Reavivados por Sua Palavra


JUÍZES 07 — Rosana Barros by Ivan Barros
20 de novembro de 2025, 0:45
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“Sucedeu que, naquela mesma noite, o Senhor lhe disse: Levanta-te e desce contra o arraial, porque o entreguei nas tuas mãos” (v.9).

Ainda “de madrugada” (v.1), Gideão se levantou e levou consigo um exército de trinta e dois mil homens. Estava claro que o povo percebeu que o Senhor o havia escolhido como juiz em Israel. Era um exército pequeno comparado aos milhares de midianitas e “amalequitas e todos os povos do Oriente [que] cobriam o vale como gafanhotos em multidão” (v.12). As palavras do Senhor a Gideão, portanto, não faziam muito sentido: “É demais o povo que está contigo” (v.2). E a ordem de enviar para casa vinte e dois mil homens deve ter sido um tanto assustadora. Mas a razão de tal ordenança revela a preocupação de um Deus que vê o fim desde o princípio e que sonda os corações: “Israel poderia se gloriar contra Mim, dizendo: A minha própria mão me livrou” (v.2).

“Quem for tímido e medroso, volte” (v.3), foi a ordem divina, restando apenas dez mil homens. Fico imaginando o coração de Gideão ao perder mais da metade de seu exército. Foi uma grande prova de fé permanecer na campanha com tão poucos. Unicamente a confiança em Deus e em Sua Palavra mantém os nossos pés na posição do dever. Olhar para as circunstâncias adversas redunda em desânimo e desespero. É na tranquilidade e na confiança que está a nossa força (Is.30:15). Gideão precisava confiar que se perseverassem no Senhor, mil homens fugiriam “pela ameaça de apenas um” (Is.30:17). Porque Deus não precisa de muitos que se pareçam com soldados e se vistam como soldados. Ele usa aqueles que aceitam ser vestidos com a Sua armadura (Leia Ef.6:10-18).

O que Deus nos pede e os meios que usa podem ser, por vezes, bem inusitados. A forma de beber água foi o que definiu a última peneira divina, restando apenas “trezentos homens” (v.7). E eu pergunto, amados: O que eram trezentos homens em comparação com a força inimiga? Aos olhos humanos era um atestado de morte, uma loucura! Mas aos olhos do Senhor, era mais do que suficiente para revelar o Seu poder. Ainda assim, foi tão lindo o modo compreensível com que Ele lidou com Gideão: “Se ainda temes atacar, desce tu com teu moço Pura ao arraial; e ouvirás o que dizem; depois, fortalecidas as tuas mãos, descerás contra o arraial” (v.10-11). Percebendo o medo no coração de Seu servo, o Senhor lhe deu um sinal para lhe fortalecer a confiança. Sinal este que fez Gideão adorar ao Senhor e preparar seu pequeno exército não com espadas e lanças, mas com trombetas e cântaros acesos.

Aquele grito de guerra: “Pelo Senhor e por Gideão!” (v.18), representa a nossa necessidade de confiar no Senhor e nos Seus escolhidos. Tudo o que Gideão estava fazendo até então era no poder e na autoridade do “assim diz o Senhor”. Enquanto ele permanecesse assim, poderia declarar: “Olhai para mim e fazei como eu fizer” (v.17). E aqueles homens “seguravam na mão esquerda as tochas e na mão direita, as trombetas” (v.20). O Senhor deseja que tenhamos em mãos exatamente o que Ele nos pede, amados. Numa guerra como aquelas, eles poderiam estar armados até os dentes. Mas ao confiarem no Senhor e no seu líder, grande foi o livramento, pois “permaneceu cada um no seu lugar ao redor do arraial, que todo deitou a correr, a gritar e a fugir” (v.21). Deus despertou nos inimigos de Israel um pânico geral, de modo que “Ao soar das trezentas trombetas, o Senhor tornou a espada de um contra o outro” (v.22).

Nós estamos às vésperas do maior dos conflitos que este mundo já testemunhou. Porque se levantarão “três espíritos imundos semelhantes a rãs; […] eles são espíritos de demônios, operadores de sinais” que irão se dirigir “aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso” (Ap.16:13-14). O Armagedom, amados, não será, portanto, uma guerra física, mas espiritual e, diante do ajuntamento mundial pelos poderes religiosos apóstatas aliados aos poderes civis do mundo inteiro, o remanescente será como os trezentos de Gideão, considerados poucos e indefesos. Mas o que Jesus nos aconselha a ter em mãos nestes últimos dias é a garantia da nossa vitória final:

“Aconselho-te que de Mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas” (Ap.3:18).

Amados, o ouro refinado no fogo é a fé que atua pelo amor: “para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo” (1Pe.1:7). “porque o amor é forte como a morte […] as suas brasas são brasas de fogo, são veementes labaredas” (Ct.8:6). As vestiduras brancas são a justiça de Cristo: “umas poucas pessoas que não contaminaram as suas vestiduras e andarão de branco junto Comigo, pois são dignas” (Ap.3:4). “São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram as suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap.7:14). E o colírio é o Espírito Santo: “Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus” (1Co.2:10). “Iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos” (Ef.1:18).

Que, ricos da fé e do amor, vestidos da justiça e pureza de nosso Salvador e com os olhos abertos pelo Espírito do Senhor, façamos parte dos restantes de Deus que viverão o cumprimento da profecia: “Caiam mil ao teu lado, e dez mil, à tua direita; tu não serás atingido. Somente com os teus olhos contemplarás e verás o castigo dos ímpios. Pois disseste: O Senhor é o meu refúgio. Fizeste do Altíssimo a tua morada” (Sl.91:7-9).

Nosso Deus, Senhor dos Exércitos é o Teu nome. Nós Te agradecemos porque a Tua Palavra nos alcança hoje como foi com o Teu povo no passado. O Senhor ainda fala conosco e nós Te pedimos que o Espírito Santo continue iluminando a nossa mente com a luz das Escrituras e nos guiando por onde devemos andar, ainda que por vezes pareça não fazer muito sentido o que o Senhor nos pede. Mas se perseverarmos em seguir pelo Teu caminho, cremos que no final há uma recompensa maravilhosa e eterna. Ajuda-nos, Senhor! Concede-nos a fé que atua por amor, o Teu manto de justiça e olhos abertos e vigilantes. Em nome de Jesus, Amém!

Bom dia, remanescente do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#JUÍZES07 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


2 Comentários so far
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Avatar de Gourgel Abias Matias Cambinda

Deus seja louvado por essa rica meditação.
Senti-me muito fortalecido.

Comentário por Gourgel Abias Matias Cambinda

Avatar de Silvio Fernandes

Excelente devocional! Obrigado!

Comentário por Silvio Fernandes




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