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“Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (v.38).
Este é um dos relatos mais ricos em detalhes sobre a atuação do Espírito Santo e, ao mesmo tempo, um dos mais polêmicos. A descida do Espírito Santo “ao cumprir-se o dia de Pentecostes” (v.1) assinalou a largada evangelística da igreja primitiva de Cristo. O objetivo era claro: alcançar “todas as nações debaixo do céu” (v.5). E, para isso, os discípulos precisariam de uma capacitação sobrenatural. Foi exatamente o que aconteceu naquele memorável dia. “Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem” (v.4).
Imaginem a cena: Ali estavam judeus, “homens piedosos” (v.5), de todas as partes do mundo, reunidos em Jerusalém a fim de celebrar aquela festa judaica, quando, de repente, cada um ouviu, na sua “própria língua materna” (v.8), alguns galileus falando sobre “as grandezas de Deus” (v.11). Todos começaram a se aglomerar a fim de ouvir seus irmãos hebreus falando fluentemente o idioma de sua pátria. Desta vez, a iniciativa de Pedro não foi por um mero impulso, mas o seu discurso foi a voz do Espírito Santo através do instrumento humano.
Irmãos, basta uma leitura atenciosa para perceber que aquele evento não foi uma confusão de línguas estranhas, mas a clara evidência de que cada estrangeiro ouvia em seu próprio idioma a pregação que transformou a vida de “quase três mil pessoas” (v.41). A Palavra de Deus é um tesouro inesgotável e somos convidados a cavá-la a fim de encontrar o máximo das riquezas celestes. Percebam que só neste sermão, Pedro fez três citações do Antigo Testamento. Pois está escrito: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2Tm.3:16), e quando Paulo escreveu isso ainda não havia o Novo Testamento.
A promessa do batismo do Espírito Santo é para todos “quantos o Senhor, nosso Deus, chamar” (v.39). E o Seu apelo tem sido o mesmo: “Salvai-vos desta geração perversa” (v.40); uma geração que rejeita os preceitos divinos, alegando serem ultrapassados, apenas para satisfazer suas concupiscências. A presença do Espírito Santo é fundamental e indispensável na vida de todo aquele que aceita o chamado de Deus, a fim de que as obras da carne não prevaleçam. “Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne” (Gl.5:16).
O resultado da atuação do Espírito Santo não foi, não é e nunca será uma glossolalia sem sentido, mas a evidência de seu fruto, porque “o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Gl.5:22-23). E foi este o fruto colhido da primeira remessa de salvos da igreja primitiva: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (v.42). E qual era a doutrina dos apóstolos? A Bíblia, a Palavra de Deus, “a espada do Espírito” (Ef.6:17). O que ficou bem claro no primeiro sermão de Pedro. “Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (v.47).
A comunhão entre os novos conversos era resultado direto da ação do Espírito Santo. Não foi sem razão que Paulo destacou este atributo da terceira pessoa da Trindade: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a COMUNHÃO do Espírito Santo sejam com todos vós” (2Co.13:13). Esta é a obra que o Espírito Santo deseja realizar no meio do povo de Deus, que todos estejam juntos e tenham “tudo em comum” (v.44). O Espírito do Senhor une homens e mulheres piedosos “de todas as nações debaixo do céu” (v.5) com a finalidade de torná-los membros de “um só corpo”, o “corpo de Cristo” (1Co.12:20 e 27). Façamos, pois, parte deste corpo que, empunhando “a espada do Espírito” (Ef.6:18), marcha com perseverança “para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp.3:14). Vigiemos e oremos!
Bom dia, corpo de Cristo!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Atos2 #RPSP
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“Mas, recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra” (v.8).
Após subir aos Céus à vista de Seus discípulos e dos demais que com eles estavam, Jesus proferiu Suas últimas palavras na Terra sob a perspectiva do cumprimento da promessa do Consolador. Aqueles que por três anos e meio haviam seguido o Mestre ansiavam conhecer o tempo de Seu retorno. Era muito difícil ter que lidar com a ideia da separação e, esperançosos de obter uma resposta que lhes acalmasse o coração, perguntaram a Jesus: “Senhor, será este tempo em que restaures o reino a Israel?” (v.6). Como a maioria dos judeus, muitos ainda não compreendiam que a obra de Cristo não consistia em restabelecer o reino terrestre de Israel, e sim o Seu reino eterno, “que não será jamais destruído” (Dn.2:44), a pátria celestial que já era o “sonho de consumo” dos patriarcas e profetas (Hb.11:13-16).
A resposta de Jesus consiste em dois aspectos fundamentais:
1. “Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela Sua exclusiva autoridade” (v.7). Após o período das duas mil e trezentas tardes e manhãs (dois mil e trezentos anos proféticos) como foi dito pelo anjo ao profeta Daniel (Dn.8:14), não nos foi revelado nenhum outro período profético com datas específicas. O tempo da segunda vinda de Cristo pode até ser especulado, como alguns tem feito, mas o que nos foi revelado como sinais da proximidade do advento do Senhor não nos dá margens a datas, e sim o quão perto estamos de ver o nosso Salvador. Como escreveu Guilherme Miller após o grande desapontamento de 22 de outubro de 1844: “Fixei minha mente sobre outro tempo, e aqui pretendo permanecer até que Deus me dê mais luz – e isto é hoje, hoje e hoje até que Ele venha”. Ou seja, amados, o nosso tempo de preparo se chama hoje. Devemos, como Jó, ter o nosso coração tomado de saudades do nosso Redentor, mas sem perder o foco principal, que é o segundo aspecto fundamental e que nos há de preparar para o alto clamor:
2. “Mas, recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra” (v.8). Não cabe a nós a especulação de prováveis datas, mas a devida preparação pessoal e o preparo de outros para o grande Dia do Senhor. E isso só acontecerá quando o povo de Deus estiver cheio do Espírito Santo. O poder de que tanto necessitamos não está em apontarmos prováveis datas e períodos “que o Pai reservou pela Sua exclusiva autoridade” (v.7), mas em buscarmos, em oração e súplicas, o dom do Espírito pelo derramamento da chuva serôdia. É o nosso dia a dia com Deus que está definindo de que lado estamos nesta batalha que se aproxima do fim. Em resumo, podemos dizer que a resposta de Jesus foi a seguinte: “Não se preocupem com o QUANDO, mas com o COMO”. QUANDO Ele virá, não o sabemos, mas Ele nos revelou COMO Ele encontrará aqueles que Ele vem buscar: cheios do poder do Espírito Santo.
Percebam que se trata de uma decisão pessoal, mas que também envolve o corpo de Cristo: “Todos estes perseveravam unânimes em oração” (v.14). Sobre isso, escreveu Ellen White: “A função do Espírito Santo é reger todos os nossos exercícios espirituais. O Pai nos deu Seu Filho para que, por meio do Filho, o Espírito Santo pudesse vir até nós e conduzir-nos ao Pai. Por este meio divino, temos o espírito de intercessão, pelo qual podemos pleitear com Deus como um homem pleiteia com seu amigo” (E Recebereis Poder, CPB, p.351). Jesus mesmo deixou Seus mandamentos “por intermédio do Espírito Santo” (v.2), nos dando exemplo do quanto necessitamos do mesmo poder para que nossas obras não sejam vazias, mas, santificadas e ministradas pelo Espírito, produzam “frutos dignos de arrependimento” (Lc.3:8).
Amados, se tem uma obra a ser realizada hoje, ela é a mesma designada a João Batista: “E irá adiante do Senhor no espírito e poder de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado” (Lc.1:17). A obra é a mesma. O objetivo é o mesmo. Desde 1844, o Senhor tem um povo com uma mensagem final acessível a todos que desejam preparar-se para a Sua segunda vinda. “Muitos, mesmo entre os iletrados, proclamarão a Palavra do Senhor. Crianças serão impelidas pelo Espírito Santo a sair e anunciar a mensagem do Céu. O Espírito será derramado sobre aqueles que se submeterem a Suas insinuações. Rejeitando os estorvantes regulamentos e movimentos cautelosos dos homens, unir-se-ão ao exército do Senhor” (EGW, E Recebereis Poder, CPB, p.21).
Fazemos, pois, parte deste exército militante? Que nossas orações, pensamentos e aspirações sejam unificados pelo Espírito e direcionados à nossa salvação, de nossa família e de quantos o Senhor colocar em nosso caminho. Como Davi, seja este o nosso clamor diário: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável. Não me repulses da Tua presença, nem me retires o Teu Santo Espírito. Restitui-me a alegria da Tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário. Então, ensinarei aos transgressores os Teus caminhos, e os pecadores se converterão a Ti” (Sl.51:10-13). Vigiemos e oremos!
Bom dia, guiados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Atos1 #RPSP
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“Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez. Se todas elas fossem relatadas uma por uma, creio eu que nem no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos” (v.25).
Mesmo após as duas aparições de Jesus a Seus discípulos, eles continuavam consternados com os últimos acontecimentos e desorientados quanto ao que deveriam fazer dali em diante. Apesar da prova que lhes foi dada de que a ressurreição de Seu Mestre foi real, a ideia de permanecerem ainda sob o jugo romano e ameaça de perseguição por parte dos líderes judeus os intimidava. Como sempre, Pedro, tomando a dianteira, decidiu retornar ao seu antigo ofício, quando disse: “Vou pescar” (v.3). Notem que ele não chamou os demais para irem com ele, mas foram eles que se ofereceram para acompanhá-lo. Dentre todos os discípulos, Pedro possuía a mais forte personalidade e poder de persuasão. Era um líder nato e seus companheiros se sentiam mais seguros sob sua liderança.
Passaram a noite tentando pescar algo, mas “nada apanharam” (v.3). Foi quando, “ao clarear da madrugada” (v.4), já podiam avistar a praia e nela um Homem que parecia estar Se aquecendo perto de uma pequena fogueira. Então, o Estranho lhes perguntou: “Filhos, tendes aí alguma coisa de comer?” (v.4). Tristes pela noite em claro perdida, “responderam-Lhe: Não” (v.5). Mas uma voz de ordem lhes aqueceu o coração: “Lançai a rede à direita do barco e achareis” (v.6). Sentiram como se obedecer-lhes fosse a única opção. E o resultado da obediência foi a gratificante recompensa de uma rede “cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes” (v.11). Ao João declarar: “É o Senhor!” (v.7), nem o barco e nem aquela rede cheia de peixes pôde segurar o impetuoso Pedro. Que, vestindo-se, “lançou-se ao mar” (v.7) para encontrar Jesus.
O que se seguiu foi um agradável momento entre Jesus e aqueles sete discípulos. Ele já os aguardava com a refeição pronta, mas ao pedir alguns peixes a mais, Pedro novamente se adiantou e, sozinho, arrastou a pesada rede do barco para a terra. Aquele discípulo certamente não podia fazer por menos. Ele precisava se redimir. Era a terceira aparição de Jesus a Seus discípulos, “depois de ressuscitado dentre os mortos” (v.14). E foi nesta aparição que, por três vezes, Pedro foi questionado pelo Senhor: “Simão, filho de João, tu Me amas?” (v.15, 16 e 17). Mas, ao perguntar pela terceira vez, o impetuoso discípulo entristeceu-se, e com o coração quebrantado, exclamou: “Senhor, Tu sabes todas as coisas, Tu sabes que eu Te amo” (v.17).
Assim como Pedro não chamou seus amigos para pescar, os deixou no barco sem se importar se precisariam de sua ajuda e arrastou a rede sozinho desprezando o auxílio de seus companheiros, ele permaneceria ocupado com sua liderança egoísta não fosse a paciência de Cristo em advertir o Seu trabalhoso filho. O que Jesus disse a Pedro naquela praia foi que ele estava completamente equivocado. Que a maior demonstração de amor que ele poderia oferecer a Jesus não eram “prestações de serviço”, mas um coração pleno de amor. Em outras palavras, quando Jesus nos chama: “Segue-Me” (v.19), a aceitação ao Seu chamado deve resultar em amor por nossos semelhantes.
Enquanto Pedro procurava de todas as formas mostrar que amava a Jesus, João era mais introvertido e sua mansidão era vista por Pedro como uma falha devoção. Mas nem sempre fora assim. Aquele que Jesus denominara filho do trovão tornou-se em discípulo amado. Pedro esqueceu que aquele a quem desdenhou ao perguntar: “E quanto a este?” (v.21), foi o único com coragem suficiente para acompanhar o martírio de Jesus até o fim. Jesus possui ovelhas diferentes. Cada uma possui personalidade própria e são amadas pelo Pastor da mesma forma. Os doze discípulos representam a diversidade entre o povo de Deus e como Ele deseja usar pessoas diferentes e uni-las num mesmo propósito: pregar o evangelho do reino.
Jesus nos diz, hoje: “Que te importa” a vida de teu irmão? “Quanto a ti, segue-Me” (v.22). Ô, amados, Jesus fez tanto, mas tanto por nós que não merecemos nada! Como, pois, ousamos julgar quem é digno ou não de segui-Lo? Olhar para o Céu e dizer “eu Te amo” é fácil. Difícil é olhar para o lado e fazer o mesmo com quem não merece. Mas é esta atitude que definirá o nosso destino eterno. Nem no mundo inteiro caberiam os livros sobre os atos de amor de Cristo, mas o maior deles foi feito para que você perceba que o amor de Deus nunca seguiu e nunca seguirá a lógica humana. Ele é poderoso em salvar e deseja fazer de você um instrumento deste poder.
Você ama a Jesus e deseja segui-Lo como Seu discípulo? “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo.13:35). Peça ao Espírito Santo, todos os dias, que derrame o amor de Deus em seu coração (Rm.5:5) e serás um representante do bom Pastor na terra, apressando o Seu breve advento. Vigiemos e oremos!
Bom dia, salvos pelo amor de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #João21 #RPSP
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“Disse-lhe Jesus: Porque Me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram” (v.29).
Oprimidos pela dor e tomados de medo de que a sorte de Jesus recaísse sobre eles, os discípulos permaneciam a portas fechadas . De forma destemida, João relatou a coragem de uma mulher em particular: Maria Madalena. Ainda o sol não havia nascido, e ela não pôde mais esperar, indo ao sepulcro onde estava o corpo de seu Mestre. Porém, ao aproximar-se do local, percebeu algo estranho: a pedra estava removida, os soldados romanos não estavam lá e o corpo de Jesus havia sumido. Logo pensou que tivessem levado o seu Senhor e correu para avisar aos discípulos.
Pedro e João precisavam ver com os próprios olhos o que aquela mulher lhes falou de forma tão atônita. Correram e viram por si mesmos que ela lhes havia falado a verdade. Mas um detalhe deste relato faz toda a diferença. João diz que ele e Pedro viram os lençóis que cobriam o corpo de Cristo, mas “o lenço que estivera sobre a cabeça de Jesus”, este foi “deixado num lugar à parte” (v.7). E, em outras versões diz que o lenço foi “dobrado num lugar à parte”. Na tradição dos hebreus, após um servo preparar a mesa para seu senhor, ele ficava fora da visão de seu senhor aguardando que terminasse. Terminada a refeição, geralmente o senhor usava o lenço e o jogava de forma descuidada à mesa antes de se retirar. Isto era uma mensagem clara ao seu servo: “Eu já terminei”. Mas se deixasse o lenço cuidadosamente dobrado, era como se estivesse dizendo: “Eu volto já”.
A Bíblia diz que João, ao entrar e ver aquele lenço dobrado, ele “viu, e creu” (v.8). Ele entendeu o recado do seu Senhor: “Eu voltarei!”. O anúncio dos anjos e a aparição de Jesus a Maria Madalena e Seus discípulos são relatos extraordinários acerca do poder de Deus e da fidelidade de Suas promessas. E aquele lenço dobrado foi a mais linda ilustração já usada por Cristo. Após relatar em riqueza de detalhes o sofrimento e morte do Messias, o profeta Isaías descreveu a Sua vitória: “Ele verá o fruto do penoso trabalho de Sua alma e ficará satisfeito” (Is.53:11). Jó, em sua agonia e sofrimento, pela fé, viu o cumprimento da fiel promessa, ao declarar: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim Se levantará sobre a terra” (Jó 19:25).
Tomé precisou ver e tocar para crer no que Isaías e Jó não puderam vislumbrar e ainda assim creram . Mas foi a estes e a todos “os que não viram e creram” que Jesus chamou de bem-aventurados (v.29). Jesus Cristo está vivo! O apóstolo Paulo escreveu: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados” (1Co.15:17). A nossa fé não está firmada em um Cristo morto, mas que ressuscitou “para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em Seu nome” (v.31). Este é o objetivo do evangelho. Este foi o objetivo do lenço dobrado. Para que você e eu façamos parte do fruto do penoso trabalho do nosso Redentor. Como diz a letra da canção: “Porque Ele vive, posso crer no amanhã. Porque Ele vive, temor não há”.
Dentro em breve, amados, Jesus não aparecerá apenas a Maria Madalena e Seus discípulos, mas “todo olho O verá” (Ap.1:7). Logo, assim como Maria, poderemos declarar: “Vi o Senhor!” (v.18). Que este Dia seja para nós motivo de muita alegria! Dia em que o Senhor trocará as nossas vestes de servos pelas vestes reais do Palácio de Deus e nos levará para o banquete da eternidade. Bendito seja o nosso Senhor Jesus Cristo! Aquele que dobrou o lenço para nos dizer: “Venho sem demora” (Ap.3:11). Como o discípulo amado, seja este o clamor do nosso coração: “Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, servos dAquele que há de vir!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #João20 #RPSP
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“Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito” (v.30).
Mesmo após a exposição da sabedoria acima do extraordinário do Inocente réu, Pilatos mandou açoitar a Jesus. O temor de que seu julgamento fosse temerário quanto a inocentar Aquele que o povo acusava de ser inimigo de César, tornou aquele episódio em um tribunal do júri popular. Deixou sob responsabilidade dos acusadores decretarem a tão cruel sentença: “Tomai-O vós outros e crucificai-O” (v.6). Mas ao declararem o motivo de sua sorte, Pilatos “mais atemorizado ficou” (v.8) e iniciou um segundo interrogatório com Jesus que o levou a procurar soltá-Lo, “mas os judeus clamavam: Se soltas a Este, não és amigo de César!” (v.12).
O governador romano nunca havia se sentido daquele jeito. Imagino Pilatos suando como nunca antes, pressionado por uma indescritível angústia e uma sensação constante de que Aquele prisioneiro não merecia qualquer condenação. Seu coração batia acelerado cada vez que olhava para Jesus, mas o medo lhe consumia a cada ameaça do povo. Seu veredito a favor de Cristo lhe causaria a acusação de inimigo do Império e sob a pressão das massas acusadoras, sentiu-se como segundo réu daquela feita. Então, mediante todo aquele cenário, temendo perder o seu prestígio e posição, “O entregou para ser crucificado” (v.16). E, carregando o peso da mais injusta condenação, Jesus percorreu o Seu mais doloroso caminho.
Quando Deus ordenou a Abraão que tomasse a Isaque e o levasse caminho de três dias ao monte Moriá e ali o oferecesse em sacrifício, Abraão prontamente obedeceu, “tomou consigo dois dos seus servos e a Isaque, seu filho; rachou lenha para o holocausto e foi para o lugar que Deus lhe havia indicado” (Gn.22:3). Ao contrário de Jesus, Isaque não fazia ideia da razão de sua peregrinação e nem que estava sendo uma figura do maior ato de amor de todos os tempos. Isaque carregou “a lenha do holocausto” (Gn.22:6). Jesus carregou a pesada cruz. Abraão “levava nas mãos o fogo e o cutelo” (Gn.22:6). O Pai faria Jesus beber do cálice de Sua ira. Abraão e Isaque “caminhavam ambos juntos” (Gn.22:6). O Pai caminhava junto a Cristo para executar o Seu mais doloroso ato. Abraão “estendendo a mão, tomou o cutelo para imolar o filho” (Gn.22:10). Jesus Se doou para ser pregado naquela cruz. Mas a voz que impediu o patriarca de concretizar o sacrifício, não foi ouvida no Calvário. E ali, perante as testemunhas do espetáculo do amor incondicional, Jesus bradou: “Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito” (v.30).
Tudo isso foi por mim e foi por você. Ele foi “desprezado e o mais rejeitado entre os homens… e dEle não fizemos caso. Certamente, Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre Si; e nós O reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados… Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como ovelha muda perante os seus tosquiadores, Ele não abriu a boca… Designaram-Lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na Sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em Sua boca. Todavia, ao Senhor agradou moê-Lo, fazendo-O enfermar” (Is.53:3-10).
O texto de Isaías, sem sombra de dúvida, é a mais fiel descrição da missão messiânica. A profecia foi cumprida à risca, quando a morte calou o Verbo de Deus. Mas ela não faria sentido algum se a morte fosse a sua palavra final. E sob arrebatadora expectativa, a sequência da profecia aguardava o seu fiel cumprimento. O lugar onde “depositaram o corpo de Jesus” (v.42), tornou-se o cenário da certeza de nossa fé e de nossa maior esperança. Pois, amanhã, veremos que a história continua. Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, redimidos pelo sangue do Cordeiro de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #João19 #RPSP
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“Quando, pois, Jesus lhes disse: Sou Eu, recuaram e caíram por terra” (v.6).
Finda a ceia e concluídas as últimas palavras de Cristo a Seus discípulos, antes de Sua morte, eles seguiram para o jardim chamado Getsêmani. Aquele jardim havia se tornado cenário de muitos momentos entre Jesus e Seus discípulos. Em meio à tranquilidade do campo e à beleza daquela pequena parcela da criação, Jesus também deleitava-Se em ali Se demorar em comunhão com Seu Pai. Fora para Ele um lugar tão especial que não considerou nenhum outro que pudesse Lhe servir de refúgio, nem mesmo o templo. Foi ali que o nosso Salvador suou gotas de sangue e fez Suas súplicas em agonizante sofrimento. Seu cantinho de oração tornou-se em campo da batalha mais cruel já registrada nas páginas da história deste mundo. Enquanto o inimigo de Deus tentava convencê-Lo de que não valia a pena tanto esforço por quem não merece, Deus enviou o Seu anjo para O confortar e fortalecer.
De repente, luzes são vistas aproximando-se rapidamente do local de oração. Eram as tochas daqueles que marchavam sob as ordens de Satanás. Mas Jesus, divinamente instruído, adiantou-Se e lhes perguntou: “A quem buscais?” (v.4). Eles, por sua vez, tentando desmerecer a pessoa de Cristo, logo incluíram a desprezada Nazaré como sendo a Sua original procedência, ao Lhe responder: “A Jesus, o Nazareno”. Aquela resposta não poderia ficar sem a divina réplica. Estava em jogo não qualquer nome, mas o nome sobre todos os nomes. Iluminado pela glória de Deus e com voz “como voz de muitas águas” (Ap.1:16), Jesus declarou: “Sou Eu”. A cena que se seguiu foi a de Judas e aquela multidão recuando e caindo no chão como mortos.
Após aquele acontecimento sobrenatural, quando finalmente conseguiram colocar as mãos em Jesus para prendê-Lo, Pedro pensou que chegada era a hora de provar a Jesus a sua lealdade e, puxando “da espada que trazia… feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita” (v.10). Aquele ato de bravura, no entanto, foi logo reprovado como ato de covardia. Não era por espadas e armas humanas que aquela batalha seria vencida, mas pela morte de “um Homem pelo povo” (v.14). Mesmo que pela motivação errada, Caifás declarou a solução correta. E ao ver o Seu Mestre sendo levado como um malfeitor, sem que apresentasse nenhuma resistência, o coração de Pedro se encheu de incerteza e dúvidas.
Conforme o espírito de profecia e a tradição judaica, o “discípulo conhecido do sumo sacerdote” (v.15) que favoreceu a entrada de Pedro no pátio da casa de Anás, fora João. O que faz todo o sentido, já que João é o único discípulo mencionado como estando presente na crucifixão de Cristo. Apesar de ter previamente advertido Seus discípulos quanto ao que haveria de Lhe suceder, todos ficaram atônitos com a forma com que viram Seu Mestre Se entregar. A bravura e suposta lealdade de Pedro logo se tornou em medo e desconfiança. E aquele que disse que daria a vida por Jesus, não hesitou em negá-Lo por três vezes seguidas, e O negaria muito mais se não fosse interrompido pelo canto da culpa e pelo olhar do amor: “E logo, estando ele ainda a falar, cantou o galo. Então, voltando-se o Senhor, fixou os olhos em Pedro” (Lc.22:60-61). Pedro encontrou o mesmo olhar de amor quando pela primeira vez fora chamado: “Segue-Me”.
Jesus foi então levado ao governador romano, acusado de ser réu de morte. Pilatos, porém, reconheceu não ser aquele caso como tantos outros que comumente julgava. E, aproveitando a tradição dos anciãos (v.28), fez Jesus entrar sozinho no pretório para um interrogatório privado. Ele não era de todo ignorante quanto a Jesus. Ouvira de Seus milagres, de como recebia publicanos e pecadores e como devolvera a vida a Lázaro. Nada poderia estar oculto ao juiz de Roma. Finalmente estava diante de Jesus, e a primeira coisa que achou pertinente perguntar foi: “És Tu o rei dos judeus?” (v.33). Ora, fosse verdade tudo o que ouvira falar a respeito dEle, pensou, então Ele seria uma ameaça ao Império Romano.
Jesus bem sabia as reais intenções por trás daquela pergunta e revelou isto com outra pergunta: “Vem de ti mesmo esta pergunta ou to disseram outros a Meu respeito?” (v.34). O diálogo que se segue é um intrigante interrogatório sobre a provável monarquia de Cristo. Contudo, a última pergunta feita por Pilatos não tem registro de resposta: “Que é a verdade?” (v.38). Eu creio que a resposta não foi registrada porque ela não foi audível, mas visível. Aquele cético governador percebeu que a verdade não é uma simples resposta convincente, ela é uma Pessoa: Jesus Cristo. E voltando para os judeus acusadores, “lhes disse: Eu não acho nEle crime algum” (v.38).
Jesus é a verdade que liberta! Diante de tão maravilhosa certeza e dos relatos sagrados que testificam desta verdade, como duvidar do Único que nos ama com amor eterno (Jr.31:3)? Tantos têm se demorado a interrogar e colocar em dúvida as palavras de Jesus pregadas por Suas testemunhas (At.1:8), enquanto Ele pergunta: “Porque Me interrogas?” (v.21). E muitos maltratam Seus seguidores e procuram feri-los, e novamente Cristo pergunta: “Porque Me feres?” (v.23). Que diante de um mundo secularizado e descrente que pergunta: “Que é a verdade?” (v.38), que a nossa vida dê testemunho da fiel e única resposta: Jesus Cristo é a verdade! Vigiemos e oremos!
Bom dia, testemunhas de Jesus!
Rosana Garcia Barros
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“E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (v.3).
Dadas as devidas instruções acerca do santuário terrestre, Moisés as transmitiu ao povo, especialmente à tribo de Levi. Desta tribo, Arão e seus filhos foram eleitos pelo Senhor para ministrar no santuário no ofício sacerdotal. Arão e sua descendência oficiariam todos os rituais no templo e eram os únicos autorizados a entrar no lugar Santo, sendo que apenas o sumo sacerdote poderia entrar uma vez por ano no lugar Santíssimo. Os sacerdotes intercediam pelo povo e foi mediante esta atribuição que Deus disse a Moisés:
“Fala a Arão e a seus filhos, dizendo: Assim abençoareis os filhos de Israel e dir-lhes-eis: O SENHOR te abençoe e te guarde; o SENHOR faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o SENHOR sobre ti levante o rosto e te dê a paz. Assim, porão o Meu nome sobre os filhos de Israel, e Eu os abençoarei” (Nm.6:23-27).
Jesus estava prestes a consumar de uma vez por todas a obra que o Pai Lhe confiou (v.4). Ao mesmo tempo em que intercedeu pelos Seus, também Se doou como a perfeita e suficiente oferta pela culpa. Todo o ofício do santuário e festas anuais que apontavam para o plano da redenção se cumpriram em Cristo, “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29), por isso que “aboliu, na Sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças” (Ef.2:15). A Sua oração sacerdotal tem o mesmo objetivo da bênção sacerdotal do antigo Israel: gravar o Seu nome sobre os Seus filhos, a fim de que neles Jesus seja glorificado (v.10).
Quando Jesus fez esta oração audível perante Seus onze discípulos, com os olhos levantados para o céu, elevou seus corações a uma atmosfera completamente santa e aquele cenáculo tornou-se uma espécie de pátio do templo. Ali, o nosso Sumo Sacerdote proferiu uma intercessão pelo Seu povo de todos os tempos (v.20) através do pequeno, mas não insignificante, grupo apostólico. Percebam que a intercessão de Cristo não foi dirigida “pelo mundo” (v.9), mas por aqueles que creem nEle, “por intermédio da Sua Palavra” (v.20). Jesus não fez acepção de pessoas, Ele simplesmente estava cumprindo Seu ministério sacerdotal, pois o perdão é concedido mediante arrependimento e confissão.
Vivemos em uma época que Jesus comparou aos dias que antecederam ao dilúvio (Mt.24:37-39). “E a vida eterna” (v.3) só será concedida aos que, à semelhança de Noé, conhecem a Deus, ou seja, que andam com Deus (Gn.6:9). Eles ouvem a voz do Senhor e a reconhecem, de forma que não duvidam de Sua Palavra e a cumprem diligentemente (v.6). “Santificados na verdade” (v.19) das Escrituras, seguram firme na mensagem que lhes foi confiada proclamar, ainda que odiados pelo mundo, pois “eles não são do mundo” (v.16). Noé foi chamado de louco e fanático, mas mesmo diante do ódio geral e dos muitos anos de espera, sua fé foi recompensada com a salvação de toda a sua casa (Hb.11:7).
Amados, a unidade tão destacada por Jesus em Sua oração não se trata de união de tradições humanas ou para fins ecumênicos, e sim unidade com Cristo pela santificação através da Palavra de Deus. Martinho Lutero, John Huss, Jerônimo e tantos outros reformadores não foram hereges e nem rebeldes unidos para levantar um movimento sem sentido; pelo contrário, unidos com Cristo, pela verdade revelada nas Escrituras, foram instrumentos de Deus para que o mundo conhecesse o Seu amor através de Jesus Cristo. E usar a tão sublime oração de Jesus para justificar uma falsa união que despreza o sangue derramado daqueles mártires e as verdades que por tanto tempo haviam sido lançadas por terra, é, no mínimo, uma presunção diabólica.
Hoje, Cristo atua em nosso favor no lugar Santíssimo “do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem”, como nosso Sumo Sacerdote (Hb.8:2). Estamos vivendo, profeticamente, no grande dia da expiação; dia em que precisamos afligir a alma em verdadeiro arrependimento e confissão. “Porque toda alma que, nesse dia, se não afligir será eliminada do seu povo” (Lv.23:29). É tempo de atendermos ao apelo do Espírito Santo: “Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque Ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-Se, e grande em benignidade, e Se arrepende do mal… Congregai o povo, santificai a congregação, ajuntai os anciãos, reuni os filhinhos e os que mamam; saia o noivo da sua recâmara, e a noiva, do seu aposento. Chorem os sacerdotes, ministros do Senhor” (Jl.2:12, 16 e 17). Eis como Deus espera que o Seu povo se una! Eis a obra que deve começar em mim e em você: conhecer o Senhor e andar com Ele. Vigiemos e oremos!
Bom dia, unidos com Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #João17 #RPSP
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“Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em Mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo” (v.33).
As últimas palavras de Cristo a Seus discípulos foram cheias de brandura e terna compaixão. Mesmo relatando o que os aguardava num futuro bem próximo, quando muitos deles seriam perseguidos e até mortos, uma arrebatadora sensação de paz e certeza do cuidado divino lhes enchia o coração ao som de cada palavra proferida pela boca de Jesus. A promessa do Consolador foi o mais confortante bálsamo àqueles que sentiriam a profunda dor da perda de seu Mestre.
Nos momentos finais que antecederam a cruz, os discípulos foram tomados de grande tristeza. Jesus não lhes ocultou as dificuldades que teriam de enfrentar no conflito entre o bem e o mal. Pelo contrário, expôs diante deles a árdua estrada que teriam de percorrer e foi bem claro ao afirmar: “Em verdade, em verdade vos digo que chorareis e vos lamentareis… vós ficareis tristes”. Porém, a continuação do verso é o que podemos chamar de esperança viva: “mas a vossa tristeza se converterá em alegria” (v.20). Ele prometeu aos Seus seguidores que chegará a hora em que “ninguém poderá tirar” a nossa alegria (v.22).
Quanto almejo este momento! Mas, até lá, Jesus nos motivou a pedir ao Pai em Seu nome, “para que a [nossa] alegria seja completa” (v.24). E disse isso dentro do contexto da missão do Consolador. Percebam nas palavras de Jesus, em Lucas 11:13, o que devemos pedir a Deus com insistência: “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedirem?”. O papel do Espírito Santo consiste em convencer “o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (v.8), nos guiar “a toda a verdade” (v.13) e nos conduzir a Cristo (v.14). Mas o Seu título de Consolador também revela o Seu poder de confortar os corações aflitos. É por isso que a aparente confusa confissão de Paulo passa a fazer todo sentido na vida de todo aquele que, diariamente, clama pelo batismo do Espírito: “entristecidos, mas sempre alegres” (2Co.6:10).
“Eis que vem a hora e já é chegada” (v.32) em que nos sentiremos tão tristes quanto os discípulos e seremos covardemente afligidos pela fúria do inimigo. Devemos e necessitamos nos segurar no braço da Onipotência e, à semelhança de Jacó, não deixá-Lo ir enquanto não nos abençoar (Gn.32:26). “O Espírito Santo procura habitar em cada alma. Caso seja Ele bem-vindo como hóspede honrado, os que O receberem se tornarão completos em Cristo. A boa obra começada será terminada; os pensamentos santos, as celestiais afeições e os atos semelhantes aos de Cristo tomarão o lugar dos pensamentos impuros, dos sentimentos perversos e dos atos obstinados” (EGW, Cristo em Seu Santuário, CPB, p.561).
Por meio de fervorosa oração, clamemos ao Pai, todos os dias, pelo dom do Espírito Santo! E aguardemos com bom ânimo o retorno do nosso Senhor e Salvador, Aquele que venceu o mundo! Vigiemos e oremos!
Bom dia, consolados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #João16 #RPSP Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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“Eu sou a videira verdadeira, e Meu Pai é o agricultor” (v.1).
No livro de Isaías encontramos a parábola da vinha má. Com a finalidade de ser ouvido, o profeta entoou um cântico. Possivelmente, as palavras do Senhor seriam rejeitadas pela força da repreensão. O acúmulo de bens, a avareza, a embriaguez, a apostasia, o orgulho, o abandono da Lei e desprezo pela Palavra de Deus, havia maculado de forma vergonhosa o chamamento pelo qual Deus fizera da casa de Israel “a vinha do Senhor dos Exércitos”, e dos filhos de Judá “a planta dileta do Senhor” (Is.5:7). Como uvas amargas, intragáveis ao paladar, eles colheriam o resultado de seu afastamento de Deus. Apesar de todo o cuidado do Amado Agricultor, o solo infértil do coração tornou-se em deserto e lugar de “trevas e angústia” (Is.5:30).
Jesus então Se apresenta como “a videira verdadeira” (v.1). Onde Israel falhou, Cristo venceu. As advertências de Isaías compunham o corpo escriturístico de profecias dadas à nação eleita a fim de despertar-lhe a mente para o entendimento do plano da redenção. Como a geração de Isaías, assim foi a geração que rejeitou o Messias. Não compreendiam a essência da Lei de Deus e do caráter divino: “Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor; assim como também Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço” (v.10). Permanecer na videira significa dela extrair o que seja essencial para a vida, a fim de “que deis muito fruto” (v.8). Significa ser nutrido pelo Espírito Santo a fim de manifestar na vida o amor de Cristo.
É nosso dever cristão apresentar a verdade ao mundo de forma clara e honesta. Devemos, porém, ser guiados pelo “Espírito da verdade” (v.26) a fim de que nosso testemunho seja eficaz e apresente o devido fruto: “amor, alegria, paz longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gl.5:22-23). Com que facilidade a maioria se autodenomina cristã hoje. Ser cristão foi resumido a mediocridade do uso de um crucifixo ou de frases de efeito em camisas e redes sociais. Creio que ainda existem muitas pessoas sinceras nesse meio, e que o Espírito Santo as está chamando a fim de que sejam enxertadas em Cristo Jesus. E ao deparar-se com as verdades libertadoras da Palavra de Deus e o testemunho dos fiéis atalaias do Senhor, que não pouparam a própria vida para preservar a autoridade das Escrituras, trocarão os prazeres e vaidades deste mundo pela amizade com Cristo, pois “agora, não têm desculpa do seu pecado” (v.22).
Amados, se temos um chamado a cumprir, este se chama amar. O mandamento de Cristo aponta para o fiel cumprimento dos mandamentos de Seu Pai por meio de Seu Espírito. Jesus colocou os mandamentos e o amor na mesma base. O próprio João, em sua primeira epístola, reforçou esta verdade: “se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o Seu amor é, em nós, aperfeiçoado. Nisto conhecemos que permanecemos nEle, e Ele, em nós: em que nos deu do Seu Espírito […] E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele” (1Jo.4:12, 13 e 16). “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os Seus mandamentos; ora, os Seus mandamentos não são penosos” (1Jo.5:3). Não há prejuízo em guardar a Lei de Deus. Pelo contrário, somos atraídos para Deus, convencidos da malignidade do pecado e da nossa necessidade de um Salvador pessoal.
Ódio e perseguição não fazem parte do discurso brando da maioria dos púlpitos cristãos. A consciência das massas tem recebido um sonífero religioso e não um sonido de alerta. O genuíno amor, meus irmãos, suscita a ira do mundo. Cristo mesmo nos advertiu: “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, Me odiou a Mim” (v.18). “Se Me perseguiram a Mim, também perseguirão a vós outros” (v.20). Paulo também escreveu: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm.3:12). A morte de Cristo e de Seus mártires são provas irrefutáveis de que a inimizade que foi estabelecida no Éden (Gn.3:15) continuará manifestando seus resultados até o retorno de Cristo. E a nossa única esperança está em permanecer em Cristo através do Espírito Santo enviado a nós “da parte do Pai” (v.26), que nos tem guiado “a toda a verdade” (Jo.16:13).
Precisamos pedir pelo Espírito Santo! Necessitamos mais do Espírito do que o corpo do alimento! Só assim faremos o que Cristo nos manda fazer (v.17), não com obras de caridade que suavizam a consciência endurecida, mas tendo “a mente de Cristo” (1Co.2:16), que é o Seu Espírito guiando nossos pensamentos, palavras e ações. Só conseguiremos amar aos outros como Cristo nos amou quando formos selados e confirmados no amor que “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1Co.13:7). “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém, o maior destes é o amor” (1Co.13:13). Porque só precisaremos da fé e da esperança até que Cristo volte, mas o amor, desse, desfrutaremos eternamente, “pois Deus é amor” (1Jo.4:8). Vigiemos e oremos!
Bom dia, amigos do Amado Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #João15 #RPSP
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“Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim” (v.6).
O evangelho de João certamente pode ser chamado de o evangelho do amor. E o capítulo de hoje reforça essa ideia. Há poucas horas de ser levado preso, Jesus Se preocupou em confortar os Seus discípulos, fazendo-lhes duas promessas: a vida eterna após a Sua segunda vinda e a vinda do outro Consolador. A obra do Espírito Santo os capacitaria a pregar o evangelho do reino, ensinando “todas as coisas” e os faria “lembrar de tudo o que” Jesus lhes tinha dito (v.26). Uma obra que promove a verdadeira paz, a paz de Cristo (v.27).
Pai, Filho e Espírito Santo estão unidos no propósito de salvar a raça caída. Em cada versículo podemos contemplar essa verdade. A Trindade trabalha em perfeita comunhão com as promessas estabelecidas e para que a derradeira promessa seja real na vida do maior número de pessoas possível. E a resposta do homem a esse amor inigualável deve redundar em inevitável consequência: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (v.15); “Aquele que tem os Meus mandamentos e os guarda, esse é o que Me ama” (v.21); “Se alguém Me ama, guardará a Minha palavra; e Meu Pai o amará e viremos para ele e faremos nele morada” (v.23).
Certo dia eu contemplei uma cena que me impactou. Um homem de origem africana no meio do calçadão do comércio de minha cidade, debaixo do sol, descalço, que com voz potente e autoridade chamava as pessoas ao arrependimento. Não, ele não era um fanático gritando palavras sem sentido, e seu discurso não tinha nada de sensacionalista. Não sei explicar, amados, mas ele era diferente. Não se tratava de mais um pregador de praça pública, mas um poderoso instrumento do Espírito Santo. Ele não estava ali para pedir dinheiro e nem para chamar ninguém para visitar uma igreja. Nem tampouco parecia se importar se suas palavras não agradariam a todos. Ele estava ali com o firme propósito de chamar as pessoas ao arrependimento e sua fisionomia e entonação denunciavam isto.
Aquele homem me fez pensar no quanto tenho desperdiçado oportunidades de pregar o evangelho e quantas vezes eu tenho me negado a ser instrumento do Espírito Santo por medo ou timidez. É claro que nem todos são chamados por Deus para fazer a obra da pregação de rua, mas Cristo prometeu que as obras que Ele fez, nós também faremos, e obras até maiores do que as que Ele realizou (v.12). E me pergunto se estarei pronta quando minha fé for provada e tiver de testemunhar diante do mundo. É aí que encontramos o segredo da vitória: “mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em Meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito” (v.26).
Quando formos questionados e provados por causa da Lei do nosso Deus como o foi o profeta Daniel (Dn.6:5), outra promessa nos foi dada por Jesus: “Assentai, pois, em vosso coração de não vos preocupardes com o que haveis de responder” (Lc.21:14). Ou seja: “Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (v.27). Mas “o que vos for concedido naquela hora, isso falai; porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo” (Mc.13:11). O amor a Deus redunda em fidelidade a Seus mandamentos. Mas Deus conhece a nossa estrutura. Ele mesmo já sentiu medo, e deixou isto bem claro em Seu clamor no Getsêmani. Contudo, por amor, foi “obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8).
Por isso, quando tivermos de enfrentar a fúria do “príncipe do mundo” (v.30), que “sabe que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12), a ordem de Cristo é: “Levantai-vos, vamo-nos daqui” (v.31). Que com cabeças erguidas de santa consagração, revelemos ao mundo que estamos nos levantando para irmos para a Casa do Pai e como uma só voz, declaremos com convicção a mais bela e verdadeira promessa de Jesus:
“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, Eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando Eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (v.1-3).
Vigiemos e oremos!
Bom dia, futuros cidadãos das moradas do Pai!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #João14 #RPSP
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