Reavivados por Sua Palavra


Gênesis 26 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
6 de agosto de 2015, 0:30
Filed under: Sem categoria

3 habita nela. a palavra hebraica traduzida como “habitar” indica um “forasteiro” ou um estrangeiro residente na terra (21.34; Hb 11.9,13). Isaque deve permanecer no lugar como um “estranho” que ainda não possui a terra (Bíblia de Genebra).

5 Tem em vista a ênfase e a especificidade deste comando, parece existir algum entendimento dos detalhes da lei dos Dez mandamentos de Deus bem antes do Sinai (Bíblia de Genebra).

Alguns eruditos tem admitido que mandamentos, preceitos , estatutos, leis, são palavras que indicam algo no gênero que teria sido preservado até os dias de Moisés. Embora isto não esteja provado, tais palavras expressam bem o constante cuidado de Abraão em observar todas as revelações e instruções oriundas de Deus (Bíblia Shedd).

A obediência de Abraão é descrita em termos que recordam a exigência feita a Israel para que obedeça à lei de Moisés (cf Dt 11.1). Abraão é um tipo de Cristo que, pela Sua obediência, cumpriu as justas exigências da lei e assegurou as suas bênçãos sobre a sua descendência (Mt 5.17-18) (Bíblia de Genebra).

6 ficou. Assim como seu pai Abraão, Isaque respondeu com obediência à promessa de Deus (12.4; 17.23; 22.3) (Bíblia de Genebra).

7 Isaque repete o mesmo erro que seu pai cometeu duas vezes. O medo o fez contar uma mentira (Andrews Study Bible).

Ele podia ter recebido em sua alma aquela graça suficiente que está sempre ao alcance dos homens tentados; mas, como muitos de nós, olhou para baixo e não para cima (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).

8 acariciava. O hebraico significa “brincar” e é da mesma raiz que o nome de Isaque (Bíblia de Genebra).

Isaque (Ytzaq) acaricia (metzaheq) Rebeca; aqui também há um jogo de palavras, como em 21.9  (Bíblia de Jerusalém).

10-11 “Culpa” (ou: “atraído… delito”) e “tocar” são dois termos muito relacionados com o santuário. Se alguém tocasse alguma parte sagrada do santuário sem permissão estaria cometendo um erro perante Deus e se tornaria culpado. A despeito destes desvios, Isaque e Rebeca são possessão “santa” de Deus  (Andrews Study Bible).

10 Abimeleque. O termo “Abimeleque” [Av=”pai”; Melech=”rei”] deve ser tomado como significando um título monárquico (tal como o de Faraó) (Bíblia Shedd).

12 semeou. Isaque se estabilizava mais em um lugar do que seu pai nômade. Seu sucesso dependia da chuva do céu (Bíblia de Genebra).

Cento por um é a expressão significativa da prosperidade incomum com que Deus estava enriquecendo a Isaque. Era, portanto, uma proporção duas a quatro vezes maior do que a média conseguida por outros. Tal prosperidade suscitava a inveja dos filisteus, que passaram a desejar-lhe mal, entupindo-lhe os poços, cavados ainda no tempo de Abraão (Bíblia Shedd).

15 lhe entulharam todos os poços. Com a morte de Abraão, os filisteus renegaram, com efeito, o pacto de não agressão (21.22-34). Eles não tinham fé verdadeira no Deus de Abraão (Bíblia de Genebra).

17-22 Três vezes os servos de Isaque reabriram fontes/poços abertos por Abraão. […] A disputa se transformou em inimizade, que levou finalmente à experiência de espaço aberto, o que no VT está frequentemente associado a prosperidade ou salvação (Is. 54:2-3) (Andrews Study Bible).

O rico Isaque retirou-se da terra fértil para o vale de Gerar, dependendo dos poços originalmente cavados por Abraão (v.18). Nenhum dos patriarcas arriscou-se precipitadamente em guerra pela Terra Prometida. Eles confiavam que Deus daria a terra a seus descendentes na hora certa (15.13-14) (Bíblia de Genebra).

20 Esequeheb. “contenda” (Bíblia Shedd).

21 Sitna – heb “inimizade”, “ódio”, ou “acusação” – da mesma raiz da qual deriva a palavra Satanás, que é o acusador (Bíblia Shedd).

22 Reobote – “Alargamento” ou “amplitude” (Bíblia Shedd).

23 Bersebabeer, quer dizer “fonte” e sheba, quer dizer “sete” ou “juramento” (Bíblia Shedd).

O lugar do pacto original de não agressão com os filisteus (21.32) (Bíblia de Genebra).

25 levantou ali um altar. Como seu pai, Isaque construiu um altar em resposta à revelação de Deus (12.7-8) (Bíblia de Genebra).

invocado o nome do SENHOR. Isaque e Rebeca bem sabiam a razão por que Abraão tinha estado tão apreensivo pelo temor de que o filho se casasse com mulher pagã relacionava-se com o fato de que era praticamente universal a ignorância prevalecente com respeito ao Deus verdadeiro. Era vigente, por toda parte, um sem número de religiões enganosas e idólatras (Bíblia Shedd).

26-31 Abimeleque e sua comitiva não foram bem recebidos cordialmente – inicialmente Isaque não ofereceu nenhuma comida (ver 18:1-8) – mas Isaque era suficientemente sábio para finalmente concordar com uma aliança, celebrada por uma refeição comunal (Andrews Study Bible).

34-35 A escolha das esposas de Esaú não foi dirigida pelo desejo de continuar a linhagem escolhida, tendo sido feito, ao contrário, feita sem observância de seu direito de primogenitura (25:29-34) ou mesmo talvez rebelião (Andrews Study Bible).

Os filhos devem tomar cuidado para que não cheguem a causar sofrimentos desnecessários àqueles que os amam (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).

A história da bênção roubada é estruturada por referências ao casamento de Esaú com mulheres heteias e o desprazer de seus pais por isto (27.46). O profano Esaú mostrou seu desrespeito pelas bênçãos da aliança ao se casar com filhas da terra (24.3-4; 31-50). Casando-se com cananeias e, consequentemente, aborrecendo seus pais (27.46), ele efetivamente se desligou da herança sagrada (21.21; 25.6) (Bíblia de Genebra).



Gênesis 25 by Jeferson Quimelli
5 de agosto de 2015, 1:30
Filed under: Sem categoria

Comentário devocional:

Neste capítulo nós nos despedimos de Abraão e somos apresentados a Jacó, cujos filhos se tornaram os líderes das doze tribos da nação de Israel. É através da nação de Israel que Deus cumprirá Sua promessa feita a Abraão de fazer a sua família uma grande nação e abençoar todo o mundo através dessa nação (Gn 12:1-3). Em última análise, Jesus nasceria da família de Abraão e seria a maior bênção e cumprimento final da promessa de Deus a Abraão (Mt 1:1-17; Gl 3:16-17).

Mas antes da história dos filhos de Jacó e da formação da nação de Israel, devemos ouvir a história de Jacó, cujo nome é mudado para Israel. Temos de aprender de sua experiência de vida e acompanhar sua jornada desde o engano e maldade (Gn 25:29-34; 27:36) até chegar a príncipe com Deus (Gn 32:28). Deus transforma o caráter de Jacó e, finalmente, muda seu nome como prova da transformação.

A história de Jacó é realmente a história de cada filho de Deus. É a história de transformação de cada homem e mulher que um dia entrará na Nova Jerusalém, através de uma das doze portas que levam os nomes dos doze filhos de Israel (Ap 21:12). É a história de cada pessoa que, pela fé, se torna um membro da família de Abraão, Isaac e Jacó/Israel (Gl 3:29; Mt 8:5-13).

Durante estes próximos dias tente ler a história de Jacó como se fosse a sua própria história.

Douglas Tilstra
Diretor de Liderança Exteriores e da Educação,
Southern Adventist University

Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/25
Tradução: JAQ/GASQ
Texto bíblico: Gênesis 25
Comentário em áudio
Leitura da semana do Crede em Seus Profetas Caminho a Cristo, caps. 8-9



Gênesis 25 – Comentários pr. Heber by Jeferson Quimelli
5 de agosto de 2015, 1:00
Filed under: Sem categoria

Nesta vida, nada é perfeito. Muitas vezes precisaremos tomar rumos nunca dantes sonhados. A morte de um membro da família altera o curso da vida radicalmente. Decisões nunca planejadas serão tomadas que poderão chocar alguns.

Abraão casou-se outra vez após a morte de Sara. Além de ter Isaque com Sara – sua esposa, e Ismael com Hagar – a escrava da esposa –, Abraão teve mais seis filhos com Quetura/Cetura. Essa informação pode ser novidade para muitos e pode chocar a alguns; todavia, Deus não ocultou isso de nós (vs. 1-3);

Abrão morreu após ter vivido 175 anos. Antes, porém, de morrer, dividiu seus bens para que não houvesse brigas por herança entre seus oito filhos. Seria muito bom e sábio da parte de todo pai se assim procedesse antes de morrer (vs. 5-6).

Maduro pelas vicissitudes da vida, pelas vitórias divinas alcançadas, realizado com o filho da promessa e mais sete filhos, fortalecido na fé e moldado pela dependência de Deus, Abraão “morreu numa velhice feliz, idoso e saciado de dias, e foi reunido à sua parentela. Isaac e Ismael, seus filhos, enterraram-no na gruta de Macpela” junto a sua esposa (vs. 7-11, BJ).

Ismael tornou-se uma grande nação, conforme Deus prometeu (17:20). Embora tenha-se desviado devido à forte influência idólatra da família egípcia de sua mãe, “em seus últimos dias arrependeu-se de seus maus caminhos, e voltou ao Deus de seu pai” (Patriarcas e Profetas, p. 174). Ele morreu com a idade de 137 anos e deixou doze filhos que foram doze chefes de clãs (vs. 12-18).

Por ter-se arrependido antes de morrer, Ismael estará no Céu juntamente com seu pai Abraão! Se arrependermos o quanto antes, também estaremos e, os conheceremos lá!

Isaque orou durante 20 anos para que sua esposa tivesse filhos e Deus atendeu a sua súplica. Lição: Nunca desista de orar, certamente Deus irá compensar-te!

Ainda neste capítulo uma nova saga começa: a dos dois irmãos gêmeos que competiam entre si antes mesmo de nascer. No ventre de sua mãe eles já mostraram seu destino e Deus revelou o futuro desses dois filhos de Isaque. Logo na juventude, o visionário Jacó almejou a primogenitura que pertencia ao relapso Esaú e, o duelo avançou… (vs. 19-33).

Destaque mais lições deste capítulo… – Heber Toth Armí.



Gênesis 25 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
5 de agosto de 2015, 0:30
Filed under: Sem categoria

1-11 Última menção de Abraão na história. Ele teve outra esposa, que parece ser descrita como uma concubina (v. 6). Seus filhos são suficientemente importantes para serem incluídos em uma breve genealogia, mas ao mesmo tempo são insignificantes para as bênçãos divinas e são mandados embora para proteger Isaque (Andrews Study Bible).

8-10 A descrição da morte de Abraão utiliza uma linguagem tradicional, enfatizando o avançado de sua idade. Seu corpo foi enterrado no sepulcro da família, aonde Sara já estava enterrada (23.19). A expressão “foi reunido ao seu povo” não denota movimento da alma, mas sim o inevitável destino pós queda da humanidade: todos iremos morrer. Isto é destacado fortemente no Pentateuco (25:17; 35:29; 49:33; Deut. 32:50) (Andrews Study Bible).

Esaú tinha 15 anos [tb Jacó] quando Abraão morreu (Bíblia Shedd).

9 Nascimentos e mortes unem as famílias (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).

11 Beer-Laai-RoiIsto é, poço daquele que vive e me vê (Bíblia NVI).

12-18 A genealogia de Ismael é incluída, marcando o cumprimento das promessas para Agar (16:10) e Abraão (17:20). Os doze filhos refletem as unidades tribais de Israel (35:22b-26) (Andrews Study Bible).

18 Havilá ficava, provavelmente, perto do Sinai, ao noroeste da Arábia. Sur era um povoamento fortificado, mantido pelo Egito com a finalidade de antepor uma barreira contra os nômades orientais. Toda a área fica, portanto, compreendida pela Arábia setentrional [norte] (Bíblia Shedd).

19-34 Como Sara, Rebeca era estéril e somente concebeu devido a intervenção divina e orações de seu marido Isaque após vinte anos de casamento (v. 26) (Andrews Study Bible).

20 Padã-Arã. Provavelmente na região noroeste da mesopotâmia (Bíblia Shedd).

22 lutavam. Forte expressão significando literalmente “batendo um no outro” (Deut. 28:33; Jz. 9:53).  O tema do conflito progride desde o útero, passando pelo parto (Gên. 25:26), suas profissões diferentes (v. 27) e preferências opostas às dos pais (v. 28) (Andrews Study Bible).

23 A resposta divina antecipa o conflito entre os dois filhos de Isaque e destaca a proeminência  da eleição divina sobre as  tradições estabelecidas dos direitos do primogênito (Andrews Study Bible).

25 Esaú significa “cabeludo”. Em muitos aspectos ele era mais atraente e insinuante que Jacó, mas faltava-lhe uma coisa importante: a fé. Não era só o caso de ser ele um materialista (Hb 12.16) pois que, também Jacó assim se revelara na primeira fase de sua vida. O fato, porém, era que Esaú não depositava confiança nas promessas divinas, nem atribuía qualquer valor à aliança estabelecida com Abraão. Jacó, por outro lado, estava confiante e buscava tais promessas. Deus o abençoara e submetera-o à disciplina (Bíblia Shedd).

26 Jacó, “aquele que segura o calcanhar”, portanto, “Suplantador”, o que tira vantagem sobre outros pela astúcia (Bíblia Shedd).

29-34 Jacó tira vantagem da situação e ganha o direito de primogenitura trocando-o por um cozido, procurando forçar a mão de Deus. A rápida refeição de Esaú (marcada por quatro verbos em rápida sucessão [comeu, bebeu, levantou-se, saiu]), dado em troca do direito de primogenitura, mostra a tolice de Esaú (Heb. 12:16) (Andrews Study Bible).

30 Edom significa “vermelho”, associa-se ao fato de ser esta a cor de Esaú (25), bem como a cor do prato de lentilhas, pelo qual ele negociara seu direito de primogenitura (Bíblia Shedd).

31 O direito de primogenitura tinha referência a certos privilégios atribuídos ao filho mais velho: 1) Porção dobrada dos haveres paternos, depois da morte deste; 2) Direito de exercer o sacerdócio sobre a família; Em relação à família de Abraão, a primogenitura incluía mais este direito: 3) Ficar na linha genealógica direta do Salvador por vir. (Bíblia Shedd).

Tais privilégios nada eram na opinião de Esaú, e ele se sentia muito satisfeito em desfazer-se de tudo o que implicavam, se somente pudesse obter a satisfação imediata dos apetites (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).



Gênesis 24 – Comentários pr. Heber by Jeferson Quimelli
4 de agosto de 2015, 2:00
Filed under: Sem categoria

A escolha do cônjuge é fundamental para nossa vida neste mundo e na vida porvir. Quando o casamento vai mal, afeta o sucesso profissional, social e até espiritual. O contrário também é verdadeiro.

Em 2007 os divórcios aumentaram em 200% em relação ao primeiro estudo do IBGE em 1984. De 30.847 passou a 179.342 divórcios por ano. A desgraça está tomando conta da vida de muitos casais simplesmente por não darem ouvidos à voz da graça de Deus em Sua Palavra. “Cautela!”

Quem casa com qualquer pessoa vive uma vida qualquer, sem valor, sem significado. Muita gente não vive exatamente o que Deus propôs para o casamento porque não pede a Deus para guiar na escolha do cônjuge. É preciso aprender com Isaque e Rebeca:

1. A escolha do cônjuge ideal só acontece mediante a intervenção de Deus, o qual pode utilizar-se de pais e servos experientes (vs. 1-4);

2. É fundamental que a esposa creia e sirva ao mesmo Deus que o marido, e, como só Deus vê o coração, só Ele saberá escolher corretamente (vs. 5-14);

3. Sem muita oração pré-nupcial o casamento facilmente poderá não ser bênção, mas medonha maldição. O servo de Abraão orou com sinceridade pela esposa de Isaque (vs. 12-14). A intercessão pode ser incompleta se o noivo não se dispuser a orar a Deus e meditar em Sua Palavra. Isaque era jovem espiritual, orava e meditava antes de decisões tão importantes que envolvem o casamento (vs. 62-63);

4. Quando se busca a Deus a resposta é surpreendente! Deus valoriza aquele que O busca, compensando na resposta às suas orações. As orações resultaram em uma esposa trabalhadeira, prestativa, atenciosa, educada, amada, bonita, inteligente, decida e reservada (vs. 15-16, 20, 55, 57-78, 65);

5. Amor à primeira vista só acontece de verdade e dá certo apenas quando Deus dirige o encontro de duas pessoas altamente espirituais que consagraram a vida a Ele (vs. 63-67);

6. Os rituais de namoro, noivado e casamento variam de lugar para lugar e de cultura para cultura; contudo, Deus responde a qualquer oração, independente das práticas culturais, quando, antes de procurar casamento, primeiramente busca-se a Ele (vs. 15-61).

Apliquemos esses pontos para vivermos um alto padrão nos relacionamentos! “Conduza, Senhor, meu casamento!” – Heber Toth Armí.



Gênesis 24 by Jeferson Quimelli
4 de agosto de 2015, 1:00
Filed under: Sem categoria

Comentário devocional:

Se você já enfrentou uma decisão difícil e precisava conhecer a vontade de Deus, então o capítulo de hoje é especialmente relevante. Ao você ler a história de Eliezer, observe sua radical dependência de Deus, bem como os seguintes princípios para discernir a direção de Deus:

Mantenha-se na vontade já revelada por Deus. Quando Abraão pediu a Eliezer para encontrar uma esposa para Isaque, ele diz-lhe para não olhar para uma cananita (v.3). Para que a promessa de Deus a Abraão possa ser cumprida, Isaque precisava de uma esposa. Mas em vez de tentar consertar as coisas, Abraão está disposto a confiar em Deus (v. 8).

Aprofunde sua busca em oração. Note a dependência constante de Eliezer em Deus para guiá-lo (vv.12, 26, 42, 48, 52) e como Isaque passou este tempo de espera (v. 63).

Olhe para os sinais da providência de Deus. Eliezer orou por um sinal que lhe mostrasse a vontade de Deus (v.14). No entanto, note que este não era um sinal circunstancial, mas um sinal de caráter. Ele não pediu que ela estivesse vestindo uma determinada cor de vestido (circunstância), mas que ela estivesse disposta a mostrar hospitalidade (caráter). Dar água a dez camelos não era pouca coisa! Observe como Eliezer a observa cuidadosamente (v.21) e, em seguida, faz perguntas exigentes (v. 23) antes que a sua exibição final de hospitalidade convença Eliezer da liderança de Deus (v. 25). Ambos, Isaque e Rebeca estavam dispostos a ouvir o conselho de seus pais e líderes espirituais (v. 28, 58). No entanto, difícil como possa ser quando estamos convencidos da vontade de Deus, não podemos forçar a liderança de Deus a outra pessoa e pode ser que tenhamos que aceitar que Deus conduza a situação de outra maneira (vv. 8, 41, 57).

Não demore em agir quando a vontade de Deus é clara. De que forma você já viu a direção de Deus em sua vida e em seu processo de tomada de decisão? Qual tem sido sua experiência? Como você tem agido?

Alan Parker
Professor, Universidade Adventista do Sul

 

Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/24
Tradução: JAQ/GASQ
Texto bíblico: Gênesis 24
Comentário em áudio
Leitura da semana do Crede em Seus Profetas: Caminho a Cristo, caps. 8-9



Gênesis 24 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
4 de agosto de 2015, 0:30
Filed under: Sem categoria

1-9 Tendo em vista que a escolha dos noivos era feita pelos pais nos tempos do VT, Abraão fez seu principal servo fazer um juramento, enquanto seu representante. Estas são as últimas palavras registradas de Abraão. por baixo de minha coxa. A natureza íntima do gesto simbólico ressalta a seriedade do juramento (Andrews Study Bible).

O juramento descrito tem sido designado como “juramento pela posteridade”, que significa a vingança relativamente a qualquer transgressão do juramento exercida pelos descendentes que procedessem de sua coxa (Bíblia Shedd).

As coxas eram vistas como a fonte de poder vital e procriativo (Dt 33.11; Jó 40.16; Hb 7.10). Tal juramento era inviolável, até mesmo depois da morte daquele a quem havia sido jurado (47.29-31)  (Bíblia de Genebra).

3. não tomarás… das filhas dos cananeus. Abraão dá um exemplo aos seus descendentes para que tomem esposas da linhagem semita, que fora abençoada, e não dos cananeus, que foram amaldiçoados (9.24-27; Dt 7.1-4) (Bíblia de Genebra).
Este mandamento de Abraão corresponde à proibição feita pelo Senhor no sentido de impedir que os crentes se casem com descrentes ( 2 Co 6.14) (Bíblia Shedd).

10 A referência feita à existência de camelos no período patriarcal (séc. 19 a.C.) tem sido apresentada como evidência de inexatidão do relato bíblico. Esta objeção, porém, já foi dissipada pelas descobertas arqueológicas que indicam a existência de camelos domesticados desde o ano 3.000 a.C. (Bíblia Shedd).

12-14 Ó SENHOR Deus. O encontro do servo de Abraão e Rebeca foi planejado em oração (vs 26-17) (Bíblia de Genebra).

Como membro da casa de Abraão, o servo tinha aprendido a orar e pediu um sinal especial da parte do Senhor. O sinal era que se mostrassem atributos de caráter desejáveis na futura esposa de Isaque. Hospitalidade era um valor chave nas sociedades orientais (Andrews Study Bible).

bondade. A palavra hebraica (hesed) significa lealdade ao relacionamento pactual (Êx 15.13) (Bíblia de Genebra).
Um conceito chave nas duas orações do servo (vv 12, 14, 27), enfatizando o compromisso divino na aliança com Abraão (Andrews Study Bible).

16 Três importantes características de Rebeca: ela era muito bonita, ela estava na idade de casar e era solteira (Andrews Study Bible).

A virgindade da moça era importante para assegurar que a descendência seria realmente de Isaque (Bíblia de Genebra).

desceu… subiu. O poço, ou fonte, requeria que se subisse e descesse pela sua encosta várias vezes com um pesado jarro. Prover água para dez camelos sedentos significava retirar 250-400 galões (950-1500 l)(Andrews Study Bible).

22. meio siclo/shekel. Em torno de 1/5 de onça (5.5 g). dez siclos. Aproximadamente 4 onças (113 g) (Andrews Study Bible).

pendente… pulseiras. Tais dádivas deveriam ser reconhecidas pela jovem como presentes de noivado (Bíblia Shedd).

23-28 Deus não havia apenas mandado uma bondosa, hospitaleira e linda mulher, mas também um membro da grande família de Abraão. Betuel [pai de Rebeca] era primo de Isaque (Andrews Study Bible).

29-32 A entusiástica recepção de Labão ao estrangeiro é motivada pela ganância (v. 30), antecipando os tratos posteriores com Jacó (Andrews Study Bible).

33-51 As negociações de casamento começaram com uma refeição e a reapresentação a surpreendente liderança divina. Refeições eram importantes eventos sociais naquela cultura (Andrews Study Bible).

33 Não comerei. Muito mais urgente, para o servo fiel, do que os costumes demorados da hospitalidade do antigo Médio Oriente, é a missão que ele tem de cumprir. Os servos do Senhos não devem mostrar menos urgência em cumprir sua missão de divulgar as boas novas do evangelho para o mundo (cf Lc 10.4 com 2 Tm 4.2; Mc 13.10) (Bíblia Shedd).

49 Ou para a direita ou para a esquerda. Isto significa que o servo de Abraão se dispunha a procurar esposa para Isaque entre outras famílias aparentadas a Abraão (Bíblia Shedd).

50 Labão e Betuel. A proeminência de Labão na história e a ordem dos nomes neste verso sugerem que Betuel estava de algum modo incapacitado e que a liderança do clã já havia sido passada ao seu filho (Andrews Study Bible).

52 A terceira oração do servo é uma oração de agradecimento, seguida pela entrega do dote. O dote era um pagamento de compensação pela perda dos serviços da noiva e sua geração potencial (Andrews Study Bible).

53 Os presentes oferecidos à mãe e ao irmão… eram conhecidos como o Mohar, isto é, espécie de compensação à família pela perda da moça (Bíblia Shedd).

55 alguns dias. O total dos dias é ambíguo; poderiam ser alguns dias ou alguns anos. Jacó ficou com Labão por vinte anos, fugindo da ira de Esaú (27.44; 31.18) (Andrews Study Bible).

58 Irei. O primeiro envolvimento ativo da pretendida noiva nos arranjos do casamento, demonstrando o importante papel da família. Rebeca está pronta para ir (Andrews Study Bible).

A própria moça não foi consultada , pois esse era o costume oriental, mas sua prontidão para partir sem demora, no dia seguinte, deixa claro que seu coração fora conquistado. Essa resposta favorável fez com que Eliezer se prostrasse com ações de graça. Será que estamos sempre tão ansiosos para louvar com estamos para orar? […] Quando seus amigos seus amigos lhe sugeriram um adiamento para a partida, Rebeca não lhes deu ouvidos. Adornada com suas jóias, a moça desejava muito ver o noivo pessoalmente. Sua decisão, “Irei”, encerrou o assunto. O antegozo de nossa herança espiritual aumenta nosso anseio de ver e estar com aquele que, não tendo visto, amamos (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).

62 A fonte chamada de Beer-La-Roi é a mesma que fora indicada por Deus a Agar para salvar a vida de Ismael (cf Gn 16.14). Isaque ali viveria após a morte de Abraão (25.11) (Bíblia Shedd).

66 contou a Isaque. Como a narrativa muda sua atenção para Isaque, o relatório do servo a Abraão é omitido e passa-se a tratar diretamente acerca do futuro patriarca (Bíblia de Genebra).

67 amou. Isaque recebe Rebeca como sua noiva e a ama. A Escritura destaca o importante relacionamento, mesmo num casamento arranjado. Note tanto a ausência de menção a Abraão quanto a importância de Sara. Quando Rebeca entra na tenda da falecida matriarca, ela também toma o lugar da matriarca no clã. Agora é a vez de Isaque e Rebeca verem as promessas divinas serem cumpridas. De  acordo com 25.20, Isaque tinha 40 anos de idade quando casou-se com Rebeca. Abraão teria nesta época 140 anos de idade e se ainda viveria como parte do clã por mais 35 anos. Contudo, sua liderança havia passado e ele não é mais o ator principal da história (Andrews Study Bible).



Gênesis 23 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
3 de agosto de 2015, 8:01
Filed under: Sem categoria

1 Sara é a única mulher em toda a Bíblia cuja idade nos é referida. Este interesse especial relativo à sua pessoa pode ser que tenha sua base na posição honrosa que lhe cabe como mãe espiritual dos crentes ( 1 Pe 3.6) (Bíblia Shedd).

A morte é uma lembrança constante de que este mundo não é nosso lar (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).

3-16 A maior parte do capítulo descreve as importantes negociações para um lugar de sepultamento. As palavras chave são: “dar” (vs 4, 9, 11, 13)  e “escutar” (vs 6, 8, 13, 15),  que são as palavras normalmente utilizadas naquele tempo em negociações de venda em lugar de “comprar” e “vender”  (Andrews Study Bible).

4 A compra do campo de Macpela, em Hebrom, tem sido objeto de esclarecimento pelas descobertas arqueológicas. Efrom não estava, absolutamente, insistindo por oferecer o campo; a transação toda estava sendo encaminhada sob o intuito de proporcionar-lhe um “bom negócio”. Ele não desejava vender apenas a cova porque, a menos que todo o campo estivesse incluído, algumas obrigações lhe seriam impostas, conforme estabelecia o antigo Código de Leis dos Hititas (v 11). No tempo de Abraão, oito siclos de prata equivaleriam ao salário anual de um trabalhador. O preço dado era exorbitante. A prata foi pesada, visto que a cunhagem de moedas se verificara só no período pós-exílico. Trata-se, então, do único pedaço de terra que Abraão chegara a possuir efetivamente naquela terra toda que Deus lhe havia dado. A cova funerária encontra-se atualmente sob uma mesquita maometana em Hebrom (Bíblia Shedd).

A extensa descrição da negociação e venda da caverna demonstra que Abraão assegurou um direito legal de posse irrestrito ao campo em Macpela. Antecipando o cumprimento maior da promessa da terra (13.15), Abraão torna-se o herdeiro legal de uma pequena porção na Terra Prometida (Bíblia de Genebra).

A insistência de Abraão em comprar esse túmulo, e o cuidado com que as negociações foram encaminhadas mostram que ele estava convencido de que seus descendentes haveriam de vir àquela terra e possuí-la. Era como se sentisse que ele e Sara ficariam ali esperando a volta de seus filhos. Gên 49.29,30). Do mesmo modo, os túmulos dos mártires e missionários que tombaram no cumprimento do dever, constituem os silenciosos postos avançados que mantem a posse daquelas terras para Cristo, assim como os túmulos dos santos esperam o Segundo Advento (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).

estrangeiro. Embora Abraão vivesse na Terra Prometida como um estrangeiro (21.34; Hb 11.9,13), ele demonstrou sua fé nas promessas da aliança ao comprar o primeiro pedaço de terra na terra Prometida – uma caverna para servir de sepultura (Bíblia de Genebra).

Como um estrangeiro, Abraão não tinha direito de herança a um campo de sepultamento, mas ele pediu por um. A posse de terras é sagrada em muitas culturas orientais  e é ligada à felicidade familiar e dos ancestrais. O NT toma este tema e o aplica aos cristãos vivendo neste mundo (Heb. 11-9-13) (Andrews Study Bible).

6 príncipe [poderoso] de Deus. Embora alguns afirmem que este título fosse uma mera lisonja respeitosa, é possível que os habitantes de Hebrom tenham percebido a bênção de Deus sobre Abraão (Bíblia de Genebra).

10 porta. As transações legais ocorriam nos portões das cidades, no antigo Oriente Próximo (19.1; Rt 4.1-2) (Bíblia de Genebra).

11 dou-te. Como indicado pelo preço excessivo pedido (v. 15) e pelo dinheiro pago por Abraão (v. 13), a oferta de Efrom de dar a caverna e o campo a Abraão fazia parte do ritual de barganha do Oriente Próximo. A aparente generosidade da oferta tinha a intenção de forçar Abraão a corresponder com um presente de valor ainda maior (se aceitasse) ou de desencorajá-lo de continuar a negociar o seu preço (Bíblia de Genebra).

16 Abraão… pesou-lhe. Abraão estava disposto a pagar um preço excessivo para que não viessem a existir problemas futuros quanto ao negócio (Bíblia de Genebra).

17-19 Declaração resumo da transação legal e sua natureza pública. Possuir um lugar de sepultamento para queridos membros da família era significante naquela cultura e marcou a fé de Abraão na promessa de Deus. Ele investe em um futuro que ele não pode ver. Esta caverna posteriormente se tornou o lugar de sepultamento para os patriarcas Abraão (25:9), Isaque (35:27-29; 49:31) e Jacó (49:29-30; 50:13), bem como para suas esposas, com exceção de Raquel (Andrews Study Bible).

19 sepultou… na caverna. Em uma expectativa sincera de que Deus iria cumprir a promessa da aliança com relação à terra (13.15), Abraão procurou ancorar seus descendentes na Terra Prometida (24.6-9; 25.9; 49-30; 50.13) (Bíblia de Genebra).



Gênesis 23 – Comentário pr. Heber by Jeferson Quimelli
3 de agosto de 2015, 7:56
Filed under: Sem categoria

Mais cedo ou mais tarde, a morte chega a cada um dos habitantes deste mundo. A morte é inevitável. Não há como driblá-la. Nem como fugir dela. Contudo, ela é inesperada. Muitos não se preparam para ela, então, os que ficam terão de apressar-se para preparar algo.

Sara morreu com 127 anos. Abraão teve de providenciar um lugar para enterrá-la, pois mesmo velhos não tinham se preparado nada. Na época, havia dinheiro, mas não havia cemitério. Abraão teve de comprar um campo com uma caverna para depositar ali sua morta.

Devido a isso, Abraão criou um tipo de sepultura familiar em Macpela. Após a morte de sua esposa (vs. 1-9), ele negocia com Efrom um campo pelo preço de 400 siclos de prata (vs. 10-20). “A caverna que Abraão comprou para enterrar Sara e para um sepulcro familiar, chegou a ser o primeiro pedaço de terreno que ele possuiu na terra prometida” (Arthur J. Ferch).

Abraão chorou por Sara (v. 2). O choro no velório vai muito mais além da impotência em relação à morte. Embora lágrimas aflorem por não ter mais o que fazer além de enterrar quem morreu, essas mesmas lágrimas estão mescladas com lembranças, saudades, etc. – há uma ausência de alguém que fez a diferença!

Desta forma, ainda que seja por meio de lágrimas de tristezas, o choro por alguém que morreu é uma celebração à vida vivida na companhia desta pessoa. O choro é uma forma de dizer que seu jeito de ser, sua companhia, sua presença será sentida ainda que tenha muitas outras pessoas vivas especiais em volta.

127 anos bem vividos fez com que Abraão não aceitasse de graça um local para colocar o corpo morto de sua esposa em terra estrangeira (vs. 3-11). Ele fez questão de pagar e adquirir um campo e todos os seus familiares seriam ali colocados quando morressem (vs. 12-18). Assim, a primeira propriedade de Abraão em Canaã se deu por causa da morte de sua esposa (vs. 19-20).

1. A morte é inevitável;
2. Chorar nem sempre significa desespero;
3. Uma vida bem vivida será bem sentida após a morte;
4. Um enterro decente é uma forma de valorizar a quem amamos.

Aprendamos a agir corretamente frente à morte! Preparemo-nos! – Heber Toth Armí.



Gênesis 23 by Jeferson Quimelli
3 de agosto de 2015, 1:00
Filed under: Sem categoria

Comentário devocional:

Neste capítulo note como Abraão tratou de forma graciosa e cortês os filhos de Hete, um hitita, e como ele falou respeitosamente com eles. Por sua vez, observe como eles são respeitosos com Abraão e falam gentilmente com ele. Qual é a lição que podemos aprender desta primeira parte do capítulo? Nós, como Abraão, precisamos ser corteses e respeitosos com todas as pessoas, não importa sua raça ou cultura. Deus ama a todos. E, principalmente, se nós servimos como missionários e vivemos em outro país, nós, do mesmo modo como fez Abraão, precisamos lembrar que somos visitantes e convidados entre eles.

Além disso, observe como Abraão se curva diante do povo e pede-lhes que pleiteiem junto a Efrom, que possuía o campo e cova de Macpela, para que ele lhe vendesse sua propriedade, para que nela Abraão pudesse enterrar sua esposa. Efrom devia estar assentado entre os líderes hititas para que ele imediatamente tenha se levantado e dito a Abraão: “Não, meu senhor, eu vou dar-lhe o campo e caverna.” Abraão curvou-se, agradeceu Efrom por sua bondade, e respondeu: “Se você está disposto a dar-me a propriedade, deixe-me que eu lhe pague o que ela vale”. Efrom disse o quanto ela valia e Abraão a pagou, sem hesitação.

A terceira lição que podemos aprender deste capítulo é o quanto Abraão amava a Sara e que nenhum preço era demasiado grande para lhe dar um lugar apropriado para seu sepultamento. Isaías fala dela como a mãe da nação israelita (Is 51:2); Paulo a chama de mãe do filho prometido de Deus (Rm 4:19; 9:9); Pedro a exalta como exemplo de uma boa esposa (1Pd 3:6); e no livro de Hebreus ela é elogiada por sua fé (Hb 11:11).

Jack J. Blanco
Professor Emérito da Southern Adventist University

 

Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/23
Tradução: JAQ/GASQ
Texto bíblico: Gênesis 23 
Comentário em áudio 
Leitura da semana do programa Crede em Seus Profetas: Caminho a Cristo, caps. 8-9