Reavivados por Sua Palavra


Ester 3 – comentários by Jeferson Quimelli
19 de junho de 2013, 17:24
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1 Hamã. Mais tarde, quando o livro de Ester passou a ser lido anualmente na festa de Purim, os judeus assimilaram a tradição de clamar “Seu nome seja apagado”, “Faze o nome dos ímpios perecer”, na hora da pronúncia desse nome [e fazer muito barulho, para que o seu nome não seja
ouvido]. Hamã destaca-se pela vaidade, determinação, paixão, arrogância e pelo egoísmo (Bíblia Shedd).

Diz Josefo que “agagita” significa um descendente de Agague, o nome comum para os reis amalequitas (Nm 24.7) (Comentário Bíblico Devocional VT – FBMeyer).

Agagita provavelmente se refere ao legado genealógico do rei Agague dos malequitas, inimigos de longa data dos judeus (Êx 17:16; 1Sam 15:20) (Andrews Study Bible).

2 O termo utilizado para descrever o movimento de se curvar é, por vezes, associado com adoração (Êx 34:8; 2Cr 7:3, etc.). A recusa de Mordecai poderia ser interpretada neste sentido. A adoração aceitável desempenha um importante papel na história do povo de Deus. Os três amigos de Daniel preferiram morrer do que adorar a estátua de um rei babilônio (Dan 3:12-18); a adoração será também crucial nos eventos do tempo do fim (Ap 14:7-12) (Andrews Study Bible).

A determinação de Mordecai vem de sua fé em Deus.Ele não fez primeiro uma pesquisa para determinar qual a maneira mais segura ou popular de agir; ele teve coragem de permanecer sozinho. Fazer o que é correto pode não fazer você popular. Aqueles que fazem o que é certo estarão em minoria, mas obedecer a Deus é mais importante do que obedecer a pessoas (Atos 5:29) (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

Não devemos deixar que nenhuma pessoa, instituição ou governo tome o lugar de Deus.Quando pessoas exigem de você lealdade ou encargos que não honram a Deus, não desista. Pode ser o momento de tomar uma posição (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

5,6 Hamã amava seu poder e autoridade e a reverência que demonstravam a ele. Os judeus, entretanto, viam a Deus como sua autoridade suprema, não qualquer homem. Hamã percebeu que o único modo de realizar seus desejos auto centrados era matar todos que desobedecessem sua autoridade. Sua busca por poder pessoal e seu ódio aos judeus o consumiam [… ] A ira de Hamã não era dirigida diretamente a Mordecai, mas àquilo que Mordecai defendia: a dedicação dos judeus a Deus como única autoridade digna de reverência. A atitude de Hamã era preconceituosa. Ele odiava um grupo de pessoas por causa de uma diferença de crença ou cultura. O preconceito surge do orgulho pessoal – considerar-se melhor do que outros. Ao final, Hamã foi punido por sua atitude arrogante (7.9, 10). Deus julga severamente os preconceituosos ou aqueles cujo orgulho os faz olhar os outros com desprezo [olhar de cima] (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

7 Nisã. Março-abril. Nome internacional aramaico; antes do exílio, usava-se o antigo nome heb Abibe, o mês da Páscoa.

Purim. Do assírio puru, “pedrinha para lançar sortes”. O dia no qual cairia a sorte, seria um dia auspicioso para os “sábio” que entendiam dos “tempos” (cf 1.13).

Adar. Fevereiro-março. Hamã estava disposto a esperar um ano para obter o dia certo. O que nos parece ser superstição grosseira, era considerado uma verdadeira ciência, na época (Bíblia Shedd).

Hamã lançou sortes para determinar o melhor dia para executar o seu decreto. Mal ele sabia que estava jogando nas mãos de Deus, porque o dia da execução foi determinado quase um ano à frente, dando tempo para que Éster fizesse seu pedido ao rei. A palavra persa para “sortes” era purim, que se tornou o nome da festa celebrada pelos judeus quando eles libertos, não mortos, no dia designado por Hamã (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

9 dez mil talentos. O talento pesava 30 kg. A renda total do império persa era 17.000 talentos, e os cofres imperiais estavam vazios por causa da guerra contra os gregos. A grandeza da oferta, e a cortês recusa do rei, são a maneira oriental de dizer: “Vamos despojar os judeus, e dividir entre nós os lucros”. Tanto era o ódio de Hamã, e a ganância do rei, que nem se levava em consideração o terrível sofrimento e o clima de terror que haveria de permanecer no império (Bíblia Shedd).

10 anel. Com o selo ou sinete do rei, dando ao detentor autoridade de assinar qualquer lei, como decreto real. Outras referências ao uso do selo se acham em 8.2 e em Gn 41.42 (Bíblia Shedd).

11 essa prata. A soma mencionada foi recusada, mas ficou por entendido que o rei não recusaria sua parte dos despojos (Bíblia Shedd).

15 correios. Heb raçim “os que correm”. O império persa foi o primeiro a estabelecer o sistema de correios, que possuía autoridade para requisitar para este serviço público, cavalos, portadores e alimentos dentre as populações civis que se achassem no seu caminho. Esse costume é aludido em Mt 5.41 (Bíblia Shedd).



Ester 3 by Jeferson Quimelli
19 de junho de 2013, 0:00
Filed under: confiança em Deus, coragem
Comentário devocional:
 
Hamã era o braço direito do rei, e todos eram obrigados a se curvar diante dele. Mordecai se recusou a curvar-se perante Hamã. Como um bom empregado do governo persa, podemos supor que Mordecai se curvava perante o rei, mas ele não fazia isso perante Hamã. Quando Hamã soube desse desrespeito, ficou furioso. 
 
Hamã estava cheio de orgulho, ganância e inveja, exatamente como Lúcifer. No entanto, a recusa de Mordecai de se curvar perante Hamã provavelmente não tinha nada a ver com essas falhas de caráter. As diferenças entre Hamã e Mordecai eram tinham origem em seus ancestrais. Eram tão “densas” quanto sangue.
 
Hamã era um descendente dos amalequitas, um inimigo histórico do povo judeu. Logo depois de escapar do Egito, os antigos israelitas foram atacados pelos amalequitas e Deus mesmo declarou uma inimizade duradoura entre os dois povos. Mais tarde, o Rei Saul, ancestral de Mordecai, entrou em guerra contra o rei Agague e o seu povo. Saul não completou a tarefa da maneira que Deus pediu, e essa foi uma das razões porque Saul foi substituído por Davi. Curvar-se diante de Hamã, o agagita [descendente de Agague], seria uma grande humilhação e um sinal de desobediência para Mordecai, o benjamita.
 
A ira de Hamã não ficaria satisfeita apenas com a morte de Mordecai. Seu orgulho seria vingado apenas com a morte de todos os judeus na Pérsia. Então,sortes foram lançadas para decidir qual o melhor dia para o abate dos judeus.
 
Sem identificar seus inimigos, Hamã conta ao rei Assuero a história de um povo “diferente” espalhado por todo o reino. Aparentemente sem se importar com esse povo “diferente”, o rei dá o seu anel para que Hamã sancione a lei, que é levada a todo o reino. A linguagem fria e contundente do decreto no versículo 13 é chocante, e nós que vivemos no tempo do fim deveríamos prestar bastante atenção a elas. Nenhum judeu, jovem, velho, criança ou mulher, devia ser poupado.  
 
Esta história se assemelha muito com os acontecimentos dos últimos dias descritos em Apocalipse 13 e 20. Um decreto de morte será emitido por todo o mundo para eliminar o povo de Deus. Gogue e Magogue são descrições dos inimigos de Deus, e essas palavras são derivadas do nome Agague. 
 
O Apocalipse prevê uma repetição da história para os cristãos nos últimos dias. Felizmente, a história do povo de Deus na antiga Pérsia não termina no capítulo 3. O grande conflito está quase no fim, e sabemos que o final será feliz.
 
Jean Boonstra
Voz da Profecia
Trad JAQ/JDS
 
 
Texto bíblico: Ester 3