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Texto bíblico: SALMO 29 – Primeiro leia a Bíblia
SALMO 29 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/sl/29
“O Senhor está sobre muitas águas.”
A cada Páscoa em Collegedale, Tennessee, minha família se voluntaria no Concurso de Ressurreição SonRise, que retrata a Semana da Paixão em um drama interativo e culminando com a vitória definitiva de Cristo em Sua ressurreição.
Freqüentemente, há preocupação com a previsão do tempo. É uma coisa incrível ver, ano após ano, a previsão mudar milagrosamente no último minuto. Tempestades caem ao nosso redor. Chove por toda a redondeza, mas a área onde o concurso acontece permanece relativamente seca. De fato, “o Senhor está sobre muitas águas”. É um lembrete poderoso de que Deus usa Seus recursos, não os nossos, quando contamos Sua história para nossa comunidade.
No entanto, neste ano, Deus não tocou as águas. Ele permitiu que chovesse. E por Sua graça realizamos o desfile, ao ar livre, na chuva. O Senhor ainda estava sobre as águas? Claro. Este ano, vimos que mesmo quando Deus não toca as águas, o EU SOU, Emanuel, está conosco NAS águas.
Não o fizemos pela nossa força. O Senhor deu força ao Seu povo. Ele nos abençoou com paz. E milhares vieram ouvir a história de Jesus.
“Atribuam ao Senhor a glória que o Seu nome merece.”
Alison Menzmer
Estudante de física na Southern Adventist University, Tennessee, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/29
Tradução: Luis Uehara/Jeferson Quimelli
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422 palavras
O Salmo 29 foi chamado de “Cântico da tormenta”e “Cântico dos sete trovões”. Ele representa todos os salmos hebreus referentes à natureza. O poeta hebreu … sempre vê na natureza o poder e a glória de seu Criador. … Descreve-se de form vívida uma tempestade: seu início, sua intensidade máxima e seu fim. … O salmo descreve a fúria de uma grande tempestade que se origina no mar e é acompanhada por ventos tempestuosos, por estrondos de trovão e por clarões de relâmpagos. Ela vem desde o Líbano e Anti-Líbano e perde sua força no deserto oriental. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 787.
2 Beleza da Santidade. Literalmente, “em adornos de santidade”. … Nenhuma beleza exterior pode ser comparada à beleza de um caráter santo (ver 1Pe 3:3, 4). CBASD, vol. 3, p. 787, 788.
3 A voz do SENHOR. Na sinfonia verbal dos v. 3 a 9, o salmista sem dúvida descreve o que contemplou: a tempestade que sai desde o mar Mediterrâneo, cai com fúria sobre o Líbano e desaparece no leste, deixando o deserto tranquilo. Para ele, o trovão é “a voz do SENHOR” (ver Sl 18:13). CBASD, vol. 3, p. 788.
4 Poderosa. Literalmente, “com poder”. O salmista vê na tempestade alguns dos atributos divinos. CBASD, vol. 3, p. 788.
5 Quebra os cedros. A tempestade cai com fúria sobre as montanhas do Líbano, famosas pelos cedros, e o vento forte quebra as poderosas árvores. CBASD, vol. 3, p. 788.
6 Ele os faltar saltar. As montanhas do Líbano parecem saltar sob o impacto da tempestade. CBASD, vol. 3, p. 788.
Siriom. Nome sidônio do monte Hermon, o mais alto da cadeia do Antilíbano, cujo topo se eleva cerca de 3 mil metros acima do nível do mar (ver com. de Dt 3:9). CBASD, vol. 3, p. 788.
7 Despede. Literalmente, “corta”, “talha”. O versículo descreve o vívido serpentear dos relâmpagos. CBASD, vol. 3, p. 788.
9 Seu templo. É provável que não esteja se referindo ao tabernáculo, e sim à natureza. CBASD, vol. 3, p. 788.
Tudo. Depois da descrição deste versículo, a tempestade diminui, o salmista se volta para uma tranquila meditação e declara a soberania de Deus e Seu maravilhoso dom da paz. CBASD, vol. 3, p. 789.
10 Dilúvios. … a forte chuva que acompanha a tormenta e seus resultados. CBASD, vol. 3, p. 789.
Rei … para sempre. Assim como Deus estava na tempestade que passou, Ele governará como soberano absoluto para sempre. A declaração traz calma e confiança para a alma após a comoção e consternação da tempestade. CBASD, vol. 3, p. 789.
11 Paz. Assim, a sinfonia do Salmo 29, que havia chegado a um crescendo ensurdecedor termina com o mais suave pianíssimo …, “Paz seja convosco” (Jo 20:21, 26), diz o Príncipe da Paz. CBASD, vol. 3, p. 789.
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“A voz do Senhor é poderosa; a voz do Senhor é cheia de majestade” (v.4).
Davi convocou os filhos de Deus a tributar “ao Senhor glória e força” (v.1), a render-Lhe homenagens, dedicar-Lhe “a glória devida ao Seu nome” (v.2). Mas esta convocação não se referia à gratidão por bênçãos alcançadas, e sim para reconhecer o poder e a “beleza da santidade” (v.2) da “voz do Senhor” (v.4), mesmo em meio a fortes tempestades, ou seja, mesmo em meio a grandes crises.
A voz de Deus que, no princípio, pairava sobre a face das águas, é a mesma que é poderosa (v.4) para acalmar tempestades (Lc.8:24). A mesma voz que com poder criou todas as coisas (Jo.1:1-3; Hb.11:3), é a mesma que em breve fará novas todas as coisas (Ap.21:1). A voz que “despede chamas de fogo” (v.7), é a mesma que livra do fogo (Dn.3:25). A voz que “faz tremer o deserto” (v.8), é a mesma que no deserto fez Satanás tremer (Mt.4:11). A voz do Senhor que “faz dar cria” (v.9) aos animais, é a mesma que nos criou (Gn.1:26).
Deus dá a conhecer a Sua voz a todo aquele que O segue e não dá ouvidos a estranhos (Jo.10:4,5). Ele pode até permitir que Seus filhos passem por tempestades, porém, jamais permitirá que eles pereçam. Pois até as tempestades na vida dos cristãos são presididas por Ele. O Senhor nos diz: “Quando passares pelas águas, Eu serei contigo; quando, pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti” (Is.43:2).
Precisamos falar menos e ouvir mais. Como está escrito: “cale-se diante dEle toda a Terra” (Hc.2:20). O Senhor deseja falar conosco por meio de Sua Palavra e, para ouvirmos a Sua voz precisamos nos submeter à Sua vontade e seguir os Seus passos. As ovelhas de Cristo O seguem porque reconhecem a Sua voz. Se buscarmos ouvi-Lo todos os dias, quando vier a tempestade, a Sua voz ficará ainda mais familiar. E, como Elias, a ouviremos como “um cicio tranquilo e suave” (1Rs.19:12).
Permita que a sua vida seja guiada pela voz divinal, então você será sempre um templo do Espírito Santo a tributar ao Senhor: “Glória!” (v.9). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, guiados pela voz de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Salmos29 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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SALMO 29 – Alguns estudiosos sugerem que Davi pode ter se inspirado em textos das tábuas de argila das nações vizinhas. Relatos ugaríticos descrevem uma tempestade divina tendo o deus Baal como protagonista. De fato, existem semelhanças entre este Salmo e a literatura ugarítica.
• O Salmo 29 está inserido na Palavra de Deus, inspirado pelo Espírito Santo; enquanto os textos ugaríticos são de origem cananeia e fazem parte de uma tradição religiosa bem diferente.
• É possível que Davi tivesse conhecimento desses textos pagãos e usado elementos semelhantes na composição do Salmo em questão.
Sendo que a poesia acerca da tempestade e do poder divino era comum no mundo antigo, Davi pode ter se baseado em temas e imagens similares presentes na cultura circundante para escrever um hino de louvor a Yahweh, o Deus verdadeiro, o único digno de adoração e louvor por Sua grandeza e domínio sobre a natureza.
Ao adaptar o poema cananeu, Davi redirecionou o foco da adoração e louvor de Baal, o deus das tempestades, para Yahweh, o Deus de Israel. Divinamente inspirado, Davi transformou o hino pagão em uma exaltação ao Deus Criador, que governa sobre as forças da natureza e merece adoração de toda Sua criação. Desta forma, Davi reconheceu a inadequação de adorar falsos deuses e direcionou Sua adoração ao verdadeiro Deus, que manifesta Seu titânico poder através das tempestades e na natureza como um todo.
A Bíblia Andrews destaca que este Salmo “encontra vários paralelos na poesia ugarítica, tanto em conteúdo quanto em forma; talvez Davi tenha adaptado um poema cananeu (ugarítico) sobre uma tempestade de trovões (e o deus das tempestades, Baal), transformando-o em um poderoso hino de louvor ao Deus Yahweh, Criador da tempestade. O Salmista conclui, afirmando que Deus já era Rei desde a época da ‘tempestade perfeita’, o dilúvio de Noé, e continuará reinando para sempre (v. 10-11)”.
No Novo Testamento, Paulo faz referências a escritos de pagãos. Ele menciona filósofos e poetas gregos, evidenciando familiaridade com a cultura e pensamento de seu tempo; e utilizou elementos de fontes extra bíblicas para comunicar a mensagem cristã de forma relevante ao seu público (Atos 17:28; Tito 1:12).
Assim, fica evidente que Deus quer falar a todo ser humano e quer alcançá-los onde estão! Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí