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Texto bíblico: ATOS 26 – Primeiro leia a Bíblia
ATOS 26 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: Atos 26
Paulo nunca poderia ter arranjado um encontro com o governador e o rei para lhes apresentar o evangelho. Mas Deus pode qualquer coisa.
Após seu testemunho pessoal, Paulo fez um apelo. No crescente da oratória de Paulo, Festo interrompeu. Paulo educadamente disse ao governador que o que estava dizendo era “verdadeiro e de bom senso” (v.25). Então, Paulo, voltando-se para o rei, fez seu último apelo: “Rei Agripa, crês nos profetas? Eu sei que sim” (v. 27 NVI).
Quando o rei disse que Paulo quase o fizera um crente em Jesus, o apóstolo, com genuína paixão, articulou seu desejo de que todos dentre seus ouvintes naquele dia, se tornassem tão livres e alegres em Cristo como ele era, apesar de suas correntes.
Jesus certa vez disse: “vocês serão levados à presença de governadores e reis como testemunhas a eles e aos gentios. Mas quando os prenderem, não se preocupem quanto ao que dizer, ou como dizê-lo. Naquela hora lhes será dado o que dizer, pois não serão vocês que estarão falando, mas o Espírito do Pai de vocês falará por intermédio de vocês” (Mt 10:18-20 NVI). Isto é o que aconteceu naquele dia.
Ron E. M. Clouzet
Diretor da Associação Ministerial
Divisão Norte da Asia-Pacífico
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/act/26
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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1081 palavras
1 Estendendo a mão. A menção a este gesto espontâneo sugere que Lucas pode ter sido uma testemunha ocular. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 470.
Defender-se. Isto é, fez sua defesa. Ao se defender perante Agripa, Paulo se dirigiu a alguém que era nominalmente judeu, embora não parecesse hostil a ele. Confiante de que seria mais bem compreendido, falou com mais liberdade e talvez com mais detalhes do que nas audiências anteriores diante de Félix e Festo. CBASD, vol. 6, p. 470.
2,3 A Apologia Pro Vita Sua é o clímax dos discursos de Paulo em Atos. Começa com a costumeira introdução retórica (captatio benevolente) perante um juiz. Há fortes indicações que Lucas estava presente. Bíblia Shedd.
3 Mormente. Esta palavra provavelmente se refere à felicidade de Paulo de contar tudo a Agripa, não por Agripa ser superior a todos os judeus preeminentes e bem informados. CBASD, vol. 6, p. 470.
Versado em todos os costumes e questões … entre os judeus. Como bisneto de Herodes, o Grande, e filho de Herodes Agripa I, que tinha perseguido a igreja (12.1-3), Herodes Agripa II (27-100 d.C.) conhecia intimamente as questões judaicas, pois tinha autoridade política para designar o sumo sacerdote. Agripa II não era popular entre os judeus por causa de sua relação incestuosa com sua irmã Berenice (25.13, nota). Bíblia de Genebra.
5 Seita. A palavra pode significar “heresia” ou “seita”. Neste caso, designa os fariseus como uma seita. CBASD, vol. 6, p. 471.
vivi fariseu … seita mais severa. Conhecendo o passado de Agripa, Paulo enfatizou sua dependência no Deus de seus pais (cf 24.14) e seu vínculo com os fariseus (Fp 3.5-6), para mostrar a legitimidade de seu judaísmo. Paulo argumentou que Deus havia prometido a ressurreição do corpo. Embora esta fosse a crença dos judeus em geral e dos fariseus em particular, estava sendo usada como base das acusações contra ele. Bíblia de Genebra.
6 Os fariseus, partido popular dos judeus, aceitavam a plena inspiração dos livros proféticos (do AT). O cerne da mensagem profética é a esperança do Messias e a ressurreição dos mortos. Bíblia Shedd.
10,11 Santos. Nome preferido de Paulo para os crentes (9.13). Dn 7 usa este nome para os verdadeiros israelitas. Aqui percebemos que a perseguição inicial (At 8.1-4) foi muito séria, com outros mártires além de Estêvão. Bíblia Shedd.
Blasfemar. Dizer “Anátema Jesus” seria equivalente a negá-lo publicamente (cf 1Co 12.3). Bíblia Shedd.
Cidades estranhas. Cidades fora da Palestina. Bíblia Shedd.
14 Recalcitrares contra os aguilhões [ARA; NVI: “Resistir ao aguilhão só lhe trará dor!”. Provérbio grego, “Não vale a pena resistir; senão sofrerá”. Bíblia Shedd.
Você está somente machucando a si próprio!”. Life Application Study Bible.
Parece que este era um provérbio grego bem conhecido, que devia ser comum em meio a qualquer povo agrícola, até entre os judeus. A imagem é extraída do costume dos camponeses orientais de usar um aguiIhão de ferro para apressar o ritmo lento dos bois. É possível que esta cena estivesse ocorrendo de verdade junto à estrada de Damasco e que o Senhor a tenha usado como uma ilustração útil de Sua mensagem ao perseguidor. CBASD, vol. 6, p. 473.
19 A visão celestial. Não foi um sonho. Saulo literalmente encontrou o Senhor na estrada de Damasco e O conheceu pessoalmente, em certo sentido, de maneira ainda mais pessoal do que aqueles que O conheceram em carne. Para Paulo, essa visão se manteve como uma realidade viva. Ele sabia em quem cria (2Tm 1:12). CBASD, vol. 6, p. 474.
20 praticando obras dignas. Não salvam; expressam o caráter mudado pelo Espírito Santo. Bíblia Shedd.
22 Socorro de Deus. Aos olhos humanos, foram Lísias [At 21:31; 23:26] e seus soldados que resgataram Paulo, mas ele sabia que Deus enviara a ajuda (At 23:11). CBASD, vol. 6, p. 475.
23 Cristo devia padecer … ressurreição dos mortos. Os judeus tinham dificuldade para aceitar a ideia de que o Messias iria sofrer e morrer. Jesus e Seus discípulos ensinaram esta doutrina a partir das Escrituras (17.2-3; Lc 24.27; 1Co 15.3-4) e ainda assim os judeus a rejeitaram, prenderam Paulo e queriam matá-lo. Bíblia de Genebra.
24 louco. Não pretende ofender. Pensava-se na antiguidade, que [o louco] era inspirado de espíritos misteriosos (16.16; Mc 3.21; Jo 10.20). Bíblia Shedd.
Paulo estava arriscando sua vida por uma mensagem que era ofensiva aos judeus e inacreditável aos gentios. Jesus recebeu a mesma resposta à Sua mensagem (Mc 3:21; Jo 10:20). Life Application Study Bible.
É provável que Félix acreditasse com sinceridade que a obsessão de Paulo com temas celestiais havia afetado sua mente. Aquilo que Agripa tinha condições de entender estava muito além do alcance do romano Festo. CBASD, vol. 6, p. 476.
27 Acreditas, ó rei Agripa, nos profetas? Agripa estava diante de um dilema; se dissesse não, iria enraivecer os judeus; se dissesse sim, iria perder prestígio, porque Paulo pediria a ele que cresse no evangelho. Bíblia de Genebra.
28 Por pouco me persuades a me fazer cristão [ARA; NVI: “em tão pouco tempo pode convencer-me a tornar-me cristão?”]. O contexto indica que Agripa falou com ironia talvez em forma de pergunta. Paulo não estaria pensando que logo converteria um rei, que na realidade tem outros interesses na vida. Bíblia Shedd.
O rei estava usando uma tática para retardar, argumentando que um discurso de meia hora era insuficiente para torná-lo um cristão. No século I, “cristão” (cf 11.26) era provavelmente um termo de desprezo (1Pe 4.16). Biblia de Genebra.
29 Deus permitisse… No original refere-se a uma oração que Paulo fez em favor da conversão de Agripa. Bíblia Shedd.
Por pouco ou por muito. Fazendo um jogo de palavras “Com poucas palavras ou muitas” ou “Com facilidade ou com dificuldade…” Transparece o zelo cristão de Paulo. Bíblia Shedd.
O coração de Paulo se revela aqui nestas palavras: ele estava mais preocupado com a salvação daqueles estrangeiros do que em remover suas próprias algemas. Peça a Deus que lhe dê um desejo ardente de ver outros vindo a Cristo – um desejo tão forte que sobrepuje os seus problemas. Life Application Study Bible.
Estas algemas. Paulo ainda estava acorrentado como prisioneiro. Bíblia de Estudo NVI Vida.
30, 31. Agripa, Berenice e os altos funcionários se retiraram sem desejarem se comprometer com Cristo. Agripa acrescentou sua valiosa opinião à de Festo e Félix afirmando categoricamente a inocência de Paulo (cf Lc 23.14, 15). Bíblia Shedd.
30 Levantou-se o rei. A audiência terminou sem resultados visíveis após a apresentação breve e competente de Paulo e seu apelo fervoroso. Só podemos imaginar a decepção que o apóstolo deve ter sentido. CBASD, vol. 6, p. 477.
31 Nada tem feito passível de morte. Paulo podia ser “louco”, mas não era perigoso. Parece que Festo e Agripa estavam dispostos a admitir que o prisioneiro era sincero, esclarecido e cheio de zelo e fervor por Deus. CBASD, vol. 6, p. 477.
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“E, agora, estou sendo julgado por causa da esperança da promessa que por Deus foi feita a nossos pais” (v.6).
A defesa pessoal de Paulo, com a devida permissão do rei Agripa, redundou em reações diversas. O início de seu discurso revela um Paulo feliz e culto. A serenidade de sua fisionomia misturava-se com o olhar penetrante de quem sabia o que estava falando. Movido por santa convicção e intrepidez, apresentou aos seus ouvintes o testemunho de sua vida antes e depois de Cristo. A esperança que lhe arrebatava o coração de alegria, era o motivo pelo qual foi feito prisioneiro.
De perseguidor a perseguido, Paulo não omitiu seus “crimes religiosos”, de modo que, além de prender cristãos, também consentia com a morte deles. Sua severa formação religiosa o tornou insensível e irremediavelmente comprometido em proteger a igreja de Deus daqueles os quais considerava “hereges”. Mas na hora mais clara do dia, seus olhos se tornaram em escuridão. Caindo em si, se deu conta de que sempre estivera cego. As palavras de Jesus lhe causaram grande temor e profundo arrependimento. Creio que foi ainda ali, na estrada de Damasco, que Paulo aceitou a Cristo como Senhor e Salvador de sua vida.
Imagine que você vivesse no tempo do holocausto, e que Adolf Hitler, de repente, aparecesse em um palanque declarando que havia se arrependido do que fez e que agora era um seguidor do Deus dos judeus. Qual era o judeu, em sã consciência, que acreditaria nisso? Foi uma situação semelhante a esta que Paulo teve de enfrentar tanto em Damasco como em Jerusalém. No começo, os cristãos pensaram que Paulo estivesse blefando, até que perceberam o poder atuante do Espírito Santo em sua vida. Não é fácil lidar com mudanças e, principalmente, quando se trata da transformação de uma vida.
Ninguém que tenha experimentado a pessoa de Jesus Cristo pode permanecer do mesmo jeito. As curas e milagres que Ele realizou definem bem esta ideia. Os leprosos eram purificados, os coxos passavam a andar, aos cegos devolvia a visão, aos surdos fazia ouvir. Ou seja, ninguém ia até Jesus para sair de Sua presença da mesma forma. Aqueles que conheciam a Paulo desde a infância, percebiam nitidamente a sua mudança. O Saulo de Tarso ficou para trás e deu lugar ao Paulo de Jesus Cristo; ao apóstolo totalmente comprometido a dar testemunho, “nada dizendo, senão o que os profetas e Moisés disseram haver de acontecer” (v.22).
Interrompido de maneira abrupta, foi chamado de louco pelo governador, quando na verdade era o mais são dentre todos os que ali estavam. Com “palavras de verdade e de bom senso” (v.25), Paulo simplesmente falou “com franqueza” (v.26) as coisas que já lhes eram notórias. Os apóstolos não pregavam uma mensagem estranha, mas, em Jesus, confirmavam o que já estava escrito na Lei e nos Profetas. O povo, portanto, não rejeitava uma mensagem nova, mas as verdades da Palavra de Deus. E ainda que convencidos da verdade, muitos, como Agripa, não estão dispostos a negar o próprio eu em detrimento de Cristo. Até simpatizam e defendem os pregadores da justiça, mas não tomam uma decisão genuína de fazer parte deste povo.
Jesus está às portas, amados! Não desperdicemos o tempo da oportunidade que se chama hoje: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15), nem “o tempo sobremodo oportuno” que se chama agora (2Co.6:2). O Espírito Santo nos chama e “intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis” (Rm.8:26). “Ó terra, terra, terra! Ouve a palavra do Senhor!” (Jr.22:29). Este tem sido o constante apelo do Espírito Santo! Por favor, não te demores a aceitar o convite do Senhor! Pode ser a tua última chamada para entrar na embarcação de Jesus rumo à vida eterna. “Assim Deus permitisse que, por pouco ou por muito, […] todos os que hoje me ouvem” (v.29) aceitassem o convite de Cristo!
Querido Pai Celestial, graças Te damos porque quando permitimos que o Teu Espírito atue em nós, nossas palavras e nossas ações correspondem à vontade do Céu. Porque não faz sentido, humanamente falando, pregar para os que têm ouvidos e não ouvem, tem olhos e não veem. Foi assim com os profetas, com os discípulos e tem sido assim ao longo dos séculos. Mas a rejeição não é geral. Louvado seja o Senhor por isso! Verdadeiros milagres de genuína conversão têm acontecido e nós queremos fazer parte deles, Pai. Que o nosso testemunho, ainda que não seja aceito por muitos, sempre glorifique o Teu nome e revele a Tua vontade em nós e através de nós. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, tripulantes da embarcação de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Atos26 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ATOS 26 – O discurso de Paulo aqui ensina que proclamar o evangelho aos soberanos requer respeito, coragem, uma mensagem centralizada em Cristo, e apelo à transformação pessoal.
Assim como Paulo desejou que Agripa e todos os presentes tornassem como ele (exceto pelas correntes), os cristãos são chamados a proclamar o evangelho com amor e ousadia, confiando no poder divino para alcançar até os líderes mais poderosos.
“O julgamento de Paulo em Cesareia lhe proporcionou a oportunidade de demonstrar sua inocência. No entanto, não traria o veredito final. Sentindo ser apenas uma peça num jogo de xadrez político nas mãos de procuradores corruptos e arbitrários, decidiu usar seus direitos romanos e solicitar que fosse enviado a Roma para ser julgado pelo imperador. Mais tarde, Festo e Agripa prontamente admitiram um ao outro que Paulo não havia feito nada para merecer a prisão, muito menos a morte, e que poderia ser liberto, caso não tivesse apelado a César (At 26:30-32). Com base nisso, o leitor descuidado poderia muito facilmente concluir que a decisão de Paulo foi um erro, como aquele que havia precipitado sua prisão em Jerusalém. Na verdade, ambos os dignatários se mostraram dispostos a reconhecer a inocência do prisioneiro somente após estarem convenientemente livres da responsabilidade de seu caso, bem como por terem evitado os problemas políticos que sua soltura ou condenação poderia ter causado. De qualquer forma, Paulo seria enviado a Roma onde teria a oportunidade de realizar seu sonho a tanto tempo acariciado (19:21; cf. Rm 1:13; 15:22-24, 28-28). Portanto, quer sua decisão tenha sido certa ou errada, o plano soberano de Deus não seria detido. Mais cedo ou mais tarde, indo ou não à Espanha, como um homem livre ou prisioneiro, por caminhos retos ou tortuosos, o apóstolo dos gentios ainda daria testemunho de Jesus no coração do Império (23:11). Certamente, Paulo não era perfeito, mas sua fé e seu comprometimento com a causa de Deus superavam suas fraquezas (20:24; cf. 2Co 4:7-10; Fl 3:12-16), e, no fim, é isso o que realmente importa” (Wilson Paroschi).
A firmeza de Paulo em testemunhar, mesmo em circunstâncias adversas, evidencia que o avanço do evangelho não depende de condições ideais, mas da disposição do cristão em confiar e agir conforme a direção divina.
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.