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Texto bíblico: SALMO 55 – Primeiro leia a Bíblia
SALMO 55 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/sl/55
O Salmo 55 captura o grito angustiado de uma alma sobrecarregada com traição e turbulência. Em seus versos, encontramos uma reflexão pungente sobre a condição humana, um apelo à intervenção divina e uma profunda lição sobre o poder da entrega.
O lamento do salmista ecoa a experiência universal de enfrentar a traição daqueles em quem antes confiamos. O peso dessa traição pode nos consumir, levando a sentimentos de medo, confusão e desespero. No entanto, em meio à turbulência, o salmista se volta para o Divino, reconhecendo a necessidade de orientação e consolo.
Nesse apelo por ajuda, somos lembrados de nossa própria vulnerabilidade e das limitações de nossa natureza humana. Não podemos controlar as ações dos outros, nem podemos escapar da dor que eles podem nos infligir. No entanto, ao entregar nossos fardos a um poder superior, encontramos consolo em saber que não estamos sozinhos em nossas lutas.
Aqui somos encorajados a liberar nossa ilusão de controle e colocar nossa confiança no em Deus. Aprendemos que a verdadeira força está em entregar nossas preocupações, dúvidas e medos a um Criador amoroso e compassivo. Ao fazer isso, nos submetemos ao poder transformador da graça, permitindo que ela cure nossos corações feridos e restaure nossa paz interior.
Enoque Aguilar
Reitor Associado para Vida Estudantil e
Palestras para Estudos Religiosos e Ética
Escola Adventista de Medicina da África Centro-Oriental
Kigali, Ruanda
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/55
Tradução: Luís Uehara / Jeferson Quimelli
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1003 palavras
Este salmo foi provavelmente escrito ao tempo da rebelião de Absalão e a traição de Aitófel (2Sm 15-17). Alguns dizem que os versículos 12-14 são messiânicos porque eles também descrevem a traição de Cristo por Judas (Mateus 26: 14-16, 20-25). Life Application Study Bible Kingsway.
O Salmo 55 é uma oração por ajuda, em meio a uma situação desesperadora. É concluído com a convicção de que Deus intervirá. O poema tem frequentes repetições e contém queixa, anseio, rogos, indignação, confiança e esperança. Este salmo é o clamor da alma de alguém que desejava encontrar alívio da tristeza e se refugiar na solidão. CBASD, vol. 3, p. 859.
1 Dá ouvidos. Os quatro rogos dos v. 1 e 2 revelam a intensa necessidade do salmista. CBASD, vol. 3, p. 859.
2 sinto-me perplexo em minha queixa. Literalmente, “divago em minha preocupação”. CBASD, vol. 3, p. 859.
3 opressão. Do heb. ‘aqah, “pressão”. A palavra transmite a ideia de algo que é esmagado por um grande peso. CBASD, vol. 3, p. 859.
4 terrores de morte. Por saber que só a morte satisfaria aos conspiradores, o salmista já sentia a sombra dela sobre si (ver Sl. 116:3). CBASD, vol. 3, p. 859.
5 horror. Do heb. pallatsuth, que parece indicar agitação profunda como resultado do medo (ver Jó 21:6; Is 21:4; Ez 7:18). O poeta usa uma linguagem vívida para expressar a intensidade de suas emoções. CBASD, vol. 3, p. 859.
6-8 Mesmo aqueles que estão especialmente perto de Deus, como Davi estava, já tiveram momentos em que queriam escapar de seus problemas e pressões. Life Application Study Bible Kingsway.
6 Então, disse eu: quem me dera asas como de pomba! Voaria e acharia pouso. A beleza poética deste versículo (ver Jr 9:2) expressa de forma comovente o desejo de todo cristão que anseia livrar-se de algum problema. Toda pessoa deseja fugir para algum lugar onde possa estar a salvo de todas as preocupações. Mas, nesta terra, carregamos os problemas a menos que sejam entregues a Jesus. Não se deve esquecer de que há um lugar onde os problemas não podem entrar, e esse lugar é o Céu (ver Ap 21:4). CBASD, vol. 3, p. 859.
Voaria. É preciso não seguir os instintos que motivam a escapar das circunstâncias. Se esse desejo se torna habitual, não é um bom indício. O trabalho, o lar, os relacionamentos e as responsabilidades são uma disciplina essencial para o amadurecimento do caráter. Em vez de voar para longe ou fugir, deve-se invocar a Deus (v. 16). CBASD, vol. 3, p. 859.
7 deserto. Lugar não habitado [ermo] (ver Mt 4:1). Diz-se na Palestina que os pombos povoam os lugares solitários e pedregosos, longe do ser humano. CBASD, vol. 3, p. 859.
9-11 A cidade que deveria ser santa era atormentada por problemas internos: violência, conflitos, malícia, abuso, destruição, ameaças e mentiras. Os inimigos externos, embora uma ameaça constante, não eram tão perigosos quanto a corrupção interior. Mesmo hoje, as igrejas muitas vezes procuram defender-se contra os problemas do mundo pecaminoso, enquanto não conseguem ver que seus próprios pecados estão causando seus problemas. Life Application Study Bible Kingsway.
12-14 Nada machuca mais do que uma ferida feita por um amigo. Pode haver momentos em que os amigos irão confrontá-lo amorosamente para ajudá-lo. Amigos reais irão confrontá-lo amorosamente para ajudá-lo. Os amigos reais repreenderão você em momentos de dificuldade e trazem amor, aceitação e compreensão. Que tipo de amigo é você? Não traia aqueles que você ama. Life Application Study Bible Kingsway.
12 eu o suportaria. Não é difícil suportar a calúnia de um inimigo declarado. No entanto, a calúnia de alguém que outrora foi um inimigo íntimo é arrasador. CBASD, vol. 3, p. 859.
14 Junto andávamos. O tempo imperfeito no hebraico neste caso indica ação habitual. A comunhão era frequente e íntima. CBASD, vol. 3, p. 859.
e íamos. Eles não só desfrutavam estreita comunhão em particular; também estavam juntos na adoração pública. Há um sentimento profundo neste versículo. CBASD, vol. 3, p. 859.
15 cova. Do heb she’ol, “a morada figurada dos mortos” (ver com. de Pv 15:11). CBASD, vol. 3, p. 859.
16 Eu. No hebraico, o começo da frase indica ênfase. O salmista fala de si e contrasta sua atitude coma conduta dos traidores. CBASD, vol. 3, p. 860.
17 À tarde, pela manhã. Daniel orava três vezes ao dia (Dn 6:10). A verdadeira religião é fortalecida por períodos de oração regulares e frequentes (ver Sl 119:164). CBASD, vol. 3, p. 860.
20 Tal homem estendeu as mãos contra os que tinham paz com ele. O traidor … era amigo íntimo do salmista (ver v. 12-14). O salmista volta a falar da traição do ex-amigo. CBASD, vol. 3, p. 860.
corrompeu a sua aliança. Uma relação que indica amizade estreita. CBASD, vol. 3, p. 860.
21 A sua boca era mais macia que a manteiga. Ele era um verdadeiro hipócrita (ver Sl 28:3; 57:4). As imagens concretas deste versículo são vivas e impressionantes. CBASD, vol. 3, p. 860.
22 Confia os teus cuidados ao SENHOR, e Ele te susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado. O salmista repete a si mesmo estas promessas feitas aos justos que dependem de Deus e as compartilha com todos os que desejam aprender com sua experiência. Deus nem sempre remove a carga, mas ajuda os que avançam com fé. No oratório Elias, Mendelssohn emprega as palavras deste versículo no belo hino para quatro vozes, que se canta após a oração de Elias por chuva no monte Carmelo. CBASD, vol. 3, p. 860.
cuidados. Do heb. yehab, palavra que aparece apenas nesta passagem no AT;… O Talmude lhe atribui o significado de “fardo”. A LXX traz [em grego] merimna, “cuidado”, “ansiedade” ou “preocupação”. Merimna ocorre em 1Pe 5:7: lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade”. CBASD, vol. 3, p. 860.
Deus quer que lancemos nosso cuidados sobre Ele mas muitas vezes continuamos a carregá-los nós mesmos, mesmo quando dizemos que confiamos nEle. Confie na mesma força que te sustenta para levar teus cuidados também. Life Application Study Bible Kingsway.
23 metade de seus dias. Abundância de dias era sinal de agrado de Deus (ver Pv 3:2). Deus quer que Seus filhos vivam o período máximo de vida. A prática da impiedade tende a encurtar a vida. CBASD, vol. 3, p. 860.
eu, todavia, confiarei em Ti. O salmista não confia na violência nem no engano, mas somente em Deus (ver Sl 7:1; 11:1). Confiar em Deus é um dos conceitos exaltados no livro dos Salmos. CBASD, vol. 3, p. 860.
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“Livra-me a alma, em paz, dos que me perseguem; pois são muitos contra mim” (v.18).
O contexto deste Salmo foi um dos mais tristes para Davi, e, creio eu, seja uma das causas que mais aflige o coração dos filhos de Deus. Já não fosse suficiente ter que lidar com inimigos declarados, Davi teve de enfrentar a profunda tristeza de conviver com amigos íntimos cuja “boca era mais macia que a manteiga, porém no coração havia guerra” (v.21). Sendo um homem temente a Deus, sabia identificar o ódio voluntário. Mas a contenda disfarçada, contudo, o consumia de tristeza: “sinto-me perplexo em minha queixa e ando perturbado” (v.2).
A lamentação do salmista pela traição de seus amigos foi um dissabor vivido por muitos servos de Deus. O profeta Jeremias, por exemplo, sendo fortemente perseguido e ameaçado pelo seu próprio povo, fez uma oração bem parecida com o Salmo de hoje (Em Jr.18:18-23), e o Senhor mesmo o alertou, dizendo: “Porque até os teus irmãos e a casa de teu pai, eles próprios procedem perfidamente contigo; eles mesmos te perseguem com fortes gritos. Não te fies deles ainda que te digam coisas boas” (Jr.12:6).
Em Seu ministério terrestre, Jesus teve de conviver com semelhante situação. Entre as multidões que O seguiam, havia muitos corações endurecidos. E até mesmo entre os Seus discípulos, havia um que O trairia com palavras brandas (v.21) e com um beijo (Mt.26:49). Judas representa a classe de falsos amigos de que Davi se referiu. São aqueles que conservam no coração sentimentos malignos, mas que se esforçam por manifestar aparência de piedade. Na experiência de Davi, de Jeremias, do próprio Jesus e de tantos outros, porém, todo fiel e sincero servo de Deus deve encontrar conforto. Pois assim como o Senhor os ajudou a identificar a falsidade e os livrou de todo o mal, certamente, o mesmo Deus há de, hoje, abrir os olhos dos justos e livrá-los dos perigos ocultos.
Sabem, amados, tomara não façamos parte desta classe maldita. Antes ser perseguido do que ser perseguidor de nossos irmãos. Pois, como foi o fim de Judas, assim será o fim daqueles que rejeitam a voz do Espírito Santo. Há um único meio de que podemos fazer uso e Davi bem o descreveu: “Eu, porém, invocarei a Deus, e o Senhor me salvará. À tarde, pela manhã e ao meio-dia, farei as minhas queixas e lamentarei; e Ele ouvirá a minha voz” (v.16-17).
Quando perseguido por seus próprios amigos, Davi orou. Quando ameaçado de morte pelos que desejava o bem, Jeremias orou. Ao aproximar-se a hora da traição, Jesus orou. Portanto, não entregue o seu coração à vingança, mas “Confia os teus cuidados ao Senhor, e Ele te susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado” (v.22). Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, imitadores de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Salmos55 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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SALMO 55 – Este Salmo não é tão organizado como os demais. Há “nele certa confusão de partes, sem uma apresentação clara e ordenada”, diz Russell Champlin. A Bíblia de Jerusalém afirma que “o texto está em mau estado”.
A sequência estrutural do Salmo é considerada “compreensível, mas não é linear nem regular. Tem algo de vai-vém, de entrar e sair ou de recolher-se e assomar, de expansão e concentração, de retorno sobre um motivo”. Isso porque, “em torno, agitação e desordem social, por dentro, agitação e medo; fora e próximo o amigo traidor, dentro o retorcer-se de terror. Todo o material foi fundido no cadinho da experiência pessoal, com consciência lúcida, controlando sem asfixiar. Embora deixe inflamar-se o sentimento, mantém distância poética para não prorromper em gritos, para transformar sua experiência em palavras poéticas. Tudo é pessoal e intenso” (Luís Alonso Schökel).
Schökel continua explicando a desordem do Salmo: “A situação política e social é o ponto de partida que [leva o salmista] a se refugiar em seu íntimo, onde vem a tropeçar com desordem mais encarniçada: a perturbação social corresponde a perturbação psicológica. Refugia-se em seu interior para sentir e se observar sentindo, quando em meio à concentração irrompem ‘gritos’, e tem que abrir os olhos para ver. Transmite-nos o sonho de sua fantasia, que transfigura o deserto hostil em morada propícia, uma vez que a cidade não mais é acolhedora. Busca a planura aberta, porque os muros da cidade aprisionam em vez de proteger. Resulta que fuga para fora é, com efeito, fuga para dentro da fantasia”.
Enfim, “o poema tem frequentes repetições e contém queixa, anseio, rogos, indignação, confiança e esperança. Este Salmo é o clamor da alma de alguém que deseja encontrar alívio da tristeza e se refugiar na solidão… Toda pessoa deseja fugir para um lugar onde possa estar a salvo de todas as preocupações. Mas, nesta Terra, carregamos os problemas a menos que sejam entregues a Jesus. Não se deve esquecer de que há um lugar onde os problemas não podem entrar, esse lugar é o Céu”, aplica o Comentário Bíblico Adventista.
Portanto, caso tua mente esteja confusa, e… teu coração, atribulado…
• …Desabafe com Deus (Salmo 55:12-14).
• …Chore perante Deus (Salmo 55:16-17).
• …Renove tua esperança (Salmo 55:22-23).
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí