Reavivados por Sua Palavra


JOÃO 18 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
24 de outubro de 2024, 0:45
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Finda a ceia e concluídas as últimas palavras de Cristo a Seus discípulos, antes de Sua morte, eles seguiram para o jardim chamado Getsêmani. Aquele jardim havia se tornado cenário de muitos momentos entre Jesus e Seus discípulos. Em meio à tranquilidade do campo e à beleza daquela pequena parcela da criação, Jesus também deleitava-Se em ali Se demorar sozinho em comunhão com Seu Pai. Foi para Ele um lugar tão especial que não considerou nenhum outro que pudesse Lhe servir de refúgio, nem mesmo o templo. Foi ali que o nosso Salvador suou gotas de sangue e fez Suas súplicas em agonizante sofrimento. Seu cantinho de oração tornou-se em campo da batalha mais cruel já registrada nas páginas da história deste mundo. Enquanto o inimigo de Deus tentava convencê-Lo de que não valia a pena tanto esforço por quem não merece, Deus enviou o Seu anjo para O confortar e fortalecer.

De repente, luzes são vistas aproximando-se rapidamente do local de oração. Eram as tochas daqueles que marchavam sob as ordens de Satanás. Mas Jesus, divinamente instruído, adiantou-Se e lhes perguntou: “A quem buscais?” (v.4). Eles, por sua vez, tentando desmerecer a pessoa de Cristo, logo incluíram a desprezada Nazaré como sendo a Sua original procedência, ao Lhe responder: “A Jesus, o Nazareno”. Aquela resposta não poderia ficar sem a divina réplica. Estava em jogo não qualquer nome, mas o nome sobre todos os nomes. Iluminado pela glória de Deus e com voz “como voz de muitas águas” (Ap.1:16), Jesus declarou: “Sou Eu”. A cena que se seguiu foi a de Judas e aquela multidão recuando e caindo no chão como mortos.

Após aquele acontecimento sobrenatural, quando finalmente conseguiram colocar as mãos em Jesus para prendê-Lo, Pedro pensou que chegada era a hora de provar a Jesus a sua lealdade e, puxando “da espada que trazia […] feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita” (v.10). Aquele ato de bravura, no entanto, foi logo reprovado como ato de covardia. Não era por espadas e armas humanas que aquela batalha seria vencida, mas pela morte de “um Homem pelo povo” (v.14). Mesmo que pela motivação errada, Caifás declarou a solução correta. E ao ver o Seu Mestre sendo levado como um malfeitor, sem que apresentasse nenhuma resistência, o coração de Pedro se encheu de incertezas.

A bravura e suposta lealdade de Pedro logo se tornou em medo e desconfiança. E aquele que havia dito daria a vida por Jesus, não hesitou em negá-Lo três vezes seguidas, e O negaria muito mais se não fosse interrompido pelo canto da culpa e pelo olhar do amor: “E logo, estando ele ainda a falar, cantou o galo. Então, voltando-se o Senhor, fixou os olhos em Pedro” (Lc.22:60-61). Muitos também têm afirmado estar dispostos a ir presos ou mesmo dar a vida por amor a Jesus. E podem até possuir sinceridade em suas palavras e intenções. Nenhum mártir, porém, foi levado à morte sem antes entregar-se à constante e fervorosa oração. A fé tornou-se mais valiosa que a vida. Mas a maioria que professa tamanha lealdade só pode conhecer sua reação quando diante da prova. Por isso que o preparo requer um relacionamento pessoal e diário com Jesus. A nossa única segurança é que Ele habite em nós.

Jesus foi então levado ao governador romano, acusado de ser réu de morte. Pilatos, porém, reconheceu não ser aquele caso como tantos outros que comumente julgava. E, aproveitando a tradição dos anciãos (v.28), fez Jesus entrar sozinho no pretório para um interrogatório privado. Ele não era de todo ignorante quanto a Jesus. Tinha ouvido de Seus milagres, de como recebia publicanos e pecadores e como ressuscitou a Lázaro. Nada poderia estar oculto ao juiz de Roma. Finalmente estava diante de Jesus, e a primeira coisa que achou pertinente perguntar foi: “És Tu o rei dos judeus?” (v.33). Ora, fosse verdade tudo o que tinha ouvido falar a respeito dEle, pensou, então Ele seria uma ameaça ao Império Romano.

Jesus bem sabia as reais intenções por trás daquela pergunta e revelou isto com outra pergunta: “Vem de ti mesmo esta pergunta ou to disseram outros a Meu respeito?” (v.34). O diálogo que se seguiu foi um intrigante interrogatório sobre a provável monarquia de Cristo. Contudo, a última pergunta feita por Pilatos não tem registro de resposta: “Que é a verdade?” (v.38). Eu creio que a resposta não foi registrada porque ela não foi audível, mas visível. Aquele cético governador percebeu que a verdade não é uma simples resposta convincente, ela é uma Pessoa: Jesus Cristo. E voltando para os judeus acusadores, “lhes disse: Eu não acho nEle crime algum” (v.38).

Jesus é a verdade que liberta, amados! Diante de tão maravilhosa certeza e dos relatos sagrados que testificam desta verdade, como duvidar do Único que nos ama com amor eterno (Jr.31:3)? Tantos têm se demorado a interrogar e colocar em dúvida as palavras de Jesus pregadas por Suas testemunhas, enquanto Ele pergunta: “Porque Me interrogas?” (v.21). E muitos maltratam Seus seguidores e procuram feri-los, e novamente Cristo pergunta: “Porque Me feres?” (v.23). Diante de um mundo secularizado e descrente que pergunta: “Que é a verdade?” (v.38), a nossa vida precisa dar testemunho da fiel e única resposta: Jesus Cristo é a verdade!

O cenário profético se avoluma para o fim da história deste mundo de pecado. O exemplo de oração de nosso Salvador precisa impactar a nossa vida e nos despertar para o tempo que está bem diante de nós. Vigiar e orar não é um chavão, mas um guia de sobrevivência em meio a uma geração hipnotizada pelas distrações deste século. Ou passamos tempo diário de qualidade em comunhão com Deus ou não suportaremos o que há de vir. Os últimos acontecimentos não serão cenas de mais um filme de Hollywood, mas a realidade que revelará definitivamente em que lado cada um de nós estará no grande conflito. Hoje é o tempo que temos de preparo. Não prorrogue a sua entrega. Jesus te chama agora!

Senhor Deus, almejamos permanecer em pé ainda que a nossa fé seja severamente provada. Mas só o Senhor conhece a nossa estrutura e sabe até que ponto podemos suportar a prova. Por isso, Pai, fortalece a nossa fé mediante o perseverante estudo da Tua Palavra. Como crianças, desejamos a cada dia nos assentar aos Teus pés e aprender de Ti, nosso Pai Celestial. O nosso Salvador revelou o Teu caráter, e esse caráter precisa ser gravado em nós, pois queremos habitar em Tua casa para sempre. Dá-nos Teu Espírito e que Ele possa pleitear em nosso favor, pois não sabemos orar como convém. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, testemunhas de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#João18 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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