Reavivados por Sua Palavra


I Crônicas 11 by Jeferson Quimelli
31 de março de 2013, 0:02
Filed under: amor, educação, gentileza, respeito


Texto bíblico à  I Crônicas 11


Deus havia prometido a Davi que ele se tornaria rei de Israel. O cumprimento dessa previsão surgiu como resultado das bênçãos de Deus, mas também foi necessária à cooperação humana.


Davi era um líder magnânimo. Em uma campanha, quando três de seus soldados arriscaram suas vidas para trazer-lhe um pouco de água, ele se recusou a beber. Ele não iria satisfazer sua sede com perigo de vida de seus homens. Embora perseguido por Saul, ele se recusou a matá-lo, quando as circunstâncias permitiram fazer isso. Por estas razões, Davi era amado por seus soldados e pela maioria das pessoas de Israel.


Davi não teve nenhum problema com a concorrência. Ele confiava em suas habilidades de soldado, e estava à vontade para valorizar os melhores soldados que o cercavam. Em 1 Crônicas 11, vemos uma lista dos melhores guerreiros de Davi. Também nos é dito sobre os “Trinta” e “Três” guerreiros, que foram honrados no tempo de Davi.


Davi nos ensina como é importante esperar pelas promessas do Senhor e também fazer o melhor para que os planos de Deus aconteçam em nossas vidas. Nós também aprendemos com ele que o sucesso depende muito da qualidade dos nossos relacionamentos com as pessoas.


Querido Deus, podemos ser gentis e educados com os que nos rodeiam, mas acima de tudo, que eles possam sentir que nós os amamos.


Jobson Santos

Rede Novo Tempo
Ministério da Oração



Versão em português do texto postado originalmente no blog da Bíblia, em 31 de março de 2013, domingo, dentro do plano mundial Reavivados por Sua Palavra de leitura de um capítulo por dia, promovido pela Igreja Adventista do Sétimo Dia.



Comentários bíblicos selecionados:

1 Hebrom. A mais importante cidade no centro de Judá para a qual todo o Israel veio unanimemente a Davi para fazê-lo rei (Andrews Study Bible).

2 apascentarás o meu povo. Uma metáfora para governo. Moisés também foi um pastor antes de Deus chamá-lo para liderar a saída de Israel do Egito. Alguns reis mesopotâmios se apresentavam como pastores de suas nações. O título “Meu povo” era o modo favorito de Deus se referir a Israel (Andrews Study Bible).

4 Jebus. Nome anterior de Jerusalém, lembrando que os jebusitas viviam ali. Seu nome original era Salem (Gn 14.18) (Andrews Study Bible).

5 Sião. Nome de um dos montes sobre o qual estava edificada Jerusalém. A posição do monte tornava-a quase inexpugnável como fortaleza. Sião significa lugar fortificado. A própria Sião ocupava a parte sudoeste do que é agora Jerusalém, e estava ligada com o reinado de Davi pela profecia e pela história (Sl 2.6). Sua localização estratégica entre os reinos de Judá e Israel, e sua natureza estrangeira (portanto neutra), tornava-a local ideal da proposta capital de Davi (Bíblia Shedd).
O nome era originalmente dado à Cidade de Davi, porém mais tarde foi estendido para incluir  toda a cidade de Jerusalém (Andrews Study Bible).

10-41a No relato de Samuel, essa lista dos principais guerreiros de Davi é citada perto do fim do seu reinado. O cronista transportou a lista ao início do reinado de Davi, e a expandiu grandemente (11.41b – 12.40), também como parte do realce dispensado ao apoio amplo de “todo o Israel” ao reinado de Davi (v.10) (Bíblia de Estudo Vida).

15-19 Davi reconhece que não merece semelhante devoção e faz da água uma oferta de bebida ao Senhor (v Gn 35.14; 2Rs. 16.13; Jr 7.18; Os 9.4) (Bíblia de Estudo Vida).

23 Cinco côvados. Dois metros e vinte e cinco (NVI).


Crônicas by Jeferson Quimelli
31 de março de 2013, 0:01
Filed under: Sem categoria

Título.
O título hebraico (divre hayyamim) pode ser traduzido por “acontecimentos (ou anais) dos dias (ou anos)”. […] Os tradutores da Septuaginta (que traduziram traduziram o AT para o grego) chamaram o livro “coisas omitidas” [Paralipomena, cf. Bíblia Shedd], e assim indicavam que o consideravam um suplemento dos livros de Samuel e Reis. Jerônimo (347-420 d.C.), tradutor da Vulgata Latina, mostrou que um título mais adequado seria “Crônica de toda a história sagrada” [Chronicorum Liber, cf. Andrews Study Bible]. Lutero adotou a ideia na versão alemã, e outros a têm defendido. Crônicas foi, primeiramente, dividido em dois livros pelos tradutores da Septuaginta.
[…]

Autor
Segundo antiga tradição judaica, Esdras escreveu Crônicas, Esdras e Neemias, mas isso não pode ser confirmado com exatidão. Um consenso cada vez maior situa Crônicas na segunda metade do séc. v a.C. e, portanto, possivelmente dentro do período da vida de Esdras. E deve ser reconhecido que o autor, mesmo que não fosse o próprio Esdras, pelo menos compartilhava muitos interesses com aquele sacerdote reformador.
[…]

Propósito
[…] como os autores de Samuel e Reis tinham organizado e interpretado os dados da história de Israel para tratar das necessidades da comunidade exilada, o cronista escreveu para a comunidade restaurada. A grande questão em pauta era do vínculo com o passado: “Deus ainda se preocupa conosco? As Suas alianças ainda estão em vigor? Já não tendo rei davídico e sendo súditos da Pérsia, as promessas feitas por Deus a Davi ainda têm significado para nós? Depois do grande juízo (a destronização da casa de Davi, a destruição da nação, de Jerusalém e do templo, e o exílio para a Babilônia), qual é a nossa relação com o Israel da antiguidade?”. Vários elementos entram na resposta do cronista:
[…] O vínculo com o passado é demonstrado pelo templo de Jerusalém, reedificado pela influência soberana do Senhor sobre um decreto imperial persa (2Cr 36.22,23).
[…] Além do templo, Israel possui a lei e os profetas […] [que são] mais importantes para o contínuo relacionamento entre Israel e o Senhor, que a presença ou ausência de um rei;
[…] Fica claro que o autor de Crônicas queria manter a esperança que Israel tinha no Messias prometido, no filho de Davi, em conformidade com a aliança davídica (2Sm 7) e com as promessas dos profetas, incluindo os de sua época (Ageu, Zacarias e Malaquias). Tomou o cuidado de relembrar a promessa que Deus fez a Davi (1Cr 17) e de acompanhá-la de muitas outras referências (ver especialmente o relato do reinado de Salomão, bem como 2Cr 13.5; 21.7; 23.2).
[…] Ainda outro tema importante da história do cronista é sua preocupação com “todo o Israel” […] A verdade é que considerava a comunidade restaurada o remanescente de todo o Israel, tanto do norte quanto do sul (9.2,3). Não se tratava de mero conceito teológico. Sua narrativa dá conta muitas vezes do movimento de pessoas piedosas de Israel para Judá, por motivos especificamente religiosos [2Cr 11.4; 2Cr 15.9; 2Cr 30].
[…] As genealogias demonstram, também, o vínculo com o passado. à pergunta “Deus ainda se interessa por nós?”, o cronista tem a reposta: “Ele sempre conservou esse interesse”. A graça e o amor de Deus para com a comunidade restaurada não começaram com Davi, nem com a conquista de Canaã, nem com o êxodo do Egito – mas com a própria criação (1.1).
[…]

Genealogia
Análises de genealogias, tanto dentro quanto fora da Bíblia, têm revelado que elas se prestam a várias funções, que variam quanto à forma (segmentadas ou lineares) e à profundidade (o número de gerações alistadas), e são muitas vezes instáveis (sujeitas a mudanças).
Existem três áreas gerais em que funcionam as genealogias: a familiar ou doméstica [p. ex: situação social, v. 7.14-19, herança, direito primogênitos, filhos de concubinas], a jurídico-política [direitos e contestações relativos a cargos hereditários] e a religiosa, […] sobretudo para confirmar quem é legítimo sacerdote e levita (6.1-30; 9.10-34; Ne 7.61-65.
[…] O tipo mais comum de instabilidade é o encurtamento, a omissão de nomes da lista […] para relacionar um indivíduo a um antepassado de destaque, ou possivelmente a fim de conseguir o número desejado de nomes na genealogia [ex: genealogias em Mt 1.1-17 e Lc 3.23-38].
Fonte: Bíblia de Estudo Vida.

Os livros de Crônicas são claramente didáticos e se demoram sobre as bênçãos que acompanham uma genuína vida religiosa. Devem ter exercido um efeito elevado na religião nacional.
Fonte: Bíblia Shedd.


[Apesar de Crônicas cobrir aproximadamente o mesmo período que 2 Samuel a 2 Reis,] Crônicas tem uma notável diferença em perspectiva,. Os livros de Samuel e Reis apresentam a história de Israel sob um ponto de vista profético e moral, no qual o palácio real ocupa o lugar central. Por outro lado, o livro de Crônicas tem foco nas questões religiosas e oferece uma perspectiva espiritual e sacerdotal, no qual o templo desempenha o papel central em Israel.
[…]
Os dois livros de Crônicas foram um trabalho completo e unificado. Porém, eles são frequentemente ignorados porque a maioria das pessoas preferem ler histórias sobre eventos e personalidades a ler genealogias e instituições. O teto destes dois livros se inicia com Adão e termina com a proclamação do rei Ciro, feita no ano 538. a.C. As genealogias apresentadas nos nove primeiros capítulos de I Crônicas mostra o lugar que Deus designara para Israel na história da raça humana. O foco principal está sobre as tribos de Judá e Levi. Judá, por causa da proeminência de Davi. De fato, nada menos do que 29 capítulos nos dois livros de Crônicas são dedicados a Davi e Salomão. A tribo de Levi é a próxima em importância porque o tema do templo é dominante no livro.
[…]
Tendo em vista que o reino de Judá absorvera, ao longo dos anos, muitas pessoas do reino de Samaria, o autor vê este reino como o remanescente de todo o Israel ao tempo da queda de Samaria em 722 a.C. O povo podia esperar, então, que um filho de David se tornasse rei, novamente. O Novo Testamento mostra que Jesus Cristo descendia de Davi e Ele é o rei eterno de Seu povo. Portanto, é seguro concluir que o Senhor sempre se mantém fiel a Suas promessas da aliança.
Fonte: Andrews Study Bible.