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Texto bíblico: NAUM 2 – Primeiro leia a Bíblia
NAUM 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/na/2
Os assírios eram guerreiros de cerco eficazes; você pode ler relatos deles sitiando a Judéia em 2 Crônicas 32. Há um senso de justiça porque essas técnicas são a mesma forma como Deus organiza sua própria destruição. Nínive é a primeira cidade cercada e sitiada pelos medos, que romperam o muro. Finalmente, eles saquearam a cidade. Todo o capítulo se concentra nesta destruição encenada.
Esta destruição deveria ser motivo de grande celebração, e provavelmente foi para Judá e Israel. No entanto, a Assíria foi provavelmente o menor dos dois males quando a Babilônia assumiu o controlo da região. Observe a imagem do Leão nos v. 11 e 12 conectada ao poderoso símbolo do leão da Babilônia. No entanto, sabemos que Deus controlou completamente esta situação e também os eventos seguintes. Deus sempre tem Sua mão em nossas vidas e trabalha para o nosso bem.
Sabemos que o bem último prevalecerá, mas tal como os israelitas nesta altura, eles ainda estavam no limiar – o espaço entre estar com Deus e estar rodeado por estas nações invasoras. Nossas vidas hoje são as mesmas; estamos rodeados por muitas coisas que poderiam nos separar do reino de Deus, mas sabemos que Ele está no controle e já tornou possível a nossa salvação.
Justin Boyd
Pastor de Jovens e Capelão, Conferência da Grande Sydney, Austrália
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/nam/2
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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528 palavras
1 Ó Nínive. Mais de uma vez, o profeta se dirige ao povo da Assíria (ver com. [CBASD] de Na 1:14), alertando-o sobre o futuro turbulento. O contexto mostra (Na 1:1, 2:1, 8, 3:1, etc.) que o cap. 2 descreve a queda de Nínive. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1145.
3 Seus heróis. Provável referência aos que fizeram o cerco a Nínive. CBASD, vol. 4, p. 1145.
4 Carros. Do heb. rekev, veículos de duas rodas de vários tipos, puxados por cavalos. A carruagem era usada quase que exclusivamente para fins militares (ver com. [CBASD] de Gn 41:43). Embora não haja evidência arqueológica de que as carruagens eram usadas para levar funcionários do governo em missões oficiais, não há praticamente nada que indique que elas eram usadas para o transporte privado comum. CBASD, vol. 4, p. 1146.
[NC: Não há como deixar de lembrar, ao ler o verso 4, dos cruzamentos de trânsito modernos das grandes cidades, à noite. Porém, não existe nenhuma evidência de que este verso se trate de uma profecia para os tempos modernos].
Cruzam velozes. A força esmagadora dos exércitos que atacariam Nínive é aqui indicada. Uma multidão de veículos de guerra se “chocariam” uns com os outros (ver ARC). Todo o contexto deste capítulo mostra claramente que Naum estava descrevendo, em linguagem gráfica, a queda de Nínive. CBASD, vol. 4, p. 1146.
5 Os nobres. Literalmente, “seus poderosos”. Evidentemente, o rei assírio cobra de seus generais a defesa dos muros da cidade. CBASD, vol. 4, p. 1146.
6 Comportas. Alguns sustentam que a profecia teve seu cumprimento no incidente descrito pelo historiador grego Diodoro (ii.26, 27), que descreve a queda de Nínive por uma rara inundação de grandes proporções do Eufratas (ou, Tigre), que destruiu parte da muralha e abriu a cidade para os medos e os babilônios. CBASD, vol. 4, p. 1146.
7 Como pombas. Isto é, servas lamentariam como [o barulho de] pombas (ver Is 38:14; 59:11; Ez 7:16). CBASD, vol. 4, p. 1147.
Batem no peito. Bater no peito expressa tristeza profunda e comovente (ver Lc 18:13; 23:48). CBASD, vol. 4, p. 1147.
9 Abastança. Fontes gregas afirmam que os “despojos” de “prata” e “ouro”, tomados de Nínive, eram elevados em quantidade e valor. Não é de se estranhar que os conquistadores encontrassem despojos tão ricos na cidade que tinha “pilhado”tantos povos (ver 2Rs 15:19, 20; 16:8, 9, 17, 18; 17:3; 18:14-16; etc.). CBASD, vol. 4, p. 1147.
10 Vacuidade, desolação e ruina. Do heb. buqah umebuqah umebullaqah. “Destruída, deserta, despovoada” (NTLH) é uma tentativa de reproduzir a aliteração forte no hebraico que descreve a ruína de Nínive (ver com. [CBASD] de Am 5:5). CBASD, vol. 4, p. 1147.
O coração se derrete. Expressão que denota medo e desespero (ver Js 7:5; Is 13:7; Ez 21:7). CBASD, vol. 4, p. 1147.
11 Covil dos leões. Nos v. 11 e 12, o profeta emprega a figura de um leão para descrever o poder da Assíria (ver Jr 50:17; PR, 265; ver com. de Jr 4:7). Ele mostra vividamente como Nínive, através de suas conquistas, reteve despojos suficientes para o seu povo. CBASD, vol. 4, p. 1147.
13 Estou contra ti. Ver Na 3:5; Jr 51:25; Ez 38:3. A destruição de Nínive chegou depois que ela atingiu o limite do tempo de graça sem mostrar arrependimento persistente. A paciência divina chegara ao fim (ver PR, 364).
O SENHOR dos Exércitos. Ver com. de Jr 7:3. CBASD, vol. 4, p. 1147.
Leõezinhos. Aqui, evidentemente, a referência é feita aos guerreiros da cidade (ver com. do v. 11). CBASD, vol. 4, p. 1147.
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“Ah! Vacuidade, desolação, ruína! O coração se derrete, os joelhos tremem, em todos os lombos há angústia, e o rosto de todos eles empalidece” (v.10).
É muito triste ver a corrupção humana atingir os seus limites. Nínive foi alertada e, certamente, muitos descansaram confiantes no perdão divino. Mas o tempo foi passando, novas gerações foram surgindo e a mensagem do profeta Jonas, esquecida. De forma arbitrária e cruel, os ninivitas voltaram a assolar o povo de Deus e foram, pouco a pouco, bloqueando o coração aos apelos do Espírito do Senhor.
Não há pecado grande demais que Deus não possa perdoar. Não existe abismo tão profundo que Ele não consiga alcançar um pecador que se arrepende. Mas Jesus declarou existir um pecado imperdoável: “Por isso, vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada” (Mt.12:31). Acusado de realizar curas pelo poder de Satanás e não do Espírito Santo, Jesus concluiu com estas palavras. A dureza de coração dos fariseus os estava levando para um caminho sem volta. “Com base no episódio, concluiu-se que a essência desse pecado é a recusa deliberada em reconhecer a atuação do Espírito de Deus. Essa atitude obstinada acaba levando à dureza de coração e à completa rejeição do Espírito e do próprio Jesus” (Comentário da Bíblia de estudos Andrews, p. 1253).
Nínive não só fechou os portões da cidade para Deus. Pior do que isso, fechou a porta do coração. Buscou a própria destruição. O Espírito Santo não intercede por nós apenas. Ele “intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis”, e mesmo que nos arrependamos e busquemos andar na presença de Deus, “não sabemos orar como convém” (Rm.8:26). É o Espírito do Senhor que transforma as nossas orações em palavras aceitáveis diante do trono de Deus. Se rejeitamos essa intercessão, não temos acesso ao Pai. “Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Rm.8:14).
Mas o Senhor prometeu restaurar a glória do Seu povo (v.2). Aqueles que rejeitam a voz do Espírito Santo podem fazer de tudo para se salvar no dia da calamidade, mas de nada adianta. A ironia nas palavras do profeta (v.1) mostra que toda a força, todo o poder e toda a glória de Nínive de nada serviriam quando “o Senhor dos Exércitos” (v.13) derramasse o Seu juízo para fazer vingança aos Seus filhos. Ele diz: “A Mim Me pertence a vingança; Eu é que retribuirei, diz o Senhor” (Rm.12:19).
E porque é tão importante compreendermos acerca do juízo divino? Porque ele é real e está prestes a ser derramado de maneira definitiva, amados. Porque precisamos entender que estamos inseridos num grande conflito, onde o nosso pior inimigo habita dentro de nós enquanto o inimigo externo, Satanás, faz de tudo para que o que é carnal prevaleça. O nosso eu pecador deve ser constantemente deposto ante os pés de Jesus com a simplicidade de uma criancinha. O Espírito Santo tem sido derramado “sobre toda a carne” (Jl.2:28). Mas qual tem sido a nossa resposta? “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Jl.2:32).
Invoque o nome do Senhor! Não cale a voz dAquele que quer te salvar e te levar de volta para o lugar de onde nunca deveríamos ter saído. Permita que o Espírito Santo te leve de volta para a casa do Pai!
Pai amado e querido, queremos ouvir a Tua voz e obedecê-la. Para isso, Te pedimos o batismo do Espírito Santo. Enche-nos do Teu Espírito até que o nosso eu não mais viva, mas Cristo viva em nós. Cremos que muito em breve Ele voltará e queremos estar preparados para subir ao Seu encontro. Que possamos prosseguir em Te conhecer cada dia mais até aquele grande Dia, quando Te conheceremos face a face. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, guiados pelo Espírito Santo!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Naum2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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NAUM 2 – Os profetas Naum e Jonas têm Nínive como tema central em seus livros e lidam com a relação de Deus com esta cidade pagã, imoral e perversa. Ambos anunciaram o juízo divino sobre Nínive devido à sua titânica iniquidade. No tempo de Jonas, os ninivitas se arrependeram; entretanto, no tempo de Naum, não há qualquer menção de confissão de pecados.
• Jonas enfatiza a possiblidade de misericórdia de Deus em resposta ao arrependimento humano; Naum enfatiza a justiça divina e a certeza do julgamento contra uma cidade que já havia retornado à maldade após uma fase de arrependimento.
• Jonas demonstra que Deus está incrivelmente disposto a perdoar aqueles que se arrependem sinceramente, enquanto Naum ilustra que o arrependimento superficial e temporário não impede o julgamento final de Deus contra o pecado persistente.
O arrependimento genuíno abre portas da misericórdia divina, mas se for meramente uma mudança temporária, o juízo é inevitável. Jonas exemplifica a mensagem de Amós 3:7, de que Deus não “faz coisa alguma sem revelar o Seu plano aos Seus servos, os profetas”; desta forma, Deus pretende oferecer salvação aos habitantes do mundo todo. Naum, complementando, anuncia o juízo iminente para aqueles que rejeitam o evangelho eterno (ver Apocalipse 14:6-12).
“O destruidor avança contra você, Nínive!… ‘Eu estou contra você’, declara o Senhor dos Exércitos” (Naum 2:1, 13). Do começo ao fim, Deus sentencia a capital de Assíria. Rodrigo Silva explica que “Naum escreveu na forma poética, utilizando imagens e simbolismo que o fazem próximo da literatura apocalíptica. Seu tom é marcadamente hostil contra Nínive, da qual ele descreve com maestria a futura destruição. O tema da ira divina choca-se com aquelas visões mais românticas da divindade que negam descrevê-lO como juiz e vingador. Porém, é importante reconhecer que, por trás da ira do Senhor em relação à Nínive, há uma profunda preocupação pelo sofrimento de vários povos que tinham sido conquistados, mortos, escravizados e aterrorizados por esse poder estrangeiro. Ou seja, o caráter irado de Deus justifica-se no sofrimento dos justos e opressão aos mais necessitados”.
Está claro: Deus está disposto a perdoar inclusive cidades ímpias como Nínive, caso se arrependam; no entanto, a paciência de Deus tem limites e Sua justiça prevalecerá contra a contínua maldade! Portanto, vamos reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.