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Texto bíblico: SALMO 78 – Primeiro leia a Bíblia
SALMO 78 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/sl/78
Este capítulo é uma reapresentação da história de Israel, do Egito até Davi. Você gosta de ser lembrado pela sua história? Não seria bom se sempre falassem de você apenas com descrições positivas? Algum de nós gosta de ouvir sobre as escolhas negativas que fizemos? Podemos aprender com nossas experiências e escolhas negativas?
Sim, nós podemos. Aprender com nossos erros, para não repeti-los depois, é o objetivo. Podemos fazer isso sozinhos? Absolutamente não! Nós precisamos da ajuda de Deus. Com Sua ajuda e orientação, podemos fazer melhores escolhas e decidir não repetir o negativo.
Assim como Deus não desistiu dos israelitas, Ele não desistiu de nós! Não importa a nossa história; é como permitimos que Deus nos corrija e nos forme para a eternidade que importa.
Kirsten Machado
Professora da Escola Adventista Americana de Taipei, Taiwan
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/78
Tradução: Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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774 palavras
O Salmo 78 é o mais longo dos hinos nacionais de Israel (ver Sl 105, 106). Ele narra a história de Israel desde o Egito até o estabelecimento do reino sob o governo de Davi. O salmista recorda o passado com suas repetidas rebeliões e consequente sofrimento e punição, como propósito de advertir a nação a ser fiel a Deus no presente e no futuro. O salmo é basicamente didático: busca instruir de forma correta. Como tal, não segue o curso histórico com exatidão cronológica. O salmista dispõe dos acontecimentos conforme sejam mais apropriados para seu propósito, para mostrar a bondade de Deus a despeito da rebeldia da Israel. CBASD, vol. 3, p. 916.
2 Parábolas. Do heb. mashal (ver com. de Sl 49:4; cf. Mt 13:34; 35). Uma parábola requer atenção e raciocínio para que possa ser compreendida. CBASD, vol. 3, p. 916.
4 Vindoura geração. Indica-se o curso da tradição. É uma responsabilidade sagrada de toda geração transmitir à seguinte o relato da providência divina. CBASD, vol. 3, p. 916.
9 Efraim. É provável que esta tribo seja nomeada porque foi por um período a mais numerosa e agressiva de todas. Josué era da tribo de Efraim (Nm 13:8, 16). Se, por acaso, refere-se a alguma ocasião específica, não se sabe qual. Nesta passagem, Efraim pode significar todo o reino. CBASD, vol. 3, p. 916.
17 Deserto.Do heb. tsiyyah, que designa uma região seca. CBASD, vol. 3, p. 916.
19 Preparar-nos mesa. Ver Sl 23:5. As perguntas poéticas dos v. 19 e 20, colocadas de forma poética na boca dos murmuradores, tornam mais vívidas a narrativa histórica. Suas queixas eram “contra Deus”, que lhes tinha dado todos os motivos para que confiassem nEle. CBASD, vol. 3, p. 916.
20 Pão também. De acordo com a narrativa histórica, a ordem desses milagres foi inversa (ver Êx 16:8, 12, 17:6; Nm 11:31, 32; 20:8-11). O salmista não se atém a uma estrita ordem cronológica. CBASD, vol. 3, p. 917.
23 As portas dos céus. Comparar com 2Rs 7:2, 19; Ml 3:10. O Salmo 17:23 a 25 é uma belíssima descrição poética do maná. CBASD, vol. 3, p. 917.
24 Cereal. Do heb. dagam, “grão” ou cereal para fazer pão (ver Êx 16:4; Sl 105:40; cf Jo 6:31). O maná era parecido com “semente de coentro” (Êx 16:31). CBASD, vol. 3, p. 917.
25 Pão dos anjos. Literalmente, “pão de poderosos”. Os poderosos de Deus são os anjos (Sl 103:20). A LXX traz “pão dos anjos”. Com esta declaração, não devemos deduzir que o maná seja o alimento dos anjos. A frase simplesmente significa “alimento que lhes foi provido pelos anjos” (PP, 297). CBASD, vol. 3, p. 917.
36 Mentiam. O arrependimento deles não era aborrecimento do pecado, mas medo do castigo (ver com. de Sl 32:6). CBASD, vol. 3, p. 917.
43 Seus sinais. Retorna-se à narrativa das pragas. O salmista parece mencionar apenas seis das dez pragas. ele começa com a primeira, continua com a quarta, depois com a segunda, a oitava e a sétima, nesta ordem, e termina seu relato com a décima. O salmo não é um tratado científico, mas um poema inspirado em que se escolhe apenas os fatos suficientes do registro histórico para criar a impressão desejada. CBASD, vol. 3, p. 917.
51 Tendas de Cam. Cam era o pai de Misraim, ancestral dos egípcios (ver com. de Gn 10:6; cf. Sl 105; 23, 27). CBASD, vol. 3, p. 918.
57 Um arco enganoso. Um arco que não lança a flecha diretamente ao alvo, e que, portanto, frustra o arqueiro (ve Os 7:16). CBASD, vol. 3, p. 918.
60 Siló. Por cerca de 300 anos, o tabernáculo e a arca ficaram em Siló, um lugar situado a mais ou menos 16 km ao norte de Betel (ver Js 18:10; Jz 18:31; 1Sm 4:3). Depois que foi tomada pelos filisteus (1Sm 4) e recuperada, a arca nunca mais retornou a Siló. em vez disso, foi levada diretamente a Jerusalém (ver PP, 514; cf. Jr 7:12, 14). CBASD, vol. 3, p. 918.
63 O fogo devorou. Um quadro de desolação: jovens mortos na batalha, mulheres sem se casar, sacerdotes assassinados (ver 1Sm 4:11), ninguém para lamentar pelos mortos (ver Jó 27:15). Quão grande é a desolação de um país quando não existem cerimônias de casamento ou funerais dignos! CBASD, vol. 3, p. 918.
65 Despertou como de um sono. Com esta metáfora, o salmista representa Deus como completamente indiferente a Seu povo, até que Se levanta para ajudá-lo. O uso desta metáfora estranha e da figura do valente que grita estimulado pelo vinho parece anormal para o modo de pensar ocidental, mas não é incomum para a mente oriental. CBASD, vol. 3, p. 918.
70 Escolheu a Davi. O salmo termina com um belo quadro de um pastor do rebanho tornando-se o pastor de Israel, por indicação divina (ver 1Sm 16:11-13; 2Sm 3:18; 7:5, 8). CBASD, vol. 3, p. 918.
71 As ovelhas e suas crias. O pastor não só guia as ovelhas, como também segue as fêmeas do rebanho para que possa atender, quando necessário, aos cordeiros recém-nascidos. CBASD, vol. 3, p. 918.
72 Ele os apascentou. Um belo tributo ao pastor-rei de Israel: ele governou com integridade e habilidade (ver 1Rs 9:4). CBASD, vol. 3, p. 918.
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“Escutai, povo Meu, a Minha lei; prestai ouvidos às palavras da Minha boca” (v.1).
Um Salmo que inicia com palavras proferidas pelo próprio Deus merece uma atenção especial, vocês não acham? Ao estudar o livro de Êxodo, nós vimos que cada detalhe da história de Israel possui um significado maior, que aponta para Cristo. Por exemplo:
– O maná (v.24) representava a Cristo, “o pão vivo que desceu do céu” (Jo.6:51);
– A rocha que jorrava água (v.16), também era uma representação de Cristo, “a pedra angular” (1Pe.2:4) e a água da vida (Jo.4:14);
– O santuário terrestre (v.69) era uma ilustração acerca do plano da salvação em Cristo Jesus e do verdadeiro santuário, o celeste (Hb.8:2).
Portanto, como tudo em Israel era usado por Deus como uma ilustração a fim de educar o Seu povo, não é de se estranhar que Jesus tenha Se comunicado através de parábolas (v.2; Mt.13:35).
Em nosso estudo da jornada dos hebreus, percebemos também que a ideia de um Deus tirano foi lançada por terra. O cuidado do Senhor para com o Seu povo não era guiado por Sua ira, mas por Sua rica misericórdia (v.38). Vez após outra, o povo O tentava com suas rebeliões e murmurações (v.8). Apesar de terem sido testemunhas oculares de sinais e prodígios jamais vistos (v.11, 12), ainda assim endureciam o coração cada vez que sentiam falta de algo que possuíam no Egito. Não conseguiram avançar para a terra prometida, enquanto não pararam de olhar para a terra que deveria ser esquecida.
Meus amados, o Senhor não elegeu Israel para ser o único povo a ser salvo, mas como o Seu representante da única mensagem de salvação. A primeira declaração de Cristo na tentação do deserto é um chamado de Deus para todos. Ele não disse: “Nem só de pão viverá o judeu […]”. Não, amados! Ele disse: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mt.4:4). Portanto, obedecer às palavras que saem da boca de Deus não é o dever só do judeu, mas “é o dever de todo homem” (Ec.12:13).
Infelizmente, Israel não deu ouvidos ao que Deus ordenou (v.5). As novas gerações foram surgindo e os propósitos do Senhor foram sendo esquecidos (v.7). A ordem de Deuteronômio 6:4-9 foi ignorada, e seus filhos “tornaram atrás […] desviaram-se como um arco enganoso” (v.57). Notem a preocupação de Deus para com a educação dos filhos. Não era importante apenas o conhecimento da Palavra de Deus, mas o conhecimento de Deus através da Palavra. A vida espiritual dos pais deveria ser refletida na dos filhos e assim por diante. Como bem sintetizou Sutherland: “ […] um professor tem poder na proporção em que vive o que deseja ensinar” (E. A. Sutherland, Fontes Vivas ou Cisternas Rotas, p.38).
Ao ver toda a Escritura se cumprir na vida de Jesus, a geração que O contemplou deveria tê-Lo adorado e não O rejeitado. Não corremos nós o mesmo risco? Nunca se falou tanto em Deus como hoje. Nunca houve no mundo tantas igrejas cristãs. Mas também nunca houve uma geração tão ignorante com relação às verdades da Bíblia e tantos lares destruídos. E quanto mais o mundo busca a paz e a fraternidade, tanto mais o caos se instala. Porque com a boca lisonjeiam a Deus (v.36), mas o coração não é firme para com Ele e não são “fiéis à Sua aliança” (v.37).
O homem busca o próprio infortúnio ao dar as costas para as palavras da vida eterna. Assim como os filhos de Israel “não reprimiram o apetite” (v.30), o apetite deste mundo pelo mal não tem limites. Se, como Daniel, rejeitarmos “as finas iguarias e o vinho” do príncipe deste mundo (Dn.1:8), o Senhor nos dará o “cereal do Céu” (v.24), “o pão dos anjos” (v.25). Se tivéssemos noção do que isso significa, jamais trocaríamos o estudo da Palavra por horas e horas na mediocridade das redes sociais.
Onde estão vocês, pais e mães que decidem iluminar este mundo com uma descendência que verdadeiramente teme a Deus? A maior herança que podemos deixar aos nossos filhos é uma vida espiritual sólida e fiel. O Senhor nos deu filhos para isto. Eles não são nossos, são a “herança do Senhor” (Sl.127:3). Somos chamados a educar uma geração de verdadeiros adoradores (Jo.4:23), e, para isso, a mudança deve começar em nós.
Se assim fizermos, meus irmãos, pela graça e misericórdia do Senhor, nossa casa cumprirá o propósito divino: “A primeira obra dos cristãos é manter a unidade da família. Quanto mais intimamente forem unidos os membros da família em sua obra no lar, tanto maior será a influência que pais e mães exercerão fora dele” (Ellen G. White, Fundamentos do Lar Cristão, CPB, p. 20).
Querido Pai que está nos céus, queremos responder ao Teu chamado em nossa vida e em nosso lar. Dá-nos o Espírito Santo, a fim de que estejamos sempre satisfeitos com a Tua provisão e com nossos olhos iluminados pela luz da Tua Palavra! Em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!
Feliz semana, lares de esperança!
Rosana Garcia Barros
#Salmos78 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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SALMO 78 – Ellen White atesta que: “Como educador, não têm rival as Escrituras Sagradas. A Bíblia é a história mais antiga e mais compreensiva que os homens possuem. Procede diretamente da Fonte da Verdade Eterna; e através dos séculos a mão divina lhe preservou a pureza. Ela ilumina o remoto passado, onde a pesquisa humana em vão procura penetrar… Ali, unicamente, se apresenta, não contaminada pelo orgulho e preconceito humano, a história de nossa espécie” (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 52).
• Visto pela ótica cronológica, o Salmo 78 divide-se em seções que acompanham a sequência dos eventos históricos. Começa com a narrativa da libertação do Egito, seguida pelos milagres e maravilhas de Deus durante a jornada de Israel no deserto, a entrada na Terra Prometida, os períodos de desobediência e rebeldia do povo; e, finalizando, com a restauração e a fidelidade do Deus que nunca falha. Deste modo, destaca-se a história do povo de Deus como uma linha do tempo e demonstra a mão de Deus agindo em diferentes momentos.
• Outra forma de observar o Salmo 78 é pelo contraste, destacando a contraposição entre as ações de Deus e as atitudes do povo de Israel. As seções alternam entre os atos poderosos de Deus em favor de Seu povo e a desobediência e a incredulidade do povo. Assim, acentua o caráter de Deus caracterizado pela fidelidade e misericórdia, contrastado com o caráter dos religiosos caracterizado pela infidelidade e ingratidão.
• Ainda, é possível analisar de forma temática a mensagem do Salmo 78. Há vários temos centrais em seus 72 versículos, tais como a importância do ensino e da transmissão da história para as novas gerações, as terríveis consequências da desobediência, as maravilhas da graça e da fidelidade de Deus, entre outros.
Ellen White também afirma que “a Bíblia revela a verdadeira filosofia da história” (Educação, p. 173). Com isso em mente, observe a seguinte síntese:
• Precisamos ouvir as instruções e os ensinamentos divinos e transmiti-los às próximas gerações (Salmo 78:1-8).
• Devemos ver a infidelidade a Deus e suas consequências como falta de confiança nEle e em Sua disciplina (Salmo 78:9-55).
• Nossa rebeldia e infidelidade requer a intervenção sobrenatural de Deus baseada em Sua misericórdia para prover-nos restauração (Salmo 78:56-72).
Graças a Deus, temos esperança! Contudo, precisamos de prontidão para responder ao Seu plano! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.