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Texto bíblico: HABACUQUE 1 – Primeiro leia a Bíblia
HABACUQUE 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/hc/1
O livro de Habacuque é único porque mais do que um livro de profecias, ele registra um diálogo entre o profeta e Deus. Habacuque está tentando entender o que ele vê e Deus responde ao seu sofrimento. No entanto, isto não deve ser considerado apenas como um diário pessoal. Habacuque verbaliza as preocupações das pessoas piedosas de Judá que estão tentando compreender e conciliar o que elas veem ao seu redor com o seu conhecimento de Deus como o Soberano que está no controle de todas as coisas.
Nos versos 2-4 Habacuque expressa indignação com a violência e a injustiça existente ao seu redor em Judá. Ele não está falando sobre as nações vizinhas, mas acerca do que ele vê entre o povo de Deus, onde estas coisas não deveriam acontecer.
Ao nos aproximarmos do fim da história terrestre, as perguntas feitas por Habacuque são parecidas com as que fazemos hoje. À semelhança do profeta, temos orado para que Deus intervenha e ponha fim à dor, ao sofrimento e à maldade que nos sobrevêm de todos os lados.
Da mesma forma que Deus não estava indiferente ou inativo na época de Habacuque, Ele não está indiferente ou passivo hoje. Depositemos nEle toda a nossa confiança.
Audrey Andersson
Secretária Executiva na Divisão Trans-Europeia
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/hab/1
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli//
Gisele Quimelli/Luís Uehara
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506 palavras
1 Do heb. massa’, um pronunciamento (ver com. de Is 13:1).
2 Até quando... ? O profeta estava angustiado por causa da pecaminosidade do povo e dos resultados que certamente se seguiriam. Pela linguagem que emprega parece que Habacuque apresentava sua perplexidade a Deus já havia algum tempo, mas Deus não o escutava, isto é, aparentemente não fazia nada para deter os males em Judá. Habacuque deixa implícito que parece estar mais interessado na retidão e na justiça do que o próprio Deus.
3 Violência. Na LXX, a última frase do v. 3 diz: ”A sentença foi dada contra mim e o juiz recebe uma recompensa.
4 Lei. Do heb. torah (ver com. de Dt 31:9; Pv 3:1).
Afrouxa. O profeta atribui a paralisação da eficácia da lei entre os habitantes de Judá ao fato de Deus não pôr fim à iniquidade.
5 Entre as nações. Deus passa a responder à queixa do profeta. Ele acusa Habacuque de procurar entre as nações vizinhas a que Deus usará para punir o povo por seus pecados.
Maravilhai-vos e desvanecei. Quando chegar repentinamente, a punição divina levará terror aos corações.
Em vossos dias. Uma vez que Habacuque havia perguntado “até quando” (v. 2) seria permitido que esta iniquidade continuasse, o Senhor lhe assegura que a ira divina chegaria quando os daquela época ainda estariam vivos.
6 Os caldeus. Do heb. Kasdim (ver com. De Dn 1:4). A nação de Babilônia é então revelada como o agente da ira divina que Deus suscitaria para servir ao Seu propósito.
Impetuosa. Isto prediz o rápido movimento das conquistas babilônicas, bem representadas pela figura das “asas de águia” da profecia de Daniel (ver com. De Dn 7:4).
8 Águia. Moisés havia profetizado que se Israel se desviasse de Deus, seria punido por seus pecados por uma nação que tivesse cavalos tão velozes que poderiam apropriadamente ser comparados a águias (Dt 28:47-50).
10 Amontoando terra. Uma alusão à construção de rampas ou aterros para atacar uma cidade.
11 Fazem-se culpados. Isso se devia ao fato de os babilônios atribuírem seu sucesso à própria força e habilidade, fazendo de seu poder um Deus (ver com. do v. 7) O profeta deixa implícito que a nação usada para punir a Judá seria, ela própria, punida por seus pecados.
12 Rocha. Do heb. Tsur (ver Dt 32:31; 2Sm 22:3, 47). Este título enfatiza a ideia de que Deus é um apoio seguro e inamovível para Seu povo.
14 Os peixes. Muitas vezes o justo fica tão mudo e indefeso nas mãos de um opressor ímpio quanto o peixe na rede dos pescadores.
15 Levanta. Aqui o profeta mostra figurativamente como os babilônios conquistavam as nações, sendo que o equipamento de pesca representa os exércitos caldeus. Contudo, esta mesma figura poderia representar a atividade de qualquer pessoa ímpia.
16 Oferece sacrifício. Um modo metafórico de indicar que os caldeus não reconheciam o Deus verdadeiro, mas atribuíam o sucesso à sua própria habilidade (ver com. De Hc 1:7; cf. Is 10:12, 13).
17 Esvaziando. O profeta pergunta se será permitido aos caldeus prosseguirem em suas conquistas e continuarem “esvaziando a sua rede” para enchê-la novamente com os despojos de guerra.
Referência: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1115-1157.
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“Não és Tu desde a eternidade, ó Senhor, meu Deus, ó meu Santo? Não morreremos. Ó Senhor, para executar juízo, puseste aquele povo; Tu, ó Rocha, o fundaste para servir de disciplina” (v.12).
Acusada de cometer injustiças, Judá tornou-se culpada perante Deus. A nação que deveria ser um exemplo de retidão diante das demais, mostrou-se perversa e violenta, cercando os justos com contendas e atitudes opressoras. O que sucedeu a Judá foi tão terrível, uma obra tão pavorosa, que seria difícil de acreditar sendo apenas contada (v.5). Apesar de não se tratar de um nome hebraico, alguns sugerem que o significado do nome do profeta está relacionado com uma palavra hebraica que denota “abraço”. Habacuque, portanto, não foi enviado para declarar um desfecho, mas para comunicar uma saída. A disciplina viria, seria, contudo, para correção e não para destruição. O Pai desejava abraçar novamente o Seu filho.
Como um filho rebelde, Judá escolheu andar por caminhos tortuosos e aprender à duras penas que longe do Senhor a vida não faz sentido. Fundada “para servir de disciplina” (v.12), Babilônia seria para o povo de Deus a prova de que não há lugar melhor do que aquele em que o Pai está. Semelhante à parábola do filho pródigo, Judá desejava andar longe do Pai. Seguindo os desejos de seu próprio coração corrupto, acabou em terra distante. Julgando-se ser rico o bastante, tornou-se miserável ao extremo. O clamor apavorado do profeta (v.2) revela o caos que a nação enfrentava e o desejo sincero de um filho de Deus de entender o propósito divino para tal litígio.
Quando decidimos seguir os desejos de nosso próprio coração enganoso, estamos declarando a Deus que não queremos viver debaixo de Seu abrigo, mas desfrutar do que Ele mesmo nos dá de forma egoísta e dissoluta, e em “terra distante” (Lc.15:13). Como um Pai amoroso, Deus não nos impede de partir, mas nunca Se cansa de nos esperar. E é esse amor paciente que tem aguardado os últimos pródigos retornarem ao lar, antes que Cristo volte “para executar juízo” (v.12).
A resposta para o profeta está em seus próprios questionamentos. Deus é Eterno, Ele sabe o fim desde o princípio. Deus é Santo, não pode comungar com a impiedade. Deus é Rocha, a Sua justiça é imutável e perfeita. Deus têm olhos puros, não habita onde reina a iniquidade. Assim como o pai do pródigo permitiu que ele partisse, Deus permitiu que Seu povo seguisse o caminho que ele mesmo escolheu e experimentasse o quão terrível é estar longe do Pai e de casa.
Muitos estão a consumir tudo o que Deus lhes deu até que, sobrevindo as dificuldades da vida, se veem sem nada. Então, ao invés de voltar para a casa do Pai, vão atrás de pessoas que os colocam em situação ainda pior. Mas aquele que cai em si, reconhecendo a sua inanição espiritual e volta para o lugar do qual jamais deveria ter saído, por mais miserável que seja a sua condição de retorno, há um Pai de amor que o aguarda. E, semelhante ao provável significado do nome do profeta, Deus não espera que Seu pródigo filho faça todo o trajeto de volta sozinho. Ele corre ao seu encontro e o abraça!
Assim como a disciplina de Deus para Judá não foi para a morte (v.12), as dificuldades da vida também não o são. Suas escolhas podem ter lhe levado para uma terra distante do Pai, mas saiba que Ele o espera para correr ao seu encontro com abraços e beijos de um amor que é eterno (Jr.31:3). Você ainda se encontra sob as mazelas de Babilônia? Aceite hoje o convite do Pai: “Fugi do meio de Babilônia, e cada um salve a sua vida; não pereçais na sua maldade; porque é tempo da vingança do Senhor: Ele lhe dará a sua paga” (Jr.51:6). “Sai dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4).
Volte, amado(a) irmão(ã), para os braços do Pai! Volte, para a nossa alegria e regozijo! Porquanto, “era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado” (Lc.15:32). Aleluia!
Pai amado e misericordioso, sabemos que o Senhor não tem prazer na morte do perverso, mas em que este se converta e viva. Semelhante ao tempo de Habacuque, há uma Babilônia hoje e muitos dos Teus filhos ainda estão dentro de suas fronteiras do engano. Pai, faze soar a voz celestial atraindo-os para Ti! Que o Teu santo e bom Espírito entre nos becos e valados desta Terra, e todos tenham a oportunidade de Te conhecer e saber que só o Senhor é Deus e que logo voltará. Usa-nos como Tuas testemunhas. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, filhos do Pai de amor!
Rosana Garcia Barros
#Habacuque1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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HABACUQUE 1 – Habacuque inicia seu livro expressando perplexidade e angústia diante da aparente falta de ação de Deus perante a injustiça e violência em Judá. Habacuque clama a Deus, questionando até quando Ele permitiria tal desordem e corrupção.
A resposta de Deus, no entanto, revela a vastidão e complexidade de Seus planos: Ele estaria levantando os babilônios, um povo ainda mais impiedoso, para executar Seu julgamento contra Judá (Habacuque 1:5-11).
Essa resposta destaca a diferença fundamental entre a sabedoria divina e a compreensão humana; sendo Deus transcendente, possui perspectiva infinitamente mais ampla e profunda que a nossa. Sua onisciência permite-Lhe compreender e orquestrar eventos de maneira que nossa mente finita não pode apreender completamente. Assim, a resposta de Deus a Habacuque desafia-nos a reconhecer a limitação da nossa perspectiva.
• Não é sábio julgar acontecimentos com base em nosso limitado entendimento.
O questionamento de Habacuque sobre a justiça divina ressoa com uma luta universal presente na experiência humana: a tentativa de reconciliar a existência do mal e do sofrimento com a crença de um Deus justo e amoroso (Habacuque 1:1-4). Este dilema é um dos pilares da Teodiceia – campo da filosofia que busca justificar a justiça de Deus diante do mal no mundo.
Em Habacuque 1:12-17, o profeta inicialmente não compreende como Deus pode permitir que um povo ainda mais injusto, torna-se instrumento de Sua justiça. Este aparente paradoxo convida-nos a refletir sobre a complexidade da justiça divina para nossa mente limitada. De forma elementar, Deus não age conforme achamos como – e quando – deveria agir.
• Quando não compreendemos o agir de Deus, nosso desafio é manter a fé em Sua sabedoria e bondade, reconhecendo que nossa visão é parcial.
• A justiça divina pode envolver propósitos e desdobramentos que só serão plenamente desvendados na eternidade.
Habacuque clama por uma intervenção imediata de Deus contra a corrupção e a violência, refletindo nossa tendência humana à intolerância e à impaciência diante do mal. Em contraste, a resposta divina revela uma paciência que se estende além de nossa ínfima compreensão.
• O que parece-nos moroso é, na verdade, uma manifestação da longanimidade divina, que opera dentro de um plano eterno e perfeito (II Pedro 3:8-9).
Em termos de mudança de pensamento, a paciência divina nos convida para nossa própria transformação! – Heber Toth Armí.