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“São estes os mandamentos e os juízos que ordenou o Senhor, por intermédio de Moisés, aos filhos de Israel nas campinas de Moabe, junto ao Jordão, na altura de Jericó” (v.13).
Pensando na divisão da herança, alguns representantes da tribo de Manassés consultaram Moisés acerca da parte que caberia às filhas de Zelofeade. Apesar da conquista dessas mulheres de um direito divinamente reconhecido, seus irmãos de tribo visualizaram o prejuízo que lhes sobreviria caso elas casassem com homens de outras tribos. A transmissão daquelas terras diminuiria a herança daquela tribo e acrescentaria às tribos de seus supostos maridos.
Considerando justa a preocupação da “tribo dos filhos de José” (v.5), bem como havia tido como justo o pedido das filhas de Zelofeade, o Senhor ordenou que tanto estas quanto qualquer filha de Israel que possuísse alguma herança, se casasse “com alguém da família da tribo de seu pai, para que os filhos de Israel possuam cada um a herança de seus pais” (v.8). Assim fizeram as filhas de Zelofeade, casando-se “nas famílias dos filhos de Manassés” (v.12), conservando a herança de sua tribo.
Na fronteira da terra prometida, era necessário um povo comprometido com o Senhor e com Sua Palavra. Os “mandamentos e os juízos” (v.13) de Deus deviam ser obedecidos para que os filhos de Israel experimentassem os maravilhosos frutos da obediência. A repartição da herança seria um dos frutos de sua fidelidade a Deus e a oportunidade de provar e ver que Ele é um Deus justo que não dá a um menos e a outro mais, mas em justa medida divide a recompensa.
Havia uma visível preocupação do Senhor para com as famílias de Israel. Se os casamentos fossem realizados conforme às ordenanças estabelecidas por Deus, grande bênção os acompanharia. Semelhante às filhas de Zelofeade, precisamos confiar no “assim diz o Senhor”, na certeza de que Ele não irá nos desamparar. Aos solteiros, Ele diz: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle e o mais Ele fará” (Sl.37:5). Aos casados, diz: “As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor[…] Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama” (Ef.5:22 e 28).
Não é sem razão que o livro de Números termina abordando o casamento entre os filhos de Israel. A família é a base da sociedade. E famílias sólidas no firme alicerce das Escrituras constituem no mais poderoso instrumento de Deus na Terra. Jesus voltará para buscar um povo composto por famílias que buscaram viver a vontade de Deus com integridade. Que a minha e a sua casa façam parte desta última estatística. Vigiemos e oremos!
Bom dia, famílias de Deus!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Números36 #RPSP
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“Não contaminareis, pois, a terra na qual vós habitais, no meio da qual Eu habito; pois Eu, o Senhor, habito no meio dos filhos de Israel” (v.34).
Das quarenta e oito cidades estabelecidas por Deus como cidades dos levitas, seis delas foram separadas para um fim especial. Cada tribo de Israel daria cidades para a habitação dos levitas e para as cidades de refúgio “na proporção da herança” (v.8) que recebesse. As cidades de refúgio serviam para acolher o homicida que matasse “alguém involuntariamente” (v.11). Na linguagem jurídica atual, poderíamos denominar tal homicídio de culposo, ou seja, sem a intenção de matar.
Mesmo que fosse um ato involuntário, o homicídio derramava na terra um sangue que precisava ser expiado, assim como o crime culposo hoje, apesar de ter uma pena amenizada, não deixa de ter a sanção penal prevista. Enquanto aguardava um julgamento que levasse em conta a ausência de dolo, o homicida não poderia sair dos muros da cidade de refúgio, devendo ficar ali “até à morte do sumo sacerdote, que foi ungido com o santo óleo” (v.25). A morte do sumo sacerdote prefigurava o sacrifício de Cristo, que faria expiação por toda humanidade. Mas se o homicida saísse “dos limites de sua cidade de refúgio, onde se tinha acolhido, e o vingador de sangue” o encontrasse “fora dos limites dela”, este poderia matá-lo sem que fosse “culpado do sangue” (v.26-27).
Feliz é aquele que faz do Senhor o seu refúgio. Para este há sempre a segurança em saber que a sua vida está nas melhores mãos. Diz o salmista: “O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao Senhor: Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em Quem confio” (Sl.91:1-2). Somos todos pecadores, e, portanto, culpados do sangue do Inocente. Porque “assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm.5:12). “Mas Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades” (Is.53:5).
Somente em Cristo podemos permanecer seguros até que Ele venha. Sair de sua presença significa colocar em risco a própria vida, podendo selar o destino eterno para a perdição. Ao contrário do vingador de sangue em Israel, que geralmente era um dos parentes mais próximos da vítima, buscando vingar o sangue derramado, há um derramador de sangue espreitando cada vida humana esperando a mínima oportunidade para matar e destruir todo aquele que abandona o seguro refúgio divino. Portanto, amados, “sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1Pe.5:8).
Enquanto estivermos abrigados no esconderijo do Altíssimo, Satanás continuará apenas em derredor. À cada dia, apegue-se à Palavra de Deus e à oração, e você permanecerá seguro até àquele Grande Dia.
Vigiemos e oremos!
Bom dia, refugiados no Altíssimo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Números35 #RPSP
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“A estes o Senhor ordenou que repartissem a herança pelos filhos de Israel, na terra de Canaã” (v.29).
Estabelecidos os limites da terra prometida, Eleazar, Josué e os príncipes das nove tribos e meia foram designados por Deus para repartir Canaã por herança a Israel. Conforme o número de pessoas de cada tribo, uma porção seria dada de forma proporcional. As duas tribos e meia que ficaram do outro lado do Jordão “receberam a sua herança” (v.15), e, apesar de não ter parte na posse de terras, a tribo de Levi receberia cidades a fim de lhes servir como habitação.
Com que expectativa os filhos de Israel aguardavam a ordem divina de avançar no território prometido! Era uma geração ansiosa por ver o que seus pais foram privados devido à sua incredulidade. Após a árdua jornada no deserto, a visão de Canaã era um verdadeiro oásis, um refrigério para os exaustos peregrinos. A exposição acerca da divisão da herança acendeu-lhes no coração a chama da esperança e aumentou-lhes a disposição fiel em fazer a vontade de Deus.
Há um povo, hoje, cujo coração arde na expectativa de receber a eterna recompensa. Um povo que, qual os sábios do Oriente, reconhecem os sinais que apontam para o cumprimento da promessa. Que, como os pastores no campo, são orientados pelo Céu a seguir pelo caminho que conduz a Cristo. Um remanescente que, qual Israel, conhece o tempo de lutas que antecede a recompensa, mas que marchará com perseverança mantendo os olhos em seu divino General. Um povo que, selado “com o Santo Espírito da promessa” (Ef.1:13), avança para o país celestial, “de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp.3:20).
Tão perto como estamos de receber a nossa herança eterna, está o nosso coração a arder pela expectativa da futura recompensa? Temos saudades do Deus que nunca vimos e do lugar que nunca fomos? Oh, amados, há um lugar nas moradas do Pai preparado especialmente para você e para mim! Mas recompensa maior será o privilégio eterno de contemplarmos face a face o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Em um mundo de conflitos entre nações, nós servimos a um Deus que não mente e que nos fez a mais linda e preciosa promessa acerca do lar de eterna paz:
“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, Eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando Eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:1-3).
Breve Jesus voltará! Esta não é apenas a letra da canção, meus irmãos, mas a verdade que deve aquecer o nosso coração a cada dia. Logo estaremos em casa! Glória a Deus! Acredite: “esta vos será a terra, segundo os limites de seu contorno” (v.12); a “pátria superior, isto é, celestial” (Hb.11:16). Vigiemos e oremos!
Bom dia, herdeiros da pátria celeste!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Números34 #RPSP
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“Escreveu Moisés as suas saídas, caminhada após caminhada, conforme o mandado do Senhor[…]” (v.2).
Os anos passados no deserto foram registrados por Moisés a mando do Senhor. Cada caminhada ganhou um diário que guardaria lembrança para as futuras gerações. A história de Israel não cairia no esquecimento, mas passaria a compor os primeiros livros do Cânon Sagrado e deixaria à humanidade um legado de tirar o fôlego. Os relatos dos altos e baixos da nação eleita, ainda hoje, despertam o olhar crítico de quem não consegue conceber que o Deus do Novo Testamento é O mesmo dos antigos registros. Este pensamento, no entanto, lançaria por terra o evangelho contido dentro do mais famoso verso bíblico: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16).
Enquanto Israel prosseguia “caminhada após caminhada” (v.2), à cada experiência vivida, Deus preparava o Seu povo para o futuro. Tanto a morte de Arão quanto a notícia de que Israel se aproximava de Canaã, fez o coração dos filhos de Israel pulsar no desejo de logo encontrar descanso no lugar prometido. Contudo, não seria tão fácil a sua conquista. Precisavam desapossar os habitantes de Canaã a fim de desfrutar de suas moradas. Aqueles povos, à semelhança do Egito, receberam um prolongado tempo de graça que escolheram ignorar a fim de permanecer na prática da idolatria e da imoralidade. A promessa de paz seria condicional à obediência de Israel em livrar-se daquelas nações idólatras e de tudo o que envolvia sua falsa adoração.
Na fronteira da derradeira promessa, nossos olhos quase podem contemplar o Rei que Se aproxima. Aleluia! Não podemos nos prender nas derrotas e vitórias do passado, mas, sem dúvida, elas nos ajudam a olhar com esperança para o futuro. Os relatos de Israel, os arquivos da reforma protestante, os escritos dos pioneiros adventistas fazem parte de uma memorável coleção da atuação divina no meio do Seu povo. Em cada fase da história desta Terra, Deus tem agido pontualmente conforme a necessidade humana. Sua atuação no Antigo Testamento relata um período difícil de santificação e purificação de Israel, mas também o desejo de estender as bênçãos da salvação a todos os que se arrependessem e O buscassem de todo o coração, como foi com os habitantes de Nínive (Jn.3:10).
A ordem divina de não permitir a união do santo com o profano não ficou no passado, mas também será um dos sinais que fará a diferença “entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18). Creio que a história de Israel deixa isso bem claro. Paulo reforçou este princípio, ao escrever: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?” (2Co.6:14). Sigamos os passos de Cristo Jesus, que Se misturava com todos para curar e salvar, e não para comungar com seus pecados.
“Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus” (2Co.7:1). Que cheios do poder do Espírito Santo, sejamos a mensagem que o mundo precisa receber: de que Jesus está voltando e precisamos estar prontos para este grande Dia. Vigiemos e oremos!
Feliz semana, santificados para a vida eterna!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Números33 #RPSP
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“Por que, pois, desanimais o coração dos filhos de Israel, para que não passem à terra que o Senhor lhes deu?” (v.7).
Prestes a entrar em Canaã, duas tribos e meia de Israel fizeram um pedido inusitado: o de permanecer nas terras aquém do Jordão a fim de ter pastos suficientes para os seus gados. A segunda fala dos representantes daquelas tribos, no entanto, esclareceu o seu pedido e tranquilizou o coração do idoso líder, que, prontamente, lhes atribuiu herança daquém do Jordão desde que cumprissem a sua palavra e avançassem com as demais tribos contra os inimigos da nação. Cientes da maldição que lhes sobreviria caso não cumprissem o que lhes fora determinado, acordaram: “O que o Senhor disse a teus servos, isso faremos” (v.31). Assim, aquelas tribos estabeleceram suas moradas na Transjordânia, cada qual com suas cidades segundo a divisão estabelecida por Moisés.
Havia motivos suficientes para que Moisés ficasse alarmado com a escolha daquelas duas tribos e meia. Perto de sua morte, não poderia deixar encargo tão pesado sobre os ombros de seu sucessor. Procurou, então, resolver com celeridade a questão que poderia provocar nova contenda entre os filhos de Israel. A incredulidade tornaria a consumir o coração do povo e ameaçaria deixá-lo novamente em quarentena. Moisés tinha que ser rápido e enérgico, a fim de não permitir tamanho infortúnio. O esclarecimento daquelas tribos quanto às suas intenções de permanecer lutando ao lado de seus irmãos até que chegassem ao seu lugar, deu alívio ao coração de Moisés e garantiu o cumprimento de seu pedido.
A promessa do Senhor a Israel consistia nas terras dalém do Jordão, mas aquelas tribos vislumbraram terras férteis e abundantes na fronteira. Mesmo tendo sido atendido o seu pedido, não temos mais detalhes sobre os resultados positivos ou negativos desta surpreendente escolha. O plano original de Deus era que toda a nação habitasse em Canaã. Agora parecia que estava havendo uma separação. O Senhor opera no meio do Seu povo pela manifestação do Espírito Santo a fim de promover a comunhão. Ninguém atravessará os portais eternos, contudo, sem que haja concordado com isso. O contentamento com as terras da fronteira levarão muitos a lutar junto com o povo de Deus a caminho do Lar, mas, fincados os seus pés ali, não tomarão parte da herança eterna.
Decisões semelhantes têm sido tomadas a cada dia, e muitos que hoje tomam posição nas fileiras de Deus alegam vantagem em suas equivocadas escolhas. É como se cada um declarasse: “O plano de Deus é bom, mas o meu é melhor”. Em tempos de sacudidura, nossas escolhas devem refletir para onde estamos indo. Estamos simplesmente marchando com a intenção de voltar, ou avançando “para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp.3:14)? É tempo de nos consagrar inteiramente ao Senhor, de modo que estejamos com os pés nesta terra, mas com os olhos sempre no Céu.
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, herdeiros da Canaã celeste!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Números32 #RPSP
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“Assim, dos milhares de Israel foram dados mil de cada tribo: doze mil ao todo, armados para a guerra” (v.5).
Orientados “por conselho de Balaão” (v.16), os midianitas conseguiram enfraquecer muitos de Israel através dos encantos de suas mulheres. Fatal e irreversível foi a consequência para os que se deixaram contaminar pela idolatria e imoralidade disseminadas por elas. Grande clamor ascendeu no arraial de Deus até que chegou o tempo da “vingança do Senhor” (v.3). Foram convocados mil homens de cada uma das tribos de Israel, totalizando doze mil homens “armados para a guerra” (v.5). Este exército matou “todo homem feito”, além dos “reis dos midianitas”, e “Balaão, filho de Beor, mataram à espada” (v.8).
Vitoriosos, os filhos de Israel regressaram da batalha com as recompensas da guerra: “as mulheres dos midianitas e as suas crianças; também levaram todos os seus animais, e todo o seu gado, e todos os seus bens” (v.9). Contudo, ao Moisés deparar-se com aquelas que foram os instrumentos de maldição, ordenou que fossem mortas todas as que “fizeram prevaricar os filhos de Israel contra o Senhor” (v.16), mas que deixassem vivas as mulheres virgens. Também mandou exterminar as crianças do sexo masculino a fim de que não suscitassem descendência no futuro. Um período de purificação foi observado antes que o exército e os cativos pudessem entrar no arraial, as presas divididas e ofertas estabelecidas para serem dedicadas ao Senhor.
Em número de doze mil, ao todo, aquele pequeno exército, comparado às forças bélicas dos povos pagãos, retornou ao acampamento incólume. “Teus servos fizeram a conta dos homens de guerra que estiveram sob as nossas ordens, e nenhum falta dentre eles e nós” (v.49) – declararam os capitães dos milhares do exército. Visto o Senhor ter-lhes concedido tão grande bênção e livramento, apresentaram uma oferta voluntária, “cada um o que achou” (v.50); tesouros que foram levados “à tenda da congregação, como memorial para os filhos de Israel perante o Senhor” (v.54).
Temos um vislumbre muito aquém do que realmente acontecia nestas guerras sangrentas. Para alguns povos, porém, esta destruição era inevitável dado o grau de corrupção de seus habitantes. E a ira de Deus é muitas vezes questionada frente aos relatos do Antigo Testamento. Fica evidente que o Senhor não admitia a união do puro com o imundo e nem da justiça com a injustiça. A fim de evitar tal mistura, tanto os pagãos quanto os filhos de Israel que se rebelassem contra o Senhor deveriam ser punidos, e servirem de exemplo para as futuras gerações, como pontuou o apóstolo Paulo: “Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram” (1Co.10:6).
Como último exército do Deus vivo somos convocados a nos apresentar “armados para a guerra” (v.5). A nossa luta, no entanto, não consiste mais no uso de lanças e espadas, e nem de uns contra os outros, mas em estarmos revestidos da armadura de Deus. Cingidos “com a verdade”, vestidos “da couraça da justiça”, calçados “com a preparação do evangelho da paz; embraçando sempre o escudo da fé”, tomando “o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus; com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef.6:14-18), estaremos aptos para a batalha e permaneceremos inabaláveis até a vinda de nosso Senhor e Salvador Cristo Jesus.
Não esqueçamos que a nossa luta é contra Satanás e as potestades que estão a seu serviço. E até em nossas vitórias ele tenta incluir recompensas que não fazem parte do plano divino para nossas vidas. As mulheres midianitas podem representar tudo aquilo que julgamos ser uma bênção, mas que não passam de estratégias malignas para nos destruir. Apegue-se ao Senhor e à sabedoria de Sua Palavra e Testemunhos, e, certamente, o Espírito Santo lhe mostrará a diferença entre o puro e o imundo, entre a justiça e a injustiça. Precioso foi o sangue derramado para que sejamos purificados. Que o nosso coração seja sempre uma oferta voluntária dedicada ao Senhor e que isto reflita em nossa vida. Vigiemos e oremos!
Bom dia, purificados pelo sangue de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Números31 #RPSP
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“São estes os estatutos que o Senhor ordenou a Moisés, entre o marido e sua mulher, entre o pai e sua filha moça se ela estiver em casa de seu pai” (v.16).
O voto ou juramento era realizado para fins de adoração, gratidão, reavivamento espiritual ou até para alcançar alguma bênção. Tanto o homem como a mulher podiam fazer um voto, desde que respeitassem os estatutos estabelecidos por Deus para este propósito. A mulher, no entanto, deveria levar em conta a aprovação de seu pai ou de seu marido quanto ao voto realizado. Por vezes, pelo “dito irrefletido dos seus lábios” (v.6), uma mulher poderia fazer juramentos que fossem prejudiciais tanto a si mesma quanto à sua família. Para tanto, o pai ou o marido, responsáveis por sua proteção e segurança, foram autorizados pelo Senhor a “anular o voto que estava sobre ela” (v.8).
Um voto muito conhecido na Bíblia, feito por uma mulher, foi o voto de Ana. Sendo incapaz de gerar filhos, Ana prostrou-se em humilhação diante do Senhor e prometeu que se Ele lhe desse um filho ela o dedicaria a serviço dEle. Ciente da grande tristeza de sua amada esposa devido à sua esterilidade, seu marido, Elcana, não reprovou o voto de Ana, mas acordou em cumpri-lo logo após o desmame do pequeno Samuel (1Sm.1:24). Deus nunca Se agradou de votos precipitados ou realizados por motivos egoístas. A mulher exerce um papel fundamental no seio do lar e é muito importante que ela promova uma atmosfera de harmonia e de mútua cooperação na família.
Na cruz do Calvário, Jesus cumpriu o supremo voto dando a Sua vida para resgate de muitos. Quando encarnado entre nós, ao observar a incoerência dos votos e juramentos realizados, nos deixou a seguinte ordem: “de modo algum jureis” (Mt.5:34). Muitos dos juramentos daquela época eram feitos de forma pública e audível a fim de revelar uma aparência de piedade, enquanto o coração era guiado pelo orgulho. Da mesma sorte, o jejum era praticado como um mostruário de “santos”. Mas, ao contrário disso, Jesus jejuou no deserto, deixando-nos exemplo de que o jejum é uma prática espiritual entre o homem e Deus e não uma propaganda de santidade.
O Senhor não espera de nós hoje que nos obriguemos com votos e juramentos, mas com uma vida consagrada a Ele e intimamente ligada a dEle. Como mulher, mãe e esposa, devo conhecer e buscar praticar os meus deveres diante de Deus e de minha família. Não posso viver em função apenas de mim mesma, mas zelar pelo bem-estar de minha casa, pois está escrito: “A mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, com as próprias mãos, a derriba” (Pv.14:1). Olhemos para Cristo, Sua vida abnegada e altruísta, e, certamente, encontraremos lições suficientes que nos ensinarão a sermos servos e servas de Deus não somente de palavra, mas de fato e de verdade, para a glória do Pai. Vigiemos e oremos!
Bom dia, servos e servas do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Números30 #RPSP
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“No dia dez deste sétimo mês, tereis santa convocação e afligireis a vossa alma; nenhuma obra fareis” (v.7).
A continuação da descrição das ofertas nas festas solenes menciona a Festa das Trombetas, o Dia da Expiação e a Festa dos Tabernáculos. Já estudamos sobre estas cerimônias no livro de Levítico, e vimos que havia uma sequência lógica em cada uma delas, apontando tanto para o ministério terrestre de Cristo, quanto para os acontecimentos que antecedem a Sua segunda vinda. A Festa das Trombetas preparava o povo para a solenidade do Dia da Expiação. Por conseguinte, o Dia da Expiação preparava Israel para a celebração da Festa dos Tabernáculos.
Como o “sonido de trombetas” (v.1), os eventos que antecederam o início do tempo do fim anunciaram ao mundo a necessidade de urgente reavivamento e reforma. Lutero, Jerônimo, Calvino, dentre outros, descobriram nas Escrituras a fonte da verdadeira felicidade, que nem mesmo as constantes ameaças de morte poderiam lhes roubar. Após grande clamor que atingiu muitas das civilizações, provocando a curiosidade de conhecer o Livro Sagrado que até então só era acessível ao clero, a custo de sangue, suor e lágrimas, a Bíblia começou a ser traduzida e distribuída em outros idiomas.
Como uma espécie de sábado histórico, o tempo do juízo investigativo, em que Cristo entrou no Santíssimo do santuário celeste, aponta para um momento de resgatar a mensagem de João Batista e do próprio Cristo: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt.3:2; 4:17). O prenúncio e o início do tempo do fim foram marcados, qual som de trombetas, por eventos anunciados pelo próprio Jesus (Mt.24:29). Lisboa foi praticamente destruída quando, em 1755, foi atingida por terrível terremoto. Em 1780, a Nova Inglaterra e partes do Canadá ficaram em densas trevas em pleno dia. Conhecido como “o dia escuro”, naquele dia o sol não deu a sua claridade e a lua ficou como tingida de vermelho. Em 1833, a costa Leste dos Estados Unidos foi atingida pela maior chuva de meteoros já registrada na história.
Desde então, esses sonidos permanecem a ecoar a todos os que, com inteireza de coração, buscam conhecer ao Senhor através de Sua Palavra. Desde 1844, vivemos, simbolicamente, o Dia da Expiação. É tempo de santa convocação e aflição de alma. É tempo de empregarmos todos os nossos esforços na derradeira obra de salvação e usarmos com intensidade do mais poderoso instrumento dado por Deus ao homem: a oração. Uma vida de oração é o que sustenta a armadura do cristão. É através desta ligação direta do homem com Deus que seremos conduzidos à grande Festa dos Tabernáculos, quando estaremos para sempre nas moradas do Pai (Jo.14:1-3).
E assim como “falou Moisés aos filhos de Israel, conforme tudo o que o Senhor lhe ordenara” (v.40), o povo de Deus recebeu neste tempo solene a palavra profética através de Ellen G. White. Uma jovem de saúde debilitada, pouca escolaridade, mas que foi escolhida por Deus como Sua mensageira, por meio de quem falou através de mais de dois mil sonhos e visões. Como João Batista foi escolhido para preparar Israel para o primeiro advento de Cristo, a irmã White recebeu do Senhor a missão de preparar o derradeiro povo para a segunda vinda de Cristo Jesus. Se você ainda não conhece os seus escritos, eu lhe desafio a ler algo que ela escreveu. Você verá que não se trata de uma segunda Bíblia, mas de instruções inspiradas que lhe conduzirão às Escrituras e ao preparo necessário para sermos encontrados apercebidos no Dia do Senhor.
Que o Senhor continue nos conduzindo e reavivando nesta jornada rumo à grande festa que não terá fim! Vigiemos e oremos!
Bom dia, Israel do tempo do fim!
* Oremos pela Assembleia da Conferência Geral. Que o Espírito Santo seja derramado sobre a Igreja de Deus e sua liderança. Oremos pela chuva serôdia e uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Números29 #RPSP
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“É holocausto contínuo, instituído no monte Sinai, de aroma agradável, oferta queimada ao Senhor” (v.6).
Como quem instrui uma criança, Deus precisava inculcar na mente de Seu povo todas as cerimônias já estabelecidas no Sinai. A repetição das leis concernentes aos rituais do santuário tinham o objetivo didático de preparar Israel para transmitir, de geração em geração, os símbolos que apontavam para a missão do Messias. As ofertas contínuas, mais conhecidas como os sacrifícios da manhã e da tarde, representavam a Cristo, mas também a necessidade humana em permitir que o Senhor seja o primeiro e o último na vida. E a ênfase dada pelo Senhor, ao dizer: “Da Minha oferta, do Meu manjar para as Minhas ofertas” (v.2), comunica ao homem o plano exclusivamente divino de seu resgate.
Até o tempo de tais ofertas foi estabelecido por Deus, “a seu tempo determinado” (v.2), “dia após dia” (v.3), “um[…] pela manhã, e o outro, ao crepúsculo da tarde” (v.4). No sábado, “além do holocausto contínuo e sua libação” (v.10), havia uma oferta especial sabática. O início de cada mês também era dedicado ao Senhor com ofertas específicas, e o primeiro mês do ano, celebrado com a festa da Páscoa, sete dias de celebração, inaugurada e encerrada com “santa convocação” (v.18). O Senhor ensinou aos Seus filhos a melhor forma de administrar o tempo, de forma que jamais esquecessem a Quem pertenciam, de onde tinham vindo e para onde estavam indo.
Cada detalhe das instruções dadas pelo Senhor a Moisés na construção de Seu santuário e na adoração que ali seria oferecida revela o cuidado de um Deus que conhece a nossa natureza carnal e totalmente dependente de Sua constante presença e cuidado. Daquela nova geração, poucos haviam presenciado os prodígios do Senhor no Egito e a Sua gloriosa manifestação no Sinai. A fim de livrar a nação da apostasia, Deus usaria Seu servo Moisés antes de sua morte, a fim de proclamar as leis que a protegeriam. Não poderia ser diferente com a última geração dos filhos de Deus. De forma pontual, conforme os limites temporais previamente indicados nas Escrituras, o Senhor ergueu uma voz profética para os nossos dias.
Desviados dos princípios eternos da Palavra de Deus, aqueles que haviam se unido à reforma protestante, precisavam resgatar as verdades outrora esquecidas. Iluminados por um reavivamento pessoal e coletivo, um grupo de crentes, cheio do Espírito Santo, tornou à Bíblia como em busca de um tesouro perdido. Examinando as Escrituras ponto a ponto, especialmente o livro do profeta Daniel, seus olhos foram abertos para o solene tempo em que estavam vivendo, julgando fazer parte da geração que contemplaria o retorno de Cristo à Terra sem passar pela morte.
Qual não foi a sua decepção, o dia do advento tornou-se em dia de terrível desapontamento. Acertaram na data, mas erraram no evento. Em 22 de outubro de 1844, milhares de cristãos choraram amargamente a triste realidade de que o tempo determinado ainda não havia chegado. Contudo, homens de Deus que experimentaram o poder que os conduziu a tal experiência, buscaram em oração o consolo e a resposta do Senhor. Era necessário que ainda profetizassem “a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (Ap.10:11). E enquanto Jesus entrava no lugar Santíssimo do santuário celeste, a fim de iniciar o Seu juízo investigativo, Deus levantou um povo para proclamar ao mundo o Seu “evangelho eterno” (Ap.14:6) e terminar a missão que culminará na volta de Jesus: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt.24:14).
Não sabemos o dia e nem a hora em que o Filho do Homem virá. E não compete a nós marcar novas datas, mas confiar no tempo determinado por Deus, enquanto dia a dia fortalecemos a nossa fé oferecendo a nossa vida no altar do Senhor como sacrifício contínuo, vivo, santo e agradável a Ele, que é o nosso culto racional (Rm.12:1). Por isso que o tempo que o Eterno nos dá de presente é este: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). “Eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (2Co.6:2). Aproveitemos este tempo com Deus até que Ele o torne eterno. Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo do advento!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Números28 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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“Então, disse Moisés ao Senhor: O Senhor, autor e conservador da vida, ponha um homem sobre esta congregação[…] para que a congregação do Senhor não seja como ovelhas que não têm pastor” (v.16-17).
Israel vivia em uma sociedade patriarcal. A genealogia do povo era pelos nomes dos chefes das famílias, bem como o censo era realizado pela contagem dos homens. Além do que, os filhos homens eram detentores do direito de partilha de herança. O relato bíblico de hoje apresenta uma exceção com as filhas de Zelofeade. Filho da tribo de Manassés, Zelofeade não teve filhos que dessem continuidade à sua linhagem. Suas filhas, contudo, não foram passivas diante da possibilidade de ficarem sem herança e o nome de seu pai cair no esquecimento.
Apesar de ter morrido no deserto, Zelofeade não se aliou “contra o Senhor no grupo de Corá” (v.3). E mesmo não deixando descendência masculina, deixou no meio do povo uma linhagem de mulheres corajosas e decididas, que não temeram apresentar o seu caso diante do santuário, na presença dos líderes e de todo o Israel. Ainda que a lei dada por Deus a Moisés implicasse na transmissão da herança aos filhos homens, aquelas mulheres acreditavam que serviam a um Deus que olharia com justiça para o seu caso. E foi exatamente o que aconteceu. A partir da iniciativa delas, o Senhor ampliou a lei da herança conforme situações diversas.
Depois disso, o Senhor anunciou a morte do idoso líder de Israel. Moisés subiria ao “monte Abarim” (v.12) para avistar Canaã e, logo após ser recolhido, assim como se deu com Arão. Sua rebeldia “no deserto de Zim” (v.14) lhe custou a privação quanto a pôr os pés na terra prometida. Todavia, Moisés não teve particular preocupação. Não ousou questionar a vontade de Deus e nem reclamar os anos de labor do Egito ao deserto. Mas com o coração comovido e apiedado por um povo cujos desígnios eram inconstantes, fez apenas um pedido ao Senhor: que levantasse um novo líder para conduzir a nação ao cumprimento da promessa.
O Senhor, então, designou a Josué, um “homem em quem há o Espírito” (v.18) e ordenou que Moisés lhe impusesse as mãos e o apresentasse perante o sacerdote e perante toda a congregação. Aquele que andava lado a lado com Moisés, que o auxiliava de perto, foi o escolhido de Deus para dar continuidade à liderança de Seu povo. A companhia de Moisés, seu crescimento como líder, seus acertos e erros, sua humildade e compaixão, foram uma verdadeira escola para o recém-eleito chefe. Preciosas lições foram extraídas do dia-a-dia. Mesmo sem saber, Josué estava sendo preparado para a ousada tarefa de liderar Israel na posse da herança prometida.
O Administrador divino estabeleceu direitos e deveres diversos tanto a homens quanto a mulheres. Ambos sendo obedientes às instruções divinas, estão a permitir que o Senhor assuma o governo de sua vida e de sua casa. O pedido das filhas de Zelofeade representa o clamor de muitos que têm sido injustiçados e marginalizados frente a situações que estão fora de seu controle. Aquelas mulheres seriam deixadas à margem da pobreza e a família de seu pai desassistida, se não tivessem ido ao Senhor em busca de auxílio. E cada caso apresentado diante de Deus com justas intenções é visto pelo “autor e conservador da vida” (v.16) com especial consideração.
Tanto o pedido das filhas de Zelofeade quanto o pedido de Moisés implicava em continuar a história de uma família e a história de um povo. Precisamos, hoje, tomar posse do espírito daquelas mulheres e do grande líder de Israel para que a história da nossa família continue eternamente, fazendo parte do povo eleito do Senhor que desfrutará da herança eterna. Que, no fim, o Senhor possa dizer a nosso respeito: Eles “falam o que é justo” (v.7). Homens e mulheres, “em quem há o Espírito” do Deus vivo (v.18). Vigiemos e oremos!
Bom dia, homens e mulheres benditos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Números27 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100