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Comentário devocional:
Neste capítulo encontramos a fala de Bildade, o suíta. Seu propósito não é ajudar a Jó, mas defender a sua própria visão de mundo. Bildade apresenta fragmentos de verdade numa moldura de erro. Ele estava familiarizado com o que tinha sido descoberto pelos "pais" e registrados por Moisés em Gênesis 1 a 11 (v. 8 a 10). Assim, ele diz a Jó que não apenas estude história, mas também que se permita ser conduzido pelas verdades obtidas por observações (v. 8). De acordo com a Bildade, é isso que Jó precisa
Bildade pergunta: Pode o papiro crescer sem um pântano ou o junco crescer sem água? (v. 11). De forma semelhante, uma pessoa má só pode receber punições de Deus e não as Suas bênçãos (v. 13). O pensamento de Bildade pode ser descrito do seguinte modo: se uma pessoa se esquece de Deus, Suas bênçãos para ele se secam; se uma pessoa se lembra de Deus e obedece a Ele, as bênçãos florescem. A observação mostra que é assim que as coisas acontecem.
Aqueles que se esquecem de Deus estarão perdidos (v. 13). Confiar em si mesmo é como se apoiar em uma teia de aranha (v. 14). Esse tipo de pensamento é muito frágil e cheio de segurança enganosa (v. 15). O bajulador é tão autoiludido que se algo lhe prejudicou, ele nega que isso aconteceu. De maneira similar, Bildade quer dizer que Jó está negando que Deus o castigou por seus erros (v. 18). Se isso continuar e Jó morrer, ele não será lamentado e outros irão tomar o seu lugar (v. 19). [Deve ter sido doído
para Jó escutar isto…]
Para seu crédito, Bildade enfatiza o princípio verdadeiro de que Deus não rejeitará o inocente nem defenderá malfeitores (v. 20). Então, ele dá a entender que o caso de Jó não é sem esperança pois se ele se arrepender, Deus poderá encher a sua boca com risos e seus lábios com júbilo (v. 21). Quando isso acontecer, os inimigos do Jó ficarão envergonhados e a tenda dos ímpios deixará de existir (v. 22).
Querido Deus,
ajuda-nos a aprender com as gerações que viveram antes de nós e livra-nos de pessoas que se julgam espertas, mas não demonstram compaixão, como Bildade. Amém
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Trad/Adap JAQ/JDS
Texto bíblico: Jó 8
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Jó 6:11 “Por que esperar, se já não tenho forças? Por que prolongar a vida, se o meu fim é certo?”
Houve certa vez uma ousada fuga de uma prisão nazista. Os internos haviam cavado
um túnel que, infelizmente, terminava cerca de seis metros antes de um bosque bastante denso. Por conta disso, esperaram até que houvesse uma noite sem luar e enviaram um homem até o bosque, onde ele ficaria observando o momento em que o guarda se viraria de costas. Sua função era dar um puxão em uma corda que saia do bosque e chegava até a saída do túnel. Isso faria com que o próximo prisioneiro soubesse que era seguro sair naquele momento. Um a um, aqueles homens sentiram o toque da corda e saíram, correndo para a segurança do bosque escuro.
Infelizmente, o guarda ouviu um som e foi até onde se localizava à saída do túnel. Ele não viu a abertura, mas ficou ali por um tempo, olhando desconfiado pelas redondezas . O tempo parecia ter parado para o prisioneiro seguinte que aguardava debaixo da terra o puxão da corda.
De repente, ele perdeu a paciência. Não podia mais esperar. Foi para a frente, subiu e saiu do buraco na escuridão. Foi a última coisa que fez. O guarda se virou e atirou nele com sua metralhadora, enchendo-o de balas.
Podemos aprender com o erro fatal desse homem. Seu erro dividiu-se em três partes. Ele perdeu a paciência, perdeu a fé e deixou de obedecer. Se ele tivesse apenas confiado no homem na outra ponta da corda… Se ele tivesse apenas obedecido às instruções que lhe haviam sido dadas, poderia ter encontrado sua liberdade. Em vez disso, perdeu a própria vida.
A Bíblia diz que nós herdamos as promessas de Deus por meio de “fé” e “paciência”. Há momentos em que o cristão pede alguma coisa á Deus e a resposta demora. Mas ele não perde a paciência. Ele agüenta firme Aquele que está segurando a ponta vê coisas que nós não podemos ver e sabe o que é melhor para nós. A Bíblia diz: Confie no SENHOR de todo o seu coração e não se apóie em seu próprio entendimento" (Pv 3:5) (Bíblia NVI Evangelismo em Ação Vida).
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1 penosa a vida. No hebraico, essa terminologia muitas vezes se refere ao serviço militar (Bíblia de Genebra).Literalmente, "guerra", "serviço militar". A NTLH diz: "A vida neste mundo é dura como o serviço militar." […] Jó afirma que é tão natural e apropriado para alguém, em suas circunstâncias, desejar ser libertado pela morte como o é para um soldado desejar que seu tempo de serviço [em guerra] termine (ver Jó 14:14; Is 40:2) (CBASD, vol. 3, p. 577).
3 me deram por herança meses de desengano. Isso não implica necessariamente que sua doença já estava em progresso havia meses. Ele poderia prever os dias que tinha na frente (CBASD, vol. 3, p. 577).
9 tal como a nuvem. Jó compara a morte ao desparecimento de uma nuvem no céu à medida que sua umidade se dissipa no ar que a cerca (CBASD, vol. 3, p. 578).
sepultura. Do heb. sheol. (CBASD, vol. 3, p. 578).
jamais tornará a subir. Esta declaração não nega a ressurreição. Seu significado está restrito pela observação feita no verso seguinte.Os mortos não se levantam para voltar a seus antigos lares. mesmo tomadas independentemente, as palavras hebraicas traduzidas como "jamais tornará a subir" não expressam um ato conclusivo, mas, simplesmente, uma ação incompleta. A NVI traduz a frase da seguinte forma: "Quem desce à sepultura não volta" (CBASD, vol. 3, p. 578).
Essa é a linguagem das aparências. Jó não estava desenvolvendo uma doutrina, ele meramente afirmava o que todos observavam. Mais adiante, Jó mostra que acredita na possibilidade da ressurreição (14.12-15) (Bíblia de Genebra).
11 não reprimirei. O sofrimento de Jó é tão intenso que ele se sente justificado em expressar suas queixas livremente (ver Sl 55:2; 77:3; 142:2) (CBASD, vol. 3, p. 578).
…mas note que ele se queixa diante de Deus, não diante do homem (Bíblia de Genebra).
Jó sentiu profunda angústia e amargura e falou honestamente a Deus a respeito de seus sentimentos que mostravam sua frustração. Se expressarmos nossos sentimentos a Deus, poderemos tratar deles sem explodir em palavras e ações duras e agressivas, possivelmente machucando a nós mesmos e a outros. Na próxima vez que emoções fortes ameaçarem tomar conta de você, expresse-as de maneira própria a Deus em oração. Isto ajudará você a conseguir uma perspectiva eterna sobre a situação e dará a você maior habilidade de tratar com ela de forma mais construtiva (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
12 Jó parou de falar com Elifaz e se dirigiu diretamente a Deus.Apesar de Jó ter vivido uma vida inculpável, ele estava começando a duvidar do valor de viver desta maneira. Ao fazer isto, ele estava perigosamente perto da assumir que Deus não se importava com ele e que não estava sendo justo. Mais tarde Deus reprovou Jó por esta atitude (36:2). O inimigo sempre explora nossos pensamentos para nos levar a abandonar a Deus. Nosso sofrimento, como o de Jó, pode não ser resultado de nossos pecados, mas devemos ter cuidado para não pecar por causa de nossos sofrimentos (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
o mar. Jó indaga: Sou eu como um mar agitado e bravio que precisa ser restringido e limitado? (CBASD, vol. 3, p. 578).
15 minha alma escolheria … antes, a morte. Jó via a morte como saída, mas Satanás não recebera permissão para ir tão longe, nem a morte serviria ao seu propósito (Bíblia de Genebra).
estrangulada. É possível que uma sensação de sufoco tenha acompanhado a aflição de Jó. De qualquer forma, ele considera o estrangulamento mais desejável do que a vida (CBASD, vol. 3, p. 578).
16 deixa-me. Estas são palavras audaciosas para qualquer mortal dirigir a Deus. Jó está nas profundezas do desespero. Ele acha que o Todo-Poderoso o discriminou e pede para ser libertado da interferência divina. Quão diferentemente ele teria se sentido se pudesse saber o que estava por trás dos bastidores e se pudesse ver seu Pai contemplando-o ocm terna piedade e infalível amor. deus estava sofrendo com Seu servo, mas Jó não sabia (CBASD, vol. 3, p. 578).
sopro. Ou, "vapor", uma figura daquilo que é transitório. Jó considera sua vida de pouco valor. Ele era incapaz de apreciar seu tremendo valor aos olhos de Deus (CBASD, vol. 3, p. 579).
17 o que é o homem […]? O salmista usa palavras semelhantes num contexto que exalta o amor e o cuidado de Deus (Sl 8:3-8). Jó, em seu sofrimento, vê o incessante cuidado de Deus de maneira distorcida, interpretando-o como uma omissão importuna. Na verdade, Jó está dizendo a Deus: "Por que incomodas o homem com Tuas provas e aflições? Ola para outro lado. Dá-me tempo para ‘engolir a minha saliva’ " (Jó 7:19). São palavras impróprias, mas Deus não destrói a Jó por causa de sua audaciosa declaração (CBASD, vol. 3, p. 579).
20 se pequei. O original diz apenas: "Pequei" […] no sentido de […] "admito que pequei" (CBASD, vol. 3, p. 579).
Jó se referiu a Deus como um guardião (orig: watcher, tb vigilante) ou observador da humanidade. […] Sabemos que Deus acompanha (watch) tudo o que acontece conosco. Não devemos nos esquecer que Ele nos vê com compaixão, não meramente com escrutínio crítico. Seus olhos são olhos de amor (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
a mim mesmo me seja pesado. Alguns manuscritos hebraicos e a antiga tradução grega dizem: te seja pesado." (Bíblia de Genebra).
A NVI traduz a frase da seguinte forma: "Acaso tornei-me um fardo para Ti?" A tradição judaica afirma que este era o significado original, mas que foi corrigido pelos escribas porque parecia ímpio (Bíblia de Genebra).
21 não tiras a minha iniquidade. Embora Jó salientasse a integridade (isto é, seu compromisso honesto para com a piedade e a retidão) do passado de sua vida, ele nunca negou ser um pecador (CBASD, vol. 3, p. 579).
O discurso de Jó, registrado nos cap. 6 e 7, mostra certos perigos: (1) O perigo da ênfase demasiada na vaidade da vida. Os seres humanos devem se lembrar de seu grande valor aos olhos de Deus. (2) O perigo da livre expressão das emoções. Quando Jó removeu suas inibições, queixou-se com amargura, fez perguntas com irreverência, acusou com rispidez e rogou com impaciência. (3) A tendência do coração humano, quando cegado pela dor ou agitado pela paixão, de interpretar mal a atuação de Deus. (4) A certeza de que as pessoas boas ainda podem ter dentro delas muito da velha natureza não regenerada, que não é percebida até que a ocasião a revele. Dificilmente alguém poderia prever que Jó tivesse um rompante de ira (CBASD, vol. 3, p. 579).
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1-4 Jó, na sua resposta, diz que Elifaz não olhou os dois lados do problema. Este não vê que o peso da sua aflição é tão grande que qualquer impaciência revelada por Jó seria imperdoável. Qualquer palavra a mais da parte de Jó deve ser entendida à luz daquilo que estava se passando, pois suas aflições eram tão profundas, como se Jó estivesse servindo de alvo para as flechas da ira divina (Bíblia Shedd).
6,7 Jó perdeu o gosto pela vida, a qual compara à comida insípida, e a morte, por outro lado, se lhe apresenta de modo muito desejável (Bíblia Shedd).
8-10 A perspectiva da morte é o único conforto para Jó. Ele tem esperança de que a morte chegue logo, em contraste com o pensamento apresentado por Elifaz, em 5.26 (Bíblia Shedd).
11-13 As forças de Jó estavam esgotadas, não havendo mais esperanças de restauração; a sua paciência também está no fim, e só espera pela morte. É este o teor daquilo que Jó responde a Elifaz, que quer ensinar-lhe a cultivar esperança (4.6) e paciência (5.22-26) (Bíblia Shedd).
15-21 Jó também se sentiu privado daquela simpatia humana que seria sua única esperança na hora da aflição, aquilo que os verdadeiros amigos deviam oferecer (Bíblia Shedd).
21 O horror causado pela contemplação da miséria de Jó, e o medo de tomar o partido de quem, aparentemente estava sendo castigado por Deus, paralisaram a simpatia desses amigos de Jó. Jesus Cristo também foi tratado desta maneira Is 53.4,5 (Bíblia Shedd).
27 Jó acusa seus amigos não somente de desonestidade, mas também de crueldade desalmada (Bíblia de Estudo NVI Vida).
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Comentário devocional:
Jó diz que assim como um servo que trabalha ao sol anseia pela noite de descanso, o sono da morte é precedido por meses e anos de trabalho e noites de cansaço (verso 3).
Parece que não há esperança de recuperação para Jó (v. 6). Com a proximidade da morte, a vida é apenas um sopro que se vai, seus olhos talvez nunca mais vejam o bem novamente (v. 7). Ele afirma que a pessoa que morre não assumirá novamente a sua vida (v. 8). Esta pessoa nunca mais retornará à sua casa (v. 9,10).
Jó se recusa a se calar e insiste em falar de sua angústia e amargura (v. 11). À noite, dores nos ossos e sonhos vem assustá-lo (versos 13-16). Ele não quer viver para sempre sofrendo desta maneira (v. 16). Ele odeia a vida; os “seus dias são sem sentido” (NVI).
Jó sabe que Deus vigia de perto a todos os homens e se pergunta se a continuação do seu sofrimento significa que ele está pecando contra aquEle que lhe guarda, embora ele não tenha conhecimento de qualquer pecado em sua vida (v. 20).
Jó tem a impressão de que está sendo alvo de castigos divinos e deseja que Deus lhe conceda uma visão do porquê ele sofre em uma situação próxima da morte e o perdoe por qualquer transgressão. Ele sente que, se ele morresse e fosse sepultado, nem Deus, nem ninguém, o poderiam encontrar, pois deixaria de existir (v. 21).
Apesar disso, como ficará claro ao longo do livro, Jó percebe que Deus conhece exatamente como cada ser humano é formado e pode recriar o que deixou de existir.
Querido Deus, sabemos que tudo o que sofremos acontece como consequência das ações de Satanás e que, abraçados a Ti, encontraremos um propósito mais elevado para o nosso sofrimento. Não há alegria de contemplar a dor, mas ela mostra o maldade de Satanás sobre nossa espécie. Nós oramos que, aconteça o que acontecer, permaneças sempre conosco. Amém.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Trad JAQ/JDS
Texto bíblico: Jó 7