Reavivados por Sua Palavra


2Samuel 16 — Rosana Barros
24 de janeiro de 2026, 0:45
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“O rei e todo o povo que ia com ele chegaram exaustos ao Jordão e ali descansaram” (v.14).

É de se admirar a atitude de Davi em relação ao que lhe disse Ziba. Com presentes que, naquele momento, atendiam às necessidades prementes do rei e de seus homens, Ziba encontrou a oportunidade perfeita para usurpar o que pertencia a Mefibosete. Mesmo sem buscar a verdade dos fatos, Davi consentiu com a ambição daquele homem, ferindo a aliança que estabelecera com Jônatas. Veremos adiante, no capítulo 19, que a decisão de Davi para com Mefibosete foi precipitada e injusta.

Aquele ato de injustiça foi sucedido por uma jornada difícil e extremamente fatigante. Eis que “um homem da família da casa de Saul, cujo nome era Simei” (v.5), atirando pedras, ia “caminhando e amaldiçoando” (v.13) a Davi. Novamente, o rei demonstrou uma reação imprevisível. Diante de um trajeto marcado por insultos e pedradas que ameaçavam sua integridade física, Davi prosseguia como se nada estivesse acontecendo, impedindo, inclusive, que seus valentes revidassem contra aquele homem.

Sua perspectiva quanto à atuação divina levava-o a crer que até mesmo aquela maldição poderia ser um instrumento de Deus para discipliná-lo. Davi estava disposto não apenas a receber as bênçãos do Senhor, mas também a aceitar Sua correção. Embora Deus não fosse o mentor daquela perseguição cruel, Davi tinha consciência de que a misericórdia divina transcende qualquer maldição, pois “os que confiam no Senhor são como o monte Sião, que não se abala, mas permanece para sempre” (Sl.125:1). Davi não se deixou abalar pela prova; permaneceu firme porque sua âncora estava no Senhor.

Deus não foi o autor da rebelião de Absalão, nem da abominação cometida por ele com as concubinas de seu pai. No entanto, Ele permite que o pecado revele seus efeitos mais nefastos. A profecia de Natã sobre a vergonha pública de Davi foi a revelação do desdobramento natural de suas escolhas anteriores (2Sm.12:11). Davi, em sua contrição, aceitava a humilhação como parte de um processo de justiça do qual se sentia merecedor. Sua chegada ao Jordão concedeu-lhe, finalmente, o almejado descanso físico e emocional.

Suspeitas infundadas e fofocas podem nos levar à quebra do nono mandamento: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Êx.20:16). Ouvir apenas um lado da história nos torna passíveis de cometer graves injustiças. Davi errou ao aceitar os subornos de Ziba, mas ofereceu uma lição magistral de humildade e domínio próprio ao ignorar as ofensas de Simei. Embora tenha demonstrado certo desconhecimento ao atribuir a Deus a maldição proferida por Simei, revelou uma confiança inabalável na bondade do Senhor.

Muitos depositam sua confiança em seres humanos tão falíveis quanto eles próprios. Contudo, ao perceberem a primeira falha, a decepção torna-se maior do que a admiração anterior. Davi foi um homem segundo o coração de Deus, mas o Senhor não ocultou suas quedas. Saber que um homem que falhou gravemente encontrou o perdão divino nos assegura que Deus está sempre pronto a perdoar quem se aproxima dEle com sinceridade. Sigamos a Jesus, nosso Modelo perfeito, confiantes de que, muito em breve, pela graça e misericórdia do Senhor, nossas aflições darão lugar ao descanso eterno.

Pai de amor eterno, nós Te agradecemos por Tua maravilhosa graça! Quando olhamos para a vida de Davi, seus altos e baixos, mas ao mesmo tempo a sua perseverança e confiança em Ti, percebemos que ele compreendeu a salvação pela graça. Nós desejamos, Senhor, acertar mais e errar menos, mas sabemos que a nossa natureza é pecaminosa e dependemos completamente da Tua graça mediante a justiça do nosso Redentor. Mas ajuda-nos, Senhor, a entender que a Tua graça não é uma desculpa para pecar, muito pelo contrário, ela nos confere poder para vivermos uma vida santa e irrepreensível ao Teu lado. Concede-nos a perseverança para andarmos com o Senhor até o fim. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, perseverantes de Deus!

Rosana Garcia Barros

#2SAMUEL16 #RPSP

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2Samuel 15 — Rosana Barros
23 de janeiro de 2026, 0:45
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“Seguiu Davi pela encosta das Oliveiras, subindo e chorando; tinha a cabeça coberta e caminhava descalço; todo o povo que ia com ele, de cabeça coberta, subiu chorando” (v.30).

Como uma víbora do deserto, Absalão aguardava o momento certo para dar o bote. Estrategista político, seduzia o povo com sua beleza e um discurso agradável. Fazia promessas, cumprimentava a todos com simpatia e os beijava; “assim, ele furtava o coração dos homens de Israel” (v.6). De tal forma que “tornou-se poderosa a conspiração, e crescia em número o povo que tomava o partido de Absalão” (v.12).

Quando Davi soube do ocorrido, percebeu imediatamente que precisava fugir. Com ele, partiram todos os que lhe permaneceram fiéis. A lealdade de Itai, um estrangeiro, evoca a fidelidade de Rute para com Noemi: ambos colocaram em risco a própria vida por amor a quem os havia acolhido. Sob a constante tensão de um filho que ousou desafiar a autoridade e o governo do pai, houve grande comoção em Israel: “Toda a terra chorava em alta voz” (v.23).

A reação de Davi diante daquela situação foi de profunda humilhação perante o Senhor e conformidade com a vontade divina: “eis-me aqui; faça de mim o que melhor Lhe parecer” (v.26). É provável que Davi ainda carregasse a culpa por seus erros passados — um fardo doloroso e difícil de suportar. Além disso, seu coração de pai estava dilacerado; por isso, andava “subindo e chorando”, e não havia entre o povo que o seguia quem não chorasse também.

Muitos hoje angariam a simpatia e a confiança alheia com palavras lisonjeiras e promessas tentadoras. Para alcançar seus objetivos, projetam uma imagem que não condiz com o conteúdo. Assim como Absalão, furtam o coração dos incautos e daqueles que, “na sua simplicidade” (v.11), ainda não perceberam a malícia em que estão envolvidos. Pior do que ser enganado por um político secular, que tem o poder limitado de nos prejudicar, é ser ludibriado por um “político” religioso, cujo engano pode custar o prejuízo eterno.

A Bíblia, amados, é a pura revelação de Deus e a única regra de fé e prática que deve reger nossa vida. Somente pela comunhão com Deus, através das claras verdades de Sua Palavra, podemos distinguir uma “campanha” para angariar membros e recursos de um sermão pregado com a autoridade de um “assim diz o Senhor”. Enquanto multidões abarrotam lugares visando apenas resolver suas demandas terrenas, Deus procura Seus verdadeiros adoradores que, “subindo e chorando”, “gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela” (Ez.9:4).

De que lado estamos hoje? Da falsidade e facilidade, ou da verdade e perseverança? O Senhor há de recompensar Seus servos fiéis que têm sofrido sob os golpes do pecado. Ele nos prometeu: “Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes” (Sl.126:6). As únicas promessas em que devemos depositar nossa total confiança são as da Palavra de Deus. Jamais seremos enganados por fábulas humanas se nossa confiança estiver firme no Senhor, pois “Ele permanece fiel” (2Tm.2:13).

Nosso amado Deus, louvado seja o Teu nome por quem Tu és, por Tua bondade, graça e fidelidade para conosco! Como necessitamos do Espírito Santo a cada passo! Entendemos, Pai, que vivendo nos últimos dias, estamos em tempo de urgência. Precisamos tocar a trombeta do Teu evangelho eterno em todo o mundo. O inimigo tem feito a sua campanha sedutora, e só estaremos seguros se estivermos firmes no sólido alicerce da Tua Palavra. Ó, Senhor, que a Tua Palavra seja o nosso alimento e espada! Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, fiéis servos de Deus!

Rosana Garcia Barros

#2SAMUEL15 #RPSP

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2Samuel 14 — Rosana Barros
22 de janeiro de 2026, 0:45
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“Não havia, porém, em todo o Israel homem tão celebrado por sua beleza como Absalão; da planta do pé ao alto da cabeça, não havia nele defeito algum” (v.25).

Percebendo “que o coração do rei começava a inclinar-se para Absalão” (v.1), Joabe valeu-se da encenação da mulher tecoíta para atingir seu objetivo e garantir o retorno do provável sucessor do trono. O espírito guerreiro e a beleza admirável faziam de Absalão o mais forte e aclamado candidato a assumir a posição de seu pai. O seu retorno a Jerusalém, contudo, foi condicionado à privação de ver a face de Davi.

Absalão esperara dois anos para vingar a desonra de sua irmã e, agora, esperava mais dois para que seu pai o chamasse à sua presença. Após dois cortes de seu pesado cabelo e o nascimento de uma filha a quem chamou Tamar — prova do carinho e zelo que nutria pela irmã —, Absalão, percebendo o descaso de Joabe, apelou para o vandalismo movido pelo desespero de sua urgente necessidade. Ele não queria apenas ver o “rei” Davi; ele queria ver o seu “pai” Davi.

Após ouvir a mensagem do filho, o rei mandou chamá-lo e, diante da humilde e comovente apresentação de Absalão, Davi o beijou. Não deve ter sido fácil para Davi relevar o fato de que aquele belo homem era o assassino de seu primogênito. Quando Caim matou Abel, o Senhor cuidou de afastar Caim do convívio com os pais, poupando Adão e Eva de sentimentos que poderiam ameaçar-lhes a salvação. Davi, contudo, fora omisso quanto à punição de Amnom, provavelmente por julgar-se moralmente incapaz de corrigi-lo devido ao seu próprio pecado contra Bate-Seba e Urias.

Enquanto o mundo celebra a beleza exterior, Deus exalta a interior. Certamente haveria mais beleza na Terra se o amor prevalecesse. Com a entrada do pecado, nossos primeiros pais foram privados de contemplar a face de Deus. Mas um Descendente lhes foi prometido (Gn.3:15). Uma profecia lhes foi dada. E, no tempo determinado, “um menino nos nasceu, um filho se nos deu” (Is.9:6). Todavia, ao contrário da celebrada formosura de Absalão, Ele “não tinha aparência nem formosura […] nenhuma beleza havia que nos agradasse” (Is.53:2).

Absalão não possuía defeito físico; Jesus não possuía defeito de caráter. Absalão matou seu irmão por vingança; Jesus morreu para que Seus irmãos “tenham vida e a tenham em abundância” (Jo.10:10). Absalão usou de vandalismo para chegar ao pai; na cruz, Jesus rasgou o véu que nos privava do Santíssimo e, por meio dEle, reconciliou-nos com o Pai.

Em breve, Ele virá pela segunda vez, e Seu maior desejo é receber-nos em Seu reino eterno com um beijo. “Mas quem poderá suportar o dia da Sua vinda? E quem poderá subsistir quando Ele aparecer?” (Ml.3:2). A Bíblia nos responde: “O que é limpo de mãos e puro de coração” (Sl.24:4). Eis a verdadeira beleza que podemos portar: o caráter de Cristo em nós!

Santo e Eterno Deus, como diz a Tua Palavra: “enganosa é a graça e vã a formosura”; mas uma vida guiada pelo Teu Espírito, como é linda aos Teus olhos! Concede-nos um espírito manso e tranquilo, um caráter semelhante ao do nosso Salvador! Opera esse milagre em nós, Pai do Céu! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, belos aos olhos de Deus!

Rosana Garcia Barros

#2SAMUEL14 #RPSP

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2Samuel 13 — Rosana Barros
21 de janeiro de 2026, 0:45
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“Mal acabara de falar, chegavam os filhos do rei e, levantando a voz, choraram; também o rei e todos os seus servos choraram amargamente” (v.36).

Após a morte do primogênito de Bate-Seba e o nascimento de Salomão, o mal começou a manifestar seus efeitos na família de Davi. Entre os costumes pagãos que Israel havia adquirido, certamente a poligamia era um dos piores. Aventurar-se por este terreno era a causa de terríveis conflitos e, mediante o exemplo dos pais, os filhos recebiam uma influência praticamente irresistível. Infelizmente, não foi diferente na casa de Davi.

Davi tinha muitas mulheres e concubinas, das quais teve muitos filhos. Havia rivalidade entre os irmãos, principalmente quanto à sucessão do trono. Sendo também um estrategista político, alguns casamentos de Davi originaram-se de acordos de paz com outras nações, o que tornava ainda mais difícil a convivência familiar e a instrução religiosa. Suas esposas traziam consigo uma carga de paganismo que, inevitável ou propositadamente, era transmitida aos filhos.

Diante de tal realidade, Davi colheu as terríveis consequências de escolhas feitas sem a aprovação de Deus. É doloroso saber que inocentes sofrem pela imprudência ou maldade alheia. Nossos erros, por ação ou omissão, sempre terão um impacto — direto ou indireto — na vida de outros. Creio que não haja violência maior contra uma mulher do que a sexual. A beleza de Tamar tornou-se a obsessão de Amnom que, ao dar ouvidos a um conselheiro malicioso e sagaz, arruinou a pureza de sua meia-irmã e assinou o próprio atestado de óbito. Era apenas questão de tempo para que Absalão vingasse a honra de sua amada irmã.

Os rogos e o comovente apelo de Tamar não foram suficientes para aplacar o agressivo e demoníaco desejo carnal de Amnom. Conquanto a tivesse desejado antes, após o ato, “maior era a aversão que sentiu por ela” (v.15). Naquela situação vexatória, Tamar foi acolhida por Absalão, que, diante da surpreendente e revoltante omissão de Davi, aguardou friamente o momento certo para vingar a desonra de sua irmã. Neste caso, acima de ser o rei, Davi era pai, e seu silêncio quanto ao sofrimento da filha e ao crime do filho custou-lhe a morte de um e a fuga de outro. Por mais que houvesse experimentado o perdão divino, os pecados de Davi sempre lhe voltavam à memória, e ele sentia-se desprovido de autoridade moral para reprovar os erros dos próprios filhos.

Como bem escreveu o apóstolo Paulo, vivemos em “tempos difíceis” (2Tm.3:1). Assim como a poligamia era uma estratégia maligna para destruir as famílias, hoje o adultério, o divórcio e as uniões reprováveis (Lv.18:22-23; Rm.1:24-27) são meios que o inimigo utiliza para o mesmo fim. Assim como “Jonadabe era homem mui sagaz” (v.3), há um adversário astuto, com milênios de experiência em “roubar, matar e destruir” (Jo.10:10). Portanto, amados, diante das sugestões malignas, “não faças tal loucura” (v.12), destruindo a sua vida e a de outrem apenas para saciar paixões passageiras que conduzem à morte eterna. Nesse sentido, precisamos, mais do que nunca, vigiar e orar e, como Jó, desviar-nos do mal (Jó 1:1).

E se você já foi vítima da maldade alheia, “não se angustie o teu coração por isso” (v.20). Há cura em Jesus Cristo! Ainda que neste mundo você só tenha encontrado quem lhe machucasse e lhe fechasse a porta, Jesus lhe diz hoje: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap.3:20). Aceite o convite dAquele que verdadeiramente o ama e você terá um final feliz e eterno!

Querido Pai Celestial, nós Te agradecemos porque até aqui o Senhor tem nos ajudado e a Tua Palavra tem sido luz para os nossos caminhos! Este mundo jaz no maligno, e nós não queremos cair em seus enganos. Por isso, clamamos pelo batismo do Espírito Santo, nos habilitando como um povo preparado para estar de pé no Teu grande Dia! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, alvos da graça redentora de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#2SAMUEL13 #RPSP

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2Samuel 12 — Rosana Barros
20 de janeiro de 2026, 0:45
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“Então, o furor de Davi se acendeu sobremaneira contra aquele homem, e disse a Natã: Tão certo como vive o Senhor, o homem que fez isso deve ser morto” (v.5).

Sentindo-se aliviado, Davi pensou que seu pecado ficaria guardado no silêncio do túmulo de Urias. Casar-se com a viúva poderia ter sido considerado um ato de piedade perante o povo, mas, aos olhos de Deus, Davi cometera uma maldade que resultaria em consequências desastrosas não somente para ele, mas também para sua família. O rei de Israel estava tão absorto em seus interesses egoístas que nem sequer se dava conta da gravidade dos pecados que havia praticado.

“O Senhor enviou Natã a Davi” (v.1). Essa ação divina, que antecede o arrependimento, é uma prova inequívoca do amor incondicional de Deus. Através de uma parábola, o profeta relatou o pecado do rei. Entendendo tratar-se de fatos reais, Davi ficou furioso e prontamente decretou a sentença de morte ao transgressor. Mal sabia ele que, assim como Urias carregou nas mãos a própria sentença injusta, ele mesmo estava proferindo seu merecido juízo. É possível imaginar o impacto profundo no coração de Davi e a angústia que tomou conta de seu ser ao ouvir a sentença: “Tu és o homem” (v.7).

Após ouvir as palavras do Senhor através de Seu profeta, Davi nada mais tinha a dizer, a não ser: “Pequei contra o Senhor” (v.13). O diferencial na vida de Davi era, justamente, um coração humilde para reconhecer os erros e disposto a ser transformado. Diante de qualquer possibilidade de arrependimento, há um rio de graça a fluir do trono da Majestade dos Céus a nos comunicar: “Também o Senhor te perdoou o teu pecado; não morrerás” (v.13). Como Natã, não podemos nos eximir de proclamar a Palavra de Deus, ainda que não seja a mensagem mais popular, pois está escrito: “Quando Eu disser ao perverso: Certamente, morrerás, e tu não o avisares e nada disseres para o advertir do seu mau caminho, para lhe salvar a vida, esse perverso morrerá na sua iniquidade, mas o seu sangue da tua mão o requererei” (Ez.3:18).

Assim como colhemos os frutos de suas respectivas árvores, não é diferente com as escolhas que fazemos. Davi teria de lidar com os desdobramentos de sua queda. Infelizmente, os mais prejudicados costumam ser aqueles a quem mais amamos. A perda de seu filho, porém, não lhe roubou a fé em um Deus que é justo e, ao mesmo tempo, misericordioso. O nascimento de Salomão foi a resposta de amor do Senhor: “e o Senhor o amou” (v.24).

Por mais que soframos os efeitos de nossos pecados, Jesus nos oferece Seu perdão e a certeza de que Ele já recebeu, em nosso lugar, o salário do pecado. Se Ele nos poupasse de todas as consequências, não conseguiríamos mensurar o quanto o pecado é nocivo, nem sentiríamos a necessidade de um Salvador. Se a resposta ao teu jejum e oração não foi a que você esperava, não pense que o Senhor não te perdoou. Como Davi, levante-se, troque as vestes de pranto e adore ao Senhor que deseja te salvar. Assim como Jedidias significa “amado do Senhor”, pela fé, ouça Jesus lhe dizer hoje: “Tu és o Meu (a Minha) Jedidias!”

Senhor, nosso Deus e Pai, Tu nos conheces e sondas o nosso coração. É tão fácil, Senhor, identificar o erro do outro e julgar segundo os nossos critérios, mas como é difícil reconhecermos nossos próprios erros e que precisamos de ajuda. Pai do Céu, nos socorre e nos salva de nós mesmos! Como enviaste o Teu profeta na autoridade da Tua Palavra, que o “assim diz o Senhor”, como espada afiada de dois gumes, remova do nosso coração toda corrupção que nos afasta de Ti e da Tua vontade. Por favor, Pai! Clamamos por este milagre em nossa vida, em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, Jedidias do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#2SAMUEL12 #RPSP

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2Samuel 11 — Rosana Barros
19 de janeiro de 2026, 0:45
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“Uma tarde, levantou-se Davi do seu leito e andava passeando no terraço da casa real; daí viu uma mulher que estava tomando banho; era ela mui formosa” (v.2).

No tempo em que deveria estar liderando o exército de Israel em batalha, Davi escolheu permanecer no conforto de seu palácio. Enquanto seus valentes lutavam, ele dormia em plena tarde e passeava pelo terraço de sua imponente morada. Dali, Davi avistou uma cena que lhe encheu os olhos e agitou os sentidos: “uma mulher que estava tomando banho” (v.2). Chamando uns mensageiros, os enviou a fim de buscar aquela que tornou-se alvo de seu obstinado desejo.

Bate-Seba, na posição de súdita, viu-se sem escolha diante da autoridade do rei. Após ser vítima da ambição carnal de Davi, foi mandada para casa como se nada tivesse acontecido. O pecado, porém, sempre manifesta suas consequências. A gravidez inesperada precisava ser ocultada, e Urias foi chamado sob o pretexto de um descanso, para que a paternidade fosse camuflada. Mas o que Davi não previa aconteceu: aquele homem íntegro, ao contrário de seu rei, permaneceu fiel ao posto de seu dever, recusando-se ao conforto enquanto seus companheiros estavam no campo de batalha.

Frustrado em seu primeiro plano, Davi partiu para uma estratégia cruel: enviou, pelas mãos do próprio Urias, a sentença de morte do fiel soldado. É possível imaginar a aflição de Joabe ao receber tal ordem. Por que Davi mandaria matar um de seus melhores e mais leais valentes? Joabe cumpriu as ordens, mas não sem desconforto, tanto que Davi precisou enviar um mensageiro para “animá-lo” após a morte de Urias (v.25).

Morto Urias, Davi casou-se com a viúva, como quem estava prestando um caridoso favor. “Porém isto que Davi fizera foi mau aos olhos do Senhor” (v.27). Muitas vezes, o pecado acariciado tem sua raiz no ócio. Ao negligenciar sua função de líder, Davi colocou-se em situação vulnerável, permitindo que seus sentidos fossem dominados pela concupiscência. Ao perder de vista o Senhor e dar as costas à sua missão, ele caiu em profunda transgressão.

Nas palavras de Cristo, identificamos o que faltou a Davi naquele momento: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” (Mt.26:41). Diferente de Urias, Davi abandonou seu posto de dever. Não devemos dar lugar à tentação, nem supor que somos fortes o suficiente para resistir a ela por nós mesmos. Neste grande conflito, nossa segurança não está no isolamento do palácio, mas na vigilância das trincheiras espirituais.

Este episódio nos recorda que ninguém está imune. Diariamente, o pecado jaz à porta, aguardando uma oportunidade. O sucesso do inimigo depende de nossas escolhas. Onde estamos agora? Na zona de conforto ou lutando ao lado de nossos irmãos? O Senhor nos oferece Sua armadura infalível: “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis” (Ef.6:13).

Tanto na adversidade quanto na prosperidade, o Senhor espera de nós a mesma fidelidade. O privilégio de uma “coroa” ou de uma posição não exime o coração da responsabilidade de ser um humilde servo de Cristo. Quanto maior a responsabilidade de um filho de Deus, mais dependente da Palavra ele deve ser. Vivemos tempos perigosos. Se não nos despojarmos do “eu”, cairemos mesmo em situações aparentemente confortáveis. Permita que o Espírito Santo seja seu amigo constante. Não cale Sua voz de advertência e repreensão!

Nosso Deus e Senhor, somos tão gratos pelos ensinos da Tua Palavra! Precisamos também aprender com os erros e buscar no Senhor forças para não cair, como Teus fiéis soldados. Por isso, Pai, clamamos para que neste tempo de grande perigo, o Espírito Santo seja o nosso amigo e conselheiro constante! Livra-nos de entristecermos o Teu coração, mas se o fizemos, nos perdoa, Pai querido, e nos ajuda a andar com o Senhor mantendo os nossos olhos no perfeito Modelo digno de imitação, Jesus Cristo. Em nome dEle e pelos méritos dEle que nós Te fazemos esta oração, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, soldados do exército de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#2SAMUEL11 #RPSP

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2Samuel 10 — Rosana Barros
18 de janeiro de 2026, 0:45
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“Sê forte, pois; pelejemos varonilmente pelo nosso povo e pelas cidades de nosso Deus; e faça o Senhor o que bem Lhe parecer” (v.12).

A cada mudança de dinastia, surgia um momento de incerteza entre as nações. Acordos de paz podiam ser revogados ou conflitos intermitentes podiam chegar ao fim. Até então, Davi mantinha uma convivência pacífica com os amonitas e procurou assegurar, junto ao rei sucessor de Amom, que essa harmonia permanecesse. Por isso, “enviou Davi servos seus para o consolar acerca de seu pai; e vieram os servos de Davi à terra dos filhos de Amom” (v.2).

Contudo, “os príncipes dos filhos de Amom” (v.3) convenceram Hanum de que os mensageiros enviados por Davi eram, na verdade, espiões infiltrados para observar a terra e destruí-la. Diante dessa suspeita infundada, o rei amonita submeteu os embaixadores de Israel ao vexame de terem metade da barba raspada e suas vestes cortadas até as nádegas, o que representava uma grave ofensa e profunda vergonha. Em Israel, exceto por questões de saúde ou cerimônias de purificação, os homens conservavam suas barbas crescidas e bem cuidadas.

Quando Davi soube do ocorrido, sua ira se acendeu, e ele enviou “contra eles a Joabe com todo o exército de valentes” (v.7). Mesmo cercados por inimigos em duas frentes, Joabe e seu irmão, Abisai, avançaram estrategicamente fundamentados em dois pilares:

1) Confiança em Deus: “faça o Senhor o que bem Lhe parecer” (v.12);

2) Cooperação: “Se os siros forem mais fortes do que eu, tu me virás em socorro; e, se os filhos de Amom forem mais fortes do que tu, eu irei ao teu socorro” (v.11).

Nas palavras do Senhor a Moisés, encontramos um princípio divino ativo e recorrente em todos os tempos: “Como, pois, não temestes falar contra o Meu servo, contra Moisés?” (Nm.12:8). Se a afronta verbal a um servo de Deus já provoca a ira divina, quanto mais submetê-lo ao escárnio público? O Senhor assegura aos Seus servos: “O mau, é evidente, não ficará sem castigo” (Pv.11:21) e “A Mim pertence a vingança; Eu é que retribuirei, diz o Senhor” (Rm.12:19).

Os amonitas e os siros representam “os dominadores deste mundo tenebroso […] as forças espirituais do mal” (Ef.6:12), que covarde e constantemente expor nossa condição de pecado como algo imutável e sem esperança. Temos um inimigo que nos “acusa de dia e de noite diante do nosso Deus” (Ap.12:10). Mas, assim como a barba cresce e as vestes podem ser trocadas, nossa vida pode crescer em graça e ser restaurada por Jesus Cristo. Ele nos diz hoje: “Eu, Eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de Mim e dos teus pecados não Me lembro” (Is.43:25). Pois, “se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo.1:9).

Há uma obra de confiança e cooperação a ser realizada diariamente. Esse trabalho unido a Deus e ao próximo é o que nos conduzirá à vitória. De mãos dadas com o Senhor, nossas mãos estarão estendidas aos nossos irmãos; assim, sairemos vitoriosos neste grande conflito e iremos juntos para a Casa do Pai.

Pai Celestial, graças Te damos pela salvação em Cristo Jesus, que perdoa os nossos pecados e os lança nas profundezas do mar! Graças Te damos pela obra do Espírito Santo em nosso coração, santificando-nos por Tua Palavra e purificando-nos de toda injustiça! Ajuda-nos a viver em unidade na fé, na esperança e, principalmente, no amor. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, cooperadores de Deus!

Rosana Garcia Barros

#2SAMUEL10 #RPSP

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2Samuel 09 — Rosana Barros
17 de janeiro de 2026, 0:45
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“Morava Mefibosete em Jerusalém, porquanto comia sempre à mesa do rei. Ele era coxo de ambos os pés” (v.13).

Após certificar-se de que não poderia construir um templo ao Senhor, Davi dedicou-se à segurança e ao desenvolvimento da nação, ampliando as fronteiras de Israel por meio de vitórias contra os povos pagãos que ainda habitavam em Canaã. Recordando-se da aliança feita com Jônatas, o rei investigou se ainda restava alguém da família de Saul para que pudesse usar de misericórdia para com ele, por amor ao seu saudoso amigo e em fidelidade à aliança que firmaram.

Ao tomar conhecimento da existência de um filho de Jônatas, mandou trazê-lo à sua presença. Pela condição física em que se encontrava e pelas circunstâncias que lhe pareciam desfavoráveis, aquela deve ter sido a viagem mais difícil da vida de Mefibosete, talvez a única, dada a sua deficiência, pois era “aleijado de ambos os pés” (v.3). Diante do rei que fora alvo da obstinada perseguição de seu avô, Mefibosete prostrou-se “com o rosto em terra” (v. 6), aguardando uma provável sentença de morte.

Qual não foi a sua surpresa quando percebeu, na voz daquele que julgava ser o autor de uma vingança, a doçura de quem lhe ditava um futuro próspero e tranquilo. Julgando-se um “cão morto” (v.8), foi elevado à condição de “um dos filhos do rei” (v.11). Esse memorável episódio, através atitude de Davi e pela graça estendida, remete-nos à parábola das bodas: diante da renúncia dos primeiros convidados, “o dono da casa disse ao seu servo: Sai depressa para as ruas e becos da cidade e traze para aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos” (Lc.14:21).

Muitos têm ouvido o convite da graça de Cristo: “Vinde, porque tudo já está preparado” (Lc.14:17), mas suas prioridades revelam a rejeição. Note-se a ordem de prioridades de Davi: primeiro Deus; segundo, sua família e o povo; terceiro, o cumprimento de suas responsabilidades. É quando ocorre uma desordem nessa hierarquia que passamos a viver confortavelmente perdidos. Não é no estado de guerra que corremos o maior perigo, amados, mas na “segurança” da letargia.

Enquanto muitos que professam piedade elevam suas obras como aparentes bênçãos, esquivando-se do chamado do Espírito Santo, os que se reconhecem como “cães mortos” estão sendo preparados para comer à mesa do Rei dos reis. Pois “quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado” (Mt.23:12). Assim como Davi teve compaixão de Mefibosete por amor a Jônatas, naquele Grande Dia o Senhor terá compaixão de muitos por amor Daquele que por eles intercedeu.

Portanto, vigiemos e oremos não somente por nós mesmos, mas também por aqueles que amamos e até por quem julgamos não merecer o nosso amor. Afinal, éramos todos “cães mortos”, mas a graça de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo nos elevou à estatura de filhos do Rei. Louvado seja o nosso misericordioso Deus!

Nosso amado Pai Celestial, um dia a Tua maravilhosa graça nos alcançou, “libertou-nos do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do Seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados” (Cl.1:13-14). Graças Te damos por tão grande amor! Amor que nos resgata de nossa condição humilhante e nos eleva à estatura de filhos de Deus. Se ainda não entendemos ou se ainda não aceitamos plenamente a Tua oferta preciosa, ó Pai, tem misericórdia de nós e ajuda-nos a compreender o suficiente para abraçarmos a Tua graça e vivermos como herdeiros do Teu reino eterno. Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, filhos do Rei do Universo!

Rosana Garcia Barros

#2SAMUEL9 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2Samuel 08 — Rosana Barros
16 de janeiro de 2026, 0:45
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“Davi pôs guarnições na Síria de Damasco, e os siros ficaram por servos de Davi e lhe pagavam tributo; e o Senhor dava vitórias a Davi, por onde quer que ia” (v.6).

De pastor de ovelhas a guerreiro vitorioso, Davi multiplicou suas conquistas bélicas sob uma bandeira infalível: “O Senhor dava vitórias a Davi por onde quer que ia” (v.14). Filisteus, siros, moabitas e as demais nações impenitentes tiveram de submeter-se ao seu jugo e “lhe pagavam tributo” (v.2). Entretanto, tudo o que recebia, Davi “consagrou ao Senhor, juntamente com a prata e o ouro que já havia consagrado de todas as nações que sujeitara” (v.11).

Além de ser instrumento de juízo aos povos pagãos, Davi também atuava como juiz em Israel, pois “julgava e fazia justiça a todo o seu povo” (v.15). Mas seu reinado não se baseava apenas em sua própria figura. Havia uma espécie de cúpula que o auxiliava na administração da nação, e “seus filhos eram seus ministros” (v.18). Assim, “ganhou Davi renome” (v.13), prosseguindo com paciência na expansão dos limites de Israel.

Quando guiava suas ovelhas pelos pastos ou afugentava animais selvagens; quando dedilhava sua harpa sob as copas das árvores, o filho mais novo de Jessé não imaginava que o Senhor o elevaria como príncipe sobre o Seu povo. Esse mesmo desconhecimento ocorre com muitos a quem o Senhor oferece talentos. “Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, e sim aquele a quem o Senhor louva” (2Co.10:18). Como aconteceu com Davi e com os servos fiéis da parábola (Mt.25:14-30), estes estão chamados a multiplicar os recursos confiados pelo Céu.

No emaranhado deste grande conflito, não são as disputas políticas, sociais ou religiosas que encerrarão o tempo de graça que ainda nos é franqueado. Temos uma parte a desempenhar na luta contra o pecado, mas nenhum esforço humano desligado do poder divino obterá a vitória. Somente por meio de Cristo e de Sua perfeita justiça, revestidos de Sua armadura (Ef.6:10-18), podemos ser bem-sucedidos por onde quer que formos. Cristo em nós é a nossa única segurança contra Satanás e seu exército.

Consagre-se a Cristo agora! E você vencerá, um dia de cada vez, as batalhas que o preparam para o dia do triunfo derradeiro. Pois eis que o vitorioso e eterno Rei vem vindo!

Pai de amor e bondade, graças Te damos porque tens lutado e vencido nossas lutas! Que neste grande conflito contra o mal sejamos mais do que vencedores em Cristo Jesus. Por isso, Pai, consagramos a nossa vida a Ti e clamamos que nos encha do Teu Espírito! Pela graça e pelos méritos de Jesus nós Te oramos, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, vencedores em Cristo!

Rosana Garcia Barros

#2SAMUEL8 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2Samuel 07 — Rosana Barros
15 de janeiro de 2026, 0:45
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“Sê, pois, agora, servido de abençoar a casa do Teu servo, a fim de permanecer para sempre diante de Ti, pois Tu, ó Senhor Deus, o disseste; e, com a Tua bênção, será, para sempre, bendita a casa do Teu servo” (v.29).

Os anos que antecederam a monarquia de Davi foram conturbados e desafiadores. Severamente perseguido, ele andava pelas montanhas e desertos, desviando-se da fúria de Saul e usando de estratégias para assegurar a sua vida e a de seus valentes em terras inimigas. Foi quando se deu conta de sua situação confortável, “habitando o rei Davi em sua própria casa” (v.1), que a visão da tenda de Deus pareceu-lhe um grande descaso.

Chamando o profeta, segredou-lhe o seu desejo e logo foi animado a concretizar o que estava em seu coração. Natã, porém, agiu precipitadamente ao dar o aval a algo que não lhe competia. Afinal, nem sempre as intenções do nosso coração, por melhores que sejam, correspondem à vontade de Deus. E, “naquela mesma noite” (v.4), o Senhor falou ao profeta com declarações fortes e esclarecedoras. O desejo de Davi podia ser sincero e cheio de boas intenções, mas não correspondia aos planos de Deus para aquele momento. Seu filho Salomão, e não ele, edificaria o primeiro templo; e a profecia messiânica confirmaria o seu trono para sempre.

A oração de Davi revela um espírito humilde e submisso, sempre pronto para aceitar a soberania divina. Sua posição e eleição não lhe foram de proveito para se impor como senhor da razão. Ele era consciente de sua responsabilidade como rei sobre Israel; contudo, ainda mais consciente era de seu dever como servo de Deus. Dotado de talento musical e poético, ensinou à nação eleita que a oração não é feita simplesmente de palavras, mas do privilégio de render ações de graças ao “Deus de Israel” (v.27).

Nem sempre as nossas melhores intenções estão em comum acordo com a vontade de Deus. Deve haver perfeita harmonia entre a ação divina e o esforço humano. Deus espera que possamos desempenhar um papel ativo na Terra, um papel que nos edifique e nos eleve à estatura de filhos da luz. Mas esse papel jamais deve ultrapassar ou ignorar o irrevogável e imutável “assim diz o Senhor” (v.5). Nossa obra nesta terra consiste na realização da vontade de Deus mediante uma vida de submissão e entrega. Cristo foi o perfeito exemplo disso: jamais fazia planos por Si mesmo ou para Si mesmo, mas, antes que o sol refletisse os primeiros raios do dia, já se encontrava na presença do Pai a fim de obter sabedoria e discernimento.

Creio que muitos de nós precisamos urgentemente rever os nossos conceitos religiosos e considerar com mais solene atenção o que está escrito: “as Tuas palavras são verdade” (v.28). Como foi para Davi, que todas estas palavras também sejam instrução para nós e uma bênção para o nosso lar, a fim de que este permaneça para sempre diante do Senhor, como está escrito: “Porque, como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante de Mim, diz o Senhor, assim há de estar a vossa posteridade e o vosso nome” (Is.66:22). Precisamos estudar as Escrituras como se fossem escritas para nós de forma particular. Deus é um Deus pessoal. E Ele deseja nos dar ouvidos sensíveis para discernir a voz do Espírito Santo. Que, à semelhança de Davi, saibamos reconhecer a bondade de Deus para com a nossa casa e Seu desejo de que habitemos “na Casa do Senhor para todo o sempre” (Sl.23:6).

Ó, Senhor, nosso Deus, que pela fidelidade da Tua Palavra da verdade, todos os dias haja em nosso coração e em nossos lábios um hino de louvor ao Teu nome! Tu és fiel, Senhor e cremos que tens planos especiais para nós e para nossa família. Derrama em nosso coração o amor do Calvário, para que possamos Te servir sob a orientação do Espírito Santo, hoje e até que Cristo volte. Em nome dEle nós Te oramos, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, servos do Deus Altíssimo!

Rosana Garcia Barros

#2SAMUEL7 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100