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Texto bíblico: ZACARIAS 7 – Primeiro leia a Bíblia
ZACARIAS 7 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/zc/7
A palavra de Deus tem poder para revelar o próprio Deus a nós. Tem o poder de elevar nossos pensamentos, encorajar e confortar-nos quando estamos deprimidos. A palavra de Deus tem poder para mostrar como realmente somos e nos inspirar a sermos diferentes.
No entanto, se endurecermos nossos corações como uma pedra, eventualmente a palavra da Torá (a Lei, os escritos de Moisés) não poderá penetrar em nós. Esse era o problema do antigo Israel. Se recusarmos a valorizar a lei de Deus e ouvir aos Profetas, que nos foram dados pelo Espírito do Senhor, seremos responsáveis pelas consequências (Zc 7: 11-12).
Zacarias traz a mente daquelas pessoas de volta à condição que resultou na destruição do Templo e fez com que fossem levados cativos. Eles eram injustos em seus julgamentos, não mostravam benevolência e compaixão para com as pessoas do seu povo e oprimiam aos necessitados.
Estamos bem perto da segunda vinda de Jesus. Ao ouvirmos a voz do profeta hoje, é hora de retornarmos a Deus com um espírito contrito.
Sook-Young Kim
Universidade Nacional de Kyungpook
Sangju, Coreia do Sul
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/zec/7
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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556 palavras
1 Aconteceu, pois (ARC). Os v. 1 a 3 falam de uma delegação proveniente de Betel (ver com. do v. 2) para perguntar se o jejum comemorativo da calamidade de Jerusalém ainda devia ser mantido.
Quarto ano. A data apresentada neste versículo pode ser calculada como 7 de dezembro de 518 a.C. (ver vol. 3, p. 89), aproximadamente dois anos depois das visões anteriores terem sido dadas (Zc 1:1, 7). Já que em mais dois anos o templo estaria terminado (ver Ed 6:15), a obra de reedificação estava bem avançada. Os sacerdotes já estavam “na Casa do SENHOR”(ver Zc 7:3). Devido a essas perspectivas otimistas, a pergunta surge, naturalmente, para se descobrir se o jejum instituído sob condições aflitivas ainda deveria ser observado.
2 Sarezer. Um nome babilônico… . O nome estrangeiro indica que Sarezer nasceu no exílio.
Suplicarem. … suavizar, afagando o rosto, colocando-o numa posição gentil; e daí resulta o significado “tornar alguém agradável”.
3 Sacerdotes. Estes deveriam ser os intérpretes da lei (ver Ag 2:11).
Continuaremos nós a chorar, com jejum … ? O jejum (ver v. 5) mencionado neste versículo servia como memorial da destruição de Jerusalém por Nabucodonosor no quinto mês, de 586 a.C. (2Rs 25:8, 9; Jr 52:12-14; ver com. de Zc 8:19).
Com jejum. Isto é, abster-se do alimento e das diversões.
5 Todo o povo. A resposta era do interesse de todos, não apenas dos de Betel.
Sétimo mês. De acordo com a tradição, este jejum era um memorial ao assassinato de Gedalias (ver 2Rs 25:22-26).
Setenta anos. Desde 586 a.C., o ano da destruição de Jerusalém (2Rs 25:1-4), até aquele presente momento (ver com. de Zc 7:1) passaram-se aproximadamente 70 anos (ver vol. 3, p. 89-91). Isto é, se contado de outono a outono, seria de 587/586 a 518/517, 70 anos inclusivos (ver vol. 3, p. 89).
Para Mim. Os jejuns eram invenções humanas e não cumpriam nenhuma ordem divina. Eles não eram motivados por verdadeiro arrependimento pelos pecados que levaram à destruição da cidade e do país.
6 Para vós mesmos. Isto é, sem considerar a Deus (ver 1Co 11:17-22).
7 Não ouvistes vós … ? Várias vezes, os “profetas que nos precederam”advertiram a não confiar apenas na observância de cerimônias externas (1Sm 15:22; Pv 21:3; etc.).
Em paz. O contraste entre a prosperidade anterior e a humilhação presente dos israelitas era uma triste recordação do que perderam por causa da desobediência.
Campina. Sefelá (ver com. de Js 15:33). Neguebe [ou Neguev, deserto ao sul] e Sefelá formavam duas das três regiões da Judéia, sendo a terceira, a região “montanhosa”ao redor de Jerusalém (ver com. de Jz 1:9).
9 Executai juízo verdadeiro. O profeta enumera vários aspectos da justiça moral como tinham sido ordenados com frequência (ver Êx 23:6-8; Is 32:7; Jr 22:3; Mq 2:1, 2).
10 Não oprimais. Ver Êx 22:22-24; Dt 10:18, 19; Is 58:5-7; Jr 7:5, 6. [NC: Os versículos 9 e 10 merecem atenta consideração do leitor].
11 Não quiseram me atender. Como um boi que se esquiva do jugo que está sendo colocado sobre seu pescoço (ver Ne 9:29; Os 4:16).
Ensurdeceram. Eles foram completamente indiferentes à vontade de Deus.
12 Diamante. Um coração de pedra não é facilmente influenciável. Os mais fortes apelos não despertam qualquer resposta. A ação foi deliberada, uma ação da vontade.
13 Eu clamei. isto é, o Senhor. Os severos castigos que sobrevieram ao povo poderiam ter sido evitados. Quando ficou evidente que a disciplina do exílio seria necessária a fim de realizar uma reforma moral, o clamor para a remoção do castigo foi ignorado (ver PR, 292; Is 65:12-14; 66:4).
14 Espalhei-os. A desobediência e apostasia resultaram no cativeiro babilônico.
Eles não conheceram. Ver Dt 28:33, 49; Jr 16:13.
Assolada. Ver Jr 9:9-16.
Terra desejável. Ver Dt 8:7-10; Sl 106:24; Jr 3:19; Ez 20:6.
Referência: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1210-1212
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“Assim falara o Senhor dos Exércitos: Executai juízo verdadeiro, mostrai bondade e misericórdia, cada um a seu irmão” (v.9).
Durante os anos de exílio, alguns do povo “foram enviados […] para suplicarem o favor do Senhor” (v.2). Até que, após os setenta anos, eles questionaram aos sacerdotes até quando continuariam com aquela prática. O Senhor falou por intermédio de Zacarias, e disse: “Quando jejuastes e pranteastes […] acaso foi para Mim que jejuastes, com efeito, para Mim?” (v.5). Em tempos de paz, Deus enviou os Seus profetas para anunciar a Sua vontade, “porém, não quiseram atender e, rebeldes, […] deram as costas” ao Senhor “e ensurdeceram os ouvidos, para que não ouvissem” (v.11).
Não foi a prática do jejum que foi desconsiderada por Deus, mas a intenção em praticá-lo. Mesmo afastados do Senhor, a observância de alguns rituais religiosos não cessou e, de contínuo, ainda jejuavam. No entanto, apesar de julgarem ter “prazer em se chegar a Deus” (Is.58:2), suas atitudes não tinham qualquer harmonia com sua religião. O jejum havia perdido totalmente a sua finalidade e foi transformado em aparência de santidade. Era um jejum orgulhoso. Erguiam suas orações com polida oratória enquanto seus corações tramavam o mal “contra o seu próximo” (v.10).
Era comum o jejum realizado no sábado, mas não como um sinal de arrependimento e contrição, e sim como um mostruário de “santos” que jejuavam “para contendas e rixas” (Is.58:4). Certa vez ouvi uma frase que me impactou profundamente: “Nós [cristãos] somos o único exército em que os soldados lutam entre si”. Vocês percebem a seriedade disso? O Senhor nos diz: “Executai juízo verdadeiro, mostrai bondade e misericórdia, cada um a seu irmão” (v.9). Temos realmente praticado o “assim diz o Senhor”? Temos verdadeiramente jejuado para a glória de Deus e benefício de nossos semelhantes?
O grande e maior perigo que nos cerca não está associado às catástrofes naturais, nem tampouco à violência humana, mas ao que Cristo mesmo nos alertou: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt.24:12). A prática de qualquer dos mandamentos de Deus consiste em amar. Vejamos o que o apóstolo Paulo escreveu em Romanos 13:10: “O amor não pratica o mal contra o próximo, de sorte que o cumprimento da lei é o amor”. Se o que fazemos o fazemos com o fim de sermos vistos pelos outros, não receberemos o galardão de Deus (Mt.6:1).
Entendem, amados? Jesus manifestou o amor ao praticar cada um dos mandamentos de Seu Pai (Jo.15:10). Ele não veio revogar (Mt.5:17-18) o que Ele mesmo instituiu, mas veio para nos dar o exemplo de como cumprir com o nosso dever (Ec.12:13). Jesus não escolheu o templo para jejuar diante de todos, mas foi “levado pelo Espírito ao deserto” (Mt.4:1). Ele não disse para divulgarmos nossas boas obras, mas que a nossa ajuda ao próximo “fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt.6:4). Até sobre a prática da oração, Ele nos diz: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt.6:6).
Há recompensa para aqueles que ouvem as palavras de Deus e as praticam. Mas o “coração duro como diamante” (v.12) não é humilde para reconhecer os seus erros e pedir perdão; só jejua e ora pelo que julga ser importante aos próprios olhos. Notem que aquele grupo de judeus não apenas jejuava, mas também chorava (v.3). Muito em breve, Jesus enxugará “dos olhos toda lágrima” (Ap.21:4), mas não as lágrimas derramadas por motivos egoístas. Há bênçãos sem igual reservadas não para os frios legalistas, mas para os verdadeiros adoradores de Deus, que é o próprio amor (1Jo.4:8). Jejuar para interceder e observar a lei do Senhor executando “juízo verdadeiro” com “bondade e misericórdia” (v.9), é a maior declaração e demonstração de amor que podemos dar a Deus e ao nosso próximo. E é exatamente isso que o Senhor espera de Seu povo nestes últimos dias. Mas devemos fazê-lo da forma que Ele nos orienta em Sua Palavra.
Quantos anos ainda perderemos derramando lágrimas e erguendo clamores que o Senhor não ouve (v.13)? Quando o remanescente do Senhor se levantar como um genuíno povo de oração e quando o amor for a essência de sua religião, haverá um reavivamento tal que, semelhante a Estêvão, o mundo não poderá resistir “à sabedoria e ao Espírito” pelo qual falaremos (At.6:10). Que a nossa oração hoje, e a cada dia, seja por um coração semelhante ao de Cristo: “manso e humilde” (Mt.11:29).
Santo Deus, nós reconhecemos que só há amor em Ti, só há justiça em Ti, só há humildade em Ti. Concede-nos um coração manso e humilde como o de Jesus! Que perseveremos em dEle aprender, olhando para Ele, buscando nEle tudo o que precisamos para andar Contigo e permanecer em Tua santa presença. Livra-nos de uma vida de hipocrisia, Senhor! Queremos Te adorar em espírito e em verdade, na beleza da Tua santidade. Ajuda-nos a Te amar e amar o nosso próximo como está escrito, segundo Cristo nos deixou exemplo. Que o jejum e a oração sejam atos de amor em nossa vida. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, povo que ora, jejua e ama!
Rosana Garcia Barros
#Zacarias7 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ZACARIAS 7 – Quando se estuda correta e profundamente a Bíblia como revelação autorizada de Deus aos seres humanos percebe-se que a verdadeira religião está no coração submisso, não em rituais vazios. Além disso, a justiça e a misericórdia são marcas de um coração alinhado com Deus.
Na verdade, é claro na Bíblia que Deus rejeita o culto sem a prática da piedade e da compaixão. Zacarias 7 é um capítulo que veementemente alerta contra a prática de rituais religiosos sem uma verdadeira transformação de caráter e ações justas.
Segundo o profeta Zacarias, poademos concluir que jejuar religiosamente sem promover justiça e amor ao próximo não é meramente perca de tempo, é hipocrisia – ritual vazio que Deus abomina.
• Deus sempre chama Seu povo a uma vida de integridade e compaixão.
• A vida piedosa é marcada por honestidade e cuidado aos outros.
Zacarias alerta para o perigo de ignorar as necessidades e dores alheias, o que desagrada a Deus. Isso está bem claro desde o início, quando Caim questiona a Deus revelando sua indiferença: “Sou eu o responsável por meu irmão?” (Gênesis 4:9). A religião de Caim promove a injustiça, a indiferença, a crueldade, a imoralidade e a rebeldia (I João 3:12; Judas 11). Muitos são os que trilhavam essa religião após o cativeiro babilônico no contexto de Zacarias, e hoje não é diferente – infelizmente!
Zacarias mostra que a indiferença ao sofrimento dos outros é uma ofensa a Deus. Por isso, a narrativa sagrada encoraja os crentes a demonstrarem sua fé através de atos tangíveis de justiça e bondade para com os outros (Miqueias 6:8; Tiago 1:27).
A adoração genuína, segundo Zacarias 7, é demonstrada através de ações que refletem o caráter de Deus: justiça, misericórdia e compaixão. Deus não deseja meramente louvor e adoração externa, mas um coração inteiramente comprometido com Seus princípios e valores. Os sistemáticos dizimistas da época de Cristo receberam a seguinte advertência de Cristo: “Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês dão o dízimo da hortelã, do entro e do cominho, mas têm negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Vocês devem praticar estas coisas, sem omitir aquelas” (Mateus 23:23).
Sendo assim, há muitos religiosos hipócritas. Reavivemo-nos para não sermos também! – Heber Toth Armí.