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1-16 O primeiro ciclo de debates deixou os quatro interlocutores bastante contrariados: os três amigos, pela obstinação de Jó, e este último, pela absoluta falta de compreensão de sua dificuldade da parte daqueles. Aqui começa o segundo ciclo do debate, com uma palestra de Elifaz. Este se sente profundamente ferido ao verificar que Jó espezinhou as pérolas de sabedoria que os seus amigos lhe lançaram. Aparentemente foram vãos todos os seus esforços no sentido de obrigar Jó a humilhar-se perante o Deus de toda a sabedoria e de todo o poder, e agora protesta contra as atitudes de Jó.
Nos cap 15-21, os amigos de Jó ficam cada vez mais exasperados, apegando-se às suas doutrinas, e sendo sempre mais prontos a lançar acusações contra Jó, enquanto este vai avançando em sua busca angustiante da paz de espírito, virando as costas a homens cegos e à crueldade do destino, para achar o Deus de justiça e misericórdia, que será seu Vindicador na sua luta pela verdade (Bíblia Shedd).
4 Os amigos de Jó receiam que, se Jó nega a doutrina de que todo pecado provoca imediato sofrimento, que que todo sofrimento pressupõe um pecado cometido, isto será um atentado contra a moralidade, além do que, isto motivará o pensamento de que se pode pecar impunemente (Bíblia Shedd).
8 Só o fato de Jó não ter concordado com seus "consoladores", foi o suficiente para estes se desinteressarem da consolação e adotarem um tom ofensivo e sarcástico; mas Jó nunca dissera ser mestre em sabedoria (Bíblia Shedd).
11 suaves palavras. Parece que Elifaz se considera portador de inspirada consolação (cf 4.12-21), (Bíblia Shedd).
27 enxúndia. Heb pmã, "gordura", da idéia de "encher" – "abundância" (Bíblia Shedd).
29-35 Acumulam-se as nuvens, preparando a tempestade que rebentará para dar fim à prosperidade do ímpio; seu destino é como o da planta que murcha e seca prematuramente. Indiretamente, tudo isto é aplicado a Jó, a quem seus amigos começam a considerar como um ímpio (Bíblia Shedd).
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Comentário devocional:
Elifaz, que baseia o seu conhecimento em evidências da vida. Ele considera que
a fala de Jó é “conversa inútil e sem valor” (v. 3). Para Elifaz as
respostas são encontradas dentro dos limites da existência e, portanto, Jó está
demonstrando desrespeito pela tradição (v. 4). Elifaz acredita que, se você é
bom, Deus lhe abençoa e se você é ruim, Deus lhe castiga. Como coisas ruins
aconteceram com Jó, ele deveria estar cheio de “culpa” e
“astúcia” (v. 5).
valiosa tradição dos seres humanos deve ser considerada (v. 7). Jó não é o
“primeiro homem” nascido e nem foi criado antes das colinas terem
sido feitas. Assim, ele deve ouvir a maioria e não achar que somente ele possui
sabedoria (v. 8). A experiência comum a todos os seres humanos pode explicar a
situação de Jó (v. 9). Então Elifaz, acrescenta:”o que você sabe que nós
não sabemos?” Nosso conhecimento não é a experiência de um só homem, mas
“Temos do nosso lado homens de cabelos brancos, muito mais velhos que o
seu pai” (v. 10).
que alguém que está ligado a Deus e Seus planos está em contraste gritante com aquele
que se limita apenas ao pensamento terreno. Pensadores cristãos corretamente
concluem que quando uma pessoa se “liberta” da Bíblia o seu quadro de
compreensão acerca da realidade diminui. Jó pergunta aos seus três amigos, por
que seus “olhos brilham”, quando sentem que o apanharam com suas
perguntas e respostas (v. 12).
puro sobre a terra, diz Elifaz: “ninguém nascido de mulher é justo”
(V. 14). Mas Cristo era justo. Ele é a nossa justiça. Esta experiência de
receber a justiça de Cristo, experimentada por Jó, Elifaz não consegue
entender. Em certo sentido, Elifaz é um porta-voz de Lúcifer, ao dizer que Deus
não confia em ninguém – a mesma acusação de Lúcifer contra Deus durante a
rebelião no Céu (v. 15-16). Uma segunda acusação contra Deus se segue: “E
nem os céus são puros aos Seus olhos”. Esta alegação é contrária a Gênesis
1-2 e está mais próxima de Gênesis 3 e da serpente.
tradição (v. 17 – 19). Na contramão do sucesso está o homem mau (o que inclui a
Jó, é claro). “Todos os dias de um homem perverso estão cheios de dor e
luto” (v. 20). “Só ouve ruídos aterrorizantes; quando se sente em
paz, ladrões o atacam” (v. 21). Os ímpios estão destinados à espada e não
têm pão (vv. 22-23). A visão de Elifaz sobre o envolvimento de Deus com este
mundo é de punição. Deus envia o sofrimento e a angústia para assustar os maus.
Como um guerreiro, o homem quer resistir a Deus e acrescenta ao peso do seu
pecado um estilo de vida descuidado (vv. 25-27). Cidades serão destruídas e se
tornarão ruínas. Ele não ficará rico, mas ainda assim ele não se afastará da
escuridão. Os ímpios sofrerão e perderão tudo. E isso, de acordo com Elifaz,
inclui a Jó (vv. 30-33).
Alto, de onde vem toda a nossa ajuda. Guarde-nos em segurança em Seu coração
antes que dias de sofrimento surjam em nosso caminho. Amém.
Kyungpook