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Texto bíblico: SALMO 69 – Primeiro leia a Bíblia
SALMO 69 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/sl/69
À luz da instrução de Jesus para amar nossos inimigos, como devemos lidar com os Salmos nos quais os inimigos são amaldiçoados em linguagem tão vívida? (1) Podemos aplicar o conselho de Pedro, que disse que algumas coisas na Bíblia são difíceis de entender e, portanto, ignorá-las; ou (2) podemos presumir que, por estarem na Bíblia, são inspirados e bons, ou (3) podemos lutar para entendê-los.
Os escritores do Novo Testamento citaram este salmo mais vezes do que qualquer outro, aplicando muitas partes à vida de Jesus. Assim, quase esperamos ouvir “perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”, mas em vez disso encontramos as maldições. Davi concluiu este Salmo com o apelo “que sejam tirados do livro da vida” (versículo 28).
Então, devemos adotar a atitude de perdão de Jesus para com nossos detratores ou a atitude de maldição de Davi? Como o próximo Salmo de Davi (Salmo 70) também contém elementos de maldição, continuaremos a discussão amanhã.
Gordon Christo
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/69
Tradução: Luís Uehara / Jeferson Quimelli
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775 palavras
O Salmo 69 é o lamento de um homem afligido e atormentado pela hostilidade de seus companheiros, que sofre por causa de sua fé em Deus. Embora o salmista descreva seu próprio sofrimento, escritores do NT demonstraram que várias passagens se aplicam também a Cristo, que sofreu sem ter pecado. Paulo confirma que Davi é o autor deste salmo (Rm 11:9). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 892.
1 Salva-me. No v. 1 está a tônica do salmo. CBASD, vol. 3, p. 892.
2 Que não dá pé. Isto é, “sem chão para pisar”. CBASD, vol. 3, p. 892.
Corrente. Do heb. shiboleth, “uma corrente de ‘agua”, traduzido como “ribeiro” em Isaías 27:12. Shiboleth é a palavra que os efraimitas não foram capazes de pronunciar quando confrontados por Jefté. CBASD, vol. 3, p. 892.
3 Clamar. Do heb. qara’, pedir auxílio. CBASD, vol. 3, p. 892.
Secou-se-me. Isso de tanto falar (ver com. do Sl 22:15). CBASD, vol. 3, p. 892.
4 Os que, sem razão, me odeiam. Jesus usou estas palavras para falar de Si mesmo (ver Jo 15:25). CBASD, vol. 3, p. 892.
6 Por minha causa. O salmista promete não fazer nada que envergonhe os filhos de Deus. O princípio enunciado aqui é um excelente lema para uma conduta cristã digna. Jamais se deve fazer algo que venha desonrar a causa de Deus. CBASD, vol. 3, p. 892.
7 Por amor de Ti. A causa real era a devoção do salmista a Deus. Os pecadores desprezam os que servem a Deus (ver MDC, 32). A conduta dos filhos de Deus envergonha os ímpios. CBASD, vol. 3, p. 893.
8 Tornei-me estranho a meus irmãos. Com este versículo e também com os v. 9 e 20, Cristo predisse, por meio de Davi, o tratamento que Ele receberia na Terra (ver AA, 225). CBASD, vol. 3, p. 893. CBASD, vol. 3, p. 893.
Aos filhos de minha mãe. Numa sociedade como a dos hebreus, filhos de um mesmo pai com frequência não tinham a mesma mãe (ver Sl 50:20). CBASD, vol. 3, p. 893.
9 O zelo da Tua casa. O santuário é o objeto do zelo do salmista. Davi demonstrou seu zelo ao trazer a arca para o monte Sião (ver 2Sm 6:12-19) e ao desejar construir uma habitação permanente para o Senhor em Jerusalém (ver 2Sm 7:2). fez o mesmo ao reunir material para a construção que não lhe foi permitido erigir (ver 1Cr 28:14-18; 29:2-5). e ao instruir Salomão com respeito ao templo (1Cr 28:9-13). Quando Jesus expulsou os cambistas e os mercadores do templo, os discípulos se lembraram do que foi escrito dEle: “o zelo da Tua casa me consumirá” (ver Jo 2:16; DTN, 158; AA, 225). Na obra de Deus não existe lugar para servos displicentes. CBASD, vol. 3, p. 893.
As injúrias. Paulo aplicou esta passagem a Cristo, que “não agradou a Si mesmo”(ver Rm 15:3; cf. Sl 89:50, 51; Jr 20:8). CBASD, vol. 3, p. 893.
11 Escárnio. Do heb. mashal, “dito proverbial” ou “zombaria”; traduzido como “ditado”no Sl 44:14. CBASD, vol. 3, p. 893.
12 Os que à porta se assentam. Pode ser uma referência aos magistrados (ver com. de Rt 4:1), que se uniam à ralé para ridicularizar o salmista, ou uma alusão aos preguiçosos que se sentavam junto às portas da cidade (ver com. do Sl 9:14). CBASD, vol. 3, p. 893.
Beberrões. Literalmente, “bebedores de bebida forte”. O salmista era tema de zombaria de canções satíricas e obscenas de homens embriagados (ver Sl 35:15, 16); ele era alvo de zombaria nas piadas mais baixas (ver Jó 30:9). CBASD, vol. 3, p. 893.
13 Em tempo favorável. Literalmente, “tempo de favor”. CBASD, vol. 3, p. 893.
17 Responda-me depressa. O salmista não tem dúvidas de que irá perecer se não receber logo auxílio. CBASD, vol. 3, p. 893.
20 Opróbrio. Os v. 20 e 21 tem aplicação messiânica (ver Mt 27:34, 48; DTN, 746; AA, 225; PR, 691). CBASD, vol. 3, p. 893.
Por piedade. Comparar com Is 63:5. No Getsêmani o Salvador desejou que alguém o amparasse no Seu sofrimento (ver DTN, 687, 688). Mais tarde, foi abandonado por todos os discípulos (ver Mt 26:56; Mc 14:50). O versículo expressa completa solidão. CBASD, vol. 3, p. 894.
21 Alimento. Do heb. baruth, “pão da consolação”, cujo significado é o alimento fornecido ao enlutado por seus amigos. O emprego da palavra enfatiza a hipocrisia da atitude de seus inimigos. CBASD, vol. 3, p. 894.
Fel. Do heb. ro’sh, “erva venenosa”, traduzido como “veneno”(Dt 32:33; Jó 20:16) e “erva venenosa”(Os 10:4). Segundo Marcos 15:23, o “fel” oferecido a Jesus era mirra. CBASD, vol. 3, p. 894.
22 Sua mesa torne-se-lhes. O v. 22 dá início a uma série de imprecações que continua até o v. 28. CBASD, vol. 3, p. 894.
25 Morada. O salmista ora para que a morada de seus inimigos seja assolada e que eles pereçam. Este texto se aplica ao cargo que Judas ocupava (ver At 1:20). CBASD, vol. 3, p. 894.
31 Um boi ou um novilho. O mais perfeito sacrifício levítico não se compara ao sacrifício de um coração agradecido. CBASD, vol. 3, p. 894.
32. Reviva. Isto é, seja encorajado, reavivado (ver Sl 22:26). CBASD, vol. 3, p. 894.
34 Céus. O chamado para louvar a Deus inclui toda a criação. CBASD, vol. 3, p. 894.
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“Por alimento me deram fel e na minha sede me deram a beber vinagre” (v.21).
Este Salmo, intitulado de “O lamento do Messias”, possui algumas referências acerca do sofrimento de Cristo, principalmente no que diz respeito aos Seus últimos momentos de vida na Terra. Rejeitado pelos Seus (Jo.1:11) e até pela própria família (Jo.7:5), Jesus viveu o ministério da reconciliação oferecendo-Se a Si mesmo na vida e na morte. Movido por terna compaixão e amor abnegado, Suas obras testificavam da riqueza de Sua graça para com a humanidade caída. E, no silêncio da madrugada, o Homem de dores ascendia aos Céus as orações mais altruístas que este mundo jamais testemunhou.
Olhando para as cenas finais do Calvário, percebemos o claro contraste entre criatura e Criador. Nos momentos finais de Sua paixão, Aquele que curou multidões só pôde contar de perto com a companhia de João e de Sua mãe. Onde estavam os Seus seguidores? Onde estavam as multidões que O aclamaram como um rei em Sua entrada triunfal em Jerusalém, poucos dias antes? Sua morte ignominiosa foi vista como uma derrota devido à cegueira espiritual predominante. Não puderam reconhecer o cumprimento das profecias messiânicas e perderam o privilégio único de, apontando para a cruz, como o Batista, declarar a vitoriosa afirmação: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo.1:29).
O sacrifício que nos trouxe a vida foi suficiente e eficaz. Até mesmo em Sua morte e sepultamento, Jesus respeitou o mandamento que estabeleceu desde o Éden como memorial da criação (Gn.2:1-3). Nas horas do sábado, o nosso Salvador descansou e selou este dia também como memorial da redenção. Sua agonia encontrou o repouso no cumprimento de Sua imutável Lei. Assim também somos chamados, hoje, a descansar no repouso de Cristo, pois ainda “resta um repouso para o povo de Deus” (Hb.4:9). E, assim como Ele ressuscitou ao terceiro dia, aguardar o cumprimento da fiel promessa de Sua segunda vinda.
O Senhor não nos deixou na ignorância, amados. Temos em mãos a Sua Santa Palavra. “Vejam isso os aflitos e se alegrem”, e, “quanto a vós outros que buscais a Deus, que o vosso coração reviva” (v.32). Diante da turbulência que estamos vivendo num mundo em constante ameaça de colapso, não precisamos andar desanimados, mas louvando “com cânticos o nome de Deus” (v.30), pois Jesus mesmo nos deixou escrito: “Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima” (Lc.21:28).
Não precisamos cair no mesmo erro daqueles que não souberam reconhecer as profecias messiânicas. Mas que, com o coração reavivado pela bendita esperança, olhemos “firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, O qual, em troca da alegria que Lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus” (Hb.12:2).
Querido Pai, ensina-me a olhar para a cruz com os olhos desvendados pelo colírio do Espírito Santo. Muitos têm desanimado pelo caminho. “Quanto a mim, porém, Senhor, faço a Ti, em tempo favorável, a minha oração” (v.13) e, pela fé, confio em Tua graça. Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, salvos pela graça de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Salmos69 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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SALMO 69 – A mensagem deste Salmo contém uma mistura de expressões de sofrimento, súplicas a Deus por auxílio e confiança na justiça divina. Há aspectos interessantes e relevantes para todas as épocas – inclusive à nossa era pós-moderna –, relacionados aos desafios e questionamentos que enfrentamos:
• Há expressões francas e abertas relacionadas ao sofrimento; o crente não esconde suas emoções de Deus. Precisamos ser verdadeiros, honestos e autênticos sobre nossas lutas, angústias, medos, dúvidas e dores, buscando um relacionamento sincero com Deus e com as pessoas (Salmo 69:3, 13).
• Em meio às aflições tensas e intensas é necessário ter um Ser maior que nós a Quem recorrer. Nos dias atuais, quando nos deparamos com incertezas, ansiedades e questões existenciais, precisamos buscar orientação e socorro em Deus – carecemos de ajuda sobrenatural (Salmo 69:16, 29).
• Quem enfrenta adversidades, perseguições, sofre injustiças e vê prevalecer a desigualdade, é encorajado a manter a esperança no Deus que, no tempo certo, trará justiça e restauração (Salmo 69:4, 30).
• Nos dias pós-modernos, quando as pessoas experimentam isolamentos e solidão, somos lembrados a buscar apoio mútuo, além de encorajamento e compartilhamento das lutas com os outros. Também precisamos ser solidários, dispostos a estender a mão aos necessitados e auxílio nos momentos difíceis das pessoas ao nosso redor (Salmo 69:20, 33).
O Salmo 69 ensina a confrontar nossa própria realidade de sofrimento, aflição, dor e dificuldades. A vida não é apenas prazeres, mas também sobre lidar sabiamente com desafios e dificuldades reais. Por isso, precisamos buscar por ajuda e orientação de Deus – Alguém que é maior que nós mesmos–, a fim de ter a possibilidade de encontrar respostas e conforto apropriados.
O Salmo 69 leva-nos a refletir profundamente sobre nossa gritante necessidade de arrependimento e mudança, reconhecendo nossa culpa e quão essencial é a salvação oferecida por Deus. Cometemos erros, e precisamos da absolvição que só Deus pode conceder-nos.
Reflita…
• Para o hipócrita, o Salmo é um chamado à sinceridade e arrependimento (Salmo 69:1-5, 22-29).
• Para o crente ignorante, o Salmo é um convite à reflexão e ao relacionamento espiritual mais profundo (Salmo 69:5-6, 30-32).
• Para o religioso piedoso, o Salmo é um incentivo a permanecer firme em sua devoção e prática da piedade (Salmo 69:7-21, 33-36).
Todos precisamos nos reavivar! – Heber Toth Armí