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Lendo este capítulo estamos quase concluindo nossa reflexão no segundo livro de Samuel. Visualizando o conteúdo inspirado desde o primeiro livro da Bíblia, é fácil perceber que…
• Desde quando Satanás penetrou nosso planeta, a história mundial foi marcada por grande conflito entre o bem e o mal, o qual é bem percebido pelo povo de Deus.
Sendo privilegiados com a Palavra de Deus acessível a nós, podemos conhecer o caminho do bem para, então, desviarmos das avenidas do mal que tem o inferno como destino.
A Bíblia é um livro diferente, incomparável, com temas sublimes. Ela foi escrita por homens, mas sobrenaturalmente inspirada pelo Espírito Santo. Analisando os capítulos 21 a 24 do livro bíblico em apreço, onde está revelado o final do reinado de Davi, o Comentário Bíblico Africano destaca:
“Estes capítulos estão organizados de acordo com um requintado plano literário: dois relatos de pragas, um no começo e outro no final (21:1-14; 24:1-25), duas listas (21:15-22; 23:8-39) e, no meio, duas canções (22:1-51; 23:1-7)”.
Precisamente no capítulo em foco, destacam-se estes pontos:
1. A falha de Saul e as consequências de um voto desrespeitado; e, o evidente o amor de Rispa como mãe. Desta forma, a literatura bíblica evidencia as consequências das más atitudes, mas também exalta o exuberante amor de uma mãe (vs. 1-14).
2. Os pequenos podem vencer gigantes no poder de Deus. O menor alcança vitória sobre o menor quando existe confiança no Senhor. A literatura bíblica não esconde a força do mal; contudo, revela também a vitória dos débeis que dependem dEle (vs. 15-22).
O texto bíblico não despreza, nem humilha ou desvaloriza a figura feminina. O texto inspirado revela características sobressalientes e relevantes das mulheres na sociedade:
• A sabedoria da mulher vale mais que a força de milhares de homens; o que seria do mundo sem o toque feminino? (sobre essa verdade, confira II Samuel 19);
• O papel da mãe é importante para todo homem, e, o amor da mãe, que é incomparável, é essencial e vital em toda cultura, povo e nação.
Reflita: Alimentar preconceito à Bíblia é obstáculo à sua interpretação. A superficialidade e falta de familiaridade com Seu Autor são barreiras que inviabilizam a valorização do Livro mais importante do mundo! – Heber Toth Armí
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O sofrimento intenso de Davi registrado na Bíblia tem muitos objetivos, um deles é ajudar-nos a evitar o sofrimento causado pelo pecado. Temos de seguir seu exemplo positivo, porém fugir de suas atitudes negativas.
“Durante praticamente uma década do reinado de Davi as solenes palavras proferidas por Natã se cumpriram realisticamente. Começando pela imoralidade de Amnom, e prosseguindo até a supressão da rebelião de Seba, o mal foi fomentado na própria casa de Davi” destaca Samuel J. Schultz.
Veja a síntese deste capítulo, conforme Matthew Henry esboçou:
1. Antes que Davi chegasse a Jerusalém, uma nova rebelião é levantada por Seba (vs. 1-2).
2. Sua primeira obra, quando veio a Jerusalém, é condenar suas concubinas à prisão perpétua (v. 3).
3. Amasa, a quem confia a missão de levantar um exército contra Seba, é lento demais em suas ações, o que o atemoriza (vs. 4-6).
4. Um dos seus generais o assassina barbaramente, quando estavam no campo de batalha (vs. 7-13).
5. Seba finalmente está preso na cidade de Abel (vs. 14-15), mas os cidadãos o entregam a Joabe, assim a sua rebelião é esmagada (vs. 16-22).
6. O capítulo conclui com um breve relato dos grandes oficiais de Davi (vs. 23-26).
O grande conflito teve início no Céu, e, ao Satanás ser expulso de lá veio para a Terra. O conflito continuou desde que Adão e Eva cederam espaço ao pecado. Desde então houve guerras, desavenças, vinganças, rebelião, separação, contendas, assassinato, tragédias, etc.
Prossiga atentamente…
• Pessoas que lideram ao povo de Deus no cumprimento dos propósitos divinos neste mundo enfrentarão fortes oposições, lidarão com sérias rebeliões e, encararão tremendas conspirações (vs. 1-3);
• Dentre o povo de Deus sempre alguém levantará a bandeira do Céu, enfrentará ao mal, e porá o exército de Belial, os filhos do diabo, para correr (vs. 4-13);
• Deus, lá do Céu, intervém na história aqui da Terra, administrando toda situação a fim de que o mal não vença ao bem (vs. 14-22);
• Deus tem um exército de combatentes de gigantes do mal neste mundo (vs. 22-25).
Fuja do pecado para não perder tuas forças contra as fortes investidas do mal. Aprenda das falhas de Davi; mas, principalmente da sua postura frente aos inimigos dos planos divinos! – Heber Toth Armí.
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Deixe Cristo reformar aquilo que o pecado deformou em você! A Bíblia tem grande participação em nossa transformação. Quanto mais você abandonar o pecado que mata, para buscar a Cristo, mais vivificado serás, pois Ele é fonte de vida!
Davi era excelente rei, mas péssimo pai. Seus filhos estavam extraviados, ele entristecido. Sua vida demonstra que nenhum sucesso compensa o fracasso da família. Não há honra ser rei respeitado pelos súditos nem mérito quando se está de luto por um filho que morreu tentando lhe matar.
• O fracasso no lar pode levar ao fracasso profissional: Joabe repreendeu o rei Davi por negligenciar o bem-estar dos israelitas (vs. 1-8).
• Para agir com responsabilidade em prol de um povo, às vezes será necessário sacrificar os sentimentos oriundos dos sofrimentos causados pela irresponsabilidade na educação (vs. 9-10). “Iniciou-se um movimento para restaurar Davi ao trono. ‘Por que vos calais e não fazeis voltar o rei?’ é uma pergunta apropriada para a igreja apática de hoje”, afirma William MacDonald.
• É necessário sabedoria e perdão para resolver a situação causada por negligência espiritual (vs. 11-15). MacDonald também comenta: “Davi resolveu remover Joabe do comando do exército (provavelmente por ter matado Absalão) e colocou Amasa em seu lugar. Pouco tempo antes, Amasa, sobrinho de Davi, havia comandando as tropas de Absalão. Para alguém de fora, pode parecer que o rei puniu a lealdade e recompensou a rebelião, uma política de governo que dificilmente poderia trazer estabilidade. Sua decisão, porém, moveu […] o coração de todos os homens de Judá em favor dele, e lhe enviaram uma mensagem unânime de boas-vindas”.
• Tratar com cortesia, amabilidade e compaixão qualquer pessoa é uma forma de permitir que Deus aja através de nós para auxiliar e restaurar o estrago que causamos em Seus planos para nossa vida. Davi perdoou Simei, saiu para receber bem a Mefibosete após ouvir fofoca sobre ele, e ainda valorizou o velho Barzilai (vs. 16-39).
• Embora inveja atrapalhava, Deus, através de Sua graça e misericórdia operava a reunificação do governo davídico. Desta forma, os efeitos bombásticos do pecado ainda continuavam no reino de Davi (vs. 40-43); e, Deus também!
“Senhor, reconhecemos que falhamos. Perdoa-nos. Carecemos de ajuda para lidar com as consequências de nossas escolhas erradas! Fortalece-nos!” – Heber Toth Armí.
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Este capítulo é rico e cheio de preciosas aplicações! Leia-o com oração e alcançarás pérolas espirituais de grande valor…
Lúcifer usou sua habilidade, criatividade e liberdade para inventar o pecado. A partir daí suas características são nítidas nas pessoas que caem do nível do pecado da desobediência ao da rebeldia. Contudo, notam-se, também, traços de Deus nos filhos dEle:
• Absalão trilhou o mesmo caminho de Lúcifer, aventurou-se pela estrada da vaidade e ambição (vs. 9, 18; Ezequiel 28:16-17).
• Absalão levou boa parte do povo de Deus a participar da rebelião, assim como Lúcifer conquistou o coração da terça parte dos anjos (v. 7; Apocalipse 12:3-4).
• Absalão intentou usurpar através da guerra ao trono dado por Deus a Davi, da mesma forma que Lúcifer intentou usurpar ao trono de Deus (vs. 1-6; Ezequiel 28:13-16).
• Davi experimentou o desafio da rebeldia de seu filho, assim como Deus provou o enfrentamento bélico de Lúcifer e seus anjos (vs. 7-17; Apocalipse 12:7-9).
• Davi amou imensamente e desejou o bem de seu filho rebelde, assim como Deus amou a Lúcifer mesmo quando este O atacava (vs. 5, 19-32; Isaías 14:12-15).
• Davi chorou pela morte de seu filho Absalão, o que ilustra a tristeza de Deus pela rebelião de Lúcifer que, por sua nova personalidade formada pelo pecado tornou-se Diabo e Satanás (v. 33; Apocalipse 12:10).
O pecado é impetuoso em sua função destrutiva. Ele tornou Lúcifer, um anjo de luz, em Diabo e Satanás; arrastou a terça parte dos anjos; levou à morte mais de 20.000 homens de Israel, em batalha contra Davi; tornou o príncipe Absalão, o pai da paz, em ícone da rebelião contra os planos divinos.
Um dia Lúcifer terá fim como teve Absalão (Apocalipse 20). E, quem estiver com ele morrerá como os mais de 20.000 homens do exército de Absalão. Precisamos precaver-nos para que não participemos do exército do maligno; devemos ser membros do povo de Deus, então sairemos vencedores.
Precisamos abandonar avenidas do inferno para entrar pelo caminho do Céu (João 14:6); pois, em breve, o mal será eliminado! Nesse momento, o coração de Deus ficará partido porque muitos de Seus filhos preferiram a rebelião antes que Jesus – a salvação (Isaías 28:21).
A quem você reflete: Cristo ou o Diabo? – Heber Toth Armí.
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