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Texto bíblico: SALMO 31 – Primeiro leia a Bíblia
SALMO 31 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/sl/31
Este salmo lembra a mim e minha esposa nossa última experiência missionária no último dia após servirmos no Instituto Internacional Adventista de Estudos Avançados [Filipinas] por quase seis anos.
Era sexta-feira à noite antes de pregar meu último sermão de Romanos 8:28 sobre como Deus trabalha todas as coisas juntas para o bem. Naquela noite, um ladrão invadiu nossa casa. O ladrão me nocauteou, mas antes que ele pudesse me matar, minha esposa o empurrou de cima de mim e saiu gritando pela porta da frente. Amigos rapidamente vieram em nosso socorro.
Acredito que Deus nos libertou naquela noite, não apenas nos acordando, mas dando a minha esposa o bom senso de obter ajuda rapidamente antes que algo pior acontecesse. Voltei do hospital agredido e machucado, mas reivindicando a promessa de Deus de que nossas vidas haviam sido providencialmente libertas.
Enquanto visitávamos amigos no dia seguinte, vi um arco-íris que me lembrou a libertação providencial de Deus. Nossas vidas foram literalmente salvas dos bandidos que conspiraram contra nós. E mesmo que tivéssemos sofrido ferimentos graves, apesar do trauma, poderíamos exclamar: “Mas eu confio em Ti, ó Senhor; Eu digo: ‘Tú és o meu Deus’” (v. 14).
Michael W. Campbell
Professor de Religião
Southwestern Adventist University
Keene, Texas EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/31
Tradução: Luis Uehara/Jeferson Quimelli
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1037 palavras
O Salmo 31 é um pedido sincero por livramento, motivado por uma genuína confiança na capacidade de Deus para solucionar os problemas. É caracterizado por inúmeras metáforas que descrevem a angústia do perseguido e a esperança que surge em momentos de adversidade. … Este salmo era um dos favoritos de João Huss, Martinho Lutero e Felipe Melanchton. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 792.
1-6 Dizemos que temos fé em Deus, mas realmente confiamos nele? As palavras de Davi: “Nas tuas mãos entrego o meu espírito”, transmitem sua total confiança em Deus. Jesus usou esta frase quando estava morrendo na cruz – mostrando sua absoluta dependência de Deus Pai (Lucas 23:46). Estêvão repetiu essas palavras enquanto era apedrejado até a morte (Atos 7:59), confiante de que na morte ele estava simplesmente passando do cuidado terreno de Deus para o cuidado eterno de Deus. Devemos entregar nossas posses, nossas famílias e nossas vocações a Deus. Mas antes de mais nada, devemos nos comprometer totalmente com ele. Life Application Study Bible Kingsway.
2 Castelo forte. Do heb. tsur (ver com. do Sl 18:2). CBASD, vol. 3, p. 792.
3 Por causa do Teu nome. Isto é, em nome de Sua reputação, ou de Seu caráter. Esta frase é repleta de significado. Na oração, indica que o suplicante se submete à vontade divina e está disposto a entregar a Deus seus problemas. Ele percebe que a honra de Deus está em jogo em todas as atividades do governo divino e acredita que Deus seria deseonrado se o pedido fosse recusado. Pede-se a Deus que responda a oração, mas somente de uma forma que esteja em harmonia com a vontade divina, visto que tudo que Deus faz é uma revelação de Seu caráter imutável. É presunção orar em nome de Deus quando as condições para que a oração seja atendida não são satisfeitas. … Uma resposta favorável sob tais circunstâncias traria desonra ao nome de Deus e negaria Sua palavra. CBASD, vol. 3, p. 792, 793.
5 Espírito. Do heb. ruach, o princípio animador da vida; a energia que vem de Deus e aviva o corpo. Na morte, afirma-se que o espírito volta para Deus (ver Ec 12:7; At 7:59). Contudo, os mortos não são cientes de nada (Sl 146:4). As palavras do salmista foram as últimas palavras de Jesus na cruz (ver Lc 23:46; cf. At 7:59). Diz-se que foram as últimas palavras de João Huss, Martinho Lutero e Felipe Melanchton, e muitos outros servos de Deus. Nós, també, no momento de extrema necessidade, podemos entregar confiantemente nosso caso a Deus. CBASD, vol. 3, p. 793.
Tu me remiste. O testemunho do passado, a certeza do presente e a promessa do futuro. CBASD, vol. 3, p. 793.
6 Por que Davi de repente levantou o assunto da adoração de ídolos? Ele queria contrastar sua devoção total a Deus com a adoração dissoluta oferecida por muitos israelitas. Os rituais religiosos pagãos nunca foram completamente banidos de Israel e Judá, apesar dos esforços de Davi e de alguns outros reis. Obviamente, uma pessoa que se apega a ídolos não pode entregar seu espírito nas mãos de Deus. Quando colocamos os ídolos de hoje (riqueza, bens materiais, sucesso) em primeiro lugar em nossas vidas, não podemos esperar que o Espírito de Deus nos guie. Deus é nossa maior autoridade e requer nossa primeira lealdade. Life Application Study Bible Kingsway.
8 Na época de Davi, os exércitos precisavam de grandes extensões de terra para suas manobras militares. Davi louvou a Deus pelo “lugar espaçoso” [ARA; NVI: “liberdade”] – os espaços abertos que lhe davam a liberdade de se mover dentro dos limites de Deus. Se você se sente restringido pelos limites morais de Deus, lembre-se de que Deus lhe deu muita liberdade, muito mais do que você precisa, para mover-se dentro desses limites. Use as oportunidades que ele lhe dá para tomar decisões sábias. Use-as com sabedoria e elas levarão à vitória. Life Application Study Bible Kingsway.
9-13 Ao descrever seus próprios sentimentos, Davi escreve sobre o desamparo e a desesperança que todos sentem quando são odiados ou rejeitados. Mas a adversidade é mais fácil de aceitar quando reconhecemos nosso verdadeiro relacionamento com o Deus soberano (31:14-18). Embora nossos inimigos pareçam estar em vantagem, eles são, em última análise, os desamparados e sem esperança. Aqueles que conhecem a Deus serão vitoriosos no final (31:23). Podemos ter coragem hoje porque Deus nos preservará. Life Application Study Bible Kingsway.
9 Compadece-Te de mim. Nos vs. 9 a 13 o salmista deixa de afirmar sua fé em Deus para expressar de forma comovente seu sofrimento. Na sua angústia, ele se agita entre a esperança e o desespero. CBASD, vol. 3, p. 793.
Meu corpo. Referência ao sofrimento físico. “Alma”sugere angústia mental. CBASD, vol. 3, p. 793.
12 Como morto. Seus inimigos o esqueceram por completo. Talvez isso seja ainda pior do que ser desprezado (ver Sl 88:4, 5). CBASD, vol. 3, p. 793.
13 Terror. Uma exclamação que indica o medo intenso do salmista de tudo e de todos que encontrava (ver Jr 20:10). CBASD, vol. 3, p. 793.
14, 15 Ao dizer: “O meu futuro está nas tuas mãos” [NVI; ARA: “Nas tuas mãos, estão os meus dias”], Davi estava expressando sua crença de que todas as circunstâncias da vida estão sob o controle de Deus. Saber que Deus nos ama e cuida de nós nos capacita a permanecer firmes em nossa fé, independentemente das circunstâncias em que estejamos. Isso nos impede de pecar tolamente, tomando o assunto em nossas próprias mãos, ressentindo-nos do cronograma de Deus. Life Application Study Bible Kingsway.
15 Os meus dias. Todos os acontecimentos do cotidiano. A oração renova a fé e a confiança. A resignação coloca, de forma plena, o caso humano nas mãos de Deus. CBASD, vol. 3, p. 793.
17 Morte. Do heb. she’ol (ver com. de Pv 15:11). CBASD, vol. 3, p. 793.
19 Como é grande. Nos vs. 19 a 24, a esperança que aparece como um fio de ouro em meio ao sofrimento retratado no salmo, neste ponto, floresce em triunfante segurança, e o salmista rende louvores. CBASD, vol. 3, p. 794.
20 Da contenda de línguas. Calúnia (ver com. do v. 13). CBASD, vol. 3, p. 794.
23 Amai o SENHOR. O salmista convida todos os filhos de Deus a se unirem a ele em consagração ao Senhor. Seu apelo se baseia na experiência de confiança em Deus em tempos de adversidade (ver com. do Sl 30:4). CBASD, vol. 3, p. 794.
24 Que esperam no SENHOR. Literalmente, “esperam pelo Senhor”. A esperança é a base da experiência cristã. CBASD, vol. 3, p. 794.
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“Quanto a mim, confio em Ti, Senhor. Eu disse: Tu és o meu Deus” (v.14).
O mundo vive uma crise que jamais houve. A violência se multiplica. As catástrofes aumentam. A fome faz perecer milhares a cada dia. As doenças se proliferam. As coisas na Terra estão ficando tão feias que pesquisar a possibilidade de sobrevivência em outros planetas converteu-se de ficção científica para os estudos mais patrocinados no mundo. É como se o nosso planeta estivesse em contagem regressiva. E quanto mais o homem foge dos propósitos divinos, tanto mais estamos perto de um completo caos. “Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora” (Rm.8:22).
Em meio a problemas e tribulações, Davi sabia a Quem recorrer. Deus era o seu refúgio (v.1), o seu castelo forte (v.2), a sua rocha (v.3), a sua fortaleza (v.4), o “Deus da verdade” (v.5), o Senhor em Quem confiava (v.6), o Deus benigno (v.7), o Deus que firma os passos (v.8), mas, acima de tudo, Deus era o Deus de Davi: “Tu és o meu Deus” (v.14). Em meio a todos os perigos, inimigos e aflições, Davi confiava no seu Senhor: “eu, porém, confio no Senhor” (v.6).
Oh, amados, quem dera todos nós buscássemos a Deus da mesma forma que fazia Davi: Pessoalmente. Quão diferente seria a nossa atual situação! Precisamos entender que o mesmo Deus que amou ao mundo com toda a intensidade (Jo.3:16), é O mesmo que deseja ser o meu Deus e o seu Deus. Ao descobrir isso, desde então o meu coração só anseia conhecê-Lo mais e amá-Lo mais. E que privilégio é termos a Palavra do Senhor em nossas mãos! Não negligenciemos, portanto, a graça de esquadrinhá-la e assim termos a nossa mente preenchida com o que é puro e eterno.
Quando desenvolvemos um relacionamento pessoal com o Senhor, passamos a compreender que cada ser humano é único para o Criador; que você e eu temos o privilégio de receber, particularmente, o resplendor da face de Deus (v.16). Jesus pôde expressar este atributo divino quando Se misturava com todos, principalmente com os desprezados de Israel. Maria Madalena, o cego Bartimeu, a mulher do fluxo de sangue, o endemoninhado de Gadara, dentre outros, foram exemplos do quanto o nosso Criador e Redentor deseja ter contato com cada um de Seus filhos. Se Deus for o nosso refúgio (v.19) como foi com Davi, Ele cuidará em nos preservar (v.23) até que Cristo volte.
“Amai o Senhor” (v. 23), não é um mero pedido de Davi, mas revela a nossa grande necessidade. Se você amar ao Senhor e confiar nEle acima de qualquer tormenta que possa surgir em sua vida; se como Davi, e como o próprio Jesus, disser a cada dia: “Nas Tuas mãos, entrego o meu espírito” (v.5; Lc.23:46); se o Senhor for o teu Deus; então, estarás seguro no esconderijo do Altíssimo (v.20) e a bondade (v.19) e a misericórdia (v.21) do Senhor sempre te acompanharão. Portanto: “Sede fortes, e revigore-se o vosso coração, vós todos que esperais no Senhor” (v.24). Vigiemos e oremos!
Bom dia, adoradores do “Deus da verdade” (v.5)!
Rosana Garcia Barros
#Salmos31 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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SALMO 31 – Colocando lado a lado este Salmo com Salmo 22, obtemos uma visão teológica e messiânica muito mais abrangente.
• No Salmo 31, busca-se refugio em Deus e libertação das mãos de inimigos; no Salmo 22, há expressões de angústia e solidão, suplicando a presença divina.
• No Salmo 31, Deus é reconhecido como rochedo e fortaleza, confiável quanto à fidelidade e misericórdia; no Salmo 22, mesmo passando por momentos de escuridão e desespero, é possível manter a confiança em Deus como Libertador.
• No Salmo 31, o justo é descrito como caluniado, cercado por mentiras e conspirações; no Salmo 22, descreve-se uma série de sofrimentos físicos e emocionais, incluindo perseguição e zombaria ao inocente.
• No Salmo 31, Davi se sente abandonado e desprezado; no Salmo 22, ele clama a Deus, perguntando por que Ele o abandonou.
“Há muitos paralelos verbais com Sl 22. Encaixa-se tão bem com a experiência do novo Davi na cruz que, em seu último suspiro, Jesus abriu os lábios para expressar a declaração máxima de confiança do salmista: ‘Nas tuas mãos, entrego meu espírito’ (v. 5; Lc 23:46)”, observa a Bíblia Andrews.
O Salmo 31:5 diz que a confiança de Davi em Deus foi praticada por Jesus na cruz (Lucas 23:46). Fazendo paralelo entre a profecia messiânica do Salmo 31:5 com o cumprimento em Lucas 23:46, podemos afirmar:
1. O crente reconhece que Deus o redimiu, enquanto Jesus, na cruz, está cumpriu o propósito de redimir ao que nEle crê por meio de Sua morte.
2. Aquele que busca solução para suas desgraças oriundas do pecado, encontra perdão oriundo do Deus de toda graça, que morreu para nos dar a vida eterna.
3. Podemos acreditar na vitória sobre a morte junto com Davi, porque Jesus pagou com Sua morte a vitória da qual tanto precisamos – após estarmos derrotados pelo diabo.
Por causa de Cristo, podemos usar as expressões poéticas e profundas de confiança e dependência de Deus em meio às adversidades da vida. Podemos clamar a Deus como nosso refúgio e rocha, buscando proteção e livramento dos opositores.
Portanto, reavivemo-nos! Assimilemos à nossa vida o apelo: “Amem o Senhor, todos vocês, os Seus santos. O Senhor preserva os fieis… Sejam fortes e corajosos, todos vocês que esperam no Senhor!” (Salmo 31:24). – Heber Toth Armí.