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Texto bíblico: II PEDRO 1 – Primeiro leia a Bíblia
II PEDRO 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/2pe/1
Conta-se a história de uma mulher que passou mais de 20 anos cuidando de um homem rico. À medida que a morte se aproximava, o homem decidiu deixar uma parte considerável de sua riqueza para a mulher que tão ternamente cuidou dele. Ele escreveu tudo em um pedaço de papel e entregou a ela. Ela agradeceu, levou o pedaço de papel para seu humilde apartamento em Londres e pregou-o na parede. Como ela não sabia ler, ela não tinha ideia do que dizia.
Ao longo dos anos após a morte do homem, a mulher continuou a viver na pobreza. Poucos dias antes dela morrer, o pastor veio visitá-la. Ele perguntou a ela sobre o pedaço de papel pregado na parede. Enquanto ele lia para ela, ela de repente percebeu tudo o que havia perdido. Essa folha de papel possuía a promessa de tudo que ela sempre precisou para uma vida boa e confortável.
Tudo o que precisamos para uma vida boa pode ser encontrado nas grandes e preciosas promessas de Deus. Essas promessas se cumprem não apenas nos dons, mas se tornam ainda mais verdadeiras no presente que o próprio Jesus é para nós. Reivindique sua herança hoje!
Dan Martella
Pastor e administrador aposentado, Hanford, Califórnia, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/2pe/1
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1053 palavras
1 Servo. Do gr. doulos (ver com. [CBASD] de Rm 1:1). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 651.
Apóstolo. Do gr. apostolos, “mensageiro”. CBASD, vol. 7, p. 651.
Conosco. Ou seja, assim como nós temos. Pedro equipara a fé dos leitores à sua. CBASD, vol. 7, p. 651.
conosco obtiveram fé igualmente preciosa. Como apóstolo e testemunha ocular da majestade de Jesus (1:16), a fé manifestada por Pedro era tão preciosa aos olhos de Deus quanto a dos leitores que não viram a Cristo (Jo 20:29). Bíblia de Estudo Andrews.
Obtiveram. O dom é devido à graça de Deus e não a qualquer valor inerente ao indivíduo. CBASD, vol. 7, p. 651.
justiça do nosso Deus. Aqui, Pedro explica que seus leitores compartilhavam a mesma fé que ele, em virtude da misericórdia divina, que traz salvação a todos. CBASD, vol. 7, p. 651.
Salvador. A construção grega sugere que “nosso Deus e Salvador Jesus Cristo” se refere a uma só pessoa: Jesus Cristo. A frase pode ser traduzida como “o nosso Deus, o Salvador Jesus Cristo”. Tão clara aceitação da divindade de Jesus não causa surpresa, pois o próprio Pedro reconheceu que o Senhor era “o Filho do Deus vivo” (Mt 16:16), e tinha ouvido e tinha ouvido Tomé chamá-Lo de “Senhor meu e Deus meu” (Jo 20:28; […]). CBASD, vol. 7, p. 651, 652.
2 Sejam multiplicadas. Os leitores já possuíam graça e paz. Então, o apóstolo deseja que eles obtenham mais ainda provisões desses dons celestiais (ver 2Pe 3:18). CBASD, vol. 7, p. 652.
No pleno conhecimento. Ou, “no conhecimento”. A palavra aqui usada para “conhecimento” (epignōsis) é mais enfática do que a forma substantiva simples (gnōsis), e sugere um conhecimento mais amplo e perfeito, resultado da contemplação do objeto estudado. Esse conhecimento influencia a vida de que o obtém. Quando se centra no Pai e no Filho, traz graça abundante e paz ao coração. CBASD, vol. 7, p. 652.
3 Visto como. Ou, “visto que”. As palavras que se seguem são uma expansão do pensamento de que a graça e a paz vêm do conhecimento pessoal de Deus e de Cristo (v. 2). CBASD, vol. 7, p. 652.
Todas as coisas. Um lembrete de que o Senhor não reteve nenhuma ajuda necessária à salvação. CBASD, vol. 7, p. 652.
nos têm sido doadas todas as coisas. Deus fez provisão plena para nossa vida espiritual. Ela é recebida por meio de Jesus. Bíblia de Estudo Andrews.
Piedade. Do gr. eusebeia, “religião”, a conduta cristã (ver com. [CBASD] de 1Tm 2:2). Os dons são concedidos por Cristo a fim de que Seus seguidores atinjam os padrões estabelecidos para eles. A vida vitoriosa não pode ser vivida sem os dons, por isso, cabe a nós aceitá-los e usá-los. CBASD, vol. 7, p. 652.
Glória e virtude. A visão do Cristo “exaltado” estimula as pessoas a abandonar o pecado e buscar as gloriosas qualidades oferecidas pelo Salvador. CBASD, vol. 7, p. 652.
4 Mui grandes promessas. O apóstolo se refere a todas as garantias divinas que se cumprem na salvação do crente. No entanto, tendo em vista o uso posterior (2Pe 3:13), a palavra pode se referir especialmente à segunda vinda e à glória que a acompanha, caso em que todas as promessas divinas se cumprirão. CBASD, vol. 7, p. 653.
5-7 associai com a vossa fé […] amor. O crescimento espiritual começa com a fé, nossa primeira reação ao evangelho, e culmina com o amor, a maior das virtudes (1Co 13:13), o cumprimento da lei (Rm 13:10) e a evidência da perfeição cristã (Mt 5:44-48). Bíblia de Estudo Andrews.
10 confirmar a vossa vocação e eleição. O crescimento espiritual não é a base para nosso chamado e nossa eleição. Todavia, repudiamos a eleição quando nos negamos a crescer. Bíblia de Estudo Andrews.
14 estou prestes a deixar o meu tabernáculo. O tabernáculo é uma construção temporária, uma metáfora para a brevidade da vida (2Co 5:1-4). Bíblia de Estudo Andrews.
16-18 Pedro responde à primeira objeção dos falsos mestres: a alegação de que a segunda vinda é um mito. Bíblia de Estudo Andrews.
16 testemunhas oculares da sua majestade. Pedro argumenta que a transfiguração (Mc 9:1-8) foi uma prévia e um anúncio da segunda vinda de Jesus. Bíblia de Estudo Andrews.
19 Tanto mais confirmada a palavra profética. Pedro sugere que a profecia é uma base ainda mais garantida para a crença na segunda vinda do que seu testemunho pessoal da glória de Jesus na transfiguração. Bíblia de Estudo Andrews.
Pedro e seus condiscípulos baseavam suas firmes convicções sobre a missão de Cristo na forma como Sua vida cumpriu as promessas do AT (cf. At 2:22-36; 3:18; 4:10, 11, 23-28). Esse conhecimento, somado ao conhecimento pessoal do Senhor durante Seu ministério terrestre (cf. 1Jo 1:1-3), dava a eles uma base inabalável para a fé. Eles passaram a vida compartilhando a fé com os outros, edificando, assim, a igreja apostólica. Hoje os representantes de Cristo têm a mesma missão. CBASD, vol. 7, p. 658.
até que o dia clareie. A profecia cumpre uma função até a chegada de seu cumprimento. Ela deve fazer Jesus – a “estrela da alva” e a “luz” da esperança – brilhar em nosso viver diário. Bíblia de Estudo Andrews.
O dia. A mente de Pedro parece ter passado, muito naturalmente, da transfiguração, que prefigurava o retorno glorioso do Senhor para o grande “dia” em si. Ele não estava apenas lembrando seus leitores do espetáculo que tinha contemplado no monte, mas dirigindo a mente deles para o evento glorioso prenunciado: a segunda vinda de Cristo em poder e glória. CBASD, vol. 7, p. 658.
Estrela da alva. Do gr. phōsforos, composto de phōs, “luz”, e do verbo phero, “portar”; portanto, “portador de luz” ou “aquele que traz luz”. Phōsforos, que ocorre somente aqui no NT, era utilizado para o planeta Vênus, em geral conhecido como a estrela da manhã (cf. com. [CBASD] de Is 14:12). Aqui, sem dúvida, o apóstolo se refere a Cristo (cf. com. [CBASD] de Ml 4:2; Lc 1:78, 79; Ap 2:28; 22:16). CBASD, vol. 7, p. 658.
20, 21 Pedro responde à segunda objeção: a profecia tem origem humana. Bíblia de Estudo Andrews.
20 particular elucidação. Refere-se à acusação de que os profetas interpretaram os próprios sonhos e visões pessoais, ou seja, de que a profecia teria origem humana. Bíblia de Estudo Andrews.
21 Homens [santos] falaram da parte de Deus. Evidências textuais […] apoiam a variante “homens falaram da parte de Deus”, isto é, aqueles que foram movidos pelo Espírito Santo transmitiram as mensagens que haviam recebido de Deus. CBASD, vol. 7, p. 658.
falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo. Pedro argumenta que a palavra profética resulta da obra e do poder do Espírito Santo. Bíblia de Estudo Andrews.
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“Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (v.21).
Em sua segunda carta, o apóstolo Pedro já não mais se refere aos “forasteiros da Dispersão” (1Pe.1:1), mas aos que “obtiveram fé igualmente preciosa na justiça” (v.1) de Jesus Cristo, assim como ele e os demais conversos haviam obtido. A preciosa graça que os havia alcançado rasgaria as cortinas do tempo até atingir o coração da geração de cristãos dos últimos dias. O que o pastor Pedro escreveu, certamente alcançaria as últimas ovelhas do rebanho do Senhor. Mesmo após a sua morte, sua voz não seria calada e, por meio destas cartas, tremendas advertências nos são dadas para que possamos crescer “no pleno conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor” (v.2); o conhecimento fundamental e indispensável para “todos quantos amam a Sua vinda” (2Tm.4:8).
Conduzidos “à vida e à piedade, pelo conhecimento completo dAquele que nos chamou para a Sua própria glória e virtude” (v.3), os filhos de Deus têm recebido grande luz, e, à cada geração, apesar das trevas morais e espirituais que têm se multiplicado, Deus os têm suprido de sabedoria e entendimento. O conhecimento de Deus e do Seu Cristo através de uma vida de comunhão e de relacionamento diário, e a plena esperança nas Suas “preciosas e mui grandes promessas”, os estão tornando “coparticipantes da natureza divina” (v.4). Santo e sagrado privilégio! O ser humano é convidado a refletir o caráter de Cristo ainda aqui, através da diligente prática dos seguintes atributos, perfeitamente associados, nesta ordem:
1. Fé;
2. Virtude;
3. Conhecimento;
4. Domínio Próprio;
5. Perseverança;
6. Piedade;
7. Fraternidade;
8. Amor.
Através destas coisas, existindo em nós e em nós aumentando (v.8), o Espírito Santo cuida de produzir e multiplicar o Seu sublime fruto. E Pedro enfatizou a importância de uma procura diligente quanto a “confirmar a [nossa] vocação e eleição” (v.10), o que lança por terra a teoria de “uma vez salvo, salvo para sempre”. Assim como o próprio Jesus cumpriu com diligência cada etapa de Seu ministério terrestre, perdendo a Sua vida para reconquistá-la ao terceiro dia, como Seus discípulos, somos chamados para morrer para as “paixões que há no mundo” (v.4) e viver segundo a eleição até que, por Sua graça, alcancemos o galardão naquele grande Dia. “Pois desta maneira é que [nos] será amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (v.11).
O pecado nos tornou naturalmente egoístas e, dentro deste contexto, nossas tendências estão sempre voltadas a atender as nossas próprias vontades e ambições. Abrimos mão dos benefícios da providência divina quando nos rebaixamos a atender aos caprichos de nosso enganoso e corrupto coração. Somente a constante entrega do humilde suplicante pode promover a transformação do caráter e o crescimento tão necessário do conhecimento de Deus e de Cristo. Aquele que nos guia “a toda a verdade” (Jo.16:16), possui uma verdade presente de valor inestimável para o nosso tempo, mas nem todos estão dispostos a aceitá-la e vivê-la, como enfatizou Ellen White:
“Os que apresentam a verdade para este tempo não devem esperar ser recebidos com mais favor do que o foram os primeiros reformadores. A grande controvérsia entre a verdade e o erro, entre Cristo e Satanás, há de aumentar em intensidade até ao final da história deste mundo” (O Grande Conflito, CPB, p.66).
A Bíblia não é um livro comum, nem tampouco um compêndio de “fábulas engenhosamente inventadas” (v.16). Toda ela aponta para o reencontro da criatura com o Seu Criador. “Porque o Senhor cumprirá a Sua palavra sobre a Terra, cabalmente e em breve” (Rm.9:28). E assim como Pedro foi testemunha ocular na primeira vinda do nosso Salvador, nós o seremos, pela graça de Deus, em Sua segunda vinda. Busquemos, pois, com muito mais empenho, estar confirmados na verdade presente (v.12), pois, conforme “a palavra profética”, ela é como “uma candeia que brilha em lugar tenebroso”, e nos aponta o caminho para Casa. Lembrem-se: “Crede no Senhor, vosso Deus e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr.20:20).
Pai de amor, clamamos a Ti para que o Teu Espírito nos conduza à vida e à piedade, pelo conhecimento completo do Senhor, que nos chamou para a Sua glória e virtude! Habita em nós, Senhor, a fim de que nos tornemos coparticipantes da Tua natureza! Lindo é o Teu caráter, ó Deus! E nós, indignos de obtê-lo. Mas, por Tua graça e misericórdia, cremos que podes transformar a nossa vida à semelhança do Teu Filho amado. Que a Tua verdade presente, com tudo o que ela implica, seja colocada em prática em nossa vida pelo poder do Teu Espírito. No nome precioso de Jesus, nós Te pedimos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, “coparticipantes da natureza divina” (v.4)!
Rosana Garcia Barros
#2Pedro1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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II PEDRO 1 – Uma comparação entre as cartas de Pedro ajudará a ampliar nossa compreensão:
• I Pedro encoraja os crentes a suportarem perseguições com fé e esperança na glória futura; II Pedro foca pouco no sofrimento, sua maior preocupação são as heresias e corrupção dos cristãos.
• I Pedro chama os crentes a viverem de maneira santa e submissa, refletindo Cristo. II Pedro reafirma a necessidade de crescer na graça e conhecimento de Cristo.
• Em I Pedro, “falsos mestres” não é um tema central; em II Pedro, a principal preocupação são os propagadores de falsos ensinos, denunciando falsos mestres e suas destruições.
• Ambas as cartas contêm tom pastoral, todavia, embora I Pedro seja mais encorajadora, utilizando metáforas como “pedras vivas” e “rebanho de Deus”, II Pedro usa linguagem mais intensa e severa, com comparações a Sodoma e Gomorra e advertências sobre destruição iminente.
• I Pedro menciona a segunda vinda de Cristo como fonte de esperança aos crentes; II Pedro enfatiza a certeza da volta de Cristo e adverte sobre zombadores que a negarão.
A segunda carta de Pedro é seu último testamento “(1:13-14). Ela novamente contém uma mensagem pastoral dirigida à igreja. Aqui ele adverte contra os falsos mestres e também oferece conselhos importantes sobre pureza, conhecimento e crescimento espiritual. A epístola ensina que a graça de Deus em Cristo realmente converte e capacita os cristãos a viver virtuosamente, mesmo em face de hostilidade. Entretanto, os ataques contra o povo de Deus não são apenas externos, mas também internos” (Bíblia do Discípulo).
Pedro inicia esta carta reafirmando que a fé cristã é fundamentada na justiça de Deus e do Salvador Jesus Cristo; a qual nos é concedida e não adquirida por méritos humanos (II Pedro 1:1-2).
Pedro enfatiza que Deus já “nos deu tudo de que necessitamos para a vida e para a piedade”, capacitando-nos a crescer espiritualmente. Ele apresenta a “escada do crescimento cristão” (II Pedro 1:3-12), onde cada virtude conduz ao caráter plenamente desenvolvido:
Fé + virtude + conhecimento + domínio próprio + perseverança + piedade + fraternidade + amor.
Esse processo indica que a salvação envolve tanto justificação quanto santificação (transformação).
Para isso, a Bíblia é a revelação divina – é nossa única regra de fé e prática (II Pedro 1:15-21).
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.