Reavivados por Sua Palavra


2Reis 01 — Rosana Barros by Ivan Barros
24 de fevereiro de 2026, 0:45
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“Mas o Anjo do Senhor disse a Elias, o tesbita: Dispõe-te, e sobe para te encontrares com os mensageiros do rei de Samaria, e dize-lhes: Porventura, não há Deus em Israel, para irdes consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom?” (v.3).

O segundo livro dos Reis inicia com a sucessão do trono de Israel após o reinado de Acabe. Seu filho Acazias era o retrato exato da educação idólatra de sua mãe e da corrupção de seu pai. Após um acidente que comprometeu gravemente sua saúde, Acazias enviou mensageiros para consultar o deus de Ecrom. Baal-Zebube, que significa “senhor das moscas”, era uma das divindades pagãs. Contudo, “o Anjo do Senhor” (v.3) interpôs-se no caso para declarar, mais uma vez, que havia Deus em Israel. Elias foi enviado com uma mensagem de juízo, e sua aparência peculiar logo revelou sua identidade: “É Elias, o tesbita” (v.8).

Estando “assentado no cimo do monte” (v.9), Elias observava enquanto o primeiro capitão e seus cinquenta homens subiam ao seu encontro. Eles esperavam que o profeta descesse, mas, em vez disso, fogo do céu desceu e os consumiu. O mesmo aconteceu com o segundo grupo enviado por Acazias. Na terceira tentativa, porém, surgiu um capitão que soube reconhecer que estava diante de um homem de Deus. Clamando por sua vida e pela de seus subordinados, ele teve sua prece atendida pelo Anjo do Senhor, que disse a Elias: “Desce com este, não temas” (v.15). Então, Elias desceu e declarou pessoalmente a Acazias o que já havia dito aos mensageiros.

A justiça de Deus não deve nos causar medo; ela é salvação para os que creem: “Sendo justificados gratuitamente, por Sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Rm.3:24). Infelizmente, ela se torna juízo condenatório para os que rejeitam a graça divina. Muitas vezes, Deus nos reprova aqui para que não sejamos reprovados para a eternidade. Acazias não se deu por satisfeito até ouvir da boca do próprio Elias as mesmas palavras condenatórias ditas antes, mas em nenhum momento manifestou arrependimento. Fomos criados, meus irmãos, para a felicidade eterna e não para a condenação; o castigo final foi preparado “para o diabo e seus anjos” (Mt.25:41). O arrependimento é parte vital da justificação. Sem ele, não há perdão, e sem perdão, permanece-se no pecado e, como Acazias: “sem falta, morrerás” (v.16).

A missão do profeta era transmitir a Palavra do Senhor e conduzir o povo ao arrependimento e à genuína conversão. Foi o que Elias fez em todo o seu ministério, sendo zeloso em cumprir a vontade de Deus. Aquela chuva de fogo atingiu apenas alguns, mas chegará o tempo em que será uma execução em massa do juízo de Deus sobre os ímpios, quando estes cercarem a cidade santa após o milênio (Ap.20:9). Se assumirmos, contudo, a atitude do terceiro capitão de Israel, em atitude de humildade diante do Senhor, não teremos o que temer naquele grande Dia. Hoje, “agora mesmo, diz o Senhor: Convertei-vos a Mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, com choro e com pranto. Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque Ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-Se, e grande em benignidade, e Se arrepende do mal” (Jl.2:12-13).

O título de “homem de Deus” havia sido desvalorizado pelos falsos profetas do reino, mas Elias demonstrou sua autenticidade. Títulos nada valem se não houver coerência com o chamado. Somos portadores de uma mensagem solene e urgente, amados, que, se vivida, o mundo reconhecerá em nossas palavras e ações: “É Elias!”. Será que o nosso nome, aparência e atitudes têm sido uma inconfundível declaração de que somos homens e mulheres de Deus? Como Elias, precisamos subir ao mais alto lugar do monte da comunhão a fim de descermos de lá com o poder e a autoridade dadas pelo Céu para realizarmos as obras de Deus e apressarmos o retorno do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Muitos ignoram a profecia, mas não podem evitar seu cumprimento: “Assim, pois, morreu [Acazias], segundo a palavra do Senhor” (v.17). No futuro, o fogo descendo do céu será uma astúcia de Satanás para enganar (Ap.13:13). O que nos ajudará a discernir? Nossa caminhada com Jesus. Elias subia quando Deus dizia “sobe”, descia quando Ele dizia “desce” e ia quando Ele dizia “vai”. Que o Espírito Santo faça de nossa vida, por Sua graça e misericórdia, uma revelação de que somos, por preceito e por exemplo, homens e mulheres de Deus. Essa é exatamente a mensagem que a nossa vida deve dar ao mundo: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt.4:17).

Querido Deus e Pai, como são fortes as experiências dos profetas no passado e muitas vezes nos deparamos com relatos de muitas mortes de pessoas que foram vítimas de uma liderança imprudente. Senhor, grande responsabilidade repousa sobre nós como último movimento profético. Temos uma mensagem solene e sagrada a dar ao mundo com urgência, com a velocidade de um anjo voando pelo meio do Céu. Ó, Senhor, necessitamos nos arrepender de nossos pecados, reconhecer nossa condição laodiceana e comprar os tesouros do caráter de Cristo! Não podemos negligenciar essa vital necessidade! Por isso, clamamos a Ti pela ação do Espírito Santo, para que verdadeiramente a fé e o amor, a justiça de Cristo e o discernimento espiritual sejam uma realidade em nossa vida! E clamamos no todo suficiente nome de Jesus Cristo, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, homens e mulheres de Deus!

Rosana Garcia Barros

#2REIS01 #2REIS1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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