite e dia a santidade de Deus “uns para os outros” (v.3), quanto mais nós necessitamos ter sempre um cântico no coração e testemunhar uns aos outros do amor divino. O encontro com Deus produz um intenso desejo de utilidade na obra. O Senhor olha do Céu e não procura corações orgulhosos, mas aqueles que, como Isaías, confessam: “Ai de mim! Estou perdido!” (v.5). A obra que o profeta recebeu foi extremamente desafiadora, pois o povo havia endurecido o coração a tal ponto que o juízo de Deus viria sobre ele, mesmo com a pregação de Isaías (v.10). O mesmo juízo foi proferido por Jesus aos líderes judeus (Mt.13:14-15) e também pelo apóstolo Paulo (At.28:26-27). Ou seja, é uma atitude que se repete em gerações futuras e que chegou até nós, hoje: “pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma” (Ap.3:17).

Mas em meio à desesperança, Deus suscita a esperança: “A santa semente é o Seu toco” (v.13). Sempre haverá, mesmo que em pequena proporção, um povo que teme a Deus e guarda os Seus mandamentos. O ministério do profeta não seria de todo infrutífero. Hoje, temos uma grande seara e precisamos seguir a ordem de Cristo e rogar ao Pai que envie mais “Isaías” para a Sua obra atual (Mt.9:38); homens e mulheres que se colocam a serviço de Deus com humildade de coração. Não poucas vezes, eles questionarão: “Até quando, Senhor?” (v.11). Contudo, como Isaías, não esmorecerão diante das dificuldades, apegando-se cada dia mais à santa convicção de que o Senhor estará até o fim (Mt.28:20) com aqueles que O amam:
Não te mandei Eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer que andares” (Js.1:9). Permita que a brasa do altar de Deus toque a sua vida e te purifique para dar ao mundo a última mensagem de esperança! Vigiemos e oremos!

Bom dia, “Isaías” atuais!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Isaías6 #RPSP

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ISAÍAS 05 – Comentado por Rosana Barros
26 de agosto de 2020, 0:45
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“Mas o Senhor dos Exércitos é exaltado em juízo; e Deus, o Santo, é santificado em justiça” (v.16).

Com a finalidade de ser ouvido, o profeta entoou um cântico. Possivelmente, as palavras do Senhor seriam rejeitadas pela força da repreensão. O acúmulo de bens, a avareza, a embriaguez, a apostasia, o orgulho, o abandono da Lei e desprezo pela Palavra de Deus, havia maculado de forma vergonhosa o chamamento pelo qual Deus fizera da casa de Israel “a vinha do Senhor dos Exércitos”, e dos filhos de Judá “a planta dileta do Senhor” (v.7). Como uvas amargas, intragáveis ao paladar, eles colheriam o resultado de seu afastamento de Deus. Apesar de todo o cuidado do Amado agricultor, o solo infértil do coração tornou-se em deserto e lugar de “trevas e angústia” (v.30).

O constante apelo divino através dos profetas pouco se dava a destinatário estrangeiro. Era Seu povo o alvo de Seus mais veementes esforços. Pois Israel tinha o conhecimento que os outros povos não possuíam. Com interesse e amor paterno, o Senhor não desistia de Israel enquanto houvesse uma fagulha sequer de esperança. Como um pai apela ao coração de um filho, Deus apelava para que Seu povo Lhe desse ouvidos e se arrependesse de seus maus caminhos. As ações da nação eleita não condiziam com a fé que professavam ter, causando desonra ao nome de Jeová. A forma que Isaías usou para declarar estas verdades demonstra o amor de Deus por Seu povo, mas também a dificuldade que teria em lhes falar abertamente.

A rejeição da verdade e anuência do engano tem sido um mal a ser considerado em todas as épocas. Creio que há perigo semelhante ou pior que este, identificado pelo próprio Jesus ao declarar: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis Eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes! Eis que a vossa casa vos ficará deserta” (Mt.23:37-38). A lamentação de Cristo em linguagem comovente revela as mesmas dificuldades do passado e o mesmo resultado final declarado pelo profeta Isaías: “torná-la-ei em deserto” (v.6). Uma religião de aparências pode até crescer e frutificar, mas jamais poderá “a árvore má produzir frutos bons” (Mt.7:18).

Há um apelo atual e urgente no capítulo de hoje. Se não dedicarmos tudo o que temos e somos a serviço do Senhor e finalização de Sua obra, corremos o sério risco de ouvir a dura e definitiva sentença: “Servo mau e negligente” (Mt.25:26). Não é o que fazemos ou os nossos tolos esforços que abrirão para nós as portas de pérola, mas o Santo, que “é santificado em justiça” (v.16), Aquele que pagou o nosso resgate, Ele abrirá os portais da eternidade para todos os que aceitaram a Sua graça e viveram pela fé em Seu perfeito sacrifício. Jesus, por meio do Seu Espírito, guiará no caminho do bem todos os que O amam com o coração e O adoram em espírito e em verdade.

Fazer a vontade de Deus significa alegria e liberdade para os que conhecem o seu Redentor. Não se perca em um mundo onde “ao mal chamam bem e ao bem, mal” (v.20), onde tudo é relativo e muitos “são sábios aos seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conselho” (v.21). “A Lei do Senhor é perfeita e restaura a alma” (Sl.19:7). “Porque a Palavra de Deus é viva, e eficaz” (Hb.4:12). Examinemos as Escrituras que testificam do nosso Salvador (Jo.5:39). Olhemos para Cristo com o sincero desejo de dEle aprender e nEle permanecer. E o Espírito Santo produzirá em nós o Seu fruto excelente (Gl.5:22-23). Vigiemos e oremos!

Bom dia, salvos pelo Amado Jesus!

* Oremos pelo reavivamento e reforma da igreja de Cristo.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Isaías5 #RPSP

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ISAÍAS 04 – Comentado por Rosana Barros
25 de agosto de 2020, 0:45
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“Naquele dia, o Renovo do Senhor será de beleza e de glória; e o fruto da terra, orgulho e adorno para os de Israel que forem salvos” (v.2).

Continuando a última sessão do capítulo anterior, o texto de hoje inicia com o resultado do vil comportamento das mulheres de Jerusalém, uma grande proporção de mulheres que ficariam sozinhas em vista da morte e da captura da maior parte dos homens de Jerusalém. O desespero seria tão grande que elas estariam dispostas a buscar o seu próprio sustento, visto que cabia ao homem a provisão do lar. Naquela época era considerada uma grande desgraça uma mulher sem marido e sem filhos, o que explica a expressão: “… tira o nosso opróbrio” (v.1).

Trazendo para um contexto atual, ponderemos sobre a aplicação deste texto na situação da comunidade cristã contemporânea. Todas as igrejas cristãs, “sete mulheres”, dizem servir a Cristo, “um homem”, mas a grande maioria se recusa a “comer” do pão oferecido por Ele, buscando por si mesmas o próprio sustento espiritual, querendo apenas ser “chamadas pelo [Seu] nome”. Apesar de ser uma interpretação particular, isto não tem sido uma realidade?

O termo “cristianismo” foi banalizado a tal ponto que muitos, mesmo acreditando em Jesus Cristo, têm criado certa aversão às igrejas que professam segui-Lo. Seus cultos se resumem a apelos emocionais e extorsão de dinheiro, distorcendo o verdadeiro “culto racional” (Rm.12:1) e a verdade sobre os dízimos e as ofertas conforme a Palavra de Deus. O problema é que a Bíblia tem sido trocada por palavras de homens e a oração sincera por discursos apelativos. Contudo, esta realidade não precisa ser a minha e nem a sua. Jesus nos chama para fazer parte dos “restantes de Sião”, os que “serão chamados santos” (v.3). Fomos chamados “para a vida” sendo guiados pelo “Espírito de justiça” e transformados, de glória em glória, pelo “Espírito purificador” (v.4). Quando o Espírito Santo tem liberdade de trabalhar no coração, o resultado é um reavivamento das intenções e uma reforma das atitudes.

Da mesma forma que Deus guiou e protegeu o Seu povo Israel no deserto (Êx.13:21-22), Ele prometeu nos guiar e proteger nestes últimos dias (v.6). Atentem às palavras seguintes: “Nosso crescimento na graça, nossa felicidade, nossa utilidade – tudo depende de nossa união com Cristo. É pela comunhão com Ele, todo dia, toda hora – permanecendo nEle – que devemos crescer na graça. Ele é não somente o Autor mas também o Consumador de nossa fé. É Cristo primeiro, por último e sempre. Ele deve estar conosco, não só ao princípio e ao fim de nossa carreira, mas a cada passo do caminho” (EGW, Caminho a Cristo, CPB, p.69).

Estude a Bíblia. Faça como os bereanos (At.17:11). Examine-a. Veja se, de fato, é o “assim diz o Senhor” que rege a sua vida. Permita que o Espírito Santo lhe conduza a toda a verdade (Jo.16:13). Como reforça Ellen White: “O conhecimento experimental de Deus e de Jesus Cristo… faz de seu possuidor filho de Deus e herdeiro do Céu. Leva-o à comunhão com a mente do Infinito e lhe abre os ricos segredos do Universo. Esse é o conhecimento obtido pelo estudo da Palavra de Deus” (EGW, Parábolas de Jesus, CPB, p.114). Persevere neste propósito, pois todo aquele “que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13). Vigiemos e oremos!

Bom dia, restantes do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Isaías4 #RPSP

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ISAÍAS 03 – Comentado por Rosana Barros
24 de agosto de 2020, 0:45
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“O aspecto do seu rosto testifica contra eles; e, como Sodoma, publicam o seu pecado e não o encobrem. Ai da sua alma! Porque fazem mal a si mesmos” (v.9).

A cena de um julgamento é apresentada no capítulo de hoje. Diante da rebeldia e apostasia de Judá, o Senhor anunciou a Sua sentença contra os impenitentes. A escassez de alimento e de água e uma liderança fraca e despreparada seriam as primeiras consequências de sua conduta vil. Deus condenou a vida de excessos com que viviam os líderes de Seu povo enquanto oprimiam o povo e desprezavam os pobres (v.15). O luxo e a ostentação os levou a uma vida religiosa medíocre, e tanto os homens como as mulheres trocaram a beleza das virtudes divinas pela aparência do mal.

Estavam tão acostumados com o pecado, que não se importavam em torná-lo público, desafiando a gloriosa presença de Deus (v.8). Havia opressão entre o povo. Uma constante agitação com provocações e dissensões debilitava a nação, de forma que até as crianças perderam o respeito pelos mais velhos, e os que eram considerados desprezíveis eram atrevidos contra os mais nobres. Jerusalém se tornou na capital da desordem e do caos. Não fosse pela mão de Deus a intervir, e pelos justos que ainda restavam ali (v.10), e a cidade poderia ter tido o mesmo fim de Sodoma.

Oh! Povo Meu!” (v.12), é uma expressão que denota compaixão, mas também uma profunda tristeza. O Senhor estava profundamente triste com as atitudes daqueles que se chamavam pelo Seu nome. Aos anciãos e príncipes de Judá foi dito: “Que há convosco que esmagais o Meu povo e moeis a face dos pobres? — diz o Senhor, o Senhor dos Exércitos” (v.15). Deus estava dizendo aos líderes: “O que há com vocês? Porque vocês praticam a iniquidade contra aqueles que deveriam estar cuidando?” Gostaria de destacar dois grupos, que creio também estar bem destacados neste capítulo: os líderes e as mulheres.

Grande é a responsabilidade dos líderes espirituais diante de Deus e daqueles por quem Cristo morreu. Ninguém em sã consciência deveria assumir tal responsabilidade senão mediante humilde e constante entrega do coração a Deus. Um líder não consagrado se torna em uma pedra de tropeço que, a depender de seu nível de influência, pode levar milhares à perdição. Com palavras suaves e discursos agradáveis apela ao juízo dos ingênuos com a religião onde o amor é a “desculpa” para se pisar na lei que julga observar, ignorando que o Deus que é amor (1Jo.4:8) é O mesmo que estabeleceu a Sua Lei como a imutável descrição de Seu amor e caráter.

Igualmente as mulheres possuem a sagrada e santa responsabilidade de serem as auxiliadoras do marido e educadoras dos filhos. Não foi sem razão que o sábio declarou: “A mulher sábia edifica a sua casa” (Pv.14:1). Uma mulher temente a Deus tem uma obra a desempenhar no lar que supera qualquer obra realizada na Terra. Quando bem compreendida a sua função e assumidos os deveres com a devida dedicação e consagração, a mulher recebe do alto as virtudes que a farão bem-sucedida no que fizer, ainda que não consiga ver os resultados como gostaria.

Amados, que de nós seja dito: “Dizei aos justos que bem lhes irá; porque comerão do fruto das suas ações” (v.10). Não fomos chamados para seguir pessoas, a não ser que revelem o caráter de Cristo. Também não fomos chamados para nos assemelharmos ao mundo. Mas fomos chamados para seguir os passos do nosso Salvador, olhando firmemente para Ele e, pelo Espírito Santo, sendo santificados pela Palavra de Deus. Oxalá possamos dizer como Paulo: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (1Co.11:1). E que até o aspecto do nosso rosto testifique de que Cristo vive em nós! Vigiemos e oremos!

Bom dia, imitadores de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Isaías3 #RPSP

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ISAÍAS 02 – Comentado por Rosana Barros
23 de agosto de 2020, 0:45
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“Vinde, ó casa de Jacó, e andemos na luz do Senhor” (v.5).

A visão de Isaías a respeito dos “últimos dias” (v.2), destaca a missão do Israel espiritual de Deus como hospedeiro de “todos os povos” (v.2). Como na parábola do bom samaritano, o Senhor tem um povo peculiar pronto para receber “muitas nações” (v.4) e ensiná-las a andar “pelas Suas veredas” (v.3), sob o firme alicerce de Sua Palavra. Antes que venha o juízo, Deus acrescentará ao Seu povo todos aqueles que, de coração, trocarão os instrumentos deste mundo pelos instrumentos divinos (v.4). A Bíblia será examinada com seriedade e humildade, e seu teor considerado como fonte suprema da vontade de Deus. Os mandamentos do Senhor estarão no coração de um só povo que, à semelhança dos três amigos de Daniel, permanecerão fiéis ainda que em face da fornalha da aflição.

A obra de Cristo como nosso Sumo Sacerdote está prestes a ser concluída. E a Sua grande luta tem sido para que o Seu povo não O adore apenas com os lábios, porque para estes, no “Dia do Senhor dos Exércitos” (v.12), com o coração partido, terá que dizer: “Nunca vos conheci!” Precisamos buscar o conhecimento de Jesus com o coração de uma criança, rápido para amar, rápido para perdoar e totalmente dependente. O conhecimento da Palavra de Deus vai muito além de teoria, é muito mais que teologia, é conhecer e obedecer a voz que sai da boca de Deus. Não há lugar para o “assim diz o Senhor” no coração orgulhoso. “A arrogância do homem” (v.17) cria um bloqueio para as verdades das Escrituras e sua mente torna-se privada de receber o “pleno conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor” (2Pe.1:2). As verdades de Deus são negligenciadas e o engano, facilmente admitido, como declara Ellen White: “Satanás bem sabe que todos quantos ele pode levar a negligenciar a oração e o exame das Escrituras, serão vencidos por seus ataques” (CPB – O Grande Conflito, p.524).

Está chegando o dia em que “os ídolos serão de todo destruídos” (v.18), inclusive as pessoas que fizeram de si mesmas objetos de culto, porque “só o Senhor será exaltado naquele dia” (v.11 e 17). A altivez e a arrogância levarão muitos a receber o mesmo castigo que foi “preparado para o diabo e seus anjos” (Mt.25:41). Precisamos desesperadamente nos aproximar cada vez mais de Jesus e de Sua Palavra (v.3), que como uma bússola nos guiará ao polo celestial, e, ao mesmo tempo, devemos nos afastar “do homem cujo fôlego está no seu nariz” (v.22), pois, “quando os cristãos escolhem a sociedade dos ímpios e incrédulos”, diz a irmã White, “expõem-se à tentação… Não podem ver que tal companhia é calculada a fazer-lhes mal” (CPB – O Grande Conflito, p.512). Assim, vão se tornando mais parecidos com o mundo e mais dessemelhantes de Cristo.

Quando Deus “Se levantar para espantar a Terra”, haverá grande terror entre os ímpios, que “se meterão nas cavernas das rochas e nos buracos da terra” (v.19), como também foi revelado ao profeta João: “se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes” (Ap.6:15). O Senhor nos convida, hoje, a andar em Sua luz (v.5), a despir-nos de nossas vontades e gostos, a provar e ver que Ele é bom (Sl.34:8) e a experimentar da maravilhosa graça que ainda está à nossa disposição. Então, faremos parte do Israel de Deus dos últimos dias que, como um agente influenciador, conduzirá muitos à justiça (Dn.12:3). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, Israel espiritual de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Isaías2 #RPSP

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ISAÍAS 01 – Comentado por Rosana Barros
22 de agosto de 2020, 0:45
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“Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã” (v.18).

A partir de hoje, iniciamos uma jornada pelos livros dos profetas antigos, a começar pelo livro do profeta Isaías. Em quatro dinastias do reino de Judá, Isaías foi a principal voz profética, através de duras repreensões, apelos comoventes e um ministério desafiador. O significado do seu nome, “O Senhor salva”, indica a finalidade de seu ministério profético. Escolhido para declarar as palavras de Deus em tempos de grande decadência espiritual, veremos que o chamado de Isaías e seus escritos compõem um todo harmônico que inicia com uma repreensão aos que praticam uma falsa religião (v.4) e termina com o juízo que os aguarda (Is.66:4); que também inicia com um convite aos que se arrependem (v.18) e termina com a recompensa eterna aos fiéis (Is.66:22).

Há uma glória que envolve este livro em seus 66 capítulos. É uma mensagem que em todo o tempo aponta para a redenção. É uma verdade dita com a autoridade que faz tremer a frágil estrutura humana, revelando a nossa necessidade de estarmos firmados sobre alicerce inabalável (Mt.7:24). É uma clara e severa repreensão que indica uma grave condição enferma do povo de Deus e o teor hipócrita de uma adoração baseada em rituais e cerimônias. É a voz do Senhor a todos: “Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, ó terra, porque o Senhor é quem fala” (v.2). Mais do que uma profecia dada por um profeta ao antigo Judá, este livro é a voz de Deus em uma mensagem contemporânea.

Como Laodiceia, os filhos de Judá estavam mergulhados nas águas mornas de uma religião de aparências. Frequentavam o templo, ofereciam sacrifícios, observavam as festas e os sábados, faziam orações, mas estavam completamente destituídos de poder. Enquanto ostentavam a posição de povo eleito de Deus, Deus rejeitava suas “ofertas vãs” (v.13), assim como as práticas religiosas vazias dos laodiceanos Lhe provocam náuseas (Ap.3:16). Comparada a Sodoma e Gomorra, a nação judaica permaneceria em seu estado de inércia e de torpor se o Senhor não tivesse Se manifestado por intermédio de Seus servos, os profetas. Veremos no capítulo seis deste livro que Isaías não foi escolhido por capacitação, mas pela humildade de quem se entregou a serviço de Deus.

O convite da graça é estendido a nós, hoje, com a mesma força e providência a Judá oferecidas. A purificação é um processo que acontece de dentro para fora. Ela acontece no coração e se manifesta nas atitudes. O povo precisava se humilhar diante de Deus, para então andar em retidão diante dos homens. As obras do bem descritas neste capítulo (v.17) também apontam para as obras mencionadas por Jesus Se referindo aos salvos em Sua segunda vinda: “Porque tive fome, e Me destes de comer; tive sede, e Me destes de beber; era forasteiro, e Me hospedastes; estava nu, e Me vestistes; enfermo, e Me visitastes; preso, e fostes ver-Me” (Mt.25:35-36).

Amados, através do estudo deste precioso livro descobriremos os tesouros do Céu que Deus deseja nos dar. Eu creio que estamos vivendo o sublime privilégio de fazer parte da última geração deste mundo de pecado. Não demora, e o nosso Salvador virá! Examinemos este livro como se disso dependesse o nosso destino eterno. Enquanto muitos se degladiam e declaram estar com a razão, busquemos nas Escrituras o único conhecimento que nos oferece a única razão de nossa existência: a nossa salvação (v.27). Enquanto a maioria insiste em oferecer sacrifícios imprestáveis (v.11), que o Espírito Santo nos ensine a oferecer a Deus o que Ele deseja: “Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus” (Sl.51:17). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, “os que se arrependem” (v.27)!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Isaías1 #RPSP

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CANTARES 08 – Comentado por Rosana Barros
21 de agosto de 2020, 0:45
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“As muitas águas não poderiam apagar o amor, nem os rios, afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens da sua casa pelo amor, seria de todo desprezado” (v.7).

Afinal de contas, o que é o amor? Além de deixar bem claro o propósito divino para o casamento, vimos que este livro também é considerado uma ilustração do amor entre Cristo e Sua Igreja. A Bíblia utiliza a figura do casamento para ilustrar esse amor cuja existência rompe todas as barreiras. Portanto, quando marido e mulher vivem o matrimônio dentro dos princípios estabelecidos por Deus em Sua Palavra, tornam-se um testemunho do mais perfeito amor.

Hoje lhe convido a sair um pouco do contexto terreno e meditar sobre o amor que é mais forte do que a morte. O apóstolo Paulo recebeu uma inspiração privilegiada a respeito desse assunto. Ele quem compara o amor de Cristo por Sua Igreja ao amor de um marido por sua esposa (Ef.5:22-33). Foi ele também quem exaltou o amor de Deus, em Cristo, à plataforma maior do que a morte (Rm.8:38-39). E foi Paulo quem traduziu em linguagem humana a essência do maior dos dons: “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine” (1Co.13:1). O amor não é um mero sentimento. O amor não é humano. O amor é divino! Pois “Deus é amor!” (1Jo.4:8).

Assim como não podemos produzir por nós mesmos as demais variedades de dons (1Co.12:7-11), como poderíamos ter capacidade de produzir o maior deles? O amor é um dom de Deus e deve reger os demais. Imagine uma orquestra. Cada instrumentista desempenha a sua parte conforme o instrumento que tem em mãos. Mas o que seria da orquestra sem um maestro? O amor deve ser o maestro dos dons. Se a sua vida não for regida por ele, “nada disso” lhe “aproveitará” (1Co.13:3), “seria de todo desprezado” (v.7).

Precisamos estabelecer a cada dia uma aliança firme com o Senhor. O selo do amor precisa estar “sobre o teu coração” e “sobre o teu braço” (v.6). O compromisso que um dia fizestes com Deus deve ser manifestado de dentro para fora. Este é o amor que “jamais acaba” (1Co.13:8). Este é o amor que habita no coração e é revelado nas atitudes. Quando o ser humano tenta inverter esta verdade, o resultado é um amor fajuto que não tem utilidade, que equivale a nada e que não serve para nada (1Co.13:1-3). É como um casamento sem amor. Existe o marido, a mulher, a aliança feita, ambos cumprem suas obrigações, mas vivem de aparência. Jesus mesmo reprovou a aparência de piedade ao repreender os escribas e fariseus: “Hipócritas! Bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim” (Mt.15:7-8).

De forma poética e inspirada por Deus (2Tm.3:16) recebemos de Cantares uma sabedoria que não se pode medir. O amor que brota das Escrituras tem o poder de renovar o amor conjugal e dar um novo norte àqueles que ainda estão à procura do amor excelente. Em breve, o Noivo virá buscar a Sua amada, aquela que O ama (Jo.14:1-3; Jo.14:15; Ap.12:17) e que será “tida por digna da confiança do” seu Amado (v.10). Assim como o casamento deve ser por toda a vida, a aliança que Cristo fez com Sua Igreja é para sempre! Eis que Ele está à porta e bate (Ap.3:20). Todo aquele que abrir a porta do coração e permitir que o Amor seja o seu regente, suas obras manifestarão a saudade que não cabe no peito: “Vem depressa, Amado meu” (v.14); cumprirá a missão que lhe foi confiada (Mt.28:19-20), e como atalaia chamará o Amor pelo nome: “Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20). Vigiemos e oremos!

Bom dia, Igreja “digna da confiança” (v.10) do Amor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Cantares8 #RPSP

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CANTARES 07 – Comentado por Rosana Barros
20 de agosto de 2020, 0:45
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“Quão formosa e quão aprazível és, ó amor em delícias” (v.6).

Uma das consequências que o pecado impôs ao ser humano foi manifestada na primeira percepção do homem e da mulher após a queda: “… percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si” (Gn.3:7). A vergonha da nudez impactou o coração do casal edênico, que acabara de perder as gloriosas vestes da luz divina. A partir daí, a corrupção do coração do homem deturpou o que o Criador havia feito para ser uma bênção. O sexo dentro do casamento foi estabelecido por Deus tanto para a procriação, quanto para o deleite do casal. Marido e mulher devem ter por privilégio a intimidade que os une como “uma só carne” (Gn.3:24).

O esposo praticamente desenhou a sua amada com palavras. O corpo de sua esposa lhe era um tesouro particular e ele conhecia cada parte dele com riqueza de detalhes. Ele a amava e a desejava. Perceba que antes de subir “à palmeira” (v.8), ou seja, antes de desfrutar do “amor em delícias” (v.6) de sua amada esposa, ele a admirou desde a sua forma de andar (v.1). Ele usou palavras de conquista. O desejo sexual pode não ser o fator principal no casamento, mas com certeza é essencial. Diante de um mundo onde o apelo sensual tem sido tão explorado, onde a pornografia tem arruinado casamentos, ter uma vida íntima saudável, dentro dos limites estabelecidos por Deus, é realmente uma bênção.

O inimigo transformou o sexo em algo sujo e repugnante. Por isso que muitos casais casados têm sofrido com uma intimidade promíscua e mal administrada, ou com um relacionamento frio e uma culpa infundada. As relações sexuais ilícitas são aquelas que ultrapassam os limites da consciência e das proibições impostas pelo Senhor em Sua Palavra (Rm.14:23 e 1:26-27; At.15:28-29; Lv.18). Admirar o corpo do cônjuge e desejá-lo não é pecado. Faz parte do propósito de Deus para o casamento. Portanto, não leve em pouca consideração o cuidado com a aparência, com a saúde e com a higiene. A partir do momento em que você contraiu matrimônio com o seu cônjuge, o seu corpo foi entregue a ele e o dele a você: “A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher” (1Co.7:4). Em outras palavras: Casou? Então assuma o compromisso: “Eu sou do meu amado e o meu amado é meu” (Ct.6:3).

A Bíblia nos diz que o matrimônio, bem como o leito sem mácula é digno de honra (Hb.13:4). O que precisamos cultivar no casamento são pensamentos puros e respeitáveis, tornando a intimidade um momento onde não tenhamos vergonha da presença de Deus. O quarto do casal, mais do que qualquer outro cômodo da casa, deve ser o mais espiritual. Não permita que a condescendência com a imoralidade do mundo invada o lugar que deve ser imaculado. Ellen White escreveu: “Nessa fase de nossa história, os votos matrimoniais são, muitas vezes, desconsiderados. Deus jamais quis que o casamento escondesse a multidão de pecados que são praticados. Sensualidade e práticas vulgares no relacionamento matrimonial estão educando a mente e o gosto moral para as práticas imorais fora da relação conjugal” (EGW, Conduta Sexual, p.63).

Portanto, seja o Espírito Santo o conselheiro matrimonial do teu casamento. Busque nEle a sabedoria e o amor tão necessários para um relacionamento feliz, e a força e o poder para abrir mão de tudo o que esteja retardando ou impossibilitando essa felicidade. O mesmo Espírito me impele a deixar com vocês a seguinte advertência: Cuidado com as redes sociais! Elas têm despertado nas pessoas sentimentos como inveja, cobiça e ódio. O desejo de ter uma vida à semelhança de outros cria expectativas que, uma vez frustradas, causam constante insatisfação. Estabeleça limites para uso das redes sociais e dedicar esse tempo extra para estudar sobre a vida de Jesus e investir em seu casamento. Acredite, Deus operará grandes milagres! Vigiemos e oremos!

Bom dia, vós que sois a noiva de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Cantares7 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



CANTARES 06 – Comentado por Rosana Barros
19 de agosto de 2020, 0:45
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“Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu…” (v.3).

Todo casamento está sujeito a momentos difíceis. Esses momentos podem ser consequências de aborrecimentos do dia a dia, ou provocados por situações mais sérias. De qualquer forma, o que vai definir o fim de cada um deles é o amor entre os cônjuges e a maneira com que escolhem lidar com esses problemas. Não há uma fórmula mágica para se resolver problemas, mas há sim um método eficaz: o perdão.

Ao ser questionada sobre o paradeiro do seu amado, a resposta da esposa exclui qualquer resquício de que houve algum tipo de desavença entre eles. É como se ela tivesse dito: “Ele está onde deve estar; ao meu lado. Porque eu sou dele e ele é meu”. Independentemente de ter acontecido ou não algum contratempo, a relação entre eles não foi afetada e a dificuldade não foi publicada. O amor prevaleceu. A aliança não foi rompida por um mal-entendido. Houve reconciliação. E para haver reconciliação, antes, importa haver decisão. Se eu decido perdoar ou se eu decido pedir perdão, estou dando o primeiro passo na edificação de um casamento onde o amor ensinado por Deus prevalece e a grande cólera do inimigo é derrotada.

O esposo reafirmou o seu amor por “uma só” (v.9) quando, da mesma forma que antes, descreveu a sua amada com o mesmo apreço e admiração. Um homem que elogia a sua mulher, que cuida dela e que alimenta a sua autoestima a cada dia, terá sempre uma mulher feliz, realizada e confiante. Muitas mulheres têm buscado no excesso de vaidade os elogios e a valorização dos de fora. De várias maneiras procuram chamar a atenção do marido, mas se este não corresponde às suas expectativas, anseiam pela admiração alheia, incorrendo no pecado do adultério (Mt.5:28).

Eu nunca me esqueço de uma frase que o pastor que celebrou o meu casamento falou para o meu noivo, hoje meu esposo: “Você tem que fazer da sua mulher a mulher mais linda!” Percebam o que diz o coro no verso 1: “Para onde foi o teu amado, ó mais formosa entre as mulheres?” É dever do marido não adornar a sua esposa ou torná-la desejável a outros, mas amá-la e admirá-la a ponto de que, naturalmente, isto seja notado pelos de fora com respeitosa admiração: “… e lhe chamaram ditosa… e a louvaram” (v.9). Isto não significa exposição da vida privada. Muito pelo contrário. Devemos ter muito cuidado com a superexposição, principalmente nesta geração onde as redes sociais têm destruído tantos casamentos. O que o poeta quis dizer é que um relacionamento baseado no amor, no perdão e no compromisso feito um com o outro, é um dos mais poderosos testemunhos de que o propósito divino para o casamento é real, é verdadeiro e é possível.

Maridos, se a sua esposa se sentir a rainha (v.12) da sua vida, você será considerado rei por onde for: “Seu marido é estimado entre os juízes quando se assenta com os anciãos da terra” (Pv.31:23). Esposas, tenham paciência e uma vida de oração. Que a tua beleza brote de dentro para fora no temor do Senhor (Pv.31:30). Que o Senhor Deus, Todo-Poderoso, derrame o Espírito Santo sobre cada casal, para que sejamos virtuosos no lar, na igreja e no mundo! Vigiemos e oremos!

Bom dia, casais virtuosos!

* Oremos pelo Espírito Santo na vida dos casais; por casamentos mais sólidos e felizes.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Cantares6 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



CANTARES 05 – Comentado por Rosana Barros
18 de agosto de 2020, 0:45
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“O seu falar é muitíssimo doce; sim, ele é totalmente desejável. Tal é o meu amado, tal, o meu esposo, ó filhas de Jerusalém” (v.16).

A noiva consentiu (Ct.4:16). O noivo aceitou. O casamento se consumou. A festa começou (v.1). A celebração de um casamento é um momento de alegria, uma promoção do amor e da união entre um homem e uma mulher que decidiram firmar uma aliança perante Deus e as testemunhas. Porém, a emoção do pedido, a felicidade da aceitação e o deleite da festa são passageiros e não podem servir de alicerce para a vida a dois. O amor, o respeito, a cumplicidade e, acima de tudo, a comunhão com Deus, devem compor o alicerce de todo casamento.

O provável sonho da esposa (v.2) revela uma inquietação. Tudo indica que, ainda em sonho, o seu esposo pediu permissão para entrar em seus aposentos (v.2) e chegou a colocar uma das mãos pela fresta da porta (v.4). Só que ela já estava pronta para dormir e demorou para atendê-lo. Quando finalmente resolveu abrir a porta, seu amado já “tinha ido embora” (v.6). Apesar da linguagem figurada, podemos extrair uma grande lição desses versos. Na construção de um casamento sólido e feliz também acontecem erros de percurso. Em alguns momentos surgirão imprevistos na edificação que custarão, para o casal, mais investimento e mão de obra. Como assim?

Todo casamento precisa de um investimento básico: o tempo. E com base nele, as portas se abrem para outros dois: o diálogo e a intimidade sexual. Observem que há um diálogo entre a esposa e o esposo no capítulo de hoje. E se fôssemos “traduzir” numa linguagem informal, ficaria mais ou menos assim:

– Olá, amor, cheguei cansado do trabalho e tudo o que preciso é relaxar em seus braços.
– Ah, não, amor! Já tomei banho, me deitei e tudo o que quero é dormir!

Na agitação em que vivemos, um diálogo assim é extremamente comum. As atividades do dia consomem as forças e o tempo, e muitas vezes não resta aos cônjuges uma fração de vigor para desfrutar da companhia um do outro. Eis uma realidade que tem roubado de muitos lares a fidelidade e o amor. O apóstolo Paulo escreveu solene advertência aos casais sobre este perigo: “Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência” (1Co.7:5).

Tanto o diálogo como a intimidade sexual devem fazer parte do dia a dia de todo casal. E quando eu falo de intimidade sexual diária não me refiro ao ato sexual em si, mas às carícias, beijos e abraços que, acompanhados de palavras de apreço e de carinho fazem parte do contexto íntimo do casamento. Esposa, que o seu marido lhe seja o único homem “totalmente desejável” (v.16), todos os dias. Marido, que você só deseje a sua querida e exclusiva esposa (v.2), todos os dias. Não permitam que o que deveria ser um investimento se transforme em um demolidor de sonhos. Deus nos concedeu o tempo como um presente que deve ser compartilhado principalmente com aqueles que amamos. Portanto, invista tempo no seu casamento. Pode ser que a mão de obra inicial seja um pouco mais pesada, que seja difícil no início, mas, no final, você colherá resultados satisfatórios e “frutos excelentes” (Ct.4:16).

Eis a voz do meu amado, que está batendo” (v.2). Jesus está à porta, batendo e pedindo para entrar. Não rejeite o Seu chamado! Se Ele for o teu primeiro amor, tudo o mais Ele fará. A promessa é fiel. Abra a porta do seu coração, e Jesus fará de sua casa um lugar de celebração: “entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap.3:20). Vigiemos e oremos!

Bom dia, amados e amadas de Deus!

Desafio da semana: “Surpreenda o seu cônjuge com um pequeno presente ou lembrança (flores, uma carta, ou uma comida preferida, por exemplo), reafirmando assim seu carinho e amor” (Guia de Estudos de capítulos selecionados do livro Conduta Sexual de Ellen G. White, p.18).

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Cantares5 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100