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“Eis que tens ensinado a muitos e tens fortalecido mãos fracas” (v.3).
Apesar de reconhecer a vida íntegra de Jó e sua disposição em ajudar o próximo, Elifaz ficou indignado com o discurso de seu amigo sofredor. A lamentação de Jó e sua desesperadora necessidade de descanso e alívio soaram aos ouvidos de Elifaz e de seus companheiros como palavras ofensivas e egoístas. Certamente Elifaz foi o primeiro a se manifestar por ser o mais velho, e sua experiência o fez julgar a situação de Jó como consequência de algum pecado.
O próprio Elifaz confirmou a conhecida benignidade de Jó. Sua vida regida por fé, esperança e amor sempre se estendia como uma poderosa influência na vida de outros, especialmente na vida daqueles que mais necessitavam. Jó era um homem que fazia a diferença por onde passava e que não fazia acepção de pessoas. Com os olhos do coração, se compadecia do sofrimento alheio e buscava em Deus a melhor forma de ser útil na obra de assistência aos seus semelhantes.
Sua terrível condição era inexplicável. Como um homem tão íntegro em seus propósitos poderia estar passando por tudo aquilo? O ser humano é sedento por respostas e, diante de um quadro tão assustador, Elifaz concluiu que a vida de Jó não era tão íntegra quanto aparentava ser. E, descrevendo sua visão noturna como uma experiência espiritual e sobrenatural, confirmou o seu pensamento como sendo uma mensagem de Deus para Jó. Mas é certo de que aquela visão não foi obra do Senhor, mas daquele que é “o acusador de nossos irmãos” (Ap.12:10).
Assim como o caso de Jó era um mistério diante de todos que, com horror, contemplavam o seu sofrimento, Satanás tem agido com cólera ainda pior em nossos dias. O acusador e inimigo dos homens tem afligido o povo de Deus de forma desleal e cruel, mas seus planos são frustrados a cada tentativa, visto que é carrasco deste corpo mortal, mas não tem poder para “matar a alma” (Mt.10:28). Mesmo que muitas das palavras de Elifaz façam sentido e tenham embasamento bíblico, seu julgamento as tornou instrumentos de condenação. Precisamos ter muito cuidado com o uso das palavras, “porque”, como disse Jesus, “pelas suas palavras, serás justificado e, pelas suas palavras, serás condenado” (Mt.12:37).
Meus irmãos, precisamos entregar ao Senhor os propósitos de nosso coração. É obra de toda uma vida depender de Deus e buscar em Sua Palavra a sabedoria para vivermos uma vida íntegra e fiel, ainda que, aos olhos humanos, a nossa condição seja vexatória. Jó estava exposto a opiniões cruéis e sob o olhar crítico daqueles que havia ajudado. Jesus foi rejeitado pelos Seus e condenado por muitos que haviam testemunhado o Seu amor e serviço altruísta. Não podemos esperar uma vida menos atribulada, visto estarmos tão perto do “dia de angústia qual nunca houve” (Dn.12:1).
Diante de um mundo em contagem regressiva, que nossa vida adore ao Senhor ainda que as provações nos assaltem. Que o nosso indicador esteja voltado para a nossa própria direção, clamando a Deus que nos transforme de dentro para fora. Que a maior experiência sobrenatural de nossa vida seja a boa e diária obra do Espírito Santo a nos reavivar e santificar. É um processo doloroso, mas que produz “para nós eterno peso de glória” (2Co.4:17).
Senhor, nosso Deus misericordioso, o inimigo das almas continua lançando as suas setas na direção dos Teus servos a fim de feri-los e desanimá-los. Mas eu acredito que a maior arma do maligno nesses últimos dias tem sido a tranquilidade ou letargia. Estamos tão envolvidos com as coisas deste mundo e muitas vezes tão mais entusiasmados com elas, que nos tornamos como Elifaz, cheios de palavras eloquentes, mas vazios do Espírito Santo. Ó Senhor, tem piedade de nós! Desperta-nos enquanto há tempo! Que não tenhamos vergonha de ser diferentes, ainda que perseguidos e mal compreendidos. Dá-nos a coragem de ficar em pé ainda que todos se curvem ao deus deste século! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, santificados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#JÓ4 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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