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Texto bíblico: JEREMIAS 8 – Primeiro leia a Bíblia
JEREMIAS 8 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jr/8
Jeremias desenha um quadro bastante sombrio da punição de Judá por não seguir ao Senhor. Por que eles acabaram numa situação tão desesperadora? Eles seguiram rituais sem um real conhecimento dos porquês. Você já ouviu alguém na igreja alegar “Nós temos a verdade”? Você pode conhecer muitas coisas, mas será que isso mudou você para melhor? Não despreze a velha Judá, porque você pode estar no mesmo barco da auto-suficiência. Livre-se dessa mentalidade e reconheça que você precisa da graça de Deus mais do que qualquer outra coisa.
Humilhemo-nos perante o Senhor e esperemos pacientemente para ver o que o Senhor pode fazer pela condição de nossos corações.
Ulli Tutsch
Professora secundária aposentada
Yakima, Estado de Washington, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jer/8
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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590 palavras
1 Naquele tempo. Época em que ocorreriam os eventos registrados em Jeremias 7:32 a 34. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 421.
Lançarão para fora … os ossos. O motivo seria pilhagem, procura por tesouros, ornamento e insígnias, que normalmente eram enterrados com os reis … [ou] o desejo de mostrar desprezo e afronta aos mortos. Tal prática está em harmonia com os horrendos costumes dos assírios ao lidar com os túmulos dos reis das regiões conquistadas. As classes que tiveram seus ossos tratados dessa forma eram as que lideraram a apostasia em Judá. CBASD, vol. 4, p. 421.
2 Espalhá-los-ão ao sol, e à lua, e a todo o exército do céu, a quem tinham amado. Há uma ironia nesta ilustração. Os corpos celestes testemunham, silentes, a profanação dos ossos de seus adoradores. CBASD, vol. 4, p. 421.
8 Como, pois dizeis: somos sábios, e a lei de Deus está conosco? Evidentemente, isto se refere em especial aos sacerdotes e aos falsos profetas (ver v. 10; Jr 2:8; 5:31). Foram eles que se gabaram de conhecimento e posse da lei, apesar de sua negligência com as exigências divinas. CBASD, vol. 4, p. 421.
Converteu em mentira. Os falsos profetas não desejavam as instruções de Jeremias, pois se consideravam sábios e criam ser divinamente nomeados como professores do povo. Os sacerdotes também fizeram o povo errar, falsificando os ensinamentos das Sagradas Escrituras. CBASD, vol. 4, p. 421.
14 Venenosa. Do heb ro’sh, uma planta amarga e venenosa … , possivelmente a cicuta, o coloquíntida, a papoula ou a beladona. CBASD, vol. 4, p. 422.
16 Dã. Uma cidade na fronteira norte da Palestina (ver com. de Jr 4:15). CBASD, vol. 4, p. 422.
17 Encantamento. A fúria do inimigo não poderia ser aplacada ou dissipada por qualquer arte ou método. CBASD, vol. 4, p. 422.
29 Passou a sega. Alguns consideram este versículo como uma queixa dos cativos; outros, como uma continuação do amargo lamento do profeta por seu povo condenado. em qualquer caso, este é o lamento do fracasso. Na Palestina, a safra de grãos começa por volta de abril. A colheita dos frutos ocorre por volta de agosto ou setembro. Quando as culturas de grãos se perdiam, ainda havia uma colheita de uvas, figos, azeitonas, etc. Para Judá, no entanto, a estação de coleta de frutas – a última oportunidade – tinha passado, e não haveria libertação. Seu destino era inevitável. Logo virá o último verão do mundo e com ele a última colheita. então, dos lábios de milhares, que agora vivem complacentemente, novamente subirá esse clamor de desespero (ver T7, 16). CBASD, vol. 4, p. 423.
22 Bálsamo. Uma resina ou goma aromática muito valorizada por suas propriedades terapêuticas (ver Jr 46:11; 51:8), derivada de uma pequena árvore perene que crescia na região montanhosa a leste do Jordão. O produto era exportado na época do AT (ver Gn 37:25; Ez 27:17).Não havia bálsamo para as feridas espirituais de Israel, nem médico para aplicá-lo? A resposta implícita é: “Sim, há.” A mensagem trazida pelos profetas, caso atendida, teria fornecido a cura. CBASD, vol. 4, p. 423.
Por que, pois, não se realizou a cura … ? A falta de cura para o povo não era devido à ausência de meios para efetivá-la, mas à recusa da nação em ir ao Grande Médico. Talvez o povo tenha se tornado insensível às suas necessidades. Talvez tenha ficado muito orgulhoso para aceitar o remédio e pensasse que poderia curar a si mesmo. Talvez tenha passado a gostar da doença. De qualquer maneira, não quis olhar para o Médico e viver. CBASD, vol. 4, p. 423.
Filha do Meu povo. Expressão hebraica comum que indica que a nação de Israel, ao longo da história, foi a “mãe” e aquela geração era a “filha”. CBASD, vol. 4, p. 423.
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“Oh! Se eu pudesse consolar-me na minha tristeza! O meu coração desfalece dentro de mim” (v.18).
Infelizmente, o castigo era inevitável. Jeremias foi impedido de interceder pelo povo. Lembrando que além de profeta, Jeremias era sacerdote. Portanto, era sua função fazer essa mediação entre o povo e Deus. Mas a religião de Jerusalém havia se transformado em uma verdadeira loucura. Ostentando sabedoria, “Somos sábios e a lei do Senhor está conosco” (v.8), menosprezavam a palavra profética, “apostatando continuamente” (v.5), “porque cometem abominação sem sentir por isso vergonha” (v.12). Uma exata ilustração do povo de Laodiceia: “Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Ap.3:17).
Meus irmãos, ao estudar o livro de Jeremias comparando com o que tem acontecido em nossos dias no meio religioso, lembro-me das palavras do sábio Salomão: “nada há, pois, novo debaixo do sol” (Ec.1:9). O Senhor disse que a Sua igreja nos últimos dias guarda os Seus mandamentos e tem o testemunho de Jesus (Ap.12:17). E “o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (Ap.19:10). Ou seja, é uma igreja que obedece aos mandamentos de Deus e tem o espírito de profecia.
Eu pergunto: Você sabe que igreja é essa? Que observa TODOS os mandamentos de Deus e possui o dom profético? Fazer parte dela é uma bênção e o Senhor a escolheu nestes últimos dias como Seu atalaia para proclamar o evangelho eterno por todo o mundo, “fazendo discípulos de todas as nações” (Mt.28:19). Mas assim como fazer parte do povo de Judá não era sinônimo de ser um verdadeiro adorador, hoje também não é diferente. Aquele povo era a raça eleita de Deus e eram constantemente orientados e advertidos pelos profetas. Contudo, quantas foram as gerações que sofreram as consequências de sua rebeldia, pois não queriam dar ouvidos ao “assim diz o Senhor”.
Amados, temos um tesouro inigualável em nossas mãos que se chama Bíblia Sagrada e um compêndio profético que ilumina o nosso entendimento acerca da Bíblia, pois, inspirada por Deus, Ellen White escreveu mais de 100 mil páginas como uma orientação especial do Céu para o remanescente dos últimos dias. E o que estamos fazendo hoje? Como o fez Israel, rejeitando as profecias para viver uma religião superficial? Ou, alegando sabedoria e conhecimento da lei, vivendo uma religião legalista e destituída de amor?
A verdade é que nenhuma dessas opções representa o reino dos céus. Nenhum dos lados possui a aprovação de Cristo. No desabafo do profeta encontramos as palavras que bem descrevem a realidade da igreja de Deus hoje: “Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos. Estou quebrantado pela ferida da filha do meu povo; estou de luto; o espanto se apoderou de mim” (v.20-21). Será que não conseguimos enxergar nem que seja um palmo à nossa frente do quão perto estamos do “tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn.12:1)? Que Jesus está às portas e é em conhecê-Lo que temos a vida eterna (Jo.17:3)?
Por favor, meus irmãos, estamos vivendo em tempo decisivo! Dias ainda mais difíceis virão e precisamos de uma fé viva e inabalável, que resista mesmo que tudo ao nosso redor nos seja desfavorável. Temos pouco tempo para pregar e muitos a alcançar. Não adianta, porém, ir avante sem a armadura de Deus. Somente pelo poder do Espírito somos habilitados e devidamente preparados para a obra que o Senhor nos confiou. Não adianta marchar em desacordo com as orientações do Príncipe do exército do Senhor. Assim como Jeremias tinha uma verdade presente para proclamar naquele tempo, Deus nos deixou uma verdade presente para os nossos dias, que inclui um reavivamento e reforma físico, mental e espiritual, que, se buscados e vividos, nos proporcionam a maior e melhor bênção que podemos receber nesta terra: um relacionamento íntimo com Deus.
Um dia, a mesma ruína e desolação que aconteceu pela teimosia de Israel, quando esta foi invadida por Babilônia, voltará a acontecer em escala mundial. Todos os que não se arrependeram, “os que não conhecem a Deus e […] os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus” (2Ts.1:8), serão mortos e “não serão recolhidos, nem sepultados; serão como esterco sobre a Terra” (v.2). “Se o homem não se converter, afiará Deus a Sua espada; já armou o arco, tem-no pronto; para ele preparou já instrumentos de morte, preparou Suas setas inflamadas” (Sl.7:12-13).
Logo Jesus voltará para “julgar a Terra; julgará o mundo com justiça e os povos, consoante a Sua fidelidade” (Sl.96:13). Essa notícia não deve nos causar medo, mas a bendita esperança de um futuro glorioso e eterno. Aqueles que andam com Cristo e desfrutam, pela fé, de Sua constante companhia; que, reconhecem sua incapacidade de santificar-se por si mesmos, senão pela ação purificadora do Espírito Santo; que, qual crianças, possuem uma fé simples, que depende constantemente do auxílio do Pai, sabem que não estão vivendo dias comuns, mas dias solenes e previamente definidos na agenda profética de Deus.
E nós? Será que fazemos parte deste grupo seleto, cujo coração dói e estremece por causa da ruína do povo de Deus e ao mesmo tempo exulta e se alegra pela proximidade da vinda de seu Senhor e Salvador? Logo a fornalha ardente provará de que material somos feitos. Que o Espírito Santo nos purifique e nos santifique em tudo, a fim de que sejamos “um povo exclusivamente Seu, zeloso de boas obras” (Tt.2:14). Aceitemos, pois, de bom grado, a disciplina do Senhor para arrependimento e salvação, “porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe” (Hb.12:6). Como fez Jacó, apeguemo-nos a Deus com toda perseverança e súplica: “Não Te deixarei ir se me não abençoares” (Gn.32:26).
Pai de amor, Deus Todo-Poderoso, Criador dos céus e da terra, Tu és o mesmo ontem, hoje e eternamente! O Senhor não deixaria o Seu último povo sem orientação e advertência profética. Louvado seja o Senhor por Sua Palavra e pelo espírito de profecia! E através dessas palavras escritas temos acesso ao conhecimento de Deus e de quão perto estamos da volta de Jesus. O Senhor disse que os sábios entenderão e aqui estamos para Te pedir pela sabedoria do alto. Qual Moisés, Te pedimos: “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio” (Sl.90:12). Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo cujo Deus é o Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias8 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JEREMIAS 8 – O profeta aborda o tema da insensibilidade, incredulidade e a desobediência do povo de Judá. Fortemente Jeremias enfatiza as terríveis consequências disso, tanto quanto um pai ou uma mãe fala veementemente ao filho de dois anos que está brincando despreocupadamente com fogo.
Jeremias profetiza sobre o juízo que viria sobre o povo de Deus devido à prática da idolatria, da falsidade e da falta de arrependimento (Jeremias 8:1-6, 10-17). Hoje, a cristandade não difere muito da situação do povo de Jeremias. Por isso, como o profeta que representava a Deus, os líderes atuais deveriam desfalecer, compadecer-se e confrontar as pessoas em seus pecados para alertar quanto à sua condição, objetivando uma busca por salvação (Jeremias 8:18-19, 21).
Conquanto, quando se rejeita a Palavra de Deus, não há sabedoria nem no mais elevado intelecto humano (Jeremias 8:9). Inclusive a natureza, que segue os padrões e ciclos estabelecidos por Deus, tem mais consciência que o povo de Deus apegado à hipocrisia, que não reconhece e nem segue os caminhos do Senhor (Jeremias 8:7). Iludidos, apegam-se às próprias opiniões, descartando a essência da revelação e da Lei de Deus (Jeremias 8:8).
• A falta de conhecimento e obediência a Deus acarretam terríveis consequências. Assim como as aves e outros animais seguem os padrões da natureza, Deus anseia que Seu povo esteja atento à Sua Lei, como padrão de moralidade.
• O Deus que ama e protege, que cuida e vela por Seu povo, que concedeu a Lei como guia para uma vida nobre, almeja que sejamos responsáveis. Ele não quer que sejamos displicentes como aqueles que detinham o conhecimento de Sua Palavra e não viviam de acordo com ela.
• As advertências divinas revelando consequências dos pecados da humanidade, pretende levar as pessoas a reconsiderarem seus caminhos e buscarem a Deus com urgência.
• A mensagem central de Jeremias é um chamado veemente ao arrependimento. Mesmo diante das falhas do povo, Deus anseia que voltem para Ele, abandonem a hipocrisia e vivam conforme a Sua graciosa vontade.
Diante das advertências divinas, é loucura perder as oportunidades (Jeremias 8:20). Perdê-las nos farão lamentar diante das calamidades (Jeremias 8:22).
Hoje… muitos bálsamos nos são oferecidos para a sede espiritual; porém, apenas Deus pode curar nossas feridas causadas pelo pecado. Então, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.