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É a resposta à dúvida e à esperança de 14.13-14. Redentor. Heb go’el, libertador, protetor, defensor, redentor, justificador ou vindicador. É Ele, segundo a esperança e certeza de Jó, que vai livrá-lo das acusações infundadas dos seus amigos (Bíblia Shedd).
Esta é uma das passagens mais frequentemente citadas do livro. Representa um avanço significativo na trajetória de Jó, do desespero para a confiança e esperança. "Das profundezas do desencorajamento e do desânimo Jó se levanta para as alturas da implícita confiança na misericórdia e no poder salvador de Deus" (PR, 163). A palavra hebraica traduzida como "redentor", go’el, também é traduzida como "vingador" (Nm 35.12, 19, 21, 24, 25, 27), "parente chegado" (NTLH) ou "resgatador" (Rt 2:20; 3:9, 12; 4:1, 3, 6, 8, 14). Deus é frequentemente chamado de go’el, no sentido de que Ele vindica os direitos de Deus filhos e resgata os que foram colocados sob o domínio de outrem (Is 41:14; 43:14; 44:24; 47:4, etc.).
Jó havia expressado seu desejo de ter um "árbitro" entre ele e Deus (Jó 9:32-35). No cap 16:19, ele havia declarado sua convicção de que sua "testemunha está no Céu"; no cap. 16:21, ele pede a Deus que seja o seu fiador. Tendo reconhecido a Deus como "árbitro", testemunha, advogado e fiador, é perfeitamente lógico que ele chegasse ao reconhecimento de Deus como seu redentor. Este texto representa uma das revelações do AT sobre Deus como redentor do ser humano, uma verdade profunda que foi plenamente revelada na pessoa e na missão de Jesus Cristo (CBASD, vol. 3, p. 616, 617).
Por fim. O significado é que, por mais tempo que Jó tivesse de sofrer, por mais prolongadas que fossem suas calamidades, ele tinha a máxima confiança no fato de que Deus finalmente o vindicaria. As palavras dos v. 25 e 26 indicam que a vindicação divina ocorreria quando Deus se levantasse sobre a terra e quando Jó visse a Deus. Este é um vislumbre inequívoco da ressurreição (CBASD, vol. 3, p. 617).
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1 respondeu. Jó responde ao segundo discurso de Bildade, protestando contra a falta de consideração dos amigos e reiterando sua miséria (CBASD, vol. 3, p. 614).
Nesta resposta, Jó acusa os seus “consoladores” de caluniarem e perseguirem-no. Logo a seguir, atesta a sua inocência, e expressa sua clara convicção de que o seu Redentor está vivo (Biblia Shedd).
2 até quando afligireis a minha alma […]? Jó […] não é insensível aos ataques de seus amigos. Ao contrário, as palavras deles lhe causam sofrimento e tortura e ferem sua alma. O ataque de Bildade foi o mais cruel de todos. A resposta de Jó indica quão profundamente ele foi afetado. Bildade havia perguntado até quando Jó continuaria a falar (cap 18:2). Jó responde perguntando até quando Bildade vai continuar a feri-lo (CBASD, vol. 3, p. 614, 615).
4 haja eu, na verdade, errado. Não necessariamente uma admissão de culpa moral, mas um reconhecimento de suas limitações humanas (CBASD, vol. 3, p. 615).
Comigo ficará. “Isso não prejudica ninguém exceto a mim mesmo.” (CBASD, vol. 3, p. 615).
Mesmo que Jó tivesse pecado, ele não estava prejudicando seus amigos, mas estava sendo duramente castigado; portanto, eles não precisam irar-se (Biblia Shedd).
6 Deus é quem me oprimiu. Jó não era vítima no sentido de ser mal interpretado por seus amigos, mas também no sentido de se achar objeto da ira de Deus. Bildade havia mencionado as armadilhas, ciladas e redes preparadas para os ímpios (cap. 18:7-12) e insinuou que Jó havia caído nas armadilhas que ele próprio armou. Jó responde que a rede em que está preso foi armada por Deus (CBASD, vol. 3, p. 615).
10 como a uma árvore. A expectativa de Jó era levar uma vida tranquila e piedosa, cercado por parentes e amigos, até atingir idade avançada e poder descer à sepultura dignamente. Essa esperança havia sido arrancada pelas raízes quando lhe sobrevieram as calamidades (CBASD, vol. 3, p. 615).
11 seu adversário. Jó não diz que ele e Deus são inimigos, mas sim, que Deus o trata como se ele fosse inimigo, e Jó não consegue entender o porquê disso (CBASD, vol. 3, p. 615).
13-19 Os parentes de Jó, os seus amigos íntimos, os seus servos e a sua própria esposa, todos os abandonaram com repugnância e ele ficou privado do afeto daqueles que mais significavam para si (Biblia Shedd).
15 vim a ser estrangeiro. Isto é, deixaram de me tratar como o chefe da família (CBASD, vol. 3, p. 616).
16 não me responde. Jó estava acostumado à obediência por parte de seus servos. Nesse período, eles o ignoravam (CBASD, vol. 3, p. 616).
18 crianças. As crianças são descritas como se não estivessem dando a Jó o respeito devido à sua idade (CBASD, vol. 3, p. 616).
20 pele dos meus dentes. Só as gengivas ficaram (Biblia Shedd).
21 compadecei-vos. Este é um dos apelos mais tocantes do livro. Jó mostrou como se encontrava abandonado e solitário e retratou seu infortúnio de maneira eloquente. Aqui, ele implora piedade aos amigos (CBASD, vol. 3, p. 616).
22 devorar a minha carne. Um idiomatismo oriental que significa: “Porque vocês estão me caluniando?” Em Daniel 3:8, a palavra traduzida como “acusaram” é, literalmente, “comeram fragmentos de”. O caluniador ou acusador é figurativamente alguém que devora a carne de sua vítima (CBASD, vol. 3, p. 616).
24 esculpidas na rocha. Jó deseja que seu relato seja gravado na rocha com um cinzel de ferro e que os caracteres esculpido em baixo relevo sejam preenchidos com chumbo (CBASD, vol. 3, p. 616).
Segue…
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Comentário devocional:
Jó responde a seus três amigos, questionando quanto tempo eles irão atacá-lo com palavras (v. 2). Dez vezes eles o haviam humilhado (v. 3). Jó disse não haver feito nada de errado (v. 4). Jó quer que eles saibam que ele está passando por um caminho sagrado construído para ele por Deus (v. 6). Como Jó tem uma profundo relacionamento com Deus, ele clama a Deus contra os erros (“a violência”), que ele está sofrendo, porém sem resposta (v. 7).
Embora Jó não soubesse, na verdade Deus havia permitido uma série de ações contra ele, desde que ele fora escolhido como uma vitrine para os mundos não caídos. Deus bloqueou o seu caminho e Jó não pode passar, Ele colocou escuridão em seu caminho, Ele o despojou de sua honra; Ele tirou a coroa de sua cabeça, Ele o quebrantou completamente; Ele arrancou a sua esperança como se arranca uma árvore (vv. 8 -10). Jó sente que Deus acendeu a sua ira contra ele e o considerava como um inimigo (v. 11). Era muito doloroso para Jó considerar-se inimigo de Deus.
Sabemos, porém, que o verdadeiro inimigo de Deus é Satanás, que só agiu sob a permissão de Deus contra Jó, para benefício nosso e de todo o universo para que compreendamos a questão do sofrimento.
Jó sofreu muito com o tratamento recebido por parte das pessoas mais próximas a ele. Seu irmão se distanciou, seus amigos se tornaram estranhos, seus parentes fugiram, seus amigos se esqueceram dele, os membros de sua família passaram a considerá-lo como um estranho, seu servo o ignora, sua esposa detesta o seu hálito, seus filhos o ignoram, a juventude o despreza, jovens fofocam acerca dele, seus amigos íntimos o evitam e aqueles a quem ele ama voltam-se contra ele (vv. 13-19). Há também consequências físicas: ele tornou-se extremamente esquelético e escapou da morte apenas pela pele de seus dentes (v. 20). Ele implora por piedade por parte de seus amigos!
Jó então expressa o desejo de que suas palavras fossem escritas em um livro (e realmente estão, no Céu!) (V. 23). Elas deveriam ser escritas de forma bem segura com uma caneta de ferro sobre uma pedra para permanecerem para sempre.Sua esperança alcança níveis surpreendentes! “Eu sei que o meu Redentor vive e que no fim se levantará sobre a terra ” (v. 25, NVI). Jó afirma que verá a Deus por si mesmo (v. 27).
Seus amigos influenciados por uma filosofia humanista devem deixar de lado seus falsos conceitos e “temerem a espada”, o castigo de Deus, pois as iniqüidades serão avaliados no juízo investigativo.
Querido Deus,
Sabemos que nosso Redentor vive e que por fim se levantará para libertar-nos de todo o mal. Mantenha-nos bem junto ao Teu coração! Amém.